domingo, 20 de julho de 2014

Dia Internacional da Amizade


A PEQUENA GALINHA SÁBIA


O eloquente político, filósofo e escritor romano do 1º século a. C., Marco Túlio Cícero, já tinha percebido que "viver sem amigos não é viver". De facto, o tema da amizade é, porventura, um dos mais abordados na literatura de todos os povos. Até na internet se trocam receitas de amizade, como esta:
Ingredientes:

1 presente de vez em quando
2 colheres de paciência
3 chávenas de bondade
4 telefonemas semanais
5 brincadeiras por semana
6 colheres de perdão.
Misturar todos os ingredientes com muito cuidado,
depois acrescentar 2 chávenas bem cheias de abraços e
espalhar muitas gargalhadas.
Adoçar à vontade com sorrisos e
colocar no forno da amizade deixando dourar o tempo todo.

O Dia Internacional da Amizade ou Dia do Amigo, que hoje se comemora, foi criado pelo dentista, professor e músico argentino Enrique Ernesto Febbraro. O dia que ele escolheu para a data foi o da chegada do homem à Lua, 20 de Julho de 1969. Com esta iniciativa, ele queria comemorar a importante conquista científica. É provável também que ele, com esta efeméride, pretendesse dizer que é possível fazer amigos em qualquer lugar, até noutros planetas do universo. Talvez por isso, na Argentina, foi criado até um Decreto (nº 235/79) para oficializar a amizade. O lema da campanha de Enrique Febbraro para valorizar a amizade era: "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro." Depois de muitos esforços, os países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceram a data em 1985.

Na actualidade, mais de 100 países abraçaram a ideia e comemoram o Dia Internacional da Amizade, a 20 de Julho. Essa louvável campanha mundial fez com que Febbraro fosse indicado para o Prémio Nobel da Paz.

Ter um amigo é maravilhoso. Ser amigo de alguém, diz-se que é ainda melhor. Amigo é alguém com quem nos sentimos bem. Afirma o filósofo e escritor americano, Elbert Hubbard: "O verdadeiro amigo é aquele que sabe tudo acerca de nós, e, mesmo assim, continua a ser nosso amigo." Porque, afinal, "a amizade é sempre uma doce responsabilidade, nunca uma oportunidade", disse o filósofo e escritor libanês, Khalil Gibran. Na experiência do teólogo francês, Jean Daniélou: "Os verdadeiros amigos, são aqueles que nos ajudam a ser e a viver na verdade." Para que uma amizade se consolide e desenvolva é necessária a confiança mútua. Segundo um provérbio chinês, "onde não houver confiança, não pode existir amizade."


Já mil anos antes de Cristo, o sábio Salomão escreveu (Provérbios 17:17): "Um verdadeiro amigo é sempre leal, e é nos momentos difíceis que se conhecem os amigos fiéis." Por isso (Provérbios 18:24): "Quem tem muitos amigos pode congratular-se. Mas há um Amigo que é mais chegado do que um irmão" - Jesus - que "não Se envergonha em nos chamar Seus irmãos" (Hebreus 2:11), porque, "o verdadeiro amor conhece-se por aquilo que Cristo fez, morrendo por nós" (I João 3:16).

AMIZADE
A amizade aproxima as pessoas. Quando existe reciprocidade de afecto, então há amizade partilhada.
Porque, afinal, a amizade demonstra-se onde existe o desejo de tudo partilhar:
preocupações, planos, sofrimentos, alegrias, projectos, sonhos, receios, dúvidas, ideias e até trabalho. É na partilha que a amizade se desenvolve e consolida. Em especial, nos momentos menos bons da vida, sabe bem ter, pelo menos, um amigo autêntico.

O povo russo descobriu isso também quando diz num provérbio: "Um amigo fiel é o melhor remédio que se encontra na vida. Não amamos as pessoas porque elas são bonitas, mas porque nos parecem bonitas, porque as amamos." Dito de uma forma poética, "a vida sem amigos é um céu sem andorinhas." Sem dúvida, uma poética figura de linguagem para uma realidade tão comum e actual. Uma bela alegoria para um quadro tão real e necessário no quotidiano.
Se não tem amigos, tente fazer amigos e encontrá-los. A única maneira de conquistar amigos - é ser amigo. Se os tem, marque encontro com eles. Procure saber onde estão e qual a situação em que se encontram. Partilhe experiências de vida significativas. Não se distraia a ponto de perder amizades. É que a vida stressante do mundo moderno pode roubar-nos o melhor do nosso tempo. Planeie ver os seus amigos com mais frequência e recrie bons momentos com eles. Sobretudo, não seja vítima da solidão. Não se isole em casa.

Não se feche no mundo da internet e do computador. É certo que o computador é uma ferramenta tão poderosa como sedutora. Porém, o computador concentra-se sem piedade em coisas que podem ser representadas por números, para alcançar coisas, e não para contemplar coisas. No dizer do especialista em geopolítica George Friedman, o computador "limita drasticamente o que queremos dizer e o que entendemos por raciocínio (...) Nem de perto se assemelha à linguagem natural. Na verdade, é a antítese da linguagem natural."

Ora, um bom amigo vale mais do que um computador ou uma grande fortuna. Uma amizade sincera e profunda inclui transmissão e partilha de sentimentos e emoções, em linguagem natural. E isto o computador não tem nem pode produzir. Invista nos amigos, porque já dizia o grande orador latino Marco Túlio Cícero: "Viver sem amigos não é viver."


Ezequiel Quintino, Jornalista e Teólogo in "Pensar Faz Bem, da palavra falada à palavra escrita, textos do programa da Rádio Clube de Sintra", Rádio RCS, FM 91.2, Links 1R.

EU TE ERGUEREI


"Uma boa palavra multiplica os amigos, a linguagem afável atrai respostas amáveis."

"Dá-te bem com muitos, mas escolhe para conselheiro um entre mil."

"Se queres ter um amigo, põe-no primeiro à prova, não confies nele tão depressa."

"Um amigo fiel é um refúgio seguro, quem o encontrou descobriu um tesouro."

"Nada se pode comparar a um amigo fiel, e nada se iguala ao seu valor."

"Um amigo fiel é um remédio de vida; aquele que teme ao Senhor achará tal amigo."

sábado, 21 de junho de 2014

TEMPO...
É Quase Meia-Noite!



Quem sou eu para o definir e explicar? Ouço a sua pulsação no tic-tac do relógio e fico absorta a meditar nos seus mistérios e implicações, na extensão dos seus domínios, no fatalismo da sua relação com a vida... Inflexível, inexorável, impiedoso - quem pode competir com ele? Ai de mim se não acerto o meu passo pelo seu nos trabalhos e compromissos que me desafiam! Ai do artista que se não deixasse reger pela sua batuta ou que ignorasse as suas marcações nos compassos que se propusesse interpretar!...
O que é tempo? Em vão eu me consumiria tentando transpor a barreira imposta pela queda dos maiores cérebros da História - Adão e Eva. Os mistérios com que me debato estiveram patentes ao seu estudo até ao momento em que o mau uso da divina faculdade do livre arbítrio encontrou espaço para a primeira fatalidade do tempo... Agora, aqui estou eu, sob o fascínio da superfície iluminada do meu globo terrestre, pensando em meridianos e fusos horários, relacionando o tempo com os movimentos da Terra e com o Sol, com factos, espaço e velocidade, evocando o relato bíblico da criação da primeira semana do mundo, limitada pelo marco divino - o Sábado - e o milagre! da sua preservação até aos nossos dias...
Mas tempo é mais, muito mais do que isto!...
Santo Agostinho, certa vez, lançou a pergunta e confessou: "Se ninguém me pergunta, eu sei; se desejo explicá-lo a alguém que pergunte, eu não sei."1 A explicação continuou dramática ao longo dos séculos após a confissão do conhecido teólogo de Hipona, e não ficou mais fácil depois que o genial autor da E=MC² alargou o horizonte científico com as revolucionárias teorias da relatividade. "O tempo não é mais explicado como uma variável uniforme - uma linha extensa de tempo na qual os eventos podem ser localizados - mas o tempo é agora visto como sendo ele mesmo determinado pelos eventos."2


Em breve, quando se escoarem as últimas areias da ampulheta e, vencida a lei da gravidade - o pecado -, alçarmos voo com Jesus através do túnel deslumbrante do Orion, rumo ao Edén restaurado; quando as densas trevas do tempo forem dissipadas pela "luz inacessível"3 da eternidade, então não haverá mais definições obscuras, e intrincadas teorias sobre a Criação, concebidas à margem do Livro do Criador!... "As coisas difíceis de se compreender terão ali explicação."4 Ser-nos-á revelado o "decurso do grande conflito que teve a sua origem antes que começasse o tempo e terminará apenas quando este cessar."5 "Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos filhos de Deus."6 Todavia, se é certo que aqui ainda não sabemos tudo sobre nada, ali, nunca saberemos tudo sobre tudo, pois "surgirão novas culminâncias a galgar, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos assuntos a apelarem para as forças do corpo, espírito e alma."7 Teremos a eternidade para o estudo do infinito. Não faltará tempo para o espaço nem espaço para o tempo...

