quarta-feira, 12 de agosto de 2015

QUESTÃO DE DIGNIDADE!
Assunto Também Para Jovens e Crianças...



A LIÇÃO DE ANATOMIA
      
      Para quem seja distraído, indisciplinado ou simplesmente desatento das "setas" que lhe colocam no caminho, o mais provável é entrar na sala pela porta por onde seria pressuposto sair.
      A disposição das salas do "Mauritshuis" de Haia leva a tal inconveniência que se a visita se fizer num dia de sol mas gelado de Novembro, ver os patos caminhar, em vez de nadar no lago, atrai inexoravelmente para o lado das janelas.
      Quem assim entra na sala central do lº andar onde o penduraram não o vê de imediato e necessita procurá-lo para concluir que ele ficou à esquerda e para trás na parede por cuja porta se entrou.
      A sensação é indescritível. Aquela tão conhecida imagem dos livros de pinturas das paredes, dos consultórios alugados e dos folhetos da propaganda médica, afinal é uma espantosa tela de mais de um metro e meio de altura por dois metros de largura.
      A luz imensa que irradia do seu centro atinge-nos como um soco. Fica-se esmagado como no dia em que nos sentámos na cadeira do anfiteatro a responder para as alturas habitadas pelo júri devidamente barricado atrás da secretária. Foi talvez nessa altura que me apercebi como se aprende em Anatomia quer ela seja a lição de Rembrandt quer a do Professor Armando Moreno.
      É mesmo curioso como de uma e outra nos resta pela vida o essencial, e, rapidamente esquecidos os músculos do antebraço e os ramos da maxilar interna, hoje só retemos a experiência de a ter vivido.
      Tal como todos conhecemos A Lição de Anatomia e o génio que a pintou, provavelmente quase todos ignoramos que o seu nome completo é "A Lição de Anatomia do Dr. Nicolaes Tulp". Doutor esse que em 1632 a pagou e mandou pintar para sua própria glória e permanente recordação e não propriamente para que prestássemos homenagem a Rembrandt. Pobre colega Nicolaes Tulp que há trezentos e tal anos segura o "flexor comum dos dedos" sem ninguém lhe prestar atenção.
      Também das lições de Anatomia e do Teatro Anatómico, talvez hoje só nos reste a memória do essencial e relevante e não os pormenores da ciência ou do assistente que nos massacrou os dias. Pessoalmente recordo-me do sol lá fora e eu lá dentro a estudar; das deambulações entre paredes a memorizar mnemónicas idiotas ou a tentar adquirir conhecimentos, alguns hoje tão úteis como os resultados do Campeonato de Futebol de 1961, e lembrar-me da descoberta da Medicina.

      Perante o cadáver aprendia-se que maioritariamente eram os homens que desmaiavam, aprendia-se a relatividade da vida humana, a irrelevância dos factos do dia-a-dia, o sarcasmo da auto-suficiência dos convencidos.
      Aprendia-se na Anatomia a respeitar mais o cadáver do que o Dr. Nicolaes Tulp. Aprendia-se a ficar grato pelo direito conquistado a estar ali. Aprendia-se essencialmente a falar, como quem aprende línguas, e munido do código entrava-se para o clube dos médicos.
      Mais que uma "cadeira" era um ritual de iniciação. Quem não foi vítima de alguma paródia alarve ou correu a buscar a namorada à porta da faculdade de Letras com aquele cheiro entranhado até à alma, não acreditou que poderia vir a usar estetoscópio.
      Também se aprendiam os Planos Anatómicos.
      Das profundezas do tempo ressurgia a geometria descritiva do liceu, para quem ainda a estudou, e habituávamo-nos a dissecar de imediato, seccionando em três planos qualquer um que se nos plantasse na frente.
      Aprendia-se que a posição do homem era de pé, com a cabeça erguida, e a olhar a linha do horizonte, eternamente sujeito a ser dissecado por três planos mentais.
Aprendia-se, em resumo, a ver as estruturas, das mais simples às mais complexas, como se as percorrêssemos de cima para baixo, de trás para a frente, ou de fora para dentro, conforme o plano que escolhêssemos.
      No plano frontal as estruturas, e também as ideias, deslocavam-se da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda, conforme a preferência. Aceitando-as todas como planares, ao nível da ética e do querer dos médicos ...

Dr. Pedro Nunes, ex-bastonário da Ordem dos Médicos in Editorial de Medi.com, Boletim Informativo da Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Ano 1, Nº 4, Quinzenal, 15 de Setembro de 2000.

DIGNIDADE  TAMBÉM  NA  MORTE.  SEM  DÚVIDA!

Talvez o episódio mais forte e emocionante da minha vida. Lembro-me como se fosse hoje.
Comecei a namorar com o meu marido no início de maio de 1966, por altura da Queima das Fitas. Ele estava a estudar medicina e vivia em Coimbra tendo os pais, que eram missionários adventistas, longe de Portugal.
No último domingo de junho do mês seguinte tive a festinha de aniversário dos meus 17 anos. E logo no dia a seguir, segunda-feira, a nossa querida mãe, com uma malinha na mão, despediu-se de nós dizendo que estava doente e por isso ia ser internada na Clínica de Saúde da Sofia em Coimbra (ainda existe com outro nome).
Oh! Seria possível? Nós nem sabíamos que a nossa mãe estava doente! A vida em casa corria normal!
A minha irmã e eu amávamos muito, muito, a nossa mãe. Ela era, praticamente, 'o nosso Deus', a nossa estrela, a nossa segurança, a nossa alegria, pois ela era muito espiritual, estudava connosco a Bíblia e a lição da Escola Sabatina todos os dias ao serão, e íamos felicíssimas com ela à igreja todos os sábados de manhã e muitas vezes de tarde, domingos de tarde e 4ª feira à noite. E lá, tínhamos muitas atividades que recordo com tanta saudade! (um dia hei de escrever sobre isso...)

Passou-se um mês e a nossa mãe não estava melhor, outro mês e cada vez pior, até que a levaram para o Hospital da Universidade de Coimbra porque o dinheiro estava a acabar e ela, em vez de melhorar, piorava a olhos vistos. Até que poucos dias depois faleceu!!! Com 52 anos de idade!
Que coisa horrível, nem podíamos acreditar! Ela estava tão bem, raramente ou nunca adoecia, e acontecer uma coisa destas!... Muito chorámos naquele hospital com o nosso pai e alguns familiares e amigos que iam chegando.
Mas pior viria ainda a seguir, e eu como filha mais velha tinha de agir (a Gaby tinha apenas 13 anos) mas não estava preparada de maneira nenhuma, porque, talvez por termos nascido 12 anos após o seu casamento, éramos muito protegidas, muito poupadas a quaisquer dificuldades e até a muitos trabalhinhos domésticos... O nosso dever era sobretudo estudar, eram as palavras frequentes dos nossos pais.

Enquanto no hospital as coisas se tratavam para o funeral, levaram as 'meninas' para casa do meu namorado pois coincidiu os seus pais estarem lá em Coimbra numas férias mais prolongadas a que tinham direito depois de uns tantos anos de trabalho fora do país, na altura, em Angola.
E lá estávamos nós com as nossas lágrimas e a nossa tristeza, mas graças a Deus muito bem apoiadas, à espera que nos viessem buscar para o velório. Eram talvez umas 17h quando tocaram a campainha e para minha grande admiração a minha futura sogra veio ter comigo dizendo que era um primo que me queria falar.
Não me admirei de ser um primo porque temos, felizmente, muuuitos primos e mais velhos do que nós. Mas para falar comigo! Porquê? Admirei-me, mas mal eu imaginava quem era o primo e o que me diria!...
Era o marido da Olga, sobrinha do meu pai, o Ângelo Palrilha (na foto abaixo que nos enviaram há uns meses num convite para os seus 50 anos de casamento), primo por quem fiquei, e então a partir daí!... com uma afeição Muito, Muito Grande, e a quem nunca, por mais que vivesse, pagaria este favor, que NÃO TEM PREÇO! Mas o mais 'engraçado' é que ele... até seria 'a última pessoa do mundo' que eu esperaria que viesse ter comigo com esta conversa, porque para além de ser familiar só por afinidade, era católico.

Logo que me viu, ansioso e preocupado, perguntou-me:
- Dite, sabes onde querem pôr a tua mãe para o velório?
- Não. Nem pensei nisso! (Claro!... Não estávamos habituadas a problemas. E muito menos a resolvê-los...)
- No Clube Desportivo de Celas!
Ai!!! Nem podia acreditar! Que sensação horrível, que aflição senti de imediato! Foi autenticamente "O Minuto da Minha Vida em Que Passei de Menina a Mulher".

Aquele clube, muito amado pelo meu pai, era pelo contrário, o local que a minha mãe... enfim... diga-se a palavra certa - detestava! E até nós, as filhas! E porquê? Não preciso de muitas explicações. Toda a gente sabe, de uma maneira geral, qual o ambiente e como se fala, o que há e se faz num Clube. (Só conheço os "Clubes de Tições, Desbravadores, Companheiros, etc." onde tudo ali é bom, puro, saudável. Pode ver em 2J – Juventude Adventista – Quem Somos).
Mas conheci um bocadinho este clube quando surgiu em Portugal a Televisão e íamos lá ver o Camilo de Oliveira... algumas vezes. E também a sua pequena biblioteca, mas com muitos livros e de bons escritores. Tirando isso, era para chamarmos o nosso pai para vir para casa... Em resumo, o Clube Desportivo de Celas era "a pedra de tropeço" do nosso pai e o "espinho na carne" da nossa mãe!

