sábado, 14 de julho de 2012


EXCELENTE

A redacção que se segue foi escrita por um candidato numa selecção de Pessoal na Volkswagen.
A pessoa foi aceite e o seu texto está a fazer furor pela sua criatividade e sensibilidade.


"Já fiz cócegas à minha irmã para que ela deixasse de chorar, já me queimei a brincar com uma vela, já fiz um balão com a pastilha que se me colou na cara toda, já falei com o espelho, já fingi ser palhaço.
Já quis ser astronauta, violinista, caçador e trapezista; já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora, já estive sob o chuveiro até fazer chichi.

Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo pelo desconhecido.
Já rapei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, já me cortei ao barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no autocarro.

Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.
Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, já subi a uma árvore para roubar fruta, já caí por uma escada.

Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho por algo que me aconteceu, já fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.

Já corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei só no meio de mil pessoas, sentindo a falta de uma única.

Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já mergulhei na piscina e não quis sair mais, já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.

Já senti medo da escuridão, já tremi de nervos, já quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial, já acordei a meio da noite e senti medo de me levantar.

Já apostei a correr descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num enorme jardim, já me apaixonei e pensei que era para sempre, mas me esqueci que o para sempre, sempre acaba.
Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua, já chorei por ver amigos partir e depois descobrir que chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.

Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração...

Agora, um questionário pergunta-me, grita-me desde o papel:

- Qual é a sua experiência?
Essa pergunta faz eco na minha mente:
- Experiência... Experiência... Experiência... Será que cultivar sorrisos é experiência?!

Agora, agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionário:
- Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova???"

DEUS NUNCA PERGUNTA PELA SUA CAPACIDADE OU INCAPACIDADE

- APENAS PELA SUA DISPONIBILIDADE -

       Um dos itens que faz parte de Believe It or Not, de Ripley, é a fotografia de uma simples barra de ferro. O seu valor é de 5 dólares. A mesma barra de ferro tem valores muito diferentes quando transformada noutras peças:
. Em um par de ferraduras, valeria 50 dólares.
. Em agulhas de costura, valeria 5 000 dólares.
. Em molas para finos relógios suíços, valeria 500 000 dólares.


       A matéria-prima não é o mais importante. O mais importante é como a matéria-prima é trabalhada!
       Todos nós temos talentos e habilidades - alguns recebem mais, outros menos, mas todos recebem alguma coisa como dom exclusivo de Deus. Como cristãos, nós também desfrutamos os dons espirituais que fluem do Espírito Santo de Deus.
       O valor dessas matérias-primas, contudo, é discutível, a menos que tenhamos a capacidade de desenvolver e usar nossos talentos, habilidades e dons espirituais como uma força para fazer o bem neste mundo.
       Se você não conhece as suas habilidades e os seus talentos, peça a Deus que lhos revele.        Depois peça-Lhe que mostre o que Ele deseja que você faça com eles. Você terá felicidade e sucesso se cumprir o plano de Deus para a sua vida.

"Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há-de ir por nós? Disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim." Isaías 6:8.

Extraído do livro Pequeno Devocional de Deus para Mulheres, edição especial, Editora United Press.


IMPOSSÍVEL?

Alguém disse que aquilo era impossível,
E o homem com um sorriso replicou:
"Talvez", mas isso só seria admissível
Para alguém que nem sequer tentou.
E ele foi à luta com um brilho no olhar.
Se houve preocupação, ele não revelou,

E com um cântico nos lábios começou a trabalhar.
A missão era impossível, mas ele labutou!


Ouviu alguém zombar: "Você não será capaz,
Ninguém antes conseguiu, nem mesmo se esforçou."
Arregaçando as mangas, sem olhar para trás,
Ele disse a si mesmo: "A luta já começou."
Com o queixo erguido e um brilho no olhar,
Quando a dúvida o assaltou, ele a sufocou,

E com um cântico nos lábios começou a trabalhar.
A missão era impossível, mas ele labutou!


Há gente demais dizendo que é impossível,
Há gente demais vaticinando insucesso,
Há gente demais dizendo em tom audível
Que haverá perigo, sem haver progresso.
Mas vá à luta com um brilho no olhar,
Arregace as mangas sem olhar para trás,

E com um cântico nos lábios comece a trabalhar.
Não creia no impossível - você será capaz!

(Autor desconhecido)



quinta-feira, 21 de junho de 2012

À PROCURA DO DIA DO SENHOR NA BÍBLIA



Um cristão crê que Jesus é o Salvador e vive de acordo com os ensinos da Bíblia.

No seu livro Handbook of Denominations in the United States (Manual das Denominações nos Estados Unidos), o ex-editor da Christian Herald, Dr. Frank S. Mead, resumiu a história e as doutrinas de cerca de 220 denominações cristãs. Ele afirma que, embora cada denominação tenha as suas tradições e doutrinas exclusivas, partilham a crença comum de que a Bíblia é a Palavra de Deus e a bitola para cada acção. 1

A Bíblia, tanto o Velho como o Novo Testamento, foi escrita por servos de Deus, inspirados. Através da Bíblia, Deus transmite o conhecimento necessário à salvação do homem. Só por meio dela podemos encontrar a base das nossas crenças e o padrão para as nossas acções. Da Bíblia, temos um relato fidedigno dos actos de Deus ao longo da História, a pedra de toque de uma experiência religiosa, de doutrinas peremptórias e o conhecimento de um carácter santificado. 2

A Origem do Sábado
       O que diz a Bíblia sobre o Dia do Senhor? Génesis, o primeiro livro da Bíblia, narra a origem do Sábado.
"Assim os céus, e a terra, e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado, no dia sétimo, a Sua obra que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a Sua obra, que Deus criara e fizera" (Génesis 2:1-3).
       O ciclo semanal de sete dias não aconteceu devido a um fenómeno natural, como os movimentos da Terra à volta do Sol ou da Lua à volta da Terra. A origem da observância do Sábado no sétimo dia de uma semana de sete dias só pode ser encontrada na Palavra de Deus. No princípio, o Sábado foi instituído no Éden, tal como o foi o casamento.
       Deus é o Criador e nós somos criação Sua. O Sábado estabelece o fundamento da verdadeira adoração, e é uma instituição santa, que nos recorda periodicamente, e nos ensina, as razões pelas quais devemos adorar o Deus Criador. Deus separou o sétimo dia para que o Seu povo pudesse ter um relacionamento amoroso com Ele através deste tempo santo. Nele pode experimentar-se descanso físico, emocional e espiritual, bem como paz.

Os Dez Mandamentos e o Sábado
       O ensino da instituição do Sábado foi apresentado repetidamente nos Dez Mandamentos que foram dados aos israelitas no Monte Sinai.
"Lembra-te do dia do Sábado, para o santificar. ...Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto, abençoou o Senhor o dia do Sábado e o santificou" (Êxodo 20:8-11).
       Alguns cristãos dizem que os ensinos dos Dez Mandamentos não são tão importantes nesta era, porque estamos a viver sob o Novo Testamento. Mas Cristo não ensinou essa doutrina. Ele disse: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir. Porque, em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido" (Mateus 5:17-18).

Cristo e o Sábado
       Ensinou-nos Cristo a guardar um dia específico? Sim, Ele declarou ser o Senhor do Sábado (Mateus 12:8).
       O próprio Cristo foi Quem estabeleceu o Sábado, portanto, só Ele tem autoridade para o abolir ou mudar a promessa a ele ligada para outro dia; mas Ele nunca aboliu ou mudou o Sábado, o sétimo dia da semana.
       Os quatro evangelhos do Novo Testamento relatam que Cristo guardou o Sábado e o abençoou, e que também ensinou os Seus discípulos a mantê-lo santo. O livro de Lucas relata que Jesus guardou o Sábado: "E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de Sábado, segundo o Seu costume, na sinagoga, e levantou-Se para ler" (Lucas 4:16). Guardar o Sábado era um dos costumes de Jesus.
       Cristo libertou as pessoas do pesado fardo de milhares de regras e tradições para o Sábado, feitas pelos homens, o que mostrou que o Sábado era para abençoar a raça humana. Ele curou os doentes no Sábado e mostrou que Deus trabalhava até no Sábado para enriquecer e preservar a vida. Ele também compreendia a importância e a santidade do Sábado. Disse: "E orai para que a vossa fuga não aconteça no Inverno, nem no Sábado" (Mateus 24:20). Os discípulos de Jesus guardavam o Sábado de acordo com os Seus ensinos.
       Quando os discípulos de Jesus retiraram o corpo de Cristo da cruz e o levaram para o sepulcro, o Sol estava a pôr-se e o Sábado estava perto. Os discípulos e as mulheres que trabalhavam com eles tiveram que suspender os preparativos do sepultamento para guardar o Sábado. Lucas relata que " ... e no Sábado repousaram, conforme o mandamento" (Lucas 23:56).