Até lá, continue a picareta do arqueólogo a dilacerar as entranhas da terra e pondo ao sol as pegadas do tempo! Continuemos a recordar com admiração e respeito Albert Einstein - o mágico do tempo, o brilhante cientista que alguns anos antes de descer ao pó - a matéria que tanto o apaixonara! - finalmente reconheceu no universo a presença de "um poder racional superior!"8 Não nos desencantemos do estudo do tempo à luz da física e da astronomia, mas demos prioridade e particular atenção ao que o tempo representa na vida de cada um.

Enquanto permanecermos neste vale de lágrimas, viveremos no tempo e seremos afectados pela sua passagem, quer estejamos na típica aldeia do Piódão, quer na vertiginosa cidade de Nova Iorque. Nem cosméticos, nem cirurgias plásticas ou quaisquer artifícios, poderão confundir o tempo, pois ele não deixa as suas marcas apenas no nosso rosto, na cabeça, quiçá na coluna, mas dentro, bem dentro de nós, para além das artérias, do coração e até da mente - no próprio espírito!
Não tentemos, portanto, driblar o tempo. Não conseguiremos violar impunemente as suas leis. O êxito e o fracasso, a prosperidade e a miséria, a cultura e a ignorância, a saúde e a doença, acima de tudo o nosso destino eterno, dependem mais do que talvez imaginemos do grau de percepção destas realidades. Não teremos saúde se tresnoitarmos, porquanto fomos biologicamente programados para dormir quando escurece e despertar quando amanhece. Não lograremos êxito, qualquer que seja o empreendimento, esbanjando tempo, pois o tempo é um capital de reposição impraticável.
Albert Schweitzer, famoso médico missionário e um dos homens mais notáveis do século XX, disse tristemente, já quase no limite de uma vida de sacrifício e abnegação: "Algumas vezes eu desejo poder ficar parado numa esquina da rua, com o chapéu na mão, a fim de que os transeuntes possam lançar a mim suas horas supérfluas."9


Que faremos, então, para remir a soma de minutos e horas dissipados em conversas frívolas e diversões objectáveis, não considerando os já sobejamente destacados malefícios do uso indiscriminado e intemperante da TV? Que faremos, enfim, para remir as preciosas fracções de tempo sacrificadas no altar da ociosidade, do egoísmo, da vaidade e do prazer? Que faremos, enfim, para remir os meses, quiçá os anos consumidos fora da igreja, no caminho descendente do pecado? Eis o que o Senhor nos diz através de Ellen G. White: "A única maneira de podermos remir o nosso tempo consiste em utilizar o melhor possível o que nos resta, tornando-nos coobreiros de Deus no Seu grande plano da redenção da humanidade."10

Imaginemos o paradoxo de um cristão deprimido, vergado ao peso de amargas recordações, olhos fixos nas pegadas deixadas no terreno do inimigo, mortificando-se, abominando-se - o coração apertado pelo anseio desesperado de remir o tempo!... Ao seu lado há mãos estendidas e olhos suplicantes! Chegam-lhe aos ouvidos gemidos de quem está prestes a sucumbir por não aguentar mais o peso da cruz das suas deficiências ou dos reveses da vida! Almas solitárias, sem Deus e sem esperança, vagueiam entre a multidão que se atropela nas calçadas, e há aleijados do corpo e do espírito dormindo ao relento sob as sacadas dos prédios!...
Se algum dia encontrarmos um companheiro de jornada nessa paradoxal situação, não o apedrejemos com um olhar farisaico; estendamos-lhe a mão e lembremos-lhe com amor fraternal: "A única maneira de podermos remir o nosso tempo consiste em utilizar o melhor possível o que nos resta..."
Envergonhado das suas queixas, ele se levantará decidido a retomar o trabalho em favor dos que perecem - aliás, a melhor terapia para o desânimo e a depressão!


Que diremos mais do valor do tempo? Quanto vale um minuto, uma hora, um dia?... No sofisticado mundo dos negócios, um minuto pode valer milhares, talvez milhões de escudos, mas não é a natureza monetária do valor do tempo que nos preocupa...
Numa sala de cirurgia ou num sector de urgências de qualquer instituição hospitalar, alguns segundos podem significar a recuperação de uma vida ameaçada por uma "paragem cardíaca".
Três ou quatro minutos de afogamento numa piscina chegaram para inutilizar o cérebro de uma encantadora criança de quatro anos de idade, reduzindo-a à mais deplorável condição de vida vegetativa.
Em cada minuto que passa, vinte e quatro seres humanos, dos quais dezoito são bebés, morrem de fome algures no mundo.11


Venha comigo ao "ontem" do tempo e avaliemos a carga de "consequências eternas"12 que pesa sobre cada momento:

A - Para Moisés, o irrepreensível condutor de Israel, o desgosto de não poder entrar na terra prometida foi o resultado daquele momento infeliz em que ergueu a vara e feriu a rocha com irritação.

B - Um brado de triunfo do exército israelita foi o saldo de um curto segmento de tempo, quando a pedra certeira de David derrubou o jactancioso gigante filisteu.

C - Quando o pusilânime Pilatos ressuscitar para rever o "terrível espectáculo"13 da condenação e morte de Jesus, ficará horrorizado ao constatar a dimensão daqueles breves segundos em que lavou as mãos ao declarar-se inocente do Seu sangue.

D - Mas é do Calvário que vem o exemplo mais emocionante: "Senhor, lembra-Te de mim quando entrares no Teu Reino." "Em verdade te digo hoje, estarás comigo no Paraíso."14 Num curto lapso de tempo, um pecador, arrependido e justificado, recebe a garantia de viver para além do tempo!


Se pudéssemos prolongar um pouco mais esta viagem através do túnel do tempo, deter-nos-íamos junto aos escombros da velha e romântica Lisboa de 1755, parcialmente destruída por um violentíssimo tremor de terra de natureza profética, em cerca de seis minutos;15 visitaríamos as ruínas de Pompeia, de S. Pedro de Martinica, de Messina... cada uma das quais com um saldo de milhares de vidas sacrificadas em poucos segundos.

Não sei o dia nem a hora em que deixaremos de ouvir a pulsação do tempo no tic-tac do relógio, mas sei que as sombras da noite cobrem a terra e que se aproxima a Hora, tenebrosa para os ímpios, de livramento para os santos.


É quase meia-noite! Após seis mil anos de pecado, sangue, suor e lágrimas, o velho e cansado mundo arrasta-se penosamente para o fim do "tempo do fim".

Brevemente o brado da Cruz: "Está consumado!"16 repercutirá no santuário celestial com uma nova dimensão: "Está feito!"17 Jesus proferirá, então, o solene aviso:
"Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda."18
"Agora, enquanto o nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo..."19

       AGORA é o tempo de nos prepararmos para a Crise que se aproxima!
       AGORA é o tempo de confessarmos e abandonarmos todo o Pecado!
       AGORA é o tempo de partilharmos a Fé com renovado fervor!
       AGORA é o tempo de investirmos liberalmente na finalização da Obra de Deus!


"Então aquela voz, mais harmoniosa do que qualquer música que tenha soado já aos ouvidos mortais, é ouvida a dizer: 'Vosso conflito está terminado'. 'Vinde benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.'"20

No "amanhã" do tempo, ainda teremos tempo para contemplar as cicatrizes do pecado no corpo de Jesus! As feridas, curou-as o tempo, mas as marcas... nem o tempo, nem a eternidade as apagarão!...


Linda prosa poética com profundas verdades... de Deolinda Correia Leite Borgström, Professora de Música, in Revista Adventista, Novembro de 1990.


Bibliografia:
1 - Niels - Erik A. Andreasen, Tempo Para Viver, p. 2; 2 - Ibid; 3 - 1 Timóteo 6:16; 4 - Ellen G. White, Vida e Ensinos, p. 234; 5 - Ellen G. White, Educação, p. 304; 6 - Ibid, p. 307; 7 - Ibid; 8 - Floyd Rittenhouse, Os Caminhos de Deus, p. 13; 9 - Ibid, p. 85; 10 - Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 342; 11 - William Johnsson, Revista Adventista (Portugal), Fev. de 1990, p. 3; 12 - Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 343; 13 - Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 664; 14 - S. Lucas 23:42 e 43; 15 - Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 303; 16 - João 19:30; 17 - Ellen G. White, História da Redenção, p. 402; 18 - Apocalipse 22:11; 19 - Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 621; 20 - Ibid, p. 644.


domingo, 1 de junho de 2014



Quem imaginaria que em Lisboa havia uma coisa dessas? Um hospital para bonecas, no coração da cidade, Praça da Figueira, 7. Foi fundado vai para 170 anos, esteve quase a fechar. Todavia, há dez anos atrás, Júlia Valentim e Manuela Cutileiro, suas proprietárias actuais, impediram que isso acontecesse, para satisfação de crianças e adultos.
Um projecto a pensar na criança que persiste em viver dentro de cada um de nós. A prova de que os afectos são essenciais à vida. Mantê-los já é sinónimo de saúde.

