quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

RECONCILIADOS.
A Melhor SOLUÇÃO!


Sou japonês e cresci num mundo de máquinas. Calculadoras de bolso, relógios digitais, rádios estereofónicos, televisores a cores, mini-cassetes são parte do meu mundo. Os nomes de Honda, Toyota, Datsun, Yamaha, Sony, Hitachi, Seiko tornaram-se famosos durante a minha geração.
Mas em Fevereiro de 1979 dez de nós deixámos tudo isso de lado durante seis semanas e submergimo-nos numa sociedade onde a visão não mudou em milhares de anos. Em Papua, Nova Guiné, vivemos entre os habitantes de uma remota aldeia tribal, e comemos inhame, cocos e bananas, e ocasionalmente galinha e peixe.

Fomos ali como parte de um projecto de reconciliação. O ressentimento e até a hostilidade contra o Japão permaneceram em Papua desde a segunda Guerra Mundial. Por parte da igreja cristã episcopal a que pertenço, desejávamos estender uma mão cordial e mostrar o amor de Cristo aos papuas.
O objectivo prático do nosso grupo era colaborar com os habitantes do lugar na construção de uma casa para a estação missionária. Levantámos o edifício e sobretudo estendemos pontes de reconciliação e compreensão. Embora a minha relação com os papuas tenha representado uma experiência muito valiosa para mim, o ponto culminante dessa viagem foi o meu encontro com um médico australiano.

Durante a guerra ele tinha trabalhado em Papua, Nova Guiné, como médico militar, e desde então ali tinha ficado.
Quando nos encontrámos, a sua saudação foi como uma bofetada: "Não necessita de se preocupar: pessoalmente não tenho nada contra os japoneses, mas os papuas jamais poderão esquecer o que vocês lhes fizeram na guerra!" Que tinha eu que ver com a guerra? Nessa altura, nem sequer tinha nascido. De qualquer modo, a culpa não estava só do lado japonês.
Desculpas e refutações iradas se acumularam na minha mente. Reprimi-as, porém, e nada disse. Durante os dias seguintes tive de trabalhar com este australiano, e de vez em quando a conversação voltava ao tema da guerra.
Cada vez me sentia mais indisposto. Aos japoneses, ensina-se-nos a controlar os nossos sentimentos, de maneira que eu continha a minha reacção perante as suas provocações e ofensas contra o meu povo.

Mas o ressentimento contra aquela pessoa ia aumentando. Certo dia alguns de nós encontrámo-nos num lugar turístico famoso, em frente da cruz de uma igreja.
Ali também estava o médico australiano, e senti o impulso de lhe pedir que se pusesse ao meu lado, em frente da cruz, enquanto um amigo nos tirava uma fotografia. E então ocorreu o inesperado. Até esse momento tinha sentido contra ele uma ira reprimida. Não podia dizer-lhe nada amável ou afectuoso, mas fui colhido pelo impulso de falar-lhe, quase que como obedecendo a um estímulo físico procedente da cruz que estava por detrás de nós. Tinha que falar.

Balbuciei: "A guerra foi terrível e nós tivemos a culpa. Perdoem-nos!" Imediatamente abraçou-me e disse: "Não. Não! Você é que tem que me perdoar!" Não podia acreditar. Este duro australiano sentia-se comovido até às lágrimas.
Desapareceu todo o ressentimento que se tinha ido acumulando. Foi um momento de completa reconciliação diante da cruz ali erguida. Pela primeira vez experimentei de modo cabal o amor de Cristo em acção. Compreendi como nunca antes o que significava perdoar e ser perdoado. O amor de Cristo revelado na cruz tem poder para mudar as nossas vidas. Desde que tive essa experiência não serei mais a pessoa que era antes.


Kentro Atano, tal como o contou a Simon Baynes - (Extraído de Decision) in Sinais dos Tempos


sábado, 11 de fevereiro de 2012

NEW START: O que é?




Winnie d'Almeida:  O Instituto Weimar, onde trabalha o Dr. Sang Lee, é muito conhecido não só nos E.U.A., onde foi fundado, mas também noutros países, devido ao seu inovador projecto de saúde, chamado New Start (Novo Começo). Antes de nos falar do New Start, poderia dizer-nos alguma coisa acerca do Instituto Weimar propriamente dito?
Dr. Sang Lee:  O Instituto Weimar foi criado há cerca de 14 anos, nos Estados Unidos. Temos uma filosofia de saúde bastante diferente da chamada medicina holística. Muita gente está hoje desinteressada desta medicina. Por outro lado não somos contra a medicina científica. Mas cremos que o estilo de vida é o factor mais importante na medicina e na saúde, em vez de usarmos outras coisas como algumas plantas, ou isto ou aquilo, para curar doenças. Portanto, o Instituto foi fundado há 14 anos e está localizado, actualmente, num lugar chamado Weimar, perto de Sacramento, no Norte da Califórnia.

W. A:  O projecto New Start impressiona-me muito. Até que ponto é verdadeiramente eficaz e exclui completamente a medicação?
Dr. S. Lee:  Como lhe disse, não somos anti-medicina e o programa não exclui o uso de medicamentos. Na medida em que o doente muda o seu estilo de vida, para um estilo mais saudável, na realidade a necessidade de medicamentos diminui progressivamente.
Muitas vezes, o doente começa o seu tratamento no Instituto trazendo consigo uma série de medicamentos incapazes de controlar as suas doenças. Mas pode libertar-se dessas drogas passado algum tempo e tem acontecido. No caso da diabetes, por exemplo, o doente liberta-se da insulina num prazo de 10 a 15 dias. É um resultado impressionante. O programa New Start significa, como pode ver:



 N - Nutrição adequada
 E - Exercício
 W - Água (Water)
 S - Luz solar (Sun)
 T - Temperança (moderação ou abstinência)
 A - Ar puro
 R - Repouso
 T - Confiança em Deus (Trust)