Voltando ao problema, então eu saí da casa dos meus futuros sogros, sozinha com o Ângelo que me deixou ficar ao cimo da rua onde morávamos (Rua Bernardo de Albuquerque) e, um pouco mais abaixo, em frente ao antigo "BCG" (como as pessoas lhe chamavam) e hospital pediátrico, era a casa da tia Isilda, irmã do meu pai, onde se juntou a família mais chegada. E logo a seguir, poucos metros abaixo, o dito Clube.
Bem, escusado será dizer que eu ia completamente transtornada, era como uma leoa, feroz, que ia defender a sua cria. E a bem ou a mal!!! Já tinha o plano todo esquematizado na cabeça. 'Só por cima do meu cadáver' a minha querida mãe (que foi a melhor mãe do mundo com toda a certeza) iria para esse local!
Lembro-me tão bem de pela rua abaixo (antigamente era assim) estarem já colados muitos papéis nas paredes dizendo que certa pessoa tinha falecido e os seus familiares comunicavam o local onde o corpo se encontrava.
Pois eu, furiosa, ia atravessando a rua de um lado para o outro e rasgando todos os papéis, tirando-os da parede. Acho que nem um ficou! Passei pela minha casa mas nem sequer entrei para mudar de roupa.
Cheguei finalmente à casa da tia, mas, antes de tocar a campainha, orei mentalmente a Deus, de novo, para que me ajudasse. Depois de abraçar e beijar o meu pai e os tios e tias, pedi-lhe, baixinho, para falar com ele à parte. Tenho que dizer que o nosso pai era uma pessoa maravilhosa, muito humano, bondoso e humilde. Eu sabia que ele iria compreender e aceitar o meu pedido difícil, e certamente muito dispendioso, mas o pior eram os tios... e a sua grande influência sobre o nosso pai.

Então num quartinho ao fundo do corredor, abracei-me a ele, e chorando e soluçando, pedi-lhe 'do fundo do coração' que a mãezinha (era assim que antes se tratavam os pais) não fosse para aquele lugar do qual ela não gostava nada. E prometi-lhe que logo que eu trabalhasse (iria entrar nesse ano em medicina) lhe pagaria toda a despesa, por maior que fosse. Estava preparada até para me ajoelhar aos seus pés se fosse preciso! Mas não foi. Ele amava-nos muito, nós bem sabíamos.
Então, coitado, chorando também, explicou-me que dado que a nossa mãe não iria para a Igreja Católica ele pensou não a levar para casa a fim de as filhas não terem no futuro a imagem desagradável de lembrarem-se da mãe, morta, em sua casa.
Saí de ao pé dele confiante embora sem certezas... mas sem coragem para forçar mais. Fui a casa mudar de roupa. Mas não só! Por precaução... fui preparar o nosso quartinho e sobretudo a minha cama com uma colcha de algum modo adequada...

Passado um tempo voltei à casa da tia e soube então, graças a Deus, que a mudança já se estava a fazer e a minha mãe iria para o salão central da nossa Igreja situada nessa altura na Ladeira do Carmo, na Baixa de Coimbra. Agora é um grande edifício pertíssimo do Penedo da Saudade. Muito bonito, e ainda mais por dentro. Merece uma visita...


Que alegria senti com a resolução deste grande problema! Só Deus o conhece na totalidade e pode melhor compreender! Ele que sabia da minha inflexível decisão, agiu nos corações do nosso pai e família, porque se ele não tivesse feito essa mudança, ai! garanto que iria haver cenas bem sérias e feias... Eu chegaria ao Clube e com a força fisica e psíquica com que estava, levantaria a minha mãe do caixão, agarrava-a com os meus braços e sairia com ela, fosse de que maneira fosse, pela rua acima até minha casa. E era mesmo na minha cama que eu poria a minha querida mãe! Morta ou viva era a nossa mãe!

Perguntei-me a mim mesma já muitas vezes: como me sentiria para o resto da vida se não tivesse feito isto? Mais! Era até obrigatoriamente o meu dever fazer por ela tudo o que ela já tinha feito, e viria a fazer ainda por mim!
E que falta de dignidade era essa de: em vida, ela não frequentava aquele lugar, e depois de morta, como não podia nada dizer ou fazer, era lá colocada! Completamente inimaginável! Mas que grande drama vivi naquele dia!!! E, diga-se outra vez... sem estar preparada...
Em conclusão: realmente o respeito pela dignidade de qualquer ser humano é fundamental. Vital! Mesmo na morte, não interessa, é um ser criado por Deus, logo merece toda a consideração. Seja que pessoa for! Até pelos animais e plantas devemos ter respeito porque foram também criados por Ele, quanto mais com o SER HUMANO!

Só acrescentar que o meu pai nunca me pediu qualquer centavo... e quando me formei em Medicina, lá em Coimbra, com o exame oral de Psiquiatria feito pelo Professor Doutor Adriano Vaz Serra, por ter tido uma nota muito alta (era a regra do Sr Professor quando a nota do exame escrito fosse superior a 18. Saí com 19, graças também a Deus, que tem sido o meu Amigo permanente...), fui logo ter a casa do meu pai e chamei-o para o quintalzito onde lhe dei a feliz notícia de ter terminado o curso. Chorámos muito, mas agora era a tristeza misturada com alegria, e embora já casado de novo, ele muito comovido e eu também por nos lembrarmos de 'alguém especial' que poderia estar ali... ele me disse estas palavras que nunca esquecerei: "Quanto a tua mãezinha gostaria de estar aqui neste momento!"
Mas não é problema, porque temos a esperança (para mim a certeza absoluta) da ressurreição dos mortos, como a Bíblia diz. E ela estará um dia, sim, lá no Céu! Resta-me a mim preparar-me para também lá estar... Só depende agora de mim...

A Gaby lembrou-me da cena do último dia de vida da nossa mãe. Estávamos no seu quarto do hospital e ela olhava (durante muito tempo) fixamente para um ponto alto distante à sua frente (não olhava nem falava para nós) e ao mesmo tempo dizia versículos bíblicos, um pouco impercetíveis, e cantava hinos, os lindos hinos que ela mais gostava...
Fiquei sempre a pensar que ela poderia estar a ter uma visão do Céu e de Jesus... porque não? Entretanto, ainda ela estava assim e nós num silêncio absoluto, a enfermeira entrou no quarto e disse-nos para sairmos que a "mãezinha está muito mal". Passadas umas horas, faleceu. Foi a última vez que vi a minha mãe. Porque apesar de toda a minha coragem, preferi não a ver morta. De nada adiantava! Assim, todos os sonhos que sempre, até hoje, tenho sonhado e em que ela aparece, é sempre viva. Que maravilha!
Mas o melhor de tudo, será um dia encontrarmo-nos pessoalmente, vivas, no Céu, e com os nossos corpos e mentes transformados, perfeitos, vivermos todos lá, juntos, para sempre!!! Edite Esteves



(Os meus queridos priminhos Olga e Ângelo Palrilha - o anjo que Deus me enviou...
e acima à esquerda a foto da nossa amada mãe quando jovem. Bonita, não era?)

DOROTHEA LINDE DIX
"Amarás o teu próximo." S. Mateus 5:43.
                                (clique para ver a placa)

Acha você que poderia amar o seu próximo, caso ele fosse louco ou criminoso? Dorothea Dix cria que sim! Ela gastou a maior parte de sua vida procurando conseguir melhores hospitais psiquiátricos e prisões para aqueles que pareciam pessoas sem atrativo e detestáveis.
O pior caso que teve ocasião de presenciar foi o do Sr. Simmons, no asilo de Little Compton, um povoado da Baía de Narragansett. Era um dia de vento frio e penetrante, de fevereiro, quando Dorothea acompanhou a enfermeira-chefe através de um quintal esburacado e de celeiros destruídos, até um campo pantanoso de lama preta gelada.
Aproximou-se de uma estrutura de pedra parecida com uma sepultura. Descendo alguns degraus, dirigiu-se a uma porta que se achava fechada com uma enorme corrente de ferro. A enfermeira abriu então o cadeado.
- Mantenha distância! - recomendou a enfermeira. - Ele é louco. Mesmo preso, ele ainda poderia matá-la.
Desatendendo a advertência, Dorothea entrou num quarto tão baixo que precisou encurvar a cabeça. De início não conseguia ver o pobre Simmons, mas ouviu o barulho da corrente e sentiu-lhe a respiração. Assim que seus olhos se acostumaram com a escuridão, viu ela um homem magro, de cabelos brancos e desalinhados a caírem-lhe sobre os ombros. Roupa rasgada, estava em pé, descalço na lama fria, com uma corrente presa à perna. Olhou-a firmemente com os encovados olhos, quando ela lhe estendeu os braços e o abraçou fortemente.
Ela soluçava ao pensar na crueldade que ele suportara durante três anos, naquela masmorra sem os confortos da vida. Desejava muito fazê-lo saber que se interessava por ele, mas as lágrimas não deixavam que as palavras saíssem. Enquanto ela o segurava, ele chorava como uma criança.
Em 10 de abril de 1844, foi publicado no jornal um artigo que ela escreveu. Dizia o artigo: "Sem dúvida as pessoas de Rhode Island professam adorar. Ora elas, pergunto a mim mesma, adoram o mesmo Deus que contempla o pobre Simmons?" Movidos por seu apelo de misericórdia, as pessoas daquele Estado se organizaram para construir melhores casas para os doentes mentais.
Estou certa de que você não conhece ninguém tão repulsivo como o pobre Simmons. Mas há pessoas do seu relacionamento às quais é difícil amar, por causa da maneira como olham ou agem. Deus espera que você as ame também. Elas também são seu próximo!


