sexta-feira, 18 de abril de 2014

A HISTÓRIA DAS 3 CRUZES


"Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: 'Não és Tu o Cristo? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também.' Respondendo-lhe, porém, o outro repreendeu-o dizendo: 'Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos actos merecem; mas Este nenhum mal fez.' E acrescentou: 'Jesus, lembra-Te de mim quando entrares no Teu reino.' Jesus lhe respondeu: 'Em verdade te digo que hoje * estarás comigo no paraíso.'" Lucas 23:39-43.



Havia dois caminhos que saíam de Jerusalém. Um deles descia para Jericó e o outro subia em direcção ao Gólgota. Ao longo de primeiro os marginais viviam a sua vida corrupta roubando, violentando e aterrorizando viajantes inocentes. Ao longo do segundo, estes mesmos marginais pagavam o preço da sua vida errada, carregando uma cruz para serem mortos no topo da montanha.
O lugar chamava-se o Monte da Caveira porque era ali que os delinquentes eram executados. Naquele tempo não existia maneira mais cruel e humilhante de se punir uma pessoa. Nem a moderna cadeira eléctrica, a guilhotina ou a forca podem ser comparadas com a desgraça e o miserável sofrimento que suportava o marginal pendurado. Eram minutos e horas, morrendo lentamente na cruz. De dia o Sol queimava sem piedade as suas carnes; à noite então, o vento gelado da montanha castigava o corpo enfraquecido do moribundo.
A morte na cruz era o símbolo da morte do pecador que vai morrendo lentamente, atormentado pelo sol da culpabilidade ou pelo frio gelado da consciência, sempre afligindo e gritando interiormente: "Tu não prestas, nunca conseguirás sair daqui. Só mereces a morte." Havia momentos em que o condenado implorava a morte. Era preferível morrer a viver morrendo. Já se sentiu assim alguma vez?

Levantavam-se três cruzes lá no topo da montanha, e três transgressores estavam ali prontos a morrer. Os ladrões tinham quebrantado a lei de Roma. Jesus, a lei de Jerusalém. Eles tinham quebrantado a lei de Deus. Jesus tinha apenas violado a tradição. O legalismo nunca perceberá a diferença.
No meio daquelas cruzes pendia Jesus, supostamente o pior dos três. Já pensou no significado daquela morte? A missão de Jesus tinha sido sempre a de salvar os pecadores. Viveu com eles, procurou-os onde estavam e achou-os, amou-os, perdoou-os, transformou-os e agora morria entre eles. Ele passou as últimas horas da Sua vida na companhia dos pecadores, não com os cidadãos que se julgavam bons e honestos, mas com ladrões, assassinos, marginais tão cruéis que tinham sido amarrados à cruz para morrer como bestas do deserto, exterminados como animais selvagens porque o mundo tinha perdido a esperança de os recuperar.
A igreja tem de se lembrar sempre que o seu grande Mestre, o Senhor Jesus, viveu e morreu entre os pecadores para poder salvá-los. A igreja nunca deverá esquecer que o seu grande Mestre acreditou nos piores seres humanos. Graças a Deus que foi assim. Que é sempre assim, que continuará a ser assim. De outra maneira, que seria de si e de mim?

Pode haver um momento na vida em que, cansados de escorregadelas sucessivas, nos olhamos ao espelho da vida e clamamos desapontados: "Não adianta, eu nunca conseguirei." Pode ser que por alguma circunstância, estejamos a ponto de perder a confiança em nós mesmos. O mundo não acredita mais em si. A família não acredita, nem a igreja, nem as pessoas mais próximas e nem você mesmo; mas por favor, olhe para o topo da montanha e veja o seu amigo Jesus a morrer e gritando: "Sim, eu acredito em ti, para Mim tu não és um caso perdido, porque achas que Eu estou aqui pendurado entre ladrões?"


A crucifixão revelou o que há de pior no coração humano, concentrando toda a sua vileza e ódio na pessoa de Jesus. Lá na montanha do Calvário três homens olhavam um para o outro, no momento da morte. Parte da tortura era contemplar a agonia do homem ao lado.
De repente, um deles olhou para Jesus e disse: "Senhor, se Tu és o Cristo, salva-Te a Ti mesmo e a nós também." Ele mantinha o seu orgulho e justificação própria até ao fim. Ele disse 'se' - palavra ridicularizante de dúvida e acusação que os homens continuam a usar ainda hoje. Na realidade, ele estava a dizer: "Você não é melhor do que eu. Precisa tanto de ajuda como eu e ainda mais porque está no meio. Você diz que é Filho de Deus, o Rei de Israel. Quero ver se consegue fazer alguma coisa agora."

Já percebeu que enquanto Cristo acreditava nos homens, estes sempre duvidaram d'Ele? O ladrão disse: "Se Tu és o Cristo, salva-Te." Os sacerdotes disseram: "Se tu és o Rei, desce." Satanás disse: "Se Tu és o Filho de Deus, lança-Te." Mentes arrasadas pela dúvida reclamaram sempre uma demonstração de poder, como se o poder fosse capaz de fazer o que não fizera o amor.
O desejo supremo do ser humano foi sempre o de se ver livre do sofrimento. "Salva-Te a Ti mesmo e a nós também", pedimos. Nós escaparíamos da crucifixão se pudéssemos, mas Jesus sofreu sozinho pelo povo que amava, por aqueles que d'Ele escarneciam com o terrível "Se...". Jesus não castigou aquela falta de fé. Apenas pediu perdão para aqueles que troçavam d'Ele.
E esta atitude acendeu a esperança num dos ladrões. "Claro" - pensou ele - "se o perdão é para os que O estão a crucificar, ele pode ser para mim também." Algum tempo atrás ele tinha visto Jesus amando e curando as pessoas. Naquela ocasião tinha-se sentido impelido a abandonar a sua vida de crimes, mas rejeitou o convite divino, continuou a sua vida errada, e agora estava a sofrer a terrível consequência da sua decisão.
Repare que as suas primeiras palavras não são um pedido de perdão, mas de defesa para Jesus. Olhando para o outro ladrão, disse: "Você não tem medo de Deus, estando na mesma situação? Nós pagamos justamente o preço dos nossos erros, mas Este homem não fez nada errado." Era verdade, Ele não tinha feito nada errado. Se se podia atribuir-Lhe algum erro seria apenas o facto de amar o ser humano com um amor sem limites. Mas ali estava Ele, pendurado entre o passado e o futuro, entre a vida e a morte, entre o presente e a eternidade. Ali estava Ele pendurado na cruz.

O ladrão arrependido reconheceu a sua culpa: "Nós com justiça sofremos." Ele admitiu que era um pecador que precisava de ajuda, e estava disposto a procurá-la, mesmo que fosse na última hora da sua vida.
O primeiro ladrão acusou Jesus de ser tão culpado como ele. O segundo rejeitou o orgulho e a justiça do seu colega, declarando: "Este não fez nada de errado." E arrependido, agora suplicou: "Senhor, lembra-Te de mim quando entrares no Teu reino." Veja o homem agonizante a falar para o Deus-homem em agonia. Veja como o ladrão arrependido dá a Jesus outra oportunidade de realizar aquilo pelo qual o Senhor deixara o Céu - salvar pecadores da perdição eterna.
O ex-ladrão não pediu libertação do sofrimento ou vingança contra os seus carrascos. Ele disse: "Lembra-Te de mim." E o que havia no seu passado que valesse a pena lembrar?... Crimes, desonestidade, rejeição de oportunidades de endireitar a sua vida? Realmente, não havia nada que valesse a pena relembrar, contudo ele disse:
"Lembra-Te de mim!" Porque embora não tivesse um bom passado, ele tinha um presente, e nesse presente ele aceitou pela fé aquele Deus-homem que estava a morrer ao seu lado. Ele creu, percebeu a miséria do seu passado e arrependeu-se. Foi o único homem que teve fé no Salvador agonizante nessa hora terrível e, apesar de estar envolto pelas sombras da morte, olhou para Jesus e pensou: "Senhor, Tu és a minha vida!"

Quando tudo parecia perdido, quando até os discípulos de Jesus tinham perdido a fé, na cruz, este estranho creu. Este é o maior testemunho de fé de toda a Bíblia. Esta é a mais incrível história de conversão. Muitos creram no Cristo dos milagres, do alimento multiplicado e dos actos extrordinários, mas só o ladrão acreditou que a vida poderia vir d'Aquele Ser agonizante, enfraquecido.
A fé desse homem animou Jesus naquela hora tenebrosa e encorajou-O a continuar a Sua missão. Houve luzes que saíram da escuridão e iluminaram o cenário. E a paz repousou no rosto de ambos na cruz. Até àquele momento três homens estiveram a morrer sozinhos. Depois disto, só um deles ficou sozinho, os outros dois morreram juntos.
Embora lhes tivessem tirado tudo o que possuíam, ninguém podia tirar do ex-ladrão o poder da fé, e ninguém seria capaz de tirar de Jesus o poder do perdão. Agora veja como a fé do homem arrependido alcança outros no meio da multidão. Através da sua conversão, o centurião encarregado da crucifixão também se converte. Aqui está a essência do plano da salvação: Jesus oferece perdão, um ladrão aceita-o, e o seu testemunho leva o centurião a aceitar também a Jesus. Quantos mais terão aceite a Jesus naquela ocasião? Só Deus e a eternidade o dirão.
Agora, da cruz - símbolo de ofensa e vergonha - vem a certeza da salvação. "Hoje", disse Jesus, "apesar do Meu aparente fracasso, Eu prometo-te que estarás comigo no paraíso."


Que contraste entre o início e o fim daquele dia na vida do ladrão! Ao nascer o dia ele estava condenado, culpado, esperando com medo a hora da morte, o último sofrimento, a mais horrível punição, a suprema humilhação. Mas, ao entardecer, o mesmo homem tornou-se uma pessoa salva, perdoada, sem culpa, limpa de todo o pecado passado, porque, Alguém morreu ao seu lado e pagou o preço. É assim que opera o evangelho na vida das pessoas.
O primeiro ladrão pediu para ser libertado do castigo que os seus erros mereciam e morreu nos seus pecados. O segundo aceitou o castigo terreno mas achou libertação da morte eterna.
Alguns podem tomar o ex-ladrão como exemplo e dizer: "Peço agora e arrependo-me depois." Mas este caminho seria um caminho perigoso. A história bíblica diz-nos que um se arrependeu e o outro não. O Senhor perdoará, mas o preço da aceitação adiada é muito mais alto. Nós pagamo-lo com a nossa vida consumida e além do mais, corremos o perigo de não o aceitar no momento final. Nunca é tarde para Deus, mas pode ser tarde para nós, se adiarmos a decisão.
Quem pensa: "Peço agora e arrependo-me depois", não conhece os devastadores efeitos do pecado na vida. Deus está à espera da minha decisão, antes que o pecado arruíne a minha vida ao ponto de Ele não poder mais livrar-me do sofrimento físico em consequência dos meus actos.

