sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal Diferente



Eu queria um Natal diferente,
um Natal com toda a gente
no Presépio de Jesus!
Um Natal de Harmonia,
de Justiça e Alegria,
onde tudo fosse Luz...

Eu queria um Natal diferente,
que começasse em Janeiro,
um Natal de um ano inteiro...
Era fácil, podes crer:
era só o Homem querer
pensar nos outros primeiro!

Eu queria um Natal diferente,
com toda a gente presente
no Presépio de Belém!
Mas falta sempre alguém
que não sabe que o Menino
nasceu por ele também!

Eu queria um Natal diferente,
em que cada coração
batesse com mais ardor!
Um Natal em que tu e eu
rompessemos a solidão,
dos que vivem sem Amor!

Eu queria um Natal diferente,
sem armas, guerras, rancor,
onde todos fossem gente,
sem dar importância à cor,
onde tudo fosse Paz,
onde tudo fosse Amor!

Eu queria um Natal diferente
mas com uma condição:
que serás tu, serei eu,
a levar a Boa Nova
do Menino que nasceu
a todo o Homem-Irmão!

E assim, talvez um dia,
esteja toda a Humanidade
no Presépio de Belém!
Até chegar essa hora,
vamos amar sem limites
para não faltar ninguém!


Maria Ana Themudo
in
De Mãos Dadas


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

JÔ SOARES
ENTREVISTA ARQUEÓLOGO CRISTÃO

29.11.2010


No dia 12 de Abril de 1961, o cosmonauta russo Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar na órbita da Terra, a bordo da nave Vostok I, proclamou ao mundo: "A Terra é azul." Criado num regime ateísta, num tremendo desprezo em relação à Bíblia, ele afirmou após o seu regresso: "Eu estive no céu e lá não vi Deus!"

A princípio, tal declaração parecia um golpe fatal sobre os que queriam unir fé e ciência. Alguém foi ao mais alto céu e não percebeu a glória do Criador. Mas o tempo se encarregou de corrigir o trocadilho do soviético e numa data muito sugestiva: 25 de Dezembro.

O ano era o de 1968 e três astronautas da Apollo 8 estavam circundando o lado escuro da Lua, numa órbita muito superior à alcançada por Yuri Gagarin. De repente, sobre o horizonte da lua rosa, apareceu a linda imagem azul do nosso planeta (a mesma contemplada pelo russo). Eles estavam conectados com vários canais de comunicação mundial. Não eram poetas, nem declamadores líricos, mas resolveram declamar juntos um verso que representava tudo o que se passava, naquele momento. Milhões de pessoas de várias partes do globo ficaram emudecidas enquanto os astronautas repetiam:
«No princípio criou Deus o Céu e a Terra.»

Deus estava lá, Gagarin é que estava míope para não O ver.
Rodrigo Pereira da Silva
Arqueólogo







sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

AGRADAR A DEUS


«Ao Senhor agrada os que O honram, os que confiam no Seu amor.» Salmo 147:11.

       A comissária de bordo que me recebeu no voo 8881, de La Paz para São Paulo, perguntou-me com timidez: "O senhor é o Pr Bullón?" O brilho dos seus olhos negros e o sorriso do seu rosto moreno expressavam uma emoção especial. Tinha lido o meu livro O Terceiro Milénio e as Profecias do Apocalipse, e no momento passava por uma luta entre a sua mente, que aceitava as verdades bíblicas, e o seu coração, que tremia.
       "Deus já fez tanta coisa por mim", disse ela "mas vejo tantas dificuldades na minha frente que tenho medo de decidir."
        A Cristiane estava a passar pelo doloroso processo do crescimento. Crescer não é fácil, porque significa aprender a navegar rumo ao porto seguro através de um mar de constantes mudanças e paisagens diferentes. Crescer é entrar cada dia num mundo desconhecido. E isso provoca medo, porque se vive uma realidade que foi construída de imagens e experiências, algumas criadas por nós mesmos, e outras emprestadas do mundo que nos rodeia.
       Quando essa realidade é apenas humana e limitada aos valores da Terra, não sentimos segurança. Vivemos, mas há sempre uma sensação inconsciente de vazio.
Até que um dia nos deparamos com a Palavra de Deus, cujos valores são absolutos e concretos, porque vêm de um Deus eterno e absoluto. No entanto, esses valores nem sempre combinam com a fragilidade da realidade humana. O resultado é medo, dúvida e indecisão.
       Mas a Cristiane é sincera, honesta e sonhadora. Sonha com a realidade de uma vida plena. Sabe que a plenitude não pode ser o fruto do seu esforço humano e, por isso, procura Deus. A emoção de me encontrar no avião, inesperadamente, nascia do facto de querer que um dia, de alguma maneira, Deus lhe dissesse: "Filha, vai em frente. Não tenhas medo. Só em Mim e na Minha Palavra a tua realidade terá as cores do arco-íris, a beleza do amanhecer e a permanência da montanha."

       - Cristiane, não sei se voltarei a vê-la nesta vida, mas a si e a todos os que como você procuram Jesus com sinceridade, quero lembrar-lhes que:


«Ao Senhor agrada os que O honram, os que confiam no Seu amor.»

Alejandro Bullón in Janelas para a Vida

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CONFERÊNCIAS PÚBLICAS




«O mundo está em crise. Por todos os lados muitos problemas e poucas soluções.

Lares desfeitos. Filhos carentes. Pais ansiosos. Doentes sem esperança. Pessoas famintas. Tristezas. Angústia. Desespero.

Será utopia imaginar alguém capaz de pôr em ordem o nosso velho mundo? Eliminando todos os problemas, fazendo justiça a todas as classes, sem distinção de credo ou raça?

Qual é a solução ideal para um planeta agonizante» num tempo como este?
Arthur S.Maxwell



Se o leitor deseja saber quem é esse homem, quando virá e o que fará ... acompanhe o Director-Orador do programa "Está Escrito" do Canadá na apresentação de oito Conferências em Lisboa, no Templo Adventista - Rua Joaquim Bonifácio nº 17, de 20 a 27 de Novembro pelas 20h e 30m, ou através da TV Adventista.  (Está nos Links à esquerda).



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A CARTA DE AMOR DE DEUS



MEU FILHO,

      Podes não Me conhecer, mas Eu sei tudo sobre ti... (Salmo 139:1)
      Sei quando te sentas e quando te levantas... (Salmo 139:2)
      Conheço bem todos os teus caminhos... (Salmo 139:3)
      Até os cabelos da tua cabeça estão contados... (Mateus 10:29-31)
      Pois foste feito à Minha imagem... (Génesis 1:27)
      Em Mim existes, vives, moves-te... (Actos 17:28)
      Tu és a Minha descendência... (Actos 17:28)
      Eu conheço-te desde antes de existires... (Jeremias 1:4-5)
      E escolhi-te quando planeava a criação... (Efésios 1:11-12)
      Não foste um erro! Toda a tua vida está escrita no Meu livro... (Salmo 139:15-16)
      Foste feito de forma admirável e maravilhosa... (Salmo 139:14)
      Formei-te no ventre da tua mãe... (Salmo 139:13)
      E tirei-te do ventre da tua mãe no dia do teu nascimento... (Salmo 71:6)
      Tenho sido mal representado por aqueles que não Me conhecem... (João 8:41-44)
      Não estou distante e zangado, pois sou a expressão completa do Amor... (1 João 4:16)
      E o Meu desejo é derramá-lo sobre ti... (1 João 3:1)
      Simplesmente porque és Meu filho e Eu sou o teu Pai... (1 João 3:1)
      Ofereço-te mais do que o teu pai terreno jamais poderia oferecer... (Mateus 7:11)
      Porque sou o Pai perfeito... (Mateus 5:48)
      Cada bom presente que recebes vem da Minha mão... (Tiago 1:17)
      Eu sou o teu provedor e supro todas as tuas necessidades... (Mateus 6:31-33)
      O Meu plano para o teu futuro tem sido sempre cheio de esperança... (Jeremias 29:11)
      Eu amo-te com um amor eterno!... (Jeremias 31:3)
      Os Meus pensamentos sobre ti são incontáveis como a areia da praia... (Salmo 139:17-18)
      E regozijo-Me por ti com cânticos... (Sofonias 3:17)
      Nunca vou deixar de te fazer bem... (Jeremias 32:40)
      Porque és o Meu tesouro mais precioso... (Êxodo 19:5)
      Desejo, de todo o coração e alma, plantar-te na terra que te preparei... (Jeremias 32:41)
      E mostrar-te grandes e maravilhosas coisas... (Jeremias 33:3)
      Se Me buscares de todo o coração, encontrar-Me-ás... (Deuteronómio 4:29)
      Deleita-te em Mim e dar-te-ei o que o teu coração deseja... (Salmo 37:4)
      Pois fui Eu que coloquei esses desejos em ti... (Filipenses 2:13)
      Eu sou capaz de fazer mais por ti do que podes imaginar... (Efésios 3:20)
      Pois sou o teu maior defensor... (2 Tessalonicenses 2:16-17)
      Eu sou também o Pai que te conforta em todas as tuas dificuldades... (2 Coríntios 1:3-4)
      Quando o teu coração está cansado, estou perto de ti... (Salmo 34:18)
      Como um pastor carrega um cordeiro, Eu carrego-te perto do coração... (Isaías 40:11)
      Um dia, enxugarei todas as lágrimas dos teus olhos... (Apocalipse 21:3-4)
      E afastarei de ti toda a dor que tenhas sofrido nesta terra... (Apocalipse 21:3-4)
      Eu sou o teu Pai, e amo-te tal como amo o Meu Filho, Jesus... (João 17:23)
      Pois em Jesus, o Meu amor por ti é revelado... (João 17:2)
      Ele é a representação exacta do que Eu sou... (Hebreus 1:3)
      Ele veio para demonstrar que Eu estou contigo e não contra ti... (Romanos 8:31)
      E para te dizer que não estou a contar os teus pecados... (2 Coríntios 5:18-19)
      Jesus morreu para que tu e Eu pudéssemos ser reconciliados... (2 Coríntios 5:18-19)
      A Sua morte foi a expressão suprema do Meu amor por ti... (1 João 4:10)
      Eu desisti do que amava para poder alcançar o teu amor... (Romanos 8: 31-32)
      Se receberes o presente do Meu Filho Jesus, recebes-Me a Mim... (1 João 2:23)
      E nada te poderá separar do Meu amor outra vez... (Romanos 8:38-39)
      Regressa a casa e farei a maior festa que o Céu já viu!... (Lucas 15:7)
      Eu sempre fui um Pai e sempre serei Pai... (Efésios 3:14-15)
      A Minha pergunta é... tu queres ser Meu filho?... (João 1:12-13)
      Estou à tua espera... (Lucas 15:11-32 - Parábola do Filho Pródigo)


