segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O ESTETOSCÓPIO



          Não tenho a mínima ideia de quanto tempo fiquei no hospital, pois o tifo afetou a minha memória, e os dois anos que se seguiram me são bastante vagos. Sei que quando as autoridades hospitalares finalmente resolveram que nada mais havia que pudessem fazer por mim, o meu estado físico era lastimável, e, mentalmente, estava em piores condições ainda. Não conseguia andar, mas o Sr. e a Sra. Fisher levaram-me para o seu lar no pequeno posto missionário de Mei Xein. E, embora de quase nada me recorde, lembro-me do carinho com que cuidaram de mim. A Sra. Fisher era enfermeira e aos poucos ajudou-me a recuperar algo da saúde perdida.
          Deixando a casa dos Fisher, fui para Fu Feng, onde fiquei diversos meses na missão da igreja nacional. Meus filhos estavam num orfanato lá, e eu podia vê-los e eles podiam visitar-me. Continuei a pregar nas vilas, mas, como as crianças sonhassem em ter novamente um lar, onde pudessem morar comigo, voltei para Siã.
          Chang Tsi Ni, um evangelista chinês que abrira uma fábrica para dar emprego aos cristãos pobres, estava agora velho e doente, e a fábrica estava desocupada. Fui morar num anexo nos fundos da fábrica com catorze das minhas crianças. Algumas já estavam bem grandinhas e podiam ajudar um pouco. Quando as meninas chegavam aos doze anos de idade, costuravam e remendavam em casa, e ganhavam algum dinheiro. Os meninos, assim que podiam, saíam para trabalhar de carregador ou em algum outro tipo de serviço que pudessem encontrar. Ainda que pouco, nessa época o dinheiro que ganhavam ajudava muito.
          Foi com relação a um dos meninos que tive uma experiência maravilhosa de como Deus responde às orações. Chu En era filho de um Pastor chinês que tinha sido morto pelos japoneses. A sua mãe tentava escapar com os cinco filhos quando caiu gravemente doente, às margens do rio em Yangcheng. Pediram-me que fosse visitá-la, mas era tarde demais. Ela morreu no dia seguinte, e os cinco órfãos ficaram sob o nosso cuidado. Adotei Chu En, e os outros quatro foram recolhidos por diferentes famílias cristãs chinesas. Chu En sempre foi quieto, estudioso, muito inteligente e jamais me deu o mínimo trabalho.
          Ele já estava comigo havia dois ou três anos quando empreendemos aquela terrível jornada pelas montanhas até Siã, mas naquela época ele era o único da família qua ainda estava vivo. Uma das suas irmãs morreu de tuberculose, duas outras crianças tinham sido mortas durante os bombardeios, e o irmãozinho caçula ingressara no chamado "Exército Infantil", que foi dizimado pelo inimigo numa terrível carnificina. Talvez essas horríveis experiências tivessem feito de Chu En um menino sério e judicioso demais para a sua idade. Eu sabia que ele devia ir para a escola e continuar a estudar, mas eu não tinha dinheiro para manter a minha enorme família.


          Então, o menino chamou a atenção de um certo médico, Dr. Tsung, que visitava Siã, o qual me pediu permissão para levar o menino para sua casa, onde providenciaria os estudos para ele. Aceitei a oferta com alegria, e Chu En foi com o Dr. Tsung, para a fronteira de Yenan.
          Decorrido quase um ano, Chu En veio passar connosco o Ano-Novo - o feriado mais importante da China. Estava bem mais alto, e ainda mais sério e educado, e eu me orgulhava de chamá-lo de "filho". Na véspera de voltar para a casa do Dr. Tsung, Chu En surpreendeu-me anunciando calmamente que, assim que fosse possível, pretendia voltar para Yangcheng.

          - Oh, não, não vai, não, Chu En. - Disse-lhe enfaticamente. - Você não pode voltar. Tudo o que conhecíamos e amávamos lá foi destruído; aquilo lá não é mais o nosso lar. Yangcheng está totalmente ocupada pelo inimigo, e não há como voltar para lá.
          Achei que a questão tinha sido resolvida, e no dia seguinte Chu En voltou para a casa do Dr. Tsung. Três meses mais tarde, enquanto me preparava para deitar, percebi movimentos do lado de fora do quarto. Abri a porta e gritei:
          - Quem está aí?
          - Sou eu, Chu En.
          - Chu En! O que está fazendo aqui? Meteu-se em apuros? Você fugiu?
          - Oh, não, não há nada de errado, mas vou voltar para casa.
          - Chu En, resolvemos isso quando esteve aqui no Ano Novo.
          - A senhora resolveu, Mãe. Foi só a senhora quem falou. Lembra-se de que eu nada disse?
          - Talvez tenha sido assim, mas isso não altera o fato de que você não pode ir.
          - Mãe, a senhora lembra-se do que sentiu quando ficou sabendo que Deus queria que viesse para a China?
          - É claro, mas você não pode saber nada disso.
          - Sei, sim, porque Deus falou comigo da mesma maneira. Ele me disse que voltasse para Yangcheng. Ele tem serviço para mim lá.
          Eu não podia duvidar dele, tudo o que me restava fazer era ajudá-lo e orar. Orei pedindo um par de calças e um par de sapatos. O que Chu En pediu, só mais tarde fui descobrir. Os dias se passavam, e eu indagava porque Deus não me ouvira. Nenhum par de calças, sapatos ou qualquer outro material veio parar em nossas mãos. No fim de alguns dias, Chu En disse:
          - Mãe, porque se preocupa com coisas desnecessárias? A senhora não quer orar por aquilo que realmente desejo?
          - Mas você precisa de sapatos e de calças.
          - Eu vim de Yangcheng descalço. Posso voltar da mesma forma. E estas calças ainda durarão algum tempo.
          - Então, por que coisa você quer que eu ore?
          - Um estetoscópio.
          - Um estetoscópio! Nunca ouvi falar disso! O que é?
          - Um daqueles instrumentos com duas coisas que a gente põe no ouvido para ouvir as pessoas por dentro com a outra ponta.
          - Mas onde é que iríamos arranjar uma coisa dessas?
          Chu En meneou a cabeça.
          - Eu não sei, mas Deus sabe.


          Assim, orámos, por algo que eu achava quase impossível obter - um estetoscópio. Passou-se outra semana. Então um dia encontrei na rua uma velha refugiada que achei ter visto na igreja no dia anterior. Parei e dirigi-lhe a palavra.
          - A senhora esteve domingo na igreja dos refugiados?
          - Oh, sim! Eu estive lá.
          - De onde é a senhora?
          - A minha panela está no fogo, venha até ao meu barraco para conversarmos.
Entrámos num barraco diminuto, e sentei-me num banquinho enquanto ela mexia a panela. À medida que os meus olhos se foram acostumando à escuridão, olhei à minha volta. A um canto havia uma caixa velha de madeira.
          - A senhora está olhando para a minha caixa. Trouxe-a de muito longe, de Su Chow. Carreguei-a nos ombros; é muito, muito preciosa.
          - O que ela contém?
          - Como é que vou saber? Não a abri.
          - Então como sabe que é preciosa?
          - Porque pertencia a uma senhora limpa e boa!
          - Quem era ela?
          - Uma senhora veio à nossa vila e falou-nos de Jesus. Oh, ela era asseada, tão limpa e tão boa! O inimigo aproximava-se, mas os homens estavam decididos a fazer tudo para impedir que a nossa boa senhora sofresse qualquer dano. Por isso, levaram-na até uma caverna e esconderam-na, mas ela deixou a caixa em minha casa. Antes dela voltar, tivemos de fugir. Mas eu não podia deixar a caixa da minha querida senhora para o inimigo, por isso trouxe-a para cá.
          - Permite que eu abra a caixa?
          - É claro que não. Quem é a senhora para mexer nas coisas da minha senhora? É parente dela?
          - Sim.
          - Qual é o grau de parentesco?
          - Sou prima, em quinto grau. - Esse é o parentesco que os chineses alegam ter com os que possuem o mesmo nome. Ela olhou-me atentamente.
          - Sim, é bem parecida com ela.
Sacudi a cabeça que sim.
          - Somos todos parecidos, todos fazemos a mesma coisa porque somos do mesmo país.
          - Então, está bem. Pode abrir a caixa.

