sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

AmOr  ou  PaiXãO?



É  HoRa  de  VoCê  EsClaReCer  SuAs  IdeiAs  SoBre  AMOR  e  PAIXÃO

       Amor e paixão são duas palavras que não saem da cabeça dos namorados. Antes e depois de Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Roger Rabbit e Jessica, as pessoas ficam apaixonadas, amam e voltam a se apaixonar numa média de 7 a 10 vezes na vida.
O interessante é que, embora todo o mundo ache isso bom, poucos sabem distinguir uma coisa da outra. Por influência do cinema e companhia, nossos olhos faíscam de paixão e nós pensamos que é amor. Está certo que a paixão não é tão diabólica como pintam nem o amor é tão apagado como afirmam. Mas confundir paixão com amor é o mesmo que confundir o aroma do vinho com o vinho.
       A balbúrdia surgiu, talvez, porque a palavra amor foi empobrecida. "Não existe, certamente, nenhuma palavra que tenha sido pior utilizada do que amor", diz o expert Leo Buscaglia. Em português, a gente ainda diz "Eu te amo", "Adoro pêssego". Mas em inglês é I love isso, I love aquilo. Um jovem americano pode "amar" a Deus, "amar" uma torta de maçã, "amar" uma banda.
       Para complicar, aquele pessoal que gosta de línguas exóticas diz que no grego há quatro tipos de amor: storge (um amor caseiro, conhecido como afeição); philia (a boa amizade, valorizadíssima pelos antigos); eros (a nossa paixão, o fall in love dos americanos); e ágape (que seria o amor altruísta, divino).
       O irlandês C. S. Lewis, professor de Literatura Medieval e Renascentista em Cambridge na década de 50, defendia essa ideia. Chegou inclusive a escrever um livro chamado Os Quatro Amores (Editora Mundo Cristão). Leo Buscaglia, que dá aulas sobre amor numa universidade americana, garante que o amor é apenas de um tipo. "O amor é amor. Cada um sente e expressa o que sabe do amor." O que existe, segundo ele, é intensidade no amor.
       Por incrível que pareça, não há contradição entre as duas ideias. É só a gente estabelecer que a paixão representa o estágio inicial do amor, além daqueles picos esporádicos, enquanto o amor seria o sentimento em escala completa.

QuÍMiCa

A paixão é um fenómeno bioquímico. Você vê uma pessoa, as catecolaminas fazem o seu trabalho e você é dominado por uma total fascinação. Há um encantamento. O apaixonado sofre uma espécie de pane, que o faz girar numa frequência acima do normal. Paixão é adrenalina.
Os neurónios da paixão são estimulados pelo córtex cerebral, localizado na parte superior do cérebro. Os sentidos levam a informação ao córtex e a "novela" da paixão começa. É ele que faz a associação das coisas (cheiro, perfume, cor, toque, imagem) e diz se uma pessoa é desejável ou não.
O professor Ailton Amélio da Silva, da USP, estudou vários casais e descobriu alguns sinais do flerte e do começo da paixão. Quando o Cupido está flechando a garota, ela sorri, cruza as pernas, arruma o cabelo, mostra a palma da mão; quando o alvejado é o rapaz, ele estufa o peito e encolhe a barriga, entre outras coisas.
Quando há mútuo interesse, as pupilas se dilatam, os músculos da face se contraem, os dois fixam o olhar nos lábios um do outro e sincronizam a postura. O coração dispara, as mãos suam, a respiração se acelera, os olhos brilham. No amor, a química também está presente, mas não de forma arrasadora. Há uma predominância de endorfinas. O sentimento é menos fogoso, embora pareça bom e provoque arrepios. O parceiro ganha uma dimensão mais real. Se a paixão é cega, o amor usa lente de contato.
Uma pergunta que muita gente faz é se existe amor à primeira vista. Os mais exigentes dizem que não. Um estudo feito na Alemanha indica que sim. A questão é saber se esse sentimento pode ser chamado de amor. Em nome da paz, é melhor chamá-lo de paixão. Se bem que o problema talvez nem exista, pois quem foi vítima de um olhar fatal garante que é como se fosse uma segunda vista.
Como assim? Você vê alguém e tem um insight, por causa de associações positivas da imagem da pessoa com as "informações" armazenadas no seu "arquivo" cerebral. Em seguida, você tenta marcar um encontro. Se o objeto da paixão corresponder às suas expectativas sociais e aos seus desejos psicológicos inconscientes, o "tchan" inicial pode se transformar numa relação e em marcha nupcial.
DiFeReNÇaS

No FunDo, Entre os Dois, DiFeRenCiar PaiXão e AmOr Não é NaDa FáCiL.
Mas veja alguns pontos:

- A paixão exige atenção; o amor distribui carinho.
- A paixão depende da beleza, do perfume; o amor é incondicional.
- A paixão tem pressa; o amor vai de bicicleta.
- A paixão é ciumenta; o amor dá liberdade.
- A paixão gosta de beijos; o amor valoriza o diálogo.
- A paixão vem em ondas; o amor é sereno e constante.
- A paixão é o relâmpago; o amor é o raio de sol.

Baseada em sentimentos e na química corporal, a paixão aparece de repente e faz com que o indivíduo sinta que o amor resolverá todos os seus problemas. O apaixonado passa também a achar que não poderia ser feliz com outra pessoa, porque foram feitos um para o outro. Claro que isso não é verdade. Em geral, há mais de uma mulher com quem um homem pode ser feliz (ou infeliz) e vice-versa. O apaixonado não encara as coisas racionalmente. Nem dá bola para conselhos de amigos. Ele está interessado é em beijos arrebatadores. Pensa que sexo é amor, embora seja apenas uma forma de se expressar o amor.
De acordo com os especialistas, a paixão pode ser apenas uma ilusão. A pessoa vê a outra e, devido ao seu forte desejo ou necessidade de ser amada, pensa que está amando. Pode ser ainda uma espécie de fuga de alguma situação desagradável em casa ou no trabalho.
O amor não aparece de repente, mas também não acaba de uma hora para a outra. Nele, há um alto grau de amizade e companheirismo. Quem ama compartilha seus ideais e interesses com a pessoa amada. Mais do que a união física, o amor é a união de dois corações.
Para o bem ou o mal, a maré da paixão pode surgir a qualquer hora em nossa vida, mas para isso é preciso que o oceano do amor esteja cheio.

PrOvE SeU AmOr

O teste a seguir vai ajudar você a descobrir se está amando ou apenas apaixonado. Coloque V ao lado das questões que corresponderem a seus sentimentos ou atitudes e F quando não corresponderem.

( ) 1. Meu amor apareceu de repente e logo se tornou muito intenso.
( ) 2. A segurança do meu namorado é tão importante para mim quanto a minha própria segurança.
( ) 3. Quando erro e descubro isso, costumo admitir que errei e pedir desculpas.
( ) 4. Sinto ciúme quando alguém olha fixamente para minha namorada.
( ) 5. Incentivo meu namorado a manter boa amizade à parte do nosso relacionamento amoroso.
( ) 6. Quando estamos juntos, sempre tento impressioná-lo.
( ) 7. A gente se encoraja um ao outro a participar sozinhos de determinadas atividades e a sentir-se livres como indivíduos.
( ) 8. Acho que seria impossível amar outra pessoa.
( ) 9. Nossa cultura, interesses e gostos são parecidos; costumamos conversar sobre isso.
( ) 10. Estou mais interessado em ser a pessoa certa para meu par do que em saber se ele é a pessoa certa para mim.
( ) 11. Tenho uma sensação de amor por todos os poros, em cada fração de segundo da vida.
( ) 12. Quando discutimos, em seguida procuramos fazer as pazes, para não dar chance às críticas intermináveis.
( ) 13. Acredito que não exista no planeta outro romance igual ao nosso.
( ) 14. Reconheço que meu namorado tem falhas e defeitos, mas procuro aceitá-lo assim mesmo.
( ) 15. Gostamos de estar juntos, mas o silêncio não nos deixa muito à vontade.
( ) 16. Embora namoremos há pouco tempo, já nos conhecemos maravilhosamente bem.
( ) 17. Gostamos muito de ler, assistir a boa TV e orar juntos.
( ) 18. Estou disposto a pisar por cima de cadáveres para que nosso amor continue a existir.
( ) 19. Amo meu namorado pelo que ele é, não pelo que pode fazer por mim.
( ) 20. Tudo que diz respeito a minha namorada me toca. Gosto de seus cabelos, olhos, perfume, jeito.

AvAliAçÃo
As questões 2, 3, 5, 7, 9, 10, 12, 14, 17 e 19 descrevem atitudes e sentimentos de quem está amando. Se você respondeu todas ou a maioria com V, é sinal de que o amor está no rumo certo.
As outras 10 questões encerram características de quem está apaixonado. Se você respondeu todas ou a maioria também com V, isso indica que o seu sentimento precisa de amadurecer.