São dos mais diversos feitios, materiais e origens. Chegam normalmente em estado lastimoso. É uma perna ou um braço arrancado. É uma cabeça partida. É um rosto esfacelado. É um ventre dilacerado. É uma careca luzente a pedir cabeleira nova. "Às vezes entra-nos aqui cada coisa que nem sabemos por onde pegar-lhe", conta-nos Mª Júlia Valentim, sócia do singular estabelecimento "hospitalar" e nossa anfitriã.
Vêm pela mão de uma mãe ou de uma avó e mais raramente pela mão de uma criança.
Excepcionalmente, são trazidas também por homens, como foi o caso daquele advogado que ali "internou" o "menino" de porcelana e cara rosada, que desde miúdo o acompanha e de que não se quer separar, pois funciona para ele como talismã.
Há quase sempre uma razão afectiva por detrás da decisão de mandar "tratar" ou "operar" as simpáticas figuras. A primeira boneca de cada criança é quase sempre a que é trazida ao "hospital". Júlia Valentim explica-nos que as mães das jovens que vão casar tomam a iniciativa de mandar reparar as primeiras bonecas ou ursos de peluche das suas filhas para que os levem, refeitos, para as novas casas. Mas situações há em que ao afecto se vem juntar também interesses materiais. Há bonecos que, de tão antigos, são verdadeiras raridades, valendo por isso bom dinheiro.

Os "doentes" são atendidos na recepção que funciona no rés-do-chão, recebem um número de inscrição e esperam que chegue a "ambulância" (uma alcofa com uma cruz vermelha que sobe e desce por meio dum sistema de roldanas) e os iça até ao 4º andar, onde ficarão "internados" na "enfermaria" (chefiada pela D. Maria Antónia), à espera de entrarem nas salas de "cirurgia plástica" (onde a operadora-chefe é a Catarina, uma jovem estusiasmadíssima, rodeada de tesouras, bisturis, agulhas e perfuradores eléctricos), de "transplantes" e, quando o caso é irremediável, na "morgue". Tudo devidamente identificado por tabuletas nas portas.
Existe também a inevitável "farmácia", onde se guarda toda a espécie de mezinhas que servem para devolver as cores e o aspecto que se convencionou serem sintoma ou sinónimo de saúde.
Os olhos das crianças esbugalham-se e ficam muitas vezes marejados de lágrimas ao verem a "ambulância" partir com os objectos dos seus afectos, em direcção ao alto. A separação é dolorosa, e muitas delas chegam a telefonar para saberem se a "cama" onde dormem é boa e se a recuperação corre bem e rápida.

E quando vêm em grupos, com os colegas da escola, é o bom e o bonito. Acotovelam-se para chegarem mais à frente, ardendo em curiosidade e querendo tocar em tudo o que veem. Perguntas são mais que muitas e os comentários sempre surpreendentes.
Júlia Valentim sorri, quando nos confessa que este é um dos aspectos mais compensadores no "negócio": "Há também um fim pedagógico nisto. Os miúdos aprendem que não se deve estragar as coisas de que se gosta e que é importante guardar, preservar os objectos a que nos liga uma certa afectividade, que há laços entre pais e filhos que devem ser mantidos pela vida fora."

Entusiasmo igual ao dos miúdos só o que é revelado por fotógrafos e operadores de câmara que têm a sorte de descobrir aquela mina de imagens e situações. "Há sempre mais um pormenor que querem captar", diz-nos a nossa guia, ansiosa para nos conduzir até à secção dos "recuperados" ou "doentes com alta". E não resiste, ela também, a posar para a fotografia, segurando na mão, primeiro, uma boneca de porcelana perfeitamente recuperada e, logo depois, com um ursinho de peluche restaurado.
"Recuperamos todo o tipo de brinquedo. Mas também fazemos trabalhos de restauro em imagens sacras, em porcelanas, louças 'Companhia das Índias', etc. Fizemos restauro também para o Museu da Marinha, para o Hotel do Buçaco, entre outras instituições". Segundo Júlia Valentim, clientes é coisa que não falta ao Hospital das Bonecas. Há clientes de todo o país e até do estrangeiro.


Texto de uma Revista Médica OXIGÉNIO



SÍNDROME  DO  BEBÉ  SACUDIDO/ABANADO


       Se os bebés falassem era este o apelo que fariam aos pais sempre que, frustrados com o choro incessante, se sentem tentados a abaná-los, numa tentativa desesperada para os acalmar. Mas este é um gesto com consequências graves: lesões cerebrais e até a morte podem ser o desfecho.
       Os bebés choram. E choram muito. Porque têm fome, sede, frio, calor, porque têm a fralda molhada ou suja, porque há muito barulho à sua volta, porque têm cólicas, porque estão desconfortáveis, porque querem mimo... Porque sim!
       Chorar é a linguagem dos bebés, uma linguagem muito própria que exige dos pais um constante trabalho de descodificacão, tentar perceber as quase imperceptíveis alterações na tonalidade e intensidade do choro. De tal forma que às vezes só os pais - outras nem os pais - as distinguem. Ainda privados do dom da palavra, é assim que os bébes se integram no mundo e integram o mundo em si próprios. Primeiro choram, mais tarde sorriem, depois lá virão os primeiros sons articulados e finalmente as palavras. Códigos que os adultos tentam assimilar, nem sempre com sucesso. Pais e filhos crescem ao mesmo tempo, afinal... Mas o que fazer quando eles não estão doentes, não têm fome, nem sede, nem frio nem calor e a fralda está limpa e seca e, ainda assim, insistem em chorar como se o mundo fosse acabar? O que fazer quando eles choram inconsoláveis, resistindo a todos os mimos e truques que os pais conhecem e inventam para os acalmar? O que fazer quando embalar o berço ou passeá-los ao colo é o mesmo que nada fazer? À medida que todas as tentativas fracassam, vai aumentando o stress dos adultos, à beira de um ataque de nervos, sem que a bonança pareça tomar o lugar da tempestade. Às vezes é o descontrolo, a irracionalidade dos comportamentos perante a irracionalidade do choro. E os adultos agarram na criança e abanam-na, como se quisessem exorcizar o choro. Agitam-na no ar, vezes sem conta, em movimentos imparáveis de vai e vem, até que ela de facto se cala.

LESÕES PARA A VIDA  OU  A VIDA EM RISCO

       Porém, danos severos podem ter sido entretanto causados no pequeno corpo. Danos que não se notam e para os quais os pais ainda estão pouco alertados. Porém, em países como os Estados Unidos há muito que se investiga este fenómeno, a que médicos deram o nome de shaken baby syndrome - numa tradução literal para o português "síndrome do bebé sacudido/abanado".
       Que danos são afinal esses? Quando um bebé é agitado vigorosamente, a cabeça move-se para a frente e para trás, num sem número de movimentos repentinos que aumentam a pressão sobre o cérebro e podem causar hemorragias.
       Basta lembrar que a cabeça de um bebé é desproporcionalmente grande em comparação com o resto do corpo, assemelhando-se a um pêndulo quando agitado de um lado para o outro. O grau de dano cerebral depende da quantidade e duração dos abanões, se bem que ainda não esteja definido um limite a partir do qual existe perigo para a criança. Mas casos há em que bastam cinco segundos para produzir estas lesões.
       O que se sabe é que os sinais e sintomas desta síndrome compõem um vasto espectro de alterações neurológicas, que vão desde vómitos, letargia, tremores e irritabilidade a situações mais graves como ferimentos, coma e mesmo a morte. Na origem destas alterações neurológicas está a destruição de células cerebrais em consequência do trauma, falta de oxigénio e inchaço do cérebro.
       Na maioria dos casos ocorrem também hemorragias na retina ou num dos olhos. Em casos mais violentos, são igualmente frequentes fracturas nos ossos dos membros superiores e inferiores e nas costelas. Porém, na maioria das vezes não há sinais exteriores de trauma, na cabeça ou no corpo, o que torna mais difícil o diagnóstico. Mas o trauma existe e, segundo os estudos já desenvolvidos, em 20% dos casos conduz à morte do bebé. Nos que sobrevivem é possível encontrar sequelas como desordens na aprendizagem e alterações comportamentais, atraso no desenvolvimento mental, paralisia e cegueira. Para quem provavelmente nunca ouviu falar nesta síndrome, o quadro é de facto assustador. E suscita dúvidas: o que acontece àquelas brincadeiras de que as crianças tanto gostam em que os pais as atiram ao ar e dão reviravoltas? Não têm de acabar! Se as brincadeiras forem adequadas à idade muito dificilmente causarão danos físicos. É claro que atirar um bebé ao ar contém os seus riscos, mas o maior de todos é se ele cair ao chão. Aliás, há uma substancial diferença na força usada quando se abana violentamente um bebé e naquela que está presente quando ele simplesmente tropeça e cai: é que no primeiro caso é dez vezes superior.