Dois caminhos saíam de Jerusalém. Um para Jericó, outro para o Calvário. No caminho para Jericó, certo dia um homem arriscou a sua vida para cuidar da vítima de um ladrão, e pagou por ele o preço do seu tratamento. No caminho que sobe ao Calvário, outro homem, voluntariamente e por amor, tornou-Se a vítima e pagou com a Sua própria vida a cura da culpabilidade do ladrão. Não gostaria de olhar para o Calvário e exclamar também: "Senhor, Tu és a minha vida!"?

SIM, Senhor! TU És a Minha Vida!
E Quero um Coração Igual ao TEU!



"Nesse ponto, muitos dos Seus seguidores voltaram atrás e O abandonaram. Então Jesus voltou-Se para os doze e perguntou: 'Vocês também vão-se embora?' Simão Pedro respondeu: 'Mestre, para quem iremos nós? ** Só o Senhor tem as palavras que dão a vida eterna, e nós cremos nessas palavras, e sabemos que o Senhor é o Santo Filho de Deus'". João 6:66-68. (A Bíblia Viva)
O ambiente naquela hora estava tenso. Jesus, com a Sua voz mansa, tinha dito coisas que sacudiram a estrutura dos ouvintes. Ele nunca precisava de alterar o tom da Sua voz para sacudir os corações e levá-los a pensar. A Sua voz era mansa e carinhosa, mas tinha a autoridade que provinha da Sua comunhão constante com o Pai.
Muitos naquela manhã O abandonaram. Assim são as coisas com Jesus. Quem o ouvia não permanecia neutro: ou O amava, ou O odiava, mas por onde Jesus passava, nada ficava igual; as coisas mudavam, as vidas giravam cento e oitenta graus. Os homens ficavam a favor ou contra, ou O seguiam ou O abandonavam. Ao ouvir as palavras de Jesus "muitos dos Seus discípulos O abandonaram e já não andavam com Ele".

Foi então que Jesus olhou para os doze e perguntou: "Porventura quereis também vós outros, retirar-vos?" Simão, sem hesitar um segundo, respondeu: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna."
Esta declaração é muito mais do que uma declaração teológica. Aqui está o segredo de uma vida cristã abundante e feliz. "Tu tens as palavras da vida eterna." Jesus mesmo disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá."
João 11:25.

A vida, meu amigo, não é um período de tempo, nem um estado. A vida é uma pessoa. É Jesus. N'Ele estamos vivos. Mantendo comunhão permanente com Ele estamos vivos. No momento em que, por alguma circunstância, cortamos a nossa comunhão com Ele, perdemos a vida. Porque Ele é a vida. Podemos continuar a andar, a trabalhar, a correr, mas estamos mortos. Aquilo a que os homens chamam vida separados d'Ele, não é senão o caos, o vazio existencial, a busca incansável de sentido para a existência.
Isto mostra-nos que para ter vida não é preciso fazer coisas, como pensava o jovem rico. Não é preciso dar-se 50 chicotadas nem fazer peregrinações. Não é preciso procurar desesperadamente a fonte da eterna juventude. É apenas preciso crer e permanecer n'Ele. Podemos parar de respirar como consequência de um acidente, ou consumidos por uma doença, mas se fecharmos os olhos crendo em Jesus, continuaremos adormecidos até ao dia da manhã da ressurreição, em que o Senhor da vida aparecerá de novo.

Isto é algo que deve ficar bem claro na mente. A vida eterna não é uma conquista do esforço humano. É um presente de amor.
"Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida." I João 5:12.
N'Ele estamos vivos. Separados d'Ele estamos mortos.A vida depende da nossa comunhão e relacionamento com a fonte da vida que é Ele. Por isso podemos dizer com toda a convicção:
"JESUS, TU ÉS A MINHA VIDA."

Textos de Alejandro Bullón in Jesus Tu és a Minha Vida!, Publicadora Atlântico, 1998. http://www.ministeriobullon.com/portugues/index.php - Links 1R.

* http://centrowhite.org.br/perguntas/perguntas-e-respostas-biblicas/como-entender-a-promessa-de-cristo-ao-bom-ladrao-expressa-nas-palavras-hoje-estaras-comigo-no-paraiso/
(sobre Rodrigo P. Silva ver em Links 1R - Evidências).

** "Mestre, para quem iremos nós?" - Como Pedro, é esta também a minha pergunta. Mas já concluí que só Jesus Cristo me pode dar aquilo que mais desejo: uma nova vida, uma vida eterna, num corpo transformado, conforme idealizo e a Bíblia apresenta. "Como Pedro, quem de facto se alimentou do Pão da Vida, não abandona Aquele que (só Ele) tem 'as palavras da vida eterna'... Como Pedro, quem de facto experimentou a mensagem e a pessoa de Cristo, não se satisfaz mais com" outros caminhos. E. E.


quarta-feira, 19 de março de 2014

PAI: ÉS O FAROL DO TEU FILHO!



* Quando Deus mede um homem, ele coloca a fita métrica em volta do seu coração, não da sua cabeça. Autor Desconhecido
(O Senhor não vê como vê o homem. O homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração. I Samuel 16:7)

** Embora não despreze o papel vital da mãe no lar, creio que uma família bem-sucedida começa com o seu marido. James Dobson
(... que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito. I Timóteo 3:4)

*** O meu objetivo principal não é ser chefe e maioral, mas ser líder e servo, capacitando e valorizando a minha família a fim de que dê o melhor de si. Tim Hansel
(De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus: tomando a forma de servo... Filipenses 2:5, 7)

**** O maior feito que um pai pode realizar em favor dos filhos, é amar a mãe deles. Josh McDowell
(Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Efésios 5:28)


AO COLO DO PAI

Viajava de Santarém para o Porto com o meu filho. Tínhamos uma certa pressa, pois era Sexta-feira e queríamos chegar antes do pôr do Sol. Chovia sem cessar. A auto-estrada, em certos troços, estava em obras. E foi num desses pontos, após uma pequena curva, que nos deparámos com um acidente. Um carro em que viajava uma família inteira capotou. Várias pessoas se juntaram. Mas algo chamou a minha atenção. Um menino de quatro ou cinco anos estava ao colo do pai. Um medo aterrador era visível, por estar estampado no seu rosto. Vi a força com que se agarrava ao pescoço do seu pai e chorava, enquanto o pai lhe enxugava as lágrimas e tentava acalmá-lo. Tive a sensação de que não havia força no mundo que o conseguisse arrancar do colo do seu paizinho.
Nós, seres humanos, também tivemos um 'acidente', que se chama 'pecado', e a nossa vida 'capotou' e encontra-se de 'rodas para o ar'; por isso vivemos numa confusão, com a bagagem toda espalhada, e assustados, cheios de medo. Assim é a nossa existência.
Mas, tal como o menino do acidente, também nós temos um Pai. Um Pai que nos segura no colo, nos enxuga as nossas lágrimas e nos acalma com beijos.
Também eu me sinto assustada com o tombo que a minha vida deu, mas não há força no mundo que me arranque dos braços do meu Pai Celeste. É aninhada no Seu colo que quero ficar até que chegue o 'pronto-socorro' que me levará ao Lar.
Nesse Lar, a nossa vida será bem diferente: sem acidentes, sem medo, sem lágrimas no rosto das crianças. E tudo isto porque estaremos na casa do Pai. Jesus é o 'pronto-socorro' que em breve, muito em breve, nos virá recolher da beira da estrada em que estamos acidentados e nos levará para esse tão esperado Lar.
Enquanto esperamos, Ele deixou-nos o compromisso de enxugar as lágrimas ao nosso próximo e mostrar-lhe o caminho do Lar.
Na minha oração de hoje, agradeço a Jesus por tamanho amor. E suplico que em breve eu, o menino e você possamos estar em Casa. - Cinda Domingos, Santarém.


RESTAURADOS POR JESUS
Conta-se a história de um jovem casal cristão que teve um bebé, uma menina. Quando esta tinha quatro anos, o pai sofreu um grave acidente de automóvel, que lhe tirou a vida.
Nos longos dias que se seguiram, a mãe era constantemente confrontada com as perguntas da sua filhinha, que dizia: "Mamã, onde está o papá?" A jovem viúva, no meio da sua imensa dor, respondia sempre a frase: "O papá não pode voltar mais para casa;
mas um dia Jesus vai trazê-lo de volta!"
A menina foi crescendo até que, passados alguns anos, naturalmente, ficou a saber o que tinha acontecido realmente. Durante todo o tempo da sua infância e juventude, a mãe ensinou-lhe sempre as histórias e as promessas da Bíblia, que sustentavam a certeza de que,
ainda assim, um dia Jesus traria o papá de volta.
Quando ela tinha 19 anos, uma doença fulminante atingiu-a. Ela foi internada no hospital, onde permaneceu alguns meses. Finalmente, numa manhã, os médicos tiveram de a informar que, provavelmente, poucos dias de vida lhe restariam.
Nessa mesma tarde, a mãe veio visitá-la. Ao entrar no quarto, já sabia da notícia dos médicos. Olhando para a sua filha, disse: "Já sei, querida, a triste notícia que te deram..." A filha, esboçou um sorriso e disse para a sua mãe: "Não, mamã, não sabes!" "Não sei?", perguntou a mãe surpreendida. "Não mamã, não sabes... Porque a verdadeira e importante notícia que me deram foi: quando Jesus vier trazer o papá de volta, Ele vai trazer-me a mim também!"
Ao longo dos séculos, esta tem sido a esperança que alimenta o coração e a mente daquele que faz repousar a sua dor na eterna Palavra de Deus. O Criador, fazendo tudo de novo, irá restaurar a vida na sua plenitude. Esse será o momento em que não mais se passarão más notícias, não mais haverá separação, não mais haverá a angústia provocada pela perda.
Hoje é o dia para estarmos prontos, firmemente agarrados
às infalíveis promessas de Jesus. - Filipe Reis, Pedroso.

(Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá. S. João 11:25)
(E o que estava assentado no trono, disse: Eis que faço novas todas as coisas. Apocalipse 21:5)
(E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor porque as primeiras coisas passaram. Apocalipse 21:4)



* Como diminuir a delinquência juvenil:
1 - Dê tempo aos seus filhos. 2 - Seja um bom exemplo para eles. 3 - Proporcione aos seus filhos ideais de vida. 4 - Tenha muitas actividades planejadas. 5 - Ensine-os acerca de Deus.
Billy Graham
("...torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza." I Timóteo 4:12; "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele." Provérbios 22:6)

** "Você lembra-se do seu pai?" - perguntou o juiz com severidade. "Aquele pai a quem você desonrou?" O prisioneiro respondeu: "Lembro-me dele perfeitamente. Quando o procurava para um conselho ou companhia, ele olhava-me por detrás do seu livro de leis e dizia: 'Sai daqui, menino, estou muito ocupado'. O meu pai terminou o seu livro, e eu estou aqui." T. DeWitt Talmadge
(E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na disciplina e instrução do Senhor. Efésios 6:4)

*** Amar demais nunca mimou crianças. As crianças ficam mimadas quando substituímos "presença" por "presentes". Dr Anthony P. Witham
(Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas também as nossas próprias almas. I Tessalonicenses 2:8)



* Se você almeja que o seu filho aceite os seus valores quando alcançar a adolescência, então você deve ser merecedor do seu respeito durante a sua infância. James Dobson
(... mas para vos dar a nós mesmos como exemplo, para nos imitardes. II Tessalonicences 3:9)

** Uma criança provavelmente não encontrará um pai em Deus, a não ser que encontre algo de Deus no seu próprio pai. Glen Wheeler
(Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. I Coríntios 11:1)

*** Feliz a criança que, uma vez ou outra, surpreende o seu pai de joelhos, orando... ou dedicando tempo, regularmente, em comunhão com o Senhor. Larry Christenson
(... alegre-se o coração daqueles que buscam ao Senhor, e a Sua força; buscai a Sua face continuamente. Salmo 105:3, 4)

Pensamentos de Pequeno Manual de Instruções de Deus para PAIS, Editora United Press, Ltda.


sábado, 8 de março de 2014

MARIA MADALENA

Uma Mulher aos Pés de Jesus

Com o sucesso universal do romance "O Código Da Vinci", a história e a personalidade desta mulher conheceram uma revolução quase instantânea. Uma mulher que ocupava na história Cristã um papel - atrever-nos-íamos a dizer - secundário, encontra-se num ápice no centro do universo do Cristianismo. Impõe-se por isso perguntar com seriedade: quem foi, de facto, Maria Madalena? O que sabemos ao certo sobre aquela de quem se diz ter sido a companheira de Jesus?
Acompanhe-nos numa curta viagem pelos Evangelhos, os genuínos relatos históricos da vida e do ministério de Jesus, para descobrirmos o verdadeiro perfil de Maria Madalena.

Os Evangelhos, de Relance

Uma das características mais fascinantes dos Evangelhos reside no facto de nenhum dos seus autores ter voluntariamente pretendido "colar" a sua versão da história a qualquer outra que já tivesse sido escrita. E, embora isso pudesse, com certeza, harmonizar os quatro relatos de uma forma mais coerente, ter-lhes-ia retirado o seu valor mais profundo e intrínseco: a sua genuinidade, expressa na maneira pessoal como cada autor investe na própria história que relata. Assim, tanto Mateus, como Marcos, Lucas ou João escrevem por diversas ocasiões sobre o mesmo acontecimento, mas dando ênfase a detalhes, a palavras ou a gestos que, provavelmente, os impressionaram mais, e omitindo outros que, na sua perspectiva, não teriam tanta relevância. É por isso recorrente, quando comparamos os evangelhos, encontrar relatos que, embora não divergentes, nos contam a mesma história ou nos falam da mesma personagem, por vezes de perspectivas bem diferentes. É com base nesta realidade que, ao longo dos séculos, teólogos e leitores dos evangelhos de todos os quadrantes têm visto como uma só a personagem designada como Maria Madalena nalguns textos, Maria de Betânia noutros, ou ainda a anónima "mulher pecadora".

Maria Madalena nos Evangelhos

Comecemos por analisar um dos importantes encontros entre Maria e Jesus, relatado pelos quatro evangelhos. O conjunto de informações comuns e particulares de cada um deles permitem-nos chegar a importantes conclusões: Jesus encontrava-Se em casa de um fariseu, Simão, e Maria intervém neste encontro, derramando sobre Jesus um perfume de grande valor. Acompanhe-me na análise do quadro seguinte, que nos permitirá comparar os diferentes relatos, realçando as diferenças entre eles. A leitura atenta destes relatos, complementada pela análise deste quadro comparativo, evidencia o facto de se tratar da mesma história e, por isso, das mesmas personagens. No entanto, os detalhes específicos conduzem-nos a uma importante conclusão: Maria de Betânia é, na realidade, irmã de Marta e Lázaro, o homem que Jesus ressuscitou, bem como a mesma mulher que noutras ocasiões é mantida no anonimato e designada apenas como a mulher pecadora. A esta altura, o leitor pode perguntar-se: e Maria Madalena, trata-se desta mesma personagem sob uma designação diferente ou, pelo contrário, é uma outra mulher e não há nenhuma relação entre ambas? É essencial tentar responder a esta questão, para então, de forma segura e abrangente, podermos traçar o perfil desta mulher e compreender a sua ligação a Jesus.

A Identidade da Mulher

Embora nenhum texto declare inequivocamente que Maria de Betânia e Maria Madalena são uma e a mesma personagem, a esboço feito pelos quatro evangelhos permite-nos encaixar as peças como se de um puzzle se tratasse, e concluir que são efectivamente a mesma mulher. Repare nos seguintes pontos:

(clique em cima da imagem para a aumentar)

• O evangelho de Lucas apresenta-nos Maria Madalena como sendo uma importante fonte de apoio financeiro ao ministério de Jesus (João 8:2,3), o que no contexto da época não seria muito frequente se tivermos em conta a condição social que as mulheres ocupavam. Ora, este facto coincide perfeitamente com o relato, já analisado, que nos apresenta Maria de Betânia como tendo condições financeiras para usar um dispendioso perfume sobre Jesus.
• Ambos os títulos, Madalena e Betânia, são referências a localidades. Betânia era uma cidade a pouca distância de Jerusalém, de onde provavelmente seria originária Maria e a sua família. Magdala era uma pequena vila perto da Galileia, conhecida como uma região próspera, mas de grande imoralidade. Estes factos alinham perfeitamente com a possibilidade de Maria ser chamada "de Betânia" pela sua origem, mas "Madalena" devido a uma fase decadente da sua vida, ligada particularmente à imoralidade sexual.
• No seu evangelho, Lucas faz uma clara ligação entre aquela que designou como "mulher pecadora", a qual já percebemos ser Maria, e a sua nova condição depois da acção transformadora de Jesus. O capítulo 7 deste evangelho termina com a unção de Jesus feita na casa de Simão, texto que aliás já analisámos, e no qual Maria recebe a tranquilizadora certeza do perdão dos seus pecados. Agora, repare que o capítulo 8, imediatamente a seguir, começa com a importante informação acerca das mulheres que seguiam e apoiavam Jesus na Sua obra, entre elas uma Maria. Lucas refere-se a ela como Madalena, realçando o seu passado como de tal forma negativo ao ponto de sete demónios terem possuído o seu corpo e dominado a sua vida. A junção destes dois relatos parece ser bem mais que uma coincidência, revelando-se antes como a forma encontrada pelo autor de enfatizar o maravilhoso poder transformador de Jesus: uma mulher pecadora, outrora possuída por espíritos demoníacos, segue agora Jesus e serve-O com os seus bens e a sua vida. Esta mulher é Maria Madalena.


• Maria Madalena e Maria de Betânia nunca intervêm juntas num qualquer relato. Mesmo num momento tão dramático e intenso como a crucificação de Jesus, os evangelhos falam-nos de apenas duas Marias ali presentes: Maria Madalena e outra Maria, a mulher de Cléofas (João 19:25). Se tivermos em conta a forte relação que Jesus mantinha com Maria de Betânia e a sua família, não seria normal a sua ausência nesta altura. Este facto apenas toma sentido quando olhamos Maria Madalena e Maria de Betânia como a mesma mulher.


O Perfil de Maria

Chegados a este ponto, podemos, com uma base segura, abeirar-nos dos textos bíblicos com o propósito de traçar o historial e o perfil desta extraordinária mulher. Utilizemos o quadro seguinte para o fazer, que coloca em evidência, numa sequência cronológica, todos os relatos onde Maria intervém:

(clique em cima das imagens para as aumentar)

Estes quadros permitem-nos acompanhar os passos de Maria à medida que a sua história nos vai sendo revelada nos evangelhos. Da sua observação e atenta análise nascem algumas conclusões acerca da personalidade desta mulher, bem como do tipo de relação que mantinha com Jesus.
Maria foi uma mulher atormentada por uma experiência de vida muito dolorosa. Uma história marcada pelo adultério, quem sabe mesmo pela prostituição, com companhias pouco recomendáveis e a frequência de lugares de moral duvidosa, que lhe valeram a fama de grande pecadora. As suas escolhas conduziram-na ao que de mais vil um ser humano pode experimentar: uma vida de possessão demoníaca. Maria Madalena foi uma mulher amargurada, usada, rejeitada e, por isso mesmo, muito infeliz. Mas a sua história começa a mudar no dia em que encontra Jesus.
Demonstrou ser fortemente dedicada àquilo em que acreditava, sendo o ministério de Jesus a causa da sua vida; prova disso são a avidez com que escutava as Suas palavras (Lucas 10:39) ou o apoio financeiro que consagrou à Sua obra (Lucas 8:2).
Revelou-se sempre uma mulher muito emotiva. Talvez por isso os Homens tenham aprendido a aproveitar-se dos seus sentimentos, e até mesmo da sua fragilidade. Os textos citados no quadro acima evidenciam a facilidade que tinha em chorar, emocionar-se ou em reagir mais com o coração do que com a razão; senão, como compreender que esbanjasse uma fortuna nos pés de Alguém que admirava?

Lenda VS Verdade

Dan Brown reavivou no seu mais famoso romance uma antiga lenda, segundo a qual Maria Madalena teria tido uma relação amorosa com Jesus que teria mesmo sido consumada pelo nascimento de um filho. Os relatos que analisámos - afinal, as únicas informações históricas sobre Maria - mostram-nos uma realidade totalmente diferente. As relações entre ambos foram, segundo o testemunho daqueles que as viveram pessoalmente, marcadas pela inabalável visão de Jesus: "buscar e salvar o que se havia perdido" (Lucas 19:10). Jesus foi na vida de Maria aquilo que nenhum homem, marido ou amante poderia ser: o libertador de uma mulher escravizada pelo pecado, o restaurador de uma vida destruída pelas escolhas erradas.
Maria Madalena encontrou em Jesus provavelmente o único homem que não se aproveitou das suas fraquezas ou fragilidades.


