quinta-feira, 7 de abril de 2016



Bons Velhos Tempos?
        Será que os "bons velhos tempos" eram realmente bons? Geralmente, pensamos que o período entre a segunda metade do século XIX e o começo do século XX, na América, era de tranquilidade, charme, encanto e passeios despreocupados de charrete pelos campos verdejantes. Entretanto, tente comprar manteiga ou "margarina" no armazém da cidade. O historiador Otto Bettmann descreve assim: "Os produtos de laticínio eram para os produtores do período vitoriano, uma ótima oportunidade de improvisar; era necessária muita imaginação, não escrúpulos ... Nos anos 1800, esses produtos eram vendidos pela respeitável quantia de 30 centavos o quilo, mas geralmente estava rançoso, e era uma mistura de caseína com água, ou de cálcio, gesso, gordura de gelatina e puré de batatas ...
        "As alternativas eram manteiga 'adulterada' ... banha de porco junto com todas as partes concebíveis dos animais que o matadouro não conseguisse transformar em dinheiro, processadas pelos fabricantes de óleo, em galpões imundos. Adicionavam alvejantes à mistura para dar ao produto a aparência de manteiga de verdade. Um empregado da fábrica de margarina em 1889 ... (ficou) 'com as mãos tão machucadas ... que suas unhas e cabelos caíram e ele teve que ser confinado ao Bellevue Hospital por debilidade geral'."
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        As antigas casas das fazendas eram rodeadas por jardins de rosas, circundados de sujeira e adubo mal cheiroso que atraíam centenas de carrapatos, portadores de doenças, mosquitos e moscas. Os poços de água potável eram, quase sempre, próximos dos celeiros, currais, chiqueiros ou galinheiros, sem nenhuma drenagem. "A gordura da cozinha, dejetos das latrinas e o líquido infiltrado dos animais" contaminavam a água, deixando o ar extremamente malcheiroso.2
        Se você contraísse uma doença pelo ambiente sórdido, os médicos do meio do século XIX poderiam dizer que a causa da doença fora "muita vitalidade" e fariam uma sangria com sanguessugas.3 Numa nota no diário de Angeline Adrews, lemos: "Carlos Beeman morreu esta manhã ... Havia alguns dias, ele estava com a garganta inflamada. Ontem, a garganta foi lancetada e ele pensou que teria uma boa noite de sono. Jantou substanciosamente. Por volta das onze horas, sua esposa lhe deu uma dose de morfina, prescrita pelo médico. Imediatamente ele dormiu e nunca mais acordou."4
        Os bons velhos tempos eram, na realidade, terríveis!

Ellen White e a Mensagem de Saúde
        No dia 5 de junho de 1863, Ellen White participava de um culto, com um pequeno grupo em Otsego, Michigan, quando recebeu uma visão sobre saúde, durante 45 minutos. Quando lhe pediram que a explicasse, ela apenas disse que não entenderiam tudo de uma vez. Essa visão veio num tempo em que o fumo era usado como tratamento de infecção do pulmão; mercúrio e arsénico eram considerados tónicos de limpeza, e a luz do sol, durante o dia, e o ar fresco da noite, causadores de doenças.
        O historiador adventista Mervyn Maxwell faz essa descrição no seu livro Tell It to the World (Conte ao Mundo): "A visão falava contra o uso da bebida alcoólica, temperos fortes e sobremesas gordurosas. O tabaco foi denunciado como um 'veneno do tipo mais enganoso e maligno', e o chá e o café, como tendo efeitos 'similares aos do tabaco', mas em menor escala.
        "Foi mostrado que é muito prejudicial comer muito, mesmo bons alimentos, comer entre as refeições ou pouco antes de ir para a cama ... A visão indicou solenemente o 'alimento animal' (carne) como a principal causa do declínio da raça humana. A carne suína, em particular, foi condenada ...
        "Trabalhar demais foi apresentado como um grande mal ... Ellen White foi instruída a tocar o alarme contra o uso de 'drogas' - arsénico, estricnina, subcloreto de mercúrio, etc."
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        Entre os conselhos positivos, estava: manter a residência limpa por dentro e por fora; iluminada pelos raios de sol e inundada por ar puro; alimentar-se com abundância de frutas frescas, vegetais, grãos e castanhas. Fazer exercícios, especialmente ao ar livre; cultivar uma atitude mental de gratidão, confiança em Deus e otimismo, segundo ela, são as maiores salvaguardas da saúde."6 Nutrir hábitos regulares, bons hábitos em relação ao sono e domínio próprio para a saúde, tanto física quanto mental, porque "alimentar-se e dormir em horários irregulares suga as forças do cérebro".7

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        A ciência mostra que tais conselhos, baseados na Bíblia e escritos há tantos anos, são igualmente relevantes hoje. Recentemente, o estilo de vida adventista foi notícia numa edição especial da National Geographic, destacando "Os Segredos da Longevidade": "A Igreja Adventista, nascida durante o período de reformas de saúde do século XIX, que popularizou o vegetarianismo organizado, os biscoitos integrais e cereais para o desjejum (John Harvey Kellogg era adventista quando começou a fabricar flocos de trigo) - sempre pregou e praticou a mensagem de saúde."
        "Ela proíbe, expressamente, o cigarro, consumo de álcool e o consumo de alimentos biblicamente imundos, como o porco
(já tem o nome, não é?... EE). Também desencoraja o consumo de outras carnes, alimentos gordurosos, bebidas cafeinadas e condimentos 'estimulantes'. 'A dieta escolhida por nosso Criador foi: grãos, frutas, castanhas e vegetais', escreveu Ellen White ... Os adventistas também guardam o sábado, desfrutando de um tempo sagrado que ajuda a aliviar o stresse. Hoje, a maioria dos adventistas segue o estilo de vida prescrito - um testemunho, talvez, do poder da união da saúde com a religião."8

Estrelas Contam a História
        O Estudo Adventista sobre saúde é um estudo sobre os adventistas, iniciado em 1958 e que, até hoje, está em andamento. Das populações estudadas, os adventistas são os que mais vivem na Terra. Cinco comportamentos simples, promovidos pela igreja ao longo de 100 anos, aumentam a expectativa de vida em mais de dez anos: não fumar, dieta baseada em plantas, consumir castanhas várias vezes por semana, exercícios regulares e manter um peso corporal saudável.9
        Outros importantes hábitos de saúde, como descanso adequado, guardar o sábado, praticar a gratidão e controlar o stresse, também são proteções benéficas. Pesquisas revelam que o estilo de vida adventista reduz, significativamente, o risco de muitas doenças crónicas, promove a saúde mental e espiritual, aumenta a qualidade de vida e a longevidade.