UMA FORMA DE MAUS TRATOS

       Esta é uma síndrome que anda muito associada aos episódios de maus-tratos infantis. Pelos hospitais portugueses passam casos de bebés que acabaram por morrer em consequência de violência sobre eles exercida pelo adulto que devia tomar conta mas não soube controlar os impulsos, agitando-o até conseguir que se cale. É claro que, em circunstâncias normais, quando um pai tenta a todo o custo acalmar o choro desesperante de um bebé não pretende magoá-lo. Mas é isso que acontece se decidir sacudir o pequeno corpo até o choro cessar. A verdade é que o bebé deixa de chorar e nada no seu comportamento imediato indicia que possa ter sido magoado. Mas, ironicamente, a presença de uma lesão pode fazer precisamente com que o choro acabe. E quando um bebé deixa de chorar, o comportamento do adulto, inicialmente ditado pelo stress, pode passar a ser a regra, usado de cada vez que o pequeno ser resolva manifestar-se ruidosamente. É um perigoso ciclo vicioso para o qual pais e educadores devem estar alerta. Por isso, da próxima vez que o seu bebé decidir chorar com toda a força dos seus pequeninos pulmões, comece por contar até 20, até 50 ou até 100, se necessário for...

LEMBRE-SE QUE...

Da próxima vez que o seu bebé chorar desalmadamente não desespere.
* Um bebé normal pode passar 2 a 3 horas por dia a chorar.
* Há mil e uma maneiras de acalmar um bebé.
* O choro funciona como um isco: aumenta o stress dos pais, atrai a sua fúria e leva a comportamentos descontrolados.
* Abanar um bebé pode ser perigoso, podendo causar-lhe danos severos ou mesmo a morte.
* A força de um pai à beira de um ataque de nervos aumenta significativamente.
* Não pegue no bebé quando estiver a ter uma discussão.
* Não brinque com o bebé abanando-o.
* Um bebé que chora não faz de si um mau pai ou uma má mãe: deixe-o chorar, desde que o vá vigiando.

SE UM BEBÉ CHORA...

Quando um bebé chora está a comunicar as suas necessidades e desejos, a fazer queixas e a reclamar cuidados. Por isso, quando o seu bebé chorar verifique:
* Se está na hora de comer ou se tem sede.
* Se tem frio ou calor.
* Se a roupa está demasiado apertada.
* Se a fralda está molhada ou suja.
* Se tem cólicas ou qualquer outro sintoma físico.

Se a resposta a estas hipóteses for negativa e ele continuar a chorar, tem duas hipóteses: ou espera que ele se acalme por si ou tenta acalmá-lo (o que acontece quase sempre, pois não há pai ou mãe que resista ao choro do seu bebé...).

Se optar por apaziguar o choro pode tentar algumas estratégias:


* Fale com ele, cante-lhe uma canção de embalar, faça-o ouvir música suave.
* Relaxe-o com massagens suaves - o toque é um verdadeiro calmante.
* Embale-o ao colo ou sobre os joelhos.
* Ofereça-lhe a chucha.
* Distraia-o com um brinquedo colorido ou que emita sons.
* Coloque-o no carrinho e dê um pequeno passeio na rua.
* Peça ajuda, se puder, de modo a evitar entrar em stress.
* Deixe-o chorar se nada resultar.
* Aconselhe-se com o pediatra se o choro se mantiver e a sua preocupação também.

Faça tudo o que estiver ao seu alcance, mas nunca por nunca sacuda o seu bebé!


Texto de uma revista da ANF - Associação Nacional das Farmácias; autor desconhecido.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

DIA INTERNACIONAL DAS FAMÍLIAS



QUANDO COMEÇA UM DIVÓRCIO

Às vezes, encontramos pessoas que nos são, de todo, estranhas mas que, seja pelo que for, ficam presas a nós, como se fôssemos velhos conhecidos. Feitas as contas como deve ser, será assim que todos seremos uns para os outros: velhos conhecidos. Porque há sempre uma mão-cheia de pequenos-nada que nunca são completamente opacos e que, lidos com olhos de ver, nos fazem perceber que nem as pessoas que cultivam esse devaneio lidam connosco como se estivessem mais ou menos disfarçadas.
Mas há, também, outras pessoas que, devendo ser familiares, nos desamparam - de omissão em omissão - e que, com o tempo, se tornam estranhos colados a nós. Muitas são, tristemente, pessoas da família.
E há, finalmente, entre tantas mais, pessoas que são... estranhos que se conhecem muito bem. Muito mais do que devia ser, acaba por ser assim a maioria dos casais.

Uma relação amorosa consome imenso tempo. E se somos escrupulosos diante dos compromissos profissionais, ciosos para com as responsabilidades sociais, e sensatos em relação aos vínculos familiares, talvez porque as imaginemos como as mais seguras, facilitamos diante das relações amorosas. Como se elas não se constipassem com os nossos descuidos ou coubessem num cantinho do dia, mais ou menos qualquer.
Um divórcio começa, portanto, muito antes de uma pessoa sentir o nu do duche, ao pé de quem se vive, como agreste ou desconfortável. Um divórcio começa quando desistimos de namorar! E continua quando desejamos pôr a zero todas as memórias dolorosas de família, sem percebermos que voltar atrás é tudo aquilo que passamos a vida a fazer quando queremos andar em frente sem olhar para trás.
E acentua-se sempre que não somos capazes de casar duas famílias. E continua quando não conseguimos dizer eu e tu em cada gesto. E quando temos tantos pequenos-nada para esclarecer que, quando quem gosta de nós nos pergunta: "o que é que tens?", o melhor que conseguimos repetir é que... "não se passa nada".
E agrava-se quando nos dececionamos diante dum desabafo ou perante tudo aquilo que, seja como for... "não vale a pena!"
E acentua-se com os filhos, claro, que são quem mais nos faz crescer e quem mais 'arranha' um casamento. E, inevitavelmente, com o trabalho, que nos empanturra com lixo, vezes demais. E, sobretudo, quando os sonhos a dois parecem vir equipados com outro "tarde de mais".

Eu acho que, sempre que namoramos um bocadinho, nos casamos um pouco mais e, logo que o evitamos fazer, nos divorciamos: hoje, 10 cm e, amanhã, mais outros 20 ou 30. Sem quererem, embora deem sempre por isso, muitos casais - à medida que têm uma carreira, uma família, filhos, amigos e pequenas entradas de agenda (que são muito pessoais e muito preciosas), tudo a acotovelar-se, ao mesmo tempo - tornam-se estranhos que se conhecem muito bem. É por isso que todos os divórcios se dão por "mútuo consentimento".

A diferença é que, diante de um divórcio, há aqueles que o assumem, pondo verdade onde havia penumbra. Os que não querendo - ou não podendo - reconhecer as suas responsabilidades, projetam no outro toda a culpa, como se à surpresa com que uma separação parece chegar não correspondesse o modo, mais ou menos indiferente, com que se foi dormindo com um estranho, ali ao lado. E aqueles que vivem emboscados (desejando que uma mensagem ou um e-mail se transformem n'O pretexto diante do qual, quem o denuncia, se faz vítima).
Os primeiros, porque são verdadeiros, merecem um lugar, para sempre, dentro de nós. Os segundos, tornam-se estranhos, todos os dias, à medida que descobrimos a diferença entre quem diz que gosta de nós e quem sabe gostar. E os terceiros discutem por um copo que se partiu. (Ninguém discute por um copo! Isto é: discute, sim... Quando um copo é o pretexto para rezingar, eternamente, por cada "gosto de ti" que não se consegue nem pronunciar.)


Eduardo Sá, docente de Psicologia da Universidade de Coimbra, in REVISTA Expresso 10.08.2013.


NÃO VOU MUDAR

Dureza de coração é basicamente uma teimosia, insistir no que não funciona. É o que faz o marido dizer que não vai mudar, mesmo vendo o casamento ir por água abaixo. É o que faz a esposa insistir no jeito de ser e permanecer surda aos pedidos do marido. Se o seu jeito de ser não é bom para o casamento, e você não quer mudar, saiba que o seu destino é morrer sozinho.


Muitas vezes endurecemos o nosso coração por auto-defesa. Depois de sofrermos muito, talvez depois de traição, mentira, palavras duras, ou outra experiência dolorosa nas mãos do nosso parceiro, é natural que o nosso coração se endureça. Nós nos afastamos, desligamos emocionalmente para que nunca mais aquela pessoa nos possa ferir.
O problema é que levantar muralhas para proteger o nosso coração não é inteligente - a não ser que você queira ficar trancado lá dentro, sozinho, com todos aqueles sentimentos ruins, como prisioneiro na casa dos horrores. Quem constrói muralhas acaba numa prisão construída por si mesmo.
Pense nisso: se o seu cônjuge está realmente determinado a feri-lo, a traí-lo, e você vê que não há mais por que lutar por esse casamento, então saia dele de uma vez por todas. Mas se você ainda está aí tentando, porque crê que há esperança, então você tem que derrubar essas muralhas e amolecer o seu coração. Viver ao lado do seu parceiro, mas manter as muralhas entre vocês é gostar de sofrer.
Lembre-se: se a dureza de coração permanecer, nem Deus poderá ajudá-lo. Veja se estas pedras estão no seu coração:

Orgulho - Egoísmo - Inflexibilidade no seu jeito de ser - Sempre defensivo - Incapaz de perdoar - Resistir e ou Negar intimidade física - Nunca estar errado - Gostar de receber, não de dar - Preso ao passado - Não ser sincero, ocultar os sentimentos - Raramente pedir desculpas - Fazer chantagens emocionais - Usar "esse é o meu jeito" como uma desculpa para tudo - Usar palavras que magoam - Não conseguir se abrir e compartilhar com o parceiro.

