sexta-feira, 21 de setembro de 2012

PAZ
SAUDADE


HE'S EVERYTHING TO ME - Ele É Tudo Para Mim


(1º cântico do disco MARANATA)

A PAZ NÃO VEM EM COMPRIMIDOS

       "Este livro surgiu em resultado de milhares de suspiros pelas muitas pessoas que deixaram meu consultório sem receber ajuda adequada. Escrevi aqui a prescrição que teria dado a esses pacientes se ao menos tivesse tido tempo."
       É com estas palavras que S. I. Mcmillen inicia o seu precioso livro A Provisão Divina para a Saúde, e foi com elas também que achei por bem começar esta rubrica que dedico não só aos meus doentes, mas a si também, caro leitor.
       Sou médica num Centro de Saúde. Preocupo-me, naturalmente, com a saúde de todas as pessoas inscritas na minha lista de Médica de Família. Mas... saúde significa o bem estar de todo o ser. É, não só, a saúde física, a saúde psíquica, a saúde social e todas as demais 'saúdes' que queiramos nomear... É acima de tudo - porque essa é sem dúvida a mais importante, aquela que influencia mais marcadamente todas as outras - a saúde espiritual.
       Infelizmente, porém, no mundo em que vivemos, que se diz cristão mas de cristão tem tão pouco... Deus é colocado à parte dos nossos problemas, da nossa vida, dos nossos projectos, e naturalmente, dos consultórios médicos. Falar-se de Deus hoje em dia, entra quase no ridículo. "É tão fora de moda mencionar o nome de Jesus, que uma famosa apresentadora da Televisão brasileira preferiu chamá-lo de - 'o cara lá de cima'!".
       E, se é 'vergonhoso' mencionar o Seu nome, ou quando isso é feito é em estilo de chacota ou sem sentido, quanto mais, então, acreditar que Esse Jesus que nasceu em Belém há quase 2000 anos e que foi morto numa cruz, RESSUSCITOU, subiu ao Céu e está VIVO, junto ao Pai, intercedendo por cada um de nós! "Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, que Se entregou a Si mesmo como resgate por todos." I Timóteo 2:5 e 6.
       Ele é o nosso Mediador! Ele é o nosso Auxiliador! Ele é Aquele de quem afinal precisamos para todos os problemas e tristezas desta vida.
       Sim, querido amigo. A Paz, a Segurança, a Esperança de que necessita e que tanto procura, não vem em comprimidos. Não vem em dinheiro, não vem em diversões, não vem em armas nucleares. Essa paz, só Cristo lha pode dar. E Ele quer dar! Ele está à sua espera, à sua disposição logo que O queira aceitar.
       "Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração nem se atemorize." S. João 14:27.

Minha foto antes de mudar de Centro de Saúde em 89 e textos escritos em 91 para um folheto mensal de um Projecto que planeei na área da Medicina Preventiva/Estilo de Vida e baseado no espírito da Obra de Jorge Müller (ver no Arquivo, 19/3/12). O mundo precisa tanto de ver a Fé na prática!... Mas ficou apenas o sonho, o coração partido... e a perda de algo que, ainda sinto, poderia ter sido possível e muito útil... E. E.


O BENEFÍCIO DO PERDÃO

       Na oração que Jesus Cristo nos deixou como exemplo daquilo que deve e pode ser a nossa conversação com Deus - O Pai Nosso - em determinada altura, dizemos: "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores." E a seguir Jesus diz: "Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vo-las não perdoará."
       Que lindas palavras! Quão bom seria para a nossa mente, e para o nosso corpo, se fossemos capazes de pôr em prática, verdadeiramente, este princípio!
       Vivemos num mundo onde reina o mal, o ódio, a injustiça. A vingança é a resposta pronta e 'lógica' ao mal e às afrontas que nos são feitas. É difícil, sim, tremendamente difícil amar a quem nos fez mal, amar as pessoas que nos são desagradáveis, aquelas com quem não simpatizamos por este ou aquele motivo. E quantas vezes temos mesmo razão! Quantas pessoas sofrem como resultado de acções vis, egoísticas e levianas da parte de outros que até podem ser os seus entes mais chegados. Quantos vivem uma vida triste e infeliz, não por sua culpa, mas pela acção directa de outras pessoas!
       Contudo, mesmo assim... Jesus nos convida a perdoar. E acrescenta: "Pois se amardes os que vos amam que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?" Mateus 5:46 e 47.
       Que grande verdade! Quanto devíamos meditar nestas palavras! Que mérito existe, que grandeza de carácter revelamos, se só amarmos, só gostarmos daqueles que gostam de nós? Há nisso alguma dificuldade? Há nisso alguma virtude? Mas amar, ajudar, respeitar, enfim, perdoar àqueles que nos magoaram e talvez, diariamente, continuem magoando, ah, aí sim, manifestamos que existe dentro de nós uma grandeza de carácter, uma força moral tão extraordinária, que só se pode assemelhar à natureza divina, uma vez que Deus é o Perdoador por excelência. "Ele faz que o sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos". Mateus 5:45.
       Que seria de cada um de nós se quando cometemos alguma falta, Deus não nos perdoasse, antes nos pagasse da mesma maneira? Que seria de nós se Ele, quando nos esquecemos dos Seus conselhos, Se afastasse e nos retirasse as Suas bençãos? Acaso somos perfeitos? Somos infalíveis? Não! Somos todos humanos, nascidos em pecado e como tal "destituídos da glória de Deus". Em várias passagens a Bíblia nos lembra que "Não há um justo, nem um sequer". Romanos 3:10. "Não há ninguém que faça o bem". Salmos 14 e 53.
       Querido amigo, para bem da sua saúde, da sua saúde completa, para bem do seu presente e do seu futuro... PERDOE! Perdoe sempre! Deixe passar por alto muitas coisas. E outras, fale delas, discuta-as, sim, mas com amor. Talvez mais tarde, deixando passar algum tempo para a sua cabeça e o seu coração esfriar e poder pensar com calma.
       Lembre-se sempre que tem à sua disposição Alguém que o quer e pode ajudar - Aquele que perdoa todas as nossas deficiências e iniquidades, todas as nossas faltas - Deus!

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Caía a tarde. O Sol escondia
Pouco a pouco, lenta, serenamente…
Seu rosto rubicundo, resplandecente,
E, na Terra, todo o rumor morria!...

Também na alma humana adormecia
O mal, a inveja e a luta ingente!
Oh! Quem pudesse adormentar p’ra sempre
As vis paixões, a louca rebeldia!...

Meditasse o Homem na Eternidade,
Contemplasse ele o céu, o Sol poente
E encontraria a paz, a serenidade!...

Seu coração havia de sentir latente
A Justiça, o Amor e a Bondade,
E louvaria a Deus, eternamente!...


Mª Amélia Pais Machado

Poesia premiada no PRIMEIRO ENCONTRO ADVENTISTA DE POESIA

"O ENCONTRO realizou-se na Igreja Central de Lisboa, no dia 15 de Dezembro. Sala cheia, incluindo as galerias; público curioso, atento e interessado. ..."

Os temas eram três: Festivo, Livre e Espiritual. Três prémios para cada um dos temas. Ganharam prémios: Mª Amélia Pais Machado, Mª Augusta Pires, Carmen Sala e Mª Leonor Paulino Silva.

"As poesias premiadas foram declamadas por: Mª Augusta Pires, Mª Tereza Pais Silva, António Sala, Izilda Margarido, Mª Leonor Paulino Silva, Jorge Pires e José Manuel Reis Ferreira. Um júri constituído por dois membros de cada Igreja de Lisboa e arredores, classificou da seguinte maneira os melhores intérpretes:

1.º José Manuel Reis Ferreira
2.º António Sala
3.º Mª Augusta Pires


Mais uns belos cânticos em Português, Inglês, Espanhol e Latim, foram apresentados pelo Grupo MARANATA e apreciados pela assistência. ..." Revista Adventista, Fevereiro de 1975.


