sexta-feira, 24 de setembro de 2010

FUNDAMENTOS SÓLIDOS



«Escolhei hoje a quem sirvais... porém, eu e a minha casa, serviremos ao Senhor.» Josué 24:15.

       Há alguns meses, um senhor bem-vestido visitou a nossa escola. Entrou e perguntou pela D. Dália, que tinha sido a sua professora primária há 33 anos atrás. Há 26 que o senhor vivia nos Estados Unidos, mas estava numa viagem de negócios
e fez questão em procurá-la. Hoje, um engenheiro bem-sucedido, queria que ela soubesse que tudo o que tinha conseguido na vida, tinha sido graças aos ensinamentos e exemplo dela. Recebi, esta semana, um e-mail do Senhor Victor a contar que tinha sido um prazer rever a sua professora Dália Mateus.
       A construção de uma casa sólida requer sempre planos cuidadosos e escolha de construtores hábeis. É um dos empreendimentos mais exigentes que uma família pode fazer. Mais importante do que construir paredes é formar caracteres.
       Os alicerces não se vêem e, no entanto, são a parte mais importante da casa. Quanto mais o terreno à volta é perigoso, mais cuidado se deve ter em colocar os fundamentos. Jesus cresceu no Egipto durante os primeiros sete anos da Sua vida.

       Longe de multidões e de convívio com os da mesma língua, numa terra estranha, de Maria, Sua mãe, Ele aprendeu lições importantes para Se tornar o Filho do Homem. Nazaré era conhecida pela sua má reputação, no entanto foi o local escolhido por Deus para Jesus lá passar parte da Sua infância e juventude. Ele era social por natureza, mas não Se misturava com os jovens nas suas brincadeiras maldosas. Estava sempre pronto para ajudar, aliviar o sofrimento e carregar os fardos dos que se cruzavam com Ele.

       Como uma planta tenrinha exige cuidados especiais para se tornar uma árvore forte, os anos mais importantes para se formar um carácter sólido, são os primeiros. Uma criança necessita de carinho, segurança e regras bem definidas para se desenvolver harmoniosamente. Além de uma mãe e de um pai presentes, precisa de conviver com outros familiares, vizinhos
e membros da igreja e comunidade escolar.
       Existe muita sabedoria no provérbio africano que afirma
que «será preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.» Precisamos de estar todos do mesmo lado, a trabalhar e pedir a Deus que as nossas criancinhas recebam "nutrientes" suficientes para se tornarem fortes moral, física e intelectualmente.

«O objectivo da educação é tornar espelhos em janelas.» - Sydney Harris

Anne Nunes

Directora da "Academia da Criança" e Oficina de Talentos
R. Ponta Delgada, nº 1,  1000-239  Lisboa
Telemóvel - 919 264 994
anne.nunes@gmail.com



«EM BUSCA DA EXCELÊNCIA

Um novo ano lectivo está diante de nós, o que nos leva a reflectir em como a vida, desde a infância, é uma corrida de resistência e perseverança que premeia os mais bem preparados e mais decididos.

Desde os primeiros e titubeantes passos do bebé que as suas qualidades inatas vêm ao de cima. É a carga genética em todo o seu esplendor! Mas, a partir daí, o ambiente, a vivência familiar, a educação, começam cada vez mais a marcar o andamento da sua preparação para a vida. E da noção que os pais possam ter da sua missão como orientadores do seu desenvolvimento, depende grandemente a possibilidade da criança, do jovem, vir a alcançar a excelência na sua vida, em todos os
aspectos.

Como dizia um poeta persa do décimo século, «quando a árvore é pequena o jardineiro orienta-a como quer. Mas quando ela cresce, ele já não consegue endireitar-lhe as curvas e as sinuosidades.»

Num mundo cheio de problemas, mas também de oportunidades, o correcto balanço entre os afectos e as regras e limites que desde cedo se oferecem à criança no lar (pelos pais, avós e outros familiares), são, em grande parte, os alicerces do que ela virá um dia a ser, como adulto. Se a educação dos primeiros anos for bem sucedida, quando chegar a hora de se iniciar na escola, ela terá a capaciadde de compreender a importância da instrução escolar para a sua vida. Ela entenderá a escola não como algo desagradável e fastidioso, mas a oportunidade que lhe é dada de vir a ser alguém tão ou mais realizado profissionalmente e útil, como a sua mamã e o seu papá.

Se nos compararmos com outros povos menos afortunados do que nós, mas que põem a educação dos seus jovens num alto pedestal, nós, como sociedade e como povo, não ficamos muito bem colocados. Aos poucos, fomo-nos habituando a ver os resultados dos nossos educandos nivelados por baixo, deixando para trás a procura do ideal e da excelência, sem a qual o declínio da nossa sociedade será inevitável.

Por isso, como pais e educadores, pensemos bem o que esperamos dos nossos filhos quando nos prepararmos para os levar à escola.

