sábado, 14 de fevereiro de 2015

O  A*M*O*R  É  Isto!

            19.03.1920, às 9 da manhã
            
            Meu querido amorzinho

            Parece que foi remédio santo escrever-te (...). A seguir fui-me deitar, sem esperança nenhuma de adormecer, e o facto é que dormi umas 3 ou 4 horas a fio - pouca coisa, mas não imaginas a diferença que me fez. Sinto-me muito mais aliviado, e, embora a garganta ainda arda e esteja inchada, o facto de o estado geral ter assim melhorado quer dizer, creio bem, que a doença vai passando.
            Se as melhoras se acentuarem rapidamente, talvez ainda hoje mesmo vá ao escritório, mas sem me demorar muito; e então eu próprio te entregarei esta carta.
            Espero aí poder ir; tenho certas coisas urgentes a tratar que posso dirigir aí do escritório, embora não vá eu em pessoa, mas que aqui me é impossível tratar.
            Adeus meu anjinho bebé. Cobre-te de beijos cheios de saudades o teu, sempre, sempre teu,
            Fernando

(Cartas de Amor de Fernando Pessoa, organização de David Mourão-Ferreira)


CARTAS DE AMOR

Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor, como as outras,
ridículas.

Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor,
é que são ridículas.


Quem me dera no tempo em que escrevia sem dar por isso,
cartas de amor ridículas.

A verdade é que hoje as minhas memórias dessas cartas de amor,
é que são ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas, como os sentimentos, são naturalmente ridículas).


Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)


NAVEGAR É PRECISO, CASAR TAMBÉM!!!

Casamento! Seu fim já foi anunciado inúmeras vezes, mas ele continua na moda. Veja aqui por quê, para quê e com quem casar

Na década de 60, surgiu um movimento mundial que deu um grito de guerra contra todos os regulamentos, valores e princípios que queriam servir de parâmetros ao comportamento humano.
A escola de Summeril, fundada por psicólogos liberais (entre eles, O'Neill), foi a primeira a implantar um sistema aberto e liberal dos costumes, onde tudo era permitido. O resultado? A forma de pensar a liberdade já teve que ser reavaliada!
Os roqueiros e principalmente os hippies, com seus acampamentos apregoando a ideia de que é proibido proibir, já se encontram no passado. Não deu certo; as drogas acabaram com eles.
Os princípios que regem a natureza biológica do homem não podem ser desconsiderados, porque as consequências aparecem em seguida. No caso dos princípios morais, que regem a conduta humana, não seria a mesma coisa?
Hoje, há que retomar os valores e princípios antigos, seja por medo de doenças sexualmente transmissíveis, seja pela descoberta de que viver dentro dos parâmetros estabelecidos pela cultura é a melhor maneira de realização pessoal.


POR QUE CASAR

Nesse contexto, por que casar e estabelecer um lar? Vejo várias razões para isso:
- Primeiro, para manter a pureza do corpo e da alma, com prática sexual gratificante, ou seja, com respeito e amor.
- Depois, para promover a perpetuação da vida, através dos filhos, de forma responsável.
- Em terceiro lugar, porque o lar deve ser uma fortaleza contra os vícios, a imoralidade, e contra o mal.
- Em quarto, para propiciar um companheirismo que resulte em satisfação das necessidades psicológicas de ambos os cônjuges, inclusive afectivas.
- Em quinto, para tornar as pessoas realizadas, dar sentido à própria existência e complementar as carências quer de ordem emocional, quer espiritual.
- Por último, para que o lar, como um templo do saber, prepare seus membros para o lar celestial.
De facto, o lar tem sua razão de ser. Afinal, a busca do companheiro é uma necessidade arreigada no fundo de cada ser humano. O homem e a mulher sentem falta de complementação.

(pode clicar nas imagens para as aumentar)

O QUE LEVAR EM CONTA

Mas por que muitos casamentos estão fracassando? O casamento não supre uma necessidade humana? Creio que é porque existe hoje uma inversão de valores em todos os níveis. A mentalidade humana resiste aos princípios estabelecidos para reger o casamento.
Entretanto, se forem levados em conta alguns critérios na hora de fazer a escolha do companheiro, as chances de sucesso serão bem maiores.
Primeiramente, quanto menos diferença houver entre os dois, tanto melhor. Mesmo assim, é preciso lembrar que no casamento há necessidade de esforço de ambos, para se conseguir a felicidade através do ajustamento. Cada um cede um pouco de si, para o benefício dos dois. Só assim será possível chegar a um denominador comum.

Outras sugestões que eu daria são as seguintes:
- Busque um companheiro(a) que tenha os mesmos valores espirituais que você.
- Verifique se o pretendido(a) é trabalhador(a); se tem ideais e se está procurando alcançá-los.
- Observe se suas famílias se correspondem, mais ou menos, nos aspectos social e cultural.
- Arranje alguém cuja idade e cultura não sejam muito diferentes da sua.
- Não case sem terem, ambos, sua profissão e emprego definidos.
- Antes de casar, definam a questão dos filhos.

É difícil estabelecer critérios fixos para serem seguidos numa questão tão séria. Mas muitos danos revelam que aqueles que se casam mais velhos, com trabalho definido e uma escolha realizada mais com a razão do que com a emoção, têm relações matrimoniais mais gratificantes e sentem-se mais felizes do que aqueles que se casam muito cedo, com o preparo profissional ainda em curso e com problemas financeiros.
A felicidade a dois não vem por acaso!... É fruto de esforço, paciência e construção conjuntos.
Uma das chaves da felicidade conjugal é pensar mais no outro do que em si mesmo. Amar é doar-se. É servir ao outro. Amar é pensar um no outro e ambos em Deus.
O domínio-próprio, o respeito, as pequenas atenções e o cuidado com a aparência física são outros requisitos para a felicidade; são metas a ser percorridas diariamente por quem quer encontrar a felicidade e realização no casamento.

Ofélia W. Zielak, Professora de Psicologia em São Paulo, Brasil, in Revista DECISÃO (Para a Família Viver Melhor), Ano 89, Nº 10, Abril, 1989, Casa Publicadora Brasileira.


Garanto, e muitas mais pessoas, que continuam como N*a*m*o*r*a*d*o*s.
E tal como a Rute da Bíblia, também ela era uma estrangeira, completamente desconhecida. Só que com uma forte ligação ao seu/nosso Deus, e isso pode fazer toda a diferença...

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O AMOR NÃO É ISTO!
TOCA E FOGE

Dantes as pessoas encontravam-se, agora andam aos encontrões. Esta é uma das minhas frases preferidas. Há muitos anos que a utilizo para expressar, num misto de desencanto e perplexidade, a confusão que sempre me fez ver muita gente a usar o sexo como desporto, ou permuta por atenção e companhia. Mesmo assim, aquilo a que os americanos chamam sport sex é ainda a forma mais inofensiva de o praticar num contexto não amoroso.
Mas pôr as coisas de uma forma tão clara e fria não é para povos pseudo-românticos de sangue quente com tendência para a lamechice como nós, latinos de gema, que pomos os olhos em alvo com excessiva facilidade e somos capazes de chamar ‘meu amor’ a uma pessoa que, por mero acaso, vá parar à mesma cama.
Será verdade que os homens amam o que desejam e as mulheres desejam o que amam? Durante muito tempo pensei assim, mas agora já nada me parece tão linear. Os homens desejam sempre, só amam muito de vez em quando. As mulheres amam muitas vezes, e por isso deixam-se levar pelo desejo, que também é o desejo de serem amadas.
Começar qualquer tipo de relação pelo sexo tornou-se comum, vulgar, vulgarizando o que para as mulheres tem muitas vezes uma aura de único e especial. Mesmo as mulheres sexualmente mais liberais que conheço, sofrem com relações cuja essência não ultrapasse a sexual. O chamado one night stand é ideal para os homens mas muitas vezes penoso para as mulheres, porque, para elas, o depois é igualmente importante.
A grande questão é que uma pessoa nunca sabe se o entendimento alquímico que nasce de uma ligação que se estabelece sem que se possa controlar, se quebra na manhã seguinte ou não.
Muitas vezes, por mais absurdo que pareça, o sexo acaba por afastar as pessoas. Há um mal-estar inerente entre duas pessoas que se desejam loucamente mas que se conhecem mal. É como se de repente começassem a fazer cerimónia uma com a outra. Os homens nem sempre sabem o que sentem pela mulher com quem estiveram, ao passo que as mulheres raramente sentiram apenas desejo carnal, ficando na expectativa de ver o que acontece a seguir. Sabem também que os homens odeiam qualquer tipo de pressão, mas se se dá o caso de eles não voltarem a ligar, ficam de algum modo decepcionadas.
É que, por mais à vontade que uma mulher se sinta, se um homem não mostra qualquer interesse ou desejo de voltar a vê-la, há sempre uma sensação de abuso. Até porque há quem escolha viver dessa forma, mas, pelo menos, eles pagam no fim!
O toca-e-foge pode fazer bem à pele e matar a urgência do desejo, mas não estou tão certa que também seja benéfico para a alma.