(clique nas imagens para as aumentar)


ONDE ESTÃO OS MEUS VELHOS AMIGOS? - António Sala





Aqui! Sempre!: Igreja Adventista do 7º Dia - R. Joaquim Bonifácio 17 - Lisboa

SAUDADE


(2º cântico do disco MARANATA)

MARANATA! Ora Vem Senhor Jesus! Apocalipse 22:20

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Ah!... mas já agora refiro algo que muito me alegra: Deus me compensou. Ofereceu-me os blogs, que podem ir mais longe e chegar a mais pessoas. Alguém muito paciente e altruísta - o Médico Coordenador da Unidade de Saúde onde trabalho - ensinou-me, via on-line, tudo o que já faço e muito mais que ainda não pus em prática. E também passei a ver algo significativo do olho direito após uma cirurgia, quando só via do olho esquerdo!
Graças Senhor!!! Muito obrigada a Ti e também aos meus amáveis Colegas. E. E.

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ESTIVE RECORDANDO

Estive recordando! Porque recordar é viver
E tive uma saudade louca de ser jovem novamente
E de viver a vida que vivi faz tantos anos!
Com suas verdades, seus encantos
Mas na sua maioria foram grandes desenganos.
Muitas vezes a chorar, outras, feliz a rir,
Vi a vida passar a correr, e mesmo que eu
Atrás dela corresse nunca a conseguiria alcançar.

Mas fiquei parada a olhar! Só a olhar!
Nem a mão estendi para a segurar
Nem para suplicar!
E tudo deixei passar na voragem dum tempo que a tragou.

É assim a vida como tudo na vida - já passou,
E sozinha me deixou na solidão, a recordar
Os sonhos lindos duma juventude que se sumiram
Como bolas de sabão que ao subirem,
No ar vão rebentar.
Como a brisa de Agosto que nos afaga numa noite de luar.

E eu continuo a recordar, em sonhos mais cansados,
Mais pesados no tempo e na idade.
Mas é bom sonhar e recordar
Essa tão curta e fugidia mocidade
Que nunca mais há-de voltar!


Carmen Sala
15.12.1982

domingo, 12 de agosto de 2012

ACONSELHAMENTO JUVENIL


"Se Deus Não Precisasse De Ti
Não Te Teria Criado!"


"Acho que estou a tornar-me muito egocêntrica. Só estou bem se tiver toda a gente à minha volta. Muitas vezes falo sem parar e faço palhaçadas somente para chamar a atenção. No entanto, não me sinto feliz, pois é só fachada. O que devo fazer para ter uma atitude mais positiva e verdadeira?" A.S.
Querida A. S.

       Muito obrigado pela tua pergunta. Não é fácil reconhecer que podemos ter um problema, especialmente um problema relacionado com o nosso carácter. O egocentrismo, infelizmente, é um problema muito sério e que afecta muitas pessoas, principalmente jovens adolescentes.
       Lembro-me que na escola onde eu trabalhava como conselheiro escolar havia um rapaz que estava constantemente a meter-se em problemas. Ele não era mau, violento, ou desrespeitoso, simplesmente ele estava sempre a fazer o que podia para que a atenção da classe recaísse sobre ele. Ele estava constantemente a dizer piadas, constantemente a atrasar-se na entrega dos seus trabalhos. Ele queria ter uma posição de evidência dentro da classe! Enfim, tudo o que fazia era apenas para chamar a atenção das outras pessoas.
       Alertado pelos seus professores, eu chamei-o ao meu gabinete. Aí nós conversámos e decidimos que uma vez por semana nos íamos reunir no meu gabinete. Também lhe dei a oportunidade de que sempre que quisesse, poderia vir ter comigo para conversarmos. E com o passar do tempo, a atitude dele começou a mudar. Tornou-se mais calmo, menos espalhafatoso. Começou a melhorar as suas notas e começou a ser notado, mas desta vez pela positiva, porque ele estava realmente a tornar-se um bom aluno. Quando lhe perguntámos qual a razão desta mudança, respondeu simplesmente que foi porque alguém se interessou por ele e lhe deu tempo de qualidade.
       Minha querida, não sei qual a razão que te leva a tornares-te egocêntrica, mas o egocentrismo normalmente é apenas o sintoma de uma doença maior e essa doença pode ter que ver com a necessidade que temos de atenção. Nós não nascemos egocêntricos. Nós escolhemos inconscientemente tornar-nos egocêntricos, pois é a nossa forma de dizer ao mundo que existimos e que queremos um pouco de amor, de interesse por nós.
       Não sei como é o relacionamento que tens com os teus pais. Não sei se eles trabalham muito e não passam tempo suficiente contigo como tu gostarias, mas sei que isso pode ser o que estejas a sentir e inconscientemente tu estás a pedir que eles te deem mais tempo das suas vidas. Também pode ser que precises de atenção da parte de outra pessoa. Não sei, isso só tu o saberás. Mas a realidade é apenas uma: neste momento estás a comportar-te de uma maneira que não reflecte quem tu és pois também esse tipo de comportamento não te satisfaz.

       Perguntas como podes parar e deixar de ser egocêntrica e passares a ter uma atitude mais positiva. Vou dar-te algumas ideias:

1. Acredita fortemente que: quer tenhas um milhão de pessoas que gostam de ti ou apenas uma, tu continuas a ser uma pessoa muito especial. Lembra-te que em todo o mundo não existe mais ninguém igual a ti. Tu és única, diferente de qualquer outro, e como tal, muito, muito especial!!!

2. Fala com os teus pais. Diz-lhes que gostarias de passar mais tempo e também de qualidade, com eles. Tempo de qualidade significa que a atenção deles está completamente concentrada em ti, e no que te diz respeito, durante um determinado período de tempo. Podes não acreditar, mas isso vai, sem dúvida, ajudar a preencher o vazio que estás a sentir.

3. Finalmente, procura evidenciar-te pela positiva. Não sendo o palhacinho da turma, mas sendo uma boa estudante! Isso vai-te fazer sentir muito orgulhosa de ti própria. Claro que isto são apenas algumas ideias. O mais importante é que entendas que o egocentrismo é sintoma de um problema mais profundo, e que se tu atacares o problema, o sintoma desaparecerá por si próprio.


eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee



"Gosto muito de conhecer novas pessoas. No entanto, tenho dois problemas: tenho receio de iniciar conversas com novas pessoas, com medo de que pensem que me estou a meter com elas e, às vezes, não digo o que penso, mas penso no que digo, para me adaptar a quem me está a ouvir. E assim não mostro quem sou. O que posso fazer para mudar?" B. L.
Amigo B.L.

       Ainda bem que escreveste sobre este assunto pois eu também gosto de conhecer outras pessoas, e tal como tu, tenho o problema de na maior parte das vezes não saber o que dizer. Fico retraído, envergonhado, pensando no que irei dizer a seguir para evitar ser rejeitado. Só que o problema, meu amigo, é que a rejeição é uma constante da vida. Haverá sempre alguém que nos rejeitará, e haverá sempre alguém a quem nós rejeitaremos. É um facto que, ou aceitamos como realidade, ou continuamos a enganar-nos a nós próprios, procurando ser quem não somos, em busca de nunca experimentar o sentimento de ser rejeitado.

Perguntas o que podes fazer para mudar. Deixa-me então dar-te algumas sugestões:

1. Descobrir quem és. Quando vives procurando pôr uma capa para agradares a outros, chegas a um ponto em que perdes a tua identidade, deixas de saber quem és. É importante que tomes tempo para te redescobrires. Se dizes que gostas do azul, pergunta-te porque é que gostas do azul. Se gostas de determinado tipo de música, ou de vestir de determinada maneira, descobre porque é que o fazes. O saberes porque fazes alguma coisa de determinada maneira, aumentará a confiança em ti mesmo.