Dorothy Eaton Watts in Meu Herói de Cada Dia.
Pode ver mais em https://en.wikipedia.org/wiki/Dorothea_Dix


"A DIGNIDADE - As mãos de Deus comprometeram-se com a nossa existência. Deus fez-nos não só com a Sua palavra; fez-nos com o Seu coração, com o Seu amor, com o Seu entusiasmo." Jorge Mario Bergoglio - Papa Francisco. Pensamento da capa de um dos seus vários opúsculos, recentes, editados pelo Correio da Manhã, 2015.

"A religião pura dirige o possuidor sempre para o Alto, inspirando-lhe nobres desígnios, ensinando-lhe a conduta apropriada e comunicando dignidade a cada ação." Ellen White in A Nossa Alta Vocação, 31.07.2015.



Mas chegará "o momento de destruíres (Deus) aqueles que destroem a terra!" Apocalipse 11:18. (E com toda a justiça! E.E.)

"O ato de dignidade para com a Natureza que Deus criou, só revela que quem o faz tem uma mente nobre, superior."

terça-feira, 14 de julho de 2015

RUMO AO ALVO


     
(clique na imagem)
       
"O êxito em qualquer coisa que empreendamos exige um objectivo definido. Aquele que desejar o verdadeiro êxito na vida deve conservar firmemente em vista o alvo digno dos seus esforços." Ellen G. White, Educação, pág. 262.
       "Já vi muitas pessoas destruídas - não pelo mundo, mas por si mesmas."

       O escritor inglês Godfrey Winn que fez essa afirmação a um jornalista, passou por uma árdua escola no seu caminho para o sucesso. Ele submeteu a sua primeira obra literária a Somerset Maugham. Depois de lê-la, o famoso autor disse: "O seu manuscrito é promissor. Porque não vem jogar um pouco de ténis connosco?"
       Mas, quando Winn chegou, Maugham recebeu-o com as seguintes palavras: "Você não veio aqui só para jogar ténis. Vou exigir-lhe que escreva 1000 palavras durante cada manhã. Ao meio-dia e meia em ponto, quero ler o que você escreveu. Se não for bom, não terá almoço. Não existe essa coisa chamada inspiração. Trabalho duro é a única coisa que conta!"
       Winn obedeceu e com isso aprendeu uma lição de valor incalculável para a sua futura carreira. Daí em diante, era como se o seu dia tivesse sido perdido, se não escrevesse 2000 palavras antes do almoço. Ele escreveu mais de 6 500 000 palavras, as quais foram publicadas em jornais, e dois milhões e meio nos 25 livros que comprovam o seu esforço. Dois desses livros estão entre os mais vendidos e os seus leitores compraram mais de 500 000 exemplares.

       Há algum tempo, li um artigo escrito por um homem que passou 25 anos a ensinar homens e mulheres a vender livros de casa em casa. Ele teve muitas experiências interessantes, contratando pessoas para esse tipo de trabalho. Muitas vezes, depois de conversar com um vendedor em perspectiva, disse a si mesmo: "Este homem será um excelente vendedor. Ele tem tudo a seu favor. Tem boa aparência, é bem qualificado e sabe expressar-se com facilidade." Mas com muita frequência esse grande vendedor fracassou. Porquê? Não sabia como ser o seu próprio chefe.
       Noutros casos, a situação inverteu-se. Um homem com praticamente nenhuma das qualificações de um bom vendedor e que fora mesmo aconselhado a não entrar nessa carreira, teve um enorme sucesso. O escritor do artigo conclui com estas palavras: "Baseado nos meus 25 anos de experiência neste trabalho, cheguei à conclusão de que é virtualmente impossível predizer quem terá ou não terá êxito. Tudo depende da capacidade pessoal do indivíduo em ser o seu próprio chefe."

SE TU FOSSES O CHEFE

       Na parede de uma sala de recepção de uma grande indústria está pendurado um lema paradoxal, mas que faz com que o leitor reflicta. Ele diz: "Se você fosse o chefe e pedisse emprego aqui, contratar-se-ia a si mesmo?"
       A ideia de ser o seu próprio patrão não é tão disparatada como parece. Nem sequer é uma ideia nova. Há aproximadamente 3000 anos, o rei Salomão, famoso pela sua sabedoria, chegou à mesma conclusão e deixou-a escrita para que não fosse esquecida: "Vale mais ser paciente do que ser valente; mais vale saber-se dominar a si mesmo do que conquistar uma cidade." Provérbios 16:32 (BN).
       A pessoa que viaja pelo mundo visita, obrigatoriamente, os numerosos monumentos erigidos em honra de homens considerados grandes. Entre eles estão os líderes militares - poderosos generais e almirantes. Mas na sua profunda sabedoria, Salomão ressalta que a grandeza e a honra do domínio próprio são maiores do que qualquer vitória militar. Do ponto de vista humano, a conquista de uma cidade é uma vitória memorável. Pelas normas divinas, desenvolver o controlo sobre si mesmo - ser o seu próprio chefe - é uma conquista muito maior. E esta espécie de grandeza não está reservada só a alguns. Está ao alcance de cada um de nós!
       Tu és o teu melhor amigo. Ou inimigo!

       "Uma velha lenda nórdica conta acerca de um homem possuído por uma espécie de ser maligno que tentava arruinar a sua vida. O monstro levantou o tecto da sua casa, estilhaçou as janelas e destruiu o jardim. Matou-lhe o gado e destruiu a sua colheita.
       Finalmente, o homem, não suportando mais a situação, decidiu lutar contra o monstro. Iniciou-se uma árdua batalha. Ambos caíram e rolaram pelo chão. Durante algum tempo, o resultado foi incerto. Então, reunindo todas as forças, o homem ficou sobre o monstro e segurou-o contra o solo. Puxou a faca para exterminar o inimigo. Mas, exactamente nesse momento, o vento afastou as nuvens e um brilhante facho da luz do luar iluminou a face do monstro. O homem sentiu-se sacudido por um choque que afectou a sua vida. A face que estava ali à sua frente era a dele!

A VERDADEIRA GRANDEZA


       Há muitos anos, uma professora, em Inglaterra, pediu à sua classe que fizesse uma composição cujo tema era "A Verdadeira Grandeza". Entre os estudantes havia uma menina de família pobre, sem cultura, de quem a professora não esperava nada de excepcional. No entanto, o que a menina escreveu impressionou-a tanto que ela enviou o trabalho ao jornal local, para ser publicado. O artigo suscitou logo um grande interesse. Jornais em todo o país publicaram e republicaram o que essa jovenzinha tinha escrito. Ninguém já se lembra do seu nome. Mas o que ela escreveu continua a ser verdade até aos nossos dias. Eis aqui alguns parágrafos:
"Uma pessoa nunca consegue a verdadeira grandeza esforçando-se por obtê-la. Alcança-se quando não se procura. É bom andar bem vestido. Dessa maneira é mais fácil impor respeito; mas é um sinal de verdadeira grandeza quando alguém, apesar de humildemente vestido, consegue o mesmo resultado. Quando a minha mãe era criança, havia um passarinho em sua casa chamado Guilherme, o qual quebrou uma perna. Eles pensaram que teriam de matá-lo; mas, na manhã seguinte, encontraram-no apoiado sobre a perna boa, cantando. Aquilo era um exemplo de verdadeira grandeza.

Conta-se que, em tempos, houve uma mulher que, depois de lavar muita roupa, a pendurou no varal. O varal quebrou-se. Mas ela, sem dizer nada, lavou-a toda novamente e desta vez estendeu-a sobre a relva, de onde não podia cair. Mas, naquela noite, um cão passou por cima das peças de roupa, deixando as marcas das patas enlameadas. Quando ela viu o que acontecera, sentou-se e disse simplesmente:
'Não é interessante que o cão não tenha deixado uma peça sem as suas marcas?' Aquilo era um outro exemplo de verdadeira grandeza, mas só os que lavam roupa sabem isso." "Self Control in Small Things", Sunshine Magazine.
       O domínio próprio é fundamental na vida. É o que faz a diferença entre o líder e o liderado. O Líder sabe dominar-se. O homem comum não sabe. O que Salomão escreveu acerca do domínio próprio é valido ainda hoje e sê-lo-á sempre.

CRIANDO OPORTUNIDADES

       Falando aos jovens, no 25° aniversário da fundação da sua firma, um dos mais bem-sucedidos homens de negócios da Noruega disse: "A todos os jovens que desejam o sucesso, direi isto: 'Decidam-se quanto aos objectivos que querem atingir na vossa vida. Façam planos adequados e trabalhem arduamente, com vontade firme e constante. Tenham fé no futuro, mas não fiquem sentados, esperando pelas oportunidades - criem-nas vocês mesmos!'"
       Esta atitude faz com que a vida valha a pena ser vivida, porque uma das maiores satisfações do homem encontra-se no próprio acto de lutar. Talvez isso seja mais importante até do que alcançar o alvo. Uma vez, num voo para Londres, eu discutia este assunto com o meu companheiro do lado, que era sueco. Ele citou o poeta sueco Karin Boye, cujas palavras me soaram tão significativas que as anotei na minha agenda: "Há um propósito e um alvo na vida, mas é o caminho a ser percorrido que faz valer o esforço."