Analise-se a si mesmo à luz dos pontos anteriores. Faça um exame honesto ao seu coração. Será que não há algumas pedras que precisam de ser quebradas? O que o seu cônjuge diria a seu respeito, se alguém lhe perguntasse sobre isso? Enquanto você mantiver a dureza de coração, nunca poderá ser feliz na sua vida sentimental.


Renato & Cristiane Cardoso in Revista Share março/abril 2014


A FAMÍLIA VALE OURO
Certa vez um artista juntou três ideias e pintou o quadro mais famoso da sua vida.
Ao caminhar próximo da sua casa viu uma noiva, que lhe disse que a coisa mais linda do mundo é o Amor. Depois encontrou um soldado vindo da guerra, que lhe disse que a coisa melhor do mundo é a Paz. Após caminhar um pouco mais, deparou-se com um religioso e ouviu dos seus lábios que a coisa mais importante do mundo é a .
O artista voltou para sua casa, juntou as 3 coisas Amor, Paz e Fé e pintou o LAR.
Uma família bem conduzida e ordenada é a maior força para uma sociedade de sucesso. Por outro lado, a influência de uma família mal conduzida é dilatada e desastrosa para toda a sociedade. Acumula uma onda de males que afecta famílias, comunidades e governos.
A criminalidade, a onda de vícios e toda a sorte de maldades provêm de famílias sem estrutura.
A Família é a instituição mais antiga que há no mundo. Após a criação de todas as coisas, Deus criou o homem e a mulher para administrarem as coisas criadas e serem felizes em família.
"Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe e unir-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." Génesis 2:24.

SE É ASSIM, PORQUE HÁ TANTOS DIVÓRCIOS EM PORTUGAL?
De todos os casamentos em Portugal, cerca de 40% terminam em separações por divórcio.
De acordo com a revista Red Book, os divórcios ocorrem pelos seguintes motivos:
- Má comunicação
- Perda de objectivos e interesses comuns
- Incompatibilidade e diminuição do prazer sexual
- Infidelidade conjugal
- Mau uso do dinheiro
- Desentendimentos na educação dos filhos
- Abuso do álcool e dependência de drogas
- Conflitos sobre os direitos femininos
- Ingerência de familiares com ênfase nos sogros
COMO PERMANECER CASADO E HONRAR O MATRIMÓNIO?

"Mantenhamos os olhos bem abertos antes do casamento e meio fechados depois." Franklin "Meu Deus, concede-me:
suficiente SERENIDADE para aceitar o que não posso mudar,
suficiente CORAGEM para mudar o que pode ser mudado,
suficiente SABEDORIA para discernir entre um e outro."


DEUS DEIXOU CONSELHOS MARAVILHOSOS NA BÍBLIA SAGRADA
PARA AS FAMÍLIAS SEGUIREM E SEREM MUITO FELIZES:
"Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo Se entregou por ela." Efésios 5:25
"Vós, mulheres, respeitai a vosso marido, como ao Senhor." Efésios 5:22
"Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra." Efésios 6:1-3
"E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e na admoestação do Senhor." Efésios 6:4
"Vós, maridos, amai a vossa mulher e não vos irriteis contra ela." Colossences 3:19
"...Vós maridos, vivei a vida conjugal com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco..." I Pedro 3:7
"Seja por todos honrado o matrimónio e conservai o leito conjugal imaculado, pois Deus há-de julgar os impuros e os adúlteros." Hebreus 13:4
É MUITO IMPORTANTE CONVIDAR JESUS PARA HABITAR NO NOSSO LAR
COM A NOSSA FAMÍLIA
O Lar Onde Jesus Habita:
1 - É um lugar onde os filhos respeitam e obedecem aos pais.
2 - É um lugar onde os pais amam, protegem e respeitam os filhos.
3 - É um lugar onde o marido ama e se entrega à sua esposa.
4 - É um lugar onde a esposa respeita e ama o marido.
5 - É um lugar onde os anjos do Céu têm prazer em permanecer.
6 - É um Céu aqui na Terra.
Folheto nº 2 da Série Deus Ama-te, Igreja Adventista do 7º Dia.


domingo, 4 de maio de 2014





MÃE

A Palavra Mais Bonita
Ao Cimo Da Terra




       Um editor de Londres submeteu à aprovação do grande estadista inglês Sir Winston Churchill, uma lista para ser publicada de todos aqueles que haviam sido seus professores. Churchill analisou a lista e a devolveu com este comentário: "Vocês se esqueceram de mencionar o maior de todos os meus mestres: minha mãe."
       Sem dúvida, não há na Terra quem mais se destaque em nossa educação do que nossa mãe. Nossa tranquilidade e segurança foram obtidas à custa de sua paciência. Nosso amadurecimento e crescimento devem muito ao carinho e amor que elas nos dispensaram.
       Elas foram e ainda são nossas amigas, professoras, enfermeiras, instrutoras, protetoras, etc.
       Enfim, pegue todas as qualidades necessárias para tornar uma pessoa insubstituível e você poderá resumi-las em uma só palavra: Mãe.
       A palavra mãe lembra todas essas coisas: cuidado, carinho, atenção, trabalho, amor. Será que a palavra filho lembra reconhecimento?...
       Mãe é uma palavra mágica que resume o universo. O universo que cada um de nós somos ou carregamos.
       Elas são divinas porque possuem uma capacidade de amar incompreensível ao ser humano; e são humanas porque são nossas.
       As mães não medem esforços para dar aos filhos o que há de melhor, e em geral elas dão a vida por eles, porque os consideram o próprio motivo de sua existência. Não há maior sentimento que retrate o cuidado de Deus pelo ser humano do que o amor que uma mãe devota a seus filhos.
       O Dia das Mães é dedicado ao reconhecimento e à gratidão. Nada mais merecido do que devolver um pouco de atenção pelo muito que elas fizeram por nós. Pelo muito que nos deram.
Nem sempre as mães conseguem dar aos filhos tudo o que gostariam, mas com certeza elas dão tudo o que têm. E, em geral, esse presente vem coberto de carinho, atenção e amor.
       Nos dias atuais, nessa época de sentimentos estranhos, de abandono e de apelo ao consumo, nem sempre as virtudes são reconhecidas e valorizadas, nem sempre as mães podem demonstrar o que elas gostariam. Mas o seu amor tem alguma coisa de divino, tem alguma coisa de incompreensível. Deus as fez assim, para que o mundo se sentisse seguro. Elas são a representação viva do amor. O que seria de nós sem isso?


       Certa mãe escreveu uma carta ao seu filho. Nessa carta, ela resume, talvez, tudo o que as mães gostariam de dizer aos filhos sobre sua vontade de fazê-los entender o quanto os amam, e que o amor que nutrem por eles é muito maior do que coisas. Veja que bela maneira de expressar o sentimento de cuidado por aquilo de mais valioso que existe para elas:

"Meu querido filho, o que eu lhe posso dar?"
+ Eu deveria lhe dar tudo para que nada lhe faltasse, nem mesmo um simples desejo, mas eu sei que por querer muitas coisas, eu mesma aprendi a estar satisfeita com o que tenho e a pensar nas outras pessoas e em suas necessidades.
+ Eu deveria lhe dar uma vida repleta de divertimentos, mas sei que por causa das muitas tarefas e responsabilidades de minha juventude, aprendi a valorizar a responsabilidade.
+ Eu deveria proteger você de todos os erros de sua juventude, mas eu sei que por causa de minhas próprias falhas, aprendi a tomar melhores decisões.
+ Eu deveria ter-lhe proporcionado uma profissão que lhe desse riquezas e importância, mas descobri que o homem é verdadeiramente feliz quando preenche o propósito para o qual Deus o criou.

O que, então, meu filho, posso dar a você que lhe seja de real valor?
- Eu lhe dou o meu amor, o que significa que eu o aceito sem reservas, do jeito que você é e será.
- Eu lhe ofereço a minha presença pessoal para que você possa ter a segurança do que necessita em sua infância.
- Eu lhe dou os meus ouvidos, no sentido de que nunca estarei ocupada demais para ouvi-lo. E o ouvirei, quando necessário, sem mesmo dizer coisa alguma.
- Eu lhe darei oportunidades para crescer no trabalho para que você possa aprender a desempenhar suas tarefas de forma satisfatória e sentir a alegria que vem de um serviço bem-feito.
- Eu lhe dou meu conselho somente quando ele for necessário, ou se você pedir, para que através de minha experiência você possa evitar alguns dos erros que eu cometi.
- Eu lhe dou o meu consolo para quando você falhar ou se sentir triste. Mas lembre-se de que nem sempre poderei protegê-lo das consequências que virão de seus erros.
- Eu lhe dou instruções para você sempre andar pelos caminhos do Senhor, para que quando você ficar velho não venha a se apartar dEle.
- Eu lhe dou minhas orações diárias para que o Senhor o guarde e o guie de tal forma que você, meu filho, seja uma pessoa que sirva e glorifique nosso Pai Celestial.

Isso tudo, meu filho, eu lhe dou com todo o meu amor.
Sua Mãe
DEUS DÁ ASAS - FAZ TEU VOO!