Os Apóstolos e o Sábado Após a Ressurreição
       Como é que os apóstolos da Igreja dos primeiros séculos trataram o Sábado depois da ressurreição de Cristo? O livro de Actos, que relata o princípio do Cristianismo, testemunha repetidas vezes que os discípulos ainda guardavam o Sábado. Durante as suas primeiras viagens missionárias mundiais, Paulo e os seus companheiros pregaram em Antioquia, da Pisídia, e, "entrando na sinagoga, num dia de Sábado, assentaram-se". A pedido da congregação, "no Sábado seguinte, ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus" (Actos 13:14, 42, 44).
       Este livro do Novo Testamento mostra que Paulo, o apóstolo para os gentios, seguia o exemplo de Cristo e guardava o Sábado no mundo estrangeiro. "E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e, por três sábados, disputou com eles sobre as Escrituras" (Actos 17:2). Guardar o Sábado fazia parte da vida de Paulo. O livro de Actos testifica que Paulo não quebrou este mandamento, quer estivesse nas sinagogas judaicas, quer entre os gentios (Actos 13:14, 42, 44; 16:13; 18:4, 11).

A Ressurreição e o Sábado
       Embora existam incontáveis testemunhos no Novo Testamento sobre a guarda do Sábado, muitos cristãos argumentam que guardam o Domingo de forma a celebrar a ressurreição de Cristo. Citam versículos bíblicos, tais como Actos 20:7, I Coríntios 16:1 e 2, Gálatas 4:10 e 11, Romanos 14:5 e Apocalipse 1:10, para justificar a sua guarda do Domingo. Mas os leitores da Bíblia, que têm uma noção do que está por detrás e do contexto destes versículos, verão que eles de forma alguma advogam a mudança do Sábado do sétimo dia, como dia de descanso e adoração, ou que o Domingo é santo.
       Não há um único versículo no Novo Testamento que diga que os discípulos ou os primeiros cristãos guardavam o Domingo, como dia sagrado, depois da crucificação e ressurreição.
       Há oito referências ao "primeiro dia" no Novo Testamento (Mateus 28:1; Marcos 16:2, 9; Lucas 24:1; João 20:1, 19; Actos 20:7; I Coríntios 16:2), mas nem um único versículo sugere que os discípulos da Igreja dos primeiros séculos fizeram uma reunião de celebração em honra da ressurreição.
       O Novo Testamento não se refere ao Sábado como tendo sido abolido ou mudado para qualquer outro dia. A ressurreição de Cristo é o foco da nossa fé. "E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou" (I Coríntios 15:13). Mas pode ela substituir uma outra certeza: o sistema do Sábado, que foi estabelecido por Deus desde o princípio, apresentado nos Dez Mandamentos, observado por Cristo, e guardado santo pelos discípulos?
       Quem pode decidir nessa questão? A cruz de Cristo testifica da dignidade e natureza imutável da lei de Deus. A crucificação declara que Deus ama os pecadores, e que a lei do Céu não pode ser mudada, conforme foi evidenciado pelo sacrifício do Filho de Deus. Portanto, Paulo, na sua carta à Igreja no mundo gentio, escreveu: "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei" (Romanos 3:31).

O Dia do Senhor na Bíblia
       Qual é o dia indicado na Bíblia como Dia do Senhor? Não há um único versículo que diga que o primeiro dia da semana (Domingo) foi fixado como Dia do Senhor. Se o Dia do Senhor tinha de ser num dos dias da semana, a Bíblia afirma claramente que é o sétimo dia. Esta afirmação é apoiada em Êxodo 20:10, onde Deus declara que "o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus", e em Mateus 12:8 onde Jesus diz que "o Filho do homem é Senhor do Sábado".


       Através da Bíblia, podemos ver que o Sábado do sétimo dia era o dia sagrado que o povo de Deus guardava como dia de adoração. O Novo Testamento testemunha que até depois da crucificação e da ressurreição de Cristo, e do Pentecostes, os discípulos e a Igreja dos primeiros séculos guardaram o Sábado do sétimo dia como dia sagrado. Portanto, podemos estar confiantes de que o Sábado do sétimo dia, que foi estabelecido por Deus no Éden, reafirmado nos Dez Mandamentos, e guardado por Cristo e pelos Seus discípulos, é o dia que também devemos guardar como Dia do Senhor.


1 - Frank S. Mead and Samuel S. Hill, ed., Handbook of Denominations, 8th ed. (Nashville: Abingdon Press, 1985).
2 - Westminster Faith Confession. Lee, Jong Sung translated, 7th ed.(Korean Christian Book House, 1970) pp.1-4.

UM TEMPO ESPECÍFICO PARA SI


Na altura em que estou a escrever este livro, a minha mulher, Gayle, e eu estamos casados há quase 31 anos. O aniversário do nosso casamento é no dia 28 de Dezembro, apenas 3 dias depois do Natal.
Como deve imaginar, ter o nosso aniversário de casamento três dias depois do Natal significa que não temos festejado o dia como poderíamos, se tivéssemos casado noutra data mais afastada daquela festividade tão importante.
Portanto, o que é que pensa que aconteceria se eu fosse ter com ela e lhe dissesse: "Gayle, decidi que é extremamente inconveniente estarmos a celebrar o nosso aniversário de casamento no dia 28 de Dezembro, portanto, vou mudar a data para 28 de Maio. Acredito que isto vai ajudar-nos a dar mais significado à celebração uma vez que fica mais longe do Natal e de qualquer outra data importante que celebramos juntos. Será muito mais conveniente festejarmos a 28 de Maio do que a 28 de Dezembro." Como acha que seria a reacção da Gayle?

Ou, se eu chegasse e dissesse: "Gayle, eu sei que o teu aniversário é a 26 de Agosto. Mas tenho dificuldade em lembrar-me dessa data, por isso decido mudar o teu aniversário para 8 de Julho. Eu faço anos a 8 de Julho, por isso seria impossível eu esquecer-me. Isso seria muito mais conveniente para mim e até daria novo brilho à celebração, uma vez que ambos os aniversários seriam no mesmo dia." Uma vez mais pergunto: Como acha que seria a reacção da Gayle?
Ela é uma das pessoas mais amáveis, educadas e generosas que conheço, mas posso garantir que não iria aceitar nenhuma das sugestões. Na realidade, é natural que as achasse desrespeitosas e insensíveis. No fim de contas, quem sou eu para mudar a data do nosso aniversário de casamento ou do aniversário da Gayle? Esses dias são especiais por causa do que aconteceu nessas datas. Não posso mudar o dia e ainda assim manter o seu significado, pois não?

Deus é ainda mais minucioso sobre certas coisas do que a Gayle, incluindo o dia específico da semana em que celebramos o dia que Ele separou para descanso e adoração, o Seu Sábado. Isto pode ser surpreendente para alguns, mas um estudo cuidadoso das Escrituras revela que Deus tem as Suas razões para ser tão minucioso. Essas razões têm a ver com as origens e os objectivos do Sábado. ...


O Sábado foi criado mesmo no princípio do nosso Planeta. A Bíblia diz-nos que Deus descansou do Seu trabalho no sétimo dia da Semana da Criação. "E havendo Deus acabado, no dia sétimo, a Sua obra que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a Sua obra, que Deus criara e fizera." (Génesis 2:2, 3).