       A partir de então, tenho notado muitas vezes até que ponto estas palavras são verdadeiras. Basta ouvir um idoso a recordar as suas experiências da vida. Podem ser pessoas muito bem-sucedidas que ocupam postos elevados, tendo grande influência, ou grande poder administrativo e bons rendimentos. Mas não é neste assunto que gostam de demorar-se. Os anos em que estiveram no auge do sucesso não são os que se destacam nas suas recordações. Não, o que eles gostam de repetir são as lutas por que tiveram de passar durante os anos de escalada até ao êxito. Os anos nos quais tiveram de vencer obstáculos foram os melhores da sua vida. Sim, "é o caminho a ser percorrido, que faz valer o esforço."
       Os nossos melhores anos não estão no futuro distante. Quando tivermos alcançado os nossos objectivos, a maior parte das batalhas estará no passado. O tempo mais desafiante para nós é agora - agora, enquanto os nossos sonhos mais acariciados ainda não se tornaram realidade.


       Não é errado sonhar com o futuro. Quase tudo o que é hoje motivo de orgulho para a civilização existiu porque alguém ousou sonhar, pensar e trabalhar. Todas as invenções modernas foram antes de tudo uma ideia na mente de alguém. Diz-se sobre Henry Ford, que a sua cabeça estava "cheia de rodas". E por isso, as suas rodas passaram a percorrer todos os caminhos do mundo!
       Um dia, John Rockefeller meteu a cabeça por entre a porta de um dos seus escritórios, surpreendendo o seu contabilista, que estava concentrado, inclinado sobre os livros. "Tire os seus pés do chão e ponha-os sobre a escrivaninha!" - ordenou Rockefeller. "Encoste-se para trás na sua cadeira e comece a sonhar."
       Surpreendido com esta ordem vinda do seu chefe, o homem perguntou-se onde é que ele queria chegar. Mas, quando Rockefeller repetiu a sua ordem, o contabilista colocou cautelosamente os pés sobre a mesa, recostou-se na cadeira e perguntou educadamente: "O senhor quer que eu sonhe com quê?"
       "Rockefeller respondeu laconicamente: "Sonhe com maneiras de ganhar dinheiro para a Standard Oil Company. De agora em diante, esse é o seu trabalho!"

       Os pensamentos de Rockefeller estavam no dinheiro e no poder. Mas, além dessa, há muitas outras coisas melhores e mais dignas com que sonhar. Existem ainda grandes empreendimentos a realizar neste mundo. Como diz o ditado: "O homem que nunca se perdeu numa causa maior do que ele mesmo, perdeu uma das experiências mais culminantes da vida."
       Por ocasião do funeral do seu irmão, o Senador Edward Kennedy citou uma observação que John F. Kennedy fez, poucos meses antes de ser assassinado: "Alguns homens veem as coisas como são e perguntam 'Porquê?' E eu sonho com coisas que não existem e digo: 'Porque não?'"
       No seu livro The Dream of Youth (O Sonho da Juventude), Hugh Black escreve:        
"Conta-me os teus sonhos e eu poderei ler os mistérios da tua vida. Conta-me as tuas preces e eu escreverei a história da tua alma. Conta-me os teus pedidos e eu falar-te-ei das tuas aquisições. Conta-me o que procuras e eu dir-te-ei o que és.
Não desejo saber o que possuis - apenas o que desejas. Não me importa saber o que tens - guarda-o! - apenas o que não tens e desejas ter; nem os teus triunfos, mas aquilo que ainda não conseguiste e que persegues. Tudo o que se apresente nos teus sonhos de dia e de noite, o ideal que tens colocado diante de ti, as coisas que aprovas como excelentes, que procuras e às quais tens entregue o teu coração - estas são a medida da grandeza do homem." Hugh Black, The Dream of Youth, pág. 15. Coisas que podemos ver não são, nem de perto, tão importantes como as que não podemos ver, tais como a vontade, a coragem e o carácter.

O "NÃO!" PODE SER POSITIVO
       No primeiro dia que passou no seu novo emprego, o chefe da secção ofereceu-lhe um grande copo de cerveja. "Não, obrigado", respondeu ele. Esta resposta calma irritou o chefe da secção que lhe disse, irado: "Não há ninguém abstémio neste lugar!"
       "Enquanto eu estiver aqui, haverá uma pessoa", respondeu o aprendiz.
       "Ainda contrariado, o chefe ameaçou: "Ouve, rapaz, vais tomar esta cerveja aqui ou lá fora!"
       "Bem", replicou o rapaz, "faça como quiser. Cheguei hoje com um casaco limpo e um carácter limpo. O senhor pode sujar o meu casaco, se quiser, mas não pode sujar o meu carácter."
       O facto de se ter um ideal para a vida, e estar determinado a apegar-se a certas normas, pode tornar a pessoa diferente. Mas isso importa?
       Na cidade de Oslo, existe um monumento singular pelo facto da sua inscrição ter apenas uma palavra norueguesa: "Nei". Ela quer dizer simplesmente "Não".
       Por detrás dessa inscrição, está a história de um dos grandes heróis da Segunda Guerra Mundial, Lauritz Sand. Foi levado prisioneiro pelos nazis, que suspeitavam que ele tivesse contacto com o movimento secreto da resistência. Prenderam-no. Interrogaram-no. Torturaram-no. Mas, para todas as perguntas, a sua única resposta era: "Nei!" Finalmente, ele acabou por morrer em consequência dos maus tratos recebidos. Nada o induziu a revelar segredos, o que poderia custar a liberdade ou mesmo a vida de outros.
       Ainda que consideremos o "Não!" como uma resposta negativa, ela pode ter um significado positivo. Para Lauritz Sand, "Não!" era a expressão das suas convicções quanto ao que era correcto e verdadeiro, do seu amor pelo seu povo e país, da lealdade e do idealismo.
       Ter uma atitude positiva para com a vida não significa necessariamente dizer sempre "Sim" a tudo o que enaltece e edifica. Também significa dizer "Não!" a tudo o que destrói e degenera.
       "O sucesso é filho da coragem", disse Disraeli. Aquele que tem em vista o alvo, precisa de ter coragem para tomar uma decisão, para definir a sua posição e correr os riscos que sejam necessários. Porque aquele que não arrisca nada, nada ganha.
Alf Lohne, Escritor com uma vasta obra, in Prepara o Amanhã, Junho 2006, Publicadora SerVir, Sabugo, Portugal.


QUE TENS EM TUA MÃO?
Conta-se a história de um herói e um covarde. Este último, de um lado do campo de batalha, olhou sua espada e disse: "Que posso fazer com esta velha espada? Se ela fosse de aço nobre eu poderia fazer algo. Suponho que o príncipe tenha uma espada dessa espécie. Mas, que farei eu com esta velharia?" E firmando-a contra seu joelho quebrou-a em dois pedaços, atirou-os sobre a areia e abandonou a luta.
Enquanto isto, o príncipe não tinha nada em suas mãos. Estava lutando com os punhos nus. Havia perdido tudo na peleja, mas não fugiu. De repente tropeçou no cabo da velha espada que o covarde havia desprezado. Tomando-a, levantou-a bem alto, e dando um grito semelhante ao de um rei, avançou sobre o inimigo.
Ao vê-lo atacando com uma velha espada, seus soldados se reuniram em torno dele e com brio renovado se lançaram contra o inimigo. Ganharam a batalha e também a guerra. Sim, alguns podem fazer mais com meia espada que outros com uma inteira.

Estamos nós fazendo o possível com o que temos ao nosso alcance?

Sansão, valente guerreiro do antigo povo de Israel, não tinha mais que uma queixada de jumento e nem sequer meia espada. Mas, com ela, matou mil filisteus, inimigos de seu povo.

Dorcas, uma ativa mulher do século I de nossa era, tinha apenas uma agulha em sua mão, mas, como disse alguém, "movimentava-a muito mais que a língua." Com essa agulha costurou roupas para os necessitados, e o fez com tanta dedicação que atualmente há muitas sociedades beneficentes que levam o nome daquela humilde mulher que usou para o bem o que tinha em sua mão: uma agulha.

Jovem leitor, que tens em tua mão? Por mais modestos que sejam teus talentos e por mais limitadas que sejam tuas possibilidades, se usares com todo empenho o que tens ao teu alcance, poderás obter grandes resultados.

A Moisés, o grande legislador e libertador de seu povo, também foi feita a pergunta decisiva: "Que tens em tua mão?" a resposta foi: "Uma vara." E com ela se apresentou ante o Faraó do Egito para libertar da escravidão os israelitas.

Davi, o jovem pastor de ovelhas, respondeu à mesma pergunta: "Apenas uma funda para defender minhas ovelhas das feras que as querem arrebatar." E com essa funda derrotou o gigante Golias, cuja armadura pesava 55 quilos, e sua lança 8 quilos.

Cristóvão Colombo respondeu: "Não tenho nada, nem barco, nem sextante, nem binóculo. Só tenho uma ideia fixa, e continuarei batendo às portas e corações até que me escutem." A ideia se transformou em ação, e assim é que hoje podemos desfrutar da maravilhosa terra do continente americano.


Poderíamos passar em revista todos os homens e mulheres que têm prestado sua contribuição maior ou menor à humanidade, e veríamos que, sem exceção, usaram com fé e perseverança o que tinham em suas mãos. Essa pergunta é feita a cada um de nós. Como estamos respondendo?

Jovem secretária, que tens em tua mão? Apenas uma máquina de escrever? Usa-a para fazer bem teu trabalho, de tal modo que te faças necessária.
Jovem agricultor, que tens em tua mão? Apenas um arado? Usa-o para produzir nobre colheita, nunca algo que possa prejudicar o próximo, e serás respeitado.
Jovem mecânico, que tens em tua mão? Apenas uma caixa de ferramentas? Usa-a de modo eficiente e honrado, e conseguirás a gratidão e o apreço dos demais.