Leia mais:
Ensina-me sobre o Amor (Editora Mundo Cristão), de John e Sandra Drescher.
Sueli Nueli Ferreira e Marcos De Benedicto, jornalistas, "são dois autores jovens. E o que eles escreveram aqui" - DE BEM COM VOCÊ - "é para você ficar de bem com Deus, os pais, os amigos, o sexo oposto e você mesmo." Livro editado pela CASA (Casa Publicadora Brasileira).




SANSÃO NA GALERIA DA FÉ?

O tempo é pouco para falar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas. Hebreus 11:32

       No Palácio do Planalto, em Brasília, há uma galeria com as fotos de todos os ex-presidentes do Brasil. Se você gosta de história, não deixe de passar por lá quando visitar a capital federal.
       Há inúmeras galerias assim espalhadas pelo mundo. Porém, a mais bela galeria é a dos heróis bíblicos. Ela está registada em Hebreus 11. Ali estão nomes como o de Enoque, Noé, Abraão, José e Moisés. Também está o nome de Sansão. É isso mesmo, você leu ou ouviu direito e vou explicar por que ele tem seu nome registado na galeria da fé.
       Sansão nasceu com um propósito definido por Deus: começar o processo de libertação do povo de Israel, que havia 40 anos vinha sendo oprimido pelos filisteus. Um anjo deu instruções para a mãe de Sansão sobre a alimentação dela durante a gravidez e falou sobre as responsabilidades futuras daquele menino. Feliz, Manoá, o pai, orou a Deus pedindo que o anjo voltasse e fornecesse mais detalhes sobre o que deveriam fazer (Juízes 13). Isso demonstra que os pais de Sansão fizeram a parte deles para que sua educação fosse a melhor possível.

     

       Só que, ao se tornar adulto, Sansão tomou decisões erradas. Um dos seus maiores erros foi envolver-se com uma moça que não amava a Deus e que pertencia ao povo inimigo. Mas ele chegou ao fundo do poço quando contou para ela de onde vinha sua força. Após cortar os cabelos de Sansão, Dalila o entregou para os filisteus, que furaram seus olhos e o prenderam.
       Você pode perguntar: Como um homem com um currículo desses está na lista dos heróis da fé? Respondo: No seu último momento de vida, Sansão, sinceramente arrependido de seus erros, orou ao Senhor e pediu forças para derrotar os inimigos. O Senhor ouviu a oração de Sansão, que, em pleno templo de Dagom, onde uma festa acontecia para celebrar sua prisão, derrubou as principais colunas daquele local e morreu matando cerca de três mil filisteus.
       
Arrependimento verdadeiro, oração e fé transformaram aquele homem derrotado num herói bíblico.

     

Você também pode ser um herói do povo de Deus hoje.
O fato de manter-se fiel a Deus num mundo que está o tempo todo puxando para baixo
é prova de que você é uma pessoa de valor.

http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/ij/2014/frij12014.html  - 1 de fevereiro de 2014, Inspiração Juvenil da CPB (Links 1R).

Nota: Queridos jovens, a vida não é uma brincadeira... não é Deus que tem de Se adaptar ao mundo. O mundo é que tem de buscar, conhecer, o caminho de Deus e moldar-se a Ele. Deus não muda (Malaquias 3:6). As Suas leis, que regem o universo, assim como as morais, são imutáveis. E nisso está a nossa segurança. E esperança. Graças a Deus! E.E.

domingo, 19 de janeiro de 2014

A CRISE EXISTENCIAL

Aquele encontro foi diferente de todos os que eu tinha tido no passado. Não era um rapaz aflito que estava na minha frente, nem um pai preocupado por causa dos deslizes do filho, nem um casal em crise, à beira da separação. Era um cavalheiro elegante, de rosto sereno e olhar calmo, aparentando mais ou menos 50 anos, pelos fios prateados que clareavam o seu cabelo negro. Estávamos sentados na esplanada de um restaurante. Olhávamos um para o outro sem dar a mínima importância à paisagem majestosa que nos circundava.
"Pastor - disse o homem, sem rodeios - li o seu livro "Conhecer Jesus é Tudo". Foi um presente da minha secretária. Ela é membro da sua igreja e aparentemente é uma mulher feliz. Acho que o senhor é exactamente a pessoa que eu procurava para conversar."
Nos minutos que se seguiram, ele falou da sua vida, dos seus sonhos, da sua família. Era um homem muito rico, dono de um património invejável, possuía uma família maravilhosa, filhos profissionais que participavam activamente no império financeiro que ele tinha construído. Generoso, dava dinheiro para obras de assistência social e cumpria os seus deveres cívicos. Era um bom empresário, um bom pai, um bom marido, enfim, um homem realizado na vida. Ou quase. Não era feliz.



"Tenho tudo para ser feliz - disse - mas sinto uma sensação estranha. É como se me estivesse a faltar algo. Uma espécie de vazio interior. Estou disposto a fazer qualquer coisa e a pagar qualquer preço, a fim de tirar esta sensação de cima de mim. Preciso de ser plenamente feliz, mas, por favor, não me peça para me tornar membro da sua igreja, nem me fale de Jesus."
Olhei para aquele homem e com tristeza vi nele o retrato do homem do século XX, o século das luzes, do raciocínio, da informática e dos voos espaciais. O homem moderno foi capaz de mergulhar nos mistérios do átomo, conquistar o espaço e chegar à lua, mas é incapaz de perceber o que está a acontecer dentro do seu próprio coração. Vive angustiado. Finge que é feliz, tenta inutilmente convencer-se a si mesmo de que é feliz, mas chora interiormente o vazio que dói, que incomoda e angustia.
"Estou disposto a pagar o que for preciso", diz. E não existe limite para os seus esforços a fim de alcançar o seu objectivo:
Pode-se vê-lo a banhar-se nas águas sagradas do rio Ganges, deitar-se em cima de brasas vivas, peregrinar aos milhares para visitar os santuários tão conhecidos em todo o mundo, ou andar de joelhos em procissão até sangrar.
Bem mais perto, pode-se vê-lo a tentar pagar o preço através da meditação, a realizar obras de filantropia, a defender os direitos das classes oprimidas, a participar de marchas em favor da ecologia e da paz, a assinar cheques para obras de caridade ou a visitar creches, asilos e sessões de psicanálise.
Entre os mais jovens, pode-se vê-lo nas discotecas, nos bares, nos embalos de sábado à noite. Pode-se vê-lo desesperado a procurar "se sentir bem" nas sensações alucinantes das drogas e dos prazeres proibidos, ou a defender a liberdade sexual e a nova moral.
Mas, consegue o homem preencher dessa maneira o vazio do coração? Consegue-se a paz com penitências ou com orações? Ou ainda, com sacrifícios e jejuns? Alcança-se a paz com o envolvimento nas lutas sociais ou com sensações de prazer?


Nunca houve na História um tempo de tanta liberdade, de tanto luxo, conforto e aparente democracia como hoje, mas, porque é que o homem não consegue ser feliz? Porque é que a paz interior parece estar sempre a fugir das nossas mãos, como algo que escorrega por entre os dedos? Nunca o ser humano viveu tão angustiado como hoje, nem tão vazio, tão desesperado. Os seus conflitos emocionais, as suas inseguranças económicas, as suas lutas familiares e sociais, as suas frustrações existenciais parecem tê-lo derrotado completamente. Está com medo. O ser humano está com medo de não ser mais do que um computador, uma máquina de produzir, um tijolo. Com uma trágica diferença. Ele tem sentimentos e as máquinas não. Ele é visto como um objecto, como um número no meio da multidão, mas sofre, chora, angustia-se e ninguém se importa com isso.

"Que devo fazer para ser salvo?" É o grito do coração humano através de todas as épocas. "O que devo fazer?" "Como posso ter um pouco de paz?" "Como posso ser feliz?" E milhares de vozes respondem: "Você tem que se esforçar, tem que pagar o preço, tem que merecer; lute, trabalhe, conquiste!"
Ouça, por exemplo, a voz da Ciência. "Não existe isso de pecado", dizem os cientistas. "Se o mundo está a desabar ou se você tem problemas, isso nada tem a ver com o pecado. Organize-se melhor. Investigue mais. Use a tecnologia para resolver os seus problemas."
Os humanistas sorriem-lhe com optimismo. Para eles, o problema do ser humano é apenas um: falta de desenvolvimento do potencial humano. "O homem é o capitão da sua própria embarcação", dizem. "Dentro dele há uma força capaz de resolver qualquer problema e superar qualquer crise. Então - acrescentam os humanistas - a única coisa de que você precisa é de confiança própria."
Ouça os políticos: "Você não é feliz porque não soube escolher o melhor governo. O que o mundo precisa é de uma revolução social. O que o país precisa é de uma mudança imediatamente. Então, vote em mim."