Mais tarde, Deus lembrou a Moisés e aos Israelitas o Seu poder criador, quando lhes deu os Dez Mandamentos. O quarto mandamento lida especificamente com o Sábado e faz notar que o Sábado é o lembrete de Deus à humanidade de que Ele é o Criador:

"Lembra-te do dia do Sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor, teu Deus: não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto, abençoou o Senhor o dia do Sábado, e o santificou" (Êxodo 20:8-11).

Para Deus, o Sábado é o dia de Aniversário do Mundo!

Em vez de festejar o aniversário do mundo uma vez por ano, Deus sentiu que era importante celebrar um acontecimento tão especial como esse - todas as semanas. Tal como a minha mulher não está interessada em que eu decida festejar o aniversário dela noutro dia que não seja o dia 26 de Agosto, também Deus não está interessado numa nossa decisão de celebrarmos o dia do aniversário do mundo noutro dia qualquer da semana que não seja o sétimo dia, dia em que Ele criou o Sábado.

Esse dia é tão importante para Deus que Ele incluiu instruções especiais para ele nos Dez Mandamentos! Isso não sugere que Deus é rigoroso no que respeita ao Dia em que se celebra o dia de descanso? Quando Deus afirma que um dia específico é sagrado, então, esse é que é sagrado, e não outro qualquer, da nossa escolha. Deus espera que reservemos o Sábado, o sétimo dia da semana, como Seu dia sagrado de descanso.

Textos extraídos de Um Tempo para Si, Publicadora SerVir, S. A.
(contacte o Instituto de Ensino Bíblico à Distância
para poder receber este livro gratuitamente)

-Pode ler mais em Leituras Para a Vida, 21.06.12 - Links 1R-

COM SUA VOZ TUDO SE FORMOU!


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Dia Internacional das Crianças
Vítimas Inocentes de Agressão


A Assembleia-Geral extraordinária das Nações Unidas reuniu, a 19 de Agosto de 1982, para debater a "Questão Palestiniana". Perante o elevado número de crianças palestinianas e libanesas inocentes, vítimas do contexto de guerra com Israel, a Assembleia manifestou a sua consternação ao tomar a decisão de comemorar este Dia.

Desde 1986 que a data, 4 de Junho, é assinalada. O grande objectivo é chamar a atenção para o sofrimento das crianças que, por todo o mundo, são vítimas de agressão física, mental e emocional. Afirmar, de igual modo, o comprometimento das Nações Unidas em proteger os Direitos das Crianças, e, em simultâneo, reconhecer e encorajar o trabalho de todas as organizações ou indivíduos que se dedicam a esta nobre causa. Em matéria de protecção de crianças e do extenso trabalho desenvolvido pelas Nações Unidas, destaca-se a Convenção dos Direitos das Crianças, em 1989.

Infelizmente, e apesar de todos os esforços internacionais para prevenir e dar resposta adequada às vítimas e seus agressores, o fenómeno tem vindo a crescer à escala global. Todos os dias, crianças de todo o mundo são vítimas de abusos dos direitos humanos. Vítimas de escravatura, de guerras, prostituição e pornografia, de actividades ilícitas, sendo expostas a trabalhos perigosos como o das minas, manuseando máquinas agrícolas, ou químicos e pesticidas na agricultura. Estima-se que 218 milhões de crianças, entre os 5 e os 17 anos, são forçadas a trabalhar no sector agrícola (70%, a maior percentagem de trabalho infantil), excluindo o trabalho doméstico. Todos os anos 1,2 milhões de crianças são traficadas, porque o tráfico infantil é lucrativo e está relacionado com actividades criminais e de corrupção.


Crianças utilizadas para escravatura são 5,7 milhões. Forçadas a prostituírem-se são 1,8 milhões. A actividade sexual é muitas vezes vista como um assunto privado, o que faz com que as comunidades sejam relutantes em agir e intervir em casos de exploração sexual. Em guerras e conflitos armados participam 300 mil crianças e 600 mil estão ligadas a actividades ilícitas. Os números demonstram o longo caminho a percorrer para que cada vez menos crianças sejam vítimas inocentes destes abusos.

Diz o Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, que "as crianças são o ornamento da vida neste mundo". Por essa razão, devemos preocupar-nos com o que a criança é hoje, na perspectiva do que ela será amanhã, a fim de termos um mundo mais belo, no futuro. Por sua vez o Talmude judaico defende que "o mundo só se mantém pelo alento das crianças". As crianças são também exaltadas e reabilitadas pelo próprio Jesus, atribuindo-lhes todo o cuidado, valor e dignidade, ao dizer em Mateus 19:14 - Deixai as crianças vir ter comigo! Não as estorvem, porque o Reino de Deus é dos que são como elas."

Ezequiel Quintino, Teólogo e Jornalista in Pensar Faz Bem, da palavra falada à palavra escrita - textos do programa da Rádio Clube de Sintra

Deixai Vir a Mim Os Meninos

       Jesus sempre gostou muito das crianças. Aceitava-lhes a infantil simpatia e o seu amor franco, sem afectação. O grato louvor dos seus lábios puros era qual música aos Seus ouvidos, e refrigerava-Lhe o espírito quando opresso pelo contacto com homens astutos e hipócritas. Aonde quer que fosse o Salvador, a benevolência do Seu semblante, a Sua maneira suave e bondosa conquistavam a confiança dos pequeninos.    ...
       "Deixai vir os meninos a Mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus". Tomou nos braços as crianças, pôs-lhes as mãos sobre a cabeça, e deu-lhes as bênçãos em busca das quais tinham vindo. As mães ficaram confortadas. Voltaram para casa fortalecidas e felizes pelas palavras de Cristo.    ...
       Jesus conhece as preocupações íntimas de cada mãe. Aquele cuja mãe lutou com a pobreza e a privação, simpatiza com toda a mãe nos seus trabalhos. Aquele que empreendeu uma longa viagem para aliviar o ansioso coração de uma canaanita, fará outro tanto pelas mães hoje em dia. Aquele que devolveu à viúva de Naim o seu filho único, e que, em agonia na cruz Se lembrou da Sua própria mãe, comove-Se ainda hoje pela dor materna. Em todo o pesar e em toda a necessidade, dará conforto e auxílio.
       Vão as mães ter com Jesus, apresentando-Lhe as suas perplexidades. Encontrarão suficiente graça para as ajudar na educação dos filhos. As portas encontram-se abertas a toda a mãe que deseja depor os seus fardos aos pés do Salvador.

       Ellen White in O Desejado de Todas as Nações


       Cristo avaliou tão alto as crianças que deu a sua vida por elas. Tratai-as como o preço do Seu sangue.    ...
A mais tenra criança que ama e teme a Deus, é maior aos Seus olhos do que o homem mais talentoso e instruído que negligencia a grande salvação. Os jovens que consagram o coração e a vida a Deus, assim fazendo têm-se colocado em ligação com a Fonte de toda a sabedoria e excelência.
       A criança que crê em Cristo é tão preciosa à Sua vista como são os anjos ao redor do Seu trono. Elas devem ser levadas a Cristo e educadas para Ele. Devem ser guiadas no caminho da obediência, não condescendendo com o apetite ou a vaidade.
       Se tão somente aprendêssemos as maravilhosas lições que Jesus procurou ensinar aos Seus discípulos com respeito a uma criancinha, quanta coisa que agora parece invencível dificuldade desapareceria completamente! Quando os discípulos vieram a Jesus, dizendo: "Quem é o maior no reino dos Céus?" ... Jesus, chamando um menino, pô-lo no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos Céus. Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos Céus."

       Ellen White in O Lar Adventista



quinta-feira, 31 de maio de 2012

OS MANDAMENTOS DO

DEUS FUMO



I

       Eu sou o cigarro que te tirou a liberdade. Só me obedecerás a mim ou a algum dos meus substitutos, como o "charuto ", o "cachimbo ", etc.

II


       Carregar-me-ás entre os dedos ou entre os lábios, muito embora eu tenha nicotina, arsénico, formol, etc. - VENENOS terríveis para a tua vida.