Lembremo-nos que estamos construindo um caráter e decidindo nosso destino com as pequenas ações de cada dia, com o uso daquilo que temos na mão. Aproveitaremos ao máximo nossa oportunidade?
Paulo R. Gomes, Advogado, in Revista O ATALAIA - Intérprete dos Tempos, Setembro de 1979, Casa Publicadora Brasileira.



SE A MÃO DE DEUS TOCAR EM MIM


quarta-feira, 24 de junho de 2015

FESTA  DE  SÃO  JOÃO  BAPTISTA



         No Porto, na noite de 23 para 24 de Junho, toda a cidade se envolve em homenagem a São João Baptista. Festa cíclica, de cariz nitidamente pagão e popular, que dura toda a noite em alegre e fraterno convívio colectivo. Assenta fundamentalmente em "sortes" amorosas, encantamentos e divinações que se relacionam, por um lado, com o casamento, a saúde e a felicidade, por outro, com os antigos cultos pagãos do Sol e do Fogo. Reportam-se ainda às virtudes das ervas bentas, ao orvalho, às fogueiras, à água dos rios, do mar e das fontes.
         A primeira alusão a estes festejos populares vem do séc. XIV, pelo cronista Fernão Lopes. Em 1851, os jornais falam de 25 mil pessoas nos Festejos São Joaninos. Mas foi só no séc. XX, em 1911, que o 24 de Junho passou a ser feriado municipal na Invicta. Nas ruas, os foliões 'atacavam-se' com o alho-porro (reminiscências de antigos cultos fálicos) e ramos de erva-cidreira. Agora, 'brindam-se' com martelos de plástico. Compram manjerico, comem sardinha assada e caldo-verde. Fazem subir balões de papel de várias cores que passeiam no ar como sóis iluminados (resquícios do culto do Sol).
         Tudo começa na Ribeira; depois do fogo-de-artifício nascido de barcaças no rio Douro, a festa espalha-se pela cidade, de bairro em bairro, de freguesia em freguesia. São as Cascatas São Joaninas, com a imagem do santo com o carneirinho num altar, são os grupos de amigos (as Rusgas), as tasquinhas, os bailaricos e o saltar às fogueiras que têm origem e substituem as festas pagãs do solstício. A farra só termina ao nascer do Sol com um banho de mar, na Foz do Douro. No dia do padroeiro, o manjar tradicional é anho ou cabrito assado com batatas e arroz no forno.



         Ora, toda esta festa pretende homenagear São João Baptista, também designado por São João Degolado. Na origem do seu martírio, esteve uma mulher chamada Salomé (segundo o historiador Flávio Josefo), filha de Herodias e sobrinha do tetrarca da Galileia, Herodes Antipas. Este repudiara a mulher legítima e passara a viver com Herodias, sua cunhada. Viviam um idílio só interrompido pela voz de um homem estranho, João.
         Vindo do deserto, João Baptista (porque baptizava no Rio Jordão) condenava o incesto. Herodes vivia torturado entre o prazer e o dever. Herodias odiava João e aproveitou a melhor ocasião para o fazer desaparecer - a festa de aniversário do cunhado-marido. O banquete para os nobres convidados foi animado por bailarinas núbias e egípcias, ao som de alaúdes e de flautas. De repente, diz a tradição, para surpresa de todos, aparece uma bailarina desconhecida acompanhada de escravas. Era Salomé. Ela dança e usa o dom da sedução e o erotismo para conseguir os seus intentos. Herodes, louco de desejo, pede que Salomé dance mais uma vez que ele a recompensará até mesmo com metade dos seus reinos. Então, diz o texto bíblico, ela pede a cabeça de João Baptista numa bandeja de prata. Herodes fica perturbado, mas cede. Tem de cumprir a palavra dada perante tantas testemunhas.

         Um pouco mais tarde, a cabeça de João Baptista é trazida à presença de Salomé. A partir daquele momento, João Baptista é um mártir. É evocado no dia do seu nascimento, 24 de Junho, ou a 29 de Agosto, dia em que, de acordo com a tradição, foi degolado.

         Este é mais um exemplo de como o cristianismo, no decorrer dos séculos, se deixou invadir por tradições, festas e práticas pagãs, tentando cristianizá-las através de um sincretismo contínuo e dinâmico. Todavia, nos Evangelhos, João teve a missão de preparar e anunciar a chegada do Messias Salvador, Jesus Cristo. Teve a honra e o privilégio de O batizar. Teve o dever e o entusiasmo de admoestar: "Arrependam-se do mal, porque o Reino dos Céus está próximo!" (Mat. 3:2) O grito-clamor de João Baptista ecoa ainda neste séc. XXI, porque o mesmo Messias está de regresso!!!

Ezequiel Quintino, Teólogo, Pastor e Jornalista, no seu livro Pensar Faz Bem, Novembro de 2010, textos do seu programa da Rádio Clube de Sintra, hoje RCS, Links 1R.

A IGREJA MAIS ANTIGA

Segundo uma das melhores definições "a Igreja" é uma instituição fundada por Deus, composta de almas convertidas do pecado, com o fim de adorar a Deus, e de viver vidas santas sobre a Terra na prática do amor ao próximo.
Qual será, então, a Igreja mais antiga? A Católica Romana afirma ser ela, declarando-se ao mesmo tempo a única, a verdadeira Igreja de Cristo. Segundo ela, as Igrejas Protestantes apenas nasceram com a Reforma no século XVI.

IGREJA ANTIGA

Pode, contudo, a Igreja Romana provar a sua asserção? Pode demonstrar que não existia outra, antes dela, ainda mais antiga? Claro que não. O que conseguirá é demonstrar ser uma Igreja antiga, facto que ninguém contesta.
Como não há testemunhas vivas do seu nascimento, temos forçosamente de procurar o testemunho dos documentos existentes, entre os quais as Escrituras Sagradas do Novo Testamento são supremas, tanto no que diz respeito à sua autoridade, como à sua contemporaneidade.
Um católico romano objectará que a Igreja não se julga pelo Novo Testamento, ao qual ela é superior em virtude de existir antes desse livro ser escrito, e pelo mesmo motivo as suas tradições e ensinos têm direito à primeira consideração.
Se se tratasse disso, e a Igreja Romana fosse realmente mais velha que o Novo Testamento, esperar-se-ia que tal Igreja se mencionasse nas suas páginas. É assim que se escreve toda a história e biografia, isto é, após haverem acontecido os factos relatados.
Portanto, visto que as Escrituras constituem uma história verdadeira e contemporânea dos começos da Igreja de Cristo, sendo também uma revelação da parte do Senhor Jesus à Sua Igreja (Seu representante na Terra), era de esperar que o Senhor não só Se dirigisse à mesma, mas que, nas epístolas, Se ocupasse largamente com ela, dando instruções e explicações acerca do seu proceder, ordem, modo de viver, etc.
É precisamente isto que o Senhor faz no Seu Testamento; porém, quando a Igreja, a quem Ele se dirige e instrui, e a qual Ele descreve nestas Escrituras, é comparada com a Igreja Católica Apostólica Romana, que agora se apresenta na Terra como Sua Noiva, a mais antiga e única Igreja de Cristo, o facto é que não se encontram sinais de identidade, mas sim um contraste dos mais salientes!
Qualquer pessoa dotada de inteligência normal é competente para fazer essa comparação. A história apresenta-nos uma Igreja Romana mostrando pompas, riquezas que não se podem computar, e poder secular rivalizando com o dos reis e governos, sobre os quais ela até reclamou soberania; uma organização que usa de maior influência política, às vezes, que qualquer outra.

IGREJA HUMILDE

No Novo Testamento o Senhor Jesus apresenta-nos a Sua Igreja, já existente na Terra, como um grémio humilde, manso, sofrendo perseguições sem procurar vingar-se, e partilhando do mesmo espírito que Ele manisfestara quando andava no mundo - um pequeno rebanho que é admoestado e acautelado em linguagem fortíssima contra toda a união com o mundo, contra a riqueza e ostentação, e contra a busca do poder temporal. De facto, tudo quanto a Igreja Romana aprecia, e sempre procura e reclama, é condenado no Novo Testamento e proibido à Igreja de Cristo.
Nas Escrituras, divinamente inspiradas, que descrevem a Igreja (a verdadeira Noiva de Cristo), longe de encontrarmos qualquer semelhança da organização romana, verificamos uma completa ausência dos seus distintivos, salvo os verificados no retrato da anti-noiva, no capítulo 17 do livro bíblico de Apocalipse.
Na Bíblia não se fala uma única palavra a respeito de papas, cardeais, arcebispos, monsenhores, padres, monges e outros dignitários. Apenas são reconhecidos apóstolos, anciãos, diáconos e o sacerdócio espiritual de cada crente em Cristo.
Nem uma só vez se alude a água benta, rosários, crucifixos, turíbolos, romarias, altares dos santos, velas, tiaras, anéis, batinas, vestimentas e aos muitos acessórios que acompanham os ritos e cerimónias da Igreja Romana.
Tão-pouco o Novo Testamento fala em missas, confissão aos padres, culto da bendita Virgem, canonização de santos (e preces dirigidas a eles), orações pelos mortos, purgatório, procissões, bulas, infalibilidade papal e muitos outros ensinos e dogmas da Igreja Romana.
Em verdade uma das cartas neo-testamentárias é dirigida à "Igreja em Roma", sendo ela composta do grupo inteiro dos crentes em Cristo que ali residiam, precisamente como outras cartas são endereçadas às igrejas de Filipos ou Tessalónica.
Convém notar, todavia, que tal carta, longe de sugerir que a Igreja de Roma possuía a mínima sombra de supremacia ou autoridade sobre as outras, não oferece a mínima base para o dogma romano de ser bispo de Roma (ou o primeiro papa) o apóstolo Pedro; de facto a epístola nem sequer menciona o seu nome.
O único apóstolo reconhecido no Novo Testamento como instrumento no desenvolvimento da Igreja de Cristo em Roma é Paulo; porém a Igreja em que ele ministrou em Roma nada tinha de semelhança com a Igreja Católica Apostólica Romana de hoje.
Disto se depreende não ser a Igreja Católica Romana a mais antiga, nem ostentar também os sinais da verdadeira Igreja de Cristo, conforme são fielmente indicados na Bíblia. Ela é apenas uma Igreja antiga subindo no horizonte histórico e assumindo forma distinta com a conversão política do Imperador Constantino, nos fins do terceiro século.