Os seus encontros com Jesus revelam-nos uma mulher profundamente grata pela transformação que Jesus operou na sua vida. Dos onze momentos referidos nos quadros acima, em seis deles, Maria encontra-se numa mesma posição: debruçada aos pés de Jesus!
Que sentimento poderia ter levado Maria a escolher esta posição de abnegação, de inferioridade, de dependência, senão a profunda gratidão pelo milagre que Jesus realizou no seu coração?
A vida desta mulher, a sua relação com Jesus e a sua evolução acabam finalmente por ser um tipo, uma referência, da obra que o Mestre deseja fazer na vida de cada homem e de cada mulher: partindo das nossas fraquezas, conduzir-nos a uma experiência de plena liberdade, de plena felicidade! Podemos agora, com segurança, encontrar uma resposta para a pergunta que motivou esta reflexão:
Quem foi, afinal, Maria Madalena? Maria foi uma mulher que amou Jesus, que O amou da única forma que se pode amar o Salvador: consagrando-lhe a vida, escolhendo viver aos pés d'Aquele "que nos amou primeiro." (1 João 4:19).


Pedro Esteves, jovem formado em Teologia, e um sábio filho da minha saudosa Igreja de Coimbra, perto do Penedo da Saudade - é o Pastor responsável pelo DEPARTAMENTO DA JUVENTUDE (Rebentos, Tições, Desbravadores, Companheiros, Jovens) da Ig. Adventista do 7º Dia em Portugal, in Revista Sinais dos Tempos, 3º Trim. 2006, Publicadora SerVir.


Mais em: http://www.criacionismo.com.br/2008/07/maria-madalena-e-jesus-tinham-relao-de.html
Ainda: http://www.criacionismo.com.br/search?q=maria+madalena+livro+cpb
E já agora: http://www.criacionismo.com.br/2008/04/o-cdigo-da-vinci.html


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

AmOr  ou  PaiXãO?



É  HoRa  de  VoCê  EsClaReCer  SuAs  IdeiAs  SoBre  AMOR  e  PAIXÃO

       Amor e paixão são duas palavras que não saem da cabeça dos namorados. Antes e depois de Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Roger Rabbit e Jessica, as pessoas ficam apaixonadas, amam e voltam a se apaixonar numa média de 7 a 10 vezes na vida.
O interessante é que, embora todo o mundo ache isso bom, poucos sabem distinguir uma coisa da outra. Por influência do cinema e companhia, nossos olhos faíscam de paixão e nós pensamos que é amor. Está certo que a paixão não é tão diabólica como pintam nem o amor é tão apagado como afirmam. Mas confundir paixão com amor é o mesmo que confundir o aroma do vinho com o vinho.
       A balbúrdia surgiu, talvez, porque a palavra amor foi empobrecida. "Não existe, certamente, nenhuma palavra que tenha sido pior utilizada do que amor", diz o expert Leo Buscaglia. Em português, a gente ainda diz "Eu te amo", "Adoro pêssego". Mas em inglês é I love isso, I love aquilo. Um jovem americano pode "amar" a Deus, "amar" uma torta de maçã, "amar" uma banda.
       Para complicar, aquele pessoal que gosta de línguas exóticas diz que no grego há quatro tipos de amor: storge (um amor caseiro, conhecido como afeição); philia (a boa amizade, valorizadíssima pelos antigos); eros (a nossa paixão, o fall in love dos americanos); e ágape (que seria o amor altruísta, divino).
       O irlandês C. S. Lewis, professor de Literatura Medieval e Renascentista em Cambridge na década de 50, defendia essa ideia. Chegou inclusive a escrever um livro chamado Os Quatro Amores (Editora Mundo Cristão). Leo Buscaglia, que dá aulas sobre amor numa universidade americana, garante que o amor é apenas de um tipo. "O amor é amor. Cada um sente e expressa o que sabe do amor." O que existe, segundo ele, é intensidade no amor.
       Por incrível que pareça, não há contradição entre as duas ideias. É só a gente estabelecer que a paixão representa o estágio inicial do amor, além daqueles picos esporádicos, enquanto o amor seria o sentimento em escala completa.

QuÍMiCa

A paixão é um fenómeno bioquímico. Você vê uma pessoa, as catecolaminas fazem o seu trabalho e você é dominado por uma total fascinação. Há um encantamento. O apaixonado sofre uma espécie de pane, que o faz girar numa frequência acima do normal. Paixão é adrenalina.
Os neurónios da paixão são estimulados pelo córtex cerebral, localizado na parte superior do cérebro. Os sentidos levam a informação ao córtex e a "novela" da paixão começa. É ele que faz a associação das coisas (cheiro, perfume, cor, toque, imagem) e diz se uma pessoa é desejável ou não.
O professor Ailton Amélio da Silva, da USP, estudou vários casais e descobriu alguns sinais do flerte e do começo da paixão. Quando o Cupido está flechando a garota, ela sorri, cruza as pernas, arruma o cabelo, mostra a palma da mão; quando o alvejado é o rapaz, ele estufa o peito e encolhe a barriga, entre outras coisas.
Quando há mútuo interesse, as pupilas se dilatam, os músculos da face se contraem, os dois fixam o olhar nos lábios um do outro e sincronizam a postura. O coração dispara, as mãos suam, a respiração se acelera, os olhos brilham. No amor, a química também está presente, mas não de forma arrasadora. Há uma predominância de endorfinas. O sentimento é menos fogoso, embora pareça bom e provoque arrepios. O parceiro ganha uma dimensão mais real. Se a paixão é cega, o amor usa lente de contato.
Uma pergunta que muita gente faz é se existe amor à primeira vista. Os mais exigentes dizem que não. Um estudo feito na Alemanha indica que sim. A questão é saber se esse sentimento pode ser chamado de amor. Em nome da paz, é melhor chamá-lo de paixão. Se bem que o problema talvez nem exista, pois quem foi vítima de um olhar fatal garante que é como se fosse uma segunda vista.
Como assim? Você vê alguém e tem um insight, por causa de associações positivas da imagem da pessoa com as "informações" armazenadas no seu "arquivo" cerebral. Em seguida, você tenta marcar um encontro. Se o objeto da paixão corresponder às suas expectativas sociais e aos seus desejos psicológicos inconscientes, o "tchan" inicial pode se transformar numa relação e em marcha nupcial.
DiFeReNÇaS

No FunDo, Entre os Dois, DiFeRenCiar PaiXão e AmOr Não é NaDa FáCiL.
Mas veja alguns pontos:

- A paixão exige atenção; o amor distribui carinho.
- A paixão depende da beleza, do perfume; o amor é incondicional.
- A paixão tem pressa; o amor vai de bicicleta.
- A paixão é ciumenta; o amor dá liberdade.
- A paixão gosta de beijos; o amor valoriza o diálogo.
- A paixão vem em ondas; o amor é sereno e constante.
- A paixão é o relâmpago; o amor é o raio de sol.

Baseada em sentimentos e na química corporal, a paixão aparece de repente e faz com que o indivíduo sinta que o amor resolverá todos os seus problemas. O apaixonado passa também a achar que não poderia ser feliz com outra pessoa, porque foram feitos um para o outro. Claro que isso não é verdade. Em geral, há mais de uma mulher com quem um homem pode ser feliz (ou infeliz) e vice-versa. O apaixonado não encara as coisas racionalmente. Nem dá bola para conselhos de amigos. Ele está interessado é em beijos arrebatadores. Pensa que sexo é amor, embora seja apenas uma forma de se expressar o amor.
De acordo com os especialistas, a paixão pode ser apenas uma ilusão. A pessoa vê a outra e, devido ao seu forte desejo ou necessidade de ser amada, pensa que está amando. Pode ser ainda uma espécie de fuga de alguma situação desagradável em casa ou no trabalho.
O amor não aparece de repente, mas também não acaba de uma hora para a outra. Nele, há um alto grau de amizade e companheirismo. Quem ama compartilha seus ideais e interesses com a pessoa amada. Mais do que a união física, o amor é a união de dois corações.
Para o bem ou o mal, a maré da paixão pode surgir a qualquer hora em nossa vida, mas para isso é preciso que o oceano do amor esteja cheio.

PrOvE SeU AmOr

O teste a seguir vai ajudar você a descobrir se está amando ou apenas apaixonado. Coloque V ao lado das questões que corresponderem a seus sentimentos ou atitudes e F quando não corresponderem.

( ) 1. Meu amor apareceu de repente e logo se tornou muito intenso.
( ) 2. A segurança do meu namorado é tão importante para mim quanto a minha própria segurança.
( ) 3. Quando erro e descubro isso, costumo admitir que errei e pedir desculpas.
( ) 4. Sinto ciúme quando alguém olha fixamente para minha namorada.
( ) 5. Incentivo meu namorado a manter boa amizade à parte do nosso relacionamento amoroso.
( ) 6. Quando estamos juntos, sempre tento impressioná-lo.
( ) 7. A gente se encoraja um ao outro a participar sozinhos de determinadas atividades e a sentir-se livres como indivíduos.
( ) 8. Acho que seria impossível amar outra pessoa.
( ) 9. Nossa cultura, interesses e gostos são parecidos; costumamos conversar sobre isso.
( ) 10. Estou mais interessado em ser a pessoa certa para meu par do que em saber se ele é a pessoa certa para mim.
( ) 11. Tenho uma sensação de amor por todos os poros, em cada fração de segundo da vida.
( ) 12. Quando discutimos, em seguida procuramos fazer as pazes, para não dar chance às críticas intermináveis.
( ) 13. Acredito que não exista no planeta outro romance igual ao nosso.
( ) 14. Reconheço que meu namorado tem falhas e defeitos, mas procuro aceitá-lo assim mesmo.
( ) 15. Gostamos de estar juntos, mas o silêncio não nos deixa muito à vontade.
( ) 16. Embora namoremos há pouco tempo, já nos conhecemos maravilhosamente bem.
( ) 17. Gostamos muito de ler, assistir a boa TV e orar juntos.
( ) 18. Estou disposto a pisar por cima de cadáveres para que nosso amor continue a existir.
( ) 19. Amo meu namorado pelo que ele é, não pelo que pode fazer por mim.
( ) 20. Tudo que diz respeito a minha namorada me toca. Gosto de seus cabelos, olhos, perfume, jeito.