III


       Serás inconveniente nos carros, nos autocarros, nos elevadores, nos comboios e em todo o lugar onde houver pessoas que não me tolerem, lançando-lhes no rosto a minha fumaça e nos olhos e no vestuário, as minhas cinzas.

IV


       Serás a causa de mais de cinquenta por cento dos incêndios em que se perderão muitas vidas e se consumirão milhares de euros alheios.

V


       Haverás de suportar o meu cheiro fétido por onde quer que andares, pois ele estará na tua boca, nas tuas mãos, na tua mesa de trabalho e nas roupas que usares.

VI


       Não me abandonarás, ainda que certos médicos, obedecendo à voz da consciência, te disserem que, por minha causa, morrerás de ataque cardíaco, úlcera no estômago ou duodeno, cancro pulmonar, ou tossirás a vida inteira.

VII


       Dirás a todos que te chamarem de "viciado" que me fumas "por divertimento", se bem que, para me fumares, tenhas sacrificado a tua saúde, o paladar de saborosos alimentos e, muito mais ainda, tenhas ferido o teu amor-próprio, pedindo-me a estranhos (e eu sei que não gostas de pedir coisa nenhuma).

VIII


       Roubarás do teu patrão o tempo de uma hora ou mais por dia de acordo com o teu nervosismo e o grau de escravidão que te imponho, usando para isso o pretexto de ir a um "cafezinho ", ou às instalações sanitárias.

IX


       Farás comigo todas as poses, todas as momices, todos os trejeitos, que julgares necessários ao teu snobismo e à tua falta de domínio próprio; e, para completares essa "falsa importância pessoal", fumar-me-ás numa bonita piteira ou carregar-me-ás numa carteira banhada com ouro.

X


       Detestarás a religião que me combater, porque (isto fica entre nós), sou o teu "deus" e o dono exclusivo da tua vontade e faço de ti o que bem entendo; mas abraçarás, se desejares figurar entre os pseudo-religiosos, a religião que não se importar com a obediência que me deves prestar, nem com o exemplo que darás às crianças e adolescentes, induzindo-os a também se tornarem meus adoradores.

Dorival Soares Ramos

«Sete ofícios do fumador…
Coveiro moribundo de um cemitério de beatas; Prisioneiro ansioso dos eternos segundos de abstinência; Soldado disciplinado da vontade desenfreada; Médico consciente das premissas que omite; Advogado de defesa do vício “inocente”; Psicólogo atento dos pulmões sofredores; Sacerdote crente que é “o último cigarro”.»






terça-feira, 15 de maio de 2012

A MELHOR HERANÇA PARA OS NOSSOS FILHOS


EM QUE É DIFERENTE
O
CRISTIANISMO?


A cruz é o símbolo do Cristianismo.

Esta cruz (à direita) foi erigida no interior do Coliseu Romano, como um memorial aos mártires cristãos.

Pode o Cristianismo oferecer alguma coisa mais e melhor do que as outras religiões?

Pode bem haver dentro doutras religiões autênticos valores espirituais que erguerão homens e mulheres moral e eticamente e que imbuirão os seus seguidores com conceitos e prioridades que são parecidos com os do Cristianismo.
Mesmo assim, o Cristianismo é uma religião de uma ordem completamente diferente de todas as outras. Ele não é uma expressão de uma busca de Deus pelo homem; ele é o resultado da busca do homem por Deus. De acordo com o apóstolo Paulo, Deus quer que "todos os homens se salvem", e Ele também quer que eles venham "ao conhecimento da verdade." 1 Deus enviou o Seu Filho, Jesus Cristo, ao mundo para salvar o homem. A crença n'Ele conduz à salvação. 2

O Cristianismo é a voz do único Senhor universal que veio ao mundo e, mediante acontecimentos específicos na história, morreu na cruz e ressuscitou a fim de reconciliar todos os homens com Deus. Ele é o único capaz de fazer essa oferta. E é precisamente aí que reside, possivelmente, o aspecto mais 'ofensivo' do Cristianismo do século XX: o seu exclusivismo. Outras religiões podem ser muito inclusivas e acomodatícias. O Hinduísmo tem a reputação de ser a mais inclusiva de todas. O Budismo orgulha-se de ser tolerante para com os outros sistemas religiosos. Mas o Cristianismo é exclusivo: Ele oferece a salvação em nenhum outro nome senão no de Jesus Cristo.

Em que reside o carácter único do Cristianismo?

O facto de oferecer salvação não é único. O mesmo fazem outras religiões mundiais. Mas é a espécie de salvação e a base sobre a qual ela assenta que torna a oferta do Cristianismo única em diversos aspectos:

A. A salvação no Cristianismo é "uma dádiva de Deus, não uma recompensa pelas obras feitas." 3 O homem não procura Deus; é Deus que procura e encontra o homem. A salvação que Ele oferece está disponível "não por dinheiro, nem por preço."4 Deus dá-a gratuitamente. 5

B. A salvação, oferecida pelo Cristianismo, está enraizada na justiça e no amor. Deus não exerce misericórdia à custa da justiça. As duas devem encontrar-se como o fizeram na cruz. Ao salvar o homem, Deus deve também resolver todo o problema do pecado. Na salvação a santidade e o sistema de justiça de Deus não são comprometidos.

C. Salvação significa livrar da penalidade do pecado assim como do seu poder. A salvação no Budismo é libertar do sofrimento; ou, no Hinduísmo, da ignorância. A salvação em Jesus Cristo ocupa-se das causas mais profundas destes sofrimentos e ignorância.

Na morte de Cristo na cruz Ele liquidou a conta e pagou a penalidade em nosso favor. A condenação foi levantada. O conhecimento disso é uma experiência libertadora mesmo aqui e agora. 6
Esta é a base da salvação. Ela afecta a vida do crente no presente. Mediante a presença e o poder do Espírito Santo o crente é capacitado a viver uma espécie de vida diferente. 7 O crente que está unido com Cristo torna-se mesmo agora uma nova criação. 8 Ele tem tanto a motivação como o poder para enfrentar um novo futuro.

O que outras religiões oferecem frequentemente é, no máximo, o acerto de contas do passado mediante dádivas ou actos de apaziguamento, mas quanto ao futuro não há perspectiva alguma de sair-se muito melhor. A salvação em Cristo é diferente.

D. A salvação em Cristo afecta o indivíduo mental, espiritual e fisicamente. Cada parte da nossa existência é afectada pela "queda" (ver Génesis 3), e a salvação deve alcançar e restaurar tudo. 9 Nas palavras do apóstolo Paulo: "Que as vossas mentes sejam refeitas e assim toda a vossa natureza transformada." 10

E. A salvação que o Cristianismo apresenta é tanto presente como futura. Outras religiões colocam-na numa vida futura. O Cristianismo diz: "Sim", mas a experiência disso começa agora.

O Budismo e o Hinduísmo têm as suas doutrinas de reencarnação. Quando uma pessoa passa desta vida nunca sabe ao certo se a próxima vida será melhor. Pode melhorar ou piorar e antes de uma pessoa atingir o destino final (Nirvana), ela pode passar por até 8000 reencarnações, mas mesmo no 'Nirvana' o ser da pessoa é absorvido numa alma universal. Ela perde a sua identidade própria, como uma gota de chuva no oceano. Não há salvação alguma para o corpo e a personalidade e identidade desaparecem.
Cristo oferece salvação para o ser total, com a individualidade e personalidade intactas e já está disponível nesta vida. 11

F. A salvação em Cristo significa também que o indivíduo se relaciona de uma nova maneira com a sociedade e o ambiente no qual se encontra. A salvação não significa afastamento e isolamento do mundo. Não há "temor algum de contaminação". Pelo contrário, uma pessoa alcança uma nova compreensão do seu próprio lugar e função na sociedade. "Amar o Senhor teu Deus" e "o teu próximo como a ti mesmo" 12 tem consequências e obrigações sociais.
À pergunta: "Sou eu o guardador do meu irmão?" a resposta do Cristão é:

"Com toda a certeza que sim!" Aquele que é salvo em Cristo volta-se para enfrentar as realidades inevitáveis do mundo em que vive.