IGREJA DE CRISTO

Existia então (e isto está provado) uma Igreja de Cristo mais antiga que a Igreja Romana, e diferente dela - a descrita no Novo Testamento, necessariamente alguns anos mais antiga que essa Escritura, mas de acordo perfeitamente com os ensinos dela. Que é feito da mesma?

Pode-se traçar através dos séculos a história dessa Igreja, demonstrando o seu parentesco com a Igreja Evangélica de hoje? Seguramente que sim, pois a Igreja tem uma história contínua, cumprindo-se na mesma as palavras do Salvador: "As portas do Inferno não prevalecerão contra ela". Se a sua continuação não se encontrar na fé evangélica dos nossos dias, onde é possível encontrá-la?!
Admite-se que durante longos períodos de tempo depois da era apostólica, e a época dos mártires debaixo dos imperadores de Roma, a sua história pouco se salienta na marcha dos acontecimentos humanos. É que o surgimento da anti-noiva, com suas formalidades e costumes pagãos, com seu esplendoroso mundanismo e sua cruel perseguição dos que seguiam a verdade, levou para o obscurantismo, aos empurrões, a Noiva humilde, a Igreja de Cristo.
Porém, embora escondida, aqui e acolá cintilava por entre as trevas a luz da verdadeira luz evangélica. Pela vida individual dos tementes a Deus, pelas assembleias em cavernas e matas com receio da perseguidora, a vida da Igreja preservava-se até que, passado o triste período da Idade Média, raiou a luz da Reforma. Triunfando, na pessoa dos seus adeptos, sobre os exércitos, carnificinas e inquisições da Igreja Romana, a Palavra de Deus e a fé evangélica que ela produz, emanciparam-se.
Sob um nome ou outro, pouco importa, a tocha da fé evangélica tem atravessado século após século, desde a Igreja Primitiva do 1º século até ao vigésimo, sendo sempre a força motriz da obediente Igreja de Deus retratada no Novo Testamento.
Nenhuma Igreja Evangélica se reclama a única Igreja de Cristo, excluindo as outras; nenhuma, quanto à sua constituição eclesiástica, pretende ser tão antiga como a Igreja Católica Romana, mas todas elas (quanto ao seu espírito e prática) afirmam, e pelos seus sinais provam, ser parte daquela Igreja mais antiga nascida no cenáculo de Jerusalém, no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo, descendo sobre os primeiros crentes, os selou para Deus e os dotou com poder divino para desempenhar o seu papel da Igreja de Cristo perante o mundo.

Hipólito Campos in Novas de Alegria, Revista Evangélica, Junho de 1983.

(Uma das coisas que me tem animado a continuar com os blogs é que as postagens são, em 1º lugar, surpresas para mim mesma. Oro a Deus a pedir inspiração e depois... haveria um rol de histórias que poderia contar de como as coisas acontecem. Isso passou-se também desta vez e de uma maneira ainda mais evidente, pois esta postagem anterior só aparece porque uma colega há muitos anos me ofereceu umas revistas da sua Igreja, Evangélica. E eu, como sempre, guardo tudo com muito 'amor e carinho', e embora não tenha lido na altura, agora apareceu-me este artigo quando, para arrumar umas coisas, tive de pegar num dossier onde estava aquilo que me pareceu, num relance na altura, ser a melhor seleção dessas revistas. E 'por acaso' a pasta caiu e abriu-se exatamente nas páginas desta leitura da qual não tinha qualquer ideia. E assim tem sido. É muito agradável reconhecer que há Alguém a dirigir o meu trabalho. Como posso desanimar, desistir?!... Convido os meus estimados leitores a completarem este assunto em Leituras Para a Vida, 24.06.2015. E.E.)


PAULO EM TESSALÓNICA E EM BEREIA

Tendo passado por Anfípolis e Apolónia, chegaram a Tessalónica, onde havia uma sinagoga dos judeus. Ora, Paulo, segundo o seu costume, foi ter com eles; e por três sábados discutiu com eles sobre as Escrituras, expondo e demonstrando que era necessário que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos; e este Jesus que eu vos anuncio, dizia ele, é o Cristo. E alguns deles ficaram persuadidos e aderiram a Paulo e Silas, bem como grande multidão de gregos devotos e não poucas mulheres de posição.
Mas os judeus, movidos de inveja, tomando consigo alguns homens maus dentre os vadios e ajuntando o povo, alvoroçavam a cidade e, assaltando a casa de Jáson, os procuravam para entregá-los ao povo. Porém, não os achando, arrastaram Jáson e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui; os quais Jáson acolheu; e todos eles procederam contra os decretos de César, dizendo haver outro rei, que é Jesus. Assim alvoroçaram a multidão e os magistrados da cidade, que ouviram estas coisas. Tendo, porém, recebido fiança de Jáson e dos demais, soltaram-nos.

E logo, de noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Bereia; e tendo eles ali chegado, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalónica, porque receberam a palavra com toda a avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim. De sorte que muitos deles creram, bem como bom número de mulheres gregas de alta posição e não poucos homens.
Mas, logo que os judeus de Tessalónica souberam que também em Bereia era anunciada por Paulo a palavra de Deus, foram lá agitar e sublevar as multidões. Imediatamente os irmãos fizeram sair a Paulo para que fosse até o mar; mas Silas e Timóteo ficaram ali. E os que acompanhavam a Paulo levaram-no até Atenas ...

Enquanto Paulo os esperava em Atenas, revoltava-se nele o seu espírito, vendo a cidade cheia de ídolos. Argumentava, portanto, na sinagoga com os judeus e os gregos devotos, e na praça todos os dias com os que se encontravam ali. ...
Então Paulo, estando em pé no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos; porque, passando eu e observando os objectos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem O conhecer, é O que vos anuncio.
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo Ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tão-pouco é servido por mãos humanas, como se necessitasse de alguma coisa; pois Ele mesmo é Quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, O pudessem achar, O qual, todavia, não está longe de cada um de nós; porque Nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois Dele também somos geração.
Sendo nós, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a Divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida pela arte e imaginação do homem.
Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo o lugar se arrependam; porquanto determinou um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do Varão que para isso ordenou; e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-O dentre os mortos.
Atos dos Apóstolos 17.

domingo, 14 de junho de 2015

"ALGUNS PAIS DÃO MAIS DO QUE DEVIAM
AOS SEUS FILHOS"




Se por acaso ainda é dependente do tabaco... correndo o
risco de vir a ser uma das suas vítimas,

aproveite a oportunidade para se tornar livre desse
flagelo participando no

PLANO DE 5 DIAS PARA DEIXAR DE FUMAR

que se vai realizar no Centro Comercial Satélite
no Cacém

de 22 a 26 de junho de 2015.





clique nas imagens para poder ler

segunda-feira, 1 de junho de 2015

R-e-f-l-e-x-õ-e-s  Para  J-u-v-e-n-i-s


ViVeR Em PaZ

Tende paz com todos os homens.
Romanos 12:18.
Durante a 2ª Guerra Mundial, pouco depois da invasão da Itália pelos Aliados, exigiu-se que as famílias italianas hospedassem os soldados invasores. Assim, aconteceu que um soldado americano foi designado para ficar na casa de um fazendeiro italiano.
O fazendeiro era mais pobre do que qualquer pessoa que o americano conhecia. A casa nem de longe podia ser comparada com seu lar confortável nos Estados Unidos. Não tinha carpete sobre o chão duro. Os únicos móveis eram uma mesa rústica e bancos. Não havia uma colorida toalha de mesa nem cortinas com drapeados.
Tão-pouco havia rádio, equipamento de som ou televisão para o entretenimento. Ele passava os serões com a família e seus amigos, simplesmente conversando, contando histórias do presente e do passado.
Certa noite, o americano estava sentado com os donos da casa no quintal, sob as videiras. Observavam a lua crescente surgir acima do monte Vesúvio. Uma alta coluna de fumaça erguia-se do vulcão, e uma corrente de lava vermelha derretida fluía por suas escuras encostas.
"Que majestoso! Que lindo!" refletia o soldado. Os outros deviam estar pensando a mesma coisa, pois todos estavam quietos. Finalmente o soldado falou:
- Tudo é tão pacífico aqui! Ninguém diria que há uma guerra em andamento.
- É uma guerra sem sentido - comentou alguém. - Ódio demais, mortandade demais.
- A guerra transforma pessoas decentes em monstros - disse outro. - Irmão luta contra irmão. Que desperdício!
O grupo ficou silencioso outra vez, cada um com seus pensamentos, desfrutando a tranquilidade do momento. De repente, o silêncio da noite foi quebrado pelo rugir de 50 aviões americanos cortando o céu, a caminho de sua missão destruidora.
Depois de passado o som ensurdecedor, o velho pai italiano falou mansamente:
- Aprendemos a nadar como os peixes do mar; aprendemos a voar como as aves do céu, mas ainda não aprendemos a caminhar sobre a terra em paz com nossos semelhantes!
"Mantendo a Amizade - Neste mês aprenderemos a viver em paz uns com os outros. Se queremos conservar nossos amigos, precisamos aprender a lidar com os conflitos."