Margarida Rebelo Pinto in Jornal SOL, 8 dezembro 2006

"É ISSO QUE O POVO QUER?..."

Com tantos Conhecimentos e Informações que temos ou podemos ter (a Bíblia está cheia deles) parece-me pouca Sabedoria... E. E.

domingo, 4 de janeiro de 2015


A HISTÓRIA DE WEIMAR INSTITUTE  -  NEWSTART  E  ELLEN G. WHITE

Situada nos contrafortes da cordilheira de Sierra Nevada, Weimar é uma pequena aldeia - pouco maior do que um alargamento na estrada - deitada transversalmente à Estrada Interestadual 80 da Califórnia, no sentido de Sacramento a Reno. Aninhada numa floresta de pinheiros, a 730 metros acima do nível do mar, é abençoada com sol e ar fresco em abundância, abaixo do limite das neves perpétuas e acima da neblina do vale.


Aqui, no "lugar perfeito", há um arrojado projeto de tratamento e educação da saúde. Em 1977, um grupo de médicos e educadores iniciaram tal projeto, inaugurando uma entidade educacional e de saúde a partir do modelo mundialmente famoso, o Sanatório e Colégio Battle Creek, de Michigan, apenas com algum destaque adicional. Denominando o projeto de Instituto Weimar, essas pessoas de visão estavam tornando um sonho em realidade: estava criado o Centro de Estilo de Vida NEWSTART.


- Veja em NEWSTART Lifestyle Program - Links 4LS -
http://newstart.com/#sthash.ihYjdzXJ.dpbs


O nome N E W S T A R T é uma espécie de sigla em idioma inglês, criado por um dos mais antigos hóspedes de Weimar. Refere-se aos 8 elementos básicos indispensáveis da vida e que são o fundamento da filosofia de saúde do Instituto Weimar:

N - Nutrition = Nutrição; E - Exercise = Exercício Físico; W - Water = Água; S - Sunlight = Luz do Sol; T - Temperance = Auto-controle; A - Air = Ar; R - Rest = Descanso; T - Trust = Confiança, Fé.

Estes elementos indispensáveis à manutenção de uma boa saúde, apropriadamente utilizados e integrados, também se tornam AGENTES DE CURA quando aplicados aos doentes.
O programa de Estilo de Vida do NEWSTART é realmente uma recuperação contemporânea dos princípios de um movimento de saúde que floresceu no século 19 quando a prática da medicina era mais empírica que racional. Rebelando-se contra os imitadores populares da prática racional, vários médicos iniciaram uma revolução médica chamada "Reforma da Saúde". John Harvey Kellogg foi provavelmente o mais brilhante e o mais conhecido dos reformadores da saúde na América. O afamado Sanatório (hospital) Battle Creek, que Kellogg fundou em Michigan em 1877, tornou-se um modelo para o mundo do tratamento da saúde no final do século 19 e começo do século 20.
Grandes e ilustres nomes daquela época abriram caminho nesta famosa instituição. Entre os hóspedes de Battle Creek incluíam-se pessoas como Henry Ford, John D. Rockefeller, Thomas Edison, Dr. Morris Fishbeinh (editor do jornal AMA), George Bernard Shaw, William Howard Taft, Ivan Pavlov, Clara Barton, e muitos outros.

Ellen G. White, uma educadora leiga de saúde e educação, autocontrole, do século 19, foi uma pessoa importante no sucesso desta renomada instituição. Ela não somente patrocinou o treinamento médico do Dr. Kellogg, mas também dividiu com ele os seus extraordinários critérios de tratamento de saúde e, conforme ele mesmo admitiu, ajudou-o a se manter 5 anos à frente da prática corrente da arte da medicina.
Mas o programa NEWSTART volta-se para muito antes do século 19. Ele reporta-se a um lugar bem antigo chamado Éden. Conforme o Génesis, o livro dos começos, Éden era um lugar onde a vida humana começou e onde os nossos primeiros pais foram criados pela mão de um Deus pessoal.
Éden abundava de ar fresco e sol, a água era fria e pura. Cuidar do jardim, nadar no rio e andar pelas maravilhosas colinas ajardinadas eram os exercícios físicos. Adão e Eva podiam descansar em seu lazer e provavelmente tinham 8 hores de sono noturno! Praticavam auto-controle.
Seus regimes alimentares consistiam de frutas, cereais, castanhas, vegetais e uma grande variedade de sementes. O último ingrediente deste perfeito ambiente era a confiança, a fé, e essa fé crescia sempre que eles se encontravam com seu Criador no silêncio da noite e mantinham conversas especiais com Ele todos os Sábados.
O elemento fé é coisa fora de moda, você diria... Talvez para alguns. Todavia, deixe-me assegurar-lhe que ninguém perde a sanidade exercitando a fé, porque Deus é a Suprema Realidade! Seja a restauração de um osso quebrado, a cicatrização de uma incisão cirúrgica, ou o intrincado trabalho do nosso sistema imunológico, toda a cura vem quando cooperamos com as leis de Deus. Qualquer processo de cura, que deixe Deus fora do nosso senso de realidade, frustrará a completa cura da pessoa. Por isso é que o NEWSTART termina com 'T' (de Trust = Confiança, Fé). (...)

      

Conferências médicas diárias mantêm os hóspedes informados sobre os porquês e sobre os motivos dos 'sim' e dos 'não'. A natureza e a causa de doenças do coração são discutidos em linguagem compreensível. Sintomas, diagnósticos e formas aceites de tratamento são explicadas. O corpo médico indica a base racional e científica para se obter bons resultados com mudanças específicas no estilo de vida. Estas conferências são o ponto alto do dia no Centro de Estilo de Vida NEWSTART e estabelecem credibilidade e confiança. (...)