Livros Para Crescimento
        O livro A Ciência do Bom Viver, de Ellen White, é um dos guias mais úteis para levar, às pessoas que sofrem, a mensagem de Cristo para a cura. Muitos de seus outros escritos estão repletos de conselhos sábios, práticos e inspirados sobre vida saudável: Temperança, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, Conselhos sobre Saúde e Mente, Caráter e Personalidade. Esses livros destacam a visão de Deus para um viver saudável unida à pregação das doutrinas bíblicas, a conexão mente/corpo, orientações sobre dieta e estilo de vida, princípios gerais sobre saúde mental e física, e guia espiritual para aqueles que lutam contra problemas específicos.

Vida Mais Abundante
        Jesus foi enviado para um ministério de cura: "Enviou-Me a curar os quebrantados do coração. A pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos."10 Deus, porém, promove mais do que a remoção do quebrantamento e maus hábitos; Ele quer que desfrutemos um estilo de vida saudável que nos prepare para o Céu. Encontramos na Santa Bíblia e nos escritos inspirados de Ellen White, o manual básico, as promessas e a força para praticarmos tal estilo de vida.

Referências:
1- O. Bettman, The Good Old Days-They Were Terrible (New York: Random House, 1974), p. 116.
2- lbid.,p.51.
3- C. Mervyn Maxwell, Tell It to the World: The Story of Seventh-day Adventists (Mountain View, Cal.: Pacific Press, 1977), p. 206.
4- Ibid.
5- Ibid., p. 207.
6- Veja A Ciência do Bom Viver, p. 281.
7- The Youth's Instructor, 31 de maio, 1894, p. 198.
8- "The Secrets of Long Life", D. Buettner, National Geographic Magazine, novembro de 2005, p. 22, 25.
9- Adventist Health Study Report 2008, vol. 5, p. 5.
10- Lucas 4:18,19.

Vicki Griffin, MPA, MACN, é diretora do Departamento de Saúde da Associação dos Adventistas do Sétimo Dia de Michigan, em Lansing, Michigan, EUA.
Revista Adventist World, maio 2009. Pode ver mais sobre a autora em: http://www.nadhealthsummit.com/article/156/seminars/living-free-building-a-better-brain-body-and-habits-for-good/vickie-griffin-ms-hum-nutr-mpa-macn e nos Links 4LS - NAD Health Ministries.


"A Educação de Daniel, e Outros Jovens Hebreus, na Corte de Nabucodonosor"
"No ano terceiro do reinado de Joaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de Babilónia, a Jerusalém, e a sitiou. E o Senhor entregou nas suas mãos a Joaquim, rei de Judá, e uma parte dos vasos da casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e pôs os vasos na casa do tesouro do seu deus.
E disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, e da linhagem real e dos nobres, mancebos em quem não houvesse defeito algum, formosos de parecer, e instruídos em toda a sabedoria, sábios em ciência, e entendidos no conhecimento, e que tivessem habilidade para viverem no palácio do rei, a fim de que fossem ensinados nas letras e na língua dos caldeus.
E o rei lhes determinou a ração de cada dia, da porção do manjar do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem criados por três anos, para que, no fim deles, pudessem estar diante do rei. E entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. E o chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel pôs o de Belteshazar, e a Hananias o de Sadrach, e a Misael o de Mesach, e a Azarias, o de Abed-nego.
E Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto, pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar.
Ora deu Deus a Daniel graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos. E disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; por que veria ele os vossos rostos mais tristes do que os dos mancebos que são vossos iguais? Assim arriscareis a minha cabeça para com o rei.
Então disse Daniel ao despenseiro, a quem o chefe dos eunucos havia constituído sobre Daniel, Hananias, Misael e Azarias: Experimenta, peço-te, os teus servos, dez dias, fazendo que se nos deem legumes a comer, e água a beber. Então se veja diante de ti o nosso parecer e o parecer dos mancebos que comem a porção do manjar do rei, e, conforme vires, te hajas com os teus servos. E ele conveio nisto, e os experimentou dez dias.
E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores; eles estavam mais gordos do que todos os mancebos que comiam porção do manjar do rei. Desta sorte, o despenseiro tirou a porção do manjar deles, e o vinho que deviam beber, e lhes dava legumes.
Ora, a estes quatro mancebos Deus deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras, e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos. E, ao fim dos dias, em que o rei tinha dito que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe diante de Nabucodonosor.
E o rei falou com eles; e entre todos eles não foram achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael, e Azarias; por isso, permaneceram diante do rei. E em toda a matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou 10 vezes mais doutos do que todos os magos ou astrólogos que havia em todo o reino. E Daniel esteve até ao primeiro ano do rei Ciro."
Bíblia Sagrada, Daniel 1:1-21.


Pergunta: Daniel Era Vegetariano?

Permita-me considerar o contexto do assunto citado em Daniel 1:3-21 e, no processo, responderei à pergunta especificamente.

A queda do reino de Judá e a expatriação de muitos israelitas para Babilónia expuseram-lhes a fé a novos desafios. Eles estavam numa terra de cultura distinta e de convicções religiosas radicalmente diferentes, dificultando assim a prática da sua fé religiosa.

1. Assimilação Cultural: O propósito dos reis babilónios era transferir lentamente a fidelidade que os jovens hebreus tinham para com Deus, para os deuses deles; de Jerusalém para Babilónia. Esse era o objetivo dos profissionais e psicólogos do seu programa educacional.
Primeiro, elevavam sua auto estima ao levá-los para o palácio real, onde passavam a fazer parte da elite intelectual, o que facilmente criava neles a predisposição para aceitar o país estrangeiro e ter gratidão ao rei por aceitá-los.
Segundo, deveriam ser instruídos nos idiomas e literatura de Babilónia. Provavelmente Daniel já falava várias línguas, porém teria que aprender pelo menos o aramaico e o caldeu acadiano para se comunicar com os outros e para ler a literatura sobre ciência (como matemática, astronomia); música e religião (incluindo mitologia, divindades, astrologia) e serem doutrinados na visão mundial de Babilónia.
Terceiro, a assimilação cultural foi iniciada com a troca da sua identidade, dando-lhes nomes de divindades babilónicas (Daniel 1:7). Seu comprometimento com o Senhor foi ameaçado. O interessante é que a escrita dos nomes babilónicos parecia corromper, intencionalmente, os nomes originais, evidenciando sua resistência à assimilação cultural e religiosa.