      Com amor, o teu Pai,

DEUS TODO PODEROSO




A Bíblia é uma Carta de Amor de Deus para todos os Seus filhos.
Deus enviou-a especialmente para si. Já a leu?
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COMO VAI RESPONDER AO GRANDE AMOR DE DEUS?

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1711-001, Lisboa
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(Pode ler os versículos em Leituras para a Vida - O GRANDE AMOR DE DEUS - 12.11.2010)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

«ATÉ QUE ELE VENHA»


«Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.» João 5:28, 29.

       Num pequeno cemitério inglês existe uma sepultura na qual se vê um anjo esculpido em mármore. Numa das mãos segura uma chave posicionada em frente de um cadeado. Com a outra mão ele protege os olhos, enquanto olha para cima. E na base da lápide está gravada a inscrição:

«Até que Ele venha».

       A intenção do escultor era que vissemos, através dos olhos dos anjos, a glória de Deus por ocasião da vinda de Cristo, quando as sepulturas serão abertas e os crentes ressurgirão para a vida eterna. Para os que crêem na Bíblia, a morte é um curto descanso que durará até à volta de Jesus.

       A Bíblia descreve a morte 53 vezes, como um sono. Ao falar da morte de Lázaro aos Seus discípulos, o Mestre simplesmente declarou: "O nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou despertá-lo." João 11:11. Jesus ressuscitou Lázaro milagrosamente para demonstrar o Seu poder sobre a sepultura. Não precisamos de ter medo da morte. O nosso amado Salvador põe um 'sinal' na sepultura de cada um dos Seus filhos.

       Um dia, o nosso Senhor vai descer à Terra. O céu será iluminado com a Sua glória. Ele vai irromper entre as nuvens. Assim como chamou Lázaro pelo nome, há séculos atrás, também chamará os nosso amados pelo respectivo nome. As sepulturas serão abertas, e eles também sairão.

Mas haverá uma diferença significativa. Quando Lázaro foi ressuscitado, ele não recebeu um corpo imortal, glorioso. Ressuscitou para testemunhar do poder do Senhor, mas morreu outra vez. Quando os nossos entes queridos forem ressuscitados, serão ressuscitados com corpos imortais e gloriosos, para nunca mais morrerem.
       Uma nova vida pulsará nas suas veias. Levantar-se-ão com todo o vigor da juventude. Serão absolutamente perfeitos. E nós, os que estivermos vivos, também seremos transformados num instante para recebermos os nossos corpos imortais e gloriosos. Que esperança! Que promessa! Que ela conforte, hoje, o nosso coração.


Mark Finley
SOBRE A ROCHA

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A HONRA É MELHOR QUE HONRARIAS



«...Aos que Me honram, honrarei...» I Samuel 2:30.


       O momento era tenso. Rosalie Elliott tinha conseguido chegar à quarta rodada de um concurso de ortografia, de âmbito nacional, em Washington. A menina de 11 anos, de Carolina do Sul, deveria soletrar a palavra avowal (confissão). No seu delicado sotaque sulino ela soletrou a palavra, mas os membros do júri não conseguiram captar se ela usara um a ou um e na penúltima letra. Depois de conversarem entre si por alguns minutos eles ouviram a reprodução da fita gravada. A letra crucial no entanto estava muito difícil de ser entendida por causa do sotaque da menina. Finalmente, o presidente do júri fez a pergunta à única pessoa que sabia a resposta.
- Na penúltima letra você disse a ou e?

       Naquele momento, depois de ouvir os cochichos dos adversários, Rosalie já sabia soletrar a palavra correctamente. Mesmo assim, sem nenhuma hesitação, ela respondeu que errara a grafia da palavra e abandonou o palco.
       A platéia inteira levantou-se e aplaudiu-a, inclusivé cerca de 50 jornalistas. O momento foi de entusiasmo e orgulho para os seus pais. Mesmo tendo sido derrotada, ela saiu vitoriosa. Na verdade, ao longo dos anos escreveu-se muito mais a respeito de Rosalie Elliot do que do vencedor 'desconhecido' daquele concurso!


QUANDO FALAMOS A VERDADE, MESMO QUE ELA SEJA CONTRA NÓS, ISSO NOS CAUSA GRANDE HONRA.

Pequeno Devocional de Deus para Homens




HÁ ALGO DE TÃO MAGNÍFICO COMO UM GRANDE HOMEM:
UM HOMEM DE HONRA.

Alfred de Vigny



AS NOSSAS MENTIRAS COMPROMETEM-NOS AINDA MAIS
DO QUE QUALQUER VERDADE.

Camille Goemans



PELO QUE DEIXAI A MENTIRA, E FALAI A VERDADE
CADA UM COM O SEU PRÓXIMO; PORQUE
SOMOS MEMBROS DE UM MESMO CORPO.

S. Paulo


A Verdade é Sempre Melhor! Proporciona Paz de Espírito.
Isto é Essencial à Saúde.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010



A OPORTUNIDADE DE DEUS

Gostava de vos falar hoje de uma palavra, que, na verdade, não suporto, e que todos, sem excepção, a usam. Decidi atribuir-lhe sinónimos e espero que adivinhem qual é, pois nem ouso pronunciá-la. Sinónimos: conjuntura política perigosa, situação anormal e grave, situação aflitiva, momento decisivo, dificuldades graves.

Alguns apresentam soluções para esta palavra. Uns dizem que é o amor, outros a força e, ainda outros, a mudança de políticas e de mentalidades. Coisas simples. Há quem diga, os mais eruditos, que a solução se encontra assente em palavras como tolerância, cooperação, diplomacia... um sem número de palavras sofisticadas, mas que no fundo encontram seres indiferentes e silenciosos perante um mundo contaminado, até por eles próprios.

Será que esta palavra, este sentimento, existe pelo facto de nós termos a solução para ela?

Eu acredito que sim. O nosso mundo está, cada dia que passa, mais alicerçado e dependente de "messias", dos quais o nome pode soar bem para propaganda política, mas que são impotentes para o tamanho do problema que enfrentamos.

E o problema está bem na frente do nosso nariz. É a distância que existe entre cada um de nós e o Ser que nos criou. A Bíblia diz-nos que esse Ser é o EU SOU, outros pensam e falam em outros nomes. Eu falo d`Aquele que me amou e, por O experimentar, eu amo.