Mas essa não é a resposta divina. Uma noite, Deus disse, através de São Paulo, a um homem desesperado: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo."1
Nada de lutar, nada de esforçar-se para ser bom, nada de procurar, nada de fazer coisas para merecer. Crê! Ele diz: "Eu deixo-vos um presente - a paz de espírito! E a paz que Eu dou não é passageira como a paz que o mundo dá!"2
Em que consiste a paz que Deus oferece? Qual é esse tipo de paz que o homem tem inutilmente tentado conseguir ao longo da História com esforços, penitências, sacrifícios e boas obras? E só um mito? Um sonho impossível?
Por trás das marchas de protesto, das lutas sociais, das obras de caridade; por trás da busca incansável da paz, através do uso de drogas e satisfação dos sentidos, há uma frustração crescente que ninguém pode ignorar. Desde as desérticas terras até às ruas asfaltadas das grandes cidades, sem distinção de raça, idade, situação económica, sexo ou grau de instrução, o homem passa com um único clamor: "O que farei?" De que é que na realidade ele está à procura?

Veja a forma dramática como o poeta espanhol Ruben Dario descreve, através dos seus sentimentos, a situação do homem moderno:

Feliz a árvore que é apenas árvore.
E também a pedra porque ela não tem vida,
Pois não existe dor maior do que estar vivo,
Nem maior desespero do que a vida consciente.
Ser e não ter rumo certo.
E o medo de ter sido, e um futuro pavoroso,
E a certeza espantosa de amanhã estar morto
E sofrer pela vida, pela morte,
Pelo que não sabemos e apenas suspeitamos.
E não saber aonde vamos
Nem de onde viemos!...
3

Sim, meu amigo, este é um quadro dolorosamente real do homem actual, mas o objectivo deste livro não é apenas descrever a trágica condição do ser humano. É acima de tudo, mostrar que há esperança. Tem Deus a solução? Onde está a paz que Ele ofereceu? Há lugar para Jesus na década da informática? Os capítulos a seguir descrevem o porquê da angústia humana e a solução para o vazio da alma.


1. Actos 6:31 (A Bíblia Viva).
2. S. João 14:27 (A Bíblia Viva).
3. Lo Fatal, poema de Ruben Dario.

Alejandro Bullón in A Crise Existencial, Edições Reviver, Publicadora Atlântico, Portugal.

COMO FICA A VIDA
DEPOIS DO ENCONTRO COM JESUS

"Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos, e rico, procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. Então, correndo adiante, subiu a uma figueira a fim de vê-Lo, porque por ali havia de passar. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: 'Zaqueu, desce depressa, pois Me convém ficar hoje em tua casa.' Ele desceu a toda a pressa e O recebeu com alegria. Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que Ele Se hospedara com um homem pecador. Entretanto, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: 'Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo 4 vezes mais. Então Jesus lhe disse: 'Hoje houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.'" Lucas: 19:1-9.


       Alguma vez você já se sentiu rejeitado, condenado, e sem direito de se aproximar de Jesus? Alguma vez você sentiu que apesar de todos os bens materiais que conseguiu na vida, continua havendo uma espécie de vazio interior que não o deixa ser feliz? Então a sua vida tem muito a ver com a história de Zaqueu.
       Zaqueu é apresentado na Bíblia como um símbolo do homem pecador. A história diz que ele era rico. Homens ricos geralmente usam roupas finas e caras.
       É interessante notar que às vezes o pecador é simbolizado na Bíblia por um homem pobre, mal vestido ou quase nu, como no caso do filho pródigo, que voltou para casa vestindo trapos de imundície e cheirando a porco. Como na história de Maria Madalena, que foi arrastada pelos cabelos, seminua; ou como no caso do cego de nascença, que ficava na porta do templo pedindo esmolas.
       Já outras vezes, o pecador é simbolizado por um homem rico e bem vestido, como no caso de Naamã, o capitão do exército sírio, que por trás das suas vestes finas e suas condecorações gloriosas escondia a miséria de uma lepra consumindo a sua vida. Este também é o caso de Zaqueu, que aparentemente tinha tudo para ser feliz: usava roupas finas, os seus filhos talvez estudassem em escolas particulares de primeira classe, morava numa das mansões da cidade de Jericó, mas não era feliz. Sentia-se rejeitado pela sociedade e atormentado pela própria consciência.
       Porque é que o pecador é às vezes simbolizado por um homem pobre e quase nu, e outras vezes por alguém rico e bem vestido? O que Deus está querendo nos dizer é que perante os Seus olhos, todos os seres humanos são pecadores, com apenas uma diferença: uns são flagrados – apanhados no seu erro e o seu pecado é descoberto e exposto para vergonha pública. Dedos acusadores levantam-se muitas vezes para apontá-los e condená-los - estão nus.
       Outros, perante os olhos divinos, são tão pecadores como os primeiros, mas a lepra do pecado está oculta debaixo das vestes de uma imagem brilhante. Podem passar pela vida sem que nunca alguém descubra o seu erro, vestindo sempre roupas finas. Mas infelizes, desprezados e vazios por dentro, como Zaqueu.
       Ambos os grupos precisam de Jesus. Ambos precisam entender que aos olhos da igreja e da sociedade podem ser diferentes, mas são iguais aos olhos de Deus.
       Zaqueu procurava ver "quem era Jesus". Estava certo. Vivia em pecado, usava para proveito próprio a posição que o governo lhe tinha confiado, mas estava certo na sua busca.
Cristianismo não é moralismo. A nossa primeira pergunta nunca deveria ser quanto ao que 'farei' ou 'não farei', mas sim, 'quem' é Jesus, a 'quem' amarei e a 'quem' servirei.
       No caminho de Damasco a primeira pergunta de Saulo não foi: "Que queres que eu faça?", mas "Quem és, Senhor?".


Cristianismo nunca foi apenas o cumprimento dos 'quês' da igreja, mas acima de tudo fidelidade Àquele que nos achou, nos amou, nos perdoou e nos transformou.
Zaqueu estava certo. Procurava saber quem era Jesus, mas não podia, por causa da "multidão". Qual era a grande dificuldade? Sua pequena estatura? O seu peso? A sua raça? Sua posição social?
       O que o fazia sentir-se indigno? Sua vida cheia de erros? Sua pouca ou muita instrução? Não, isso nunca foi problema para chegar a Jesus. Era a multidão, que não lhe permitia aproximar-se do Único capaz de preencher-lhe o coração e transformar-lhe a vida!
Você já percebeu que durante o ministério de Cristo na terra, as multidões sempre atrapalharam a Sua obra de redenção?
       Lembra-se do paralítico que um dia precisava desesperadamente de Jesus para ser curado, mas não podia chegar perto d’Ele por causa da multidão? Os seus amigos tiveram que fazer um buraco no teto para que ele pudesse chegar ao Salvador.
       Já leu a história da mulher com fluxo de sangue que teve que abrir caminho em meio à multidão para poder tocar o manto de Cristo?
       Consegue imaginar o cego que precisava de visão clamando em alta voz: "Jesus, filho de David, tem compaixão de mim!"? As multidões ordenaram-lhe silêncio, mas ele continuou gritando.
       As multidões sempre se consideraram fiscais da salvação. "Você não, porque é leproso." "Você sim, passe adiante." "Você espere, está imundo; primeiro tome um banho, está cheirando mal para chegar perto de Jesus."
Certo dia as multidões queriam impedir que as crianças se aproximassem do Mestre. A voz doce de Jesus disse então: "Deixai vir a Mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus."


       Multidões! Deus tenha misericórdia das multidões que andam com uma vara de medir a fé para dizer quem é digno e quem não é. Que Deus nos ajude a mostrar ao mundo quem é Jesus! Que nos ensine a tomar a mão dos que se sentem derrotados, tristes, frustrados e rejeitados. Que nos mostre como segurar o braço dos que pensam que nunca conseguirão. Que nos ajude a amá-los, a compreendê-los e a levá-los a Jesus.
       Zaqueu sentia-se indigno e pecador, porém, as multidões fizeram-no sentir-se mais indigno e mais pecador ainda. Então o homem rico de Jericó pensou que o melhor seria ficar de fora e limitar-se a olhar Jesus de longe, e aí caiu no erro de muitos, hoje, porque Cristianismo não é seguir Jesus de longe.


       Cristianismo é relacionamento diário e permanente com Jesus. Não importa se as multidões dificultam a sua aproximação d'Ele. Faça como o paralítico, que entrou pelo teto, ou como a mulher com um fluxo de sangue, que abriu espaço entre a multidão. Ou então clame como o cego: "Jesus, filho de David, tem compaixão de mim!" Mas não fique em cima da árvore!
       Não existem desculpas para ficar longe, na passividade de uma figueira ou na indiferença de quem vê Jesus passar.
Cristianismo é compromisso com Jesus, é envolvimento com a sua Igreja, é participação da Sua Missão.
       Cristianismo nunca foi contemplação cómoda de uma figueira, enquanto se ruminam mágoas e ressentimentos e se é consumido por lembranças tristes que as multidões imprimiram dolorosamente em nossa vida.
       Não, Cristianismo é chegar perto de Jesus, apesar das multidões.