Pensamos que no nosso ser, a sua parte mais pequena - a célula - necessita desses elementos para existir. As células necessitam de um nutriente saudável, equilibrado; requerem exercício - se mantiver as células paradas elas morrem; a água, é necessária para a sobrevivência da célula; a luz do sol, etc.
Claro, tudo deve ser feito com moderação. Esquecemo-nos do que as nossas células, realmente, necessitam e estamos sempre tão ocupados, que pretendemos apenas libertar-nos dos sintomas que temos. Em vez de, na realidade, sentirmos a necessidade, as verdadeiras necessidades da célula. Uma célula torna-se mais saudável quando a sua verdadeira necessidade é preenchida e, então, a pessoa sente-se bem. Sentir-se melhor deveria ser um objectivo secundário e não primário. Esta é, portanto, uma perspectiva muito científica, muito racional da saúde.
Quer a perspectiva médica vulgar, quer a holística, ambas se centram em fazer a pessoa sentir-se melhor, não importa como, sem ter em conta as necessidades básicas da célula, as necessidades do ser vivo.


W. A.:  Dr. Sang Lee, como médico, especializou-se em imunologia e alergologia. Nos últimos 10 anos tem ensinado nutrição no Instituto Weimar. Certamente já viu muitos doentes. Teve algum caso espectacular de cura, que o tenha impressionado de forma especial?
Dr. S. Lee:  Como médico, é-me muito difícil falar de resultados espectaculares, porque, muitas vezes, eles são mesmo incríveis. Tenho tido muitos resultados extraordinários, mas hesito em falar deles, pois são tão espantosos que não são credíveis para o senso comum.

W. A.:  Poderíamos, então chamar-lhes 'histórias de sucesso' ... ?
Dr. S. Lee:  Sim, podemos dar-lhes esse nome. Por exemplo: O caso de um doente que sofre de diabetes e de neuropatia aguda, em que a sensibilidade das extremidades dos membros inferiores desapareceu, os rins estão muito danificados por aquilo a que chamamos nefropatia diabética e a retina também foi afectada, de maneira que o doente perdeu a visão. O paciente necessitava já de hemodiálise. Decidimos aplicar o New Start. O resultado é que esse doente já pode ver, deixou de necessitar de hemodiálise e a sua sensibilidade voltou. Como especialista também de medicina interna estou habituado a lidar com muitos casos de diabetes. Não lhes dou, realmente, nada de especial. Só procuro as necessidades básicas da célula. A recuperação deste doente foi fantástica. Não existe nenhum caso de um doente que tenha perdido um rim e tenha voltado a recuperá-lo. É algo inédito na história da medicina moderna.

W. A.:  Quer dizer que a célula que está morta pode voltar a viver? É isso possível?
Dr. S. Lee:  Sim, é possível. Isso faz parte da natureza básica da célula. Por exemplo: Hoje sabemos que a célula se torna cancerosa quando o gene que suprime o tumor desaparece. Mas os cientistas descobriram que esse gene pode voltar. Portanto, é a natureza básica do gene. O gene é feito de uma substância muito interessante, chamada DNA que se pode desorganizar e desaparecer, mas que tem a capacidade de se voltar a organizar. É a isso que chamamos Regeneração.
Quando o gene que suprime o tumor volta, o tumor é reversível. Isto foi provado em laboratório, muito recentemente, quando juntaram uma célula cancerosa a uma normal, num mesmo tubo de ensaio. Os cientistas chamam a isto Técnica de Hibridação. Eles descobriram que o gene que suprime o tumor entrou na célula cancerosa, tornando-a normal.
Por isso, não importa a situação ou, quanto a célula foi alterada, ou até que ponto o gene está ausente. Ele pode recuperar e voltar. É este o princípio em que acreditamos e em que nos baseamos no programa New Start.


W. A.:  Essa teoria está provada? É aceite por toda a classe médica ou há alguns que a põem em causa?
Dr. S. Lee:  Estatisticamente, não está provada. E porquê? Porque a medicina, hoje em dia, não dá à célula a oportunidade de voltar a viver. O que se faz é destruir a situação de doença. O nosso programa não é contra a medicina, nós utilizamos a teoria científica básica. A maior parte dos clínicos versados em estatística não tem esta experiência. No entanto, os principais investigadores científicos na área da medicina sabem isso, porque eu estou a usar os seus próprios resultados experimentais. Não se trata da minha opinião ou do que eu gostaria que fosse.

W. A.:  Falando agora de outro aspecto do seu trabalho, li na imprensa que o seu programa New Start teve grande êxito na Coreia do Sul e que o promoveu e apresentou na televisão sul-coreana há alguns anos. É verdade?
Dr. S. Lee:  Sim. De facto foi uma grande surpresa. Algumas das cassetes com conferências feitas por mim nos Estados Unidos, foram mandadas para a Coreia do Sul como presentes de Natal. Eu não esperava isso. As cassetes espalharam-se rapidamente, de forma clandestina, por assim dizer. As pessoas não me conheciam, nem sabiam quem era o Dr. Sang Lee. Depois, um dos produtores da televisão da Coreia do Sul viu algumas cassetes e pensou que aquele era o conceito de saúde ideal para o povo sul-coreano. Como sabem, a Coreia do Sul está a transformar-se rapidamente numa nação industrializada e os problemas de saúde são grandes. Penso que a Coreia necessitava, realmente, de um programa de saúde e, sabendo que a ingestão de medicamentos não faz bem à saúde, embora possa aliviar os sintomas e a dor, os coreanos receberam de braços abertos o nosso programa. Foi um sucesso extraordinário, dado que o horário em que os programas foram apresentados era o melhor (entre as 8 e a 9 h da noite) em 13 noites sucessivas.