Novidades excitantes são o que acontece com os utentes na medida do avanço do programa. Uma aproximação entre eles começa imediatamente. Amizade e camaradagem são estabelecidos em poucos dias. Os utentes entram como estranhos e saem, 19 dias depois, mais unidos que uma família. Muitos deles chegam de bengala, em cadeiras de rodas, ou amparados por alguém; vão-se embora andando de 10 a 15 Kms por dia, as necessidades de medicamentos reduzidas ou inteiramente eliminadas. (...)
Stan, um engenheiro eletrónico polonês, experimentou uma melhoria dramática na sua saúde. Com 65 anos de idade, Stan veio ao Centro de Estilo de Vida NEWSTART por causa de doença do coração, diabetes, hipertensão e artrite. Ele foi um dos meus primeiros doentes na minha nova função como médico do NEWSTART. Stan tinha sofrido uma cirurgia de ponte de safena ('by Pass') no ano anterior, mas os resultados foram fracos; ele ainda sentia dor no coração com mais de 10 passos. Na chegada ao NEWSTART, sua pressão arterial era de 240/120 com um ECG muito anormal. Seu açúcar no sangue era de 310 e ele estava tomando 100 unidades de insulina diariamente e 6 outros medicamentos por outros motivos.
Se alguém tinha motivo para ser estimulado a mudar seu estilo de vida, era Stan. Ele me disse: "Doutor, farei qualquer coisa que me disser". E fez! Com uma dieta alimentar de baixa gordura, fibrosa, e de 700 calorias e um programa de exercícios físicos supervisionados, ele começou a melhorar. Numa semana ele estava andando 1 Km e meio e tinha reduzido sua insulina a 25 unidades. Quando ele saiu do NEWSTART estava andando 10 Kms, sem qualquer dor no peito; seu açúcar no sangue era de 110, pressão arterial 110/65 e o colesterol tinha descido de 310 para 190. Não necessitava mais de insulina, medicação para pressão arterial ou coração.
Acompanhamos Stan a cada 3 meses, desde que ele saiu. No último relatório ele ainda andava 10 Kms, permanecia no regime alimentar e seu exame de sangue estava nos limites normais. Nenhuma medicação - nem mesmo insulina. Até sua artrite melhorava. A última vez que lhe telefonei, ele observou: "Sinto pena de quem não conhece o Weimar".
História inacreditável, sim! Mas pode-se contar centenas de histórias semelhantes. Nosso corpo de pesquisas estava entrevistando os mais de 1500 utentes que passaram pelo programa NEWSTART. Jornais médicos estavam ansiosos para que esse estudo revelasse a consistência e o valor do programa de saúde NEWSTART.
Mas cada instituição é mais do que edifícios e programas. O Instituto Weimar é mais do que um local geográfico filosófico. É gente! E gente é que faz ou desfaz qualquer organização.
Que espécie de gente faz do programa NEWSTART do Instituto Weimar um modelo para se mudar um estilo de vida?
Os funcionários e os profissionais do Colégio Weimar e do Centro de Estilo de Vida NEWSTART são profissionais competentes, bem treinados e especialistas em seus respectivos setores. Todos são experientes educadores sobre saúde e orientados no sentido da Medicina Preventiva. Todos são comprometidos com o trabalho que fazem - tanto que, por motivos práticos, eles são realmente 'voluntários', pagos com mínimos salários. Eles consideram seu trabalho uma missão, contribuindo para o espírito de uma instituição, cuja meta é representar exatamente o espírito de Deus de tal modo que ambos, estudantes e doentes, admirem e confiem Nele enquanto também recebem os benefícios de princípios científicos, combinados com uma fé curadoura.
De maneira singular, o Instituto Weimar é um catalisador de uma revolução avançada da saúde baseada em princípios antigos aplicados a uma vida de "alta-energia". (...)

DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL E A MENSAGEM DE SAÚDE, PROFÉTICA, DE ELLEN WHITE


A seguir, algumas entrevistas dos jornalistas Rubem M. Scheffel e César L. Pagani (publicadas em 1988 nas Revistas Adventista e Vida e Saúde, editadas pela CPB).

Jornalistas: Que temas o Doutor Sang Lee tem abordado em suas palestras?
Dr Lee: Estou dando ênfase especial à relação que existe entre a atitude ou condição mental como a alegria, a paz, esperança e o sistema imunológico, já que este é muito importante no desenvolvimento de cancro, alergias, artrite, tudo o mais. A mente e o corpo são um todo. Quando há uma situação alegre e esperançosa, a química cerebral se altera, libertando um tipo especial de hormonas chamadas endorfinas, que fortalecem o sistema imunológico, podendo inclusive eliminar células cancerosas. Quando estamos deprimidos, certas hormonas do cérebro enfraquecem o sistema imunológico.
A paz e a alegria resultantes da esperança, fé e confiança podem ser influenciadas por meio do exercício e nutrição. O exercício produz endorfinas. E o tipo certo de dieta também ajuda a produzir esse tipo particular de hormonas. O exercício afeta o problema de pressão sanguínea elevada, diabetes, e a condição emocional. Recentemente foi verificado que o exercício é um dos melhores meios de tratar pessoas deprimidas. A luz solar também é muito importante. Ela atinge os nossos olhos e estimula a produção de uma hormona chamada serotonina, que decididamente previne a depressão. Além disso, a luz solar reduz o nível de colesterol transformando-o em vitamina D, reduz a pressão sanguínea, e reduz o nível de açúcar no sangue. Esses remédios naturais são ótimos para o ser humano. A Medicina moderna, porém, está separando o homem da natureza, e sujeitando-o a quimioterápicos de fabricação humana. Por isso estamos falhando na área da saúde.


Jornalistas: Como o doutor conheceu a Mensagem de Saúde Adventista?
Dr Lee: Ao tornar-me alergologista, verifiquei que a doença alérgica está intimamente relacionada com o sistema imunológico, que é constituído pelos glóbulos brancos do sangue. Há muitos tipos de glóbulos brancos, mas os linfócitos T estão entre os mais importantes. Quando a pessoa tem um sistema imunológico muito forte, o seu corpo nunca tem alergia. Mas quando o sistema imunológico fica muito fraco, o corpo passa a se proteger muito. E reage fortemente contra o pó, pólens no ar, certos alimentos, etc. Não havendo debilidade nas defesas, o organismo dá conta da situação. Então descobri que, se o sistema imunológico não for fortalecido, não se pode jamais curar a doença.
E como fortalecer o sistema imunológico? Antes de responder esta pergunta queremos salientar que certas emoções causam debilidade aos linfócitos T. Entre estas estão a IRA, o DESESPERO, e a DEPRESSÃO. Quando o organismo fica com raiva, por exemplo, o seu organismo produz o tipo errado de hormona, que é a adrenalina. Essa hormona sempre enfraquece os linfócitos T. Observou-se também que indivíduos que perdem o emprego ficam com o sistema imunológico enfraquecido, e as pessoas que perdem o cônjuge desenvolvem cancro com muito mais facilidade.
Pode-se ver portanto, que o corpo e a mente são um todo inseparável. Não se pode ter um corpo sadio com uma mente irada ou deprimida. É preciso ter Paz, Alegria, Amor. Então as defesas do corpo também poderão se manter sadias. Se você se alimenta direito e faz exercícios, isto afeta a sua mente. Ao descobrir estes princípios, comecei a praticá-los, e tive resultados muito positivos.
Um dia tive um paciente - um garoto de 5 anos - cujo pai era Pastor Adventista. Eu disse ao pai o que o menino deveria comer, pois certos alimentos são prejudiciais para a asma e para os linfócitos T. E um dos piores é o queijo, porque é um laticínio elaborado através da proliferação de bactérias e fungos, e gera muitos sub-produtos químicos venenosos. Ao ouvir isto, o Pastor me disse: "Sabe, doutor, isso é exactamente o que a nossa Igreja ensina."

Perguntei que Igreja era essa, e então ouvi falar pela primeira vez na Igreja Adventista do Sétimo Dia. O Pastor deu-me um livro intitulado Conselhos Sobre o Regime Alimentar, o qual li. Fiquei assombrado, porque como alergologista eu já tinha conhecimento desses fatos, já que foram os alergologistas que descobriram que o queijo é um dos piores alimentos para as alergias. Então li essa mensagem, escrita mais de 100 anos atrás, pela autora Ellen White, de quem eu jamais ouvira falar.

Isto me deu maior confiança em Deus, e fez com que eu me tornasse adventista. Portanto, vim para esta Igreja através da sua Mensagem de Saúde.

Então comecei a estudar mais, com afinco. Fui para a biblioteca da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, e pesquisei tudo o que pude a fim de verificar por que os princípios de Deus são certos. E estou planejando publicar um trabalho provando cientificamente todas as declarações de Ellen White de há mais de 100 anos sobre saúde.
Jornalistas: Quantos pontos o senhor já comprovou através da pesquisa científica?
Dr Lee: Posso provar mais ou menos 99% da mensagem de saúde de Ellen White. Muita gente não conhece isto. Ellen White diz, por exemplo, que nos hospitais, o melhor lugar para os doentes é do lado de fora, no jardim. Ela diz que as árvores produzem substâncias que promovem a saúde. Isto já está comprovado, mas ainda não nos aprofundamos nestes fatos.
Cada sábado vou a diferentes Igrejas Adventistas nos Estados Unidos, realizando seminários e apresentando estas novas descobertas, que confirmam a veracidade da nossa mensagem.