2. Permite-te aceitares quem tu és. Depois de descobrires quem és, não tenhas medo de te aceitares dessa maneira. Afirma-te como sendo a pessoa que gosta do azul, que ouve certo estilo de música, que veste de certa maneira. Aprende a admirar-te! Ao aceitares quem és, estás a dar um passo muito grande na tua auto-afirmação como pessoa.

3. Finalmente, atreve-te a mostrares quem realmente és. Eu quero que os meus amigos gostem de mim, não pelo que eu tento ser na presença deles, mas pelo que sou quando eles não estão presentes. A verdadeira pessoa que eu sou, a verdadeira pessoa que tu és! Ao mostrares quem tu realmente és, não só irradias confiança em ti mesmo, mas atrais as pessoas para ti, pois melhor é estar com quem conhecemos do que com quem pensamos que conhecemos.

       Parece-me pela tua pergunta que tens uma personalidade em que procuras satisfazer aos outros a fim de que eles te aceitem. Satisfazer aos outros não tem nada de mal, mas quando isso afecta quem nós somos, então começa a haver alguns problemas. Nunca tenhas medo de ser rejeitado pois podes acreditar que os outros têm mais a perder rejeitando-te do que tu tens ao não seres aceite por eles.


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"Tenho uma amiga escuteira, que está sempre a dizer-me que tenho a responsabilidade de amar a Deus, os outros e a natureza. Às vezes, até me faz sentir culpada por não sentir a mesma vontade..."
Minha querida amiga

       Obrigado pela tua pergunta. Imagino que por vezes não é facil manter uma amizade onde uma das partes (a tua amiga) não respeita a liberdade de escolha da outra parte (tu).
       Ninguém deve amar por imposição!!! Não é por me dizerem para amar uma determinada pessoa que eu a vou amar. O amor é uma escolha, e essa escolha é baseada no conhecimento que temos do objecto em questão (Deus, outra pessoa, a natureza). Eu não amo a minha esposa porque me mandam amá-la. Eu amo-a porque eu assim escolhi fazê-lo. E porque eu decidi amá-la, então estou mais apto e preparado para a amar nos bons e nos maus momentos.
       Claro que quando a conheci, eu não a amava. Éramos simplesmente amigos. Mas com o passar do tempo, e porque nos fomos conhecendo cada vez mais, eu cheguei à conclusão que os meus sentimentos por ela estavam a mudar de uma simples amizade para sentimentos mais profundos. Eu podia ter parado por aí, mas eu decidi continuar a alimentar esses sentimentos de amor por ela. E hoje em dia, depois de mais de 10 anos de casados, cada dia decido amar a minha esposa como nunca a amei antes.
       No fundo, amar, é uma decisão que eu tomo, não é uma decisão que alguém me obriga a tomar. Quando amares alguém porque sentes a responsabilidade de o fazer, então, deixa-me dizer-te que o teu 'amor' não é sustentado pelo conhecimento que tens dessa pessoa, mas sim pelo medo que tens dessa pessoa. Quando isso acontece, perdemos uma das maiores liberdades que desfrutamos como seres humanos: a liberdade de escolha! E se até mesmo Deus nos dá a liberdade de O amar ou não, então ninguém tem o direito de nos tirar essa liberdade.

       Deixa-me focar um outro ponto na tua pergunta: a atitude da tua amiga. Quando eu era mais jovem, sempre que recebia um presente, sentia um desejo enorme de contar aos meus amigos sobre o novo presente que tinha recebido. Por vezes os meus amigos interessavam-se pelo que eu tinha a contar, mas por vezes eles não se interessavam. No entanto eu estava tão entusiasmado com o meu presente que não notava a atitude desinteressada deles.
Talvez a tua amiga, através dos escuteiros, tenha descoberto a amar a Deus, os outros e a natureza, e então, depois dessa descoberta, sente-se tão contente que deseja partilhar essa alegria com os seus amigos, tu incluída. Infelizmente, talvez, ela não esteja a perceber a pressão e o conflito que está a criar em ti.
É por isso importante que consigas comunicar com ela de uma maneira saudável. Se tu estás interessada em amar a Deus, pergunta-lhe a ela porque ela ama a Deus? O que fez para amar a Deus? Quem lhe ensinou sobre Deus? Etc. Se queres conhecer mais sobre a natureza, pede-lhe que te explique o que é que ela vê na natureza que a estimula assim tanto ao ponto de dizer que ama a natureza? E o mesmo podes fazer em relação às pessoas.
       Agora, se não estás interessada em entender como surgiu o amor que ela sente por Deus ou por outras pessoas ou pela natureza, então o melhor é seres honesta com ela, e dizeres-lhe francamente que gostas muito da sua amizade, que a respeitas muito, e que respeitas as crenças e decisões dela, mas como não estás interessada nisso, gostarias que ela também te respeitasse, e como tal parasse de colocar pressão sobre ti.
       E para terminar... Sei que o que te estou a sugerir não é nada fácil, e também sei que possivelmente tens medo de ferir os seus sentimentos, mas acredita que uma verdadeira amizade nunca acaba quando há honestidade e respeito de ambas as partes.


Roger Esteves, Conselheiro e Pastor de 2 Igrejas Adventistas de língua inglesa no Canadá. Fez Teologia em França e os Mestrados de Aconselhamento Escolar e Comunitário/Família nos EUA (pode ver em - Campus Adventiste du Saléve e Southern Adventist University - Links 3I). Tem colaborado com a Revista Juvenil - Zona Y - da Publicadora SerVir. (clique nas imagens)


Jovens - Fonte de Esperança!


sábado, 14 de julho de 2012


EXCELENTE

A redacção que se segue foi escrita por um candidato numa selecção de Pessoal na Volkswagen.
A pessoa foi aceite e o seu texto está a fazer furor pela sua criatividade e sensibilidade.


"Já fiz cócegas à minha irmã para que ela deixasse de chorar, já me queimei a brincar com uma vela, já fiz um balão com a pastilha que se me colou na cara toda, já falei com o espelho, já fingi ser palhaço.
Já quis ser astronauta, violinista, caçador e trapezista; já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora, já estive sob o chuveiro até fazer chichi.

Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo pelo desconhecido.
Já rapei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, já me cortei ao barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no autocarro.

Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.
Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, já subi a uma árvore para roubar fruta, já caí por uma escada.

Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho por algo que me aconteceu, já fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.

Já corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei só no meio de mil pessoas, sentindo a falta de uma única.

Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já mergulhei na piscina e não quis sair mais, já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.

Já senti medo da escuridão, já tremi de nervos, já quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial, já acordei a meio da noite e senti medo de me levantar.

Já apostei a correr descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num enorme jardim, já me apaixonei e pensei que era para sempre, mas me esqueci que o para sempre, sempre acaba.
Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua, já chorei por ver amigos partir e depois descobrir que chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.

Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração...

Agora, um questionário pergunta-me, grita-me desde o papel:

- Qual é a sua experiência?
Essa pergunta faz eco na minha mente:
- Experiência... Experiência... Experiência... Será que cultivar sorrisos é experiência?!

Agora, agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionário:
- Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova???"

DEUS NUNCA PERGUNTA PELA SUA CAPACIDADE OU INCAPACIDADE

- APENAS PELA SUA DISPONIBILIDADE -

       Um dos itens que faz parte de Believe It or Not, de Ripley, é a fotografia de uma simples barra de ferro. O seu valor é de 5 dólares. A mesma barra de ferro tem valores muito diferentes quando transformada noutras peças:
. Em um par de ferraduras, valeria 50 dólares.
. Em agulhas de costura, valeria 5 000 dólares.
. Em molas para finos relógios suíços, valeria 500 000 dólares.