2. Provisão Alimentar: O rei determinou qual seria a dieta de Daniel e de seus amigos, o que deveria ser considerado um privilégio e parte dos benefícios de estudar na Universidade de Babilónia. As refeições eram fornecidas pelo rei. É sabido que os reis de Babilónia não apenas supriam seus oficiais com alimentação diária, mas também com acomodação. O contexto bíblico sugere que o alimento oferecido a Daniel e seus amigos era o alimento preparado para o próprio rei, o melhor que Babilónia tinha para oferecer. O principal interesse do rei era estar seguro de que eles estariam em excelentes condições físicas para obter o melhor aprendizado.
Se, porém, considerarmos essa decisão do ponto de vista cultural, concluímos que o rei tinha intenções mais profundas: o alimento determina a identidade; aquilo que comemos determina nossa cultura, inclusive nossas convicções religiosas. A ênfase na alimentação era parte da tentativa cultural e religiosa de assimilar os hebreus na religião e na cultura de Babilónia.

3. Rejeição da Mudança Cultural: Daniel resolveu não se contaminar com os manjares do rei nem com o vinho que ele bebia. "Decidiu não se tornar impuro com a comida e com o vinho do rei" (verso 8, NVI). "Decidiu" foi a tradução para "colocou em seu coração", em hebraico. Daniel colocou sua vontade e razão no que havia decidido, provavelmente baseado no facto de que os alimentos do rei eram oferecidos aos seus deuses antes de ser servidos à mesa de Daniel. Provavelmente, a maior parte deles não era preparada de acordo com as ordens bíblicas (Levítico 17:10) e incluía alimentos imundos. Essas razões em si já eram motivo para rejeitar a comida do rei.
Mas o facto de, nessa ocasião, Daniel ter escolhido uma dieta vegetariana sugere algo mais profundo. O rei resolveu que ele mesmo "escolheria" (yeman) a dieta deles. A forma verbal usada no Antigo Testamento é empregada especificamente para atividades de Deus (Salmo 16:5; 61:8; Jonas 2:1), sugerindo que o rei estava assumindo uma prerrogativa divina. Para Daniel, somente Deus poderia determinar o que ele deveria comer. E, naquela situação, ele voltou à dieta original que excluía a carne (Génesis 1:29; 3:18) e o ajudava a obedecer ao Senhor. Assim, o Senhor abençoou seu esforço de servi-Lo. Enquanto ficou responsável por sua própria dieta, ele seguiu a ordem levítica (Daniel 10:3).

A escolha de assimilar os perigos de uma cultura ainda é nossa. À semelhança de Daniel, devemos resistir a ela e permanecer firmes aos nossos valores, princípios e ensinos da Palavra de Deus.

Angel Manuel Rodríguez é diretor do Instituto de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral.
Adventist World, Dezembro 2009


sexta-feira, 25 de março de 2016

A TRINDADE
É Assim Tão Importante?




Que diferença faz?, pensei eu. Porque é tão importante o conceito bíblico da Trindade?
Eu tinha estado a estudar a Bíblia com Miguel, um cavalheiro bem-intencionado que simpatizava com as posições das Testemunhas de Jeová. A esposa de Miguel, uma Testemunha de Jeová devota, tinha recentemente falecido. Ela tinha-lhe dito que Cristo e o Espírito Santo não eram Deus; que a "Trindade" não existia. Miguel tinha acreditado na palavra da sua esposa.
Eu esforcei-me por tentar convencê-lo do contrário, indicando-lhe confiantemente cada pedacinho das provas linguísticas, sintáticas, semânticas e gramaticais que podia encontrar na Bíblia a favor da existência da Trindade - mas sem qualquer efeito. Miguel simplesmente não estava interessado nas minúcias das provas bíblicas e exegéticas em favor da personalidade e divindade do Filho e do Espírito Santo. Era algo abstrato de mais para ele.
Seja como for, que diferença faz? Comecei a pensar. Então, subitamente, percebi: Eu estava completamente à margem da questão. O que eu tinha de fazer era mostrar a Miguel a razão por que o conceito de um Deus trino era assim tão importante, especialmente para ele!
Francamente, eu nem tinha pensado muito sobre a razão porque esse conceito era assim tão importante para mim! Mal sabia eu que estava prestes a obter uma nova e incrível perspetiva sobre a Divindade.

Porque É Assim Tão Importante

A Trindade não é um conceito filosófico isolado e sem consequências. Aquilo que acreditamos sobre a personalidade e a natureza do Pai, do Filho e do Espírito Santo tem um grande impacto sobre muitas outras doutrinas e crenças. Não é algo que se possa colocar de lado sem que afete vários aspetos cruciais da nossa experiência cristã, tais como:



A Salvação:
Se na cruz "a misericórdia e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram" (Salmos 85:10), então Cristo tinha de ser plenamente divino, parte do Deus trino. Se não, então Deus estaria dependente de uma criatura para demonstrar o Seu amor e satisfazer a Sua justiça. Deus teria aplicado a Sua cólera sobre um terceiro, levantando a questão sobre a justiça de um tal ato. Em vez disso, no Cristo Deus/homem, Deus foi ao encontro das exigências da justiça através do Seu ato divino de auto-sacrifício. Pois "Deus estava em Cristo, reconciliando Consigo o mundo" (II Coríntios 5:19)!
E, claro está, apenas um Ser que possui naturalmente a imortalidade pode oferecer vida eterna àqueles que se apropriam do poder salvífico da Sua morte expiatória (João 11:25). Dêmos graças a Deus porque a nossa salvação não depende de um ser criado, mas do próprio eterno Deus trino!


Conhecimento Sobre Deus:
Muito do que sabemos sobre Deus procede do que Cristo veio revelar através dos Seus ensinos e do Seu exemplo (João 1:18; 14:9). No entanto, apenas Alguém que é Deus no pleno sentido do termo pode efetivamente mostrar-nos como Deus é. De outro modo, a revelação de Cristo acerca do Pai seria imperfeita e incompleta. Apenas Alguém que soubesse o que é ser divino poderia realmente mostrar à Humanidade a verdade sobre Deus. E apenas o divino Espírito Santo, que tem estado eternamente ligado ao projeto de amor sacrificial do Pai e do Filho, pode comunicar plenamente um tal amor aos seres humanos perdidos. Além do mais, o facto de que o Espírito Santo é uma pessoa plenamente divina, e não apenas uma "força" ou um "poder", é algo muito significativo. Não nos podemos relacionar com uma força do mesmo modo que nos relacionamos com uma pessoa. Um "poder" impessoal pode ser facilmente manipulado, mas uma pessoa não.
Apenas uma verdadeira Pessoa divina nos pode confortar, ensinar e guiar (João 14:16; 16:13).