          Ao abri-la, deparei-me com uma curiosa coleção: comida estragada, peças de roupa, alguns livros e, no fundo, um pequeno estojo de couro. Abri o estojo e mal pude crer no que vi. Em cima, havia um termómetro, uma pinça, uma tesoura, e, no fundo, um estetoscópio! Pegando com mãos trémulas a resposta às nossas orações, falei:
          - A senhora me permite levar isto? Voltarei depois e decidirei o que fazer com as outras coisas.
          Ela olhou para o estranho objeto, e sacudiu afirmativamente a cabeça.
          - A senhora é parente dela. Se essa coisa estranha lhe pode ser útil, leve-a; aqui, não tem utilidade para ninguém.
          Jubilosa, voltei correndo para casa, e, ao ver Chu En no pátio, sacudi o estetoscópio.
          - Deus respondeu às nossas orações.
          Ele agarrou o estetoscópio e apertou-o contra si, enquanto dizia:
          - Agora a senhora acredita que Deus quer que eu volte para Yangcheng?
          No dia seguinte, descalço, e trajando as suas velhas calças, sem alimento e sem dinheiro, mas com o seu precioso estetoscópio, Chu En partiu. Não mais o vi. Três meses mais tarde, recebi um pedaço de papel: "Estou bem; a senhora está bem? Louvado seja o Senhor!" Não trazia nenhum nome ou endereço, mas reconheci a letra de Chu En. Três meses depois disso, recebi um bilhete idêntico. Então, os comunistas tomaram Xansi, e reinou o silêncio. Pensei que Chu En, como muitos outros, tivesse dado a vida pela sua fé.
Cerca de um ano e meio mais tarde, encontrei um homem que falava o dialeto de Yangcheng. Pediu-me que lhe falasse do evangelho.

          - Porque me pede isso?
          - Tudo o que sei é que se a gente aceitar esse evangelho, terá paz e gozo no coração.
          - Mas como sabe disso?
          - Lá no lugar de onde vim, vi nove pessoas serem batizadas no rio. Quando lhes perguntei como tinham coragem de fazer tal coisa, sabendo que os comunistas o proibiam, disseram-me que era porque tinham a Cristo no coração.
          - Mas como sabem a respeito do batismo se ninguém está pregando?
          - Porque existe um jovem sábio, que tem um instrumento estranho com o qual ele escuta e sabe tudo o que está lá dentro. Ele lhes falou de Jesus.
          Então, Chu En ainda estava levando a água da vida às almas carentes, a despeito da oposição do inimigo. Yangcheng, o lugar tão querido do meu coração, ainda tinha uma testemunha. Algum dia Chu En me contará toda a história do estetoscópio, e de como esse instrumento o ajudou naqueles dias terríveis.



Apenas Uma Pequena Mulher, biografia de Gladys Aylward, Editora Vida.
(Mais informação em Leituras para a Vida, 08.03.2012)

llllllllllllllllllllllll

E, no meio dos sete castiçais, um semelhante ao filho do homem... e o Seu rosto era como o Sol, quando na sua força resplandece. Apocalipse 1:13-16.

A aparência de Jesus em Patmos era deslumbrante. Ao vê-l'O, João caiu aos Seus pés, como morto, de puro espanto (Apocalipse 1:17). Jesus não Se parecia com o ser normal que o profeta tinha conhecido na Galileia. Qual era o significado desta esplêndida descrição?
A passagem apresenta Jesus como deslumbrante e impressionante, tal como o anjo do livro de Daniel, capítulo 10. Mas Ele é ainda mais do que isso. Também ostentava as características de Deus. O cabelo como a lã, a comparação com a neve, o fogo flamejante são características do próprio Ancião de Dias em Daniel 7:9. Quando Se chama a Si próprio o princípio e o fim (Apocalipse 1:17 e 18), sem dúvida que Jesus vem a João como o Deus do Antigo Testamento (Isaías 44:6; 48:12). Jesus é verdadeiramente uma 'estrela' em todo o sentido da palavra.
Recordo-me da última coluna que Ben Stein escreveu. Ele cansou-se de ser repórter das estrelas de Hollywood quando percebeu que havia coisas muito mais importantes sobre as quais se entusiasmar. Aqui estão as suas próprias palavras:
"Já não penso que as estrelas de Hollywood sejam assim tão importantes. Geralmente são pessoas agradáveis, amistosas e tratam-me melhor do que eu mereço ... (Mas) como pode um homem ou uma mulher que tem um salário de oito dígitos e vive num luxo louco ser uma estrela no mundo de hoje, se 'estrela' quiser dizer alguém brilhante, poderoso e atraente como figura modelo? As verdadeiras estrelas não andam por aí em limusinas ... e não têm raparigas vietnamitas a cuidar das suas unhas. Podem ser pessoas interessantes, simpáticas mas, para mim, não são heróis. ...
"Uma verdadeira estrela ... é o soldado norte-americano em Bagdad que, ao ver uma menina a brincar com um engenho, numa rua onde estava de sentinela, afastou-a e atirou-se para cima dele na altura em que explodiu. ... Há muitas outras estrelas no firmamento ... os homens e mulheres da polícia que saem em patrulha para bairros perigosos e que não sabem se voltarão vivos. Os maqueiros e paramédicos que transportam pessoas que tiveram acidentes terríveis e as preparam para cirurgias; os professores e enfermeiros que se dão totalmente para cuidar de crianças autistas; as pessoas que trabalham com cancerosos em lares e hospitais. Pense em cada bombeiro que subia as escadas do World Trade Center enquanto o edifício ruía.
Agora já tem a minha noção do que é um herói verdadeiro. ... Deus é real, não é ficção. ... Tornamo-nos mentalmente sãos quando deixamos de ser os diretores do filme da nossa vida e Lhe entregamos, a Ele, essa função. Eu tomei consciência de que a vida vivida a ajudar o próximo é a que interessa. ... Esta é a melhor e a mais elevada forma de alguém ser útil como ser humano."
*

Senhor, Eu Quero Ter Jesus Como Diretor Da Minha Vida

ELE  É  O  MEU  VERDADEIRO  HERÓI


* Citado num e-mail de Dan Millen, de 27 de Outubro, 2004.
Jon Paulien in Apocalipse - O Evangelho de Patmos, 23.01.2013.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Diálogo com um Advogado Humanitarista no Brasil

Milton S. Afonso


O Dr. Milton Soldani Afonso é um advogado da Igreja Adventista do Sétimo Dia e um empresário totalmente comprometido com o avanço da missão da igreja no mundo.

Ele e a sua família possuem mais de 20 companhias no Brasil, sendo a mais importante delas a Golden Cross, considerada como a maior companhia de seguros de Saúde na América Latina e a quarta maior do mundo.
Ele também é proprietário de uma universidade moderna na cidade de São Paulo, com 14 faculdades incluindo odontologia e medicina.
A Golden Cross emprega 70.000 pessoas - dentre estas 18.000 médicos e 5.000 representantes do seguro de saúde - e provê assistência a mais de dois milhões de associados.
No meio dos seus negócios e viagens, o Dr. Milton Afonso gentilmente consentiu em responder a uma entrevista para a Revista Diálogo Universitário.