Jornalistas: Como motivar os viciados a abandonarem o fumo, álcool ou drogas?
Dr Lee: Todas as drogas enfraquecem os linfócitos T e os destroem. Elas paralisam o cérebro. O uso de muita cocaína faz a produção de adrenalina aumentar. Consequentemente, os linfócitos T enfraquecem. A pessoa se torna instável e necessita de maior quantidade de cocaína. E a situação vai piorando rapidamente.
A única solução é, em 1º lugar, ensinar-lhes a justificação pela fé, mesmo que se trate de um viciado em cocaína. Precisamos dizer-lhe: "Jesus o ama, e quer salvá-lo!" Somente depois é que deverão pensar em seguir nossa mensagem de saúde. Não devemos dizer: "Você tem de abandonar a cocaína e ir a Jesus", mas sim: "Deus o ama, apesar de você usar cocaína." Devemos primeiro dar-lhe boa motivação, com alegria. A má motivação nunca funciona. Muitas vezes o Plano Para Deixar de Fumar em 5 Dias apresenta a má motivação: o medo. É por isso que, apesar do aparente sucesso imediato, a grande maioria volta a fumar. (...)


Jornalistas: A Rede CBS de Televisão nos Estados Unidos noticiou recentemente que pesquisas na Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, demonstraram que 3 doentes de SIDA tiveram seus testes positivos transformados em negativos, depois de 7 anos. Isso se deve ao fato de seus linfócitos T se haverem tornado mais fortes. O vírus da SIDA foi varrido do organismo. É possível que o programa de NEWSTART seja a única maneira de vencer a SIDA? Se o vírus não provocar a doença ele morre após algum tempo de circulação pelo corpo?
Dr Lee: O vírus só morre se os linfócitos T forem fortes, caso contrário, ele se multiplica constantemente, destruindo as defesas. A vitória genuína é tornar-se tão forte, construir um sistema imunológico tão resistente, que você se sinta protegido mesmo andando entre pacientes infectados.

Jornalistas: É possível viver neste mundo poluído sem ter qualquer tipo de doença?
Dr Lee: Embora tenhamos hoje uma vitalidade inferior em relação aos nossos antepassados, isto ainda é possível, se tivermos herdado um sistema imunológico relativamente saudável de nossos pais. E mesmo que tenhamos herdado um sistema imunológico mais fraco veja o que aconteceu comigo, por exemplo: abusei do meu corpo durante 38 anos. Eu sofria de artrite, asma, dor de cabeça, sinusite, colite, diarreia, dor nos músculos. Mas depois de 3 anos isso tudo desapareceu completamente. Também vi muitos pacientes no programa NEWSTART ficarem sadios. Até mesmo uma senhora de 70 anos, que não podia andar, está agora escalando montanhas de 3.000 metros de altura. Creio que Deus nos deu tanta vitalidade, que podemos viver com saúde neste mundo, uma vez que não arranjemos problemas deliberadamente.

Jornalistas: Se tivéssemos um perfeito sistema imunológico poderíamos retardar o processo de envelhecimento?
Dr Lee: O sistema imunológico e a alegria estão intimamente relacionados com o processo de envelhecimento. Sabemos que o cérebro possui dois hemisférios diferentes: o esquerdo e o direito. O hemisfério esquerdo contém a parte lógica, e o outro é intuitivo: é o lado emotivo, aprecia música, etc.
Quando não se usa o hemisfério direito, o sistema imunológico enfraquece. Mesmo entre os cristãos, há um 'cérebro esquerdo cristão'... Eles apenas conhecem a doutrina e a lei... não possuem o espírito do hemisfério direito. Não dão lugar aos sentimentos e emoções. Querem apenas saber o que é certo e o que é errado, lícito ou ilícito. Então o processo de envelhecimento se acelera...

Por Isso Jesus Disse Que Deveríamos Ser Semelhantes A Crianças. Porque As Crianças Têm Imaginação!

"As Pessoas Apaixonadas Por DEUS, Nunca Envelhecem!" - Miguel Ângelo


Mais alguns dos muiiiiiiitos Livros, Cartas, Artigos, Folhetos, etc, que Ellen G. White escreveu, apaixonantes e inspiradores da primeira à ùltima página!


Dr. Sang Lee, médico especialista em Imunologia/Alergologia e Medicina Interna in Liberte-se. Pode completar com "NEW START, o que é?" em Meditação para a Saúde, Links 1R, 11.02.2012.

Centro de Pesquisas Ellen White - http://centrowhite.org.br/ (leia mais em Leituras para a Vida, Links 1R - 4 de janeiro de 2015)

domingo, 21 de dezembro de 2014

O  MAIOR  PRESENTE
Que  a  Humanidade  Recebeu




A RAZÃO PELA QUAL A SUA VIDA ETERNA DEPENDE DE JESUS

Será o Cristianismo Arrogante ao Afirmar Ser o Único Caminho Para o Céu?
Ou Será Realmente o Garante da Vida Eterna?

Ao longo dos últimos dois mil anos, as pessoas têm discutido acerca da importância de Jesus de Nazaré.
Para alguns, ele não é mais do que um revolucionário social, que morreu por causa das Suas ideias. Para outros, Jesus é, simplesmente, um líder religioso na mesma categoria de Maomé ou de Buda. Para muitos, Jesus não passa de um herói de um conto de fadas cristão.
Não é de surpreender que, hoje em dia, as pessoas tenham ideias tão díspares acerca do Mestre da Galileia. Já quando Ele vivia na Terra, os homens e mulheres tinham posições divergentes sobre Ele por isso podemos imaginar a enorme variedade de opiniões que existe, hoje, acerca d'Ele, agora que já não está entre nós em forma visível.
Certa vez, Jesus perguntou aos Seus discípulos mais chegados:
"Quem dizem os homens ser o Filho do homem?"
Eles responderam: "Uns dizem que és João Baptista; outros, que és Elias, e outros ainda, Jeremias ou um dos profetas."
Em seguida, Jesus fez-lhes uma pergunta mais pessoal: "E vocês? Quem dizem vocês que Eu sou?"
É então que Pedro faz a sua notável declaração: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."1

Quem era Jesus? Precisamos de compreender quem Ele era, porque a nossa salvação eterna depende da correta compreensão da Sua identidade.


DEUS EM CARNE HUMANA

O 1º versículo do evangelho de João diz-nos: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." Depois, João acrescenta: "O Verbo Se fez carne e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade."2

Para nos salvar, Jesus tinha de ser completamente divino, completamente humano e completamente santo. Vejamos as razões para isso:

A Bíblia diz-nos que todos os seres humanos pecaram e estão condenados à morte. "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus"3, afirma Paulo na sua epístola, e depois acrescenta: "O salário do pecado é a morte."4
No Jardim do Éden, vemos o Deus Criador a partilhar a Sua vida com os seres humanos. A vida não pertencia a Adão e Eva. Eles eram apenas administradores da vida que Deus lhes tinha confiado. A sua vida seria uma vida de dependência. Dependência de quê? Dependência da sua fidelidade ao Deus da vida. Eles deviam revelar a sua fidelidade através da obediência à ordem divina de não tocarem na árvore da ciência do bem e do mal.
Deus estabeleceu este princípio: obediência é vida; desobediência é morte. Infelizmente, Adão e Eva desobedeceram - e a morte foi a consequência natural.
- Lúcifer, o inimigo, observava para ver o que Deus faria relativamente ao destino de Adão e Eva. Se Deus lhes perdoasse, o inimigo acusaria: 'A Tua palavra não tem valor, porque ignoras o princípio, feito por Ti mesmo, de que a desobediência provoca a morte.'
- Por outro lado, se Deus deixasse Adão e Eva sofrerem as consequências da sua desobediência, o inimigo tinha outra acusação preparada: 'Deus, Tu não és justo. Deste a esses pobres seres humanos uma lei que eles não podiam obedecer. Vais deixá-los morrer só porque comeram o fruto da árvore proibida?'