A Reconciliação:
A reconciliação da Humanidade com Deus apenas podia ser realizada por alguém que era igual a Deus, possuindo os atributos divinos que Lhe permitissem interceder em favor do homem perante o Deus infinito e também representar Deus perante um mundo caído. Ele deveria também partilhar a nossa natureza humana, estabelecendo uma ligação com a família humana que devia representar, de modo a ser um mediador entre Deus e a Humanidade (Hebreus 4:14-16). Além do mais, apenas o Espírito omnipresente, que conhece plenamente o coração do nosso Sumo-Sacerdote intercessor, pode adequadamente confortar-nos e comunicar-nos as bênçãos da intercessão constante de Cristo em nosso favor.

A Santificação:
O pecado distorceu a Criação de Deus de tal modo que o único que a pode restaurar é o seu divino Criador original. Jesus, o Criador, torna-Se no grande médico da alma humana. Apenas Ele tem o poder para recriar a imagem de Deus em qualquer pecador que, livre e humildemente, vem até Ele para obter a restauração. No entanto, Cristo já não está presente para executar esta obra. O único Ser capaz de realizar esta transformação é o divino Espírito Santo, que também colaborou com o Filho na Criação.

A Unidade:
Jesus orou pelos Seus discípulos de todos os tempos, pedindo "para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti" (João 17:21). Se o Filho e o Pai não fossem completamente iguais em poder, em natureza e em atributos, que tipo de unidade poderia estar Cristo a pedir? Seria uma "unidade" desigual e subordinada. Mas, dado que Ele e o Pai (e também o Espírito) são mutuamente interdependentes no Seu amor, na Sua existência e na Sua obra, a mesma unidade é pedida em favor dos discípulos: que eles também possam ser um em igual interdependência e em serviço amoroso.

O Casamento e a Igualdade:
No princípio, Deus criou o Homem "à Sua imagem" como macho e fêmea (Génesis 1:27). O ideal expresso na Criação foi que o homem e a mulher formassem um todo em que fossem mutuamente complementares e interdependentes, seguindo o padrão de relacionamento no interior da Divindade (João 17:24). Se houvesse diferenças hierárquicas na natureza e nos atributos do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ser criado "à Sua imagem" não teria feito qualquer sentido quando aplicado à igualdade do homem e da mulher (Gálatas 3:28).

INEVITÁVEL
Para alguns, a Divindade é o maior dos paradoxos. De algum modo Eles estão separados, mas são inseparáveis; de algum modo Eles são três e, no entanto, são apenas um. Mas logo que tenhamos considerado as alternativas, a doutrina da Trindade é inevitável. Podemos não ser capazes de resolver completamente o mistério da Trindade nesta vida e, talvez, nem sequer na vida eterna. Mas uma coisa é certa: Não há outro Deus. Ele vem até nós na Sua triunidade, e este Deus é tudo aquilo de que precisamos!

Walter Steger é editor da Casa Editora Sudamericana, em Buenos Aires, Argentina, in Adventist World, Janeiro 2014.



Veja em: http://musicaeadoracao.com.br/37218/hinologia-adventista-em-defesa-da-trindade-uma-analise-da-pessoa-do-espirito-santo/

sábado, 19 de março de 2016

LEMBRETES
PARA
PAIS



* Há muitas formas de se medir o sucesso; uma delas é a forma como o filho descreve o seu pai ao conversar com o seu amiguinho. - Autor desconhecido
E a glória dos filhos são os pais. - Provérbios 17:6


* O maior feito que um pai pode fazer em favor dos seus filhos é amar a mãe deles. - Josh Mcdowell
Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. - Efésios 5:28


* Se você deseja que o seu filho aceite os seus valores quando atingir a adolescência, então você deve ser merecedor do seu respeito durante a sua infância. - James Dobson
...Mas para vos dar a nós mesmos em exemplo, para nos imitardes. - II Tessalonicenses 3:9


* Uma criança provavelmente não encontrará um Pai em Deus, a não ser que encontre algo de Deus no seu próprio pai. - Glen Whaeeler
Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. - I Coríntios 11:1


* Amor demais nunca mimou crianças. As crianças ficam mimadas quando substituímos 'presença' por 'presentes'. - Anthony P. Witham
Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas também as nossas próprias almas. - I Tessalonicenses 2:8


* Para muitas menininhas, a vida com o seu pai é um ensaio para o amor e o casamento. - David Jeremiah
O que aprendestes, e recebestes, e ouvistes de mim, e em mim vistes, isso fazei. E o Deus de paz será convosco. - Filipenses 4:9


* O melhor que podemos dar às crianças, além de bons hábitos, são as boas lembranças. - Sydney J. Harris
A memória do justo é abençoada... - Provérbios 10:7


* Pode ser difícil para alguns pais não terem um filho, porém muito mais difícil é para um menino, não ter um pai. - Sara Gilbert
Não retenhas o bem de quem o merece, estando na tua mão poder fazê-lo. - Provérbios 3:27


* Dentre todos os abusos do mundo... não há nenhum pior do que um pai negligente. - Stafano Guazzo
Mas negligenciais o mais importante da lei - a justiça, a misericórdia e a fé. - Mateus 23:23


* Os filhos carecem de amor, especialmente quando não o merecem. - Harold S. Hulbert
Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados, e andai em amor, como também Cristo vos amou, e Se entregou a Si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. - Efésios 5:1, 2


* Os filhos necessitam desesperadamente de saber - e ouvir de forma que entendam e se lembrem - que são amados e valorizados pela mamã e pelo papá. - Gary Smalley e John Trent
... Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade. - I João 3:18

Citações extraídas de Pequeno Manual de Instruções de Deus para Pais Editora United Press