       A matéria-prima não é o mais importante. O mais importante é como a matéria-prima é trabalhada!
       Todos nós temos talentos e habilidades - alguns recebem mais, outros menos, mas todos recebem alguma coisa como dom exclusivo de Deus. Como cristãos, nós também desfrutamos os dons espirituais que fluem do Espírito Santo de Deus.
       O valor dessas matérias-primas, contudo, é discutível, a menos que tenhamos a capacidade de desenvolver e usar nossos talentos, habilidades e dons espirituais como uma força para fazer o bem neste mundo.
       Se você não conhece as suas habilidades e os seus talentos, peça a Deus que lhos revele.        Depois peça-Lhe que mostre o que Ele deseja que você faça com eles. Você terá felicidade e sucesso se cumprir o plano de Deus para a sua vida.

"Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há-de ir por nós? Disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim." Isaías 6:8.

Extraído do livro Pequeno Devocional de Deus para Mulheres, edição especial, Editora United Press.


IMPOSSÍVEL?

Alguém disse que aquilo era impossível,
E o homem com um sorriso replicou:
"Talvez", mas isso só seria admissível
Para alguém que nem sequer tentou.
E ele foi à luta com um brilho no olhar.
Se houve preocupação, ele não revelou,

E com um cântico nos lábios começou a trabalhar.
A missão era impossível, mas ele labutou!


Ouviu alguém zombar: "Você não será capaz,
Ninguém antes conseguiu, nem mesmo se esforçou."
Arregaçando as mangas, sem olhar para trás,
Ele disse a si mesmo: "A luta já começou."
Com o queixo erguido e um brilho no olhar,
Quando a dúvida o assaltou, ele a sufocou,

E com um cântico nos lábios começou a trabalhar.
A missão era impossível, mas ele labutou!


Há gente demais dizendo que é impossível,
Há gente demais vaticinando insucesso,
Há gente demais dizendo em tom audível
Que haverá perigo, sem haver progresso.
Mas vá à luta com um brilho no olhar,
Arregace as mangas sem olhar para trás,

E com um cântico nos lábios comece a trabalhar.
Não creia no impossível - você será capaz!

(Autor desconhecido)



quinta-feira, 21 de junho de 2012

À PROCURA DO DIA DO SENHOR NA BÍBLIA



Um cristão crê que Jesus é o Salvador e vive de acordo com os ensinos da Bíblia.

No seu livro Handbook of Denominations in the United States (Manual das Denominações nos Estados Unidos), o ex-editor da Christian Herald, Dr. Frank S. Mead, resumiu a história e as doutrinas de cerca de 220 denominações cristãs. Ele afirma que, embora cada denominação tenha as suas tradições e doutrinas exclusivas, partilham a crença comum de que a Bíblia é a Palavra de Deus e a bitola para cada acção. 1

A Bíblia, tanto o Velho como o Novo Testamento, foi escrita por servos de Deus, inspirados. Através da Bíblia, Deus transmite o conhecimento necessário à salvação do homem. Só por meio dela podemos encontrar a base das nossas crenças e o padrão para as nossas acções. Da Bíblia, temos um relato fidedigno dos actos de Deus ao longo da História, a pedra de toque de uma experiência religiosa, de doutrinas peremptórias e o conhecimento de um carácter santificado. 2

A Origem do Sábado
       O que diz a Bíblia sobre o Dia do Senhor? Génesis, o primeiro livro da Bíblia, narra a origem do Sábado.
"Assim os céus, e a terra, e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado, no dia sétimo, a Sua obra que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a Sua obra, que Deus criara e fizera" (Génesis 2:1-3).
       O ciclo semanal de sete dias não aconteceu devido a um fenómeno natural, como os movimentos da Terra à volta do Sol ou da Lua à volta da Terra. A origem da observância do Sábado no sétimo dia de uma semana de sete dias só pode ser encontrada na Palavra de Deus. No princípio, o Sábado foi instituído no Éden, tal como o foi o casamento.
       Deus é o Criador e nós somos criação Sua. O Sábado estabelece o fundamento da verdadeira adoração, e é uma instituição santa, que nos recorda periodicamente, e nos ensina, as razões pelas quais devemos adorar o Deus Criador. Deus separou o sétimo dia para que o Seu povo pudesse ter um relacionamento amoroso com Ele através deste tempo santo. Nele pode experimentar-se descanso físico, emocional e espiritual, bem como paz.

Os Dez Mandamentos e o Sábado
       O ensino da instituição do Sábado foi apresentado repetidamente nos Dez Mandamentos que foram dados aos israelitas no Monte Sinai.
"Lembra-te do dia do Sábado, para o santificar. ...Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto, abençoou o Senhor o dia do Sábado e o santificou" (Êxodo 20:8-11).
       Alguns cristãos dizem que os ensinos dos Dez Mandamentos não são tão importantes nesta era, porque estamos a viver sob o Novo Testamento. Mas Cristo não ensinou essa doutrina. Ele disse: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir. Porque, em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido" (Mateus 5:17-18).

Cristo e o Sábado
       Ensinou-nos Cristo a guardar um dia específico? Sim, Ele declarou ser o Senhor do Sábado (Mateus 12:8).
       O próprio Cristo foi Quem estabeleceu o Sábado, portanto, só Ele tem autoridade para o abolir ou mudar a promessa a ele ligada para outro dia; mas Ele nunca aboliu ou mudou o Sábado, o sétimo dia da semana.
       Os quatro evangelhos do Novo Testamento relatam que Cristo guardou o Sábado e o abençoou, e que também ensinou os Seus discípulos a mantê-lo santo. O livro de Lucas relata que Jesus guardou o Sábado: "E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de Sábado, segundo o Seu costume, na sinagoga, e levantou-Se para ler" (Lucas 4:16). Guardar o Sábado era um dos costumes de Jesus.
       Cristo libertou as pessoas do pesado fardo de milhares de regras e tradições para o Sábado, feitas pelos homens, o que mostrou que o Sábado era para abençoar a raça humana. Ele curou os doentes no Sábado e mostrou que Deus trabalhava até no Sábado para enriquecer e preservar a vida. Ele também compreendia a importância e a santidade do Sábado. Disse: "E orai para que a vossa fuga não aconteça no Inverno, nem no Sábado" (Mateus 24:20). Os discípulos de Jesus guardavam o Sábado de acordo com os Seus ensinos.
       Quando os discípulos de Jesus retiraram o corpo de Cristo da cruz e o levaram para o sepulcro, o Sol estava a pôr-se e o Sábado estava perto. Os discípulos e as mulheres que trabalhavam com eles tiveram que suspender os preparativos do sepultamento para guardar o Sábado. Lucas relata que " ... e no Sábado repousaram, conforme o mandamento" (Lucas 23:56).

Os Apóstolos e o Sábado Após a Ressurreição
       Como é que os apóstolos da Igreja dos primeiros séculos trataram o Sábado depois da ressurreição de Cristo? O livro de Actos, que relata o princípio do Cristianismo, testemunha repetidas vezes que os discípulos ainda guardavam o Sábado. Durante as suas primeiras viagens missionárias mundiais, Paulo e os seus companheiros pregaram em Antioquia, da Pisídia, e, "entrando na sinagoga, num dia de Sábado, assentaram-se". A pedido da congregação, "no Sábado seguinte, ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus" (Actos 13:14, 42, 44).
       Este livro do Novo Testamento mostra que Paulo, o apóstolo para os gentios, seguia o exemplo de Cristo e guardava o Sábado no mundo estrangeiro. "E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e, por três sábados, disputou com eles sobre as Escrituras" (Actos 17:2). Guardar o Sábado fazia parte da vida de Paulo. O livro de Actos testifica que Paulo não quebrou este mandamento, quer estivesse nas sinagogas judaicas, quer entre os gentios (Actos 13:14, 42, 44; 16:13; 18:4, 11).