       Esta é a oração silenciosa de muitas mães. Nada é mais importante para elas do que o verdadeiro sucesso de seus filhos. Elas desejam que eles realmente encontrem o caminho da felicidade, e para isso não medem esforços.
       É exatamente por esse motivo que a lei de Deus traz um mandamento que diz:
       "Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá." Êxodo 20:12. Deus está afirmando que o trabalho que Ele quer realizar em nossa vida tem a colaboração do pai e da mãe. Deus cria uma fantástica associação para que nossa vida seja realmente feliz e duradoura. Essa é a receita do sucesso, porque é o ser humano trabalhando em cooperação com Deus. O que a mãe deseja de seu filho é o mesmo que Deus deseja: prolongar a vida de tal forma que eles possam sentir a beleza de viver e de servir.
       A mãe quer o melhor, e o melhor é o que Deus quer. Deus as fez assim para que nós, através delas, pudéssemos vê-Lo em carne e osso e sentir o Seu amor de forma palpável.
       As mães representam o amor de Deus, e a elas o nosso reconhecimento e nosso abraço carinhoso no dia que lhes pertence.


Valdecir Lima in O Preço da Felicidade, Edição da Casa Publicadora Brasileira, Tatuí - São Paulo, Brasil.

PRECISAMOS APENAS DE PEDIR


Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir. Salmo 32:8

Meu pai, que agora se aposenta e está encerrando seus negócios, me contratou como secretária um ano antes, quando eu precisava muito de um emprego. Agora eu precisava outra vez de trabalho. Inscrevendo-me para uma vaga num hospital local de propriedade de uma organização cristã, fui contratada para trabalhar no setor de contas dos pacientes. Após um treinamento de apenas umas duas horas, fui deixada sozinha. Minha tarefa era cobrar o dinheiro devido naquelas contas pendentes. Esforcei-me ao longo do dia e fui para casa muito desanimada. Decidi que devia procurar o supervisor na manhã seguinte e admitir que eu não era esperta o suficiente para fazer aquele trabalho. Era a única coisa honesta a fazer. Contudo, sendo a única responsável pelo meu sustento e o de dois filhos, eu precisava desesperadamente do trabalho.
Decidi mergulhar fundo, fazer perguntas, aprender procedimentos e, de algum modo, apresentar um desempenho bom o suficiente para conservar o emprego.
Alguns dias depois, fiquei sabendo que o hospital incentivava grupos de oração na hora do almoço, na capela, e decidi investigar. Unindo-me a três outras pessoas, oramos por vários desafios em nossa vida. Pedi que as amigas orassem comigo por meu sucesso no trabalho. Reclamamos a promessa no texto de hoje. Lentamente, reconquistei a confiança e me tornei proficiente no trabalho. Cerca de um ano depois, fui promovida para um cargo de supervisão.

Como nosso grupo de oração continuava a se reunir, levei outro pedido aos participantes. Hesitei, achando que me rotulariam como totalmente irrealista, mas eu queria voltar à faculdade. Teria que trabalhar em expediente completo e assistir às aulas em tempo integral. Como enfrentar isso? Como orar por isso? Começamos a orar, reivindicando a afirmação de Mateus 19:26: "Para o homem é impossível, mas para Deus
todas as coisas são possíveis."

As portas começaram a se abrir. Inscrevi-me numa universidade cristã. Subvenções do governo e uma bolsa de estudos fizeram frente às despesas; um hospital próximo me contratou e permitiu que eu trabalhasse depois das aulas. Mas, acima de tudo, o Senhor tornou possível que eu me formasse em três anos..., porque, como você vê, todas as coisas
são possíveis com Ele!!!

Ao longo dos anos, tenho dado graças a Deus, repetidas vezes. Ele está sempre pronto a auxiliar-nos, seja qual for a nossa luta. Por que hesitamos? Temos apenas que pedir!

http://cpbmais.cpb.com.br/htdocs/periodicos/ij/2014/frij2014.html - Meditação da Mulher, 24.04.2014, Links 1R.


«As mães são o bem mais precioso de uma nação», palavras da Dra Marina Moucho, Obstetra do Hospital de S. João, do Porto, na 8ª Conferência Europeia da EACH (European Association for Children in Hospital), realizada na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa a 26 de março de 2004, in Tempo Medicina de 05.04.2004. E acrescenta: Daí que «quanto mais uma sociedade apoia as mães, maiores são os seus progressos».

«O melhor do mundo não são as crianças, mas os pais das crianças», palavras do Professor Doutor Eduardo Sá, docente de Psicologia da Universidade de Coimbra, nas VII Jornadas de Pediatria do Hospital Distrital de Faro, in Tempo Medicina.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A HISTÓRIA DAS 3 CRUZES


"Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: 'Não és Tu o Cristo? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também.' Respondendo-lhe, porém, o outro repreendeu-o dizendo: 'Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos actos merecem; mas Este nenhum mal fez.' E acrescentou: 'Jesus, lembra-Te de mim quando entrares no Teu reino.' Jesus lhe respondeu: 'Em verdade te digo que hoje * estarás comigo no paraíso.'" Lucas 23:39-43.



Havia dois caminhos que saíam de Jerusalém. Um deles descia para Jericó e o outro subia em direcção ao Gólgota. Ao longo de primeiro os marginais viviam a sua vida corrupta roubando, violentando e aterrorizando viajantes inocentes. Ao longo do segundo, estes mesmos marginais pagavam o preço da sua vida errada, carregando uma cruz para serem mortos no topo da montanha.
O lugar chamava-se o Monte da Caveira porque era ali que os delinquentes eram executados. Naquele tempo não existia maneira mais cruel e humilhante de se punir uma pessoa. Nem a moderna cadeira eléctrica, a guilhotina ou a forca podem ser comparadas com a desgraça e o miserável sofrimento que suportava o marginal pendurado. Eram minutos e horas, morrendo lentamente na cruz. De dia o Sol queimava sem piedade as suas carnes; à noite então, o vento gelado da montanha castigava o corpo enfraquecido do moribundo.
A morte na cruz era o símbolo da morte do pecador que vai morrendo lentamente, atormentado pelo sol da culpabilidade ou pelo frio gelado da consciência, sempre afligindo e gritando interiormente: "Tu não prestas, nunca conseguirás sair daqui. Só mereces a morte." Havia momentos em que o condenado implorava a morte. Era preferível morrer a viver morrendo. Já se sentiu assim alguma vez?

Levantavam-se três cruzes lá no topo da montanha, e três transgressores estavam ali prontos a morrer. Os ladrões tinham quebrantado a lei de Roma. Jesus, a lei de Jerusalém. Eles tinham quebrantado a lei de Deus. Jesus tinha apenas violado a tradição. O legalismo nunca perceberá a diferença.
No meio daquelas cruzes pendia Jesus, supostamente o pior dos três. Já pensou no significado daquela morte? A missão de Jesus tinha sido sempre a de salvar os pecadores. Viveu com eles, procurou-os onde estavam e achou-os, amou-os, perdoou-os, transformou-os e agora morria entre eles. Ele passou as últimas horas da Sua vida na companhia dos pecadores, não com os cidadãos que se julgavam bons e honestos, mas com ladrões, assassinos, marginais tão cruéis que tinham sido amarrados à cruz para morrer como bestas do deserto, exterminados como animais selvagens porque o mundo tinha perdido a esperança de os recuperar.
A igreja tem de se lembrar sempre que o seu grande Mestre, o Senhor Jesus, viveu e morreu entre os pecadores para poder salvá-los. A igreja nunca deverá esquecer que o seu grande Mestre acreditou nos piores seres humanos. Graças a Deus que foi assim. Que é sempre assim, que continuará a ser assim. De outra maneira, que seria de si e de mim?

Pode haver um momento na vida em que, cansados de escorregadelas sucessivas, nos olhamos ao espelho da vida e clamamos desapontados: "Não adianta, eu nunca conseguirei." Pode ser que por alguma circunstância, estejamos a ponto de perder a confiança em nós mesmos. O mundo não acredita mais em si. A família não acredita, nem a igreja, nem as pessoas mais próximas e nem você mesmo; mas por favor, olhe para o topo da montanha e veja o seu amigo Jesus a morrer e gritando: "Sim, eu acredito em ti, para Mim tu não és um caso perdido, porque achas que Eu estou aqui pendurado entre ladrões?"


A crucifixão revelou o que há de pior no coração humano, concentrando toda a sua vileza e ódio na pessoa de Jesus. Lá na montanha do Calvário três homens olhavam um para o outro, no momento da morte. Parte da tortura era contemplar a agonia do homem ao lado.
De repente, um deles olhou para Jesus e disse: "Senhor, se Tu és o Cristo, salva-Te a Ti mesmo e a nós também." Ele mantinha o seu orgulho e justificação própria até ao fim. Ele disse 'se' - palavra ridicularizante de dúvida e acusação que os homens continuam a usar ainda hoje. Na realidade, ele estava a dizer: "Você não é melhor do que eu. Precisa tanto de ajuda como eu e ainda mais porque está no meio. Você diz que é Filho de Deus, o Rei de Israel. Quero ver se consegue fazer alguma coisa agora."