OS  FILHOS  DA  S-E-P-A-R-A-Ç-Ã-O



     Éramos uma família normal: pai, mãe e 3 irmãos. Meu pai fora enviado ao interior pela empresa na qual trabalhava, e geralmente não estava em casa; mas vinha com frequência e éramos felizes. Não nos faltava nada do que uma criança pode desejar. Tínhamos carinho, saúde... Éramos realmente felizes!
     Certa manhã de outubro, o carteiro tocou a campainha. Minha mãe foi atendê-lo, toda contente pensando que trazia alguma carta do papá. Ela estava esperando ansiosa, quase com desespero, porque havia muito tempo que ele não mandava notícias, contra o seu costume. Minha mãe vivia para ele e para nós. Poucas vezes pensava em si mesma.
     Continuei entretida com a minha tarefa. Sabia que, logo depois de ler a carta, minha mãe a leria para mim. Mas desta vez não sucedeu assim. Ao acabar de ler, muito lentamente com uma expressão de grande dor em seu rosto, estendeu e entregou-me a carta. Não tinha forças para ma ler.
     Quase não pude acreditar! Só quando cheguei à última linha, parei para me dar conta do que estava acontecendo. Meu pai estava a dizer que "simplesmente" não a queria mais e passaria a viver com outra mulher, lá na cidade onde estava a trabalhar.
     A minha reacção foi um tanto estranha. Chorei durante um pouco de tempo, e em seguida prossegui com a minha tarefa. Estava estupefacta, quase aterrorizada. Nem queria olhar para minha mãe; eu não gostava de vê-la sofrer. Senti que, a partir desse momento, eu deveria ser muito forte, a "irmã maior" dos pequeninos, a pessoa "adulta" que protegeria minha mãe. Teria que ser rija contra o mundo, que, segundo me parecia, já começava a causar-nos dano e a desfazer o nosso futuro... Passei a ser uma pessoa desconfiada, zelosa dos meus amados e das nossas coisas. Decidimos que daríamos à mamã todo o amor necessário para que ela não se sentisse mal nem solitária. Claro que isso não foi totalmente possível. A mamã necessitava do insubstituível amor de um esposo, um companheiro.
     Que aconteceria agora? Os quatro sozinhos, sem aquele que fora até então considerado a base e a coluna do nosso lar?
     Acabaria realmente o mundo? Aonde iriam parar as nossas ilusões e vocações? Eu sempre quisera ser médica... seguramente isso já não seria mais possível.
     E a nossa economia? Nunca tínhamos sido ricos, mas também nunca nos faltara o necessário. Teríamos de sair da casa que, com tanto sacrifício, fora comprada por meus pais? Talvez.
     Decidi deixar de estudar e começar a trabalhar. Mas, em quê? Pouco importava, minha mente adolescente assegurava-me que "eu" deveria ajudar a mamã a não cair no desespero. Finalmente ela não me deixou trabalhar.
     As suas palavras tornaram luminoso aquele dia apesar de tudo. Um estranho sentimento invadiu todo o meu ser quando a mamã me disse que eu não deveria ficar alarmada, que tudo estava bem, que não sofreríamos nem nos faltaria nada, que tudo voltaria a ser como antes. Recuperei a minha paz e a minha tranquilidade, deixando atrás todo o assomo de angústia e desespero.

     Em breve descobri qual era a magia que nos devolvera a paz. O segredo estava, claro, em minha mãe! Todas as manhãs, eu podia ouvir quando ela se levantava bem cedo para trabalhar nas casas de várias famílias, e me doía vê-la deitar-se tão tarde, depois de ter tricotado muita lã ou de ter costurado tanta roupa para aumentar as entradas. A minha querida mãe estava lutando com unhas e dentes contra a solidão e a fome. E fez isso tão bem que, devo admitir, nós os filhos quase não sentimos tais ameaças.
     Só então descobri que a mamã fora, e agora continuava a ser, o verdadeiro esteio da família! Ficámos tranquilos, por meio da segurança de seus passos, da grandeza da sua alma, da sua infinita confiança em Deus, do seu senso de responsabilidade. E ainda da sua vontade, integridade, paciência e fé. As suas constantes e amargas lutas terminavam sempre em vitórias!
     Que te movia, minha mãe, para que não te deixasses esmorecer? Que fizeste para que as dificuldades não te submergissem ou nos lançassem no fundo de um abismo mais cruel ainda? Sempre parecias invencível! Eras a nossa rocha. Donde conseguias tanta fortaleza? Só agora compreendo que tudo provinha do amor. Esse amor que sempre sentiste por tua família e que finalmente impediu o teu fracasso e a nossa destruição.

     Embora tenhamos sido  filhos - da - separação,  conhecemos o único remédio que nos podia resgatar do fracasso: O Verdadeiro Amor!

Suzana G. De Bustos in Sinais dos Tempos, nº 26, 1988, P. SerVir.


terça-feira, 8 de março de 2016


MARGARET de NOVA ORLEANS

Se um dia você visitar a bela cidade de Nova Orleans, certamente alguém o levará para conhecer o antigo centro comercial, onde há bancos, lojas e hotéis, e lhe mostrará uma estátua erguida em 1884 que permanece até hoje numa pequena praça daquela cidade.
Trata-se da estátua de uma mulher, sentada numa cadeira baixa, com os braços ao redor de uma criança aninhada em seu colo. A mulher não é nem um pouco bonita. Usa sapatos comuns e grossos, vestido simples, xaile pequeno e um boné. Ela é robusta e de baixa estatura, e seu rosto tem o formato quadrado à semelhança dos irlandeses. Seus olhos, porém, nos fitam como os da nossa mãe.
Trata-se da estátua de uma mulher chamada Margaret. Seu nome completo era Margaret Haughery, mas ninguém em Nova Orleans se lembra do seu sobrenome. É como se ela fosse uma irmã querida, à qual nunca nos referimos pelo nome completo. Ela é apenas Margaret. A história dela nos diz por que as pessoas lhe fizeram um monumento.

Quando Margaret era bebé, seus pais morreram, e ela foi adotada por um jovem casal tão pobre quanto seus pais. Morou com eles até à idade adulta. Casou-se e teve um bebé. Logo a seguir, seu marido faleceu e o bebé também. Margaret ficou sozinha no mundo. Era pobre, mas também era forte e batalhadora.
O dia inteiro, de manhã até à noite, ela passava roupas numa lavandaria. E todos os dias, enquanto trabalhava perto da janela, ela via as crianças de um orfanato nas proximidades trabalhando e brincando. Depois de algum tempo, uma grande epidemia tomou conta da cidade matando muitas mães e muitos pais. O orfanato recebeu mais crianças, em número superior ao da sua capacidade. Elas precisavam de alguém que gostasse delas. E você deve estar-se perguntando como uma pobre mulher que trabalhava numa lavandaria poderia ajudar crianças órfãs. Mas foi o que Margaret fez. Ela resolveu falar com as Irmãs que dirigiam o orfanato e disse que ia doar-lhes parte de seu salário e trabalhar para elas.
Margaret empenhou-se mais ainda no trabalho de passadeira e conseguiu economizar parte do seu salário. Com essa economia, ela comprou duas vacas e um carrinho de entregas. Todas as manhãs, saía com o carrinho para entregar leite aos seus clientes e, no caminho pedia sobras de comida em hotéis e em casas de pessoas ricas. A comida era levada para as crianças famintas do orfanato. Naqueles tempos difíceis, a comida angariada por Margaret era, quase sempre, a única refeição do dia para as crianças.
Parte do dinheiro que Margaret ganhava cada semana era doada ao orfanato, e após alguns anos a quantia aumentou consideravelmente. E Margaret sabia lidar tão bem com as finanças que, apesar de suas doações, ela conseguiu comprar mais vacas e ganhou mais dinheiro ainda. Com esse dinheiro, construiu uma casa para os bebés órfãos, à qual ela dava o nome de "casa dos meus bebés".