A Ressurreição e o Sábado
       Embora existam incontáveis testemunhos no Novo Testamento sobre a guarda do Sábado, muitos cristãos argumentam que guardam o Domingo de forma a celebrar a ressurreição de Cristo. Citam versículos bíblicos, tais como Actos 20:7, I Coríntios 16:1 e 2, Gálatas 4:10 e 11, Romanos 14:5 e Apocalipse 1:10, para justificar a sua guarda do Domingo. Mas os leitores da Bíblia, que têm uma noção do que está por detrás e do contexto destes versículos, verão que eles de forma alguma advogam a mudança do Sábado do sétimo dia, como dia de descanso e adoração, ou que o Domingo é santo.
       Não há um único versículo no Novo Testamento que diga que os discípulos ou os primeiros cristãos guardavam o Domingo, como dia sagrado, depois da crucificação e ressurreição.
       Há oito referências ao "primeiro dia" no Novo Testamento (Mateus 28:1; Marcos 16:2, 9; Lucas 24:1; João 20:1, 19; Actos 20:7; I Coríntios 16:2), mas nem um único versículo sugere que os discípulos da Igreja dos primeiros séculos fizeram uma reunião de celebração em honra da ressurreição.
       O Novo Testamento não se refere ao Sábado como tendo sido abolido ou mudado para qualquer outro dia. A ressurreição de Cristo é o foco da nossa fé. "E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou" (I Coríntios 15:13). Mas pode ela substituir uma outra certeza: o sistema do Sábado, que foi estabelecido por Deus desde o princípio, apresentado nos Dez Mandamentos, observado por Cristo, e guardado santo pelos discípulos?
       Quem pode decidir nessa questão? A cruz de Cristo testifica da dignidade e natureza imutável da lei de Deus. A crucificação declara que Deus ama os pecadores, e que a lei do Céu não pode ser mudada, conforme foi evidenciado pelo sacrifício do Filho de Deus. Portanto, Paulo, na sua carta à Igreja no mundo gentio, escreveu: "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei" (Romanos 3:31).

O Dia do Senhor na Bíblia
       Qual é o dia indicado na Bíblia como Dia do Senhor? Não há um único versículo que diga que o primeiro dia da semana (Domingo) foi fixado como Dia do Senhor. Se o Dia do Senhor tinha de ser num dos dias da semana, a Bíblia afirma claramente que é o sétimo dia. Esta afirmação é apoiada em Êxodo 20:10, onde Deus declara que "o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus", e em Mateus 12:8 onde Jesus diz que "o Filho do homem é Senhor do Sábado".


       Através da Bíblia, podemos ver que o Sábado do sétimo dia era o dia sagrado que o povo de Deus guardava como dia de adoração. O Novo Testamento testemunha que até depois da crucificação e da ressurreição de Cristo, e do Pentecostes, os discípulos e a Igreja dos primeiros séculos guardaram o Sábado do sétimo dia como dia sagrado. Portanto, podemos estar confiantes de que o Sábado do sétimo dia, que foi estabelecido por Deus no Éden, reafirmado nos Dez Mandamentos, e guardado por Cristo e pelos Seus discípulos, é o dia que também devemos guardar como Dia do Senhor.


1 - Frank S. Mead and Samuel S. Hill, ed., Handbook of Denominations, 8th ed. (Nashville: Abingdon Press, 1985).
2 - Westminster Faith Confession. Lee, Jong Sung translated, 7th ed.(Korean Christian Book House, 1970) pp.1-4.

UM TEMPO ESPECÍFICO PARA SI


Na altura em que estou a escrever este livro, a minha mulher, Gayle, e eu estamos casados há quase 31 anos. O aniversário do nosso casamento é no dia 28 de Dezembro, apenas 3 dias depois do Natal.
Como deve imaginar, ter o nosso aniversário de casamento três dias depois do Natal significa que não temos festejado o dia como poderíamos, se tivéssemos casado noutra data mais afastada daquela festividade tão importante.
Portanto, o que é que pensa que aconteceria se eu fosse ter com ela e lhe dissesse: "Gayle, decidi que é extremamente inconveniente estarmos a celebrar o nosso aniversário de casamento no dia 28 de Dezembro, portanto, vou mudar a data para 28 de Maio. Acredito que isto vai ajudar-nos a dar mais significado à celebração uma vez que fica mais longe do Natal e de qualquer outra data importante que celebramos juntos. Será muito mais conveniente festejarmos a 28 de Maio do que a 28 de Dezembro." Como acha que seria a reacção da Gayle?

Ou, se eu chegasse e dissesse: "Gayle, eu sei que o teu aniversário é a 26 de Agosto. Mas tenho dificuldade em lembrar-me dessa data, por isso decido mudar o teu aniversário para 8 de Julho. Eu faço anos a 8 de Julho, por isso seria impossível eu esquecer-me. Isso seria muito mais conveniente para mim e até daria novo brilho à celebração, uma vez que ambos os aniversários seriam no mesmo dia." Uma vez mais pergunto: Como acha que seria a reacção da Gayle?
Ela é uma das pessoas mais amáveis, educadas e generosas que conheço, mas posso garantir que não iria aceitar nenhuma das sugestões. Na realidade, é natural que as achasse desrespeitosas e insensíveis. No fim de contas, quem sou eu para mudar a data do nosso aniversário de casamento ou do aniversário da Gayle? Esses dias são especiais por causa do que aconteceu nessas datas. Não posso mudar o dia e ainda assim manter o seu significado, pois não?

Deus é ainda mais minucioso sobre certas coisas do que a Gayle, incluindo o dia específico da semana em que celebramos o dia que Ele separou para descanso e adoração, o Seu Sábado. Isto pode ser surpreendente para alguns, mas um estudo cuidadoso das Escrituras revela que Deus tem as Suas razões para ser tão minucioso. Essas razões têm a ver com as origens e os objectivos do Sábado. ...


O Sábado foi criado mesmo no princípio do nosso Planeta. A Bíblia diz-nos que Deus descansou do Seu trabalho no sétimo dia da Semana da Criação. "E havendo Deus acabado, no dia sétimo, a Sua obra que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a Sua obra, que Deus criara e fizera." (Génesis 2:2, 3).

Mais tarde, Deus lembrou a Moisés e aos Israelitas o Seu poder criador, quando lhes deu os Dez Mandamentos. O quarto mandamento lida especificamente com o Sábado e faz notar que o Sábado é o lembrete de Deus à humanidade de que Ele é o Criador:

"Lembra-te do dia do Sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor, teu Deus: não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto, abençoou o Senhor o dia do Sábado, e o santificou" (Êxodo 20:8-11).

Para Deus, o Sábado é o dia de Aniversário do Mundo!

Em vez de festejar o aniversário do mundo uma vez por ano, Deus sentiu que era importante celebrar um acontecimento tão especial como esse - todas as semanas. Tal como a minha mulher não está interessada em que eu decida festejar o aniversário dela noutro dia que não seja o dia 26 de Agosto, também Deus não está interessado numa nossa decisão de celebrarmos o dia do aniversário do mundo noutro dia qualquer da semana que não seja o sétimo dia, dia em que Ele criou o Sábado.

Esse dia é tão importante para Deus que Ele incluiu instruções especiais para ele nos Dez Mandamentos! Isso não sugere que Deus é rigoroso no que respeita ao Dia em que se celebra o dia de descanso? Quando Deus afirma que um dia específico é sagrado, então, esse é que é sagrado, e não outro qualquer, da nossa escolha. Deus espera que reservemos o Sábado, o sétimo dia da semana, como Seu dia sagrado de descanso.

Textos extraídos de Um Tempo para Si, Publicadora SerVir, S. A.
(contacte o Instituto de Ensino Bíblico à Distância
para poder receber este livro gratuitamente)

-Pode ler mais em Leituras Para a Vida, 21.06.12 - Links 1R-

COM SUA VOZ TUDO SE FORMOU!


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Dia Internacional das Crianças
Vítimas Inocentes de Agressão


A Assembleia-Geral extraordinária das Nações Unidas reuniu, a 19 de Agosto de 1982, para debater a "Questão Palestiniana". Perante o elevado número de crianças palestinianas e libanesas inocentes, vítimas do contexto de guerra com Israel, a Assembleia manifestou a sua consternação ao tomar a decisão de comemorar este Dia.