Está a ver o dilema divino? De que modo poderia Deus salvar os seres humanos sem dar razão às acusações do inimigo? E a situação envolvia muito mais do que as acusações de um rebelde. Envolvia todo o Universo. Lúcifer tinha acusado Deus de ser injusto, e um terço dos anjos tinha-se colocado do seu lado.5 Todos os seres celestes estavam ansiosos e na expectativa. Dar-se-ia o caso de Lúcifer ter razão e Deus estar errado? Por isso, a forma de Deus lidar com Adão e Eva depois da sua desobediência era um assunto que importava a todo o Universo. Como é que eles poderiam ser salvos da sentença de morte? Quem poderia ser o seu Salvador?


QUALIDADES DE UM SALVADOR EFICAZ

Ser Completamente Divino - era a 1ª qualidade que um Salvador deveria ter.

Deveria ter vida em Si mesmo. Deveria ser o Senhor da vida, de maneira a poder dar vida a outros. Os seres criados não são uma fonte de vida, mas recebem-na somente do Criador. Uma vez que os anjos e os seres humanos são seres criados, não podem ser salvadores.

Ser Completamente Humano - mas sem pecado, era a 2ª qualidade do Salvador.

O pecado tinha aberto uma brecha entre Deus e o homem. Lembre-se de que, antes do pecado, Adão e Eva podiam comunicar com Deus face a face. Depois da sua desobediência, Adão e Eva esconderam-se de Deus. "E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim."6
Era necessário que Deus Se tornasse humano, que Ele pusesse de lado a Sua divindade, para que pudesse alcançar a humanidade. O apóstolo João descreve isso da maneira seguinte: "O Verbo Se fez carne e habitou entre nós."7
O Salvador do mundo tinha que ser humano e sem pecado, para poder passar o teste que Adão falhou e demonstrar que a obediência é possível. Então, o inimigo já não teria mais bases para acusar Deus de injustiça ou para argumentar que Deus não compreendia os seres humanos.
Este é um dos aspectos do amor de Jesus que nos dá mais segurança. Não há nada que possamos sentir ou viver com que Ele não Se possa identificar. Ele colocou-Se a Si mesmo no nosso lugar: por vezes, sentiu-Se rejeitado, incompreendido e traído. Na cruz do Calvário, Jesus exclamou: "Deus meu, Deus meu, porque Me desamparaste?"8 Deus não O tinha abandonado, mas a humanidade de Jesus impedia que Ele visse a presença do Pai no meio das negras nuvens de dor, de angústia e solidão. Por isso, Ele pode entender quando, no momento de maior sofrimento, por vezes chegamos a acusá-l'O de nos abandonar.
O autor de Hebreus afirma que agora podemos ir a Jesus sem temor: "Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas, porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, com confiança, ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno."9

Jesus Compreende-nos! Como Poderia Ele Não Nos Entender, Depois De Ter Vivido Entre Nós, Plenamente Humano?

Se, nalgum momento, se sentiu traído e abandonado pelos seus melhores amigos, lembre-se de Jesus, sozinho no Calvário. Os Seus melhores amigos, as pessoas em quem Ele mais confiava, tinham fugido. Se alguma vez sentir que as pessoas se estão a aproveitar de si, que o mundo inteiro olha para si, mas só à espera de receber alguma coisa, então pense em Jesus que, depois de realizar o milagre dos pães e dos peixes, foi seguido por uma multidão. Mas, quando deixou de multiplicar o pão e o peixe, foi abandonado. Não acha que Ele o pode entender?


O SEGREDO DA VITÓRIA

Já experimentou a vitória na sua vida? Por vezes, as pessoas dizem-me: "Não importa o quanto eu use a minha força de vontade, sou vencido pelo inimigo. É impossível viver a vida cristã que a Bíblia ensina."
Felizmente, a vitória é possível! Mas não será conseguida por esforço humano. Antes de Jesus voltar para o Céu, avisou os Seus discípulos: "Estai em Mim e Eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em Mim, e Eu nele, esse dá muito fruto; porque, sem Mim, nada podeis fazer."10
Esse é o segredo: Sem Jesus nada podemos fazer. Paulo afirma essa mesma verdade de maneira diferente: "Tudo posso n'Aquele que me fortalece."11

Que Maravilhoso É Saber Que Jesus É Um Salvador Que Nos Compreende
E Que Nos Pode Dar A Vitória.

***  JESUS  DE  NAZARÉ  ***


Referências:
1 - Mateus 16:13-16; 2 - João 1:1, 14; 3 - Romanos 3:23; 4 - Romanos 6:23; 5 - Apocalipse 12:3, 4, 9; 6 - Génesis 3:8, 9; 7 - João 1:14; 8 - Mateus 27:46; 9 - Hebreus 4:15, 16; 10 - João 15:4, 5; 11 - Filipenses 4:13.

Alejandro Bullón (Ministério Bullón, 1R) in Sinais dos Tempos, 3º Trim. 2006.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

1 - Factos a Considerar Acerca do Vinho no
NOVO TESTAMENTO


Muitos cristãos sinceros crêem que nada está intrinsecamente mal no uso moderado de bebidas alcoólicas. Afinal, dizem eles, Cristo fez vinho fermentado nas bodas de Caná; aprovou o álcool na parábola do vinho novo em odres novos; admitiu que usava álcool ao descrever o seu estilo de vida («come e bebe»); e ordenou o seu uso até ao fim do tempo quando instituiu o cálix da Ceia do Senhor. Sem rodeios, estes cristãos sentem que: «se Jesus bebia vinho, também eu o posso beber»!
Dado que o exemplo e os ensinos de Jesus são normativos para a crença e a prática cristãs, examinemos brevemente estes episódios e ensinos de Jesus relacionados com o vinho.


AS BODAS DE CANÁ

O «vinho bom» que Jesus fez em Caná (João 2:10) era «bom» devido ao elevado teor alcoólico? Muitos cristãos assim o crêem, baseados em 3 pressupostos:
1º - Supõem que os judeus não sabiam como impedir que o sumo de uva fermentasse naturalmente com o tempo. Dado que as bodas ocorreram logo antes da festa da Páscoa (ver João 2:13), isto é, 6 meses depois das vindimas, concluem que o vinho usado em Caná deve ter sido fermentado.
2º - Supõem que quando o mestre-sala descreveu o vinho provido por Jesus como o «melhor» (João 2:10, NIV), ele se refere a um vinho alcoólico de alta qualidade.
3º - Supõem que quando o mestre-sala fala de convivas que «já têm bebido bem» (João 2:10), quer dizer que estavam intoxicados por um uso excessivo de um vinho fermentado.
Consequentemente, argumenta-se, o vinho que Jesus fez deve ter sido fermentado.

Examinemos cada uma destas três suposições:

A - Sabia-se no tempo de Jesus como impedir que o sumo de uva fermentasse? Testemunhos do mundo romano do tempo do Novo Testamento descrevem vários métodos para preservar o sumo de uva. Na realidade, a preservação do sumo de uva não fermentado era sob alguns aspectos um processo mais simples do que a preservação do vinho fermentado. Assim, não há necessidade de supor que o «vinho» usado nas bodas de Caná tinha de ser fermentado pela simples razão de as bodas ocorrerem perto da época da Páscoa, alguns meses depois das vindimas. O sumo de uva podia ser conservado sem fermentar durante todo o ano.

