Era uma vez, há muito, muito tempo - como reza a história - um príncipe.
Ele era um príncipe, já se vê, porque o seu pai era um rei. Um dia, este príncipe tornar-se-ia, ele próprio, um rei. Isto é, depois que o seu pai morresse. Mas, entretanto, o príncipe amava bastante o seu pai e estava feliz por ser simplesmente um príncipe.
Ele era um príncipe bem característico, comparado com os outros príncipes das redondezas. Tinha um nariz bastante principesco. O seu perfil assentava perfeitamente a alguém na fase da sua vida. E ele tinha um ar bastante nobre. Até a sua roupa era principesca (disso se ocupava o seu camareiro para que assim fosse).
Mas havia algo no qual este príncipe era diferente, o que lhe causava imensa tristeza, como também ao seu pai e muito especialmente ao seu alfaiate. É que o príncipe era corcunda.
O seu pai persuadia-o e encorajava-o, pleiteava e suplicava. Mas o príncipe não se endireitava. O rei convocou especialistas no campo da geometria esquelética e posicionamento muscular, mas nada podia ajudar o encurvado príncipe. O rei chegou mesmo a chamar um homem com um tambor, que o fizesse rufar de cada vez que o príncipe passasse, para que ele se lembrasse do seu defeito e o levasse então a esforçar-se por se endireitar. Mas, em breve, a algazarra que o tambor fazia esfrangalhou os nervos do rei e os seus planos foram por água abaixo.
Um dia apareceu um escultor à porta do rei, à procura de trabalho.
- Faz uma escultura do meu filho, o príncipe - ordenou o rei. Talvez se ele vir quão deformado é, se endireite.
O escultor começou o seu trabalho na sala de desenho, e em breve o grande bloco de mármore começou a tomar uma forma humana, um tanto ou quanto vaga. Cada dia, o encurvado príncipe vinha observar o progresso da escultura. Cada dia esta se tornava mais e mais numa imagem humana.
Mas havia algo de estranho acerca desta escultura do príncipe. Ela não se parecia nada com o príncipe. Claro - ela tinha o nariz principesco, um perfil bastante forte e roupagem real. Mas este rapaz estava bem direito e alto sem aquela horrível corcunda nas costas.
O príncipe estava fascinado pela escultura. Ele tentou imitá-la o melhor que pôde. Ela era um exemplo do que ele queria tão desesperadamente ser. Ele passou horas a olhar fixamente para ela, memorizando cada linha, percorrendo com as suas mãos o mármore macio, fixando os olhos no rosto principesco.
Então um dia, quando a estátua estava quase acabada, o rei voltou a casa depois duns combates e entrou na sala de desenho. Lá estava a estátua do seu filho, direita e alta - perfeitamente formada.
O rei ficou lívido. A sua cara enrubesceu-se condizendo com o seu manto. A sua boca abriu-se desmesuradamente e os seus olhos esbugalharam-se com a pressão do sangue que lhe subiu à cabeça. Ele estava quase a agredir ferozmente o desobediente escultor quando o jovem príncipe entrou e avançou em direcção ao rei.
Tão rápido quanto a sua face se tinha enrubescido, o rei tornou-se branco com o choque, porque o jovem príncipe estava tão direito e alto como a estátua.
Autor Desconhecido
«Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados.» Efésios 5:1.
Existe uma mulher que possui algo de Deus, pela imensidade do seu amor e muito de anjo pela incansável solicitude dos seus cuidados; uma mulher que sendo jovem, tem a reflexão de uma anciã e na velhice trabalha com o ardor da juventude; uma mulher que se é ignorante, descobre os segredos da vida com mais acerto que um sábio, e se é instruída acomoda-se à simplicidade das crianças; uma mulher que sendo pobre satisfaz-se com a felicidade dos que ama e sendo rica, daria com prazer a sua fortuna para não sentir no seu coraçao a dor da ingratidão; uma mulher que sendo forte, estremece ante o vagido de uma criança, e sendo débil veste-se com a bravura do leão; uma mulher que quando viva não a sabemos estimar porque ao seu lado todas as dores são esquecidas; porém, após a sua morte, daríamos tudo o que somos e tudo o que temos, para fitá-la um só momento, para receber dela um único abraço, para ouvir dos seus lábios uma só palavra.
Desta mulher não me peçais o nome se não quereis que encharque com lágrimas este álbum, porque eu a vi passar no meu caminho.
Quando crescidos forem, minha senhora, os vossos filhos, lede-lhes esta página e eles, cobrindo de beijos a vossa fronte, vos dirão que um humilde viajante, em paga da hospedagem suntuosa aqui recebida, deixou para vós e para eles um esboço do retrato da sua mãe.
Ramón Angel Jara
Bispo Chileno
MENSAGEM PARA AS MÃES
O Mundo necessita de Mães que o sejam não meramente no nome,
mas no sentido mais amplo da palavra.
Por isso, Mãe, compreenda a magnitude do seu trabalho e,
na força de Deus, assuma a missão da sua vida.
Eduque os seus filhos para serem úteis neste mundo e no Mundo futuro.
A Mãe é a rainha do Lar, e os seus filhos são os seus súbditos.
A Mãe que assume alegremente os deveres que se encontram
no seu caminho sentirá que a vida para si é preciosa,
porque Deus deu-lhe uma missão para cumprir.
O trabalho da Mãe é-lhe dado por Deus,
para criar os seus filhos no caminho do Senhor.
Dentre todas as actividades da vida,
o mais sagrado dever da Mãe são os filhos.
A Mãe é o instrumento de Deus para tornar a sua família cristã.
Cumpre-lhe, com a ajuda divina, gravar na mente humana
a imagem de Deus.
Depois de Deus, o poder da Mãe é a maior força para o Bem na Terra.
Grandes responsabilidades repousam sobre as Mães.
Mesmo que não ocupem uma posição importante
na administração do País, podem realizar um grande trabalho
para Deus e para a Pátria.
Podem educar os seus filhos.
Através das suas fervorosas orações,
podem mover O Braço que move o Mundo.
É impossível avaliar o poder das orações de uma Mãe.
Aquela que se ajoelha ao lado dos filhos,
nas suas dificuldades de infância, ou nos perigos da sua juventude,
só saberá no futuro a influência das suas orações.
As portas do céu estão abertas para cada Mãe
que deseja depor os seus fardos aos pés do Salvador.
Ele convida as Mães a conduzirem os pequeninos
para serem por Ele abençoados.
Até o bebé nos braços da sua Mãe
pode repousar sob a sombra do Todo-Poderoso, através de uma Mãe que ora.
Texto baseado em Ellen G. White, elaborado pela Escola Sabatina
da Igreja Adventista do 7º Dia em Alvalade, Lisboa.
«Posso viver sem água ou sem mar... mas não posso viver sem Deus.» Mahatma Gandhi.
«Se eu não morresse nunca! E eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas!» Cesário Verde.
«Como diz a Sagrada Escritura: o Senhor preparou para os que O amam coisas que nunca ninguém viu, nem ouviu, nem passaram pela ideia de ninguém.» I Coríntios 2:9.