Desde 1986 que a data, 4 de Junho, é assinalada. O grande objectivo é chamar a atenção para o sofrimento das crianças que, por todo o mundo, são vítimas de agressão física, mental e emocional. Afirmar, de igual modo, o comprometimento das Nações Unidas em proteger os Direitos das Crianças, e, em simultâneo, reconhecer e encorajar o trabalho de todas as organizações ou indivíduos que se dedicam a esta nobre causa. Em matéria de protecção de crianças e do extenso trabalho desenvolvido pelas Nações Unidas, destaca-se a Convenção dos Direitos das Crianças, em 1989.

Infelizmente, e apesar de todos os esforços internacionais para prevenir e dar resposta adequada às vítimas e seus agressores, o fenómeno tem vindo a crescer à escala global. Todos os dias, crianças de todo o mundo são vítimas de abusos dos direitos humanos. Vítimas de escravatura, de guerras, prostituição e pornografia, de actividades ilícitas, sendo expostas a trabalhos perigosos como o das minas, manuseando máquinas agrícolas, ou químicos e pesticidas na agricultura. Estima-se que 218 milhões de crianças, entre os 5 e os 17 anos, são forçadas a trabalhar no sector agrícola (70%, a maior percentagem de trabalho infantil), excluindo o trabalho doméstico. Todos os anos 1,2 milhões de crianças são traficadas, porque o tráfico infantil é lucrativo e está relacionado com actividades criminais e de corrupção.


Crianças utilizadas para escravatura são 5,7 milhões. Forçadas a prostituírem-se são 1,8 milhões. A actividade sexual é muitas vezes vista como um assunto privado, o que faz com que as comunidades sejam relutantes em agir e intervir em casos de exploração sexual. Em guerras e conflitos armados participam 300 mil crianças e 600 mil estão ligadas a actividades ilícitas. Os números demonstram o longo caminho a percorrer para que cada vez menos crianças sejam vítimas inocentes destes abusos.

Diz o Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, que "as crianças são o ornamento da vida neste mundo". Por essa razão, devemos preocupar-nos com o que a criança é hoje, na perspectiva do que ela será amanhã, a fim de termos um mundo mais belo, no futuro. Por sua vez o Talmude judaico defende que "o mundo só se mantém pelo alento das crianças". As crianças são também exaltadas e reabilitadas pelo próprio Jesus, atribuindo-lhes todo o cuidado, valor e dignidade, ao dizer em Mateus 19:14 - Deixai as crianças vir ter comigo! Não as estorvem, porque o Reino de Deus é dos que são como elas."

Ezequiel Quintino, Teólogo e Jornalista in Pensar Faz Bem, da palavra falada à palavra escrita - textos do programa da Rádio Clube de Sintra

Deixai Vir a Mim Os Meninos

       Jesus sempre gostou muito das crianças. Aceitava-lhes a infantil simpatia e o seu amor franco, sem afectação. O grato louvor dos seus lábios puros era qual música aos Seus ouvidos, e refrigerava-Lhe o espírito quando opresso pelo contacto com homens astutos e hipócritas. Aonde quer que fosse o Salvador, a benevolência do Seu semblante, a Sua maneira suave e bondosa conquistavam a confiança dos pequeninos.    ...
       "Deixai vir os meninos a Mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus". Tomou nos braços as crianças, pôs-lhes as mãos sobre a cabeça, e deu-lhes as bênçãos em busca das quais tinham vindo. As mães ficaram confortadas. Voltaram para casa fortalecidas e felizes pelas palavras de Cristo.    ...
       Jesus conhece as preocupações íntimas de cada mãe. Aquele cuja mãe lutou com a pobreza e a privação, simpatiza com toda a mãe nos seus trabalhos. Aquele que empreendeu uma longa viagem para aliviar o ansioso coração de uma canaanita, fará outro tanto pelas mães hoje em dia. Aquele que devolveu à viúva de Naim o seu filho único, e que, em agonia na cruz Se lembrou da Sua própria mãe, comove-Se ainda hoje pela dor materna. Em todo o pesar e em toda a necessidade, dará conforto e auxílio.
       Vão as mães ter com Jesus, apresentando-Lhe as suas perplexidades. Encontrarão suficiente graça para as ajudar na educação dos filhos. As portas encontram-se abertas a toda a mãe que deseja depor os seus fardos aos pés do Salvador.

       Ellen White in O Desejado de Todas as Nações


       Cristo avaliou tão alto as crianças que deu a sua vida por elas. Tratai-as como o preço do Seu sangue.    ...
A mais tenra criança que ama e teme a Deus, é maior aos Seus olhos do que o homem mais talentoso e instruído que negligencia a grande salvação. Os jovens que consagram o coração e a vida a Deus, assim fazendo têm-se colocado em ligação com a Fonte de toda a sabedoria e excelência.
       A criança que crê em Cristo é tão preciosa à Sua vista como são os anjos ao redor do Seu trono. Elas devem ser levadas a Cristo e educadas para Ele. Devem ser guiadas no caminho da obediência, não condescendendo com o apetite ou a vaidade.
       Se tão somente aprendêssemos as maravilhosas lições que Jesus procurou ensinar aos Seus discípulos com respeito a uma criancinha, quanta coisa que agora parece invencível dificuldade desapareceria completamente! Quando os discípulos vieram a Jesus, dizendo: "Quem é o maior no reino dos Céus?" ... Jesus, chamando um menino, pô-lo no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos Céus. Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos Céus."

       Ellen White in O Lar Adventista



quinta-feira, 31 de maio de 2012

OS MANDAMENTOS DO

DEUS FUMO



I

       Eu sou o cigarro que te tirou a liberdade. Só me obedecerás a mim ou a algum dos meus substitutos, como o "charuto ", o "cachimbo ", etc.

II


       Carregar-me-ás entre os dedos ou entre os lábios, muito embora eu tenha nicotina, arsénico, formol, etc. - VENENOS terríveis para a tua vida.

III


       Serás inconveniente nos carros, nos autocarros, nos elevadores, nos comboios e em todo o lugar onde houver pessoas que não me tolerem, lançando-lhes no rosto a minha fumaça e nos olhos e no vestuário, as minhas cinzas.

IV


       Serás a causa de mais de cinquenta por cento dos incêndios em que se perderão muitas vidas e se consumirão milhares de euros alheios.

V


       Haverás de suportar o meu cheiro fétido por onde quer que andares, pois ele estará na tua boca, nas tuas mãos, na tua mesa de trabalho e nas roupas que usares.

VI


       Não me abandonarás, ainda que certos médicos, obedecendo à voz da consciência, te disserem que, por minha causa, morrerás de ataque cardíaco, úlcera no estômago ou duodeno, cancro pulmonar, ou tossirás a vida inteira.

VII


       Dirás a todos que te chamarem de "viciado" que me fumas "por divertimento", se bem que, para me fumares, tenhas sacrificado a tua saúde, o paladar de saborosos alimentos e, muito mais ainda, tenhas ferido o teu amor-próprio, pedindo-me a estranhos (e eu sei que não gostas de pedir coisa nenhuma).

VIII


       Roubarás do teu patrão o tempo de uma hora ou mais por dia de acordo com o teu nervosismo e o grau de escravidão que te imponho, usando para isso o pretexto de ir a um "cafezinho ", ou às instalações sanitárias.

IX


       Farás comigo todas as poses, todas as momices, todos os trejeitos, que julgares necessários ao teu snobismo e à tua falta de domínio próprio; e, para completares essa "falsa importância pessoal", fumar-me-ás numa bonita piteira ou carregar-me-ás numa carteira banhada com ouro.

X


       Detestarás a religião que me combater, porque (isto fica entre nós), sou o teu "deus" e o dono exclusivo da tua vontade e faço de ti o que bem entendo; mas abraçarás, se desejares figurar entre os pseudo-religiosos, a religião que não se importar com a obediência que me deves prestar, nem com o exemplo que darás às crianças e adolescentes, induzindo-os a também se tornarem meus adoradores.