O mundo tem dito que Deus... não. Eu digo, por experiência própria, que Deus... sim. Deus, sim, dá-me o equilíbrio mental e emocional de que necessito cada dia. Deus sim, dá-me a sabedoria nas horas mais difíceis. Deus, sim, transforma o beco em estrada ampla. Deus sim, pois na hora da morte de alguém querido Ele Se mantém. Deus, sim, quando alguém, que eu amo parte definitivamente e Ele não. Deus sim. Sim, Sempre!

Eu nasci num "berço" que tinha tudo para ser religioso. E assim foi até que encontrei Deus na minha vida. A partir desse dia, somos amigos. Encurtei a distância.

Existe uma pequena frase na Bíblia em que Deus diz o seguinte: "Eu Sou Deus".

E agora, necessariamente, a pergunta: Porque precisamos de saber que Deus é Deus?
Porque só Ele é a solução ("e não há outra..."). Faça do dia de hoje, o dia da oportunidade. O Dia da Oportunidade de Deus. Tenha um bom dia!

Rúben Nóbrega
(um jovem excepcional...)



"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhámos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.

Hoje já não tenho tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para o seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.

Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas
que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro.

Vamo-nos perder no tempo...

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e
perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!

- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons
anos da minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.
E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes
daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a
sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não
deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de
grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos!"


Fernando Pessoa


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

POSSO TODAS AS COISAS


«Posso todas as coisas n'Aquele que me fortalece.» Filipenses 4:13.

       Há tempos vi, na Internet, um vídeo de uma senhora americana, chamada Barbara, que tinha nascido sem braços. É impressionante a maneira como ela consegue sobrepor-se à sua deficiência e executar todas as tarefas caseiras com o auxílio dos dedos dos pés: partir um ovo e fritá-lo, mudar a fralda do seu bebé, conduzir o carro ou desempenhar as tarefas da sua vida profissional.
       Recentemente, num outro vídeo, vi um bebé brasileiro que nasceu sem braços nem pernas. Os pais entregaram-no a uma instituição. Ali era alimentado, mas ninguém se incomodava com ele. Uma família cristã americana, tendo ouvido falar deste bebé, sentiu que era seu dever cuidar dele. Acabou por adoptá-lo. Chamaram-lhe Gabe. Rodearam-no de todo o carinho e incutiram nele a vontade de lutar e procurar sobreviver sem recorrer constantemente ao auxílio de outros. É maravilhoso ver esta criança atirar-se a uma piscina, subir uma escada, aprender a escrever e desembaraçar-se das tarefas quotidianas. Vê-lo sorrir sob estas circunstâncias é fascinante.
       Não posso deixar de mencionar o irmão Diogo da nossa igreja. Aos 21 anos ficou cego. Sozinho criou dois filhos. Apesar de tudo, é uma pessoa sorridente e bem disposta, em quem não se nota nenhum vestígio de revolta. Gosto de o ver dar umas boas gargalhadas depois de uma piada. Sobretudo tem um espírito de consagração que o leva a partilhar a sua fé com inúmeras pessoas a quem dá estudos bíblicos. Acho que ele pensa mais nos outros do que em si próprio. Todos nós o apreciamos, até porque nos inspira a lutar.

       Como é maravilhosa a maneira como Deus nos dotou de capacidades que nos ajudam a ultrapassar as vicissitudes da vida. Contudo, encontramos cristãos que ficam completamente desanimados quando lhes surge qualquer obstáculo no caminho.
       Quando Deus permite que certas circunstâncias nos atinjam, Ele também dá os meios para as podermos suportar e ultrapassar. S. Paulo, certa vez, incomodado com um mal que o afligia, pediu ajuda a Deus. «A Minha graça te basta...», foi a resposta que recebeu.

       Amigo leitor, acabou de acordar. Durante a noite, quantas pessoas se debateram entre a vida e a morte no leito de um hospital? Depois, olhe para os seus braços, para as suas pernas. Não é um privilégio poder levantar-se, caminhar, lavar a cara com as suas próprias mãos, poder ver a luz do dia e a face maravilhosa daqueles que lhe são queridos?!

       Meu amigo, ainda acha que tem problemas? Pense na Bárbara, no Gabe e em tantos outros, e enfrente o dia com ânimo. Lembre-se das palavras de S. Paulo:

«Posso todas as coisas n'Aquele que me fortalece.»

José Maria Marques de Sousa


Recordando um Passado de Alguns Portugueses
e Algumas Vicissitudes...


Cabinda

Luanda

Benguela

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

TODA A DIFERENÇA!!!



Abraham Lincoln              Jean Rousseau
Albert Einstein                   Platão
Nero                                       Joan Kepler
Marie Curie                          Ho Chi Minh
Isaac Newton                      Sigmund Freud
Tiradentes                            Guglielmo Marconi
Júlio César                           Charles Chaplin
Charles de Gaulle               William Shakespeare
Juscelino Kubitschek       Wolfgang A. Mozart
Elvis Presley                         H. G. Wells
John F. Kennedy                Adolf Hitler
Charles Dickens                   Leonardo da Vinci
Maomé                                    Stradivarius
Winston Churchill               Henry Ford
Érico Veríssimo                   Alexander Fleming
João Gutenberg                    D. Pedro I
D. Pedro II                              Benito Mussolini
Mahatma Gandhi                 Confúcio
Gautama Buda                      Vladimir Lenin
Santos Dumont                     Victor Hugo
Papa João XXIII                   Napoleão Bonaparte
Joana d'Arc                            Thomas Alva Edison
Aristóteles                               Gamal Abdel Nasser
Che Guevara                           Juan D. Perón
Castro Alves                          Átila, Rei dos Hunos
Karl Marx                                Kruschev
Charles Darwin                      Albert Schweitzer
Getúlio Vargas                       Hellen Keller
Mao Tsé-Tung                        Ptolomeu


TODOS ESTES E MILHÕES DE OUTROS ESTÃO MORTOS - MAS JESUS VIVE!

Revista MOCIDADE - Casa Publicadora Brasileira



PORQUE ELE VIVE

Deus enviou Seu Filho amado
Para sofrer em meu lugar;
Na cruz morreu mas vivo agora está,
Pois ressurgiu e para sempre viverá.

Porque Ele vive, posso crer no amanhã;
Porque Ele vive, temor não há.
Eu sei que minha vida não será mais vã,
Pois meu futuro em Suas mãos agora está.

Quão grato é viver com Cristo,
E desfrutar Seu doce amor,
E certo estar de Sua protecção,
Nos dias calmos ou nas horas de aflição.

E quando, enfim, chegar a hora
De aqui cessar o meu viver,
Não temerei, pois CRISTO VIVO ESTÁ,
E eu viverei, pois vida nova me dará.

Porque Ele vive, posso crer na amanhã;
Porque Ele vive, temor não há.
Eu sei que minha vida não será mais vã,
Pois meu futuro em Suas mãos agora está.


William J. Gaither




Baseado em factos e testemunhos totalmente credíveis é legítimo concluir que o Cristianismo é uma religião histórica.

       «Ora o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no Céu, e assentou-Se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram.» Marcos 16:19, 20.

       «E destas coisas vós sois testemunhas. E eis que sobre vós envio a promessa de Meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as Suas mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os Ele, Se apartou deles e foi elevado ao Céu. E, adorando-O eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém.» Lucas 24:48-52.

       «Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.» João 21:24.

       «Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar. Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera.» Actos dos Apóstolos 1:1, 2.

       «Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há-de vir sobre vós; e ser-Me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem O recebeu, ocultando-O a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto Ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco. Os quais lhes disseram: "Varões galileus, por que estás olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no Céu, há-de vir assim como para o céu O vistes ir.» Actos dos Apóstolos 1: 8-11.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

AUTO-ESTIMA


       John McKay, o grande treinador de futebol da Universidade do sul da Califórnia, foi recentemente entevistado na televisão, quando se falou do talento desportivo do seu filho. John Júnior foi um jogador bem sucedido na equipa do pai. O treinador McKay foi interrogado sobre o orgulho que devia sentir pelas realizações do seu filho no relvado. A sua resposta foi muito impressionante:

"Sim, estou satisfeito que o John tivesse uma boa temporada no ano passado. Ele joga bem e eu estou orgulhoso dele. Mas também me sentiria orgulhoso dele se nunca tivesse jogado."


       O treinador McKay estava, realmente, a dizer que o talento de John para o futebol estava sendo reconhecido e apreciado, mas o seu valor humano não dependia da sua capacidade de jogar. Assim, o seu filho não perderia o respeito próprio se, na próxima temporada, tivesse fracasso e desapontamento. O lugar de John no coração do pai era seguro, independentemente da sua actuação.
Eu gostaria que cada criança pudesse dizer o mesmo.