       Jesus atravessava a cidade, seguido pelas multidões, e lá estava Zaqueu em cima de uma figueira. Porque será que nós, seres humanos, estamos sempre plantando árvores para ficarmos em cima, vendo Jesus passar? Zaqueu estava em cima de uma figueira. Mas podia ter sido uma árvore de preconceitos, temores ou dúvidas. Quem sabe uma árvore de mágoas, ressentimentos ou simplesmente de orgulho e incredulidade. Tanto faz.
       De repente, Jesus parou e, em meio a tanta gente, olhou para Zaqueu: "Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa."
       Tenho tentado muitas vezes imaginar aquela cena. Imagino Zaqueu olhando desconcertado para todo o lado e perguntando, com aquela ansiedade de querer que seja, mas tendo medo de que não seja:
       "É comigo Senhor? Não está equivocado? Eu sou Zaqueu, um ladrão, um homem injusto. É comigo que vai jantar esta noite?"


Você já pensou, meu amigo? Naquele dia havia milhares de pessoas junto a Jesus. Centenas de homens e mulheres que lutavam um contra o outro por um lugar especial perto de Jesus. Cada um sentindo-se com mais direito do que o outro, e de repente o Mestre olha para quem nada espera, olha para quem se sentia indigno, para um homem insignificante, perdido lá entre os galhos de uma figueira, e chama-o pelo seu nome: "Zaqueu".

Assim são as coisas com Jesus. Para Ele não existem multidões, existem pessoas. Para Ele você não é apenas uma ordem de produção ou um número na estatística. Você é gente. Ele Se preocupa com você, com seus sentimentos, com seus sonhos, alegrias e tristezas. Ele chora com sua dor e Se alegra com seu sorriso.
Você é tão importante para Ele que um dia Ele deixou tudo e veio a este mundo para buscá-lo. Ele sabe o seu nome, onde você mora, conhece suas ansiedades, sabe que você pode estar tentando ser um homem difícil ao apelo divino, dizendo para si mesmo: "Eu só quero vê-Lo de longe." Mas na realidade você é um homem solitário e sincero, que precisa d'Ele como todo o ser humano.
"É comigo, Senhor?", pergunta você. "Sim, é com você, Henrique, Mauro, Isaura, Aparecida, é com você mesmo." "Mas, Senhor! Eu fumo, bebo, tenho uma vida irregular, eu sou indigno." "Não importa, é com você. É por você que Eu vim, Eu o amo, não pelo que você faz ou deixa de fazer, mas pelo que você é: um ser humano maravilhoso, apenas isso."
Nunca terei palavras para a agradecer a Deus, porque um dia, entre 5 bilhões de seres humanos, o Senhor Jesus Se deteve no caminho da vida e olhou para mim. Não me achou em cima de uma árvore, não. Achou-me atrás de um púlpito, com uma régua na mão para medir o "cristianismo" da minha igreja, sem medo de apontar o pecado "pelo nome", pregando sobre o amor de Deus sem jamais tê-lo experimentado. Vestindo a imagem de um jovem pastor muito preocupado em descobrir os "pecados ocultos da igreja" para levá-la à reforma.
E o Senhor Jesus, com Sua voz mansa disse: "Filho, desce dessa árvore de apóstolo da reforma. Quero ficar com você, quero que Me conheça de verdade e compreenda que as coisas não são assim como você pensa. Quero que saiba que não é com o regulamento numa mão e a vara na outra que se reformam vidas.


A maneira como Jesus tratou a Zaqueu é a maneira como ele quer levar Sua igreja ao reavivamento e à reforma completa.
Veja que Jesus não olhou para Zaqueu e disse: "Zaqueu, você é um ladrão, e o que você faz é uma vergonha. Estou disposto a lhe dar o privilégio de hospedar-Me, mas antes quero que você confesse publicamente que é ladrão, e que devolva o dinheiro que roubou dos outros.
Eu imagino que era isso que as multidões estavam esperando. Mas Jesus não fez nada disso. Havia algo de maravilhoso com Ele. Os pecadores sentiam-se amados na Sua presença. Quer dizer que Ele apoiava a vida errada dos homens? Não. A conduta deles é que mudava. Mas Ele nunca os fazia sentir-se mais pecadores do que já eram. Não precisava agredi-los para inspirar neles o desejo de mudar de vida.

E agora vejamos a atitude de Zaqueu. O que foi que ele fez? Será que ele desceu da figueira e disse para Jesus: "Obrigado, Senhor, por lembrares-Te de mim. Eu nunca poderei agradecer-Te pelo fato de olhares para mim em meio a tanta gente. Agora fica um pouco aqui. Deixa-me ir e arrumar a casa. As coisas não estão bem por lá. Deixa-me fazer uma faxina completa e preparar uma refeição gostosa, então voltarei e iremos juntos."
Foi assim que Zaqueu falou? Não. Por que não? Porque se pudéssemos deixar Jesus aguardando para primeiro limpar a casa, não precisaríamos mais d'Ele.
Aqui está envolvido o maravilhoso princípio da justificação, que é pela fé, e da santificação, que também é pela fé. É Ele que limpa a vida. É Ele que coloca as coisas em ordem. É Ele que corrige, que conserta, que purifica. Nunca cometamos a tolice de agradecer a Deus pelo perdão e depois, sozinhos, tentarmos pôr a vida em ordem.
O que foi que Zaqueu fez? Acho que ele colocou sua mão na de Jesus. Era um homem solitário, rejeitado pela sociedade, que precisava de alguém que lhe restaurasse o senso de humanidade. Ali estava uma mão estendida com amor, e ele agarrou-se a ela, apesar de ser um publicano, um ladrão, um pecador.
A multidão não ficou contente com a atitude de Jesus. "Ah", pensaram no coração, "Ele dava a impressão de ser o Messias, mas em lugar de condenar os pecadores, recebe-os, junta-Se com eles, e não os repreende." Você já pensou que enquanto Jesus esteve na Terra nunca condenou os derrotados, os marginais, os ladrões ou as prostitutas?
As poucas vezes que Ele condenou alguém, foram aqueles que achavam que tudo estava bem com eles, aqueles que se consideravam os guardiães da fé, a norma de vida de seus semelhantes.



Graças a Deus porque Jesus veio a este mundo buscar os perdidos, os derrotados, os cansados de lutar sem nunca conseguir. Se você é um deles, alegre-se e louve o nome do Senhor porque foi por você que Ele veio.
Ele o está procurando, não importa onde você está, onde se escondeu, ou para onde fugiu. Um dia a voz de Deus o alcançará e o chamará pelo seu nome, e talvez isso esteja acontecendo neste momento, enquanto você lê estas linhas.
Você está tremendo em cima da figueira da vida. Sente-se rejeitado, triste, frustrado? Sente que nunca vai conseguir? Ouça então a voz do Mestre dizendo: "Filho, Eu amo você. Desça daí, quero ficar com você, quero entrar em sua vida e colocar cada coisa em seu lugar. Limpar o que tem que ser limpo, consertar o que tem de ser concertado.

Olhe agora para Jesus e Zaqueu. Nenhuma palavra. Apenas caminhavam juntos, de mãos dadas, e aquele laço de amor penetrou na vida daquele publicano. Enquanto caminhavam juntos, a vida de Jesus, Seu poder, Sua vitória, transmitiu-se para o pobre homem, gerando nele o desejo de mudar de vida.
Depois levantou-se e disse: "Mestre, se em alguma coisa defraudei alguém, estou disposto a restituir 4 vezes mais, e o que sobrar estou disposto a repartir com os pobres."
Este é o resultado inevitável de estar em Jesus e andar com Ele. É impossível andar com Jesus e conviver com o pecado ao mesmo tempo. Ambas as coisas não combinam. Ao lado da justiça não há lugar para o pecado. "N'Ele somos feitos justiça de Deus". N'Ele somos libertados, tornamo-nos vitoriosos, e o que antes parecia difícil, torna-se natural, como um fruto maduro que cai no tempo oportuno.
Que dia extraordinário aquele. No início, Zaqueu não passava de um homem solitário, frustrado e vazio apesar de sua invejável posição social e financeira. No fim do dia era um homem feliz, completo, transformado em Cristo. Zaqueu conhecia os dois lados da vida. O desespero e a esperança, o vazio e a plenitude, a tristeza e a alegria, a condenação e o perdão, a derrota e a vitória. Certamente ele podia dizer: "Jesus, Tu és a minha vida."

Pr Alejandro Bullón, no seu maravilhoso livro - Jesus, Tu és a Minha Vida, Casa Publicadora Brasileira (CPB).



http://www.ministeriobullon.com/portugues/index.php (Links 1R)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Apaixonada Por Jesus, O Meu Deus!
"POR SIEMPRE!!!"