. Por favor, conte-nos sobre as suas raízes.
Nasci na cidade de Nova Lima, próxima a Belo Horizonte, na região sudoeste do Brasil. O nosso lar era extremamente pobre. Cresci num casebre, húmido e sujo, nos fundos de um lenheiro. Do ponto de vista humano, eu não tinha nenhum futuro e muito pouca esperança de sobreviver durante os meus anos da infância. Contudo, recentemente completei 73 anos, graças à extraordinária bondade de Deus para comigo.


. O senhor nasceu num lar adventista?
Não. A minha mãe era espírita e o meu pai dizia-se católico, mas nunca ia à igreja.

. Como o senhor conheceu a Igreja Adventista?
Da forma mais providencial! O meu pai costumava gastar o pouco dinheiro que ganhava em jogos, bebidas e cigarros. Todos os sábados de manhã comprava um bilhete da loteria, na esperança de ficar rico. Certo sábado, o homem que vendia bilhetes na nossa vizinhança ofereceu um bilhete a um membro da Igreja Adventista que se dirigia à igreja. A sua resposta foi: "Não gasto dinheiro com essas coisas, mas aqui está um convite para o senhor assistir a uma série de palestras religiosas." O vendedor de bilhetes deu o convite ao meu pai. A minha mãe viu o convite e certa noite levou-me para a reunião evangelística realizada numa sala de conferências.

. Onde o senhor iniciou os seus estudos académicos?
Após unir-se à Igreja Adventista do 7º Dia, a minha mãe entendeu que a única forma de me ajudar a superar as influências negativas que me cercavam e fazer algo útil da minha vida era enviar-me para um internato adventista. Ela trabalhou duro para pagar os meus estudos. Contudo, não muito tempo depois ela já não conseguia pagar as despesas do colégio e a administração da escola chamou-me e disse que se não pagasse o montante que devia, seria suspenso das aulas e não poderia fazer os exames finais. Desesperado, aos 14 anos de idade, decidi sair com os colportores estudantes.

. Como foi a sua experiência como um jovem vendedor de literatura adventista?
Quando eu era criança tinha vendido doces e bolos nas ruas. Isso deu-me uma boa experiência com vendas. Vendi livros e revistas adventistas por cinco anos, enquanto prosseguia os meus estudos. Com a bênção de Deus e dedicação, tive muito êxito a tal ponto de em 1941 ser o campeão de vendas no Brasil.


. O que o senhor fez posteriormente?
Os meus anos de estudante no Colégio Adventista Brasileiro, em São Paulo, levaram-me a compreender as grandes possibilidades que se abriam para a minha vida. Após concluir o ensino secundário, ingressei no curso de advocacia. Durante os meus estudos no curso superior, ajudei nove outros estudantes que necessitavam de ajuda.

. O senhor continua a ajudar jovens estudantes?
Hoje auxiliamos 8.000 estudantes em todos os níveis académicos, do pré-escolar à universidade. Muitos deles foram assistidos nos nossos 12 lares para crianças.

. Parece que o senhor possui um interesse especial pelos órfãos.
Isto deve-se à minha própria experiência de pobreza e solidão na infância. Embora na verdade eu não fosse órfão, os meus pais tinham muito pouco tempo para mim. O meu pai era um alcoólatra e a minha mãe tinha que fazer grandes sacrifícios para nos sustentar. Chegou até a hipotecar a sua máquina de costura para poder pagar parte dos meus estudos no 1° Grau.

. O senhor possui outros interesses?
Além da educação adventista, tenho preocupações com as condições de saúde de muitas pessoas na sociedade. Tendo visto os efeitos horríveis do fumo, das bebidas alcoólicas e de outras drogas, considero de grande valor o aspecto de Saúde da mensagem adventista. Deus deu-nos instruções específicas sobre como viver vidas úteis e saudáveis. Pessoalmente e através das nossas companhias, buscamos partilhar esses conselhos práticos sobre Saúde com pessoas que não pertencem à nossa igreja.

. Qual é o segredo do seu sucesso?
Fé em Deus e disposição de lutar, sintonizado com a Sua sabedoria. Integridade em todas as transacções. Aprendi a confiar na providência de Deus e a avançar confiantemente. Muitas vezes ignoro os números do orçamento e nem mesmo sei quanto temos em caixa. Mas se Deus me inspira a fazer uma doação, faço-a, independentemente de qualquer outra situação. Deus é o Provedor. Eu nunca retenho e sempre recebo mais. Considerando o meu passado, posso ver como Deus me susteve e guiou em cada passo.


. Um empresário cristão consegue tempo para estar em comunhão com Deus?
Um empresário cristão pode estar em comunhão com Deus em qualquer lugar, em meio a qualquer actividade. Naturalmente, qualquer empresário bem-sucedido que também é cristão enfrenta muitas tentações. Ele pode se tornar orgulhoso e presunçoso ao ser lisonjeado, elogiado em público, aparecer favoravelmente nas colunas sociais dos jornais, ser entrevistado na rádio e na TV. Mas se ele for ciente da sua dependência diária de Deus - de que tudo o que é e possui de fato pertencem a Ele - permanecerá humilde e em união com Ele.

. O que o levou a comprar e a doar várias estações de rádio à Igreja? Sou membro da Comissão da Rádio Mundial Adventista e fiquei entusiasmado ao saber dos milagres que Deus está a operar em áreas não-penetradas do mundo através da rádio. Por esses motivos decidi apoiar a acção missionária da Divisão Sul-Americana através do rádio.

. Qual é a maior bênção na sua vida?
Ser um Adventista do Sétimo Dia, um membro desse maravilhoso povo remanescente e ter uma parte na pregação da última mensagem de salvação ao mundo.

. Uma alegria especial?
Ter um lar, uma esposa querida, quatro filhos, nove netos... todos desfrutando de boa saúde. Pertencer a um grupo de companhias que me possibilita ajudar a Igreja na sua missão.

. Uma tristeza?
Não possuir tempo suficiente para fazer tudo o que eu gostaria. É por esse motivo que estou sempre apressado!

. Um sonho?
De um dia estar no reino de Deus juntamente com os meus filhos, irmãos da igreja, familiares e amigos.

. Uma filosofia de vida?

Estar constantemente conversando com Deus. Pedir-Lhe mais fé. Alimentar essa fé a fim de que possa transpor os obstáculos e problemas que enfrentamos e saber que Deus está ao meu lado e de que um dia O verei face a face.


. Seu texto preferido da Bíblia?

"Porque eu sei em Quem tenho crido, e estou bem certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia." (II Timóteo 1:12).


Entrevista concedida a Assad Bechara.
Assad Bechara (D. Min., Andrews University) atua como Director de Comunicação e de Deveres Cívicos, e Liberdade Religiosa na Divisão Sul-Americana, em Brasília, Brasil. Texto extraído de Diálogo Universitário, 6:3 - 1994.
*****************************
"Querer é poder." - O. S. Marden

"Os objectivos são tão essenciais para o êxito quanto o ar é para a vida." - David Schwartz.

"Uma vela não perde nada da sua luz ao acender outra vela." - James Keller.

"Para ter êxito não é preciso fazer coisas extraordinárias. Apenas faça as coisas ordinárias extraordinariamente bem." - Jim Rohn.

"O propósito da vida não é ser feliz. O propósito da vida é interessar-se, ser produtivo, fazer com que a vida seja diferente porque você passou por ela." - Leo Rosten.