B - A 2ª suposição é baseada no gosto dos bebedores do século 20 que definem o vinho como sendo «bom» em proporção do seu teor alcoólico. Mas isso não era necessariamente verdade no mundo romano do Novo Testamento em que os melhores vinhos eram aqueles cuja potência alcoólica tinha sido removida por meio de fervura ou filtragem. Plínio, por exemplo, diz que «os vinhos são utilíssimos quando toda a sua potência foi removida pela filtragem». 1
Semelhantemente, Plutarco afirma que o vinho é «muito mais agradável para beber» quando «nem inflama o cérebro nem infesta a mente ou as paixões» 2 porque a sua força foi removida por meio de frequente filtragem.
O Talmud proíbe beber álcool ao som de instrumentos musicais em ocasiões festivas como as bodas. 3 Esta proibição é confirmada pelo testemunho ulterior dos rabis. Por exemplo, S. M. Isaac, um eminente rabi do século 19 e editor de The Jewish Messenger, diz: «Os Judeus, nas suas festas de carácter sagrado, incluindo a festa de casamento, nunca usam espécie alguma de bebidas fermentadas. Nas suas oblações e libações, tanto privadas como públicas, empregam o fruto da vide – isto é, uvas maduras, sumo de uva não fermentado, e passas de uva, como símbolo de bênção. A fermentação para eles é sempre um símbolo de corrupção». 4 Embora as fontes judaicas não sejam unânimes sobre a espécie de vinho que deve ser usado nas festas sagradas, a afirmação do rabi Isaac indica que alguns Judeus recusavam permitir vinho fermentado nas festas de casamento.

C - Os que crêem que as palavras «quando já têm bebido bem» (João 2:10) indicam que os hóspedes das bodas estavam intoxicados e que assim o «bom vinho» fornecido por Cristo deve também ter sido intoxicante, interpretam e aplicam mal o comentário do mestre-sala – e passam por alto o uso mais amplo do verbo. O comentário não se refere especificamente aos participantes das bodas de Caná, mas à prática geral entre os que dirigem festas: «Todo o homem põe primeiro o vinho bom; e quando já têm bebido bem, então o inferior» (João 2:10). Esta observação refere-se ao costume de um mestre-sala alugado e não ao estado de intoxicação de um grupo particular.
O verbo grego, methusco, traduzido nalgumas versões por embriagar-se pode também significar «beber bem», «beber à vontade», sem qualquer implicação de intoxicação. No Theological Dictionary of the New Testament, Herbert Preisker observa que «methuskomai é usado sem qualquer conotação ética ou religiosa em João 2:10 em relação com a regra de que o vinho inferior é servido apenas quando os hóspedes já têm bebido bem». 5
A expressão «têm bebido bem», em João 2:10, é usada no sentido de saciedade. Refere-se simplesmente à grande quantidade de vinho consumido num banquete, sem qualquer referência aos seus efeitos intoxicantes.

Os que insistem que o vinho usado nas bodas era alcoólico e que Jesus também forneceu uma grande quantidade de vinho intoxicante, são levados à conclusão de que Ele assim fez para que os que participavam nas bodas pudessem continuar a satisfazer o seu desregrado apetite. Não destruiria isso a integridade moral do carácter de Cristo?
A coerência moral exige que Cristo não podia ter miraculosamente produzido cerca de 500 litros de vinho intoxicante para ser usado por homens, mulheres e crianças reunidos nas bodas sem se tornar moralmente responsável pela sua intoxicação?


O que Cristo produziu foi sumo de uva fresco, não fermentado. O próprio adjectivo que João usa para o descrever, kalos, denota o que é moralmente excelente, em vez de agathos, que significa simplesmente bom.
6


VINHO NOVO EM ODRES NOVOS

Os que crêem num uso moderado de álcool aduzem a declaração de Cristo de que «o vinho novo deve deitar-se em odres novos» (Lucas 5:38; Mateus 9:17; Marcos 2:22). «Vinho novo», dizem eles que deve denotar vinho recentemente prensado mas já num estado de fermentação activa. Jesus disse que esse vinho só podia ser posto em odres novos porque odres velhos romper-se-iam sob tal pressão.
Esta interpretação popular está baseada na imaginação, mas não nos factos. Os que estão familiarizados com a pressão causada pela fermentação produtora de gás sabem que nenhum recipiente, quer de pele quer de vidro pode resistir à pressão do vinho novo em fermentação. Como observa Alexander B. Bruce, «Jesus não estava a pensar de maneira alguma em vinho fermentado, intoxicante, mas em mosto, uma bebida não intoxicante, que podia ser conservado com segurança em odres novos, mas não em odres velhos que já tinham contido vinho ordinário, porque as partículas de matéria albuminóide aderentes ao odre causariam fermentação e desenvolveriam gás com uma enorme pressão». 7
O único «vinho novo» que podia ser armazenado em odres novos era o mosto depois de ter sido filtrado ou fervido. Columella, o célebre agriculturista romano contemporâneo dos apóstolos, confirma que «uma ânfora de vinho novo» era usada para conservar mosto recente num estado não fermentado: «Para que o mosto possa permanecer sempre doce como se fosse recente fazei assim: Antes de o bagaço ser espremido, tomai da tina algum mosto do mais fresco possível e ponde-o numa ânfora nova (amphoram novam) de vinho, e em seguida pintai-a toscamente e cobri-a cuidadosamente com pez, para que assim nenhuma água seja capaz de penetrar». 8

Esta interpretação é ainda confirmada pelo sentido simbólico das palavras de Cristo. A imagem do vinho novo em odres novos é uma parábola da regeneração Como Ernest Gordon explica, «os odres velhos, com as suas borras alcoólicas, representavam a natureza corrupta dos fariseus. O vinho novo do evangelho não podia ser posto neles. Eles o fermentariam. 'Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento.' Os últimos pela sua conversão tornavam-se novos vasos, capazes de reter o novo vinho sem o estragar (Marcos 2:15-17, 22). Assim, comparando o vinho intoxicante com o fariseísmo degenerado, Cristo claramente deixou entender qual era a Sua opinião acerca do vinho intoxicante». 9
Gordon continua: «Será bom notar como nesta ilustração casual, Ele (Cristo) identifica inteiramente o vinho, com o vinho não fermentado. Nenhum reconhecimento é dado ao vinho fermentado. Podia ser posto em qualquer espécie de odre, por mais desprezível e corrompível que fosse. Mas o vinho novo é como pano novo que é bom demais para ser usado como remendos. É algo de puro e saudável, requerendo um recipiente limpo.
A maneira natural como esta ilustração é usada sugere pelo menos uma compreensão geral e corrente por parte dos Seus ouvintes judeus de que o verdadeiro fruto da vide, o bom vinho, não era fermentado». 10


ERA JESUS UM COMILÃO E BEBEDOR DE VINHO?

Respondendo a acusações dos dirigentes religiosos do Seu tempo, Jesus disse: «Veio João Baptista, que não comia nem bebia vinho, e dizeis: Tem demónio; veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho» (Lucas 7:33, 34). Alguns crêem que a descrição feita por Jesus do Seu estilo de vida como «comendo e bebendo» significa que Ele abertamente admitia que usava vinho alcoólico. Além disso, argumenta-se, Jesus deve ter bebido vinho alcoólico para os Seus críticos O acusarem de ser um «bebedor de vinho».
Esta interpretação ignora várias considerações importantes. Jesus usou idiomaticamente a frase «que come e bebe» para descrever a diferença entre o Seu estilo de vida social e o de João Baptista. Veio João, que «não comia pão nem bebia vinho», mas de Si próprio, Ele simplesmente disse: «Veio o Filho do homem, que come e bebe». Se Jesus tivesse desejado tornar claro que, ao contrário de João Baptista, ele era um bebedor de vinho, podia ter repetido a palavra vinho para ênfase e clareza.

Inferir que Jesus deve ter bebido vinho por os Seus críticos O acusarem de ser um «bebedor de vinho» significa aceitar como verdade a palavra dos Seus inimigos. Em duas outras ocasiões os críticos acusaram Jesus, dizendo: Tens demónio» (João 7:20; 8:48). Se cremos que Jesus deve ter bebido vinho alcoólico pelo facto de os Seus críticos O acusarem de ser um bebedor de vinho, devemos também crer que Ele tinha um espírito mau pelo facto de os Seus críticos O terem acusado de ter demónio. O absurdo de tal maneira de pensar mostra que o usar acusações de críticos não é uma base segura para definir ensinos bíblicos. Os resultados da vida de abnegação de Jesus falam por si mesmos.