W. A.:  Li que a série de programas foi muito longa mas, apesar disso, o senhor já foi convidado a apresentar uma nova série. É verdade?
Dr. S. Lee:  Sim, é verdade. Isso aconteceu em Julho passado. Um dos programas foi chamado 'Medicina Moderna para a Vida'. Os técnicos de televisão da Coreia foram comigo para os Estados Unidos e lá entrevistámos no meu programa alguns dos mais conhecidos cientistas americanos para provar que a mudança do estilo de vida pode fazer recuar as células cancerosas, a diabetes, etc.

W. A.:  O Dr. Sang Lee nasceu na China, fez os seus estudos de medicina na Coreia do Sul, estudou e exerce medicina nos Estados Unidos e agora está em Portugal onde fez uma série de conferências em Lisboa, Porto e Coimbra. De acordo com a imprensa, foi um grande sucesso. Tem alguns planos de visitar outros países além de Portugal?
Dr. S. Lee:  Daqui a duas semanas vou para a Austrália, depois volto à Espanha. Estou constantemente a viajar, nos Estados Unidos, no Canadá ... Já estive na Suiça, Noruega, Singapura, em todo o mundo, digamos.

W. A.:  Sabemos que as pessoas estão conscientes dos benefícios de um estilo de vida saudável e que o mesmo está ao nosso alcance. Acha que o projecto New Start vai ter grande aceitação, tendo em conta que as pessoas começam a acreditar que é melhor prevenir do que remediar?
Dr. S. Lee:  Creio que este conceito básico existe na mente de todas as pessoas. É uma questão de honestidade pessoal. Todos sabem que o nosso estilo de vida tem que ser saudável mas há muitos que querem continuar a viver a sua vida normalmente. Só querem eliminar o mal-estar. Isto é um obstáculo à verdadeira saúde.
O programa New Start não é nada de especial. É uma coisa natural, é senso comum. Limitamo-nos a apelar para a honestidade das pessoas. Pergunta-mos-lhes: "Não acham que deviam mudar o vosso estilo de vida, em vez de, simplesmente, eliminar os sintomas?" Por exemplo, a medicina holística (do homem total) diz que nos é permitido fazer tudo, e depois eles dão o tratamento, como a acupuntura, ou uma técnica para aliviar o sofrimento. Mas isso não resolve o problema. O nosso programa desperta a honestidade básica das pessoas e, por isso, não há nenhuns truques envolvidos, nada de comercial. Nós não estamos a vender nada. Estamos, apenas, a apelar às pessoas para que aceitem as coisas verdadeiramente no seu coração, para que possam mudar o seu estilo de vida, tornando-o mais saudável.


W. A.:  Portanto, Dr. Sang Lee, advoga a ideia de que as pessoas devem voltar à natureza, completamente? Não acha que isso pode ir contra os interesses da indústria farmacêutica? Como é que o senhor harmoniza estas duas coisas?
Dr. S. Lee:  Parece-me que pôs a questão em termos exagerados. Nós não advogamos o regresso completo à natureza. É claro que isto significa que não somos contra a indústria farmacêutica, porque haverá muitas pessoas que continuarão a viver uma vida pouco saudável e que necessitarão de medicamentos. Por isso, a indústria farmacêutica é necessária. As pessoas provocam uma crise, e as técnicas de gerir uma crise existem. Eu não tenho nada contra isso, porque eu próprio posso estar em crise e a medicina científica moderna é excelente, mas não está a fazer um bom trabalho para promover a verdadeira saúde. Portanto, nós queremos que o nosso programa coabite com o método de gerir a crise, ao mesmo tempo que queremos reactivar o interesse das pessoas pelo verdadeiro estilo de vida saudável em vez de estarem sempre a cobrir os sintomas e assim continuarem com um estilo de vida pouco saudável.

W. A.:  Com certeza, é a isso que se deve o êxito do programa New Start, a julgar pelos convites que tem recebido de várias organizações e países. Dr. Sang Lee, muito obrigada...
Dr. S. Lee:  Muito obrigado.

Dr Sang Lee, médico co-fundador do NEWSTART Lifestyle Program - Instituto Weimar, EUA, in Saúde & Lar, Abril de 1992 (Links 4LS).

Entrevista com Winnie d'Almeida da Adventist World Radio (Links 1R).


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


O QUE FAZER
Para Ajudar Rapidamente em Caso de Suspeita
Ou de Queixa de Abuso de Menores


AJUDE JÁ!

A. Contacte o pessoal do serviço local de protecção de menores com antecedência:

• Procure nas páginas brancas ou amarelas da sua lista telefónica, ou no capítulo 11 deste manual o número da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco da localidade. Também pode encontrar mais números e entidades se procurar, na sua lista, palavras-chave como Abuso de menores, Negligência infantil, Serviços de Apoio à Infância e à Juventude, etc.
• Contacte a esquadra da polícia local para obter informação sobre como apresentar uma queixa.
• Para obter mais ajuda acerca de referências e outras questões específicas, telefone para a Linha 144 ou 800 202 148.


AJUDE JÁ!

B. Reconheça sinais de alerta gerais e específicos de abuso de menores:


• Afastamento ou participação limitada do menor nas actividades da escola, igreja ou comunidade.
• Baixa auto-estima ou extrema timidez.
• Tristeza, isolamento ou ansiedade anormais.
• Evidências de negligência, como, por exemplo, higiene descuidada, roupas inadequadas, etc.
• Alterações no desempenho escolar.
• Queixas de doença não específica.
• Medo de um dos pais, de um outro adulto, ou de um local específico.
• Tratamento ríspido da parte de um dos pais ou de um outro adulto.
• Irritação, dor ou ferida no peito ou na zona genital.
• Roupa interior rasgada ou manchada.
• Dificuldade em adormecer, urinar a cama, pesadelos ou medo excessivo do escuro.
• Piromania e outros comportamentos agressivos, disfuncionais ou destrutivos.
• Contusões em vários graus de cicatrização e outras feridas, como, por exemplo, dentadas humanas, queimaduras de cigarro, ossos partidos, picadas ou falhas de cabelo para as quais as explicações não são adequadas.
• Interesse ou conhecimento anormais sobre assuntos sexuais.
• Atitude sexual que deveria estar além da experiência ou da compreensão da criança.
• Fuga excessiva ao toque.
• Lavagem das mãos, fricção da pele ou banhos excessivos.
• Abuso de álcool ou drogas.
• Cortes auto-infligidos nos braços e pernas.