Actualmente há duas Nazarés.
Primeira, a opulenta cidade construída desde 1948 onde vivem judeus ricos. Segunda, a pequena e miserável cidade Árabe. A maior parte dos árabes que vivem na antiga cidade são cristãos. Muitos dos edifícios, segundo a tradição, vêm do tempo em que Jesus ali viveu.


Nazaré está situada entre os montes do extremo sul da cordilheira do Líbano. Durante o tempo de Jesus era uma pequena e insignificante aldeia.


O HOMEM DE NAZARÉ

O Jesus histórico. Se o futuro do nosso mundo depende daquilo que Jesus Cristo fez e está ainda a fazer, então devemos saber mais acerca d'Ele.
Aqueles que têm investigado o assunto estão de acordo. Uma pessoa excepcional chamada Jesus Cristo viveu, em tempos, neste planeta. Ele é mencionado por historiadores romanos. Tácito escreve uma curta descrição. Suetónio conta como o Imperador Cláudio expulsou os judeus de Roma porque os seguidores de "Chrestos" causavam fricção constante entre eles.
Mas há evidências muito mais fortes para a existência de Jesus. O jovem Plínio escreveu ao Imperador Trajano acerca dos cristãos. Ele informou César de como os cristãos, nos seus cânticos, louvavam a Jesus como seu Deus. Após ter dito algumas coisas acerca dos irmãos de Jesus ele deu uma curta descrição sobre a vida e obra de Jesus Cristo. Flávio Josefo, outro historiador, provê outra descrição.
Evidência e nenhuma dúvida. Jesus Cristo não é um produto da imaginação dos discípulos. O Novo Testamento tem um antecedente histórico. Na 15ª edição da Enciclopédia Britânica, após um sumário das referências históricas a Cristo em fontes primárias de material fora do Novo Testamento, os autores concluem:
"Estes relatos independentes provam que, nos tempos antigos, mesmo os oponentes do Cristianismo nunca duvidaram da historicidade de Jesus, que foi disputada pela primeira vez e em bases insuficientes por vários autores no começo do século XVIII, durante o século XIX e no começo do século XX."1

A Principal Fonte de Informação

Certamente que a principal fonte de informação acerca de Jesus se encontra nos quatro Evangelhos. Eles foram escritos por homens que conheceram Jesus pessoalmente ou puderam entrevistar testemunhas oculares como Lucas fez. Por conseguinte, para o pesquisador objectivo, eles são a fonte mais evidente de informação acerca d'Ele.
Como o resto da Escritura, os evangelhos autenticam-se por si mesmos. Um bom lugar para começar a ler a Bíblia é o evangelho de Marcos. Marcos era o secretário de Pedro. Quão fascinante é descobrir que o evangelho de Marcos apresenta Pedro na pior luz! A candura de Marcos é tremendamente desarmante. Desenvolvimentos que poderíamos considerar importantes são tratados de modo exíguo. Acontecimentos são descritos em pormenor que nenhum escritor poderia, de modo nenhum, inventar.
Há muitos pormenores nos relatos dos quatro evangelhos que teriam sido excluídos duma biografia secular contemporânea. Longe de embelezar a reputação de Jesus, repetidas vezes os evangelhos fornecem-nos exemplos de que um relato autêntico era para eles mais importante do que fazer uma boa impressão.
Os escritores dos evangelhos expuseram, sem rodeios, as pretensões de Jesus de ser o Cristo, o Messias, o Filho de Deus. Jesus é o único Homem que viveu pretendendo ser Deus e que, contudo, foi julgado são de espírito pelos Seus mais sábios contemporâneos. Confúcio não pretendeu ser Deus, nem Zoroastro, Buda ou Maomé. Eles eram demasiado sensatos para terem tal pretensão. Preocupavam-se demasiado com a sua credibilidade.

C. S. Lewis estava certo a respeito das pretensões de Jesus. Ele disse que, dadas tais pretensões, Jesus tinha de ser louco ou mau - ou Deus. Ninguém, aparentemente, sugere que Ele foi louco ou mau. É verdade que alguns têm pretendido que Ele era "simplesmente um grande Mestre". Mas como podia Ele ter sido isso - e fazer tais alegações? Ele não nos deixou essa opção. Ele era louco, ou mau, ou...

Quando o grupo de discípulos, outrora tímidos, começou a pregar as Boas Novas acerca de Jesus, eles fizeram-no a curta distância daquilo que era, de imediato, o argumento mais convincente e a ajuda visual mais impressionante para aquilo que eles pregavam: o túmulo vazio. Jesus de Nazaré, diziam eles, representava a culminação, em pessoa, de cada profecia messiânica do Velho Testamento. Ele era o Cristo esperado, profetizado durante milénios, a esperança de todas as eras passadas e futuras. Em breve este pequeno grupo de seguidores aumentou. Milhares abraçaram o Seu evangelho num dia. E, assim como se espalha o fogo numa floresta, fez incursões no sistema Judaico; muitos sacerdotes converteram-se.2


O Túmulo Vazio

O Jardim do Túmulo, a norte do portão de Damasco em Jerusalém, que alguns têm identificado como sendo o túmulo de Jesus, em vez do sítio tradicional na Igreja do Santo Sepulcro. De qualquer modo, ambos os túmulos estão vazios!


- Os discípulos pregaram o Cristo ressuscitado a poucas centenas de metros do túmulo vazio. Se o túmulo não estivesse vazio, a classe dirigente judaica podia, em questão de minutos, ter refutado a ressurreição. Caifás e o seu conclave de sacerdotes podiam simplesmente ter descido ao túmulo, quebrado os selos e publicamente exibido os restos mortais para todos verem.
- Porque é que soldados romanos experimentados desertaram, de repente, dos seus postos e se precipitaram de volta para enfrentar o que poderia ser um tribunal marcial e execução - se não tivesse havido nenhuma ressurreição?
- Ou porque foram eles subornados para difundir uma história transparentemente espúria quando a solução mais simples teria sido fazê-los marchar de volta, sob escolta, provar que eles estavam errados e decapitá-los no local como um aviso a qualquer outra pessoa que pudesse ter ideias fantasiosas, sobrenaturais.

Os discípulos foram transformados pelas notícias da ressurreição. E eles estavam preparados para enfrentar fosse o que fosse - incluindo prisão e martírio - para pregarem a ressurreição de Jesus Cristo. A existência da Igreja Cristã é a maior evidência para a historicidade da ressurreição.
Cada indivíduo deve confrontar esta questão. Cada pedaço de evidência disponível confirma que Jesus não foi um Homem comum. Ele é o Libertador do pecado, o Redentor da humanidade, Aquele que conquistou a morte. Sendo esse o caso, cada pessoa deve tomar uma decisão a respeito de Jesus Cristo. A decisão não pode ser evitada. Jesus não será ignorado. A eternidade depende da decisão.


Dimensões Cósmicas


O retrato que a Bíblia faz de Jesus adquire dimensões cósmicas ao alegar que Jesus é Deus. O próprio Jesus disse que estava no Céu antes de vir à Terra e que existiu antes de Abraão.3 Ele ora para que Lhe seja dada a glória que tinha com o Pai antes da criação do mundo.4
Isto não é o limite ao Jesus bíblico. Quanto mais lemos a Bíblia maior Ele nos parece. É-nos dito que Ele criou o mundo e toda a vida.5 Ele é também retratado como sendo o dirigente nos acontecimentos históricos culminantes tais como o Êxodo.6
Uma das provas mais convincentes da realidade da visão da Bíblia sobre Jesus são os pequenos vislumbres que os profetas e os Salmistas do Velho Testamento provêm. Em adição ao lugar de nascimento, estes incluem pormenores sobre o ministério de Jesus, os Seus sofrimentos, morte, discípulos, e até aquele que O traiu.
Isaías escreve: "Na verdade Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou as nossas tristezas, todavia nós considerá-mo-l'O ferido por Deus, açoitado por Ele e aflito. Mas Ele foi trespassado pelas nossas transgressões, foi esmagado pelas nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre Ele, e pelas Suas feridas nós somos sarados."7 Este texto provê uma clara previsão dos sofrimentos de Jesus. Semelhantemente, o Salmo 22 ilustra coisas relacionadas com o Calvário com pormenores que incluem até os soldados romanos a lançar sortes sobre as vestes de Jesus enquanto Ele está suspenso na cruz.

Os autores da Bíblia tinham fé firme em Jesus como sendo mais do que uma Pessoa comum. Os muitos milagres que Ele fez, falam em Seu favor. Com efeito, a Bíblia alega claramente que Jesus é Deus e, se uma pessoa tomar tempo para considerar a questão, isto faz sentido uma vez que, afinal de contas, somente Deus e o Criador têm o poder para remir os pecados de todo o mundo.