       Mas, ao contrário, o valor humano na nossa sociedade é cuidadosamente reservado para aqueles que atendem a certas especificações rígidas. Pessoas bonitas nascem com ele; aquelas que são altamente inteligentes também encontram aprovação; os astros dos desportos geralmente são respeitados.

       Mas ninguém é considerado valioso só porque existe! A aceitação social é concedida com bastante cuidado na certeza de excluir aqueles que não estão qualificados.
Creiam ou não, uma criança de 5 anos de idade é capaz de 'sentir' a sua própria falta de valor neste sistema. A maioria dos nossos pequeninos observa desde muito cedo que algumas pessoas têm valor e outras não; também sabem quando são perdedores! De muitas maneiras, nós os pais ensinamos-lhes inadvertidamente este sistema, começando na infância, a colocar uma etiqueta com preço no valor humano. O resultado é um sentimento de inferioridade e insuficiência que se alastra e, provavelmente, incluíu você e eu.

Mas há um caminho melhor!


OS ÚNICOS VALORES VERDADEIROS

       ... Tendo rejeitado a beleza física, a inteligência e o materialismo como determinantes do valor humano, temos agora de decidir o que colocar no seu lugar. Já examinou conscientemente os valores que está a ensinar aos seus filhos? Está a seguir um plano bem traçado de acção em benefício deles, instilando-lhes atitudes e conceitos que são dignos da dedicação deles? O espírito humano precisa de algo significativo para crer e a responsabilidade instrutiva é demasiado importante para ser manejada a esmo.

       Creio que a contribuição mais valiosa que um pai ou mãe pode dar ao filho é instilar nele uma fé genuína em Deus. Que maior satisfação para o ego do que saber que o Criador do Universo é o seu Amigo Pessoal? Que Ele me dá mais valor do que tudo o que existe no mundo, que Ele entende os meus temores e as minhas ansiedades, que Ele me busca com amor sem medida quando ninguém mais se importa, que o Seu Filho único realmente deu a Sua vida por mim, que Ele pode transformar o meu passivo em activo e o meu vazio em plenitude, que há uma vida melhor depois desta, na qual os actuais defeitos e imperfeições serão eliminados - onde o sofrimento e a dor não passarão de lembranças esmaecidas!
       Que bela filosofia para 'revestir' o seu filhinho! Que mensagem fantástica de esperança e coragem para o adolescente magoado que foi esmagado pelas circunstâncias da vida. É amor-próprio no mais alto grau, não dependendo de caprichos do nascimento ou aprovação social, ou do culto da supercriança, mas de um decreto divino.
Se isto é o ópio do povo, como disse Karl Marx, então arrisquei toda a minha vida na validade da Sua promessa!

       Por que destaco o papel da fé cristã tão fortemente com referência ao amor-próprio e dignidade dos nossos filhos? Porque esta crença oferece o único caminho da vida que nos pode libertar da tirania do ego. Não se enganem. O ego humano é um ditador de sangue frio. Quando fica insatisfeito, como no caso de Lee Harvey Oswald e muitos outros contemporâneos seus, pode paralisar a sua vítima, destruindo qualquer vestígio de confiança e iniciativa. Quando é mimado, por outro lado, a sua sede e fome simplesmente tornam-se insaciáveis. Ao contrário do apetite pela comida, água, sexo e outras exigências fisiológicas do corpo, a necessidade de amor-próprio torna-se mais exigente quando gratificada.
       Os grandes militares do mundo, por exemplo, respeitados e enaltecidos por milhões de soldados e civis, não se tornaram mais humildes e mais modestos quando atingiram a fama e o poder. O General Douglas MacArthur, o General George Patton, o Marechal-de-Campo B. L. Montgomery, o General Charles DeGaulle e outros líderes militares aliados da Segunda Guerra Mundial mui pouco tinham de humildade e espírito de sacrifício. Do mesmo modo, reis e rainhas, políticos, campeões de atletismo e médicos famosos, todos tiveram a tendência de se tornar mais egoístas na medida em que o seu status social foi subindo. Na verdade, tenho observado que quanto mais exaltada é a pessoa, mais propensa ela fica a revelar as suas exigências infantis.

       Os dois homicidas mais sangrentos de todos os tempos, Joseph Stalin e Adolph Hitler, embriagaram-se na gratificação dos seus próprios egos. Conforme o poder de Stalin crescia na Rússia, exigia mais e mais subserviência e adoração dos seus seguidores. Espalhou estátuas, retratos e monumentos dele por todo o país e deu o seu nome a inúmeras ruas, marcos e até mesmo cidades. Conforme o seu orgulho foi crescendo, também a sua brutalidade. Qualquer um que desafiasse a sua opinião mesmo sobre questões triviais logo desaparecia da face da terra. E num dos mais chocantes exemplos de auto-engrandecimento jamais demonstrado, assassinou muitos cidadãos da localidade onde passou a infância, para poder reescrever a sua história pessoal sem testemunhas contraditórias! Vocês são capazes de imaginar a cena de um professor ancião diante do pelotão de fuzilamento pelo inofensivo facto de se lembrar do seu antigo aluno? Diz-se que Stalin executou cerca de dez a trinta milhões de pessoas a sangue frio, muitas das quais morreram por nada mais substancial do que a exigência incontrolável do ego de Stalin!

       A história de Adolph Hitler é mais conhecida, mas não menos horrorosa. Temos amplos motivos, para crer que a exterminação impiedosa de seis milhões de judeus resultou da sua crença em que essa raça contribuiu para o seu próprio complexo de inferioridade. Verdadeiramente, o ego do homem é um tirano assustador quando reina irrestritamente.

       Repetimos, os princípios do Cristianismo podem libertar-nos dessa tirania egoísta. Eles focalizam os outros e não nós mesmos, enquanto garantem o valor humano numa escala de valores totalmente diferente da escala da sociedade. Jesus Cristo nunca disse que as pessoas bonitas levavam vantagem sobre as demais; Ele nunca prometeu favores especiais para os intelectuais; Ele não foi parcial com os ricos; Ele não se impressiona com o sangue azul. Na verdade, expressou o Seu desprezo por estes e outros valores sociais no capítulo 16 de Lucas, versículo 15 (Versão Revista e Actualizada):

«Pois aquilo que para os homens tem muito valor, nada vale para Deus.»

       Por outras palavras, Deus realmente odeia as coisas que nós valorizamos mais, porque ele vê a loucura da nossa adoração por aquilo que podemos ter por um período tão breve.
Mas o que Deus valoriza? Não podemos substituir o nosso sistema pelo d'Ele se a Bíblia fornece a chave para o sistema de valores divinos para a humanidade? A meu ver, é composto por seis princípios importantissímos:

1) Devoção a Deus
2) Amor à Humanidade
3) Respeito à Autoridade
4) Obediência aos Mandamentos Divinos
5) Autodisciplina e Autocontrole
6) Humildade de Espírito.


       Estes seis conceitos vieram da mão do próprio Criador e são absolutamente válidos e relevantes para a nossa vida. Quando aplicados, estimulam a criança a procurar as oportunidades neste mundo, e não a obrigam a esconder-se em isolamento solitário. Não levam à neurose e desespero, como fazem os valores humanos, mas à saúde física e emocional. Não é isto que Isaías 54:13 quer dizer, quando declara: «Todos os teus habitantes serão Meus discípulos, e viverão em paz total» (Versão Revista e Actualizada)?
       O amor-próprio saudável que Cristo ensinou, envolve, portanto, não a arrogância e a presunção, nem a inferioridade e a indignidade. É uma humilde reverência diante de Deus e de cada membro da Sua família humana. Não devemos considerar os nossos próximos como melhores ou piores do que nós mesmos; antes, temos de amá-los como a nós mesmos e essa prescrição coloca toda a questão do amor-próprio na sua devida perspectiva.

Tente - você vai gostar!

Esconde-Esconde - Editora Vida
James Dobson
Psicólogo

(Leia mais em Leituras para a Vida - Nem de menos...Nem de mais! - 01.10.2010)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

FUNDAMENTOS SÓLIDOS



«Escolhei hoje a quem sirvais... porém, eu e a minha casa, serviremos ao Senhor.» Josué 24:15.