"Alguns estudantes bebem da fonte do conhecimento. Outros simplesmente gargarejam." - Anónimo.


Vaso Novo
(Hin. Adv. 502 - Instrumental)

Eu quero ser, Senhor amado, como um vaso nas mãos do oleiro.

Coro:
Quebra a minha vida e fá-la de novo; eu quero ser, eu quero ser, um vaso novo.

Faz Teu querer, Senhor amado; és o oleiro, e eu esse vaso.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Diálogo com uma Juíza
do Supremo Tribunal do Quénia

MARY ATIENO ANG'AWA


Como muitas meninas adventistas, Mary Atieno Ang'awa queria ser professora. Gostava de arte e música, e ela queria partilhar este amor num ambiente escolar. Também amava as crianças. Contudo, um dia, ainda no seu nível A, um conferencista visitante falou à sua classe sobre lei e sobre o quanto um advogado podia fazer para o bem da comunidade e nação. O visitante, um Procurador do Estado, falou também sobre as dificuldades enfrentadas por mulheres que desejavam praticar advocacia no Quénia. No final da palestra, os estudantes foram encorajados a preencher pedidos de admissão à Faculdade de Direito. Mary entrou com o seu pedido e foi a única a ser aceite. Este foi o momento decisivo. Dentro de alguns anos ela graduou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Nairobi.
E então, em junho de 1993, ela teve a sua maior oportunidade de serviço quando o Juiz-Presidente do Supremo Tribunal do Quénia a acompanhou ao Palácio do Governo, onde prestou juramento diante do Presidente do Quénia como Juíza da Corte Suprema.
Ang'awa foi a quarta mulher a receber tal honra no país.
Antes desta nomeação importante, ela serviu com muitas capacidades como advogada, magistrada e membro de comissões do governo.


• Por favor, diga-nos onde nasceu e realizou os seus estudos.
       Nasci num lar adventista, em Mombasa, a cidade portuária do Quénia. A minha educação primária foi na Escola Adventista Maxwell, em Nairobi, e mais tarde transferi-me para escolas públicas para fazer o ensino secundário e a faculdade.

• Como se sente ao ser juíza numa parte do mundo na qual o domínio masculino prevalece?
       Isto não é problema, de forma alguma. Falo especificamente como juíza. Sou uma profissional, e o judiciário me aceita como colega jurista.

• Quais são as suas responsabilidades específicas?
       Sou juíza do Tribunal de Apelação. Se apelados, todos os casos de tribunais subordinados vêm a mim. Também funciono na Corte Original. Casos como homicídio, que leva a pena de morte, ou casos de justiça civil, que estão sob jurisdição limitada - estou qualificada para ouvir qualquer caso sobre qualquer assunto dentro do Quénia.


• Sendo juíza e adventista ao mesmo tempo, enfrenta a senhora desafios especiais?
       Ter um adventista diante de mim no tribunal por causa de alguma disputa que ele ou ela teve com alguém é talvez um tal desafio. Creio que como cristãos devíamos ser os primeiros a reconciliar-nos, antes que o caso venha ao tribunal. Não é este o conselho da Bíblia e da igreja? Sinto que uma reconciliação deve ser procurada mesmo se o assunto envolva um adventista e um não-adventista. Contudo, quando descubro que uma das partes na disputa é membro da minha igreja, normalmente tento transferir o caso para outra Corte.

• Tem um adventista o direito de ir ao tribunal procurar solução constitucional em questões como observância do sábado?
       Naturalmente, pois este é um direito fundamental. Infelizmente, os nossos membros no Quénia pouco têm usado o tribunal para defender a sua liberdade religiosa. Preferem ser demitidos do que trabalhar no sábado. Mas os tribunais existem para o povo. Em 1993, por exemplo, um grupo de meninas adventistas foram expulsas da sua escola porque recusaram frequentar aulas aos sábados. A Associação de Advogados Adventistas foi contactada e um dos seus membros levou o caso ao tribunal. E as meninas foram readmitidas.

• Como juíza, como encontra realização pessoal no trabalho?
       Sinto satisfação quando duas pessoas que chegam a disputar diante de mim, voltam para casa satisfeitas. Naturalmente, uma perde, pois operamos num sistema adversário, no qual um dos litigantes tem que perder. Mas vê-los satisfeitos, dizendo - "Pelo menos tivémos uma decisão justa" - é uma grande satisfação para mim .

• Quão importante é a igreja na sua vida?
       Talvez a sua pergunta devesse ser: "Quão importante é Deus para a senhora?" Deus está em primeiro lugar na minha vida. Embora eu frequentasse a Escola Adventista Maxwell em Nairobi, entreguei a minha vida a Cristo mais tarde. Meu pai faleceu quando eu era adolescente. A experiência me desapontou, e a minha primeira reação foi de rejeitar a Cristo. Mais tarde descobri que não havia para onde ir exceto Jesus; assim antes de ir para a universidade, aceitei a Cristo e fui batizada. A minha experiência na universidade foi boa, porque me ensinou a desfrutar liberdade e ainda assim, a ser responsável. A presença adventista no campus provia alimento espiritual e força. O viver num campus secular faz a gente apreciar ainda mais os cultos de sexta-feira à noite e de sábado.

• Quão vívida é a sua experiência com Deus?
       Através da minha vida, tenho experimentado a direção maravilhosa de Deus. Sei que Ele tem cuidado de mim. Vi como Deus me permitiu passar nos exames apesar de não frequentar aulas aos sábados. Desde aquele tempo assumi um compromisso com o Senhor que n'Ele confiaria em todos os meus empreendimentos. Tenho também sentido a Sua direção na minha vida profissional. Ele me tem dado oportunidades para crescimento e servi-Lo vez após vez.

• Poderia agora nos falar do seu papel na igreja?
       No passado estive muito envolvida em atividades da igreja, como Escola Sabatina, Juventude, Desbravadores e projetos de construção de igrejas. Recentemente, ajudei a organizar a Associação de Advogados Adventistas no Quénia. Atualmente estamos tentando coordenar o Programa de Legados para a União da África Oriental. E ainda leciono uma classe da Escola Sabatina na minha igreja.
Envolvimento no trabalho da igreja é muito importante para mim. Comparo-o com o queimar do fogo numa lareira. Pegue uma brasa e coloque-a de lado. Que acontece? Apaga-se, mesmo quando o combustível na lareira continua a arder. De igual modo, para continuarmos vivos e inflamados espiritualmente, precisamos de estar envolvidos na igreja local.
Sou uma pessoa reservada. Sou solteira. E sou forçada a não me misturar com litigantes. Como resultado, a minha vida de igreja se torna ainda mais importante.


• Tem a senhora tempo para outras atividades?
       Pertenço a várias organizações profissionais e no momento estou empenhada em formar uma Associação de Leigos Adventistas, sob o patrocínio da igreja, para coordenar membros leigos a participar plenamente em atividades da igreja. Sou também a fundadora e diretora de SANAGA, uma organização particular de ajuda aos pobres, especialmente a mulheres e crianças.

• No começo da nossa conversa, a senhora mencionou o apoio que recebeu dos ministérios adventistas no campus quando era estudante. Qual é a situação atual do programa no Quénia?
       Quando frequentava a universidade lá pelos anos de 1970, o programa de ministérios no campus era pequeno. Tínhamos uma universidade no Quénia, a Universidade de Nairobi, com poucos estudantes adventistas. Hoje, calcula-se que haja de 2.500 a 3.000 adventistas estudando nas cinco universidades do governo nos seus 15 campi. Cerca de 1.500 destes estão envolvidos em atividades patrocinadas pelos nossos ministérios de campus dirigidos por dois capelães de tempo integral. Visto que a nossa igreja não administra suficientes escolas secundárias para a nossa juventude, há também um programa adventista que visa estudantes que frequentam escolas secundárias públicas e instituições semelhantes, com oito capelães. A igreja deve continuar a estudar seriamente as necessidades dos nossos estudantes que frequentam instituições públicas. Deve prover orçamentos adequados para fortalecer este importante ministério.