O Cristianismo oferece, de facto, algo mais e melhor do que qualquer outra religião
- tanto para o presente como para o futuro -

A salvação em Cristo
É ÚNICA E INCOMPARÁVEL!


REFERÊNCIAS:
1. 1 Timóteo 2:4; 2. João 3:16, 17; 3. Efésios 2:9; 4. Isaías 55:1; 5. Romanos 6:23; 6. Romanos 5:1; 8:1; 7. Gálatas 5:16-18; 8. II Coríntios 5:17; 9. I Tessalonicenses 5:23; 10. Romanos 12:2; 11. I João 5:12, 13; 12. Mateus 22:37-39

Texto extraído do livro ANO 2000 - Fim ou Continuação? - Publicadora Kirjatoimi, Finlândia
(Autores e Editor na imagem à direita)

domingo, 6 de maio de 2012

A VERDADE DAS MÃES



HOMENAGEM ÀS MÃES

Levantam-se seus filhos, e lhe chamam ditosa, seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas. Provérbios 31:28 e 29

       É possível que já tenha comido um alimento com o rótulo "Uma das 57 variedades de Heinz". Não sei bem como foi que Henry J. Heinz chegou ao número 57, mas sei que, ao ser lido o seu testamento e último desejo, ele continha a seguinte homenagem:
       "Enquanto aguardo o momento em que a minha carreira terrestre se encerrará, desejo registar justamente no início deste testamento, como seu item mais importante, uma confissão da minha fé em Jesus Cristo como meu Salvador. Também desejo testemunhar que, através da minha existência, na qual passei por tristezas e alegrias incomuns, fui maravilhosamente sustentado pela minha fé em Deus através de Cristo. Esse legado foi-me transmitido pela minha consagrada mãe, uma mulher de fé robusta, e a ele atribuo todo e qualquer sucesso que eu tenha obtido."
       Outras pessoas prestaram homenagens semelhantes às suas mães. João Ruskin, grande ensaísta, crítico e reformador inglês, escreveu:
       "Tudo o que já ensinei sobre arte, tudo o que já escrevi, qualquer grandeza que esteja contida em algum pensamento meu, qualquer coisa que eu tenha feito de bom na vida - tudo se deve simplesmente ao facto de, quando criança, ter tido uma mãe que lia comigo uma porção diária da Bíblia, e me fazia memorizar uma porção dela diariamente."
       Um dia, antes de escrever a página de hoje, comentei com a minha mulher que a razão pela qual os textos bíblicos me vêm à mente com facilidade, foi porque a minha mãe mos ensinou. Era ela quem ensinava ao meu irmão e a mim enquanto estávamos no campo missionário, e o seu entusiasmo no conhecimento da Bíblia deixou uma impressão que nada pode apagar.
       Alguém escreveu: "Quando o tribunal se sentar e se abrirem os livros; quando o 'Bem está' do grande Juiz for pronunciado e a coroa de glória imortal for colocada sobre a fronte do vencedor, muitos erguerão as suas coroas à vista do Universo reunido e, apontando para as suas mães, dirão: 'Ela ajudou-me a ser o que sou pela graça de Deus.'"
       Hoje homenageamos as nossas mães, mas só Deus pode conceder-lhes a honra que realmente merecem.
- Donald Ernest Mansell

MAMÃ

Mãe, obrigado por quem sou,
Obrigado por todas as coisas que não sou.
Desculpe-me pelas palavras não ditas,
Pelas vezes que me esqueci.


Mãe, recordo toda a minha vida,
Você me mostrou amor, seu sacrifício.
Veja esses novos dias actuais
Como eu mudei durante o caminho.


(Refrão)
Eu sei que você acredita,
Eu sei que você tem sonhos.
Desculpe-me se levei todo esse tempo para ver
Quem sou, e estou onde estou por causa da sua verdade.
Eu sinto sua falta, sim eu sinto a sua falta.


Mãe desculpe pelas vezes que você chorou,
Desculpe-me por não fazer as coisas certas
E por todas as tempestades que eu possa ter causado.
Eu estava errado; seque suas lágrimas.


(Refrão)
Eu sei que você acredita,
Eu sei que você tem sonhos.
Desculpe-me se levei todo esse tempo para ver
Quem sou, e estou onde estou por causa da sua verdade.
Eu sinto sua falta, sim eu sinto a sua falta.


Mãe, eu espero que isso a faça sorrir
E espero que você esteja feliz com a minha vida,
Em paz com todas as escolhas que eu fiz
E como eu mudei durante o caminho.


Eu sei que você acreditou em todos os meus sonhos
E eu devo tudo isso a você, Mãe!


TESTEMUNHO Pessoal

A nossa querida e saudosa mãe, Luísa, é também a nossa Heroína.

Sendo uma pessoa simples e de poucos estudos, ela teve muita sabedoria para implantar profundamente nas nossas mentes e nos nossos corações, em pouco tempo (13 anos na minha irmã Gaby, e 17 anos em mim - depois faleceu), a sua verdade.
Esta verdade, foi no entanto profundamente esquadrinhada nas Sagradas Escrituras, já que a responsabilidade é individual, até se constituir na nossa própria verdade. Ela é o nosso maior tesouro e aquilo que nos proporciona mais alegria e felicidade.
O nosso maior desejo é voltar a encontrar a nossa mãe, e vivermos juntamente com ela e com os nossos demais queridos por toda a eternidade - num Mundo Renovado, onde o mal Não Voltará A Entrar. Mas melhor ainda será termos lá também todos os nossos Familiares e Amigos. Será então o verdadeiro Paraíso. E, melhor ainda - estaremos ao lado d'Aquele que nos criou, perdoou e resgatou - Jesus Cristo! - "Eis aqui o nosso Deus a quem aguardávamos, na Sua salvação gozaremos e nos alegraremos." Isaías 25:9.
Deixamo-vos este convite para vossa reflexão, com carinho, amizade e esperança.
Mª Gabriela Fonseca S. S. Matos e Edite Fonseca S. S. Esteves

sexta-feira, 20 de abril de 2012

NÃO  À  INTOLERÂNCIA  RELIGIOSA


DECLARAÇÃO DE COMPROMISSO E PREOCUPAÇÃO DA CONFERÊNCIA GERAL DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA SOBRE AS MINORIAS RELIGIOSAS E A LIBERDADE  RELIGIOSA

Através da História, as minorias religiosas foram muitas vezes sujeitas a discriminações e mesmo a perseguições abertas. Hoje, a intolerância religiosa e os preconceitos estão novamente em fase ascendente. Apesar da afirmação de liberdade de todo o ser humano de professar e de manifestar as suas opiniões religiosas e de mudar de religião - afirmação contida nos textos e documentos das Nações Unidas que constituem uma "Carta Internacional dos Direitos" - numerosos países recusam este direito aos seus cidadãos.

Os textos internacionais condenam toda a espécie de discriminação para com as minorias; mas é trágico que certas nações tenham publicado listas de grupos religiosos descrevendo-os como seitas potencialmente perigosas. Comissões anti-seitas foram organizadas, pessoal especializado em investigação foi formado, e leis restritivas foram votadas. Centenas de milhares de crentes inocentes são presentemente objecto de desconfiança oficial e são tratados como cidadãos de segunda classe.

Tudo isto, constitui uma violação da liberdade religiosa que é o direito mais elementar e essencial dos direitos fundamentais da humanidade. Os Adventistas do Sétimo Dia acreditam na necessidade de obedecer às leis do seu país desde que estas não entrem em conflito com as leis divinas. Contudo, opomo-nos a toda a lei, política ou actividade que exerça uma discriminação para com as minorias religiosas.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é a favor da liberdade religiosa para todos, assim como pela separação da Igreja e do Estado. As Escrituras ensinam que o Deus que deu a vida, deu também a liberdade de escolha. Deus só aceita obediência quando esta é prestada de uma forma livre. Os Adventistas do Sétimo Dia crêem que a lei deve ser equilibradamente aplicada e sem quaisquer favores arbitrários. Pretendemos que nenhum grupo religioso seja julgado por alguns dos seus membros aparentarem ser extremistas. A liberdade religiosa é limitada quando uma conduta agressiva ou violenta viola os direitos humanos e de outros.