Depois de algum tempo, Margaret teve a oportunidade de adquirir uma padaria e passou de entregadora de leite a padeira. Transportava o pão da mesma maneira que o leite - em seu carrinho. E continuou doando dinheiro ao orfanato. De repente, iniciou-se uma grande guerra, a Guerra Civil. Em meio a todos os problemas, enfermidades e medos daquela época, Margaret continuou a fazer as entregas dos pães em seu carrinho, em quantidade suficiente para reparti-los com soldados famintos, e para vender parte deles. Apesar de todas as dificuldades, ela ganhou dinheiro para construir uma grande fábrica de pães assim que a guerra terminou. Por essa altura, todos os habitantes da cidade a conheciam. As crianças a amavam. Os negociantes sentiam-se orgulhosos dela. Os pobres recorriam a ela para pedir conselho. Ela costumava sentar-se ao lado da porta aberta do seu escritório, trajando um vestido de algodão e um pequeno xaile, e sempre oferecia uma palavra de esperança a todos, ricos ou pobres.

Um dia, Margaret morreu. E quando chegou o momento da leitura de seu testamento as pessoas descobriram que, apesar de todas as suas doações, ela conseguiu economizar uma grande soma de dinheiro - US$30.000!!! (mais ou menos 27 mil euros, EE) - e deixou toda essa quantia para ser repartida entre vários orfanatos da cidade. Para Margaret, o fato de o dinheiro ser doado a crianças brancas ou negras, judias, católicas ou protestantes, não fazia nenhuma diferença. Ela sempre dizia: - São todos orfanatos e têm a mesma finalidade.

E saiba de uma coisa. Aquele magnífico e sábio testamento foi assinado com uma cruz no lugar do nome, porque Margaret não sabia ler nem escrever! Quando souberam da morte de Margaret, os habitantes de Nova Orleans disseram: - Ela foi a mãe dos órfãos. Foi amiga daqueles que nunca tiveram amigos. Sua sabedoria era maior do que a aprendida na escola. Jamais nos vamos esquecer dela.
Eles ergueram uma estátua de Margaret, da mesma maneira que ela costumava ficar à porta de seu escritório. E a estátua permanece lá até hoje, em memória do grande amor e da grande fortaleza e simplicidade que foi Margaret Haughery, de Nova Orleans.


Sara Cone Bryant in Histórias para o Coração da Mulher, Editora Hagnos, São Paulo, Brasil.

Abaixo, mais uma Lição de Amor e Abnegação de onde menos se esperava...
Um Exemplo para nós, seres Racionais...

MARAVILHOSO!



A RESPOSTA DE MADRE TERESA

Uma mulher simples chamada Madre Teresa recebeu o Prémio Nobel da Paz por seu trabalho em Calcutá entre os membros das castas inferiores da Índia. Sabendo que não podia salvar a Índia inteira, ela procurava socorrer os menos favorecidos, os que estavam morrendo. Quando os encontrava, no meio de montanhas de lixo nos becos de Calcutá, ela os levava para o seu hospital e os cercava de amor. Eles eram cuidados por mulheres sorridentes, que tratavam de seus ferimentos, limpavam camadas de sujeira de sua pele e os envolviam em lençóis macios. Os mendigos, geralmente fracos demais para falar, arregalavam os olhos diante de tanta generosidade que lhes era oferecida tão tarde na vida. Qual o motivo desse repentino zelo - dessa sopa quente e substanciosa que lhes era colocada na boca com uma colher?

Um jornalista de Nova Yorque - trajando em elegante fato com colete e acompanhado por um câmera - confrontou Madre Teresa com uma série de perguntas. Ele parecia satisfeito ao fazer aquela inquisição mordaz. Por que ela gastava seus recursos limitados com pessoas para as quais não havia mais esperança? Por que não cuidava de pessoas com possibilidades de reabilitação? Qual era a média de casos bem-sucedidos apresentados por seu hospital, uma vez que a maioria dos pacientes morria em questão de dias ou semanas?

Madre Teresa olhava para ele em silêncio, absorvendo todas as perguntas, tentando descobrir por trás daquela fachada de repórter de sucesso que tipo de homem faria tais perguntas. Por não ter respostas que o satisfizessem, ela disse meigamente:
- Essas pessoas têm sido tratadas a vida inteira como cães. A maior enfermidade delas é saber que são desprezadas. Será que elas não têm o direito de morrer como anjos?


Dr. Paul Brand e Philip Yancey in Histórias para o Coração da Mulher, Editora Hagnos, São Paulo, Brasil.




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

13 - Tudo Era Muito Bom


"E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom." Génesis 1:31.

O relato da Criação insiste em afirmar que a obra realizada por Deus era muito boa. O adjetivo bom, que tem vários significados no Velho Testamento, desde o moralmente correto ao belo, agradável e útil, sublinha particularmente no relato, que tudo o que existe é bom porque procede de Deus e corresponde ao propósito para o qual foi criado, ou seja, que o efeito produzido pelo ato criador coincide com o pensamento e a vontade do Criador. Esta ideia contrasta abertamente com os mitos pagãos, que falam de um mundo criado por deuses caprichosos, ou com a teoria de um Universo errante, ou maligno, que existe sem qualquer propósito porque representa uma ameaça permanente para a Terra.
Das mãos de Deus não saiu nada imperfeito. Tudo o que Ele faz é "muito bom". Todas as coisas, substâncias e formas, apareceram pela vontade criadora, livre, providente e todo-poderosa de Deus. O mundo criado não é o melhor dos mundos possíveis, nem o único bom. A possibilidade da sua alteração pertence inclusivamente à sua perfeição; pois, sem ela, não haveria liberdade moral.
"Quando a Terra saiu das mãos do Criador era extraordinariamente bela. A sua superfície era variada, com montanhas, colinas e planícies, cortadas por majestosos rios e belos lagos. (...) O ar, sem a contaminação dos miasmas perniciosos, era puro e saudável. (...) A hoste angélica olhava para este cenário com imenso prazer, e regozijava-se com as maravilhosas obras de Deus. (...) A Criação estava agora completa. (...) O Éden florescia sobre a Terra. Adão e Eva tinham livre acesso à árvore da vida. Nenhuma mancha de pecado ou sombra de morte desfigurava a beleza da Criação. 'As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam.' Job 37:8. (...) O grande Jeová lançara os fundamentos da Terra. Tinha revestido todo o mundo com as roupas da beleza, e enchera-o de coisas úteis ao homem. Criara todas as maravilhas da Terra e do mar." - Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, pp. 21, 24, ed. P. SerVir.
Desde a Criação, todas as criaturas, tanto o minúsculo inseto como o homem, dependem diariamente da Sua providência para a sua subsistência e bem-estar.