O Homem de Nazaré

Este Homem de Nazaré não é um Homem comum. Ele é adorado, seguido, amado e são-Lhe dirigidas orações.8 Ele é um Homem que requer tudo ou nada. Não há nada incerto no ensino da Bíblia. Jesus é apresentado como um Homem, mas não como um Homem qualquer. Pelo contrário, Ele é Deus que se tornou Homem para salvar o homem do pecado e prover-lhe liberdade do pecado e da morte.
O ensino da Bíblia sobre Jesus não é uma teoria que, quando decorada, garante uma boa nota no juízo final. A questão fundamental sobre a qual gira o juízo e a eternidade é: Que farás tu de Jesus? Qual é a tua relação com Ele?
Aqui está um assunto para oração, se outro não houvesse. Uma relação com Jesus trar-lhe-á paz, certeza de perdão e alegria. Jesus mesmo promete que lhe dará vida e vida com abundância.9
A prova mais convincente da divindade de Jesus encontra-se na experiência daqueles milhões de pessoas que, no decorrer dos séculos, têm colocado a sua confiança em Jesus e nas promessas que a Bíblia faz a respeito d'Ele. Elas têm orado: Senhor, se isto é uma realidade, então por favor permite que isso se torne também uma realidade na minha vida.
De várias maneiras elas obtiveram uma certeza, uma esperança que Deus lhe oferece assim como a mim. Elas convenceram-se que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu único Filho, para que todo aquele que n'Ele crer não pereça mas tenha a vida eterna."10


Referências:
1. Enciclopédia Britânica, 15ª Edição, vol. 3, pág. 145; 2. Actos 6:7; 3. João 8:53; 4. João 17:5; 5. João 1:3; Efésios 3:9; Colossences 1:16; Hebreus 1:2, 10; 6. I Coríntios 10:1-4; 7. Isaías 53:4,5; 8. Actos 7:59; João 9:38; 9. João 10:10; 10. João 3:16.

Texto extraído do livro ANO 2000 - Fim ou Continuação? - Publicadora Kirjatoimi, Finlândia.
(Conheça os autores e editor em Meditação para a Saúde, 15 de Maio de 2012)

QUERO LOUVAR-TE!!! MAIS E MAIS AINDA!



"QUEM É O AUTOR DA EXISTÊNCIA? Por que ele se esconde atrás da cortina do tempo e do espaço? Como é seu caráter? Por que ele é tão discreto que parece não existir e tão presente que parece reivindicar sua presença a cada instante nas nuances de cada flor, nas lágrimas que se encenam no teatro do rosto e no sorriso que torna a vida o maior espetáculo, mesmo quando não há aplausos?
Nada intrigou a mente humana ao longo da história mais que Deus. Independentemente da raça, sociedade ou cultura, todos falam dele e de alguma forma o procuram. Nem os ateus conseguem fugir do tema Deus. Todas as tentativas de negá-lo ou desconstruí-lo são um testemunho solene da sua importância. Posso falar isso com certa segurança, porque fui um dos maiores ateus que pisaram nesta terra. Para mim, Deus era fruto de um cérebro apaixonado pela vida e que resistia ao seu caos na solidão de um túmulo.
Mas quando estudei a inteligência de Cristo sob o ângulo da ciência (Psiquiatria, Psicologia, Sociologia e Psicopedagogia) meu ateísmo implodiu. Percebi que ele não cabe no imaginário humano.
A partir desse momento a busca por Deus deixou de ser para mim uma atitude de pequenez intelectual e passou a ser um ato inteligentíssimo do psiquismo humano. Entretanto, nessa trajetória, fiquei convicto de que o indivíduo que não é capaz de respeitar os diferentes, não é digno da maturidade psíquica.
A relação do ser humano com Deus, a despeito de uma religião, deveria irrigar a personalidade humana com altruísmo, solidariedade, generosidade, resiliência, capacidade de se pôr no lugar dos outros e de apostar tudo o que se tem naqueles que pouco têm. Jesus, como o maior educador da história, ensinava dia e noite essas matérias aos seus alunos ou discípulos. Mas, infelizmente, muitos ao longo das eras não aprenderam essas lições fundamentais.
O ser humano, por ter frequentemente a necessidade neurótica de poder e de evidência social, usa diversos meios para dominar os outros e não libertá-los, uma atitude completamente diferente daquela que postulou em prosa e verso o Filho de Deus. Quando ele aliviava a dor física e emocional de alguém, suplicava que não propagandeassem seus feitos. Ele doava-se sem esperar o retorno. Proclamava que por detrás de uma pessoa que fere há sempre uma pessoa ferida. Demonstrava que a maior "vingança" contra um inimigo é compreendê-lo e perdoá-lo. Atitudes nobilíssimas que fazem os inimigos serem reeditados em nossa memória. Como não ficar profundamente admirado com sua inteligência e maturidade emocional?
Nas entrelinhas das suas biografias, os chamados evangelhos, percebe-se a sua personalidade. Do mesmo modo, nas entrelinhas dos Dez Mandamentos é possível perceber a assinatura, o caráter, a intencionalidade, as teses fundamentais e os pensamentos subliminares do personagem mais misterioso, complexo, afetivo, discreto e, ao mesmo tempo, presente do teatro da existência: Deus. Os Dez Mandamentos promovem a liberdade responsável, a generosidade, a tolerância, a justiça social, a saúde das relações sociais, enfim, ... promovem a qualidade de vida e o sucesso em seus mais amplos sentidos."


"Augusto Cury, Psiquiatra, Pesquisador da Psicologia, Escritor com livros publicados em mais de sessenta países. Autor da Teoria da Inteligência Multifocal - que estuda o processo de construção de pensamentos e a formação de pensadores, analisada em nível de mestrado e doutorado." PREFÁCIO do livro O PODER DOS 10 MANDAMENTOS - O Roteiro Bíblico para uma Vida Melhor.

(Jesus e a Lei - "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição. Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no Reino do Céu." Mateus 5:17-19.)

"UM CONHECIMENTO PRÁTICO. O novo Mestre, além de ser mais jovem, não falava como os outros mestres... Era verdade que eles também usavam imagens e ilustrações, mas Ele comunicava uma vivência profunda, com o Seu olhar límpido e penetrante. Uma parábola Sua - falada aos olhos, dirigida ao coração - era capaz de saltar a barreira do preconceito e gerar vida nova. As Suas palavras animavam o desanimado, despertavam o adormecido.
Ainda hoje o fazem, renovando-se em cada mente que as aceita. E o Mestre continua, no mesmo lugar, chamando e... à espera.
CONHECER O MESTRE é adquirir sabedoria prática, não através de penosos esforços (provas labirínticas, estudos cansativos...), mas antes, do encontro com a Sua Pessoa."


Roberto Badenas, Escritor com livros publicados em vários países. Professor de Teologia, licenciado em França e com Mestrado e Doutoramento nos EUA. Exerce neste momento a sua atividade como professor na Facultad Adventista de Teología em Espanha (Links 3I).

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

RECOMENDAÇÕES
Para Manter Uma Boa Saúde




Os conselhos seguintes são expressos de uma forma simples, de fácil aplicação e não requerem conhecimentos científicos nem cálculos complicados com calorias. Podem ser facilmente adaptados a qualquer situação particular. Requer-se alguma força de vontade e perseverança para fazer algumas mudanças no nosso estilo de vida mas os resultados compensarão os esforços!
De todos os factores que influenciam a nossa saúde e bem-estar, os mais importantes são os seguintes:
a) Uma alimentação sã e bem equilibrada.
b) Exercício físico suficiente e ar puro diariamente.
c) Abstinência de bebidas, alimentos e hábitos tóxicos.
d) Um espírito alegre e confiança em Deus, resultantes de uma consciência limpa.


1. Coma devagar e mastigue o alimento completamente pois isso facilita a digestão.
2. Tome os seus alimentos à mesma hora todos os dias, sendo o mais regular possível.
3. Não coma nada entre as refeições, nem sequer fruta ou sumos. Apenas água.
4. Deve manter um intervalo mínimo de 4 a 5 horas entre as refeições. A maioria das pessoas necessitaria somente de 2 refeições por dia, pequeno almoço e almoço.
5. O 'Pequeno' almoço deve ser a principal e a melhor refeição do dia.
6. Se precisa de tomar algo ao fim do dia, coma algum alimento leve como fruta, pão ou cereal, e faça-o 4 a 5 horas antes de se deitar.
7. Evite comer demasiada quantidade e variedade na mesma refeição. É melhor levantar-se da mesa sem a sensação de estar 'cheio'.
8. Caminhe alguns minutos depois de cada refeição porque isto favorece a digestão.
9. Evite exercícios ou trabalhos pesados imediatamente antes ou depois de comer.
10. Evite comidas e bebidas muito quentes ou muito frias. Isto sobrecarrega os órgãos digestivos desnecessariamente.
11. Não beba mais do que 1/2 copo de líquido (água, sumo ou leite) em cada refeição porque isso dilui os sucos digestivos.
12. Beba água uns 15 minutos antes, ou 2 horas depois de comer, não com as refeições. No total deve beber uns 6 a 8 copos de água por dia.
13. Estar feliz e amável nos momentos da refeição promove o bem-estar do próprio e de todos os participantes.
14. Se o seu estômago não se sente bem por qualquer razão, faça um curto jejum, quer dizer, salte uma ou duas refeições.
15. Procure seguir estes hábitos também durante as suas viagens e férias.
16. Algumas pessoas não digerem bem frutas e verduras na mesma refeição. Tome frutas numa refeição e verduras na outra. Açúcar (ou mel), leite e ovos juntos também não combinam bem.