Recado Amigo de Dorothy Eaton Watts in Inspiração Juvenil Amigo é Pra Essas Coisas,
1 de junho de 1998.

Má EsCoLhA

Porém seu pai e sua mãe, lhe disseram: Não há porventura mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Tomai-me esta, porque ela agrada aos meus olhos.
Juízes 14:3, Bíblia Almeida Antiga.
Em Juízes 14 a 16 está a história triste de um homem, que Deus chamou para uma tarefa especial: Ser o guia-libertador do povo de Israel. Deus deu-lhe força física. Era nazireu e nunca cortara o cabelo. Desde pequeno desenvolveu um físico forte e atraente. Seus músculos dos braços e das pernas eram rígidos e salientes, pois era um moço separado para uma missão especial.
Sansão, porém, fugiu do propósito de Deus escolhendo um outro caminho bem diferente. Desceu a colina e foi lá abaixo à cidade chamada Timna. Lá conheceu uma bela jovem, porém vulgar. Gostou dela, e ela cativou sua afeição, mas como uma armadilha; não era amor puro e sincero. Os pais o aconselharam:
- Mas Sansão, não há moças aqui no nosso meio? Uma moça cristã para você namorar? Você precisa justamente de ir buscar uma moça daqueles incircuncisos?
Oh! O moço Sansão não gostou do que os pais disseram. Eles estavam vendo o futuro, previam as consequências de tal escolha. Nada, porém, pôde demover o rapaz de tomar uma esposa pagã.
"Ela agrada ao meus olhos" - disse ele.
Será que somente devemos ser guiados pela aparência, pelas sensações visuais para escolher amigos ou namorados? Sem dúvida alguma, é preciso examinar mais profundamente e descobrir outros requisitos.
É sempre bom ouvir os pais e os mais velhos. Quantos jovens têm escolhido mal, por não ouvirem os conselhos dos que têm mais experiência de vida. Quantas lágrimas e tragédias poder-se-iam evitar, se os jovens dessem ouvidos aos conselhos de sábios cristãos.
Sansão fugiu do propósito de Deus para sua vida. No final, antes de morrer, estava cego, fisicamente ferido e machucado espiritualmente; foi quando se lembrou de orar a Deus. E sabe, em sua última oração desesperadora, por ter sido traído pela mulher que amou, por estar sendo humilhado e judiado, clamou a Deus e Ele respondeu sua oração. Com certeza, naquele dia Deus perdoou também os seus pecados.

Querido juvenil, procure escolher de acordo com a vontade de Deus. Ouça os mais velhos e experientes conselheiros cristãos, e tenho a certeza que será mais feliz!

Recado Amigo da professora Ofélia Wichert Moróz in Inspiração Juvenil Saudades do Lar, 1 de junho de 1995.

VoCê é De MuITo AuXíLiO

Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que lhe sobreviera, chegaram, cada um do seu lugar: Elifaz o temanita, Bilade o suíta, e Zofar o naamatita; e combinaram condoer-se dele, e consolá-lo.
Jó 2:11.
Depois de você ter mandado pelos ares algum projeto, já teve algum amigo que viesse e dissesse algo como: "Tenha mais sorte na próxima vez" ou "O que você esperava?" Essa pessoa pode ter ótimas intenções, mas não é de mais auxílio que uma terceira perna. A última coisa que você necessita é de alguém dizer-lhe o que você fez de errado. Você sabe disto. E todas as boas intenções do mundo não mudarão o fato de que você estaria muito melhor sem o "auxílio" deles.
Conta-se uma fábula de um cervo que não se sentia muito bem. Ele estava deitado sobre uma grama verdejante à sombra de um bosque. Ali ele tinha bom alimento por perto e seria capaz de comer sem muito esforço.
Os animais da floresta amavam o belo cervo por causa de sua natureza calma e gentil. "Ele tende a ficar solitário", disseram eles entre si. "Vamos visitá-lo, um por um, e consolá-lo."
Assim cada visitante teve a sua vez de ir ver o cervo. Nenhum deles pôde resistir à tentação de dar algumas mordidas no verde gramado. Logo, nada foi deixado para o cervo enfermo! Ele teve de levantar-se e sair à caça de alimento a fim de sobreviver. Seus amigos o haviam consolado, mas tinham também irrefletidamente roubado sua fonte de alimento.
Jó, na Bíblia, teve o mesmo tipo de amigos. Oh, eles não vieram e devoraram seu alimento, mas foram juntos e começaram a pregar para ele. Disseram-lhe que ele deveria ter praticado o mal, caso contrário, todas estas coisas não lhe teriam sobrevindo! A esta altura uma pessoa com menos paciência do que Jó provavelmente teria posto esses três indivíduos para fora da porta.
Há alguma pessoa bem-intencionada, porém irrefletida "Elifaz" ou "Bildade" ou "Zofar" em sua vida? Alguém que está sempre lhe dizendo coisas que (segundo eles) são para seu próprio bem? Ou você impensadamente faz o papel de alguém que começa com ótimas intenções e se enrosca fazendo as coisas errado?
Anote uma vez em que você, realmente, disse a coisa ou a palavra errada para a pessoa errada no momento errado. Como se sentiu depois? Porquê?
Agora escreva uma vez que você foi realmente capaz de oferecer algum auxílio a um amigo perturbado. Como se sentiu depois? Porquê?

Recado Amigo da professora, escritora, oradora, Colleen L. Reece in Inspiração Juvenil Sonhando com a Vida, 1 de junho de 1991.

ViVeR NuM CíRcUlO

Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom.
III João 11.
Muitas vezes, nos trópicos, vimos longas filas de formigas, muitas delas lado a lado, seguindo umas às outras. Observando especialmente uma grande procissão delas, num caminho da floresta, resolvi interromper seu perfeito jogo de "siga-o-chefe". Com meus pés, matei logo uns sete centímetros da coluna. No mesmo instante, as formigas que vinham atrás entraram em pânico, ficaram confusas. Desesperadamente disparavam para várias direções. A maioria delas voltava para encontrar as que se aproximavam. Isto ocasionava colisões entre elas, num caminho de uma só mão - nenhuma sabia o que fazer. Todas estavam confusas. Depois de longo tempo, uma mais corajosa aventurou-se a ir só na direção daquelas que se foram.
Você não precisa confundir-se ao enfrentar os problemas da vida, se estiver seguindo uma orientação segura. A Bíblia indica o caminho. E em livros inspirados como Mensagens aos Jovens, de Ellen White, Deus lhe dá todas as respostas às perplexas decisões a tomar na vida. Você encontrará uma placa indicativa: "Este é o caminho", para cada problema. Você, porém, tem de despender tempo para encontrar a resposta e tempo para ouvir e falar com Deus. Mas assim você sabe que está no caminho certo.
Não seja como a procissão das larvas de lagartixa, que seguem uma junto da outra numa rota ou procissão. Um dia o Dr Fabre encontrou-as quase circundando um vaso de pedra no seu jardim. Ele apanhou algumas larvas e, com elas, completou o círculo preenchendo o intervalo que havia, completando assim a volta. Essas larvinhas tolas gastaram o dia todo andando ao redor do vaso, num círculo contínuo.
Antes de se rir desses insetos que nada realizavam a não ser andar cegamente umas após as outras, pense em você mesmo. É muito provável que você tenha feito a mesma coisa devido à ideia comum que "todo o mundo faz isto". Esquecendo-se de glorificar a Deus, com nenhum outro propósito senão ser aceito pelos seus amigos, você tem feito o que os outros fazem porque você receia sair da fila, receia ser diferente, receia ficar deslocado, não é isso?
Abandone o seu viver num círculo, e despenda tempo para seguir as instruções claramente apresentadas na Bíblia e nos livros inspirados do Espírito de Profecia.
Recado Amigo do casal missionário Eileen e Jay Lantry in Inspiração Juvenil, Pare e Espere por Jesus, 1 de junho de 1988.