• O que nos pode dizer da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Quénia?
       Durante os últimos dois anos tive a felicidade de residir em Nyori, uma cidade rural no sopé do Monte Quénia. Há muitas pequenas igrejas nesta área. As pessoas vibram de amor por Cristo! Para citar um exemplo, um bom número dos nossos jovens tem abandonado empregos para se tornarem colportores evangelistas. Além de venderem livros religiosos e sobre saúde, estes colportores evangelistas têm formado equipes evangelísticas e estão pregando Cristo ao povo desta área. Novas igrejas estão sendo estabelecidas em áreas não penetradas. Muitos dos nossos membros dão do seu tempo e dos seus recursos escassos para garantir que o evangelho seja pregado. Embora o espírito de sacrifício do nosso povo seja louvável, há ocasiões difíceis quando a obra é prejudicada por falta de recursos financeiros.
Apesar do número de membros no Quénia ter ultrapassado 400 mil, fazendo da União da África Oriental uma das maiores no mundo, há ainda muitos homens e mulheres sinceros que devem ser contactados e ensinados sobre o Senhor. Isto será realizado quando, sob as bênçãos de Deus, obreiros da igreja e membros leigos se unirem e avançarem juntos.



Entrevista por W. Ray Ricketts que é o diretor dos ministérios de campus na União da África Oriental. Ele trabalha a favor de estudantes adventistas que frequentam universidades públicas no Quénia. Revista Diálogo Universitário, Volume 8:1 - 1996.

NÃO HÁ OUTRO IGUAL A VOCÊ.
NÃO HÁ OUTRO IGUAL A VOCÊ...
NÃO HÁ OUTRO IGUAL A VOCÊ!


"E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente, porque o linho fino são as justiças dos santos." Apocalipse 19:8.

A noiva do Cordeiro no fim da História usa "as justiças dos santos" como uma veste. Embora sejam visíveis por fora, elas representam algo mais profundo e até mais importante -
o Caráter. As vestes exteriores brotam do interior. No fim de contas, o sucesso provará ser mais uma questão de caráter do que de capacidade ou sorte.

Isto recorda-me Jesse Owens, o famoso atleta olímpico. Embora ele tivesse, certamente, grande capacidade física, os Jogos Olímpicos de 1936 revelaram que o seu caráter era como as suas capacidades. A mãe disse: "Jesse sempre foi um rapaz decidido - quando surgia um problema, ele enfrentava-o."
Cresceu como jovem Negro, num mundo dominado por Brancos. Ultrapassando muitas barreiras, chegou à equipa olímpica apenas para encontrar o maior desafio da sua carreira. Adolf Hitler tinha proclamado que a Alemanha Nazi, a nação da "raça superior", iria provar a sua superioridade no campo desportivo antes de a mostrar no campo de batalha. Owens não se podia concentrar apenas no desporto - algo mais elevado estava em jogo.

John Kelley era o capitão da equipa da maratona dos EUA nas olimpíadas e um bom amigo de Jesse Owens. No navio para a Alemanha, Owens disse-lhe: "Eu queria ir para o convés fazer exercício, mas não tenho sapatos." Kelley respondeu-lhe: "Acho que os meus sapatos não te servem." Mas isso não fez Owens desistir. Experimentou um dos sapatos de Kelley, mas o seu pé era tão grande que rebentou o sapato ao meio! Owens pediu desculpa e Kelley mandou coser o sapato. Pagou 50 cêntimos pelo concerto, um preço muito baixo para o que se tornaria numa recordação preciosa.

Quando John Kelley terminou a maratona, Hitler acenou-lhe, e o americano fez um gesto de desprezo. Esse tornar-se-ia na sua maior afirmação de fama. Mais tarde, ficou espantado quando Jesse Owens lhe disse: "Kelley, Hitler acenou para mim e eu devolvi-lhe o aceno."
Isso é caráter! Contudo, quando Owens ganhou a sua quarta medalha de ouro, tornou-se no herói dos jogos para todos, menos para Hitler. O ditador parecia imbatível, e os atletas alemães dominaram as olimpíadas de 1936 como um todo. Mas um Afro-Americano foi o suficiente para expor a falácia sobre a "raça superior". 1

O caráter é a soma total de muitas escolhas e ações durante um longo período de tempo. Não são as crises que formam o caráter - elas expõem-no. O comportamento de Jesse Owens durante as olímpiadas de 1936 foi uma bela veste que testemunhou do desenvolvimento do caráter durante toda a vida.

Senhor, obrigado por me lembrares que todas as minhas pequenas decisões hoje servem um propósito maior que Tu tens para mim.

1. John Kelley, "Outrunning the Aryan Myth", Time, 31 de março, 2003.
Jon Paulien in Apocalipse, O Evangelho de Patmos, 12 de Novembro de 2013.


sexta-feira, 21 de junho de 2013

FIM DO MAL E COMEÇO DO BEM.
QUANDO?



Quando os discípulos de Jesus Lhe perguntaram: "Qual será o sinal da Tua vinda e do fim do mundo?", Ele descerrou a cortina do tempo e permitiu-lhes ver o futuro distante.
Um comerciante empreendeu uma viagem que o manteve longe da família durante vários meses. Antes de sair, contudo, disse ao seu filhinho: "Querido, o papá vai viajar por muito tempo, mas regressará. Quando tu notares que as folhas das árvores estão a cair, podes saber que falta pouco tempo para o meu regresso."
Passaram-se os meses. Certa manhã, o menino foi ao quintal e encontrou-o coberto de folhas outonais. Correu excitado para a cozinha, onde a mãe estava a preparar o pequeno almoço. "Mamã, o papá já está a regressar!" - gritou - "O papá já está a regressar!"
Antes de deixar a Terra e subir aos Céus, Jesus prometeu aos discípulos: "Virei outra vez" (S. João 14:3). Muitos creem que o regresso de Jesus está muito próximo. Eis algumas das importantes profecias bíblicas que nos asseguram que Jesus vem em breve.

UM PLANO QUE SE CUMPRE

O plano de Deus para a história do mundo pode ser encontrado em Daniel 2:31-45. Há 25 séculos o rei Nabucodonosor, rei do Império Babilónico, sonhou com uma grande estátua. O profeta Daniel, sob a inspiração de Deus, disse que esse sonho representava a história do mundo desde essa data até o final dos tempos.
Diversas partes da estátua representavam 4 impérios mundiais que dominariam de modo sucessivo: Babilónia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Daniel disse ao rei que os pés e os tornozelos da estátua representavam as muitas nações que surgiriam como resultado do desmembramento do Império Romano.
Roma desintegrou-se gradualmente. A maioria dos historiadores datam a sua queda no ano 476 depois de Cristo, quando a cidade foi saqueada pelos bárbaros. O seu território foi ocupado pelas nações da Europa, cada uma com o seu próprio governo.
Deus disse ao rei Nabucodonosor: "Nos dias destes reis o Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído" (Daniel 2:44). Comparando a História com a profecia, é muito evidente que estamos "nos dias destes reis". Isto significa que Jesus poderá vir a qualquer momento.