Com amizade,

Samuel Ribeiro
Pediatra

Saúde&Lar

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A LEI DO AMOR



DIREÇÃO ÚNICA


«A  lei  do  Senhor  é  perfeita  e  restaura  a  alma;  o  testemunho  do  Senhor  é  fiel  e  dá  sabedoria  aos  símplices.» Salmo 19:7


       Há um sinal de trânsito muito comum e simples que é facilmente compreendido e interpretado até pelas crianças. É o sinal de sentido único. É uma seta horizontal ou vertical, indicando a direção a ser seguida - em frente, à direita ou à esquerda. É interessante notar que os bons motoristas tomam duas decisões muito importantes com relação a esse e aos demais sinais de trânsito. A primeira é não questionar a validade ou não dos sinais que encontram pelas ruas e estradas. A segunda: Obedecem aos sinais, pois sabem que todos eles têm propósitos bem definidos e que foram estabelecidos para a sua própria segurança
e bem-estar.

       Já pensou o que iria acontecer nas ruas das cidades e nas estradas, se fosse facultado
o direito a cada motorista, ou transeunte, de estabelecer as regras da sua própria conduta
e andar por onde quisesse e com a velocidade que desejasse? O trânsito do nosso velho mundo tornar-se-ia um caos e os acidentes multiplicar-se-iam ainda mais.

       Tendo como objectivo a ordem e o bem-estar de todos os seres humanos, Deus, que é todo amor, também estabeleceu sinais bem distintos para orientar o comportamento de todos nós. É a lei dos Dez Mandamentos. Esta lei divina, embora simples e concisa, é muito perfeita. Ela regulamenta todos os nossos actos, tanto em relação ao nosso próximo, como também para com Deus. Assim, sendo Deus um legislador sábio e perfeito, pergunto: Caber-nos-ia a nós, criaturas Suas, limitadas em sabedoria e entendimento, ficar a questionar a validade deste ou daquele mandamento? É claro que não! Cabe-nos unicamente obedecer, sabendo que eles foram estabelecidos com o propósito de desenvolver o nosso próprio
bem-estar. Foi muito a propósito que David escreveu no salmo 19, versos 7 e 8 (BLH):

«A lei do Deus eterno é perfeita e nos dá novas forças. Os Seus conselhos merecem confiança e dão sabedoria às pessoas simples. Os ensinos do Deus eterno são certos e alegram o coração. Os Seus ensinamentos são claros e nos dão sabedoria.»
       
Que o bom Deus nos ajude a ver toda a beleza e toda a importância da sua maravilhosa lei, os Dez Mandamentos. E que, mediante o poder da graça de Jesus e a constante orientação do Espírito Santo, possamos encontrar motivação e força para sermos filhos obedientes.


Rodolpho Gorski
UMA PALAVRA AMIGA



DEZ MENOS UM = ZERO

«Tu  ordenaste  os  Teus  mandamentos,  para  que  os  cumpramos  à  risca.» Salmo 119:4

       Imagine isto: Eu dou-lhe a receita de um bolo de chocolate. Escrevo tudo num papel - ingredientes, medidas e 30 minutos no forno, a trezentos graus. Você segue passo a passo
as indicações. Só muda um detalhe. Em vez de deixar o bolo no forno durante os trinta minutos, decide deixá-lo durante cinco horas. Sairía um pedaço de carvão.
       Imagine outro quadro. Você está com pneumonia e vai ao médico. Ele passa-lhe uma receita. Você segue tudo ao pé da letra, só que em vez de tomar o antibiótico de oito em
oito horas, você decide tomar todo o frasco de uma só vez. Morreria.

       Há pessoas que acham que as recomendações divinas não funcionam. Mas se observar, essas pessoas não seguem as prescrições divinas " à risca", como o salmista aconselha no versículo de hoje.
       Os eruditos não sabem quem foi o autor do salmo 119, mas quem quer que tenha sido, escreveu-o por inspiração divina. Com clareza e contundência.

       Os ensinamentos divinos não foram dados aos ser humano para que os discutisse ou
os adaptasse, mas para serem cumpridos "à risca". Qualquer outra atitude por parte do
homem é arriscada, perigosa e fatal.
       Escrevo esta meditação no avião que me transporta de São Paulo para Buenos Aires.
São exactamente 23:05 h. A hospedeira acaba de anunciar que o avião vai começar os procedimentos de descida. Estamos a terminar um voo de três horas e pergunto-me: O
que seria dos passageiros se o piloto decidisse não seguir um "pequeno detalhe" como
fazer descer o trem de aterragem?
Vale a pena rever os nossos "procedimentos" todos os dias. Estou a seguir "à risca" as recomendações divinas? Observar tudo e deixar de lado apenas um assunto, por mais insignificante que pareça, pode ser fatal.
       O que é que não está a funcionar na sua vida? O casamento? Os negócios? O relacionamento com os filhos? Olhe para os conselhos divinos e peça forças a Deus para seguir esses conselhos "à risca" e verá como muita coisa vai mudar.

Clame ao Senhor hoje e diga:
"Tu ordenaste os Teus mandamentos para que os cumpramos à risca."