Dorival Soares Ramos

«Sete ofícios do fumador…
Coveiro moribundo de um cemitério de beatas; Prisioneiro ansioso dos eternos segundos de abstinência; Soldado disciplinado da vontade desenfreada; Médico consciente das premissas que omite; Advogado de defesa do vício “inocente”; Psicólogo atento dos pulmões sofredores; Sacerdote crente que é “o último cigarro”.»






terça-feira, 15 de maio de 2012

A MELHOR HERANÇA PARA OS NOSSOS FILHOS


EM QUE É DIFERENTE
O
CRISTIANISMO?


A cruz é o símbolo do Cristianismo.

Esta cruz (à direita) foi erigida no interior do Coliseu Romano, como um memorial aos mártires cristãos.

Pode o Cristianismo oferecer alguma coisa mais e melhor do que as outras religiões?

Pode bem haver dentro doutras religiões autênticos valores espirituais que erguerão homens e mulheres moral e eticamente e que imbuirão os seus seguidores com conceitos e prioridades que são parecidos com os do Cristianismo.
Mesmo assim, o Cristianismo é uma religião de uma ordem completamente diferente de todas as outras. Ele não é uma expressão de uma busca de Deus pelo homem; ele é o resultado da busca do homem por Deus. De acordo com o apóstolo Paulo, Deus quer que "todos os homens se salvem", e Ele também quer que eles venham "ao conhecimento da verdade." 1 Deus enviou o Seu Filho, Jesus Cristo, ao mundo para salvar o homem. A crença n'Ele conduz à salvação. 2

O Cristianismo é a voz do único Senhor universal que veio ao mundo e, mediante acontecimentos específicos na história, morreu na cruz e ressuscitou a fim de reconciliar todos os homens com Deus. Ele é o único capaz de fazer essa oferta. E é precisamente aí que reside, possivelmente, o aspecto mais 'ofensivo' do Cristianismo do século XX: o seu exclusivismo. Outras religiões podem ser muito inclusivas e acomodatícias. O Hinduísmo tem a reputação de ser a mais inclusiva de todas. O Budismo orgulha-se de ser tolerante para com os outros sistemas religiosos. Mas o Cristianismo é exclusivo: Ele oferece a salvação em nenhum outro nome senão no de Jesus Cristo.

Em que reside o carácter único do Cristianismo?

O facto de oferecer salvação não é único. O mesmo fazem outras religiões mundiais. Mas é a espécie de salvação e a base sobre a qual ela assenta que torna a oferta do Cristianismo única em diversos aspectos:

A. A salvação no Cristianismo é "uma dádiva de Deus, não uma recompensa pelas obras feitas." 3 O homem não procura Deus; é Deus que procura e encontra o homem. A salvação que Ele oferece está disponível "não por dinheiro, nem por preço."4 Deus dá-a gratuitamente. 5

B. A salvação, oferecida pelo Cristianismo, está enraizada na justiça e no amor. Deus não exerce misericórdia à custa da justiça. As duas devem encontrar-se como o fizeram na cruz. Ao salvar o homem, Deus deve também resolver todo o problema do pecado. Na salvação a santidade e o sistema de justiça de Deus não são comprometidos.

C. Salvação significa livrar da penalidade do pecado assim como do seu poder. A salvação no Budismo é libertar do sofrimento; ou, no Hinduísmo, da ignorância. A salvação em Jesus Cristo ocupa-se das causas mais profundas destes sofrimentos e ignorância.

Na morte de Cristo na cruz Ele liquidou a conta e pagou a penalidade em nosso favor. A condenação foi levantada. O conhecimento disso é uma experiência libertadora mesmo aqui e agora. 6
Esta é a base da salvação. Ela afecta a vida do crente no presente. Mediante a presença e o poder do Espírito Santo o crente é capacitado a viver uma espécie de vida diferente. 7 O crente que está unido com Cristo torna-se mesmo agora uma nova criação. 8 Ele tem tanto a motivação como o poder para enfrentar um novo futuro.

O que outras religiões oferecem frequentemente é, no máximo, o acerto de contas do passado mediante dádivas ou actos de apaziguamento, mas quanto ao futuro não há perspectiva alguma de sair-se muito melhor. A salvação em Cristo é diferente.

D. A salvação em Cristo afecta o indivíduo mental, espiritual e fisicamente. Cada parte da nossa existência é afectada pela "queda" (ver Génesis 3), e a salvação deve alcançar e restaurar tudo. 9 Nas palavras do apóstolo Paulo: "Que as vossas mentes sejam refeitas e assim toda a vossa natureza transformada." 10

E. A salvação que o Cristianismo apresenta é tanto presente como futura. Outras religiões colocam-na numa vida futura. O Cristianismo diz: "Sim", mas a experiência disso começa agora.

O Budismo e o Hinduísmo têm as suas doutrinas de reencarnação. Quando uma pessoa passa desta vida nunca sabe ao certo se a próxima vida será melhor. Pode melhorar ou piorar e antes de uma pessoa atingir o destino final (Nirvana), ela pode passar por até 8000 reencarnações, mas mesmo no 'Nirvana' o ser da pessoa é absorvido numa alma universal. Ela perde a sua identidade própria, como uma gota de chuva no oceano. Não há salvação alguma para o corpo e a personalidade e identidade desaparecem.
Cristo oferece salvação para o ser total, com a individualidade e personalidade intactas e já está disponível nesta vida. 11

F. A salvação em Cristo significa também que o indivíduo se relaciona de uma nova maneira com a sociedade e o ambiente no qual se encontra. A salvação não significa afastamento e isolamento do mundo. Não há "temor algum de contaminação". Pelo contrário, uma pessoa alcança uma nova compreensão do seu próprio lugar e função na sociedade. "Amar o Senhor teu Deus" e "o teu próximo como a ti mesmo" 12 tem consequências e obrigações sociais.
À pergunta: "Sou eu o guardador do meu irmão?" a resposta do Cristão é:

"Com toda a certeza que sim!" Aquele que é salvo em Cristo volta-se para enfrentar as realidades inevitáveis do mundo em que vive.

O Cristianismo oferece, de facto, algo mais e melhor do que qualquer outra religião
- tanto para o presente como para o futuro -

A salvação em Cristo
É ÚNICA E INCOMPARÁVEL!


REFERÊNCIAS:
1. 1 Timóteo 2:4; 2. João 3:16, 17; 3. Efésios 2:9; 4. Isaías 55:1; 5. Romanos 6:23; 6. Romanos 5:1; 8:1; 7. Gálatas 5:16-18; 8. II Coríntios 5:17; 9. I Tessalonicenses 5:23; 10. Romanos 12:2; 11. I João 5:12, 13; 12. Mateus 22:37-39

Texto extraído do livro ANO 2000 - Fim ou Continuação? - Publicadora Kirjatoimi, Finlândia
(Autores e Editor na imagem à direita)

domingo, 6 de maio de 2012

A VERDADE DAS MÃES



HOMENAGEM ÀS MÃES

Levantam-se seus filhos, e lhe chamam ditosa, seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas. Provérbios 31:28 e 29