       Há alguns meses, um senhor bem-vestido visitou a nossa escola. Entrou e perguntou pela D. Dália, que tinha sido a sua professora primária há 33 anos atrás. Há 26 que o senhor vivia nos Estados Unidos, mas estava numa viagem de negócios
e fez questão em procurá-la. Hoje, um engenheiro bem-sucedido, queria que ela soubesse que tudo o que tinha conseguido na vida, tinha sido graças aos ensinamentos e exemplo dela. Recebi, esta semana, um e-mail do Senhor Victor a contar que tinha sido um prazer rever a sua professora Dália Mateus.
       A construção de uma casa sólida requer sempre planos cuidadosos e escolha de construtores hábeis. É um dos empreendimentos mais exigentes que uma família pode fazer. Mais importante do que construir paredes é formar caracteres.
       Os alicerces não se vêem e, no entanto, são a parte mais importante da casa. Quanto mais o terreno à volta é perigoso, mais cuidado se deve ter em colocar os fundamentos. Jesus cresceu no Egipto durante os primeiros sete anos da Sua vida.

       Longe de multidões e de convívio com os da mesma língua, numa terra estranha, de Maria, Sua mãe, Ele aprendeu lições importantes para Se tornar o Filho do Homem. Nazaré era conhecida pela sua má reputação, no entanto foi o local escolhido por Deus para Jesus lá passar parte da Sua infância e juventude. Ele era social por natureza, mas não Se misturava com os jovens nas suas brincadeiras maldosas. Estava sempre pronto para ajudar, aliviar o sofrimento e carregar os fardos dos que se cruzavam com Ele.

       Como uma planta tenrinha exige cuidados especiais para se tornar uma árvore forte, os anos mais importantes para se formar um carácter sólido, são os primeiros. Uma criança necessita de carinho, segurança e regras bem definidas para se desenvolver harmoniosamente. Além de uma mãe e de um pai presentes, precisa de conviver com outros familiares, vizinhos
e membros da igreja e comunidade escolar.
       Existe muita sabedoria no provérbio africano que afirma
que «será preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.» Precisamos de estar todos do mesmo lado, a trabalhar e pedir a Deus que as nossas criancinhas recebam "nutrientes" suficientes para se tornarem fortes moral, física e intelectualmente.

«O objectivo da educação é tornar espelhos em janelas.» - Sydney Harris

Anne Nunes

Directora da "Academia da Criança" e Oficina de Talentos
R. Ponta Delgada, nº 1,  1000-239  Lisboa
Telemóvel - 919 264 994
anne.nunes@gmail.com



«EM BUSCA DA EXCELÊNCIA

Um novo ano lectivo está diante de nós, o que nos leva a reflectir em como a vida, desde a infância, é uma corrida de resistência e perseverança que premeia os mais bem preparados e mais decididos.

Desde os primeiros e titubeantes passos do bebé que as suas qualidades inatas vêm ao de cima. É a carga genética em todo o seu esplendor! Mas, a partir daí, o ambiente, a vivência familiar, a educação, começam cada vez mais a marcar o andamento da sua preparação para a vida. E da noção que os pais possam ter da sua missão como orientadores do seu desenvolvimento, depende grandemente a possibilidade da criança, do jovem, vir a alcançar a excelência na sua vida, em todos os
aspectos.

Como dizia um poeta persa do décimo século, «quando a árvore é pequena o jardineiro orienta-a como quer. Mas quando ela cresce, ele já não consegue endireitar-lhe as curvas e as sinuosidades.»

Num mundo cheio de problemas, mas também de oportunidades, o correcto balanço entre os afectos e as regras e limites que desde cedo se oferecem à criança no lar (pelos pais, avós e outros familiares), são, em grande parte, os alicerces do que ela virá um dia a ser, como adulto. Se a educação dos primeiros anos for bem sucedida, quando chegar a hora de se iniciar na escola, ela terá a capaciadde de compreender a importância da instrução escolar para a sua vida. Ela entenderá a escola não como algo desagradável e fastidioso, mas a oportunidade que lhe é dada de vir a ser alguém tão ou mais realizado profissionalmente e útil, como a sua mamã e o seu papá.

Se nos compararmos com outros povos menos afortunados do que nós, mas que põem a educação dos seus jovens num alto pedestal, nós, como sociedade e como povo, não ficamos muito bem colocados. Aos poucos, fomo-nos habituando a ver os resultados dos nossos educandos nivelados por baixo, deixando para trás a procura do ideal e da excelência, sem a qual o declínio da nossa sociedade será inevitável.

Por isso, como pais e educadores, pensemos bem o que esperamos dos nossos filhos quando nos prepararmos para os levar à escola.

Com amizade,

Samuel Ribeiro
Pediatra

Saúde&Lar

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A LEI DO AMOR



DIREÇÃO ÚNICA


«A  lei  do  Senhor  é  perfeita  e  restaura  a  alma;  o  testemunho  do  Senhor  é  fiel  e  dá  sabedoria  aos  símplices.» Salmo 19:7


       Há um sinal de trânsito muito comum e simples que é facilmente compreendido e interpretado até pelas crianças. É o sinal de sentido único. É uma seta horizontal ou vertical, indicando a direção a ser seguida - em frente, à direita ou à esquerda. É interessante notar que os bons motoristas tomam duas decisões muito importantes com relação a esse e aos demais sinais de trânsito. A primeira é não questionar a validade ou não dos sinais que encontram pelas ruas e estradas. A segunda: Obedecem aos sinais, pois sabem que todos eles têm propósitos bem definidos e que foram estabelecidos para a sua própria segurança
e bem-estar.

       Já pensou o que iria acontecer nas ruas das cidades e nas estradas, se fosse facultado
o direito a cada motorista, ou transeunte, de estabelecer as regras da sua própria conduta
e andar por onde quisesse e com a velocidade que desejasse? O trânsito do nosso velho mundo tornar-se-ia um caos e os acidentes multiplicar-se-iam ainda mais.

       Tendo como objectivo a ordem e o bem-estar de todos os seres humanos, Deus, que é todo amor, também estabeleceu sinais bem distintos para orientar o comportamento de todos nós. É a lei dos Dez Mandamentos. Esta lei divina, embora simples e concisa, é muito perfeita. Ela regulamenta todos os nossos actos, tanto em relação ao nosso próximo, como também para com Deus. Assim, sendo Deus um legislador sábio e perfeito, pergunto: Caber-nos-ia a nós, criaturas Suas, limitadas em sabedoria e entendimento, ficar a questionar a validade deste ou daquele mandamento? É claro que não! Cabe-nos unicamente obedecer, sabendo que eles foram estabelecidos com o propósito de desenvolver o nosso próprio
bem-estar. Foi muito a propósito que David escreveu no salmo 19, versos 7 e 8 (BLH):

«A lei do Deus eterno é perfeita e nos dá novas forças. Os Seus conselhos merecem confiança e dão sabedoria às pessoas simples. Os ensinos do Deus eterno são certos e alegram o coração. Os Seus ensinamentos são claros e nos dão sabedoria.»
       
Que o bom Deus nos ajude a ver toda a beleza e toda a importância da sua maravilhosa lei, os Dez Mandamentos. E que, mediante o poder da graça de Jesus e a constante orientação do Espírito Santo, possamos encontrar motivação e força para sermos filhos obedientes.


Rodolpho Gorski
UMA PALAVRA AMIGA



DEZ MENOS UM = ZERO

«Tu  ordenaste  os  Teus  mandamentos,  para  que  os  cumpramos  à  risca.» Salmo 119:4

       Imagine isto: Eu dou-lhe a receita de um bolo de chocolate. Escrevo tudo num papel - ingredientes, medidas e 30 minutos no forno, a trezentos graus. Você segue passo a passo
as indicações. Só muda um detalhe. Em vez de deixar o bolo no forno durante os trinta minutos, decide deixá-lo durante cinco horas. Sairía um pedaço de carvão.
       Imagine outro quadro. Você está com pneumonia e vai ao médico. Ele passa-lhe uma receita. Você segue tudo ao pé da letra, só que em vez de tomar o antibiótico de oito em
oito horas, você decide tomar todo o frasco de uma só vez. Morreria.

       Há pessoas que acham que as recomendações divinas não funcionam. Mas se observar, essas pessoas não seguem as prescrições divinas " à risca", como o salmista aconselha no versículo de hoje.
       Os eruditos não sabem quem foi o autor do salmo 119, mas quem quer que tenha sido, escreveu-o por inspiração divina. Com clareza e contundência.