Já percebeu que enquanto Cristo acreditava nos homens, estes sempre duvidaram d'Ele? O ladrão disse: "Se Tu és o Cristo, salva-Te." Os sacerdotes disseram: "Se tu és o Rei, desce." Satanás disse: "Se Tu és o Filho de Deus, lança-Te." Mentes arrasadas pela dúvida reclamaram sempre uma demonstração de poder, como se o poder fosse capaz de fazer o que não fizera o amor.
O desejo supremo do ser humano foi sempre o de se ver livre do sofrimento. "Salva-Te a Ti mesmo e a nós também", pedimos. Nós escaparíamos da crucifixão se pudéssemos, mas Jesus sofreu sozinho pelo povo que amava, por aqueles que d'Ele escarneciam com o terrível "Se...". Jesus não castigou aquela falta de fé. Apenas pediu perdão para aqueles que troçavam d'Ele.
E esta atitude acendeu a esperança num dos ladrões. "Claro" - pensou ele - "se o perdão é para os que O estão a crucificar, ele pode ser para mim também." Algum tempo atrás ele tinha visto Jesus amando e curando as pessoas. Naquela ocasião tinha-se sentido impelido a abandonar a sua vida de crimes, mas rejeitou o convite divino, continuou a sua vida errada, e agora estava a sofrer a terrível consequência da sua decisão.
Repare que as suas primeiras palavras não são um pedido de perdão, mas de defesa para Jesus. Olhando para o outro ladrão, disse: "Você não tem medo de Deus, estando na mesma situação? Nós pagamos justamente o preço dos nossos erros, mas Este homem não fez nada errado." Era verdade, Ele não tinha feito nada errado. Se se podia atribuir-Lhe algum erro seria apenas o facto de amar o ser humano com um amor sem limites. Mas ali estava Ele, pendurado entre o passado e o futuro, entre a vida e a morte, entre o presente e a eternidade. Ali estava Ele pendurado na cruz.

O ladrão arrependido reconheceu a sua culpa: "Nós com justiça sofremos." Ele admitiu que era um pecador que precisava de ajuda, e estava disposto a procurá-la, mesmo que fosse na última hora da sua vida.
O primeiro ladrão acusou Jesus de ser tão culpado como ele. O segundo rejeitou o orgulho e a justiça do seu colega, declarando: "Este não fez nada de errado." E arrependido, agora suplicou: "Senhor, lembra-Te de mim quando entrares no Teu reino." Veja o homem agonizante a falar para o Deus-homem em agonia. Veja como o ladrão arrependido dá a Jesus outra oportunidade de realizar aquilo pelo qual o Senhor deixara o Céu - salvar pecadores da perdição eterna.
O ex-ladrão não pediu libertação do sofrimento ou vingança contra os seus carrascos. Ele disse: "Lembra-Te de mim." E o que havia no seu passado que valesse a pena lembrar?... Crimes, desonestidade, rejeição de oportunidades de endireitar a sua vida? Realmente, não havia nada que valesse a pena relembrar, contudo ele disse:
"Lembra-Te de mim!" Porque embora não tivesse um bom passado, ele tinha um presente, e nesse presente ele aceitou pela fé aquele Deus-homem que estava a morrer ao seu lado. Ele creu, percebeu a miséria do seu passado e arrependeu-se. Foi o único homem que teve fé no Salvador agonizante nessa hora terrível e, apesar de estar envolto pelas sombras da morte, olhou para Jesus e pensou: "Senhor, Tu és a minha vida!"

Quando tudo parecia perdido, quando até os discípulos de Jesus tinham perdido a fé, na cruz, este estranho creu. Este é o maior testemunho de fé de toda a Bíblia. Esta é a mais incrível história de conversão. Muitos creram no Cristo dos milagres, do alimento multiplicado e dos actos extrordinários, mas só o ladrão acreditou que a vida poderia vir d'Aquele Ser agonizante, enfraquecido.
A fé desse homem animou Jesus naquela hora tenebrosa e encorajou-O a continuar a Sua missão. Houve luzes que saíram da escuridão e iluminaram o cenário. E a paz repousou no rosto de ambos na cruz. Até àquele momento três homens estiveram a morrer sozinhos. Depois disto, só um deles ficou sozinho, os outros dois morreram juntos.
Embora lhes tivessem tirado tudo o que possuíam, ninguém podia tirar do ex-ladrão o poder da fé, e ninguém seria capaz de tirar de Jesus o poder do perdão. Agora veja como a fé do homem arrependido alcança outros no meio da multidão. Através da sua conversão, o centurião encarregado da crucifixão também se converte. Aqui está a essência do plano da salvação: Jesus oferece perdão, um ladrão aceita-o, e o seu testemunho leva o centurião a aceitar também a Jesus. Quantos mais terão aceite a Jesus naquela ocasião? Só Deus e a eternidade o dirão.
Agora, da cruz - símbolo de ofensa e vergonha - vem a certeza da salvação. "Hoje", disse Jesus, "apesar do Meu aparente fracasso, Eu prometo-te que estarás comigo no paraíso."


Que contraste entre o início e o fim daquele dia na vida do ladrão! Ao nascer o dia ele estava condenado, culpado, esperando com medo a hora da morte, o último sofrimento, a mais horrível punição, a suprema humilhação. Mas, ao entardecer, o mesmo homem tornou-se uma pessoa salva, perdoada, sem culpa, limpa de todo o pecado passado, porque, Alguém morreu ao seu lado e pagou o preço. É assim que opera o evangelho na vida das pessoas.
O primeiro ladrão pediu para ser libertado do castigo que os seus erros mereciam e morreu nos seus pecados. O segundo aceitou o castigo terreno mas achou libertação da morte eterna.
Alguns podem tomar o ex-ladrão como exemplo e dizer: "Peço agora e arrependo-me depois." Mas este caminho seria um caminho perigoso. A história bíblica diz-nos que um se arrependeu e o outro não. O Senhor perdoará, mas o preço da aceitação adiada é muito mais alto. Nós pagamo-lo com a nossa vida consumida e além do mais, corremos o perigo de não o aceitar no momento final. Nunca é tarde para Deus, mas pode ser tarde para nós, se adiarmos a decisão.
Quem pensa: "Peço agora e arrependo-me depois", não conhece os devastadores efeitos do pecado na vida. Deus está à espera da minha decisão, antes que o pecado arruíne a minha vida ao ponto de Ele não poder mais livrar-me do sofrimento físico em consequência dos meus actos.

Dois caminhos saíam de Jerusalém. Um para Jericó, outro para o Calvário. No caminho para Jericó, certo dia um homem arriscou a sua vida para cuidar da vítima de um ladrão, e pagou por ele o preço do seu tratamento. No caminho que sobe ao Calvário, outro homem, voluntariamente e por amor, tornou-Se a vítima e pagou com a Sua própria vida a cura da culpabilidade do ladrão. Não gostaria de olhar para o Calvário e exclamar também: "Senhor, Tu és a minha vida!"?

SIM, Senhor! TU És a Minha Vida!
E Quero um Coração Igual ao TEU!



"Nesse ponto, muitos dos Seus seguidores voltaram atrás e O abandonaram. Então Jesus voltou-Se para os doze e perguntou: 'Vocês também vão-se embora?' Simão Pedro respondeu: 'Mestre, para quem iremos nós? ** Só o Senhor tem as palavras que dão a vida eterna, e nós cremos nessas palavras, e sabemos que o Senhor é o Santo Filho de Deus'". João 6:66-68. (A Bíblia Viva)
O ambiente naquela hora estava tenso. Jesus, com a Sua voz mansa, tinha dito coisas que sacudiram a estrutura dos ouvintes. Ele nunca precisava de alterar o tom da Sua voz para sacudir os corações e levá-los a pensar. A Sua voz era mansa e carinhosa, mas tinha a autoridade que provinha da Sua comunhão constante com o Pai.
Muitos naquela manhã O abandonaram. Assim são as coisas com Jesus. Quem o ouvia não permanecia neutro: ou O amava, ou O odiava, mas por onde Jesus passava, nada ficava igual; as coisas mudavam, as vidas giravam cento e oitenta graus. Os homens ficavam a favor ou contra, ou O seguiam ou O abandonavam. Ao ouvir as palavras de Jesus "muitos dos Seus discípulos O abandonaram e já não andavam com Ele".

Foi então que Jesus olhou para os doze e perguntou: "Porventura quereis também vós outros, retirar-vos?" Simão, sem hesitar um segundo, respondeu: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna."
Esta declaração é muito mais do que uma declaração teológica. Aqui está o segredo de uma vida cristã abundante e feliz. "Tu tens as palavras da vida eterna." Jesus mesmo disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá."
João 11:25.

A vida, meu amigo, não é um período de tempo, nem um estado. A vida é uma pessoa. É Jesus. N'Ele estamos vivos. Mantendo comunhão permanente com Ele estamos vivos. No momento em que, por alguma circunstância, cortamos a nossa comunhão com Ele, perdemos a vida. Porque Ele é a vida. Podemos continuar a andar, a trabalhar, a correr, mas estamos mortos. Aquilo a que os homens chamam vida separados d'Ele, não é senão o caos, o vazio existencial, a busca incansável de sentido para a existência.
Isto mostra-nos que para ter vida não é preciso fazer coisas, como pensava o jovem rico. Não é preciso dar-se 50 chicotadas nem fazer peregrinações. Não é preciso procurar desesperadamente a fonte da eterna juventude. É apenas preciso crer e permanecer n'Ele. Podemos parar de respirar como consequência de um acidente, ou consumidos por uma doença, mas se fecharmos os olhos crendo em Jesus, continuaremos adormecidos até ao dia da manhã da ressurreição, em que o Senhor da vida aparecerá de novo.