       É possível que já tenha comido um alimento com o rótulo "Uma das 57 variedades de Heinz". Não sei bem como foi que Henry J. Heinz chegou ao número 57, mas sei que, ao ser lido o seu testamento e último desejo, ele continha a seguinte homenagem:
       "Enquanto aguardo o momento em que a minha carreira terrestre se encerrará, desejo registar justamente no início deste testamento, como seu item mais importante, uma confissão da minha fé em Jesus Cristo como meu Salvador. Também desejo testemunhar que, através da minha existência, na qual passei por tristezas e alegrias incomuns, fui maravilhosamente sustentado pela minha fé em Deus através de Cristo. Esse legado foi-me transmitido pela minha consagrada mãe, uma mulher de fé robusta, e a ele atribuo todo e qualquer sucesso que eu tenha obtido."
       Outras pessoas prestaram homenagens semelhantes às suas mães. João Ruskin, grande ensaísta, crítico e reformador inglês, escreveu:
       "Tudo o que já ensinei sobre arte, tudo o que já escrevi, qualquer grandeza que esteja contida em algum pensamento meu, qualquer coisa que eu tenha feito de bom na vida - tudo se deve simplesmente ao facto de, quando criança, ter tido uma mãe que lia comigo uma porção diária da Bíblia, e me fazia memorizar uma porção dela diariamente."
       Um dia, antes de escrever a página de hoje, comentei com a minha mulher que a razão pela qual os textos bíblicos me vêm à mente com facilidade, foi porque a minha mãe mos ensinou. Era ela quem ensinava ao meu irmão e a mim enquanto estávamos no campo missionário, e o seu entusiasmo no conhecimento da Bíblia deixou uma impressão que nada pode apagar.
       Alguém escreveu: "Quando o tribunal se sentar e se abrirem os livros; quando o 'Bem está' do grande Juiz for pronunciado e a coroa de glória imortal for colocada sobre a fronte do vencedor, muitos erguerão as suas coroas à vista do Universo reunido e, apontando para as suas mães, dirão: 'Ela ajudou-me a ser o que sou pela graça de Deus.'"
       Hoje homenageamos as nossas mães, mas só Deus pode conceder-lhes a honra que realmente merecem.
- Donald Ernest Mansell

MAMÃ

Mãe, obrigado por quem sou,
Obrigado por todas as coisas que não sou.
Desculpe-me pelas palavras não ditas,
Pelas vezes que me esqueci.


Mãe, recordo toda a minha vida,
Você me mostrou amor, seu sacrifício.
Veja esses novos dias actuais
Como eu mudei durante o caminho.


(Refrão)
Eu sei que você acredita,
Eu sei que você tem sonhos.
Desculpe-me se levei todo esse tempo para ver
Quem sou, e estou onde estou por causa da sua verdade.
Eu sinto sua falta, sim eu sinto a sua falta.


Mãe desculpe pelas vezes que você chorou,
Desculpe-me por não fazer as coisas certas
E por todas as tempestades que eu possa ter causado.
Eu estava errado; seque suas lágrimas.


(Refrão)
Eu sei que você acredita,
Eu sei que você tem sonhos.
Desculpe-me se levei todo esse tempo para ver
Quem sou, e estou onde estou por causa da sua verdade.
Eu sinto sua falta, sim eu sinto a sua falta.


Mãe, eu espero que isso a faça sorrir
E espero que você esteja feliz com a minha vida,
Em paz com todas as escolhas que eu fiz
E como eu mudei durante o caminho.


Eu sei que você acreditou em todos os meus sonhos
E eu devo tudo isso a você, Mãe!


TESTEMUNHO Pessoal

A nossa querida e saudosa mãe, Luísa, é também a nossa Heroína.

Sendo uma pessoa simples e de poucos estudos, ela teve muita sabedoria para implantar profundamente nas nossas mentes e nos nossos corações, em pouco tempo (13 anos na minha irmã Gaby, e 17 anos em mim - depois faleceu), a sua verdade.
Esta verdade, foi no entanto profundamente esquadrinhada nas Sagradas Escrituras, já que a responsabilidade é individual, até se constituir na nossa própria verdade. Ela é o nosso maior tesouro e aquilo que nos proporciona mais alegria e felicidade.
O nosso maior desejo é voltar a encontrar a nossa mãe, e vivermos juntamente com ela e com os nossos demais queridos por toda a eternidade - num Mundo Renovado, onde o mal Não Voltará A Entrar. Mas melhor ainda será termos lá também todos os nossos Familiares e Amigos. Será então o verdadeiro Paraíso. E, melhor ainda - estaremos ao lado d'Aquele que nos criou, perdoou e resgatou - Jesus Cristo! - "Eis aqui o nosso Deus a quem aguardávamos, na Sua salvação gozaremos e nos alegraremos." Isaías 25:9.
Deixamo-vos este convite para vossa reflexão, com carinho, amizade e esperança.
Mª Gabriela Fonseca S. S. Matos e Edite Fonseca S. S. Esteves

sexta-feira, 20 de abril de 2012

NÃO  À  INTOLERÂNCIA  RELIGIOSA


DECLARAÇÃO DE COMPROMISSO E PREOCUPAÇÃO DA CONFERÊNCIA GERAL DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA SOBRE AS MINORIAS RELIGIOSAS E A LIBERDADE  RELIGIOSA

Através da História, as minorias religiosas foram muitas vezes sujeitas a discriminações e mesmo a perseguições abertas. Hoje, a intolerância religiosa e os preconceitos estão novamente em fase ascendente. Apesar da afirmação de liberdade de todo o ser humano de professar e de manifestar as suas opiniões religiosas e de mudar de religião - afirmação contida nos textos e documentos das Nações Unidas que constituem uma "Carta Internacional dos Direitos" - numerosos países recusam este direito aos seus cidadãos.

Os textos internacionais condenam toda a espécie de discriminação para com as minorias; mas é trágico que certas nações tenham publicado listas de grupos religiosos descrevendo-os como seitas potencialmente perigosas. Comissões anti-seitas foram organizadas, pessoal especializado em investigação foi formado, e leis restritivas foram votadas. Centenas de milhares de crentes inocentes são presentemente objecto de desconfiança oficial e são tratados como cidadãos de segunda classe.

Tudo isto, constitui uma violação da liberdade religiosa que é o direito mais elementar e essencial dos direitos fundamentais da humanidade. Os Adventistas do Sétimo Dia acreditam na necessidade de obedecer às leis do seu país desde que estas não entrem em conflito com as leis divinas. Contudo, opomo-nos a toda a lei, política ou actividade que exerça uma discriminação para com as minorias religiosas.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é a favor da liberdade religiosa para todos, assim como pela separação da Igreja e do Estado. As Escrituras ensinam que o Deus que deu a vida, deu também a liberdade de escolha. Deus só aceita obediência quando esta é prestada de uma forma livre. Os Adventistas do Sétimo Dia crêem que a lei deve ser equilibradamente aplicada e sem quaisquer favores arbitrários. Pretendemos que nenhum grupo religioso seja julgado por alguns dos seus membros aparentarem ser extremistas. A liberdade religiosa é limitada quando uma conduta agressiva ou violenta viola os direitos humanos e de outros.

Apoiada no Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos do Homem das Nações Unidas e noutros textos internacionais e de acordo com as suas próprias crenças e a sua própria História, a Igreja Adventista do Sétimo Dia está plenamente envolvida na promoção, defesa e protecção da Liberdade Religiosa para todo o indivíduo e em qualquer lugar.

Com este objectivo, continuaremos a colaborar com a Comissão dos Direitos do Homem das Nações Unidas, outras agendas internacionais e outras organizações religiosas para encorajar cada nação a pôr em prática o direito fundamental da liberdade religiosa. Além disso, continuaremos a promover o diálogo e uma melhor compreensão entre as autoridades governamentais e os membros das minorias religiosas.

                            «A inteligência sem amor
faz-te perverso.
                            A justiça sem amor
faz-te implacável.
                            A diplomacia sem amor
faz-te hipócrita.
                            O êxito sem amor
faz-te arrogante.
                            A riqueza sem amor
faz-te avarento.
                            A docilidade sem amor
faz-te servil.
                            A pobreza sem amor
faz-te orgulhoso.
                            A beleza sem amor
faz-te ridículo.
                            A autoridade sem amor
faz-te tirano.
                            O trabalho sem amor
faz-te escravo.

                            A simplicidade sem amor
deprecia-te.
                            A lei sem amor
escraviza-te.
                            A política sem amor
torna-te egoísta.»
                                                        


(Pode ouvir esta música cantada em inglês pelo Oslo Gospel Choir - Links 5M)

Leia mais sobre este assunto em Leituras para a Vida - 20.04.2012 - Links 1R