O VINHO DA COMUNHÃO

Na Última Ceia, Cristo não só usou «vinho», mas mandou mesmo que ele fosse usado até ao fim do tempo, como memorial do Seu sangue redentor (ver Mateus 26:28, 29: Marcos 14:24, 25). Muitos crêem que o vinho usado na Última Ceia era alcoólico por 2 razões principais: (1) – a frase «fruto da vide» era alegadamente o equivalente funcional de vinho fermentado, e (2) - supõe-se que os Judeus usavam apenas vinho fermentado na Páscoa.
Estas crenças são desacreditadas por diversas considerações importantes.

A linguagem da Última Ceia é significativa. Em todos os 3 evangelhos sinópticos Jesus chama ao conteúdo do copo «o fruto da vide» (Mateus 26:29; Marcos 14:25; Lucas 22:18). A palavra «fruto», gennema, denota o que é produzido num estado natural, exactamente como é colhido. O vinho fermentado não é o «fruto da vide» natural mas o fruto não natural de fermentação e alteração. O historiador judeu Josefo, que era contemporâneo dos apóstolos, explicitamente chama aos 3 cachos espremidos numa taça pelo copeiro-mor de Faraó «o fruto da vide». 11 Vemos pois que a frase era usada para designar o suave e doce sumo da uva.
Se o copo na Última Ceia contivesse vinho alcoólico, dificilmente podia ter Cristo dito: «Bebei dele todos» (Mateus 26:27; cf. Marcos 14:23; Lucas 22:17), especialmente tendo em vista que um típico copo de vinho da Páscoa não continha apenas uma amostra, mas cerca de 4 decilitros 12. Cristo dificilmente podia ter mandado a «todos» os Seus discípulos ao longo dos séculos que bebessem do copo se ele continha vinho alcoólico. Há alguns para quem o álcool sob qualquer forma é prejudicial. Jovens, crianças que participam na mesa do Senhor não deviam certamente tocar em vinho. Há pessoas para quem o simples gosto ou cheiro do álcool desperta nelas o desejo ardente de álcool.
Podia Cristo, que nos ensinou a orar «não nos induzas à tentação», ter feito da Sua mesa comemorativa um lugar de irresistível tentação para alguns e de perigo para outros? O vinho da Ceia do Senhor nunca pode ser tomado livre e festivamente sempre que seja alcoólico e intoxicante.

A lei mosaica fornece outra prova em favor da natureza não fermentada do vinho da comunhão. A lei prescrevia durante a festa da Páscoa a exclusão de tudo quanto fosse fermentado (ver Êxodo 12:15; 13:6,7). O fermento, para Cristo, representava natureza e ensinos corruptos (ver Mateus 16:6). A coerência e beleza do copo como símbolo do Seu sangue derramado não pode ser adequadamente representada por vinho fermentado, que simboliza na Escritura a depravidade humana e a indignação divina.
Podemos conceber Cristo curvando-Se para abençoar em grata oração um copo contendo vinho alcoólico para o qual somos aconselhados nas Escrituras a nem sequer olhar (ver Provérbios 23:31)? Um copo que intoxica é um copo de maldição e não «o copo de bênção» (1 Coríntios 10:16); é o «copo de demónios» e não o «copo do Senhor» (1 Coríntios 10:21); é um copo que não pode adequadamente simbolizar o incorruptível e «precioso sangue de Cristo» (1 Pedro 1:18, 19). É pois razoável crer que o copo que Ele «abençoou» e deu aos Seus discípulos não continha qualquer coisa fermentada, proibida pela Escritura.

O testemunho histórico, tanto judeu como cristão apoia o uso do vinho não fermentado na Páscoa e na Ceia do Senhor. Luís Ginzberg (1873-1941), durante quase 40 anos presidente do departamento de Estudos Talmúdicos e Rabínicos no Seminário Teológico Judaico da América, apresenta uma análise exaustiva de referências talmúdicas ao uso do vinho nas cerimónias religiosas judaicas. Ele conclui a sua investigação dizendo: «Temos assim provado com base nas principais passagens tanto do Talmud Babilónico como do de Jerusalém que vinho não fermentado pode ser usado lekatehillah (opcionalmente) para o kiddush (a consagração de uma festa por um copo de vinho) e outras cerimónias religiosas fora do templo. 13
A conclusão de Ginzberg é confirmada por The Jewish Encyclopedia. Comentando a Última Ceia, diz: «Parece que na noite de 5ª feira na última semana da Sua vida, Jesus com os Seus discípulos entrou em Jerusalém para comer com eles a refeição da Páscoa na cidade sagrada; se assim foi, a hóstia e o vinho da missa ou o serviço da comunhão, então instituído por Ele como um memorial, devia ser o pão não fermentado e o vinho não fermentado do serviço Seder (ceia pascal)». 14
Assim parece razoável concluir que «o fruto da vide»’ que Jesus mandou usar como memorial do Seu sangue redentor não era fermentado. Nas Escrituras, a fermentação representa corrupção humana e indignação divina, mas o puro e não fermentado sumo da uva seria um adequado emblema do imaculado sangue de Cristo derramado para a remissão dos nossos pecados.

CONCLUSÃO

A pretensão de que Cristo usou e sancionou o uso de bebidas alcoólicas não tem pois razão de ser. A evidência da Escritura, da história e da linguagem indica que Jesus Se absteve de todas as substâncias intoxicantes e não sancionou o uso delas pelos Seus seguidores.

Samuele Bacchiocchi, professor de História Eclesiástica e de Teologia na Andrews University, Berrien Springs, Michigan, EUA in Revista Sinais dos Tempos, nº 37, 1991.
(Leia a parte 2 deste artigo em Leituras para a Vida, Links 1R, 24.11.2014)





REFERÊNCIAS:

1. Plínio, História Natural 23, 24, tra. ingl. de W.H.S.Jones, The Loeb Classical Library (Cmabridge, Massachusetts, 1961); 2. Plutarco, Symposiac 8,7; 3. Ver Sotah 48ª; também Mishna Sotah 9.11; 4. Citado em William Paton, Bible Wines: Laws of Fermentation (Oaklahoma City, s.d.), pág. 83; 5. Theological Dictionary of the New Testament, s. v. «Methe, methuo, methuskoni»; 6. «Deve observar-se», nota Leon C. Field, «que o adjectivo para descrever o vinho feito por Cristo, não é agathos, bom, simplesmente, mas Kalos, o que é moralmente excelente ou conveniente». (Oinos: A Discussion of the Bible Wine Question, New York, 1883, pág. 57); 7. Alexander Balman Bruce, «The Synoptic Gospels», in The Expositor's Greek Testament (Grand Rapids, 1956), pág. 500; 8. Columella, Sobre a Agricultura 12, 29; 9. Ernest Gordon, Christ, the Apostles, and Wine. na Exegetical Study (Philadelphia, 1947), pág. 20; 10. Ibid., pág. 21; 11. Josefo, Antiguidades dos Judeus 2, 5, 2; 12. Segundo J. B. Lighfoot, cada um dos quatro copos da Páscoa continha «não menos doq eu a quarta parte de um quarto de um hin, além da água misturada com ele» (The Temple servisse and the Prospect of the Temple, London, 1833, pág. 151). Um hin continha doze pints ingleses (pint = 0,568 l) de maneira que os quatro copos correspondiam a três quartos de um pint cada um; 13. Louis Ginzberg, «A Response to the Question Whether Unfermented Wine May Be Used in Jewish Ceremonies», American Jewish Year Book 1923, pág. 414; 14. The Jewish Encyclopedia, ed. de 1904, s.v. «Jesus».