       Os ensinamentos divinos não foram dados aos ser humano para que os discutisse ou
os adaptasse, mas para serem cumpridos "à risca". Qualquer outra atitude por parte do
homem é arriscada, perigosa e fatal.
       Escrevo esta meditação no avião que me transporta de São Paulo para Buenos Aires.
São exactamente 23:05 h. A hospedeira acaba de anunciar que o avião vai começar os procedimentos de descida. Estamos a terminar um voo de três horas e pergunto-me: O
que seria dos passageiros se o piloto decidisse não seguir um "pequeno detalhe" como
fazer descer o trem de aterragem?
Vale a pena rever os nossos "procedimentos" todos os dias. Estou a seguir "à risca" as recomendações divinas? Observar tudo e deixar de lado apenas um assunto, por mais insignificante que pareça, pode ser fatal.
       O que é que não está a funcionar na sua vida? O casamento? Os negócios? O relacionamento com os filhos? Olhe para os conselhos divinos e peça forças a Deus para seguir esses conselhos "à risca" e verá como muita coisa vai mudar.

Clame ao Senhor hoje e diga:
"Tu ordenaste os Teus mandamentos para que os cumpramos à risca."


Alejandro Bullón
JANELAS PARA A VIDA

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A LIÇÃO DO JARDINEIRO





«O Amor Floresce nos Pequenos Detalhes, como Gotas de Chuva que Humedecem o Solo, ou como o Sol Abundante que se faz Generoso, Distribuindo o seu Calor, a Ternura, a Simpatia, o Respeito, a Verdade.



São Detalhes de Suma Importância para que a Florescência do Amor seja Plena e Frutifique em Felicidade.»


        Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro para fazer a manutenção do seu jardim.
        Ao chegar a casa, o executivo viu que estava contratado um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.
        Quando o rapaz solicitou ao executivo permissão para utilizar o telefone, o homem não pôde deixar de ouvir toda a conversa.

        O rapaz ligou para uma senhora e perguntou:
        - A senhora está a precisar dum jardineiro?
        - Não, já tenho um.
        Foi a resposta.
        - Mas, além de aparar a relva, frisou o garoto, eu também tiro o lixo.
        - Nada demais.
        Retrucou a senhora, do outro lado da linha.
        – O meu jardineiro também faz isso.
        O garoto insistiu:
        - Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço.
        - O meu jardineiro também.
        Tornou a falar a senhora.
        - Eu faço a programação de atendimento o mais rápido possível.
        - Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente, nunca me deixa, nunca se atrasa.
        Numa última tentativa, o menino arriscou:
        - O meu preço é um dos melhores.
        - Não!
        Disse firme a voz ao telefone.
        - Muito obrigada. O preço do meu jardineiro também é muito bom.

        Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro:
        - Meu rapaz, você acabou de perder um cliente.
        - Claro que não!
        Foi a resposta rápida.
        – Eu sou o jardineiro dela. Fiz isto apenas para saber o quanto ela estava satisfeita comigo.

        Quando se fala do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro?

        E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do garoto?

        Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?

        Estamos a permitir que se acumule o lixo das mágoas, da indiferença e da mentira nos canteiros onde deveriam concentrar-se as flores da afeição mais pura e sincera?

        Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia, do respeito entre os nossos queridos e amigos, e atendendo às suas necessidades e carências, com rapidez?

        E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Estamos a utilizar chantagens emocionais, ou como o jardineiro sábio, cuidamos dos rebentos das afeições com carinho e os deixamos florescer, sem sufocar?


Autor Desconhecido

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

COM QUE FREQUÊNCIA DEVEMOS PERDOAR?


«Senhor, até quantas vezes o meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?» Mateus 18:21.

       Acho que terei uma dívida eterna para com Pedro. Pedro fala por todos nós. Gosto muito desse seu lado humano. Identifico-me com a sua experiência. Provavelmente, você também. Pedro não é um santo isolado, sentado num mosteiro e a orar a dia inteiro. Nas situações do dia-a-dia, ele diz o que pensa. Deixa clara a sua posição. Às vezes, é impulsivo e falador. Mas sempre é sincero.
       Um dia, Pedro foi ter com Jesus, e fez uma pergunta importante.
       - Mestre, - disse ele - se o meu irmão pecar contra mim, quantas vezes deverei perdoar-lhe?
       Sem esperar a resposta de Jesus, Pedro adiantou-se e respondeu à sua própria pergunta:
       - Sete vezes? (Mateus 18:21).
       Para Pedro, sete era um exagero. Ele presumiu que Jesus o aplaudiria.
       Os rabinos tinham um ditado: «Se uma pessoa pecar contra ti uma vez, perdoa. Se ela pecar contra ti duas vezes, perdoa. Se ela pecar contra ti três vezes, perdoa. Se ela pecar contra ti quatro vezes, retribui-lhe o pecado.» Eles achavam suficiente perdoar a uma pessoa três vezes. Depois disso, a justiça exigia retribuição.
       Pedro pensava que perdoar a um irmão sete vezes era ficar muito próximo da perfeição divina. Ele levou o perdão muito além da limitada ideia farisaica. Sete era mais do que o dobro das vezes que as rabinos estavam dispostos a perdoar. Sete era o número da perfeição.
       Imagine a surpresa de Pedro ao Jesus dizer: "Nao te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete." (Mateus 18:22). Como poderia perdoar a uma pessoa que o ofendeu 490 vezes? O nosso amoroso Pai poderia. Ele misericordiosamente permaneceu ao lado dos judeus durante séculos, concedendo-lhes a Sua misericórdia repetidas vezes. Enviou profeta após profeta, mensageiro após mensageiro. Depois, enviou o Seu próprio Filho, e eles crucificaram-n'O . Pacientemente, Ele ofereceu o perdão, embora Israel se revoltasse continuamente.
       Jesus queria que Pedro entendesse esta verdade vital, e Ele deseja que nós também a entendamos: O perdão não é medido pelo número de vezes que alguém nos ofende. O perdão está enraizado na própria natureza de Deus. É uma atitude de misericórdia, que não guarda rancor. Perdoa-se porque perdoar é aquilo que é correcto fazer. É o que Deus faria.

Mark Finley
Meditações Matinais - SOBRE A ROCHA


PERDÃO SENHOR!

Perdão, Senhor!
embora bem intencionado,
nem sempre acertei...


Eu queria ser flor... e fui espinho.
Queria ser um sorriso... e fui mágoa.
Queria ser luz... e fui trevas.
Queria ser estrela... e fui eclipse.
Queria ser contentamento... e fui tristeza.
Queria ser amigo... e fui adversário.
Queria ser força... e fui fraqueza.
Queria ser o amanhã... e fui o ontem.
Queria ser paz... e fui guerra.
Queria ser vida... e fui morte.
Queria ser sol... e fui escuridão.
Queria ser a calma... e fui o tumulto.
Queria ser sobrenatural... e fui terreno.
Queria ser lenitivo... e fui flagelo.
Queria ser AMOR... e fui decepção.


Recebe, Senhor,
em Tuas mãos de misericórdia e perdão
infinito,
o gosto amargo e contrito
desta minha ORAÇÃO.


Pe Roque Schneider

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ENGANOS DE SATANÁS


FRAUDE DEMONÍACA

«Tal como a nuvem se desfaz
e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde
habita o conhecerá jamais.»

Job 7:9, 10.

       Depois de eu ter pregado sobre a morte, numa série de reuniões evangelísticas nas Filipinas, um tufão varreu a cidade de Legazpi. Entre os ouvintes estava um oficial do exército muito atento ao ensino bíblico. Naquela noite, ele foi acordado pela ventania. As persianas eram arremessadas furiosamente contra as paredes de madeira da casa. O vento uivava por entre
as frestas das janelas. A chuva golpeava ruidosamente o tecto de zinco. Ao abrir os olhos, aquele oficial viu um vulto por cima da sua cama. Abismado notou que parecia ser a sua mulher!
       A sua pele era sedosa e impecável. O cabelo era longo, esvoaçante e negro. Os olhos castanhos eram brilhantes e atraentes. Ele estava quase certo de que era mesmo a esposa, não como seria aos 60 anos mas com a aparência de 35.
Ela aproximou-se e, com voz inconfundível, disse: "Querido, tenho saudades tuas. Gostava de te abraçar."
       Apesar de querer muito tê-la nos seus braços, ele lembrou-se da palestra
e do que diz a Bíblia: «Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará a sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais.» Job 7:9, 10. «Porque eles são espíritos de demónios, operadores de sinais.» Apocalipse 16:14. E « ... o próprio Satanás se transforma em anjo de luz» (II Coríntios 11:14).

       Então convenceu-se de que, apesar daquele vulto se parecer muito com
a sua mulher, não era ela. Olhou para cima e disse: "Em nome de Jesus Cristo, desaparece!" No dia seguinte, disse-me: "Ali mesmo diante dos meus olhos, aquele vulto desapareceu."