AJUDE JÁ!

C. Alerte imediatamente as autoridades adequadas do abuso de um menor ou de uma suspeita fundamentada de tal abuso:


• Tranquilize o menor, ou qualquer outra pessoa que o avise a si, acerca duma vítima de abuso de menor, dizendo que ela tomou a atitude certa ao falar-lhe sobre o abuso, e que compreende o quão difícil deve ser falar com alguém sobre esse assunto.
• Acredite no menor. Se, por alguma razão, o menor não estiver a dizer a verdade (o que acontece numa pequena percentagem de casos), pessoas com formação especializada saberão determinar a verdade.
• Reafirme ao menor (ele ou ela) que o abuso não foi culpa dele e que ele não é 'mau'. É responsabilidade de um adulto fazer o que é certo e manter os menores seguros e protegidos do abuso.
• Informe o menor de que fará o seu melhor para o proteger e apoiar não importa o que aconteça.
• Informe o menor de que você tem que apresentar uma queixa às autoridades que são responsáveis por manterem a sua segurança e diga-lhe o que acontecerá depois da queixa ser feita. (Ver capítulos 7 e 8).
• Siga os procedimentos legais na apresentação da queixa. É a sua responsabilidade moral e legal (Ver capítulos 7 e 8).


AJUDE JÁ!

D. Evite os erros comuns:


• Não faça perguntas ou afirmações que impliquem que o menor possa estar a exagerar, nem minimize, seja de que maneira for, a gravidade ou o perigo que esta situação representa para o menor.
• Não dê a entender que não quer ouvir falar desta situação porque não se quer sentir legalmente obrigado a apresentar a queixa.
• Não tente investigar os factos por si só. Essa investigação requer muita experiência, e pode cometer erros que tornarão o testemunho do menor inutilizável em tribunal. Mais importante ainda, pode atrasar ou interromper o processo de investigação e colocar desnecessariamente vidas em perigo.
• Não prometa guardar segredo do relato que lhe foi feito.
• Não faça uma denúncia às autoridades sem o conhecimento do menor ou da pessoa que o alertou para a suspeita do abuso, ainda que tal conhecimento seja prestado a posteriori.
• Evite criticar excessivamente o perpetrador. O menor pode amar essa pessoa, embora possa, ao mesmo tempo, sentir-se confusa e querer que o comportamento abusivo pare.
• Não fique agitado, indignado nem demonstre, de qualquer outra forma, os seus sentimentos sobre o abuso na presença do menor ou de outras pessoas que lhe relatem a situação. Eles necessitam que esteja bem informado, calmo e que os conforte, enquanto os ajuda a avaliar as opções e a pôr-se em contacto com as entidades especializadas que estão especificamente treinadas para os ajudar durante esse difícil processo.
• Não prometa ao menor que tudo terminará bem e que nada acontecerá à unidade familiar.


Restaurando Vidas Humanas
Editores: Karen M. Flowers e Bárbara Couden Hernandez dos Ministérios da Família da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Compara-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras
mas isso é injuriar estas últimas.
F. Dostoievsky




NÚMERO NACIONAL DE EMERGÊNCIA: 112
LINHA DE EMERGÊNCIA SOCIAL: 114
SOS CRIANÇA: 213 617 880; 919 000 315; 969 192 738; 939 105 280


domingo, 15 de janeiro de 2012

DIA MUNDIAL DA RELIGIÃO


«O homem pode ignorar que tem uma religião, como pode também ignorar que tem um coração; mas sem religião e sem coração, o homem não pode viver.» Liev Tolstói



A origem do Dia Mundial da Religião aconteceu nos Estados Unidos da América, em Dezembro de 1949, quando a Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá'is sugeriu que este dia fosse celebrado anualmente no terceiro domingo de Janeiro. São já 24 os países, entre os quais Portugal, que aderiram a esta celebração.

O principal propósito do Dia Mundial da Religião é fomentar a compreensão, a reconciliação e a harmonia inter-religiosa. Isto é, a unidade na diversidade, mediante a ênfase no denominador comum que existe em todas as religiões. Ou seja, a crença num Ser superior, a mediação de um sacerdote ou líder com esse ser divino e um sentido corporativo ou de comunidade. Sendo que todos os grupos sociais do mundo têm as suas próprias religiões, hoje há mais religiões do que culturas desenvolvidas pelo ser humano.

Esquematicamente, as religiões podem classificar-se em três tipos básicos:
Monoteísmo, Politeísmo e Dualismo.
As principais religiões monoteístas, que crêem num único Deus Supremo, são o judeísmo, o cristianismo e o islamismo.
O hinduísmo, o confucionismo, o xintoísmo, o taoísmo e o budismo, que é não-teísta, dirigem a adoração a vários deuses. Típico do zoroastrismo é a crença num dualismo, quer dizer, a igualdade de forças entre o bem e o mal.

Historicamente, o conceito inicial é de que a Humanidade surgiu de uma mesma origem. Porém, o ser humano, ao assumir a sua emancipação de Deus, viu-se confrontado com questões existenciais:


               De onde vim?
               Para onde vou depois de morrer?
               Viverei mais de uma vez?
               Como surgiu a vida e o mundo?
               Qual o sentido da vida?
               Que forças governam a nossa existência?



O homem tem tentado, em vão, encontrar respostas em expressões culturais, filosóficas e doutrinárias, no seu afastamento progressivo da Divindade.

Porém, respostas satisfatórias a tais questões podem ser encontradas, se o homem aceitar o absoluto divino da Verdade revelada, condensada na Bíblia.