AvAliAçÃo
As questões 2, 3, 5, 7, 9, 10, 12, 14, 17 e 19 descrevem atitudes e sentimentos de quem está amando. Se você respondeu todas ou a maioria com V, é sinal de que o amor está no rumo certo.
As outras 10 questões encerram características de quem está apaixonado. Se você respondeu todas ou a maioria também com V, isso indica que o seu sentimento precisa de amadurecer.

Leia mais:
Ensina-me sobre o Amor (Editora Mundo Cristão), de John e Sandra Drescher.
Sueli Nueli Ferreira e Marcos De Benedicto, jornalistas, "são dois autores jovens. E o que eles escreveram aqui" - DE BEM COM VOCÊ - "é para você ficar de bem com Deus, os pais, os amigos, o sexo oposto e você mesmo." Livro editado pela CASA (Casa Publicadora Brasileira).




SANSÃO NA GALERIA DA FÉ?

O tempo é pouco para falar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas. Hebreus 11:32

       No Palácio do Planalto, em Brasília, há uma galeria com as fotos de todos os ex-presidentes do Brasil. Se você gosta de história, não deixe de passar por lá quando visitar a capital federal.
       Há inúmeras galerias assim espalhadas pelo mundo. Porém, a mais bela galeria é a dos heróis bíblicos. Ela está registada em Hebreus 11. Ali estão nomes como o de Enoque, Noé, Abraão, José e Moisés. Também está o nome de Sansão. É isso mesmo, você leu ou ouviu direito e vou explicar por que ele tem seu nome registado na galeria da fé.
       Sansão nasceu com um propósito definido por Deus: começar o processo de libertação do povo de Israel, que havia 40 anos vinha sendo oprimido pelos filisteus. Um anjo deu instruções para a mãe de Sansão sobre a alimentação dela durante a gravidez e falou sobre as responsabilidades futuras daquele menino. Feliz, Manoá, o pai, orou a Deus pedindo que o anjo voltasse e fornecesse mais detalhes sobre o que deveriam fazer (Juízes 13). Isso demonstra que os pais de Sansão fizeram a parte deles para que sua educação fosse a melhor possível.

     

       Só que, ao se tornar adulto, Sansão tomou decisões erradas. Um dos seus maiores erros foi envolver-se com uma moça que não amava a Deus e que pertencia ao povo inimigo. Mas ele chegou ao fundo do poço quando contou para ela de onde vinha sua força. Após cortar os cabelos de Sansão, Dalila o entregou para os filisteus, que furaram seus olhos e o prenderam.
       Você pode perguntar: Como um homem com um currículo desses está na lista dos heróis da fé? Respondo: No seu último momento de vida, Sansão, sinceramente arrependido de seus erros, orou ao Senhor e pediu forças para derrotar os inimigos. O Senhor ouviu a oração de Sansão, que, em pleno templo de Dagom, onde uma festa acontecia para celebrar sua prisão, derrubou as principais colunas daquele local e morreu matando cerca de três mil filisteus.
       
Arrependimento verdadeiro, oração e fé transformaram aquele homem derrotado num herói bíblico.

     

Você também pode ser um herói do povo de Deus hoje.
O fato de manter-se fiel a Deus num mundo que está o tempo todo puxando para baixo
é prova de que você é uma pessoa de valor.

http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/ij/2014/frij12014.html  - 1 de fevereiro de 2014, Inspiração Juvenil da CPB (Links 1R).

Nota: Queridos jovens, a vida não é uma brincadeira... não é Deus que tem de Se adaptar ao mundo. O mundo é que tem de buscar, conhecer, o caminho de Deus e moldar-se a Ele. Deus não muda (Malaquias 3:6). As Suas leis, que regem o universo, assim como as morais, são imutáveis. E nisso está a nossa segurança. E esperança. Graças a Deus! E.E.

domingo, 19 de janeiro de 2014

A CRISE EXISTENCIAL

Aquele encontro foi diferente de todos os que eu tinha tido no passado. Não era um rapaz aflito que estava na minha frente, nem um pai preocupado por causa dos deslizes do filho, nem um casal em crise, à beira da separação. Era um cavalheiro elegante, de rosto sereno e olhar calmo, aparentando mais ou menos 50 anos, pelos fios prateados que clareavam o seu cabelo negro. Estávamos sentados na esplanada de um restaurante. Olhávamos um para o outro sem dar a mínima importância à paisagem majestosa que nos circundava.
"Pastor - disse o homem, sem rodeios - li o seu livro "Conhecer Jesus é Tudo". Foi um presente da minha secretária. Ela é membro da sua igreja e aparentemente é uma mulher feliz. Acho que o senhor é exactamente a pessoa que eu procurava para conversar."
Nos minutos que se seguiram, ele falou da sua vida, dos seus sonhos, da sua família. Era um homem muito rico, dono de um património invejável, possuía uma família maravilhosa, filhos profissionais que participavam activamente no império financeiro que ele tinha construído. Generoso, dava dinheiro para obras de assistência social e cumpria os seus deveres cívicos. Era um bom empresário, um bom pai, um bom marido, enfim, um homem realizado na vida. Ou quase. Não era feliz.



"Tenho tudo para ser feliz - disse - mas sinto uma sensação estranha. É como se me estivesse a faltar algo. Uma espécie de vazio interior. Estou disposto a fazer qualquer coisa e a pagar qualquer preço, a fim de tirar esta sensação de cima de mim. Preciso de ser plenamente feliz, mas, por favor, não me peça para me tornar membro da sua igreja, nem me fale de Jesus."
Olhei para aquele homem e com tristeza vi nele o retrato do homem do século XX, o século das luzes, do raciocínio, da informática e dos voos espaciais. O homem moderno foi capaz de mergulhar nos mistérios do átomo, conquistar o espaço e chegar à lua, mas é incapaz de perceber o que está a acontecer dentro do seu próprio coração. Vive angustiado. Finge que é feliz, tenta inutilmente convencer-se a si mesmo de que é feliz, mas chora interiormente o vazio que dói, que incomoda e angustia.
"Estou disposto a pagar o que for preciso", diz. E não existe limite para os seus esforços a fim de alcançar o seu objectivo:
Pode-se vê-lo a banhar-se nas águas sagradas do rio Ganges, deitar-se em cima de brasas vivas, peregrinar aos milhares para visitar os santuários tão conhecidos em todo o mundo, ou andar de joelhos em procissão até sangrar.
Bem mais perto, pode-se vê-lo a tentar pagar o preço através da meditação, a realizar obras de filantropia, a defender os direitos das classes oprimidas, a participar de marchas em favor da ecologia e da paz, a assinar cheques para obras de caridade ou a visitar creches, asilos e sessões de psicanálise.
Entre os mais jovens, pode-se vê-lo nas discotecas, nos bares, nos embalos de sábado à noite. Pode-se vê-lo desesperado a procurar "se sentir bem" nas sensações alucinantes das drogas e dos prazeres proibidos, ou a defender a liberdade sexual e a nova moral.
Mas, consegue o homem preencher dessa maneira o vazio do coração? Consegue-se a paz com penitências ou com orações? Ou ainda, com sacrifícios e jejuns? Alcança-se a paz com o envolvimento nas lutas sociais ou com sensações de prazer?


Nunca houve na História um tempo de tanta liberdade, de tanto luxo, conforto e aparente democracia como hoje, mas, porque é que o homem não consegue ser feliz? Porque é que a paz interior parece estar sempre a fugir das nossas mãos, como algo que escorrega por entre os dedos? Nunca o ser humano viveu tão angustiado como hoje, nem tão vazio, tão desesperado. Os seus conflitos emocionais, as suas inseguranças económicas, as suas lutas familiares e sociais, as suas frustrações existenciais parecem tê-lo derrotado completamente. Está com medo. O ser humano está com medo de não ser mais do que um computador, uma máquina de produzir, um tijolo. Com uma trágica diferença. Ele tem sentimentos e as máquinas não. Ele é visto como um objecto, como um número no meio da multidão, mas sofre, chora, angustia-se e ninguém se importa com isso.

"Que devo fazer para ser salvo?" É o grito do coração humano através de todas as épocas. "O que devo fazer?" "Como posso ter um pouco de paz?" "Como posso ser feliz?" E milhares de vozes respondem: "Você tem que se esforçar, tem que pagar o preço, tem que merecer; lute, trabalhe, conquiste!"
Ouça, por exemplo, a voz da Ciência. "Não existe isso de pecado", dizem os cientistas. "Se o mundo está a desabar ou se você tem problemas, isso nada tem a ver com o pecado. Organize-se melhor. Investigue mais. Use a tecnologia para resolver os seus problemas."
Os humanistas sorriem-lhe com optimismo. Para eles, o problema do ser humano é apenas um: falta de desenvolvimento do potencial humano. "O homem é o capitão da sua própria embarcação", dizem. "Dentro dele há uma força capaz de resolver qualquer problema e superar qualquer crise. Então - acrescentam os humanistas - a única coisa de que você precisa é de confiança própria."
Ouça os políticos: "Você não é feliz porque não soube escolher o melhor governo. O que o mundo precisa é de uma revolução social. O que o país precisa é de uma mudança imediatamente. Então, vote em mim."

Mas essa não é a resposta divina. Uma noite, Deus disse, através de São Paulo, a um homem desesperado: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo."1
Nada de lutar, nada de esforçar-se para ser bom, nada de procurar, nada de fazer coisas para merecer. Crê! Ele diz: "Eu deixo-vos um presente - a paz de espírito! E a paz que Eu dou não é passageira como a paz que o mundo dá!"2
Em que consiste a paz que Deus oferece? Qual é esse tipo de paz que o homem tem inutilmente tentado conseguir ao longo da História com esforços, penitências, sacrifícios e boas obras? E só um mito? Um sonho impossível?
Por trás das marchas de protesto, das lutas sociais, das obras de caridade; por trás da busca incansável da paz, através do uso de drogas e satisfação dos sentidos, há uma frustração crescente que ninguém pode ignorar. Desde as desérticas terras até às ruas asfaltadas das grandes cidades, sem distinção de raça, idade, situação económica, sexo ou grau de instrução, o homem passa com um único clamor: "O que farei?" De que é que na realidade ele está à procura?

Veja a forma dramática como o poeta espanhol Ruben Dario descreve, através dos seus sentimentos, a situação do homem moderno:

Feliz a árvore que é apenas árvore.
E também a pedra porque ela não tem vida,
Pois não existe dor maior do que estar vivo,
Nem maior desespero do que a vida consciente.
Ser e não ter rumo certo.
E o medo de ter sido, e um futuro pavoroso,
E a certeza espantosa de amanhã estar morto
E sofrer pela vida, pela morte,
Pelo que não sabemos e apenas suspeitamos.
E não saber aonde vamos
Nem de onde viemos!...
3

Sim, meu amigo, este é um quadro dolorosamente real do homem actual, mas o objectivo deste livro não é apenas descrever a trágica condição do ser humano. É acima de tudo, mostrar que há esperança. Tem Deus a solução? Onde está a paz que Ele ofereceu? Há lugar para Jesus na década da informática? Os capítulos a seguir descrevem o porquê da angústia humana e a solução para o vazio da alma.