       Qualquer voz que quebre o silêncio dos mortos não é a voz de Deus. É a voz de um demónio fazendo-se passar por um querido morto. É típico do diabo aproveitar-se das pessoas nos momentos de maior dor. Ele «é mentiroso» (João 8:44). Usa médiuns, espíritas e videntes para contrariar o ensinamento da Palavra de Deus: «Os mortos não sabem coisa nenhuma.» Eclesiastes 9:5.

Abrace o ensinamento bíblico e estará a salvo de mil perigos.

Mark Finley
SOBRE A ROCHA

O MEU DEUS PESSOAL

«... porque Eu sou o Senhor que te sara.» Êxodo 15:26.

       Recentemente ouvi, num fórum da rádio, um dos convidados afirmar, com toda a convicção, que a sua vida, a partir de agora ia ser diferente porque tinha, a troco de grande recompensa monetária, contratado um guru pessoal. Alguém que estaria ao seu lado para lhe dar coragem, para lhe dar conselhos e orientações em tudo e sobre tudo, mas em especial para o ajudar a sentir-se bem consigo e com os outros.
       É extraordinário o facto de nós, que nos confiamos ao Senhor, não necessitarmos de coisas deste género que estão tanto na moda.
       É o Criador de todo o universo, Aquele que nos criou, que afirma: “Sou Eu quem te sara!” Isto significa que cada vez que reclamamos a Sua ajuda, o Senhor, por amor, está disponível para mim, para ti, preocupado com o nosso bem-estar e pronto a ajudar.
       Contudo, Deus deseja operar uma grande revolução na nossa vida. Ele deseja um povo que experimente, dia após dia, as maravilhas de viver debaixo do Seu poder, do Seu amor. Mas, muitas vezes cometemos a mesma incoerência que o povo de Israel cometeu, esquecemo-nos de ter presentes, na nossa mente os muitos pequenos e grandes milagres que o Senhor operou continuamente na nossa vida. Demoramo-nos mais a pensar no sofrimento e nos espinhos, do que nas curas que o Senhor já operou e naquelas que, certamente, poderá vir a fazer.
       Assim, querido amigo, quero convidar-te, nesta manhã, a fazeres um pequeno exercício: consta em olhares para o teu relacionamento com Deus, e contares (usa um papel se necessário) algumas das bênçãos que o Senhor já derramou sobre ti e sobre os teus.

Porque tu tens o DEUS PESSOAL que vela e espera por ti.

Rúben Abreu
BOM DIA com O LIVRO


«Então Jesus aproximou-se deles e disse-lhes: "Foi-Me dado todo o poder no céu e na terra. ... E saibam que estarei sempre convosco até ao fim do mundo."» Mateus 28:20.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

DECIDIR CONFIAR


«No dia em que eu temer, hei-de confiar em Ti.» Salmo 56:3.

Estávamos em plena guerra de África, em Moçambique.
Eu integrava uma coluna de cerca de 500 homens que se deveriam dirigir para um local distante, onde se supunha iríamos encontrar um grupo numeroso de resistentes "inimigos".
Como era o único profissional de saúde responsável por aqueles militares, tiveram o cuidado de me colocar bem no centro da coluna, para ficar protegido e, se necessário, poder socorrer, também melhor, os companheiros. Durante sete horas caminhámos na escuridão da noite, em fila indiana e em marcha rápida, em completo silêncio, com excepção do som surdo dos nossos passos. Para além do pisteiro autóctone que abria a coluna, nenhum de nós conhecia o caminho, nem o destino. À nossa volta, o potencial perigo era constante.
Já os primeiros raios do esfuziante sol africano começavam a iluminar a savana, quando chegámos, finalmente, todos ao destino. Estávamos completamente arrasados, mas em segurança. Nenhum de nós sofreu qualquer percalço e, felizmente, também, o inimigo tinha desaparecido! Tínhamos confiado no nosso guia e ele não nos defraudou.

Vivemos num mundo escuro e conflituoso em que muitas vezes o caminho a seguir se torna totalmente desconhecido e ameaçador.
É em momentos assim que, tal como o salmista, somos chamados a colocar toda a nossa confiança no nosso Guia celestial. É esta, também, a essência da fé:
decidir confiar no Senhor, mesmo contra todas as evidências humanas.
A verdadeira fé leva-nos, assim, a continuar a caminhar, mesmo que seja na escuridão, dando, se necessário for, um salto no desconhecido, mas acreditando sempre que do outro lado estão os braços eternos do nosso Amoroso Deus.
Mas decidir confiar não é, humanamente, uma decisão fácil. Por isso o Senhor Jesus Se interrogou: «Quando, porém, vier o Filho do homem, porventura achará fé na Terra?» (Lucas 18:8).
Como cristãos que esperam a Sua breve volta, somos chamados a confiar sempre no Senhor e a não ter medo do futuro. Foi Cristo que inspirou o apóstolo Paulo a escrever: «Tendo por certo isto mesmo: que Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo» (Filipenses 1:6).


Não é esta uma maravilhosa promessa? Que o Senhor lhe conceda um dia cheio de vitórias da fé.


Samuel Ribeiro
Médico Pediatra da Grande Lisboa


DEUS ESTÁ CONNOSCO

Deus é o nosso refúgio e a nossa força;
é a nossa ajuda nos momentos de angústia.
Por isso, não temos medo,
mesmo que a terra se ponha a tremer,
mesmo que as montanhas se afundem no mar;
mesmo que as águas rujam furiosas
e os montes tremam com o seu embate.

Um rio alegra com os seus canais a cidade de Deus,
a mais santa entre as moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela, não pode vacilar;
Deus irá em seu auxílio ao romper do dia.
As nações murmuram, os reinos agitam-se.
Ele faz ouvir a Sua voz e a terra desfaz-se.


O Senhor Todo-Poderoso está connosco!
o Deus de Jacob é o nosso refúgio!


Venham contemplar as obras do Senhor,
as coisas surpreendentes que Ele fez sobre a terra.
Ele acaba com as guerras no mundo inteiro;
quebra os arcos e despedaça as lanças;
põe fogo aos escudos!
Parem! Reconheçam que Eu sou Deus!
Serei supremo entre as nações,
supremo em toda a terra!


O Senhor Todo-Poderoso está connosco!
O Deus de Jacob é o nosso refúgio!


Salmo 46

sexta-feira, 13 de agosto de 2010



Jesus de Nazaré e Gandhi: dois homens que marcaram a História.
Duas épocas, duas mensagens, com suas convergências e divergências.


Não tenho televisão, e raramente assisto a um filme. Questão de higiene mental. No entanto, assisti a um filme sobre a vida e obra de Mahatma Gandhi. Filme notável sobre um homem notável, um homem de grande humildade, com enorme respeito pela vida, de uma paciência a toda a prova, corajoso, tolerante, engenhoso, benévolo compreensivo.

Paralelismo
Explico: até certo ponto, existe um paralelismo surpreendente entre a vida do Carpinteiro de Nazaré e a do pequeno advogado de Porbandar.

1 - No ano 27 da nossa era, no momento em que Cristo começava a Sua vida pública, a Palestina estava ocupada pelas tropas romanas, governada e administrada segundo as leis que regiam o Império Romano.
2 - Em 1915, no momento em que Gandhi regressava ao seu país, a Índia estava ocupada pelas tropas britânicas, submetida às leis e regulamentos vigentes no Império Britânico.

Os judeus do ano 27 e os habitantes da Índia de 1915 tinham:

Uma mesma aspiração: recuperar a liberdade.
Um objectivo idêntico: obrigar a nação ocupante a retirar-se.
Uma preocupação semelhante: encontrar um libertador, um homem capaz
de levar a cabo a reconquista do território nacional.

1 - Impressionado pela mensagem e sobretudo pelos poderes extraordinários de Cristo (curas, multiplicação dos pães, etc.), o povo judeu viu n´Ele um comandante, um chefe com a capacidade necessária para expulsar os romanos da Palestina.
2 - Entusiasmados com o êxito obtido na África do Sul por Gandhi, onde, com a ajuda do seu método chamado «desobediência civil não violenta», fez ceder o governo inglês, os seus compatriotas na Índia ficaram convencidos de que Mahatma tinha o poder para conduzi-los vitoriosamente – em detrimento do poder britânico – pelo caminho que levava à independência.

O resto é conhecido:
1 - Jesus negou-Se a aceitar o pedido do povo.
2 - Gandhi aceitou-o.