(Todos os livros são da Casa Publicadora Brasileira, São Paulo)

A Tua Lei - Bíblia Sagrada, Êxodo 20


sexta-feira, 15 de maio de 2015


ESTAMOS  TODOS  NO  MESMO  BARCO


(clique em cima das imagens)

Há coisas que parecem ter um apelo snob. Sabe a que me refiro?
Por exemplo: alguém poderá contar-me alguma coisa sobre si próprio e eu penso: "Oh! Quem me dera saber fazer isso!" Bem, o que eu quero partilhar convosco não tem um apelo snob porque não consigo imaginar alguém a dizer: "Oh! Quem me dera fazer isso!"
Tomo cinco miligramas de veneno para ratos todos os dias e sete e meio miligramas aos domingos, quartas e sextas. Bem, tenho que esclarecer que o frasco do medicamento não diz, exactamente, "veneno para ratos" em lugar algum. Em vez disso, o rótulo indica "Varfarin". O Varfarin é um anticoagulante. Pode parecer estranho, mas a primeira vez que comprei este tóxico poderoso foi para o seu propósito original - matar ratos. Degrada a capacidade coagulante do sangue, causando uma hemorragia interna massiva e - neste caso para os ratos - a morte.
Agora, este anticoagulante é uma parte necessária da minha vida.
Porquê? Porque tenho fibrilhação auricular. Não conheço toda a fisiologia do problema, mas, no meu caso particular, acho que pode ser comparado com o velho ditado "Demasiados cozinheiros estragam o caldo". Parece que há umas malvadas dumas células no meu coração que estão a mandar sinais falsos, fazendo com que as câmaras atriais daquele órgão batam tão rapidamente que não têm tempo para se esvaziarem.
Como resultado, poderá formar-se um coágulo. O meu cardiologista diz-me que, se isso não for tratado, tenho uma possibilidade de 1% de ter um enfarte por ano.
"Portanto," disse ele, deitando-me um olhar de simpatia e compreensão, "precisa de tomar um anticoagulante para o resto da vida".
Para ser sincero, a ideia de tomar veneno para ratos revolve-me o estômago. E é muito aborrecido. Mas não é tudo. Tenho de fazer uma análise todos os meses para me certificar de que o meu sangue não está demasiado fino, nem demasiado grosso. Se, por alguma razão, ficar demasiado fino, poderei ter uma hemorragia (como os ratos).
Como uma possibilidade de 1% não me parece terrivelmente ameaçadora, já houve alturas em que pensei em tomar apenas uma aspirina e esquecer o veneno para ratos e as análises de sangue. De qualquer forma, não sinto diferença com um ou outro medicamento.

No entanto, deixem-me dizer-vos porque decidi seguir à risca os conselhos do meu médico. Se em alguma altura eu sofresse um enfarte, não seria apenas a minha vida que seria arruinada; isso também teria um grande impacto negativo na vida da minha mulher. Seria ela a chamar o 112. Se eu sobrevivesse, ela teria de empurrar a minha cadeira de rodas para cá e para lá, teria de me dar banho, e fazer todas aquelas pequenas coisas sem importância que agora faço sozinho. A sua vida nunca mais seria a mesma.
Cheguei à conclusão de que a minha saúde não é apenas minha; ela pertence a toda a família.
Alguns dizem: "Olha lá, a vida é minha. Posso vivê-la como quiser." Não é verdade - pelo menos não o é para mim. Se amo aqueles que me amam, não posso viver apenas da maneira como quero. O que quer que me aconteça, acontece também a toda a minha família.
Recentemente, a minha mulher e eu andávamos às compras. "Acho que vou comprar pastilhas elásticas," disse ela, dirigindo-se ao expositor. Perguntei-lhe se ia comprar das que não contêm açúcar. "Bem, não estava a pensar nisso," respondeu-me.
"Eu preferia que o fizesses," disse eu com um sorriso nos olhos, "porque os teus dentes pertencem-me!" Ela hesitou, sorriu e concordou. Mais tarde partilhámos as pastilhas elásticas sem açúcar.
Outro poderoso incentivo para levar um estilo de vida saudável é a redução do tempo incapacitante. Para alguns sortudos, o processo que leva à morte dura apenas um momento. Para outros, pode levar anos. O meu sogro faleceu fulminado por um aneurisma. Em contraste, o meu pai sofreu um enfarte, perdeu a capacidade de engolir e teve de ser alimentado através de um tubo durante três anos antes de, finalmente, descansar.
Para ilustrar a inevitabilidade da morte, eu por vezes digo, a brincar: "Pedi uma certidão de nascimento e reparei que tem prazo de validade!" Depois, li um texto bíblico, em Hebreus 9:27 (BBN). Diz: "Está determinado que os homens morram uma só vez". Parece que a taxa de mortalidade da raça humana é de 100%.
"Então e depois?... Todos temos de morrer um dia." É verdade. Mas há muito que pode ser feito para retardar o processo e reduzir o tempo de incapacidade.
Viver uma vida tão saudável e tão longa quanto possível é algo que devemos a Deus, que nos criou, àqueles que nos amam, e a nós próprios.

Richard O'Ffill, Freelancer, in Revista Saúde e Lar, Junho 2005, Publicadora SerVir.


AMAR  PROTEGE  O  CORAÇÃO

No mundo de hoje, competitivo, apressado, sem ideologias, e muitas vezes sem Deus, em que o homem esquece o primado do espírito, em que as estruturas sociais, tradicionais das gerações que nos antecederam tendem a desaparecer, as alterações espirituais e emocionais são cada vez mais relevantes no desencadear das doenças cardíacas, por diminuição das defesas imunitárias e por aumento do stress. Se o indivíduo pode, alertado pela Educação para a Saúde, pelas Campanhas de Prevenção, eliminar até certo ponto os factores de risco relacionados com a alimentação, o sedentarismo, o consumo de tabaco, álcool ou drogas, mais difícil se torna controlar os sentimentos e as emoções negativas, a sensação de solidão, a sensação de falta de amor.
Assim deveria, a par dos conselhos sobre como controlar os factores de risco tradicionais, ser feita uma educação para a saúde afectiva.
Todos precisamos de laços afectivos. Todo o ser humano sofre com a ideia da sua morte, da imortalidade da sua vida, do esquecimento da sua passagem por este mundo. O indivíduo só sobrevive na memória dos outros. É essa a única imortalidade em termos terrenos. As nossas memórias têm que ser transmitidas aos outros.
Mas para que possamos minorar o stress que o simples facto de viver acarreta é necessário que as memórias que legamos sejam positivas, e que transmitamos algo de bom.
Dizia Albert Einstein que se deve substituir a reacção em cadeia dos átomos pela reacção em cadeia da bondade. E Elie Wiesel, Prémio Nobel da Paz, ontem entre nós na Gulbenkian, escreveu: "Eu vim para aprender o sentido da partilha e da permuta".
Bondade, partilha, permuta. Ideais que exigem a busca de um estilo de vida mais sociável e com mais amor. O tempo dedicado aos outros é mais importante que o tipo de amor. Mas todo o tipo de amor causa bem estar e liberta ENDORFINAS, um revigorante natural que relaxa e traz bem estar a todo o organismo, contribuindo assim para a saúde cardiovascular.
A solidão, quando não procurada, por uma razão positiva, como a do estudo, a criação, o conhecimento de si próprio, tem efeitos nefastos sobre a saúde. Os solitários, regra geral, bebem e fumam mais, comem pior e assumem riscos desnecessários. E a solidão, mercê da moderna evolução das sociedades tem tendência a aumentar. Pesquisas científicas, estudos epidemiológicos, revelam que a intimidade, o apoio emocional e as relações familiares e sociais são tão - ou mais - importantes para a saúde do coração quanto o exercício físico e a dieta saudável, levando a concluir que o coração é, em grande parte, negativamente afectado pelas emoções que levam à depressão.
- A maternidade e o ser mãe conferem à mulher capacidades afectivas únicas que protegem o seu coração e contribuem para a sua conhecida maior longevidade.

Contudo há algo que não pode ser evitado - o stress. Mesmo quando completamente relaxados e a dormir estamos em stress. Embora não o possamos evitar, podemos enfrentá-lo e até desfrutá-lo, aprendendo mais acerca das suas causas e ajustando a nossa filosofia de vida ao seu melhor conhecimento.
A fonte mais frequente de stress mental e emocional, e também a mais antiga, reside na necessidade de tomar uma decisão e escolher entre alternativas. Qualquer alternativa ou direcção é melhor do que nenhuma - já Séneca dizia: "Quem não conhece o seu porto de destino não tem ventos a favorecê-lo".
Devemos procurar encontrar o nosso próprio nível de stress, ou seja a velocidade a que podemos correr para alcançar o nosso objectivo. Devemos primeiro estar seguros que tanto o nível de stress como o próprio objectivo são pessoais e não impostos pela sociedade; só o próprio pode saber o que quer e a velocidade a que o pode alcançar. Não faz sentido forçar uma tartaruga a correr como um cavalo de corrida, ou impedir que o cavalo corra mais rápido que a tartaruga, só por solidariedade.
Hans Selye resumiu em duas linhas os resultados dos seus pensamentos e investigação sobre o stress: "Luta para alcançar a tua máxima aspiração realizável, mas não tentes resistir em vão".
Assim será mais fácil conquistar o tempo e o espaço necessários para uma vida mais rica sob o ponto de vista espiritual e emocional e poderemos desse modo preservar a saúde do nosso coração, que sempre bateu e baterá, em parte, ao ritmo das nossas emoções.
Estas foram umas breves reflexões, que, como Cardiologista dedicado à Medicina Preventiva, achei por bem transmitir-lhes.



Professor Doutor Salomão Sequerra Amram, Catedrático de Cardiologia Jubilado da Faculdade de Medicina de Lisboa.
Alocução proferida no dia 5 de Maio, na sessão solene do Mês do Coração.
NOTÍCIAS MÉDICAS, segunda-feira, 18 de Maio de 1998.


Nota: "Mesmo não havendo consciência depois da morte, ela não é o fim de tudo! A Bíblia ensina que na volta gloriosa de Jesus (1 Coríntios 15:23; Apocalipse 1:7) Ele irá ressuscitar os mortos (1 Tessalonicenses 4:13-18) e trazê-los à vida novamente. Essa é a doutrina da ressurreição, a solução de Deus para a morte: 'Os vossos mortos e também os seus cadáveres viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o Teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos.' Isaías 26:19. 'Eu, porém, na justiça contemplarei a Tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a Tua semelhança.' Salmo 17:15. 'Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?' 1 Coríntios 15:51-55." http://esperanca.com.br/2010/02/17/a-alma-e-imortal/ - E.E.