1. Actos 6:31 (A Bíblia Viva).
2. S. João 14:27 (A Bíblia Viva).
3. Lo Fatal, poema de Ruben Dario.

Alejandro Bullón in A Crise Existencial, Edições Reviver, Publicadora Atlântico, Portugal.

COMO FICA A VIDA
DEPOIS DO ENCONTRO COM JESUS

"Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos, e rico, procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. Então, correndo adiante, subiu a uma figueira a fim de vê-Lo, porque por ali havia de passar. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: 'Zaqueu, desce depressa, pois Me convém ficar hoje em tua casa.' Ele desceu a toda a pressa e O recebeu com alegria. Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que Ele Se hospedara com um homem pecador. Entretanto, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: 'Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo 4 vezes mais. Então Jesus lhe disse: 'Hoje houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.'" Lucas: 19:1-9.


       Alguma vez você já se sentiu rejeitado, condenado, e sem direito de se aproximar de Jesus? Alguma vez você sentiu que apesar de todos os bens materiais que conseguiu na vida, continua havendo uma espécie de vazio interior que não o deixa ser feliz? Então a sua vida tem muito a ver com a história de Zaqueu.
       Zaqueu é apresentado na Bíblia como um símbolo do homem pecador. A história diz que ele era rico. Homens ricos geralmente usam roupas finas e caras.
       É interessante notar que às vezes o pecador é simbolizado na Bíblia por um homem pobre, mal vestido ou quase nu, como no caso do filho pródigo, que voltou para casa vestindo trapos de imundície e cheirando a porco. Como na história de Maria Madalena, que foi arrastada pelos cabelos, seminua; ou como no caso do cego de nascença, que ficava na porta do templo pedindo esmolas.
       Já outras vezes, o pecador é simbolizado por um homem rico e bem vestido, como no caso de Naamã, o capitão do exército sírio, que por trás das suas vestes finas e suas condecorações gloriosas escondia a miséria de uma lepra consumindo a sua vida. Este também é o caso de Zaqueu, que aparentemente tinha tudo para ser feliz: usava roupas finas, os seus filhos talvez estudassem em escolas particulares de primeira classe, morava numa das mansões da cidade de Jericó, mas não era feliz. Sentia-se rejeitado pela sociedade e atormentado pela própria consciência.
       Porque é que o pecador é às vezes simbolizado por um homem pobre e quase nu, e outras vezes por alguém rico e bem vestido? O que Deus está querendo nos dizer é que perante os Seus olhos, todos os seres humanos são pecadores, com apenas uma diferença: uns são flagrados – apanhados no seu erro e o seu pecado é descoberto e exposto para vergonha pública. Dedos acusadores levantam-se muitas vezes para apontá-los e condená-los - estão nus.
       Outros, perante os olhos divinos, são tão pecadores como os primeiros, mas a lepra do pecado está oculta debaixo das vestes de uma imagem brilhante. Podem passar pela vida sem que nunca alguém descubra o seu erro, vestindo sempre roupas finas. Mas infelizes, desprezados e vazios por dentro, como Zaqueu.
       Ambos os grupos precisam de Jesus. Ambos precisam entender que aos olhos da igreja e da sociedade podem ser diferentes, mas são iguais aos olhos de Deus.
       Zaqueu procurava ver "quem era Jesus". Estava certo. Vivia em pecado, usava para proveito próprio a posição que o governo lhe tinha confiado, mas estava certo na sua busca.
Cristianismo não é moralismo. A nossa primeira pergunta nunca deveria ser quanto ao que 'farei' ou 'não farei', mas sim, 'quem' é Jesus, a 'quem' amarei e a 'quem' servirei.
       No caminho de Damasco a primeira pergunta de Saulo não foi: "Que queres que eu faça?", mas "Quem és, Senhor?".


Cristianismo nunca foi apenas o cumprimento dos 'quês' da igreja, mas acima de tudo fidelidade Àquele que nos achou, nos amou, nos perdoou e nos transformou.
Zaqueu estava certo. Procurava saber quem era Jesus, mas não podia, por causa da "multidão". Qual era a grande dificuldade? Sua pequena estatura? O seu peso? A sua raça? Sua posição social?
       O que o fazia sentir-se indigno? Sua vida cheia de erros? Sua pouca ou muita instrução? Não, isso nunca foi problema para chegar a Jesus. Era a multidão, que não lhe permitia aproximar-se do Único capaz de preencher-lhe o coração e transformar-lhe a vida!
Você já percebeu que durante o ministério de Cristo na terra, as multidões sempre atrapalharam a Sua obra de redenção?
       Lembra-se do paralítico que um dia precisava desesperadamente de Jesus para ser curado, mas não podia chegar perto d’Ele por causa da multidão? Os seus amigos tiveram que fazer um buraco no teto para que ele pudesse chegar ao Salvador.
       Já leu a história da mulher com fluxo de sangue que teve que abrir caminho em meio à multidão para poder tocar o manto de Cristo?
       Consegue imaginar o cego que precisava de visão clamando em alta voz: "Jesus, filho de David, tem compaixão de mim!"? As multidões ordenaram-lhe silêncio, mas ele continuou gritando.
       As multidões sempre se consideraram fiscais da salvação. "Você não, porque é leproso." "Você sim, passe adiante." "Você espere, está imundo; primeiro tome um banho, está cheirando mal para chegar perto de Jesus."
Certo dia as multidões queriam impedir que as crianças se aproximassem do Mestre. A voz doce de Jesus disse então: "Deixai vir a Mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus."


       Multidões! Deus tenha misericórdia das multidões que andam com uma vara de medir a fé para dizer quem é digno e quem não é. Que Deus nos ajude a mostrar ao mundo quem é Jesus! Que nos ensine a tomar a mão dos que se sentem derrotados, tristes, frustrados e rejeitados. Que nos mostre como segurar o braço dos que pensam que nunca conseguirão. Que nos ajude a amá-los, a compreendê-los e a levá-los a Jesus.
       Zaqueu sentia-se indigno e pecador, porém, as multidões fizeram-no sentir-se mais indigno e mais pecador ainda. Então o homem rico de Jericó pensou que o melhor seria ficar de fora e limitar-se a olhar Jesus de longe, e aí caiu no erro de muitos, hoje, porque Cristianismo não é seguir Jesus de longe.


       Cristianismo é relacionamento diário e permanente com Jesus. Não importa se as multidões dificultam a sua aproximação d'Ele. Faça como o paralítico, que entrou pelo teto, ou como a mulher com um fluxo de sangue, que abriu espaço entre a multidão. Ou então clame como o cego: "Jesus, filho de David, tem compaixão de mim!" Mas não fique em cima da árvore!
       Não existem desculpas para ficar longe, na passividade de uma figueira ou na indiferença de quem vê Jesus passar.
Cristianismo é compromisso com Jesus, é envolvimento com a sua Igreja, é participação da Sua Missão.
       Cristianismo nunca foi contemplação cómoda de uma figueira, enquanto se ruminam mágoas e ressentimentos e se é consumido por lembranças tristes que as multidões imprimiram dolorosamente em nossa vida.
       Não, Cristianismo é chegar perto de Jesus, apesar das multidões.


       Jesus atravessava a cidade, seguido pelas multidões, e lá estava Zaqueu em cima de uma figueira. Porque será que nós, seres humanos, estamos sempre plantando árvores para ficarmos em cima, vendo Jesus passar? Zaqueu estava em cima de uma figueira. Mas podia ter sido uma árvore de preconceitos, temores ou dúvidas. Quem sabe uma árvore de mágoas, ressentimentos ou simplesmente de orgulho e incredulidade. Tanto faz.
       De repente, Jesus parou e, em meio a tanta gente, olhou para Zaqueu: "Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa."
       Tenho tentado muitas vezes imaginar aquela cena. Imagino Zaqueu olhando desconcertado para todo o lado e perguntando, com aquela ansiedade de querer que seja, mas tendo medo de que não seja:
       "É comigo Senhor? Não está equivocado? Eu sou Zaqueu, um ladrão, um homem injusto. É comigo que vai jantar esta noite?"


Você já pensou, meu amigo? Naquele dia havia milhares de pessoas junto a Jesus. Centenas de homens e mulheres que lutavam um contra o outro por um lugar especial perto de Jesus. Cada um sentindo-se com mais direito do que o outro, e de repente o Mestre olha para quem nada espera, olha para quem se sentia indigno, para um homem insignificante, perdido lá entre os galhos de uma figueira, e chama-o pelo seu nome: "Zaqueu".

Assim são as coisas com Jesus. Para Ele não existem multidões, existem pessoas. Para Ele você não é apenas uma ordem de produção ou um número na estatística. Você é gente. Ele Se preocupa com você, com seus sentimentos, com seus sonhos, alegrias e tristezas. Ele chora com sua dor e Se alegra com seu sorriso.
Você é tão importante para Ele que um dia Ele deixou tudo e veio a este mundo para buscá-lo. Ele sabe o seu nome, onde você mora, conhece suas ansiedades, sabe que você pode estar tentando ser um homem difícil ao apelo divino, dizendo para si mesmo: "Eu só quero vê-Lo de longe." Mas na realidade você é um homem solitário e sincero, que precisa d'Ele como todo o ser humano.
"É comigo, Senhor?", pergunta você. "Sim, é com você, Henrique, Mauro, Isaura, Aparecida, é com você mesmo." "Mas, Senhor! Eu fumo, bebo, tenho uma vida irregular, eu sou indigno." "Não importa, é com você. É por você que Eu vim, Eu o amo, não pelo que você faz ou deixa de fazer, mas pelo que você é: um ser humano maravilhoso, apenas isso."
Nunca terei palavras para a agradecer a Deus, porque um dia, entre 5 bilhões de seres humanos, o Senhor Jesus Se deteve no caminho da vida e olhou para mim. Não me achou em cima de uma árvore, não. Achou-me atrás de um púlpito, com uma régua na mão para medir o "cristianismo" da minha igreja, sem medo de apontar o pecado "pelo nome", pregando sobre o amor de Deus sem jamais tê-lo experimentado. Vestindo a imagem de um jovem pastor muito preocupado em descobrir os "pecados ocultos da igreja" para levá-la à reforma.
E o Senhor Jesus, com Sua voz mansa disse: "Filho, desce dessa árvore de apóstolo da reforma. Quero ficar com você, quero que Me conheça de verdade e compreenda que as coisas não são assim como você pensa. Quero que saiba que não é com o regulamento numa mão e a vara na outra que se reformam vidas.