Todavia, o homem prefere o orgulho da busca solitária, e outras soluções, criando deuses à sua própria imagem.
É louvável o esforço para o diálogo inter-religioso, que produzirá a paz entre as religiões, e, por extensão, a paz entre as nações, como bem teorizou o teólogo Hans Küng, em 1997.

Mas pensando na unidade perfeita, Jesus já afirmara (João 10:16):

"... haverá um só rebanho e um só pastor", porque, "existe um único Senhor, uma só fé e um só baptismo. Há um só Deus, Pai de todos, que está acima de todos e que actua através de todos e em todos" (Efésios 4:5 e 6).

Ezequiel Quintino - Director da Rádio Clube de Sintra - ver em Links 3I




O GIGANTE E O ANÃO

Num píncaro sentado, na mão tinha um gigante,
Um pobre anão guindado, por sobre o abismo hiante!
Pelo sorvo do pego instado, se o gigante só entreabrisse
Sua mão, de cólera ou doidice,
O pobre anão, em queda despenhada,
Seria reduzido ao nada!

Neste estado cruel, suporeis com certeza,
Que o pobre elogiasse o poder e a grandeza,
De quem lhe garantia a vida!
Engano. O anão de alma atrevida,
Gritava, insultava, cuspia,
O seu senhor em que mordia,
Tomado em vão de insânia brava,
A grande mão que o sustentava!

Assim, mais louco ainda é o mortal impiedoso,
Que blasfemando, ofende,
A quem lhe deu o gozo da existência!

A esse DEUS, que em Justiça e Bondade,
Nos traz com Sua Mão Potente,
Suspensos sobre a eternidade!


Catulo da Paixão Cearense


Leia mais em LEITURAS PARA A VIDA - 15.01.2012 - Links 1R

domingo, 1 de janeiro de 2012

SABEDORIA PRÁTICA PARA UM ANO MAIS FELIZ



Depois de algum tempo aprendes a diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.

Aprendes que amar não significa apoiar-se e que companhia não significa segurança.

Começas a aceitar as tuas derrotas de cabeça erguida e olhos adiante com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprendes a construir todas as tuas estradas hoje, porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em vão.

Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo e aprendes que não importa o quanto te importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceitas que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te e de vez em quando, tu precisarás de perdoar-lhe por isso.

Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobres que se levam anos para se construir confiança e apenas alguns segundos para a destruir, e que tu podes fazer coisas num instante das quais te arrependerás para o resto da vida.

Aprendes que não temos de mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam; percebes que tu e o teu amigo podem fazer qualquer coisa ou nada, e terem bons momentos juntos.


Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida são levadas para longe de ti muito depressa, por isso, devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que as vemos.

Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós e que somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não nos devemos comparar com os outros, mas com o melhor que podemos ser.

Descobres que se demora muito tempo a ser a pessoa que se quer e que o tempo é curto...

Aprendes que não importa onde já chegaste, mas - para onde vais. Mas se não sabes para onde vais, qualquer lugar serve.

Aprendes que ou tu controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja a situação, existem sempre os dois lados. Aprendes que paciência requer muita prática!

Descobres que, algumas vezes, a pessoa que esperas que te chute é uma das poucas que te ajudam a levantar.

Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência e o que tu aprendes com elas.

Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas.


Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que os sonhos são parvoíce; poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel!

Descobres que só porque uma pessoa não te ama da forma que tu queres que ame, não significa que esse alguém não te ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que amam, mas, simplesmente, não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens de aprender a perdoar-te a ti próprio.

Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás em algum momento condenado.

Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes.

Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, planta o jardim e decora a tua alma em vez de esperares que alguém te traga flores.

E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte e que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais.

E que realmente a Vida tem valor e que tu tens valor diante da Vida!!!

William Shakespeare


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011



       Ele entrou na minha vida há 20 anos, encostado à entrada da porta da sala 202, na escola onde eu ensinava. Usava ténis três números acima do seu e fartas calças de xadrez, rotas nos joelhos.
       Foi desta forma que Daniel, como o chamarei aqui, embora não fosse esse o seu nome, entrou na escola daquela bela e antiga cidadezinha situada nas margens de um lago, conhecida pelos seus habitantes endinheirados, as casas coloniais brancas e as caixas de correio de metal amarelo.
       Ele contou-me que a última escola que frequentara fora num condado vizinho.
       - Estivemos lá na apanha da fruta - informou-me num tom casual.
       Desconfiei de que este menino amistoso, pouco limpo e sorridente, oriundo de uma família de trabalhadores migrantes, não suspeitava sequer de que fora atirado para o meio de um grupo de crianças de 10 anos que nunca tinham visto calças rotas. Mas se ele reparou na troça, não o demonstrou.
       As 25 crianças olharam-no com desconfiança até ao jogo de kickball dessa tarde, onde na primeira parte ele conseguiu fazer uma home run. A proeza valeu-lhe um pouco de respeito por parte dos críticos dissimulados da sala 202.
       A seguir, foi a vez de Charles, o menos atlético e mais pesado da turma. Após a segunda tacada, no meio dos olhares de escárnio e dos grunhidos, ele viu o Daniel aproximar-se por trás e dizer-lhe baixinho:
       - Não ligues. Vais ser capaz!
Descontraindo-se, Charles sorriu, endireitou-se e deu novamente uma tacada sem qualquer direcção.
       Mas nesse precioso momento, ao desafiar a ordem social daquela selva em que acabara de entrar, Daniel começara a mudar as coisas e a nós próprios.

       No final do Outono, todos nos havíamos aproximado do Daniel. Ele ensinava-nos todas as lições: como chamar um peru selvagem, como ver se a fruta está madura, como tratar os outros, incluindo o Charles! Nunca usava os nossos nomes. A mim chamava-me Miss, e aos colegas, 'pá'.