A PREGAÇÃO DO EVANGELHO

Outro sinal do Seu regresso indicado por Jesus aos Seus discípulos tinha que ver com a pregação das verdades cristãs em todo o mundo. Jesus disse: "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim" (S. Mateus 24:14). O apóstolo S. João referiu-se ao mesmo sinal em Apocalipse 14:6, onde predisse que a pregação do Evangelho a toda a "nação, tribo, língua e povo" ocorreria antes do retorno de Cristo.
É um fato histórico bem conhecido que as organizações missionárias cristãs começaram a experimentar um notável período de crescimento em princípios do século passado, o qual tem prosseguido até à nossa época. Atualmente pode-se conseguir a Bíblia, na sua totalidade ou em parte, em mais de 1600 idiomas e dialetos. A história do amor de Deus e do sacrifício de Jesus está a ser proclamada pela televisão, rádio, livros e revistas em toda a nação sobre a Terra. Evidentemente, este é outro sinal cumprido do regresso de Cristo. Ele virá em breve.


EXPLOSÃO DO CONHECIMENTO

Se eu pudesse resumir numa palavra a característica proeminente da nossa época, escolheríamos o termo ciência, o qual está em consonância com as profecias bíblicas para o tempo do fim. Com efeito, a metade dos cientistas que existiram ao longo dos séculos pertencem à nossa época. O conhecimento aumentou mais em 10 anos na atualidade do que aumentou nos 6 mil anos prévios da história do mundo.
Notemos as palavras seguintes que Deus dirigiu ao profeta Daniel: "Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para a outra, e a ciência se multiplicará" (Daniel 12:4). Isto não só se está a cumprir com o notável aumento do conhecimento das profecias de Daniel e das demais profecias bíblicas, como também através do extraordinário progresso técnico e científico que o mundo tem experimentado nestas últimas décadas. Não resta dúvida de que estamos no tempo do fim. Jesus em breve virá!

SECULARISMO

A Bíblia predisse que antes do regresso de Jesus a nossa sociedade se caracterizaria pelo seu secularismo, pela sua falta de fé genuína e pelo seu abandono dos princípios cristãos. Jesus perguntou: "Quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na Terra?" (S. Lucas 18:8). S. Paulo disse a Timóteo que nos últimos dias os homens seriam "mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus" (II Timóteo 3:1-5).
A ciência moderna tem separado o homem de Deus, e tem-no induzido a confiar em si mesmo em busca de sentido e segurança. Nos últimos dias deste mundo os homens haveriam de rechaçar a Deus como Criador, o que se cumpre de modo impressionante com a crença na teoria da evolução, sustentada atualmente por tantas pessoas.

JESUS DEVE VIR EM BREVE

A Bíblia não diz exatamente quando Jesus voltará. O que na verdade diz é que haveria sinais nos céus e na Terra que anunciariam o Seu regresso.
Uma das evidências mais notáveis de que o Seu retorno está muito próximo encontramos em Apocalipse 11:18: "Iraram-se, na verdade, as nações; então, veio a Tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos Teus servos, os profetas, e aos santos... e o tempo de destruíres os que destroem a Terra."
Jesus regressará quando as nações estiverem iradas e quando os homens tiverem a capacidade de destruir a Terra. A tecnologia moderna aplicada no mal está convertendo este mundo num local inadequado para viver. As armas nucleares ameaçam aniquilar a vida do planeta a qualquer momento.
Cristo deve voltar para evitar que os homens se auto-aniquilem; para completar o Seu plano de redenção; para eliminar para sempre o pecado, a dor e a morte; para estabelecer o Seu reino eterno de justiça e de amor.
Seguramente, não pode demorar muito o fim de todo o mal e o começo de todo o bem. Jesus virá em breve!


PROFECIAS CUMPRIDAS

Quando analisamos, à luz das profecias bíblicas, as condições atuais do mundo e os acontecimentos que estão ocorrendo, encontramos abundante evidência de que chegámos ao tempo do fim.

Os últimos dias se caraterizarão por:
1. Acúmulo de riquezas - S. Tiago 5:3; 2. Lutas laborais - S. Tiago 5:4-8; 3. Preparativos para a guerra - Joel 3:14, 9 e 10; 4. Conversações sobre desarmamento - Isaías 2:2-4; 5. Grande desenvolvimento da ciência - Daniel 12:4; 6. Temor e angústia coletiva - S. Lucas 21:25-27; 7. Busca insaciável de prazeres - II Timóteo 3:1-4; 8. Ceticismo religioso - S. Lucas 18:8; 9. Intemperança e degeneração física - S. Lucas 17:28; Ezequiel 16:49 e 50; 10. Abandono das verdades bíblicas - II Timóteo 4:3 e 4; Isaías 30:8-10; 11. Degeneração moral e declínio da religiosodade - II Timóteo 3:1-5.

Nos últimos dias haverá:
12. Viagens sem paralelo - Daniel 12:4; 13. Terramotos, enchentes - S. Lucas 21:11; 14. Pestes, fomes - Joel 1:1-4; 2:1; 15. Maldade generalizada - S. Mateus 24:12; 16 Crimes sangrentos - Ezequiel 7:23; 17. Rompimento dos laços conjugais - S. Mateus 24:37-39; 18. Zombadores da crença no regresso de Cristo - II S. Pedro 3:3-5; 19. Incremento do espiritualismo - I Timóteo 4:1 e 2; 20. Milagres fraudulentos - Apocalipse 16:14; 21. Surgimento de muitas seitas - II S. Pedro 2:1.


Marvin Moore, Teólogo, Pastor, Editor e Escritor, in Revista Brasileira Decisão

Acaso estas 21 predições não oferecem um quadro exato do que vemos estar a ocorrer atualmente no mundo? Todos nos damos conta de que esses sinais se estão a cumprir ante os nossos olhos. Que significa tudo isto? Exatamente o que Jesus disse em Mateus 24:33 - "Quando virdes todas essas coisas sabei que Ele está próximo, às portas".


ELE VIRÁ

Os sinais já se podem ver, Ele em breve virá,
Penso em como eu estarei, quando encontrar meu Senhor.
Os meus olhos verão o Rei, Seu olhar de amor.
Como estarei quando enfim, vier?

Coro
Ele virá, resgatar quem O esperou, Ele virá, prometeu e será fiel.
Eu posso esperar meu Senhor, eu posso confiar, Ele voltará!

Tantas vezes você ouviu, sobre um Deus de grande amor
Que entregou Sua vida aqui, você pode entender o porquê?
Pra te dar liberdade, enfim, pra salvar teu viver.
Como estarás quando enfim, vier, vier o fim?

Sobre as nuvens eu já posso ver,
Eu reconheço o meu Mestre e Seu olhar,
Todo o meu medo já passou, quanta saudade eu senti,
Agora sei que estou liberto, estou liberto, sei que virá!