A maneira como Jesus tratou a Zaqueu é a maneira como ele quer levar Sua igreja ao reavivamento e à reforma completa.
Veja que Jesus não olhou para Zaqueu e disse: "Zaqueu, você é um ladrão, e o que você faz é uma vergonha. Estou disposto a lhe dar o privilégio de hospedar-Me, mas antes quero que você confesse publicamente que é ladrão, e que devolva o dinheiro que roubou dos outros.
Eu imagino que era isso que as multidões estavam esperando. Mas Jesus não fez nada disso. Havia algo de maravilhoso com Ele. Os pecadores sentiam-se amados na Sua presença. Quer dizer que Ele apoiava a vida errada dos homens? Não. A conduta deles é que mudava. Mas Ele nunca os fazia sentir-se mais pecadores do que já eram. Não precisava agredi-los para inspirar neles o desejo de mudar de vida.

E agora vejamos a atitude de Zaqueu. O que foi que ele fez? Será que ele desceu da figueira e disse para Jesus: "Obrigado, Senhor, por lembrares-Te de mim. Eu nunca poderei agradecer-Te pelo fato de olhares para mim em meio a tanta gente. Agora fica um pouco aqui. Deixa-me ir e arrumar a casa. As coisas não estão bem por lá. Deixa-me fazer uma faxina completa e preparar uma refeição gostosa, então voltarei e iremos juntos."
Foi assim que Zaqueu falou? Não. Por que não? Porque se pudéssemos deixar Jesus aguardando para primeiro limpar a casa, não precisaríamos mais d'Ele.
Aqui está envolvido o maravilhoso princípio da justificação, que é pela fé, e da santificação, que também é pela fé. É Ele que limpa a vida. É Ele que coloca as coisas em ordem. É Ele que corrige, que conserta, que purifica. Nunca cometamos a tolice de agradecer a Deus pelo perdão e depois, sozinhos, tentarmos pôr a vida em ordem.
O que foi que Zaqueu fez? Acho que ele colocou sua mão na de Jesus. Era um homem solitário, rejeitado pela sociedade, que precisava de alguém que lhe restaurasse o senso de humanidade. Ali estava uma mão estendida com amor, e ele agarrou-se a ela, apesar de ser um publicano, um ladrão, um pecador.
A multidão não ficou contente com a atitude de Jesus. "Ah", pensaram no coração, "Ele dava a impressão de ser o Messias, mas em lugar de condenar os pecadores, recebe-os, junta-Se com eles, e não os repreende." Você já pensou que enquanto Jesus esteve na Terra nunca condenou os derrotados, os marginais, os ladrões ou as prostitutas?
As poucas vezes que Ele condenou alguém, foram aqueles que achavam que tudo estava bem com eles, aqueles que se consideravam os guardiães da fé, a norma de vida de seus semelhantes.



Graças a Deus porque Jesus veio a este mundo buscar os perdidos, os derrotados, os cansados de lutar sem nunca conseguir. Se você é um deles, alegre-se e louve o nome do Senhor porque foi por você que Ele veio.
Ele o está procurando, não importa onde você está, onde se escondeu, ou para onde fugiu. Um dia a voz de Deus o alcançará e o chamará pelo seu nome, e talvez isso esteja acontecendo neste momento, enquanto você lê estas linhas.
Você está tremendo em cima da figueira da vida. Sente-se rejeitado, triste, frustrado? Sente que nunca vai conseguir? Ouça então a voz do Mestre dizendo: "Filho, Eu amo você. Desça daí, quero ficar com você, quero entrar em sua vida e colocar cada coisa em seu lugar. Limpar o que tem que ser limpo, consertar o que tem de ser concertado.

Olhe agora para Jesus e Zaqueu. Nenhuma palavra. Apenas caminhavam juntos, de mãos dadas, e aquele laço de amor penetrou na vida daquele publicano. Enquanto caminhavam juntos, a vida de Jesus, Seu poder, Sua vitória, transmitiu-se para o pobre homem, gerando nele o desejo de mudar de vida.
Depois levantou-se e disse: "Mestre, se em alguma coisa defraudei alguém, estou disposto a restituir 4 vezes mais, e o que sobrar estou disposto a repartir com os pobres."
Este é o resultado inevitável de estar em Jesus e andar com Ele. É impossível andar com Jesus e conviver com o pecado ao mesmo tempo. Ambas as coisas não combinam. Ao lado da justiça não há lugar para o pecado. "N'Ele somos feitos justiça de Deus". N'Ele somos libertados, tornamo-nos vitoriosos, e o que antes parecia difícil, torna-se natural, como um fruto maduro que cai no tempo oportuno.
Que dia extraordinário aquele. No início, Zaqueu não passava de um homem solitário, frustrado e vazio apesar de sua invejável posição social e financeira. No fim do dia era um homem feliz, completo, transformado em Cristo. Zaqueu conhecia os dois lados da vida. O desespero e a esperança, o vazio e a plenitude, a tristeza e a alegria, a condenação e o perdão, a derrota e a vitória. Certamente ele podia dizer: "Jesus, Tu és a minha vida."

Pr Alejandro Bullón, no seu maravilhoso livro - Jesus, Tu és a Minha Vida, Casa Publicadora Brasileira (CPB).



http://www.ministeriobullon.com/portugues/index.php (Links 1R)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Apaixonada Por Jesus, O Meu Deus!
"POR SIEMPRE!!!"


Actualmente há duas Nazarés.
Primeira, a opulenta cidade construída desde 1948 onde vivem judeus ricos. Segunda, a pequena e miserável cidade Árabe. A maior parte dos árabes que vivem na antiga cidade são cristãos. Muitos dos edifícios, segundo a tradição, vêm do tempo em que Jesus ali viveu.


Nazaré está situada entre os montes do extremo sul da cordilheira do Líbano. Durante o tempo de Jesus era uma pequena e insignificante aldeia.


O HOMEM DE NAZARÉ

O Jesus histórico. Se o futuro do nosso mundo depende daquilo que Jesus Cristo fez e está ainda a fazer, então devemos saber mais acerca d'Ele.
Aqueles que têm investigado o assunto estão de acordo. Uma pessoa excepcional chamada Jesus Cristo viveu, em tempos, neste planeta. Ele é mencionado por historiadores romanos. Tácito escreve uma curta descrição. Suetónio conta como o Imperador Cláudio expulsou os judeus de Roma porque os seguidores de "Chrestos" causavam fricção constante entre eles.
Mas há evidências muito mais fortes para a existência de Jesus. O jovem Plínio escreveu ao Imperador Trajano acerca dos cristãos. Ele informou César de como os cristãos, nos seus cânticos, louvavam a Jesus como seu Deus. Após ter dito algumas coisas acerca dos irmãos de Jesus ele deu uma curta descrição sobre a vida e obra de Jesus Cristo. Flávio Josefo, outro historiador, provê outra descrição.
Evidência e nenhuma dúvida. Jesus Cristo não é um produto da imaginação dos discípulos. O Novo Testamento tem um antecedente histórico. Na 15ª edição da Enciclopédia Britânica, após um sumário das referências históricas a Cristo em fontes primárias de material fora do Novo Testamento, os autores concluem:
"Estes relatos independentes provam que, nos tempos antigos, mesmo os oponentes do Cristianismo nunca duvidaram da historicidade de Jesus, que foi disputada pela primeira vez e em bases insuficientes por vários autores no começo do século XVIII, durante o século XIX e no começo do século XX."1

A Principal Fonte de Informação

Certamente que a principal fonte de informação acerca de Jesus se encontra nos quatro Evangelhos. Eles foram escritos por homens que conheceram Jesus pessoalmente ou puderam entrevistar testemunhas oculares como Lucas fez. Por conseguinte, para o pesquisador objectivo, eles são a fonte mais evidente de informação acerca d'Ele.
Como o resto da Escritura, os evangelhos autenticam-se por si mesmos. Um bom lugar para começar a ler a Bíblia é o evangelho de Marcos. Marcos era o secretário de Pedro. Quão fascinante é descobrir que o evangelho de Marcos apresenta Pedro na pior luz! A candura de Marcos é tremendamente desarmante. Desenvolvimentos que poderíamos considerar importantes são tratados de modo exíguo. Acontecimentos são descritos em pormenor que nenhum escritor poderia, de modo nenhum, inventar.
Há muitos pormenores nos relatos dos quatro evangelhos que teriam sido excluídos duma biografia secular contemporânea. Longe de embelezar a reputação de Jesus, repetidas vezes os evangelhos fornecem-nos exemplos de que um relato autêntico era para eles mais importante do que fazer uma boa impressão.
Os escritores dos evangelhos expuseram, sem rodeios, as pretensões de Jesus de ser o Cristo, o Messias, o Filho de Deus. Jesus é o único Homem que viveu pretendendo ser Deus e que, contudo, foi julgado são de espírito pelos Seus mais sábios contemporâneos. Confúcio não pretendeu ser Deus, nem Zoroastro, Buda ou Maomé. Eles eram demasiado sensatos para terem tal pretensão. Preocupavam-se demasiado com a sua credibilidade.

C. S. Lewis estava certo a respeito das pretensões de Jesus. Ele disse que, dadas tais pretensões, Jesus tinha de ser louco ou mau - ou Deus. Ninguém, aparentemente, sugere que Ele foi louco ou mau. É verdade que alguns têm pretendido que Ele era "simplesmente um grande Mestre". Mas como podia Ele ter sido isso - e fazer tais alegações? Ele não nos deixou essa opção. Ele era louco, ou mau, ou...

Quando o grupo de discípulos, outrora tímidos, começou a pregar as Boas Novas acerca de Jesus, eles fizeram-no a curta distância daquilo que era, de imediato, o argumento mais convincente e a ajuda visual mais impressionante para aquilo que eles pregavam: o túmulo vazio. Jesus de Nazaré, diziam eles, representava a culminação, em pessoa, de cada profecia messiânica do Velho Testamento. Ele era o Cristo esperado, profetizado durante milénios, a esperança de todas as eras passadas e futuras. Em breve este pequeno grupo de seguidores aumentou. Milhares abraçaram o Seu evangelho num dia. E, assim como se espalha o fogo numa floresta, fez incursões no sistema Judaico; muitos sacerdotes converteram-se.2


O Túmulo Vazio

O Jardim do Túmulo, a norte do portão de Damasco em Jerusalém, que alguns têm identificado como sendo o túmulo de Jesus, em vez do sítio tradicional na Igreja do Santo Sepulcro. De qualquer modo, ambos os túmulos estão vazios!