Isto é algo que deve ficar bem claro na mente. A vida eterna não é uma conquista do esforço humano. É um presente de amor.
"Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida." I João 5:12.
N'Ele estamos vivos. Separados d'Ele estamos mortos.A vida depende da nossa comunhão e relacionamento com a fonte da vida que é Ele. Por isso podemos dizer com toda a convicção:
"JESUS, TU ÉS A MINHA VIDA."

Textos de Alejandro Bullón in Jesus Tu és a Minha Vida!, Publicadora Atlântico, 1998. http://www.ministeriobullon.com/portugues/index.php - Links 1R.

* http://centrowhite.org.br/perguntas/perguntas-e-respostas-biblicas/como-entender-a-promessa-de-cristo-ao-bom-ladrao-expressa-nas-palavras-hoje-estaras-comigo-no-paraiso/
(sobre Rodrigo P. Silva ver em Links 1R - Evidências).

** "Mestre, para quem iremos nós?" - Como Pedro, é esta também a minha pergunta. Mas já concluí que só Jesus Cristo me pode dar aquilo que mais desejo: uma nova vida, uma vida eterna, num corpo transformado, conforme idealizo e a Bíblia apresenta. "Como Pedro, quem de facto se alimentou do Pão da Vida, não abandona Aquele que (só Ele) tem 'as palavras da vida eterna'... Como Pedro, quem de facto experimentou a mensagem e a pessoa de Cristo, não se satisfaz mais com" outros caminhos. E. E.


quarta-feira, 19 de março de 2014

PAI: ÉS O FAROL DO TEU FILHO!



* Quando Deus mede um homem, ele coloca a fita métrica em volta do seu coração, não da sua cabeça. Autor Desconhecido
(O Senhor não vê como vê o homem. O homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração. I Samuel 16:7)

** Embora não despreze o papel vital da mãe no lar, creio que uma família bem-sucedida começa com o seu marido. James Dobson
(... que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito. I Timóteo 3:4)

*** O meu objetivo principal não é ser chefe e maioral, mas ser líder e servo, capacitando e valorizando a minha família a fim de que dê o melhor de si. Tim Hansel
(De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus: tomando a forma de servo... Filipenses 2:5, 7)

**** O maior feito que um pai pode realizar em favor dos filhos, é amar a mãe deles. Josh McDowell
(Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Efésios 5:28)


AO COLO DO PAI

Viajava de Santarém para o Porto com o meu filho. Tínhamos uma certa pressa, pois era Sexta-feira e queríamos chegar antes do pôr do Sol. Chovia sem cessar. A auto-estrada, em certos troços, estava em obras. E foi num desses pontos, após uma pequena curva, que nos deparámos com um acidente. Um carro em que viajava uma família inteira capotou. Várias pessoas se juntaram. Mas algo chamou a minha atenção. Um menino de quatro ou cinco anos estava ao colo do pai. Um medo aterrador era visível, por estar estampado no seu rosto. Vi a força com que se agarrava ao pescoço do seu pai e chorava, enquanto o pai lhe enxugava as lágrimas e tentava acalmá-lo. Tive a sensação de que não havia força no mundo que o conseguisse arrancar do colo do seu paizinho.
Nós, seres humanos, também tivemos um 'acidente', que se chama 'pecado', e a nossa vida 'capotou' e encontra-se de 'rodas para o ar'; por isso vivemos numa confusão, com a bagagem toda espalhada, e assustados, cheios de medo. Assim é a nossa existência.
Mas, tal como o menino do acidente, também nós temos um Pai. Um Pai que nos segura no colo, nos enxuga as nossas lágrimas e nos acalma com beijos.
Também eu me sinto assustada com o tombo que a minha vida deu, mas não há força no mundo que me arranque dos braços do meu Pai Celeste. É aninhada no Seu colo que quero ficar até que chegue o 'pronto-socorro' que me levará ao Lar.
Nesse Lar, a nossa vida será bem diferente: sem acidentes, sem medo, sem lágrimas no rosto das crianças. E tudo isto porque estaremos na casa do Pai. Jesus é o 'pronto-socorro' que em breve, muito em breve, nos virá recolher da beira da estrada em que estamos acidentados e nos levará para esse tão esperado Lar.
Enquanto esperamos, Ele deixou-nos o compromisso de enxugar as lágrimas ao nosso próximo e mostrar-lhe o caminho do Lar.
Na minha oração de hoje, agradeço a Jesus por tamanho amor. E suplico que em breve eu, o menino e você possamos estar em Casa. - Cinda Domingos, Santarém.


RESTAURADOS POR JESUS
Conta-se a história de um jovem casal cristão que teve um bebé, uma menina. Quando esta tinha quatro anos, o pai sofreu um grave acidente de automóvel, que lhe tirou a vida.
Nos longos dias que se seguiram, a mãe era constantemente confrontada com as perguntas da sua filhinha, que dizia: "Mamã, onde está o papá?" A jovem viúva, no meio da sua imensa dor, respondia sempre a frase: "O papá não pode voltar mais para casa;
mas um dia Jesus vai trazê-lo de volta!"
A menina foi crescendo até que, passados alguns anos, naturalmente, ficou a saber o que tinha acontecido realmente. Durante todo o tempo da sua infância e juventude, a mãe ensinou-lhe sempre as histórias e as promessas da Bíblia, que sustentavam a certeza de que,
ainda assim, um dia Jesus traria o papá de volta.
Quando ela tinha 19 anos, uma doença fulminante atingiu-a. Ela foi internada no hospital, onde permaneceu alguns meses. Finalmente, numa manhã, os médicos tiveram de a informar que, provavelmente, poucos dias de vida lhe restariam.
Nessa mesma tarde, a mãe veio visitá-la. Ao entrar no quarto, já sabia da notícia dos médicos. Olhando para a sua filha, disse: "Já sei, querida, a triste notícia que te deram..." A filha, esboçou um sorriso e disse para a sua mãe: "Não, mamã, não sabes!" "Não sei?", perguntou a mãe surpreendida. "Não mamã, não sabes... Porque a verdadeira e importante notícia que me deram foi: quando Jesus vier trazer o papá de volta, Ele vai trazer-me a mim também!"
Ao longo dos séculos, esta tem sido a esperança que alimenta o coração e a mente daquele que faz repousar a sua dor na eterna Palavra de Deus. O Criador, fazendo tudo de novo, irá restaurar a vida na sua plenitude. Esse será o momento em que não mais se passarão más notícias, não mais haverá separação, não mais haverá a angústia provocada pela perda.
Hoje é o dia para estarmos prontos, firmemente agarrados
às infalíveis promessas de Jesus. - Filipe Reis, Pedroso.

(Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá. S. João 11:25)
(E o que estava assentado no trono, disse: Eis que faço novas todas as coisas. Apocalipse 21:5)
(E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor porque as primeiras coisas passaram. Apocalipse 21:4)



* Como diminuir a delinquência juvenil:
1 - Dê tempo aos seus filhos. 2 - Seja um bom exemplo para eles. 3 - Proporcione aos seus filhos ideais de vida. 4 - Tenha muitas actividades planejadas. 5 - Ensine-os acerca de Deus.
Billy Graham
("...torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza." I Timóteo 4:12; "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele." Provérbios 22:6)

** "Você lembra-se do seu pai?" - perguntou o juiz com severidade. "Aquele pai a quem você desonrou?" O prisioneiro respondeu: "Lembro-me dele perfeitamente. Quando o procurava para um conselho ou companhia, ele olhava-me por detrás do seu livro de leis e dizia: 'Sai daqui, menino, estou muito ocupado'. O meu pai terminou o seu livro, e eu estou aqui." T. DeWitt Talmadge
(E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na disciplina e instrução do Senhor. Efésios 6:4)

*** Amar demais nunca mimou crianças. As crianças ficam mimadas quando substituímos "presença" por "presentes". Dr Anthony P. Witham
(Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas também as nossas próprias almas. I Tessalonicenses 2:8)



* Se você almeja que o seu filho aceite os seus valores quando alcançar a adolescência, então você deve ser merecedor do seu respeito durante a sua infância. James Dobson
(... mas para vos dar a nós mesmos como exemplo, para nos imitardes. II Tessalonicences 3:9)

** Uma criança provavelmente não encontrará um pai em Deus, a não ser que encontre algo de Deus no seu próprio pai. Glen Wheeler
(Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. I Coríntios 11:1)

*** Feliz a criança que, uma vez ou outra, surpreende o seu pai de joelhos, orando... ou dedicando tempo, regularmente, em comunhão com o Senhor. Larry Christenson
(... alegre-se o coração daqueles que buscam ao Senhor, e a Sua força; buscai a Sua face continuamente. Salmo 105:3, 4)

Pensamentos de Pequeno Manual de Instruções de Deus para PAIS, Editora United Press, Ltda.