Apoiada no Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos do Homem das Nações Unidas e noutros textos internacionais e de acordo com as suas próprias crenças e a sua própria História, a Igreja Adventista do Sétimo Dia está plenamente envolvida na promoção, defesa e protecção da Liberdade Religiosa para todo o indivíduo e em qualquer lugar.

Com este objectivo, continuaremos a colaborar com a Comissão dos Direitos do Homem das Nações Unidas, outras agendas internacionais e outras organizações religiosas para encorajar cada nação a pôr em prática o direito fundamental da liberdade religiosa. Além disso, continuaremos a promover o diálogo e uma melhor compreensão entre as autoridades governamentais e os membros das minorias religiosas.

                            «A inteligência sem amor
faz-te perverso.
                            A justiça sem amor
faz-te implacável.
                            A diplomacia sem amor
faz-te hipócrita.
                            O êxito sem amor
faz-te arrogante.
                            A riqueza sem amor
faz-te avarento.
                            A docilidade sem amor
faz-te servil.
                            A pobreza sem amor
faz-te orgulhoso.
                            A beleza sem amor
faz-te ridículo.
                            A autoridade sem amor
faz-te tirano.
                            O trabalho sem amor
faz-te escravo.

                            A simplicidade sem amor
deprecia-te.
                            A lei sem amor
escraviza-te.
                            A política sem amor
torna-te egoísta.»
                                                        


(Pode ouvir esta música cantada em inglês pelo Oslo Gospel Choir - Links 5M)

Leia mais sobre este assunto em Leituras para a Vida - 20.04.2012 - Links 1R

quarta-feira, 4 de abril de 2012



CRISTO OU BARRABÁS?

       Nos dias em que a maioria celebra a Páscoa cristã, não queria deixar de lembrar aquele julgamento há quase 2000 anos, em que Cristo - nossa Páscoa - foi sacrificado por nós. Isso aconteceu após absolvição pública pelo pretor Pôncio Pilatos, que governou a Judeia de 26 a 37 a.D. - dependente da Prefeitura Romana na Síria, mas que foi transformada em condenação popular, apesar de dissimulada de judicial.

       Juridicamente, e à luz da História do Direito Romano, este processo penal constituíu um exemplo flagrante da usurpação do poder judicial, por uma turba enfurecida, que se queria independente de qualquer outro poder (administrativo, popular ou religioso). E o insólito aconteceu:

       Um homem-Deus que andara fazendo o bem, que apregoara a paz, a justiça, a humildade e o amor, e que dissera: "O Meu reino não é deste mundo", foi difamado, preso e julgado como alvoroçador do povo, apesar das reiteradas declarações de inocência pelo juiz-presidente do tribunal romano. E um rebelde contra o poder de Roma, pasme-se! foi libertado, em Seu lugar.

Segundo um costume pagão e por proposta de Pilatos, foi libertado um criminoso famoso que fora preso e julgado na sequência de uma revolta e insurreição violenta contra Roma, chamado Barrabás, mas que, apesar dos seus temíveis assaltos à mão armada no caminho de Jericó, tornara-se, para muitos judeus, um herói nacional, alguém julgado com poder para libertar da opressão romana.

       Quem era Barrabás? Em aramaico significa: 'filho de pai' (abbas). Mas São Jerónimo diz ser Bar Rabban e que significa: 'filho de rabi'. Portanto, aquele nome estaria ligado à função de rabi, mestre e senhor. Daqui, a ligeireza da escolha popular em Barrabás, manipulada pelos sacerdotes, em detrimento do Rabi da Galileia - Jesus Cristo - o Senhor, que ameaçava mais (aparentemente) o poder religioso dos sacerdotes judaicos do que o poder político romano.

       Ellen White, uma escritora cristã americana, afirmou que Pilatos, vendo-se impotente perante a pressão contagiante dos príncipes e sacerdotes, foi forçado a agir para, de algum modo, tentar livrar da condenação o justo Jesus. Sua esposa deu-lhe uma ajuda, ao enviar-lhe um recado urgente, após um sonho divino: "Não entres na questão deste justo!" Foi então que Pilatos, através de um costume pagão, que consistia em soltar um preso pela Páscoa, esperava poder apelar ao discernimento espiritual dos príncipes e sacerdotes, e de todo aquele povo presente, para a inocência, a bondade e a justiça de Cristo, em contraste com o rosto pejado de ódio, crueldade e crime de Barrabás.

       Mas não foi assim! A turba enfurecida e insensível aos valores da justiça, da equidade e da bondade, respondeu-lhe qual cerco de animais ferozes: "Solta-nos a Barrabás!"

       É que este encarnava para eles, eivados de um nacionalismo anti-romano, o estilo da salvação política que buscavam, o verdadeiro Messias libertador da opressão estrangeira, ao contrário do que Jesus proclamava: "O Meu reino não é deste mundo ... dai a César o que é de César" e, por isso a escolha!

       Pôncio Pilatos já desesperado, voltava à carga, e pergunta: "Então, que farei de Jesus, chamado o Cristo?" A resposta não se fez esperar pela multidão, que rugia como demónios em forma humana: "Que seja crucificado!" E o pretor-juiz contestou: "Hei-de crucificar o vosso Rei?" E, de novo, responderam: "Não temos outro rei se não César!"
       Perante isto, Barrabás foi solto e recebido pelo povo como um herói nacional, misturando-se com as gentes pelas ruas de Jerusalém, enquanto o inocente Redentor foi entregue para ser açoitado e crucificado numa cruz preparada para Barrabás.

       Quanto a Pilatos, pedindo água para lavar as mãos, pronunciou as suas últimas palavras: "Estou inocente do sangue deste justo!"
Mas não estava! E a prova é que a maldição também caiu sobre ele, ao querer ficar isento perante a causa de Cristo. Foi destituído do seu cargo em 37, e exilado para uma fortaleza onde se suicidou, porque não teve a vontade e a coragem de estar ao lado da verdade e defendê-la. Afinal, aquilo que não queria perder, isso perdeu sem honra nem glória!

       Quanto à escolha dos judeus, e ao seu pedido de que "o Seu sangue caia sobre nós e os nossos filhos", foi uma triste realidade! Primeiro, foram rejeitados como povo de Deus no ano de 34 a.D. com a morte de Estevão - o primeiro mártir do Cristianismo. Em 70, o seu templo foi derrubado, bem como a sua cidade, por Tito, general romano.
Nos séculos seguintes, os judeus foram perseguidos e torturados pela chamada 'Santa Inquisição'. E, já nos nossos dias, foram levados quase até ao seu extermínio pelo nazismo.

As escolhas que fizermos hoje têm sempre repercussões no amanhã! "Escolhamos, pois, a vida para que vivamos", como propôs o profeta Moisés.

O mundo é passageiro! Aceitemos antes o Evangelho de Cristo, tal como chegou a nós, e se encontra no original, pois, depende de cada um nesta Páscoa de 1998 (2012) fazer a sua escolha:

Cristo ou Barrabás?