       Na véspera do último dia antes das férias do Natal, os alunos traziam sempre presentes para os professores. Era como um ritual: a abertura da cada embrulho desta ou daquela loja; examinar o perfume, o xaile ou a carteira de couro, todos de elevada qualidade, e agradecer a cada uma das crianças.
       Nessa tarde, Daniel foi até à minha secretária e disse-me ao ouvido:
       - As nossas caixas chegaram ontem à noite - disse sem emoção - vamo-nos embora amanhã.
       Ao ouvir essa notícia, os meus olhos encheram-se de lágrimas. Para cortar o estranho silêncio que se fez, ele contou-me como iria ser a mudança. Depois, ao ver-me recomposta, tirou uma pedra cinzenta do bolso. Pô-la na mesa e empurrou-a com delicadeza na minha direcção.
       Percebi que era algo de especial, mas, habituada aos perfumes e às sedas, ficara irremediavelmente impossibilitada de corresponder.
       - É sua - disse, fixando os olhos nos meus - poli-a para si, Miss.

       Nunca esqueci aquele momento.
       Os anos foram passando. Todos os Natais, a minha filha pede-me que lhe conte esta história. Começa sempre após ela ter pegado na pedrinha polida que está sobre a minha secretária e vir aninhar-se no meu colo.
       As primeiras palavras da história nunca variam:
        - A última vez que vi o Daniel, ele deu-me esta pedra de presente e contou-me sobre as caixas. Isto foi há muito tempo, mesmo antes de teres nascido. Agora já é um adulto - concluo.
       Juntas, imaginamos onde ele poderá estar e o que será agora.
       - Aposto que é uma boa pessoa - diz a minha filha.
       Depois acrescenta:
       - Conta o fim da história.
       E sei aquilo que ela quer ouvir: a lição de amor e carinho aprendida pela professora com um aluno que nada tinha e, ao mesmo tempo, tinha tudo para dar! Um menino que vivia de terra em terra.
       E toco na pedra, recordando-me dele:
       - Olá miúdo, digo meigamente. Aqui é a Miss. Espero que já não precises das caixas. E Feliz Natal onde quer que estejas!

Selecções do Reader's Digest, Dezembro 1996

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Faça Mais Contra a Violência Doméstica




NAMORO VIOLENTO NÃO É AMOR!

...
Zé maltrata Ana...
Pedro ataca Inês...
Rui agride Paula...
Isabel controla Luis...
Rodrigo humilha Vera...
Catarina ameaça Nelson...
Pedro domina Joana...
Nuno m-t- Sofia...
...


CRENÇAS E MITOS QUE NÃO CORRESPONDEM À REALIDADE

1) O Mito do 'Príncipe Encantado':
Ensinaram-nos toda a vida que um dia encontraremos uma pessoa muito especial e que o amor, por si só, pode transformar o outro. A ideia do amor romântico pode fazer com que não vejas o que se está a passar de errado na tua relação. O mito do 'príncipe encantado' faz com que só vejamos no outro coisas positivas, desvalorizando quando somos maltratados.

2) É ciumento porque me ama:
Os ciúmes servem de desculpa para controlar a outra pessoa, mas muitas vezes são interpretados como provas de amor. As manifestações excessivas de ciúme pretendem manter-te dependente dele, sem que possas relacionar-te com outras pessoas com quem, também, te apetece estar. Se ele não controla os seus ciúmes e tu te opões, pode chegar a insultar-te e mesmo a agredir-te fisicamente.

3) Entre marido e mulher ninguém mete a colher:
A violência nas relações entre namorados ou entre pessoas casadas é um problema social e um crime público que afecta não só as pessoas directamente envolvidas, mas toda a sociedade, pelas consequências que envolve. Somos todos responsáveis e devemos denunciar as situações de violência.

4) A violência tende a terminar se nos casarmos ou vivermos juntos:
A maioria das relações conjugais violentas já o eram antes do casamento. Se uma pessoa é violenta durante a relação de namoro, isso pode significar que acha 'normal' esse tipo de comportamento numa relação a dois e, muito provavelmente, irá ter o mesmo tipo de reacções no futuro ou em futuros relacionamentos.

5) A violência só acontece em meios sociais desfavorecidos:
A violência nas relações de intimidade ocorre em todos os meios sociais e culturais. Acontece a jovens, a pessoas mais velhas, casadas, ou entre namorados e pessoas divorciadas, separadas.

6) 'Quanto mais me bates mais gosto de ti':
A violência numa relação de intimidade causa intenso sofrimento físico e psicológico, tendo um impacto muito negativo no bem-estar e na saúde da vítima. As agressões não devem nunca ser entendidas como provas de que o outro 'se preocupa comigo', ou que 'me dá atenção'!



7) Há raparigas que provocam os namorados, não admira que eles se descontrolem:
Gostar implica respeitar o outro por aquilo que ele é, mesmo que algumas vezes não concordemos com aquilo que ele pensa ou faz. Nenhum namorado tem o direito de agredir o outro quando o próprio ou a outra pessoa discorda de alguma coisa, de alguma opinião ou de algum comportamento.

8) Ele só é violento quando bebe álcool em excesso ou consome drogas:
O consumo excessivo de álcool e/ou de drogas serve apenas como argumento do agressor para desculpar o seu comportamento e para não se responsabilizar pelo mesmo. Os consumos podem facilitar a violência mas apenas em quem já manifesta tendência para ser violento.

9) Os rapazes nunca são vítimas de violência:
Vários estudos sobre esta temática apontam que os rapazes também podem ser vítimas de violência física, emocional e/ou sexual.

10) Não existe violência sexual no namoro:
A violência sexual inclui não só violação ou tentativa de violação, mas também beijos, apalpões e outro qualquer contacto de tipo sexual não desejado. Algumas das estratégias utilizadas na tentativa de exercer este tipo de violência podem envolver o recurso à chantagem, à manipulação, a ameaças, à força ou à incapacitação através de álcool ou drogas.
Uma sexualidade feliz e saudável depende do consentimento e da vontade dos dois.