17. Uma Dieta Bem Equilibrada Deve Conter o Seguinte:

       a - Cereais integrais em boa quantidade (trigo, arroz, milho) que são ricos em amido (hidratos de carbono complexos) e leguminosas (feijão, soja, lentilhas) ricas em proteínas.
       b - Bastantes frutas e verduras (veja o ponto 16).
       c - Bastantes fibras (estas estão presentes em todos os vegetais mas faltam no leite, na carne e nos cereais refinados).
       d - Poucas gorduras e, tanto quanto possível, sem colesterol. (Isto significa utilizar pouco azeite e óleos vegetais e o mínimo de queijo, manteiga, margarina, ovos e pouca ou nenhuma carne.) Todos os produtos animais contêm colesterol.
Uma dieta vegetariana (a ideal) equilibrada contém todos os nutrientes necessários para uma boa saúde, de trabalhadores, desportistas, crianças e mulheres grávidas.
       e - Coma o mínimo possível de alimentos refinados (farinha branca e açúcar). O mel contém alguns minerais e vitaminas mas o seu metabolismo comporta-se como o açúcar, devendo por isso ser utilizado moderadamente.


18. Abstenha-se de álcool, tabaco, café, chá, coca cola e semelhantes.
19. Faça alguma actividade física ao ar livre todos os dias ou pelo menos 3 vezes por semana. O mais simples é caminhar de forma rápida uns 3 a 4 Kilómetros (meia hora). Deve sentir-se à vontade, com o pulso e a respiração levemente acelerados. Os exercícios exaustivos não beneficiam a saúde.
20. Consulte regularmente o seu médico. Isto é especialmente importante se tiver tensão arterial alta, diabetes, colesterol elevado, e durante a gravidez. Lembre-se que Vale mais Prevenir do que Curar.
21. Evite usar medicamentos sem necessidade ou sem prescrição médica (calmantes, hipnóticos, antibióticos, laxantes, antireumáticos, etc).
22. Não gaste muito tempo a ver televisão. Evite programas de crime e imoralidade.

23. Leia livros edificantes e cultive boas amizades.
24. Pense nas coisas boas da vida, fale bem dos demais, e faça felizes os que o rodeiam.
25. Confie em Deus e habitue-se a orar cada dia.

Dr. Jochen Hawlitschek, médico com Doutoramento em Medicina e Cirurgia, Mestrado em Saúde Pública em Loma Linda University, ex-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Montemorelos, México, e ex-Diretor do Departamento de Saúde e Temperança da Divisão Euro-Africana da IASD, em Berna, Suíça.

PaRa  oS  JuVeNis:
(e não só...)

EMENTA DO CÉU
"Dê-nos somente legumes para comer e água para beber." Daniel 1:12

       Escrevo sobre a nossa viagem, hoje, isolado num lugar maravilhoso. Estou passando uma semana sem sinal de celular, fazendo exercício constantemente e comendo só o que é bom aos olhos de Deus. Tudo isso faz daqui uma fantástica aventura.
       Esse local me lembra exatamente da história de Daniel e seus amigos. Eles tinham tudo para se deixar levar pelos hábitos e costumes dos babilônicos, mas decidiram seguir as orientações divinas sobre saúde.
É incrível a gente notar que quanto mais as coisas fazem mal para a saúde mais se investe em propaganda para iludir as pessoas. Próximo a São Paulo, no meio de serras, montanhas e muito verde, existe uma cidade chamada São Roque. A Igreja Adventista tem um lugar especial ali que transforma a rotina das pessoas.


       Na verdade, não tem nada de novo ou diferente daquilo que a própria Bíblia nos ensina. Mas, às vezes, temos que parar tudo para nos lembrar do óbvio: somos exatamente aquilo que comemos.
       Você sabia que o alimento que ingerimos é como o combustível de um carro? Você pode colocar gasolina aditivada para extrair o máximo da potência ou colocar combustível adulterado e sentir o motor falhando. Que tal fazer a experiência dos quatro viajantes israelitas quando chegaram a Babilônia? Experimente se alimentar durante 10 dias somente com legumes, frutas, cereais e muita água. Depois, conte-me como foi.
       Aqui em São Roque, percebi que correr demais não significa viver demais, nem comer muito garante um superdia. Nosso cérebro é estimulado pela ingestão de comidas saudáveis. E, o mais importante de tudo, é que é através dele que Deus conversa com a gente.
       Imagine que um presidente da República quisesse falar com você pelo telefone. Você atende o celular à pressa e, nervosamente, diz "alô". Mas, antes que ele lhe conte algo que vai mudar a sua vida, sabe o que acontece? O telefone fica mudo e você descobre, para seu desespero, que a bateria do aparelho descarregou! E aí?
       É mais ou menos isso o que ocorre quando Deus quer falar com a gente, mas estamos com a bateria descarregada por causa dos alimentos prejudiciais que ingerimos. A ligação com o Céu cai! Refrigerante, carne, doce e fritura não melhoram nada a nossa mente. Que tal deixá-los de lado?
       Você se sentirá muito melhor, como eu!


EMENTA DO CÉU - NA TERRA!

"Os quatro jovens israelitas estavam mais sadios e mais fortes." Daniel 1:15

       Ontem relembramos a história de Daniel e seus amigos. Vimos que precisamos cuidar mais daquilo que comemos. Hoje, quero ser mais objetivo e prático com você. Pensei em fazer um check-list daquilo que precisa fazer parte da dieta de um viajante saudável.
1. Beba muita água. Água é tudo de bom. É a maior "fonte da juventude" que existe. Mas é água mesmo, viu? Nada de misturar pó para refresco junto!
2. Mastigue 30 vezes antes de engolir. Sério mesmo. Conte até 30 e então prepare a próxima garfada. Você verá como tudo ficará mais gostoso de uma hora para outra.
3. Não tome líquidos durante as refeições. Imagine jogar um balde de água em cima do seu lindo castelo de areia. No estômago, acontece a mesma coisa.
4. Por 48 horas, não coma nada de açúcar e experimente maçã, banana, pêssego ou melão. Você descobrirá um sabor inacreditável nessas frutas após limpar a sua língua da sacarose.
5. Faça um prato de salada como se fosse de um herói. Você terá força e sabedoria como nunca teve. Sorvete, chocolate e batata frita são comidas dos vilões. Vença-os já!
6. Fuja de comidas industrializadas. Tudo o que passa por alguma máquina e depois acaba numa latinha com conservantes não é 100% confiável. Delicie-se com o que Deus fez!
7. Se leite fosse ótimo, todos os animais do mundo continuariam mamando até envelhecerem. Não é intrigante que o ser humano seja o único a não largar a mamadeira? Pense nisso.
8. Tome seu desjejum como um rei, almoce feito um súdito e jante como escravo. A melhor refeição do dia deve ser a primeira! Ela é como o atacante do time titular, depois vem o reserva e, por fim, o gandula do jogo. Quem enche a barriga antes de dormir acaba tendo pesadelos.
9. Troque as bolachas recheadas por deliciosas castanhas. Substitua os lanches das redes de fast-food por um belo sanduíche de saladas fresquinhas.
10. Alimente-se diariamente da Palavra de Deus. Não deixe faltar a nutrição espiritual.
       O que você achou desses 10 conselhos de amigo? Peça para Deus o ajudar a viver assim e você nunca mais ficará para trás. Nem de Daniel e de seus amigos!


Inspiração Juvenil, dias 5 e 6 de Novembro de 2013 ou veja em:
http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/ij/2013/frij2013.html
ou ainda nos links 1R em Lições e Meditações - CPB.


E  VIVA  DIAS  MUITO FELIZES
Sem  Doença...  Claro!


(Leia mais, sobre Diabetes, em Leituras para a Vida, 14.11.13.
Vai gostar e aprender muito!)

sábado, 19 de outubro de 2013

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES


O primeiro Dia Mundial das Missões foi instituído pelo papa Pio XI (1922-1939), em 1927. Foi então considerado como "um dia de oração e de ofertas em prol da propaganda da Fé" para todo o mundo católico. Em 19 de Outubro de 1985, o papa João Paulo II lembrava a origem do Dia Mundial das Missões.