Não se esqueça de que Ele está perto mesmo quando parece que a Sua bondade está longe da sua experiência espiritual e quando tem dificuldade em contemplar as Suas misericórdias. Sempre poderoso para o salvar e lhe mostrar as Suas maravilhas.

Carlos Puyol Buil in Meditações Matinais Mas há um Deus no Céu, P. SerVir, 26.02.2016. Conheça o autor a 26.12.15 em M. p. S.



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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

11 - Aquilo Que Se Vê  do  Que Se Não Vê


"Pela fé compreendemos que o mundo foi criado pela Palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê veio do que se não vê." Hebreus 11:3, TIC (Tradução Interconfessional).

A Criação, a qual nem sempre podemos compreender, foi a manifestação do infinito poder e sabedoria de Deus. Tanto neste texto como nalgumas afirmações de Ellen White, a obra criativa de Deus não o precedeu em nada: "A teoria de que Deus não criou a matéria ao trazer à existência o mundo, não tem fundamento. Na formação do nosso mundo, Deus não dependia de matéria pré-existente. Ao contrário, todas as coisas, materiais e espirituais, surgiram perante o Senhor Jeová ao Seu comando, e foram criados para o Seu próprio desígnio. Os céus e todas as sua hostes, a Terra e tudo quanto nela há, não são somente obra das Suas mãos; vieram à existência pelo sopro da Sua boca." - Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 3, pp. 257 e 258.
A Criação que o Génesis narra não foi uma operação realizada a partir de uma matéria pré-existente. Criação do nada e evolução a partir de uma matéria existente são dois conceitos irreconciliáveis e antagónicos em diversos aspetos:

1. Tempo - Deus criou em seis dias; a evolução requer milhões de anos.
2. Instrumento - Deus criou com a palavra da Sua boca; a evolução através de mutações e seleção natural, ou seja, morte.
3. Propósito - Deus criou com um desígnio, um plano, um propósito; a evolução deixa tudo ao capricho do acaso.
4. Resultados - Deus desfrutou de tudo o que tinha criado porque era extraordinariamente bom; a evolução gerou uma mecânica de morte e imperfeição: a seleção natural.
5. Criação do Homem - Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança; na evolução, a seleção natural recorreu a um macaco antropóide como elo prévio aos hominídeos.
6. Salvação ou Resgate do Ser Caído - Deus resgata o ser humano por meio da Cruz, mediante uma intervenção direta e histórica do Deus-homem. Na evolução, o processo de restauração do homem faz-se por meio do domínio e da supremacia dos mais fortes.
7. Novos Céus e Nova Terra - Deus procederá à criação de novos céus e nova Terra (I Coríntios 15:52); na evolução, o processo deve realizar-se através de milhares de milhões de transformações intermédias.

Recorde que, se Deus teve poder para criar o Universo, também tem poder para transformar a sua vida.

Carlos Puyol Buil in Meditações Matinais Mas há um Deus no Céu, P. SerVir, 24.02.2016. Conheça o autor a 26.12.15 em M. p. S.



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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

9 - Mordomos Deste Mundo


"E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra." Génesis 1:27 e 28.

Esta é a mais original, a mais sintética, a mais profunda declaração que se pode fazer acerca da antropologia bíblica. Nela estão contidos todos os mistérios da natureza humana: a sua individualidade, a sua liberdade ou livre arbítrio, a sua responsabilidade moral, a sua capacidade intelectiva, a sua vontade, as suas intuições e aspirações inatas.
Na realidade, o Criador deu aos seres humanos autoridade, uma das conotações do que implicava ser criados à imagem e semelhança. Deus tem autoridade e quis partilhá-la com os seres humanos para que mantivessem um equilíbrio saudável neste mundo. "Adão foi coroado rei no Éden." - Ellen G. White, A Maravilhosa Graça de Deus (Meditações Matinais de 1974), p.38. O mundo estava a seus pés para ele poder aproveitar os seus recursos. Tinha herdado uma enorme riqueza. Agora, era necessário depender de Deus para dar a este Planeta o rumo que requeria. Além disso, foi dotado das capacidades necessárias para exercer a sua autoridade: "Criados para serem a 'imagem e glória de Deus', Adão e Eva tinham obtido prerrogativas que os faziam bem dignos do seu alto destino. Dotados de formas airosas e simétricas, de aspeto regular e belo, o rosto resplandecendo com o rubor da saúde e a luz da alegria e da esperança, apresentavam na sua aparência exterior a semelhança d'Aquele que os criara. Esta semelhança não se manifestava apenas na natureza física. Todas as faculdades do espírito e da alma refletiam a glória do Criador. Favorecidos com elevados dotes espirituais e mentais, Adão e Eva foram feitos um pouco menores do que os anjos, para que não somente pudessem discernir as maravilhas do Universo visível, mas também compreender as responsabilidades e obrigações morais." - Ellen G. White, Educação, p. 20.

Os nosso primeiros pais, porém, não obedeceram ao Pai celestial. Não respeitaram a Sua autoridade e quiseram tomar o que não lhes pertencia, ou seja, o fruto da árvore proibida. Através deste ato, manifestaram a sua desconfiança em Deus e reconheceram a soberania de Satanás neste mundo, tornando-se, assim, seus súbditos. Essa decisão errada acarretou destruição e miséria. A partir de então, o ser humano dedica-se a destruir: primeiro, a Natureza - depredação do meio ambiente, contaminação; depois, o seu próximo - guerras e conflitos; e, finalmente, a si mesmo - vícios, desregramento, imoralidade.

Hoje é a altura de voltar para Deus e de O reconhecer como Soberano e Salvador deste mundo.

Carlos Puyol Buil in Meditações Matinais Mas há um Deus no Céu, P. SerVir, 22.02.2016. Conheça o autor em M. p. S., 26.12.2015.



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sábado, 20 de fevereiro de 2016

7 - Criação dos Peixes, dos Répteis e das Aves  (5º Dia da Criação)


"E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. E Deus criou as grandes baleias e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram, conforme as suas espécies; e toda a ave de asas, conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom. E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra. E foi a tarde e a manhã o dia quinto." Génesis 1:20-23.