Daniel Simões da Silva, licenciado em Teologia, História e Direito

domingo, 1 de abril de 2012

QUANDO DEUS NÃO RESPONDEU



Há uma história muito interessante do rei Saul, que estava a ser guerreado pelos inimigos - os filisteus. Ele tinha-se afastado de Deus e, diz o relato sagrado, "o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem pelos profetas." 1 Ora, surge a questão: se Deus não respondia mais através dos Seus próprios meios, quem teria respondido a Saul? Porque a história é a seguinte:

       "Entretanto Samuel morrera; todos os habitantes de Israel choravam a sua morte, e sepultaram-no na sua cidade de Ramá. E Saul tinha resolvido acabar com práticas de adivinhação e invocação dos mortos. Os filisteus reuniram as suas tropas e foram acampar em Suném. Por sua vez, Saul reuniu todas as suas tropas que acamparam em Gilboa. Mas quando viu o exército dos filisteus ficou assustado e a tremer de medo, e decidiu consultar o Senhor, mas o Senhor não lhe respondeu, nem pelos sonhos, nem pelos dados sagrados dos profetas, nem pelos profetas. Deu então esta ordem aos criados:
       - Procurem-me uma mulher que saiba invocar o espírito dos mortos para eu a ir consultar.
       Eles responderam-lhe:
       - Conhecemos uma mulher dessas em Endor.
       Saul disfarçou-se vestindo outras roupas, e foi ter com a tal mulher, durante a noite, acompanhado de dois homens. E disse à mulher:
       - Consulta os espíritos e invoca o espírito daquele que eu te disser.
       Mas a mulher respondeu-lhe:
       - Tu bem sabes o que fez Saul, que expulsou da terra os adivinhos e os que consultam os mortos. Porque é que preparas uma armadilha que me pode levar à morte?
       Mas Saul jurou-lhe em nome do Senhor:
       - Juro-te, por Deus, que nenhum mal te pode acontecer.
       Então a mulher disse-lhe:
       - Qual é o espírito que queres que eu chame para ti?
       Ele respondeu-lhe:
       - Chama o espírito de Samuel.
       Quando a mulher viu Samuel, lançou um grande grito e disse a Saul:
       - Porque é que me enganaste? Tu és Saul.
       O rei disse-lhe:
       - Não tenhas medo. Que é que tu viste?
       A mulher respondeu a Saul:
       - Vejo como que um espírito a subir da terra.
       Saul perguntou-lhe:
       - E que aspecto tem ele?
       A mulher respondeu:
       - É um homem velho e está vestido com um manto.
       Então Saul compreendeu que se tratava de Samuel, e, por isso, inclinou-se até ao chão em sinal de reverência.
       Samuel disse a Saul:
       - Porque é que tu me perturbaste, e me fizeste sair de onde eu estava?
       Respondeu-lhe Saul:
       - Estou muito preocupado porque os filisteus vão-me fazer guerra e Deus afastou-Se de mim e não me responde, nem pelos profetas, nem pelos sonhos. Por isso é que te chamei, para saber o que devo fazer.
Samuel disse-lhe:
       - Mas porque é que me perguntas a mim, se o Senhor já te abandonou e Se tornou teu inimigo? O Senhor está a agir contigo como to fez ver por meu intermédio: que te havia de tirar o reino e dá-lo a um outro, que é a David. É que tu não obedeceste às ordens do Senhor visto não teres destruído os amalecitas. Por isso o Senhor agora te trata desta maneira. Ele vai entregar-te a ti e a Israel nas mãos dos filisteus. Amanhã tu com os teus filhos estarás comigo. O Senhor fará com que o exército de Israel caia nas mãos dos filisteus." 2

Aqui temos a triste história de alguém que não teve mais revelações de Deus. Quem teria então aparecido e falado com Saul?
A Escritura Sagrada é muito clara sobre esse magno assunto. Diz S. João no Apocalipse:
"E houve batalha no Céu: Miguel e os Seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhava o dragão e os seus anjos; mas, não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos Céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamado o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na Terra, e os seus anjos foram lançados com ele.

"Pelo que alegrai-vos ó Céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar: porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo." 3


Portanto, houve uma cisão entre os anjos, por isso há anjos bons, os nossos anjos da guarda, e há anjos maus que nos tentam e procuram tomar posse de nós. São anjos rebeldes que seguiram Lúcifer, o anjo que encabeçou a rebelião, por isso diz o profeta admirado: "Como caíste do Céu, ó estrela da manhã..." 4 O seu motivo de rebelião era querer ser igual a Deus, portanto queria compartilhar dos conselhos da Divindade, mas como ser criado não era possível, e orgulhosamente se rebelou contra Deus e levou um bom número de anjos com ele.
Iniciou-se, então, a luta entre o Bem e o Mal. No Éden o anjo rebelde venceu os nossos primeiros pais, pondo dúvida sobre a Palavra de Deus e fazendo o homem escravo do pecado. Tendo domínio sobre os habitantes da terra, iniciou-se um reino de rebelião aqui na Terra, onde ainda sofremos as consequências.

S. Paulo explica a nossa luta, escrevendo: "Não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais." 5
Por isso Jesus, quando veio, encontrou muitos endemoninhados, possessos pelo demónio, com forças sobrenaturais, procurando enganar e misturar o Bem e o Mal. São os príncipes das trevas, porque o seu aparecimento é no escuro, enquanto Jesus é a luz do mundo. Hoje ainda encontramos as mesmas vítimas do inimigo de Jesus. Eles falam de 'aparecimento dos mortos', de 'espíritos desencarnados', de 'espíritos protectores', e outras coisas semelhantes. Não nos enganemos, pois o profeta adverte: "Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes: - não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?" 6
Jesus disse que os mortos dormem até ao dia da ressurreição, quando justos e remidos ressuscitarão. 7
O profeta Daniel diz: "uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno." 8 Portanto, a nossa vida eterna depende de Jesus, o Doador da Vida. Ele é a nossa vida, sem Ele estamos condenados à morte, mas Ele veio para aniquilar a morte e nos dar a vida eterna. 9 Portanto, não temos vida eterna em nós mesmos, mas é um dom de Deus.

Mas voltemos ao rei Saul, na sua experiência, quando não mais recebia instruções de Deus. Ora, se Deus não lhe respondeu, e se houve resposta, é porque o outro, o inimigo de Deus, respondeu, pois comenta o apóstolo Paulo:
"Não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz ..." 10 Assim são todas as aparições de pessoas já mortas e coisas semelhantes. São enganos, imitações, mentiras provindo do "pai da mentira" 11 e que não se coadunam com as Escrituras Sagradas, porque a prova do verdadeiro espírito é a seguinte: "À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva." 12 A outra prova acha-se na epístola de S. João: "Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo..." 13 Assim, corroborados pelas Escrituras Sagradas, não foi Deus que respondeu à pitonisa de Endor, mas foi o diabo.

Outra prova perfeita de que não foi o espírito de Samuel que apareceu é o seguinte facto, falando do rei Saul: "Amanhã tu e teus filhos estareis comigo..." 14 Ora, Samuel, sendo um homem virtuoso e servo de Deus, não poderia estar unido com o suicida Saul 15 no Céu e nem no inferno, portanto, mais uma vez vemos o engano desta pitonisa.

Realmente a verdade é que ambos foram à sepultura, esperando o Justo Juiz na vinda do Senhor Jesus nas nuvens do céu, conforme a Sua promessa.

Portanto, meu amigo, quando Deus não mais responde, é necessário procurá-l'O, confessando os pecados, pedindo o perdão dos males cometidos e Ele não Se negará a nos atender novamente, pois: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." 16

Nunca, no entanto, ir ao inimigo em busca de auxílio, pois poderemos ser levados a caminhos errados.

Quando Deus não responde, procure saber qual a causa e verá que a culpa está connosco e não com Deus, pois Ele nos assevera: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei." 17.

Bibliografia:

1 - 1 Samuel 28:6; 2 - 1 Samuel 28:7-19; 3 - Apocalipse 12:7-9, 12; 4 - Isaías 14:12-15. Comparar com Ezequiel 28:19; 5 - Efésios 6:12; 6 - Isaías 8:19; 7 - S. João 11:11. Comparar com 1 Coríntios 15; 8 - Daniel 12:3; 9 - Romanos 6:23; 10 - 2 Coríntios 11:14; 11 - S. João :44; 12 - Isaías 8:20; 13 - 1 S. João 4.2, 3; 14 - 1 Samuel 28:19; 15 - 1 Samuel 31:4; 16 - 1 S. João 1:9; 17 - S. Mateus 11:28.

Rodolpho Belz in Quando Tudo Falha... - Publicadora SerVir

Leia mais sobre este assunto em Leituras Para a Vida - 01.04.2012 - 1R

segunda-feira, 19 de março de 2012

O HOMEM
QUE OUSOU CONFIAR
NAS PROMESSAS DE DEUS



GEORGE MÜLLER (1805-1898)

"A religião pura e sem mácula... é esta: visitar os órfãos..."  Tiago 1:27

Estas palavras foram sempre uma inspiração para
George Müller, o "Príncipe entre os Intercessores".