"Ah, se eu não morresse nunca, e eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas!", disse Cesário Verde.
Sim! A Bíblia diz que isso será uma realidade. Mas para isso... este acontecimento terá de ter lugar.
Ele poderá ser o Mais Maravilhoso e Significativo para cada Homem e Mulher! Só depende de nós! Deus já fez a Sua parte no Calvário. (EE)


(Leia mais em Leituras para a Vida, Links 1R, 21.06.2013)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

RENOVAÇÃO DA MENTE
Ir  Além  do  Pensamento  Positivo



       O apelo de Romanos 12:2 para sermos transformados pela renovação da nossa mente deixou sempre na minha mente uma pergunta. Como é que este processo funciona? Que papel tem o cérebro neste processo de transformação?
Será este processo semelhante ao que alguns gurus propõem - que podemos realmente controlar os nossos próprios pensamentos e gerar energia positiva, energia que nos conduzirá no sentido de alcançarmos o que desejamos, incluindo o sucesso espiritual? Estará a renovação da mente ao alcance da humanidade, na medida em que trabalhemos conscientemente sobre os nossos padrões de pensamento?
       Um olhar mais atento a Romanos 12:2 traz à luz o facto de o verbo 'ser transformado', ser um verbo passivo. Nós não nos podemos mudar. O próprio Jesus relembra-nos claramente de que os maus pensamentos e todos os tipos de tendências pecaminosas procedem do coração humano (Marcos 7:15, 20-23). A escritora Ellen White relembra que "não podemos mudar o nosso coração, nem reger os nossos pensamentos, impulsos e afeições".1
Portanto, embora os proponentes da gestão do pensamento digam que o poder para mudar, reside no interior do indivíduo, o Cristão compreende que a mente natural é de tal modo corrupta e vil que nunca será capaz de dar a volta à situação. A nossa única esperança está no Espírito do Senhor, que nos pode transformar na imagem que podemos ver, como num espelho, a imagem da glória do Senhor (II Coríntios 3:18).

       Axónios, Dendrites - e Mudança
       O que acontece, realmente, no cérebro, à medida que ocorre o processo de transformação? Cada célula ou neurónio "transmite sinais nervosos, do cérebro e para o cérebro, a cerca de 320km/h. O neurónio é composto por uma célula-corpo (ou soma) com dendrites ramificadas (recetores de sinal) e uma projeção chamada axónio, que conduz o sinal nervoso. Na outra extremidade do axónio, os terminais do axónio transmitem o sinal eletroquímico através de uma sinapse (o espaço entre o terminal do axónio e a célula recetora)".2
Os pensamentos ou as ações (estímulos) ativam a transmissão de substâncias eletroquímicas ao longo destes axónios e dendrites e, onde eles se ligam, nas junções neurais ou sinapses, são trocadas cargas eletroquímicas. À medida que estes axónios e dendrites se ligam, formam vias neurais. Quando estas ligações são repetidas ao longo do tempo, como quando um músico ensaia repetidamente, estas vias neurais tornam-se permanentes, formando aquilo a que chamamos "hábitos".
       A partir do nosso nascimento, estas vias neurais estabelecem o nosso comportamento, e embora os hábitos possam ser formados, eles também podem ser "des-formados" quando escolhemos comportar-nos conscientemente de uma maneira diferente, traçando assim uma nova via neural. Ao longo do tempo, à medida que esta via neural é percorrida, forma-se um novo hábito. Por outras palavras, o cérebro é capaz de se reconectar a si mesmo ao longo da vida, "dependendo da natureza dos seus pensamentos. Certos pensamentos sustentados, produziram diferenças físicas mensuráveis e alteraram a sua estrutura".3 Este conceito de 'neuro-plasticidade' - a capacidade de adaptarmos e mudarmos as nossas redes neurais que continuam a transformar a estrutura do cérebro - apoia inteiramente o conceito bíblico de transformação espiritual. Sim, nós podemos ser transformados!

       Como é que Funciona?
       Portanto, como é que a gestão do pensamento funciona para um Cristão que deseja afastar-se do seu egocentrismo e caminhar em direção a um estilo de vida centrado em Deus, que coloca Cristo e a Sua vontade como prioridade máxima?
Em primeiro lugar, quando Deus toma a iniciativa de plantar um pensamento na nossa mente, convidando-nos a entregarmos-Lhe a nossa vida, nós respondemos com a escolha consciente de nos entregarmos a Ele e também de lhe entregarmos os nossos motivos egoístas. As ideias e as imagens que percorrem a nossa mente necessitam, constantemente, de ser purgadas do Eu e este é um processo longo - o trabalho de uma vida inteira.
       Ellen White comenta que, quando Deus nos convida à mudança, "então Ele operará em nós o querer e o efetuar, segundo a Sua aprovação. Assim, a nossa natureza toda será posta sob o domínio de Cristo".4
       Portanto, Deus é o iniciador e o agente da mudança - não somos nós. Da nossa parte, necessitamos de "aplicar o nosso pensamento à Palavra de Deus. Devemos, ponderadamente, acolher essa Palavra, demorarmo-nos nela, ponderar o seu significado, explorar as suas implicações - especialmente no que diz respeito à nossa própria vida. Devemos, ponderadamente, colocá-la em prática. Ao fazê-lo, seremos assistidos pela graça de Deus de formas muito para além de tudo o que conseguimos compreender por nós mesmos; e as ideias e as imagens que governaram a vida de pensamento de Cristo vão apoderar-se de nós".5
Portanto, a adoração a Deus através da Sua Palavra, com reflexão, meditação e oração, tem o profundo efeito de nos mudar gradualmente, à medida que investimos tempo para convivermos com Deus, tal como Ele é apresentado na Bíblia. O estudo reflexivo (e não apenas correr pela Bíblia para completar a sua leitura integral num ano) é crucial neste processo transformador. Um famoso teólogo diz que "a adoração é a força mais poderosa na realização e sustentação da formação espiritual da pessoa como um todo".6


       Transformado pelo Espírito de Deus
       À medida que adoramos de um modo lento, despreocupado e significativo, Deus reorganiza os nossos pensamentos; Ele muda a nossa visão do mundo, os nossos paradigmas, para vermos as coisas do ângulo de Deus e não da nossa perspetiva egocêntrica. Quando tais intuições ocorrem no cérebro, à medida que meditamos sobre as Escrituras, precisamos de submeter os nossos pensamentos à autoridade de Jesus, para que Ele nos possa mudar, de modo a sermos como Ele e a termos a Sua mente.7
       Os estímulos enviados às células cerebrais durante a adoração serão as promessas de Deus, a Sua instrução, a Sua correção e os Seus mandamentos. Em lugar de percorrermos aquelas velhas vias neurais de comparação com os outros (de ver como posso obter o melhor para mim ou como posso passar à frente dos outros), esses neurónios começam a criar novas associações. Novas vias neurais emergem, que buscam glorificar Deus e estabelecer o Seu reino; novas iniciativas sobre como servir melhor os outros, intuições criativas sobre como remendar uma relação destruída, levam os nossos neurónios, axónios e dendrites a criarem ligações novas em folha.
       Este processo transformador de santificação não pode ser apressado, leva tempo - tempo devocional diário, a sós com Deus. À medida que passamos tempo na Sua presença, a transformação do modo de pensar ocorre, um passo de cada vez. Paulo sabia do que estava a falar quando escreveu sobre a mudança que Deus pode realizar em nós, "não nos forçando, mas trabalhando no nosso interior, com o Seu Espírito, agindo profundamente e gentilmente, de modo que compreendamos as extraordinárias dimensões do amor de Cristo e experimentemos a sua profundidade, a sua largura e a sua altura". Apenas, então, nós poderemos "viver vida plena, cheia da plenitude de Deus" (Efésios 3:18-20, tradução Message).
       A transformação espiritual é um processo único, tanto individual como coletivo, pelo qual crescemos até à imagem de Jesus Cristo e começamos a pensar e a agir como Ele, mesmo enquanto ainda estamos nesta Terra. Não podemos fazer isto por procuração; o indivíduo tem que o experimentar em primeira mão. Depois de o experimentarmos individualmente, o processo impele-nos a alcançarmos os outros; por isso é um processo 'coletivo', porque a formação espiritual é o processo de se ser conformado à imagem de Cristo, para o bem dos outros.8