No 5º dia da Criação é a vez da fauna marinha. Na realidade, há quem assegure que as paisagens mais atrativas deste mundo, incluindo seres vivos, estão no fundo do mar. Em hebraico, a expressão "seres vivos" significa literalmente "almas viventes", como em Génesis 2:7, quando é apresentada a criação do homem. A alma vivente dos animais, tal como a dos seres humanos, não é uma componente constitutiva da natureza dos seres vivos, mas antes o resultado de insuflar num organismo físico o sopro de vida que somente Deus pode dar. É algo comum a todos os seres vivos, embora tenha manifestações muito diversas, desde os animais mais inferiores até ao homem. Assim, por exemplo, no ser humano, a alma vivente tem uma dimensão vital única, que é a vida intelectual e espiritual.
No 5º dia apareceu nesta Terra o mistério da vida sensível, da vida em movimento, da vida especializada e adaptada a um biótipo, uma pincelada de formas e cores novas. Ellen White declara uma das grandes verdades sobre a Criação: "No princípio Deus revelava-Se em todas as obras da Criação. Foi Cristo que estendeu os céus e lançou os fundamentos da Terra. Foi a Sua mão que suspendeu os mundos no Espaço e deu forma às flores do campo. 'Ele converteu o mar em terra seca.' 'Seu é o mar, pois Ele o fez.' Salmo 66:6; 95:5. Foi Ele Quem encheu a Terra de beleza e o ar de cânticos. E sobre todas as coisas na Terra, no ar e no firmamento, escreveu a mensagem do amor do Pai." - Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pp. 11 e 12, ed. P. SerVir.

Uma vez mais, a Criação recorda-nos de que cada um dos seres vivos - com a notável exceção do ser humano - vive para dar: "O próprio Oceano, a origem de todas as nossas fontes, recebe as correntes de toda a Terra, mas recebe para dar." - Ibidem, p. 12, ed. P. SerVir.

Hoje, siga o exemplo da Natureza: Viva para dar.

Carlos Puyol Buil in Meditações Matinais Mas há um Deus no Céu, P. SerVir, 20.02.2016. Conheça o autor em M. p. S., 26.12.2015.


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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

5 - A Terra, o Mar e as Plantas Verdes  (3º Dia da Criação)


"E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi." Génesis 1:11.

Resumindo até aqui a atividade criadora de Deus, comprovamos que, no 1º dia, fez nascer a luz vivificante por meio da separação da luz e das trevas; no 2º dia, a atmosfera respirável por meio da separação das águas de cima e das águas de baixo; no 3º dia, assiste-se ao aparecimento do solo habitável por meio da separação da água e da terra. O relato pressupõe que a terra já existia e que, ao juntarem-se as águas, estas deixaram-na aparecer (Salmo 104:6-8). A formação dos Continentes preenche a primeira parte do terceiro dia; a criação das plantas, que os cobrem como um manto, preenche a segunda. Este é o ponto culminante da primeira parte da semana da Criação: para isto serviram as obras precedentes, já que a força orgânica dos vegetais está acima da matéria bruta.
A aparição desse primeiro ser vivo organizado é atribuída ao poder divino: Deus disse, mas também à terra, da qual Deus Se serviu para produzir as plantas: Produza a terra. Deus mostra deste modo que dotou a Natureza de uma força própria que lhe pertence, e que é como um precursor da liberdade concedida, mais tarde, ao homem. O solo cultivável era bom como condição necessária à existência das plantas, e estas eram boas como condição de toda a vida animal possível, porque as plantas extraem do solo as matérias inorgânicas, transformando-as em orgânicas. Quantas maravilhas prodigiosas na organização da vida no Planeta!
A Bíblia também se refere ao bendito dom da fecundidade. Produza a terra: Deus concedeu aos seres vivos o dom da reprodução para que continuem e completem a obra do Criador. Contudo, a fecundidade não é uma força divina à qual devamos prestar culto, como acreditavam os antigos; no relato da Criação, ela é uma bênção, como tantas outras, outorgada pela providência de Deus.

Assim como a terra produz, nós, seres humanos, somos chamados a ser produtivos em diferentes atividades da nossa vida. Viva hoje para edificar os outros e fazer deste mundo um melhor lugar para viver.

Carlos Puyol Buil in Meditações Matinais Mas há um Deus no Céu, P. SerVir, 18.02.2016. Conheça o autor em M. p. S., 26.12.2015.



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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

3 - Na Tua Luz Veremos Luz  (1º Dia da Criação)


"E disse Deus: Haja luz. E houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas Noite. E foi a tarde e a manhã o dia primeiro." Génesis 1:3-5.

Perguntaram-me, em várias ocasiões, o significado do mistério da luz do 1º dia da Criação. Sem luz não pode haver vida. Então, qual era a natureza desta luz? Não podemos pensar na luz solar, que aparece no 4º dia.
As três primeiras ações criadoras de Deus evocam o princípio de separação. É assim que o Senhor separa a luz das trevas, as águas superiores das águas inferiores, e a terra dos mares. Ora bem, enquanto em todas as cosmogonias que conhecemos o mundo é uma emanação do ser ou do pensamento da Divindade, no relato do livro de Génesis é o produto de um ato livre da vontade de Deus. Isto é o que indica a expressão "disse Deus", a qual aparece oito vezes na narração. A palavra é a manifestação externa da vontade. Moisés emprega esta imagem para definir a Criação como resultado da vontade divina. Aqui há uma diferença significativa entre o primeiro versículo de Génesis e os seguintes. No 1º dia, Deus criou. Não sabemos bem quando nem como. Nos restantes, o ato criador de cada dia começa com "disse Deus", sublinhando que o Senhor criou por meio da Sua Palavra.
Quando no Génesis se lê: "Haja luz" não se refere à luz do Sol. Esta luz, cujo surgimento vem após a época das trevas que rodeavam a Terra, é-nos apresentada como proveniente do próprio Deus, fonte de luz: "Deus é luz" (I João 1:5). Assim será também na Nova Terra. Os seus habitantes "não necessitarão de lâmpada, nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia; e reinarão para todo o sempre" (Apocalipse 22:5).
A separação da luz e das trevas no 1º dia deu lugar a uma divisão do tempo em tarde e manhã, dia e noite, ainda não regulada pelo movimento de translação da Terra. A intenção do autor é sublinhar que a duração de cada dia da semana da Criação era de 24 horas e não de períodos de milhares ou milhões de anos.

É a graça de Deus que permite que possamos ver a luz de cada dia. Como disse o Salmista: "Na Tua luz, veremos a luz" (Salmo 36:9).

Carlos Puyol Buil in Meditações Matinais Mas há um Deus no Céu, P. SerVir, 16.02.2016. Conheça o autor em M. p. S., 26.12.2015.



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