Fazer a história das missões é recordar a vasta e complexa História de 2 000 anos da Igreja Cristã. É bom lembrar que, desde o seu início, três religiões tiveram uma perspectiva missionária universal: o Budismo, o Cristianismo e o Islão. Cada um dos três grandes pregadores, Buda, Cristo e Maomé, acreditaram ter recebido uma revelação que tem significado universal para a humanidade. O Budismo, que era uma religião asiática, espalhou-se para o norte e o sul, e está cada vez mais presente no Ocidente. O Islão, que foi uma religião do deserto, no Médio Oriente, através da emigração está em todos os continentes e a crescer na Europa e América. Por sua vez, com a sua mensagem de salvação e promessa de vida eterna, o Cristianismo tornou-se uma religião universal.


O povo judeu, depositário dos tesouros da Revelação de Deus, que tinha por missão partilhar esse tesouro de conhecimento com o resto do mundo, falhou essa vocação.
Jesus nasceu judeu e, através da Sua total obediência a Deus, Sua morte e ressurreição, convocou um novo Israel com a grande comissão evangélica (Marcos 13:10 e Mateus 28:19): "Porque este evangelho deverá primeiro ser pregado a todas as nações (...) Portanto, vão e façam discípulos entre todos os povos." O dia dos gentios tinha chegado. Doravante, a porta está aberta para judeus e não judeus. Agora, a única entrada é pela fé em Jesus Cristo. A mudança não foi, porém, automática. Para eles, Jerusalém era o centro do mundo.
O Dia de Pentecostes foi o início profético das missões: povos de 15 regiões e línguas diferentes ouviram as Boas Novas e foram porta-vozes nas suas terras de origem. Com Paulo, 'o apóstolo dos gentios', o evangelho de Jesus chegou à Ásia Menor e à Grécia. O segundo século reconhece três centros da vida cristã no Mediterrâneo - Antioquia, Roma e Alexandria. A fé de Jesus conquistou o mundo romano, expandiu-se pela Europa, foi levada pelas caravelas para África, Ásia, Américas e ilhas dos oceanos. Passou pelos excessos das descobertas e do colonialismo, mas conheceu também pioneiros abnegados que deram a vida para levar a esperança mais longe. No séc. xx, pela primeira vez, havia no mundo uma religião universal: o Cristianismo, que se adaptou a cada continente e, quase, a cada país.


No séc. XXI, a era das missões acabou e começou a época da missão. É sempre diferente em diferentes regiões. Ser cristão numa sociedade meio-cristã, pós-cristã, agnóstica ou secularizada, não é o mesmo que ser cristão numa área onde nunca antes se ouviu falar do Evangelho de Jesus, numa linguagem nunca usada antes, e numa sociedade onde a organização social nunca foi atingida pelos princípios cristãos. Estima-se que um terço das pessoas no mundo ainda não ouviu o nome de Cristo. Outro terço, talvez, nunca ouviu o Evangelho de Jesus apresentado de maneira inteligível e de forma apelativa para a vida pessoal. Este é hoje o imenso (inatíngivel pelo poder humano) desafio da Missão Global!

Todavia, como escreveu Paulo aos crentes Efésios (1:8-12): "Pela sabedoria e entendimento, (Deus) deu-nos a conhecer os segredos da Sua vontade e o plano generoso que tinha determinado realizar por meio de Cristo. Esse plano consiste em levar o universo à sua realização total, reunindo todas as coisas, tanto nos céus como na terra, tendo Cristo como cabeça e chefe. Deus vai realizar tudo conforme o plano por Ele mesmo traçado. E de acordo com a Sua vontade, nós fomos destinados a sermos herdeiros do Seu Reino, em união com Cristo. Louvemos, portanto, a grandeza de Deus, que nos fez viver antecipadamente na esperança de Cristo."

Ezequiel Quintino, Teólogo e Jornalista in Pensar Faz Bem, livro de Meditações da Rádio RCS, 91.2, Sintra.
BRILHA EM MIM


JESUS, PEDRO E VOCÊ

       Mãos calejadas e pele tostada pelo sol, Pedro, em companhia do seu irmão André, pescava no mar da Galiléia.
"Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens", foi o inesperado convite do Mestre. A resposta não ficou para depois. "Então eles deixaram imediatamente as redes e O seguiram" (S. Mateus 4:19 e 20).
       Além de inculto, Pedro apresentava um perfil psicológico nada agradável, sob alguns aspectos. "Ousado, agressivo, confiante em si mesmo, rápido em compreender e disposto a agir, pronto para a desforra..." - Educação, pág. 89. Se você fosse presidente de Campo, convidaria alguém assim para dirigir um distrito? Talvez não. Jesus, entretanto, via naquela pedra bruta, cheia de angulosidades, um futuro cristão, um missionário ardoroso e infatigável. Eis como o Espírito de Profecia descreve o Pedro que Jesus antevia junto ao mar da Galiléia. "O Pedro convertido, porém, era bem diverso. Conservava o antigo fervor, mas a graça de Cristo lhe regulava o zelo. Não mais era impetuoso, confiante em si mesmo, presumido, mas calmo, dominado e dócil." - O Desejado de Todas as Nações, pág. 605.

       O perfil psicológico desse discípulo encontra similitude em muitas pessoas, no panorama da igreja. E, talvez, você mesmo esteja lutando no sentido de superar algumas 'angulosidades' nada agradáveis na sua personalidade. Se este é o seu caso, não desanime. Relembremos juntos a maneira como Jesus Se relacionou com Pedro, e veremos que existe esperança para além das nuvens sombrias.
       Perante o supremo Escultor achava-se o discípulo. Ousadia, agressividade, confiança própria, impetuosidade e espírito de desforra, eis as saliências que lhe manchavam o caráter. O Mestre logo viu que deveria usar vários cinzéis para esculpir aquela pedra bruta.

O cinzel da paciência. - Todo o artista desenvolve a virtude da paciência. Quanto mais bela a obra, requer-se mais paciência na sua execução. "Pacientemente, e com a faculdade de discernir própria do amor, o Salvador tratava com o Seu impetuoso discípulo, procurando reprimir-lhe a confiança própria e ensinar-lhe a humildade, obediência e confiança." - Educação, pág. 89.

O cinzel da piedade e do amor. - Percebendo a impetuosidade do discípulo, Jesus lhe disse, certa vez: "Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos." (S. Lucas 22:31 e 32.)

       Chegou a hora da prova. Pedro, que "não pretendia dar a conhecer a sua verdadeira identidade", assumiu um ar de indiferença, junto ao fogo que fora aceso no pátio, naquela fria madrugada.
       - Não és também um dos Seus discípulos? - perguntou-lhe a criada.
       - Mulher, não O conheço.
       "A fim de ocultar o que na verdade sentia, procurou unir-se aos perseguidores de Jesus em seus intempestivos gracejos. O seu aspecto, no entanto, não era natural. Estava representando uma mentira." - O Desejado de Todas as Nações, pág. 530.
       A triste cena é por demais conhecida. Antes de o galo cantar pela segunda vez, o ex-pescador negou pela terceira vez a seu Mestre. Quando Pedro disse: "Não conheço esse homem de quem falais", "o Salvador voltou-Se dos severos juízes, olhando em cheio ao pobre discípulo. Ao mesmo tempo os olhos de Pedro eram atraídos para o Mestre. Naquele suave semblante leu ele profunda piedade e tristeza; nenhuma irritação, porém, se via ali." - Ibidem.
       Eis o trabalho do cinzel do amor: "Se o olhar de Jesus lançado sobre Pedro tivesse expressado condenação em lugar de piedade; se ao predizer o pecado tivesse Ele deixado de falar em esperança, quão densas não teriam sido as trevas que cobririam a Pedro!" - Educação, pág. 90.
       Não fosse a promessa de reabilitação, e Pedro teria ido pelo mesmo caminho de Judas.

O cinzel da censura inspirada no amor. - Jesus não deixou de censurar o aluno. Entretanto, antes de fazê-lo, mergulhou as Suas palavras no plácido lago do amor. "O discípulo necessitava daquela censura inspirada no amor, do golpe que fere para curar, da admoestação que traduz esperança." - Idem, pág. 91.
       Enfim, o aparecimento da semelhança com Cristo no caráter de Pedro, "foi um milagre da ternura divina." - Idem, pág.92.


       Não fora esse milagre, e Pedro não teria sido usado por Deus no dia de Pentecostes. Não teria, em nome de Cristo, curado o coxo junto à Porta Formosa. Não teria sido uma bênção para os gentios.


       O trato de Jesus com Pedro apresenta-nos duas preciosíssimas lições: Não há pedra, por mais bruta que seja, que não possa ser lapidada pelo Artista celestial; e, em nosso trato com as pessoas, devemos usar os mesmos métodos postos em prática por Jesus, O qual conhecia muito bem a verdade de que:


"Todas as Flores de Todos os Amanhãs
Estão nas Sementes de Hoje".

Rubens Lessa, Pastor e Editor da Casa Publicadora Brasileira in Diagnóstico e Remédio.
(Leia ainda sobre o Livro mais Importante do Mundo
em Leituras para a Vida, 19.10.2013)