
Há alguns meses, um senhor bem-vestido visitou a nossa escola. Entrou e perguntou pela D. Dália, que tinha sido a sua professora primária há 33 anos atrás. Há 26 que o senhor vivia nos Estados Unidos, mas estava numa viagem de negócios
e fez questão em procurá-la. Hoje, um engenheiro bem-sucedido, queria que ela soubesse que tudo o que tinha conseguido na vida, tinha sido graças aos ensinamentos e exemplo dela. Recebi, esta semana, um e-mail do Senhor Victor a contar que tinha sido um prazer rever a sua professora Dália Mateus.
A construção de uma casa sólida requer sempre planos cuidadosos e escolha de construtores hábeis. É um dos empreendimentos mais exigentes que uma família pode fazer. Mais importante do que construir paredes é formar caracteres.
Os alicerces não se vêem e, no entanto, são a parte mais importante da casa. Quanto mais o terreno à volta é perigoso, mais cuidado se deve ter em colocar os fundamentos. Jesus cresceu no Egipto durante os primeiros sete anos da Sua vida.
Longe de multidões e de convívio com os da mesma língua, numa terra estranha, de Maria, Sua mãe, Ele aprendeu lições importantes para Se tornar o Filho do Homem. Nazaré era conhecida pela sua má reputação, no entanto foi o local escolhido por Deus para Jesus lá passar parte da Sua infância e juventude. Ele era social por natureza, mas não Se misturava com os jovens nas suas brincadeiras maldosas. Estava sempre pronto para ajudar, aliviar o sofrimento e carregar os fardos dos que se cruzavam com Ele.

e membros da igreja e comunidade escolar.
Existe muita sabedoria no provérbio africano que afirma
que «será preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.» Precisamos de estar todos do mesmo lado, a trabalhar e pedir a Deus que as nossas criancinhas recebam "nutrientes" suficientes para se tornarem fortes moral, física e intelectualmente.
Anne Nunes
Directora da "Academia da Criança" e Oficina de Talentos
R. Ponta Delgada, nº 1, 1000-239 Lisboa
Telemóvel - 919 264 994
anne.nunes@gmail.com
«EM BUSCA DA EXCELÊNCIA

Um novo ano lectivo está diante de nós, o que nos leva a reflectir em como a vida, desde a infância, é uma corrida de resistência e perseverança que premeia os mais bem preparados e mais decididos.
Desde os primeiros e titubeantes passos do bebé que as suas qualidades inatas vêm ao de cima. É a carga genética em todo o seu esplendor! Mas, a partir daí, o ambiente, a vivência familiar, a educação, começam cada vez mais a marcar o andamento da sua preparação para a vida. E da noção que os pais possam ter da sua missão como orientadores do seu desenvolvimento, depende grandemente a possibilidade da criança, do jovem, vir a alcançar a excelência na sua vida, em todos os
aspectos.
Como dizia um poeta persa do décimo século, «quando a árvore é pequena o jardineiro orienta-a como quer. Mas quando ela cresce, ele já não consegue endireitar-lhe as curvas e as sinuosidades.»
Num mundo cheio de problemas, mas também de oportunidades, o correcto balanço entre os afectos e as regras e limites que desde cedo se oferecem à criança no lar (pelos pais, avós e outros familiares), são, em grande parte, os alicerces do que ela virá um dia a ser, como adulto. Se a educação dos primeiros anos for bem sucedida, quando chegar a hora de se iniciar na escola, ela terá a capaciadde de compreender a importância da instrução escolar para a sua vida. Ela entenderá a escola não como algo desagradável e fastidioso, mas a oportunidade que lhe é dada de vir a ser alguém tão ou mais realizado profissionalmente e útil, como a sua mamã e o seu papá.
Se nos compararmos com outros povos menos afortunados do que nós, mas que põem a educação dos seus jovens num alto pedestal, nós, como sociedade e como povo, não ficamos muito bem colocados. Aos poucos, fomo-nos habituando a ver os resultados dos nossos educandos nivelados por baixo, deixando para trás a procura do ideal e da excelência, sem a qual o declínio da nossa sociedade será inevitável.
Por isso, como pais e educadores, pensemos bem o que esperamos dos nossos filhos quando nos prepararmos para os levar à escola.
Desde os primeiros e titubeantes passos do bebé que as suas qualidades inatas vêm ao de cima. É a carga genética em todo o seu esplendor! Mas, a partir daí, o ambiente, a vivência familiar, a educação, começam cada vez mais a marcar o andamento da sua preparação para a vida. E da noção que os pais possam ter da sua missão como orientadores do seu desenvolvimento, depende grandemente a possibilidade da criança, do jovem, vir a alcançar a excelência na sua vida, em todos os
aspectos.
Como dizia um poeta persa do décimo século, «quando a árvore é pequena o jardineiro orienta-a como quer. Mas quando ela cresce, ele já não consegue endireitar-lhe as curvas e as sinuosidades.»
Num mundo cheio de problemas, mas também de oportunidades, o correcto balanço entre os afectos e as regras e limites que desde cedo se oferecem à criança no lar (pelos pais, avós e outros familiares), são, em grande parte, os alicerces do que ela virá um dia a ser, como adulto. Se a educação dos primeiros anos for bem sucedida, quando chegar a hora de se iniciar na escola, ela terá a capaciadde de compreender a importância da instrução escolar para a sua vida. Ela entenderá a escola não como algo desagradável e fastidioso, mas a oportunidade que lhe é dada de vir a ser alguém tão ou mais realizado profissionalmente e útil, como a sua mamã e o seu papá.
Se nos compararmos com outros povos menos afortunados do que nós, mas que põem a educação dos seus jovens num alto pedestal, nós, como sociedade e como povo, não ficamos muito bem colocados. Aos poucos, fomo-nos habituando a ver os resultados dos nossos educandos nivelados por baixo, deixando para trás a procura do ideal e da excelência, sem a qual o declínio da nossa sociedade será inevitável.
Com amizade,
Samuel Ribeiro
Pediatra
Saúde&Lar