1 - Jesus procurou indicar que a única e verdadeira libertação é aquela que muda os corações e transforma as mentalidades; a que extirpa as más tendências do coração humano: egoísmo, orgulho, ódio, inveja, cobiça, ciúme, ansiedade, crueldade, suspeita, mentira, desonestidade, etc. Aquela que o homem não pode obter por si mesmo e que só Deus pode oferecer-lhe. Romanos 7:14-25;
João 8:31-36;
2 - Gandhi aceitou sabendo que teria de pôr em prática todos os seus recursos para mudar as mentalidades. Para tirar dos corações o ódio, o rancor e o ressentimento para com o opressor inglês. Percorrendo o país em todas as direcções, durante mais de trinta anos, Mahatma pôr-se-ia inteiramente à disposição dos seus concidadãos hindus e muçulmanos. Incansavelmente, ensinaria, rogaria, jejuaria, educaria, daria exemplo, perfilaria e diversificaria as aplicações da sua «desobediência civil não violenta».

Em 1947, a Índia conseguiu a sua independência. A acção não violenta de Gandhi e dos seus concidadãos permitiu reduzir ao máximo os derramamentos de sangue, os confrontos entre as forças antagónicas.

O Fracasso da «Não Violência»

No entanto, a hora da violência haveria de chegar.
Unidos durante muito tempo na sua luta não violenta contra o ocupante inglês, hindus e muçulmanos defrontaram-se perante as novas realidades. Realidades políticas, religiosas, sociais, económicas; ambições, cobiças, ódios, ciúmes, suspeitas ressurgiram. As duas comunidades enfrentaram-se com violência. Sucederam-se os assassinatos e os massacres. Era a guerra civil.
Quando a sangrenta loucura de uns e outros se apaziguou, teve que se lamentar cerca de um milhão de mortos!

Este acontecimento tornaria sombrios os últimos meses da vida de Gandhi. Cheio de tristeza, reconheceu diante dos seus companheiros que fracassara no seu intento de converter o homem num ser não violento...

O Erro de Gandhi?

Com uma grande ideia, um nobre intento, pode-se motivar, mobilizar, arrastar os homens numa determinada direcção.
Com uma grande ideia, um nobre intento, não se pode mudar os seres humanos, de maneira real e duradoura.

Verdadeira Transformação

Só o Deus do Evangelho pode transformar verdadeiramente o ser humano.
...
«O homem, escravo do pecado: Sabemos que a lei vem de Deus, mas eu sou um homem fraco, vendido como escravo ao pecado. Nem me compreendo, pois não faço aquilo que queria fazer e faço o mal que detesto. Ora, se eu faço aquilo que não quero, estou a aprovar a lei, como se fosse boa. Não sou eu que faço isso, mas é o pecado que está em mim. Pois eu sei que o bem não habita em mim, quer dizer, na minha natureza. Embora tenha o desejo de praticar o bem, não sou capaz disso. Não faço o bem que eu quero, mas faço o mal que não quero. Ora, se eu faço o que não quero, é porque não sou eu quem faz isso, mas o pecado que está em mim.
Encontro pois em mim esta regra: quando eu quero fazer o bem, faço mas é o mal. Cá no meu íntimo, eu quero seguir a lei de Deus, mas vejo que no meu corpo há uma outra lei que está contra a lei da minha inteligência. É isso que me torna prisioneiro da lei do pecado que está no meu corpo.
Que homem infeliz eu sou! Quem me libertará deste corpo que me leva à morte? Sejam dados louvores a Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo! Pois eu estou ao serviço da lei de Deus com a minha inteligência, embora sujeito à lei do pecado, com a minha natureza humana.» S. Paulo aos Romanos 7:14-25

«A Verdade é libertadora: Disse então Jesus aos judeus que tinham acreditado n'Ele: se obedecerem fielmente ao Meu ensino, serão de facto Meus discípulos. Conhecerão a Verdade e ela vos tornará homens livres. Eles responderam: " Nós somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer que vamos ficar livres?" Jesus respondeu: "Declaro-vos que todo aquele que peca é escravo do pecado. Um escravo não fica na família para sempre, mas um filho pertence sempre à família. Se realmente o Filho vos torna livres, então vocês ficam mesmo livres.» João 8:31-36

BÍBLIA SAGRADA em Português Corrente - Tradução Interconfessional da Sociedade Bíblica de Portugal
Tradutores: António Augusto Tavares; António Pinto Ribeiro Júnior; João Soares Carvalho; Joaquim Carreira das Neves; José Augusto Ramos; Teófilo Ferreira.


«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai, senão por Mim.»
João 14:6


Michel Ballais

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

       TEMPO SÓ PARA A MAMÃ


       Tudo o que eu queria esta manhã era uma meia hora sozinha, trinta minutos de paz e silêncio para preservar a minha sanidade. Nada de mamã-faz-isto, mamã-preciso-daquilo, mamã-ele-bateu-me, mamã-entornei-sumo-no-sofá. Apenas eu, um banho quente de espuma e nada mais.
       Eu não devia sonhar tão alto.
       Depois de enviar os dois mais velhos para a escola, pus o menor sentado à frente da TV e disse:
       - Querido, ouve com atenção. A tua mamã vai explodir. Ela está perdendo a cabeça. Está à beira de um ataque de nervos. Tudo isto por ter filhos. Estás a entender-me?
       Ele acenou vagamente enquanto cantava: - O Barney é um dinossauro na nossa imaginação...
       - Está bem. Se tu quiseres ser agora um garotinho bonzinho, vais ficar aqui sentado a assistir ao Barney enquanto a mamã toma um banho delicioso, quente, pacífico, relaxante. Não quero que me perturbes. Quero que me deixes sozinha durante trinta minutos. Não te quero ver ou ouvir. Certo?
       Aceno.
       - "Bom dia, meninos e meninas..." – ouvi o apresentador dizer na televisão. Fui para a casa de banho com os dedos cruzados. Fiquei olhando a água a encher a banheira. Vi o espelho e a janela ficarem cobertos de vapor. Observei a água a tornar-se azul com os sais de banho. Entrei.

Ouvi uma batida na porta.
       - Mamã! Mamã? Estás aí, mamã?
       Aprendi há muito tempo que ignorar os meus filhos não faz com que se vão embora.
       - Sim, estou aqui. O que queres?
       Houve uma longa pausa, enquanto ele tentava decidir o que queria.
       - Olha, posso comer alguma coisa?
       - Tu acabaste de tomar o pequeno almoço. Não podes esperar um pouco?
       - Não. Estou morrendo de fome. Preciso de comer agora.
       - Está bem. Come uma caixa de passas.
       Ouvi os passos dele a ir para a cozinha, ouvi enquanto puxava cadeiras e banquinhos, tentando chegar à prateleira das passas, senti o chão vibrar quando pulou da bancada da cozinha, e ouvi - o a correr de volta para a sala da TV. "Oi, Susie! Tu sabes de que cor é
a relva...?"

       Toc, toc, toc.
       - Mamã? Mamã? Estás aí, mamã?
       Suspiro.
       – Sim, ainda estou aqui. O que queres agora?
       Pausa.
       – Olha,... eu também preciso de tomar banho.
       - Queridinho, tu não podes esperar até que eu termine?
       A porta abriu-se levemente.
       - Não. Preciso de tomar banho agora. Estou sujo.
       - Sujo! Tu estás sempre sujo! Desde quando te incomodas com isso?
       A porta abriu-se toda.
       - Eu preciso mesmo de tomar banho, mamã.
       - Não, não precisas. Vai-te embora.
       Ele ficou de pé no meio da casa de banho e começou a tirar o pijama.
       - Vou entrar contigo e tomar banho também.
       - Não! Tu não vais entrar comigo e tomar banho! Eu quero tomar banho sozinha! Quero que te vás embora e me deixes em paz!
       Comecei a parecer o garotinho de três anos com quem argumentava.
       Ele subiu na beira da banheira, balançando-se cuidadosamente, e disse:
       - Vou entrar contigo, está bem, mamã?
       Comecei a berrar.
       – Não! Não está bem. Quero tomar banho sozinha! Não quero dividir! Não quero ninguém comigo!
       Ele pensou um pouco e disse:
       - Tudo bem. Vou só sentar-me aqui e tu podes ler-me um livro. Não vou entrar, mamã, até que acabes.
       Deu-me um sorriso charmoso, de derreter corações.

       Passei então a minha manhã-sozinha lendo: "Um peixinho, dois peixinhos, ..." para um garotinho nu sentado na borda da banheira, com o queixo apoiado nos joelhos, os braços em volta das pernas curvadas, um sorriso leve nos lábios.


       Por que lutar? Não demora muito até que eu tenha todo o tempo-a-sós que quiser. E irei então provavelmente sentir falta de não ter mais tempo-juntos.


Crystal Kirgiss
Histórias para o Coração da Mãe (Adaptado)