       Transformação em Lavador de Louça
       Considere a seguinte história, na qual Romanos 12:2 trata de reprogramar as vias neurais de um recém-convertido, um homem reformado.
Lavar pratos não faz parte do seu reportório de comportamentos adquiridos, mas, à medida que o marido A faz a sua meditação em que adora a Deus, Ele abre-lhe os olhos para ver o quanto a sua mulher, dona de casa, tem trabalhado, gerindo eficientemente a casa, durante muitos anos, para que ele possa regressar a um lar com um ambiente limpo e atrativo. O Espírito Santo sussurra-lhe: "Não é já tempo de lhe mostrares a tua apreciação genuína?"
A cada refeição ele é relembrado pelo toque do Espírito e, como resposta, os seus neurónios começam à procura de uma outra via. Em lugar de se levantar no final da refeição e dirigir-se para a sua cadeira favorita, ele agora levanta-se, recolhe os pratos sujos, e dirige-se para o lavatório da cozinha para os lavar. O queixo da sua esposa fica caído de espanto; ela não consegue compreender o que se está a passar.
       Desde o momento em que o Espírito Santo falou com ele e que o marido A tomou aquela decisão consciente, até ao instante em que ele recolhe os pratos sujos, os neurónios estão ocupados a criar estas novas ligações, abandonando os velhos circuitos de caminhar até ao sofá e desfrutar de uma leitura tranquila. Em vez disso, os impulsos elétricos enviados para os músculos através das novas ligações levam o homem a caminhar até ao lavatório da cozinha com a pilha de pratos sujos. Estas novas ligações, se realizadas repetidamente, começam a criar uma impressão cada vez mais profunda e fortalecem esta nova rede para formarem um hábito - o hábito de carregar o fardo de outro. (...)
       Considere o seguinte pensamento, baseado numa década de investigação sobre a transformação espiritual: "Viver profundamente não requer retirar-se para o topo de uma montanha ou iniciar uma jornada própria de um herói; pelo contrário, a convergência da vida e da prática é sobre 'o regresso do herói' - retorno no qual você traz os frutos da sua jornada de autodescoberta para casa, para a sua vida, para a sua família e para a sua comunidade."9
       A verdadeira transformação espiritual não pode ser limitada à privacidade da jornada de um indivíduo; deve - no curso do seu desenvolvimento natural - ter impacto na vida dos outros e aceitar a ordem de Jesus para "irmos" (Mateus 28:18 e 19).
Apesar de reconhecermos que o processo de transformação é obra de Deus, o Cristão deve fazer a sua parte no investimento do tempo e do esforço, para criar o hábito de procurar Deus e executar as mudanças que são reveladas por Ele. No final da jornada da vida, talvez o melhor que possamos fazer será descrever os nossos fracos ganhos, na gestão dos nossos pensamentos e do nosso progresso espiritual, como uma sinfonia inacabada, que aguarda a sua conclusão quando Jesus regressar.


Sally Lam-Phoon, Diretora do Departamento dos Ministérios da Família da Igreja Adventista do 7ª Dia, Kyonggi-do, República da Coreia do Sul, Divisão da Ásia do Norte e Pacífico in Sinais dos Tempos, 4º Trim. 2012.



Referências:
1. Ellen White, Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP, 1996, p. 420.
2. www.enchantedlearning.com/subjects/anatomy/brain/Neuron.shtml, acedido em 2 de agosto de 2010.
3. Lynne McTaggart, "Entering Hyperspace" in Measuring the Immeasurable: The Scientific Case for Spirituality, Sounds True, Boulder, Col., 2008, p. 346.
4. Ellen White, A Ciência do Bom Viver, Publicadora Atlântico, Sacavém, 1990, p. 176.
5. Dallas Willard, "Transformation of the mind" in Spring Arbor University Journal, verão 2003, p. 1. www.dwillard.prg/articles/artview.asp?aertID=120, acedido em 16 de agosto de 2010.
6. Idem
7. Ver Max Lucado, Grace for the Moment, Thomas Nelson, Nashville, Tenn., 2000, p. 297.
8. M. Robert Mulholland, Jr., Invitation to a Journey: A Road Map for Spiritual Formation, InterVarsity, Downers Grove, III, 1993, p. 12.
9. M. M. Shclitz, C. Vieten e T. Amorok, "Living Deeply" in Measuring the Immeasurable, p. 457.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

DIA  DA  FAMÍLIA


Querido Pai:

Obrigada pela família maravilhosa que me deste:
meu marido, minha esposa, meus filhos; os meus pais, meus avós, e meus primos também.
Obrigada pelo ambiente agradável que vivemos todos os dias!

Em minha casa...
não há palavras vãs, palavras amargas, duras, para atingirmos os nossos queridos...
não há olhares frios, cansados, acusadores...
não há gestos bruscos, irrefletidos, gestos indiferentes que rasgam a alma...
todos nos amamos e queremos proporcionar bem-estar uns aos outros.

Em minha casa...
há sorrisos perdidos em cada canto do lar...
há alegria para repartir e contagiar cada membro mais necessitado...
a música que ouvimos é celestial e eleva o nosso espírito até Ti...
as leituras que fazemos são edificantes e partilhamo-las com os nossos queridos...

Em minha casa...
há sempre um sofá e até uma cama para cada amigo que chega sedento do nosso aconchego...
também não falta um prato de comida para qualquer desconhecido
que com fome, se abeira de nós...
também há roupa, sempre pronta para agasalhar alguém...

Em minha casa...
há sempre uma oração no ar por cada filho, cada neto, cada membro que inicia um novo dia...
por cada amigo que desabafa connosco e que pede a nossa intercessão...
oramos também por aqueles que não simpatizam connosco mas que Te amam
e se estão a preparar para viverem eternamente Contigo...
oramos ainda por aqueles que não Te amam mas que queremos que Te venham a conhecer...

Ops! Perdão Pai! Isto foi um sonho! Um sonho lindo...
Nem sempre a minha família tem sido assim e por vezes até deixamos a porta fechada,
trancada, impedindo que Tu entres no nosso lar!
E pior ainda. No nosso coração!

Perdão, querido Pai! Estamos arrependidos.
Queremos que mudes os nossos hábitos!
Queremos que habites no nosso íntimo e no nosso lar!
Queremos viver o Teu amor na nossa família, a família que nos deste, que escolheste
e planeaste para nós, e que é a melhor de todas!
Obrigada por ela!

Queremos também partilhar o Teu amor com os nossos amigos, com o nosso próximo.
E em cada oportunidade falar de Ti, desse amor e da Tua preciosa salvação!
Ajuda-nos a cumprir a nossa missão como família cristã
no meio em que estamos inseridos!
Em nome de Jesus, Amém.


(Poema de Gabriela Matos - a mãe da Andreia)


A Andreia e os amigos que mais facilmente visitam o seu jardim
www.ojardimdaandreia.blogspot.com


O Nome Permanece (letra da música)

É óbvio que um nome é apenas uma palavra.
Pode ser facilmente esquecido assim que o ouvimos.
Mas um Nome foi falado antes do primeiro dia do mundo
E ainda haverá quando tudo o que é, deixar de ser.
Vindo da boca de Deus veio aos ouvidos de Maria nas asas de um anjo:
Jesus, Jesus!
A Palavra que veio dar a vida por nós. A música que toda a criação canta:
Jesus, Jesus!

As mais poderosas nações da terra vêm e vão mas Jesus, O Nome Permanece.
Quando eu acordo de um terrível pesadelo e o desespero me alcança e me envolve,
Quando eu estou com tanto medo que nem sei o que orar,
Eu simplesmente digo este Nome, e O sinto. E Ele expulsa todo o medo.
Esperança e Promessa eternas: o amanhecer sem fim.
Quando o tempo finalmente chegar ao fim:
O Nome Permanecerá.


Pode ler algo mais sobre Família em:

http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2013/li912013.html