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O  Século  Mais  Sanguinolento  da  História


("Num discurso na ONU, o primeiro-ministro de Israel afirma que 'as profecias bíblicas estão se cumprindo nos nossos dias.'" Dan Martins em 6 de outubro de 2013 in Gnoticias - Home Capa, Internacional.)

Imaginamos ter entrado num período de paz, mas as guerras não cessam, escreve o vice-almirante Gene LaRocque, director do Centro para Informação de Defesa, num instituto de pesquisa com sede em Washington, D. C., nos Estados Unidos. 35 milhões de pessoas já morreram como resultado de guerras desde 1945. Segundo esse instituto, o número de pessoas que morreram em hostilidades desde a Segunda Guerra Mundial é igual ao número de mortos durante aquela que foi a mais mortífera de todas as guerras. A informação é tão chocante que apareceu na 1ª página dos grandes jornais do mundo.

Se a guerra entre as grandes potências tem sido evitada pelo argumento dissuasivo das armas nucleares, o mesmo não ocorre entre os países do Terceiro Mundo. Cerca de 40 guerras estão sendo travadas, em maior ou menor escala em 164 países. Curioso é que em 1986, o chamado Ano Internacional da Paz, as despesas militares no globo atingiram 900 biliões de dólares. Enquanto a fome alastra nos países subdesenvolvidos, como a Etiópia, Sudão, Moçambique, Bangladesh e Índia, em 20 anos o Terceiro Mundo gastou 233 biliões de dólares em armamentos, calculando ao preço de 1986. Cerca de 1 milhão e meio de pessoas perderam a vida na guerra Bangladesh/Paquistão em 1971. Na Nigéria, 2 milhões morreram durante a guerra civil travada entre a população de Biafra e o governo central. Entre 1945 e 1975, quase 3 milhões morreram no Vietnam, e quase o mesmo número perdeu a vida na Coreia entre 1950 e 1953. No conflito entre o Irão e o Iraque, que se prolonga por mais de 7 anos, calcula-se que 1 milhão e 200 mil pessoas já pereceram.

UM MILHÃO DE MORTOS POR ANO

Contrariando a expectativa de sociólogos optimistas que diziam estar o mundo em evolução, rumo a um nível de concórdia mundial, o século XX demonstrou-se o mais sanguinolento de todos. Em média, 1 milhão de pessoas têm morrido por ano vitimadas por guerras grandes e pequenas.
Andrew Mack, do Instituto de Pesquisa para a Paz, com sede na Austrália, comenta: "A ideia napoleónica de envolver toda a nação nos conflitos tem sido levada um passo à frente. Nas guerrilhas do tipo desenvolvido no Afeganistão e no Perú, toda a a população participa no esforço bélico. Como resultado, aumenta o número de civis que morrem, porque a distinção entre civis e combatentes desapareceu.
Houve grande expectativa em torno do acordo assinado entre a União Soviética e os Estados Unidos com o propósito de eliminar os mísseis nucleares de médio alcance do cenário europeu. A maior parte dos estadistas saudou esse êxito diplomático como evidência de que um futuro melhor se abre para a humanidade. A euforia é grande nos círculos políticos, principalmente nos países da europa que vivam sob a ameaça de uma guerra nuclear, e de novo o mundo corre o risco de se deixar enganar com o slogan "Paz e Segurança", como se estivéssemos ao ponto de entrar numa nova era de entendimento e cordialidade entre as nações. Mas o apóstolo Paulo descrevendo as condições que precederiam a 2ª vinda de Cristo, adverte-nos: "Quando andarem dizendo: ‘Paz e Segurança’, eis que lhes sobrevirá repentina destruição." I Tessalonicenses 5:3.

MAIS GUERRA QUE PAZ

A história da humanidade demonstra que, sem dúvida, a guerra é a condição normal da sociedade e não a paz. Como diz D. R. Davies no seu livro Secular Illusion or Christian Realism, pág. 16, "Quanto mais civilizado o homem se torna, tanto mais belicoso ele se torna, e - um ponto de importância decisiva - tanto mais destrutiva, desumana e imoral se torna a guerra". Davies argumenta que a guerra não é devida à sobrevivência no homem de instintos animais. Os animais não fazem guerra entre si. Montaigne tinha razão: "A guerra é uma característica específica da espécie humana." É uma manifestação brutal do egoísmo humano que não encontra paralelo no mundo animal.
O Professor Pitrim SoroKin, da Universidade de Harvard, cita G. Valbert como autoridade para a afirmação de que "do ano 1494 A.C. até ao ano 1861 D. C., em 3 359 anos, houve 227 anos de paz e 3 358 anos de guerra, ou treze anos de guerra para cada ano de paz." A mesma fonte assevera que "do ano 1 500 A.C. ao ano de 1860 D.C., foram concluídos mais de 8 mil tratados de paz, dos quais se esperava que estivessem em vigor para sempre. O tempo médio que vigoraram, no entanto, foi de 2 anos". Outro estudo sério mostra que desde o ano 1100, a Inglaterra esteve metade do tempo envolvida em guerras de vários tipos - basta lembrar a Guerra dos Cem Anos -, a França quase metade do tempo, a Áustria- Hungria três quartos, a Rússia três quartos, etc.
Em vista disso, como podem os estadistas nutrir qualquer optimismo em relação ao futuro? Se na média, tratados perpétuos de paz não vigoraram mais do que 2 anos, que nos autoriza supor que os novos acordos entre as grandes potências serão mais duradouros?
O realismo cristão, de que escreve D. R. Davies, não permite iludir-nos com falsas esperanças de uma paz permanente. Sabendo o que a natureza humana é, uma natureza em revolta contra Deus, a única certeza que temos é que guerras continuarão a conturbar o nosso velho mundo. E quanto maior o avanço tecnológico das nações tanto mais destrutivas serão tais guerras. Haja vista a última guerra mundial, quando a bomba atómica foi usada pela 1ª vez, ou o uso do napalm na Guerra do Vietman. O avanço tecnológico em nada altera a natureza essencial do ser humano.
A ÚNICA ESPERANÇA


O profeta Isaías descreve essa luta permanente entre os povos por um lugar debaixo do Sol, em termos sombrios: "Ai do bramido dos grandes povos que bramam como bramam os mares, e do rugido das nações que rugem como rugem as impetuosas águas. Rugirão as nações como rugem as muitas águas, mas Deus as repreenderá." Isaías 17:12, 13. PAZ VERDADEIRA só haverá quando for inaugurado o reino messiânico de nosso Senhor Jesus Cristo. "Ele julgará entre os povos, e corrigirá muitas nações; estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e suas lanças em podadeiras: uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra." Isaías 2:4.
Já o profeta Jeremias perguntava com ironia: "Pode acaso o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal?" Jeremias 13:23. Sob o impulso de uma natureza corrompida pelo pecado, o homem marcha inexoravelmente para a sua destruição, a menos que Deus intervenha. Quando o homem se encontrar num total impasse tanto no plano moral, como no social e militar, e estiver demonstrada a sua incapacidade de governar o mundo sem o auxílio divino, Deus intervirá para estabelecer o Seu reino, em que habita a justiça.
A única esperança de uma mudança radical jaz na regeneração do velho homem pela operação do Espírito de Deus. Dela falava Jesus ao responder a Nicodemos: "Em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." João 3:3. O homem nascido de novo é liberto do seu egoísmo natural, para abraçar a vontade de Deus. Reconciliado com Ele, experimenta verdadeira paz e pode viver em paz com o seu próximo.

S. J. Schwantes, Teólogo, Pastor e "um grande Pensador", Autor de vários livros e artigos, in Sinais dos Tempos, Revista Trimestral da Publicadora SerVir, Ano IX, N.º 27, 1988.

"E Quero Junto a Você, Lá no Céu, Conversar com Jesus" - E.E.


Pode ler as lições 7 - "Veremos Jesus" - e 8 - "Quando Jesus Voltará" - do Curso Bíblico, em 1R ou http://www.curso-biblico.blogspot.pt - e recorde o que a Bíblia nos garante sobre a volta de Jesus. Que majestoso vai ser!