11) Uma bofetada ou um insulto não são violência:
Qualquer acto de agressão é violência; o mesmo sucede com a violência emocional. Mesmo as formas aparentemente 'menores' de violência podem ter consequências muito negativas. Nenhum tipo de violência é aceitável.

12) Quando se gosta realmente de alguém deve fazer-se tudo o que essa pessoa quer:
Os elementos de um casal são pessoas independentes com vida e vontade próprias. Num casal saudável pode dizer-se 'não', ter opiniões, ter outros amigos e interesses diferentes.

13) É melhor estar numa relação violenta do que estar sozinho:
Entre os adolescentes e jovens existe muita pressão para se 'ter namorado'; conseguir namorar o rapaz mais popular da escola, da turma, do grupo; sujeitar-se a uma relação violenta e tentar mantê-la para não se sentir só ou mostrar que também temos namorados é anular-se a si próprio. Cada pessoa tem a sua própria identidade e a sua dignidade independentemente de viver, ou não, uma relação amorosa. 'Vale mais sozinho do que mal acompanhado'.

GOSTAR NÃO É CONTROLAR!
CIÚMES NÃO SÃO AMOR!
QUEM AMA CONFIA E RESPEITA!


DIZ NÃO À VIOLÊNCIA NO NAMORO!

Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica - 800 202 148

'Este folheto contou com a colaboração de Carla Machado, Marlene Matos e Cláudia Coelho, da Universidade do Minho'.
(Adaptado pela autora do blogue)




quarta-feira, 2 de novembro de 2011

DEUS REVELA O SEU CARÁCTER


Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus." Mateus 4:4

A Bíblia é como um pão. O pão é um bom alimento, saboroso, universal, de que todos necessitam e que apreciam. Como é o pão para o nosso corpo assim é a Palavra de Deus para a nossa alma. Há diferentes qualidades e espécies de pão. Assim é a Bíblia, o Pão da Vida. A Bíblia é composta por 66 pães diferentes em gosto, aparência e propósito, mas todos são bons alimentos e agradáveis.
Tomemos Génesis, por exemplo, que é tão diferente de Êxodo e este de Levítico.
O evangelho de Mateus tem um sabor diferente do de Marcos ou mesmo de Lucas.
O de João, como é tão agradável alimentarmo-nos dele!
Observemos a aparência e propósito de Actos em contraste com Hebreus, Daniel, Apocalipse e qualquer outro livro.
E as Epístolas de Paulo? São pães mais trabalhados para gostos mais apurados...
Infelizmente, muitos não se alimentam como devem desses 'pães'. Alguns estão 'muito ocupados' e preferem um alimento rápido, que se come de pé e até a andar, a guiar o carro. Nos Estados Unidos chamam a estas comidas junk food - alimento refugo - como os hamburgueres, os cachorros quentes, as batatas fritas, etc., que não oferecem o alimento equilibrado de que o corpo realmente precisa; apenas enganam.
Também fazemos assim com a nossa comunhão com Deus: rápida, a correr, sem a devida meditação... e a alma vai definhando espiritualmente...
O que podemos fazer?
Um filósofo possuía um camelo que estava a definhar e prestes a morrer.
- Veja - disse ele a um simples filho do deserto - experimentei tónicos, elixires, bálsamos, loções, tudo em vão...
O homem olhou para os flancos já bem fundos do camelo, para os ossos pontiagudos, para as costelas à vista e disse:
- Oh, grande sábio filósofo! O teu camelo não precisa senão de uma coisa.
- O que é meu filho?
- Comida! Comida, senhor, boa comida e bastante!
- Deveras? Eu nunca pensei nisso... - disse o filósofo.


Pode passar-se o mesmo connosco. Faltar-nos o Pão divino!

- Pão, cavalheiro! Pão minha senhora! Pão meu idoso!
Pão meu jovem!
Moysés Salim Nigri in  Andando  com  Deus



"Deus ainda fala àqueles que separam tempo para O escutar." Paul Holdcraft

"Olhem que Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, Eu entro (...) Quem tem ouvidos para ouvir, preste atenção." Apocalipse 3:20-22

Convido os meus amigos a escutarmos

diariamente de 5 a 12 de Novembro

na TV ADVENTISTA (Links 1R)

entre as 19:30 e 22:30

Mª da Luz Cordeiro, Teóloga,

Pastora da Igreja Adventista do 7ª Dia,

que traz mensagens importantes para a nossa vida.

www.tvadventista.pt

Se quer saber mais contacte:
Instituto Bíblico de Ensino à Distância

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ALGO  PARA  MEDITAR

"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."
Filipenses 4:8


       Um dos bons aspectos da reforma é a disponibilidade de tempo para pensar. Não tínhamos muito tempo para isto no passado, mas agora tornou-se um luxo que podemos ter.
Infelizmente, para muitos reformados, este é o único luxo que podem ter. Como é relaxante sentarmo-nos durante uma hora ou mais, pensando no que vier à mente, sem qualquer ansiedade!
       Mas pensar pode ser perigoso assim como edificante. Sentar-se e meditar sobre erros e pecados passados pode ser mortal. Ou deixar que as nossas mentes se detenham em pensamentos de inveja, ciúmes ou autocompaixão pode ser enfraquecedor. Se quisermos ter prazer em pensar, devemos seguir alguns princípios básicos.
       Paulo, em Filipenses 4:8, dá-nos princípios específicos para um pensamento gratificante. Ele instrui-nos a concentrar os nossos pensamentos em ideias sublimes, deixar as nossas mentes ocupadas com assuntos nobres.
Estas ideias elevadas que Paulo menciona são questões que estão relacionadas com a verdade, honestidade, justiça, pureza, bondade e gratidão. Todas são coisas positivas, desejáveis e valiosas do nosso pensamento. Mas será necessária uma grande dose de disciplina se quisermos impedir que os nossos pensamentos se percam em coisas negativas.
       Precisamos de nos deter num bom pensamento e ruminá-lo como o boi rumina o seu alimento. Vamos tomar um exemplo do nosso texto. Paulo nos aconselha a pensar naquilo em que há louvor. Algumas pessoas podem querer escrever todos os motivos de louvor que lhes venha à mente. Esteja preparado para descobrir que você dispõe de uma lista bem longa para dar louvor!
       A Bíblia usa outra palavra para expressar esta ideia de pensar. É a palavra 'meditação', usada primeiramente no Antigo Testamento. Significa 'ponderar ou reflectir'. Génesis 24:63 retrata um linda figura de Isaque, antes de encontrar a sua esposa pela primeira vez, indo ao campo para meditar.
Hoje é um bom dia para começar a cultivar o hábito de reflectir silenciosamente. Há muito que pensar.