- Os discípulos pregaram o Cristo ressuscitado a poucas centenas de metros do túmulo vazio. Se o túmulo não estivesse vazio, a classe dirigente judaica podia, em questão de minutos, ter refutado a ressurreição. Caifás e o seu conclave de sacerdotes podiam simplesmente ter descido ao túmulo, quebrado os selos e publicamente exibido os restos mortais para todos verem.
- Porque é que soldados romanos experimentados desertaram, de repente, dos seus postos e se precipitaram de volta para enfrentar o que poderia ser um tribunal marcial e execução - se não tivesse havido nenhuma ressurreição?
- Ou porque foram eles subornados para difundir uma história transparentemente espúria quando a solução mais simples teria sido fazê-los marchar de volta, sob escolta, provar que eles estavam errados e decapitá-los no local como um aviso a qualquer outra pessoa que pudesse ter ideias fantasiosas, sobrenaturais.

Os discípulos foram transformados pelas notícias da ressurreição. E eles estavam preparados para enfrentar fosse o que fosse - incluindo prisão e martírio - para pregarem a ressurreição de Jesus Cristo. A existência da Igreja Cristã é a maior evidência para a historicidade da ressurreição.
Cada indivíduo deve confrontar esta questão. Cada pedaço de evidência disponível confirma que Jesus não foi um Homem comum. Ele é o Libertador do pecado, o Redentor da humanidade, Aquele que conquistou a morte. Sendo esse o caso, cada pessoa deve tomar uma decisão a respeito de Jesus Cristo. A decisão não pode ser evitada. Jesus não será ignorado. A eternidade depende da decisão.


Dimensões Cósmicas


O retrato que a Bíblia faz de Jesus adquire dimensões cósmicas ao alegar que Jesus é Deus. O próprio Jesus disse que estava no Céu antes de vir à Terra e que existiu antes de Abraão.3 Ele ora para que Lhe seja dada a glória que tinha com o Pai antes da criação do mundo.4
Isto não é o limite ao Jesus bíblico. Quanto mais lemos a Bíblia maior Ele nos parece. É-nos dito que Ele criou o mundo e toda a vida.5 Ele é também retratado como sendo o dirigente nos acontecimentos históricos culminantes tais como o Êxodo.6
Uma das provas mais convincentes da realidade da visão da Bíblia sobre Jesus são os pequenos vislumbres que os profetas e os Salmistas do Velho Testamento provêm. Em adição ao lugar de nascimento, estes incluem pormenores sobre o ministério de Jesus, os Seus sofrimentos, morte, discípulos, e até aquele que O traiu.
Isaías escreve: "Na verdade Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou as nossas tristezas, todavia nós considerá-mo-l'O ferido por Deus, açoitado por Ele e aflito. Mas Ele foi trespassado pelas nossas transgressões, foi esmagado pelas nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre Ele, e pelas Suas feridas nós somos sarados."7 Este texto provê uma clara previsão dos sofrimentos de Jesus. Semelhantemente, o Salmo 22 ilustra coisas relacionadas com o Calvário com pormenores que incluem até os soldados romanos a lançar sortes sobre as vestes de Jesus enquanto Ele está suspenso na cruz.

Os autores da Bíblia tinham fé firme em Jesus como sendo mais do que uma Pessoa comum. Os muitos milagres que Ele fez, falam em Seu favor. Com efeito, a Bíblia alega claramente que Jesus é Deus e, se uma pessoa tomar tempo para considerar a questão, isto faz sentido uma vez que, afinal de contas, somente Deus e o Criador têm o poder para remir os pecados de todo o mundo.

O Homem de Nazaré

Este Homem de Nazaré não é um Homem comum. Ele é adorado, seguido, amado e são-Lhe dirigidas orações.8 Ele é um Homem que requer tudo ou nada. Não há nada incerto no ensino da Bíblia. Jesus é apresentado como um Homem, mas não como um Homem qualquer. Pelo contrário, Ele é Deus que se tornou Homem para salvar o homem do pecado e prover-lhe liberdade do pecado e da morte.
O ensino da Bíblia sobre Jesus não é uma teoria que, quando decorada, garante uma boa nota no juízo final. A questão fundamental sobre a qual gira o juízo e a eternidade é: Que farás tu de Jesus? Qual é a tua relação com Ele?
Aqui está um assunto para oração, se outro não houvesse. Uma relação com Jesus trar-lhe-á paz, certeza de perdão e alegria. Jesus mesmo promete que lhe dará vida e vida com abundância.9
A prova mais convincente da divindade de Jesus encontra-se na experiência daqueles milhões de pessoas que, no decorrer dos séculos, têm colocado a sua confiança em Jesus e nas promessas que a Bíblia faz a respeito d'Ele. Elas têm orado: Senhor, se isto é uma realidade, então por favor permite que isso se torne também uma realidade na minha vida.
De várias maneiras elas obtiveram uma certeza, uma esperança que Deus lhe oferece assim como a mim. Elas convenceram-se que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu único Filho, para que todo aquele que n'Ele crer não pereça mas tenha a vida eterna."10


Referências:
1. Enciclopédia Britânica, 15ª Edição, vol. 3, pág. 145; 2. Actos 6:7; 3. João 8:53; 4. João 17:5; 5. João 1:3; Efésios 3:9; Colossences 1:16; Hebreus 1:2, 10; 6. I Coríntios 10:1-4; 7. Isaías 53:4,5; 8. Actos 7:59; João 9:38; 9. João 10:10; 10. João 3:16.

Texto extraído do livro ANO 2000 - Fim ou Continuação? - Publicadora Kirjatoimi, Finlândia.
(Conheça os autores e editor em Meditação para a Saúde, 15 de Maio de 2012)

QUERO LOUVAR-TE!!! MAIS E MAIS AINDA!



"QUEM É O AUTOR DA EXISTÊNCIA? Por que ele se esconde atrás da cortina do tempo e do espaço? Como é seu caráter? Por que ele é tão discreto que parece não existir e tão presente que parece reivindicar sua presença a cada instante nas nuances de cada flor, nas lágrimas que se encenam no teatro do rosto e no sorriso que torna a vida o maior espetáculo, mesmo quando não há aplausos?
Nada intrigou a mente humana ao longo da história mais que Deus. Independentemente da raça, sociedade ou cultura, todos falam dele e de alguma forma o procuram. Nem os ateus conseguem fugir do tema Deus. Todas as tentativas de negá-lo ou desconstruí-lo são um testemunho solene da sua importância. Posso falar isso com certa segurança, porque fui um dos maiores ateus que pisaram nesta terra. Para mim, Deus era fruto de um cérebro apaixonado pela vida e que resistia ao seu caos na solidão de um túmulo.
Mas quando estudei a inteligência de Cristo sob o ângulo da ciência (Psiquiatria, Psicologia, Sociologia e Psicopedagogia) meu ateísmo implodiu. Percebi que ele não cabe no imaginário humano.
A partir desse momento a busca por Deus deixou de ser para mim uma atitude de pequenez intelectual e passou a ser um ato inteligentíssimo do psiquismo humano. Entretanto, nessa trajetória, fiquei convicto de que o indivíduo que não é capaz de respeitar os diferentes, não é digno da maturidade psíquica.
A relação do ser humano com Deus, a despeito de uma religião, deveria irrigar a personalidade humana com altruísmo, solidariedade, generosidade, resiliência, capacidade de se pôr no lugar dos outros e de apostar tudo o que se tem naqueles que pouco têm. Jesus, como o maior educador da história, ensinava dia e noite essas matérias aos seus alunos ou discípulos. Mas, infelizmente, muitos ao longo das eras não aprenderam essas lições fundamentais.
O ser humano, por ter frequentemente a necessidade neurótica de poder e de evidência social, usa diversos meios para dominar os outros e não libertá-los, uma atitude completamente diferente daquela que postulou em prosa e verso o Filho de Deus. Quando ele aliviava a dor física e emocional de alguém, suplicava que não propagandeassem seus feitos. Ele doava-se sem esperar o retorno. Proclamava que por detrás de uma pessoa que fere há sempre uma pessoa ferida. Demonstrava que a maior "vingança" contra um inimigo é compreendê-lo e perdoá-lo. Atitudes nobilíssimas que fazem os inimigos serem reeditados em nossa memória. Como não ficar profundamente admirado com sua inteligência e maturidade emocional?
Nas entrelinhas das suas biografias, os chamados evangelhos, percebe-se a sua personalidade. Do mesmo modo, nas entrelinhas dos Dez Mandamentos é possível perceber a assinatura, o caráter, a intencionalidade, as teses fundamentais e os pensamentos subliminares do personagem mais misterioso, complexo, afetivo, discreto e, ao mesmo tempo, presente do teatro da existência: Deus. Os Dez Mandamentos promovem a liberdade responsável, a generosidade, a tolerância, a justiça social, a saúde das relações sociais, enfim, ... promovem a qualidade de vida e o sucesso em seus mais amplos sentidos."


"Augusto Cury, Psiquiatra, Pesquisador da Psicologia, Escritor com livros publicados em mais de sessenta países. Autor da Teoria da Inteligência Multifocal - que estuda o processo de construção de pensamentos e a formação de pensadores, analisada em nível de mestrado e doutorado." PREFÁCIO do livro O PODER DOS 10 MANDAMENTOS - O Roteiro Bíblico para uma Vida Melhor.

(Jesus e a Lei - "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição. Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no Reino do Céu." Mateus 5:17-19.)

"UM CONHECIMENTO PRÁTICO. O novo Mestre, além de ser mais jovem, não falava como os outros mestres... Era verdade que eles também usavam imagens e ilustrações, mas Ele comunicava uma vivência profunda, com o Seu olhar límpido e penetrante. Uma parábola Sua - falada aos olhos, dirigida ao coração - era capaz de saltar a barreira do preconceito e gerar vida nova. As Suas palavras animavam o desanimado, despertavam o adormecido.
Ainda hoje o fazem, renovando-se em cada mente que as aceita. E o Mestre continua, no mesmo lugar, chamando e... à espera.
CONHECER O MESTRE é adquirir sabedoria prática, não através de penosos esforços (provas labirínticas, estudos cansativos...), mas antes, do encontro com a Sua Pessoa."


Roberto Badenas, Escritor com livros publicados em vários países. Professor de Teologia, licenciado em França e com Mestrado e Doutoramento nos EUA. Exerce neste momento a sua atividade como professor na Facultad Adventista de Teología em Espanha (Links 3I).