       Diz o seu biógrafo, o falecido pastor Haroldo Lobo, que Müller foi o cristão que viu 50.000 das suas orações respondidas!
       "Entre os que se consagraram à obra em favor do próximo, depois da Igreja Apostólica no fim do primeiro século, talvez não haja exemplo de tão absoluta consagração na história cristã como a de quem, na Inglaterra, acabou conhecido como sendo um dos maiores, senão o mais notável intercessor dos tempos modernos. Aquela vida tornou-se um testemunho valoroso da certeza de que o Céu estava atento às permanentes necessidades dos seus 'inquilinos' deste planeta, e que os recursos humanos estão nas mãos da Providência." (George Müller, pág. 21).
       Se alguém 'andou com Deus', Müller está nesta galeria de heróis da fé. Ele tinha fé na oração e esta foi a sua arma poderosa a vida toda. Ele pode ser considerado "O homem mais poderoso dos tempos modernos" porque, depois de Cristo, foi o mortal que mais orou e mais respostas recebeu das suas orações!

       Nasceu na Prússia e a sua infância e juventude nem sempre foram um retrato das boas atitudes cristãs. Bebia, jogava, vivia extravagantemente, não pagava os hotéis de luxo em que se hospedava e foi até parar à cadeia onde esteve durante um mês. Tornou-se cristão quando estudava na universidade; sentia-se infeliz mas assistiu a uma reunião de oração de oito estudantes e ali aceitou Cristo. O seu grande amor por Ele encheu o seu coração. Começou a orar e a aproximar-se dos crentes.        Mudou-se para a Inglaterra aos 24 anos de idade. Casou-se com Mary Groves, que foi uma boa esposa. Aprendeu a andar com Deus e o Senhor aceitou-o como companheiro.
       Lendo sobre Augusto Gramke e o seu trabalho com órfãos, Müller achou que um orfanato era o seu sonho missionário. E este orfanato seria mantido só pela oração!

       Pediu a Deus que mandasse os fundos e os obreiros. E pediu a Deus mil libras, bastante dinheiro naquele tempo. Primeiro entraram apenas dez xelins (a vigésima parte de uma libra!). "Foi essa ninharia o começo de uma esplendorosa instituição!" (Idem, pág. 31). Em menos de dois anos já havia três orfanatos! Nunca pediu nada directamente a ninguém, mas só a Deus! E o Senhor movia os corações. Uma fé estupenda!

       Müller orava sem cessar. Em vinte anos construiu cinco grandes prédios em Bristol, sem pedir um centavo. Abrigava 2.000 crianças. Leu a Bíblia mais de 100 vezes, de tanto que a amava. "Oro andando, ao deitar, ao levantar... Quando me convenço de que devo orar por algo bom e justo, continuo a orar até o conseguir obter." E nós?

Meditações Matinais - ANDANDO COM DEUS - Moyses Salim Nigri

CULTIVANDO A FÉ

"... a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo." Romanos 10:17

       "Mui conhecida é a vida de fé vivida por Jorge Müller. Não pedia auxílio ao próximo, mas continuamente solicitava ao Senhor. Diz-se que centenas de vezes ele se deitou à noite, sem ter nada em casa para si e para os órfãos comerem no dia seguinte. Quando lhe perguntavam se conseguia dormir, respondia: 'Todas as vezes.' E o número de órfãos sob os seus cuidados às vezes chegava a 2000!
       
Quando um amigo o interrogou sobre o segredo desta fé, Jorge Müller levantou a sua Bíblia e disse: "Já li este livro inteiro 100 vezes. Conheço o Livro e o Deus do Livro."

       Abeberando a sua alma sedenta na fonte da verdade, Müller fortalecia a sua fé e renovava continuamente a sua confiança nas providências divinas.
...

Convite Matinal - Adlai Albert Esteb


                     


Jorge Müller: O Homem Que Ousou Confiar Nas Promessas De Deus


O rebelde e mundano Jorge Müller, depois de milagrosamente transformado por Cristo, não apenas sonhou com grandes coisas para Deus, mas, mediante uma confiança inabalável nas promessas divinas e um trabalho perseverante, superou tremendos obstáculos e viu os seus sonhos transformados em esplendorosa realidade.

Um dia ele desenvolveu um diálogo com o seu amigo Henry: "... se Deus respondeu à oração de Franke em 1727, Ele responderá também em 1835. E vou dizer-lhe algo mais, Henry Craik, para provar qual é o meu motivo real para iniciar um orfanato." ... "As crianças são importantes. E as casas de caridade não prestam. Mas há outro motivo também. Ouça-me Henry. Às pessoas em dificuldades estou sempre a dizer: 'Confiem em Deus! Orem a Ele. Ele responderá às suas orações'. Mas é duro convencê-las... Só que eu sei que se pode levantar as mãos e tocar Deus quando se ora. Eu mesmo tenho provado isto. A oração transformou a minha vida. E desejo convencer outras pessoas. Acho que consigo, se eu puder apontar para alguma coisa que Deus fez, através da oração. Algo real e tangível.

- Mostrar ao mundo inteiro que Deus responde à oração? - Havia um tom de cepticismo na voz de Henry. - É por isso que você vai construir o seu orfanato?
- Não, não. Pelas crianças, é claro. Mas por esse motivo também. Se Deus pode aceitar-me, um homem verdadeiramente pobre; se eu puder reunir 20 crianças num orfanato; se Ele me der a força para não pedir nada a ninguém, mas pedir somente a Ele o dinheiro de que preciso, então, de algum modo, provarei a algumas pessoas que Deus existe e é fiel ainda hoje!" ...

A construção dos 4º e 5º orfanatos demorou 4 anos. Mas no dia 6 de Janeiro de 1870 estavam ambos concluídos. Agora 2500 crianças órfãs teriam um lar cristão e educação.
... Jorge sabia que naquele dia o seu monumento a Deus, que ainda paira sobre a vida na Terra, estava terminado. Ele tinha realizado o primeiro e principal alvo da sua vida. Tinha construído 5 orfanatos; estava sustentando 2000 órfãos e tudo isso mediante a oração e a fé. Nesses anos todos ele nunca tinha pedido um xelim a ninguém!

Estava feito, finalmente. Os edifícios resistiriam meio século ou mais após a sua morte, e todos os que viessem a conhecê-los e à sua história também ficariam a saber que cada tijolo ali assentado fora pedido em oração.
Tinham-no chamado de independente, rebelde e até fanático. Talvez alguém que ouvisse a história noutro tempo, noutra terra, o chamasse de simplório e tivesse lá as suas dúvidas. Mas para muitos seria um sinal.
...
Aos 71 anos, ele e Susana (2ª esposa após enviuvar) deram início a uma série de viagens missionárias à Europa, Ásia e Estados Unidos. Jorge viajou 320 mil Kms, pregou em 42 países e manteve esse ritmo até aos 88 anos!
Jorge morreu em Ashley Down, Inglaterra, aos 93 anos. No dia anterior à sua morte ele ainda estava lidando com a correspondência do orfanato e afirmando que se sentia óptimo.

... A obra das crianças em Bristol, continua.
Jorge orava sempre para que após a sua morte os orfanatos não ficassem presos a tradições desgastadas. Ele se sentiria feliz em saber que agora, após terem sido vendidos todos os dormitórios de tijolos, as crianças são abrigadas em muitos chalés pequenos, que lhes dão a atmosfera de um lar cristão.
Mas a obra, com a sua sede na Casa Müller, uma antiga e grande mansão num bairro residencial de Bristol, ainda não realiza campanhas financeiras, mas confia em Deus para o seu sustento. Hoje, como no tempo de Jorge Müller, há um século, a obra é um monumento a um Deus verdadeiramente fiel.

Jorge Müller - Faith Coxe Bailey



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E delicie-se com o cântico - Toque em Minhas Mãos - Links 5M