Querido Pai, há tantos motivos que nos levam a louvar-Te e há tanta coisa na Tua Palavra para ocupar os nossos pensamentos. Dá-nos o desejo de meditar nas coisas que edificam, e não nas que destroem.


DEUS  NÃO  VAI  DESPREZAR  VOCÊ

Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida. Como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei.

Josué 1:5


As palavras de Deus a Josué eram extremamente necessárias. O povo de Israel tinha feito uma longa e distante jornada com Moisés, e alguns começaram a perguntar: "Porque nos trouxeste aqui, só para morrermos no deserto?" E agora que Moisés tinha morrido, eles estavam mais assustados ainda. Por isso o Senhor falou a Josué e assegurou aos israelitas que Ele não os tinha abandonado nem desamparado nas suas necessidades.
A palavra hebraica azab, que foi traduzida como 'deixar ou abandonar', significa literalmente 'soltar ou renunciar'. Apresenta um retrato vívido de alguém pendurado pela mão forte de um salvador.
As pessoas reformadas não deveriam ter nenhuma dificuldade em se identificar com os israelitas neste ponto da jornada.
Eles fizeram um longa viagem, atravessaram muitos quilómetros e anos cansativos, e algumas vezes sentiram vontade de clamar: "Senhor, Tu nos trouxeste até aqui, só para nos abandonar?" e Deus responde: "Não, Eu não te deixarei, nem te desampararei." É um grande encorajamento! É importante notar que Deus não prometeu a Josué que ele nunca experimentaria desencorajamentos ou horas difíceis na sua jornada. Isto seria irreal. Pelo contrário, Deus prometeu que, quando Josué se encontrasse com problemas, Ele o seguraria com toda a Sua força e não o deixaria cair.
Lendo a história da vida dos grandes santos da Bíblia, percebemos como o medo do abandono prevaleceu ao ficarem mais velhos. David, Abraão, Isaías e outros experimentaram horas de apreensão. Também foi verdade com Lutero, Wesley, Edwards e outros grandes líderes da igreja. Mas a mão forte de Deus os segurou.
E o mesmo Senhor que encorajou Josué vai segurar você.

"Não Te Deixarei, Nem Te Desampararei."

Querido Pai, nesta hora da nossa vida em que nos sentimos mais dependentes e abandonados, pedimos-te que a Tua forte mão nos segure. Obrigado pela certeza de que nunca nos desampararás.

Leroy Patterson in O Melhor Está Por Vir, Editora Juerp, Brasil

domingo, 16 de outubro de 2011

DE COLHER EM COLHER
                 ATÉ À PANÇA FINAL


       Os meus dias de Páscoa continuam a ser passados em família, à volta de uma daquelas mesas tão cheias, mas tão cheias, que é preciso um doutoramento em geometria descritiva para conseguir arranjar espaço em cima da toalha para colocar uma simples garrafa de vinho.

       No momento em que o caro leitor estiver a ler estas linhas, há fortes probabilidades de eu me encontrar com um naco de cabrito preso nas mandíbulas, um resto de sopa de beldroegas a escorregar pelo esófago e uma generosa fatia de tigelada a aguardar-me na cozinha. E sabem o melhor disto tudo? Eu devia estar de dieta.

       Só que ninguém consegue fazer dieta em casa dos pais. Muito menos na Páscoa. Eu bem exibo a pança à minha mãe, explico-lhe que estou com dez quilos a mais em relação ao que devia, argumento com o colesterol e os perigos da obesidade, posso até mostrar-lhe os resultados de todas as análises que fiz ao longo dos últimos cinco anos. Não adianta. Os pais costumam compreender a coisa em teoria ("pois é, filho, realmente tens de ter cuidado com a tua saúde"), mas quando chega a hora de colocar a teoria em prática, o bife que nos vem parar ao prato continua a ser do tamanho de um bezerro açoriano.

       Não há volta a dar-lhe: isto está inscrito nos genes dos progenitores e, de um modo geral, de todos os portugueses com mais de 50 anos. Encher o prato é sinónimo de dizer "eu gosto de ti" – e deixar dez centímetros quadrados de porcelana por atapetar com puré de batata parece ser, para quem nasceu antes de 1960, sinónimo de "eu não te gramo".

       Há uma pessoa na minha família de quem gosto muito que me diz "vai comer, João" cada vez que se cruza comigo no corredor. Se nos cruzarmos dez vezes, diz-me dez vezes, seja manhã, tarde ou noite; di-lo ainda que tenhamos acabado de almoçar há cinco minutos. Aquilo nem chega a ser um conselho, ou sequer um convite. Aquele "vai comer, João" entra na categoria de saudação. É uma forma de dizer "olá", mesmo que através do meu estômago.

       Um antropólogo certamente conseguiria explicar este fenómeno recorrendo às eras em que a comida escasseava e receber bem uma pessoa era colocar em cima da mesa o melhor que havia em casa. Mas ora bolas, a classe média já deixou de passar fome há algumas gerações. As famílias portuguesas precisam urgentemente de encontrar formas alternativas para demonstrar o seu amor.


Por: João Miguel Tavares, jornalista (jmtavares@cmjornal.pt)
Ilustração de José Carlos Fernandes




(Leia mais em Leituras Para a Vida - 16.10.2011 - Links 1R)