Alejandro Bullón
JANELAS PARA A VIDA

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A LIÇÃO DO JARDINEIRO





«O Amor Floresce nos Pequenos Detalhes, como Gotas de Chuva que Humedecem o Solo, ou como o Sol Abundante que se faz Generoso, Distribuindo o seu Calor, a Ternura, a Simpatia, o Respeito, a Verdade.



São Detalhes de Suma Importância para que a Florescência do Amor seja Plena e Frutifique em Felicidade.»


        Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro para fazer a manutenção do seu jardim.
        Ao chegar a casa, o executivo viu que estava contratado um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.
        Quando o rapaz solicitou ao executivo permissão para utilizar o telefone, o homem não pôde deixar de ouvir toda a conversa.

        O rapaz ligou para uma senhora e perguntou:
        - A senhora está a precisar dum jardineiro?
        - Não, já tenho um.
        Foi a resposta.
        - Mas, além de aparar a relva, frisou o garoto, eu também tiro o lixo.
        - Nada demais.
        Retrucou a senhora, do outro lado da linha.
        – O meu jardineiro também faz isso.
        O garoto insistiu:
        - Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço.
        - O meu jardineiro também.
        Tornou a falar a senhora.
        - Eu faço a programação de atendimento o mais rápido possível.
        - Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente, nunca me deixa, nunca se atrasa.
        Numa última tentativa, o menino arriscou:
        - O meu preço é um dos melhores.
        - Não!
        Disse firme a voz ao telefone.
        - Muito obrigada. O preço do meu jardineiro também é muito bom.

        Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro:
        - Meu rapaz, você acabou de perder um cliente.
        - Claro que não!
        Foi a resposta rápida.
        – Eu sou o jardineiro dela. Fiz isto apenas para saber o quanto ela estava satisfeita comigo.

        Quando se fala do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro?

        E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do garoto?

        Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?

        Estamos a permitir que se acumule o lixo das mágoas, da indiferença e da mentira nos canteiros onde deveriam concentrar-se as flores da afeição mais pura e sincera?

        Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia, do respeito entre os nossos queridos e amigos, e atendendo às suas necessidades e carências, com rapidez?

        E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Estamos a utilizar chantagens emocionais, ou como o jardineiro sábio, cuidamos dos rebentos das afeições com carinho e os deixamos florescer, sem sufocar?


Autor Desconhecido

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

COM QUE FREQUÊNCIA DEVEMOS PERDOAR?


«Senhor, até quantas vezes o meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?» Mateus 18:21.

       Acho que terei uma dívida eterna para com Pedro. Pedro fala por todos nós. Gosto muito desse seu lado humano. Identifico-me com a sua experiência. Provavelmente, você também. Pedro não é um santo isolado, sentado num mosteiro e a orar a dia inteiro. Nas situações do dia-a-dia, ele diz o que pensa. Deixa clara a sua posição. Às vezes, é impulsivo e falador. Mas sempre é sincero.
       Um dia, Pedro foi ter com Jesus, e fez uma pergunta importante.
       - Mestre, - disse ele - se o meu irmão pecar contra mim, quantas vezes deverei perdoar-lhe?
       Sem esperar a resposta de Jesus, Pedro adiantou-se e respondeu à sua própria pergunta:
       - Sete vezes? (Mateus 18:21).
       Para Pedro, sete era um exagero. Ele presumiu que Jesus o aplaudiria.
       Os rabinos tinham um ditado: «Se uma pessoa pecar contra ti uma vez, perdoa. Se ela pecar contra ti duas vezes, perdoa. Se ela pecar contra ti três vezes, perdoa. Se ela pecar contra ti quatro vezes, retribui-lhe o pecado.» Eles achavam suficiente perdoar a uma pessoa três vezes. Depois disso, a justiça exigia retribuição.
       Pedro pensava que perdoar a um irmão sete vezes era ficar muito próximo da perfeição divina. Ele levou o perdão muito além da limitada ideia farisaica. Sete era mais do que o dobro das vezes que as rabinos estavam dispostos a perdoar. Sete era o número da perfeição.
       Imagine a surpresa de Pedro ao Jesus dizer: "Nao te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete." (Mateus 18:22). Como poderia perdoar a uma pessoa que o ofendeu 490 vezes? O nosso amoroso Pai poderia. Ele misericordiosamente permaneceu ao lado dos judeus durante séculos, concedendo-lhes a Sua misericórdia repetidas vezes. Enviou profeta após profeta, mensageiro após mensageiro. Depois, enviou o Seu próprio Filho, e eles crucificaram-n'O . Pacientemente, Ele ofereceu o perdão, embora Israel se revoltasse continuamente.
       Jesus queria que Pedro entendesse esta verdade vital, e Ele deseja que nós também a entendamos: O perdão não é medido pelo número de vezes que alguém nos ofende. O perdão está enraizado na própria natureza de Deus. É uma atitude de misericórdia, que não guarda rancor. Perdoa-se porque perdoar é aquilo que é correcto fazer. É o que Deus faria.

Mark Finley
Meditações Matinais - SOBRE A ROCHA


PERDÃO SENHOR!

Perdão, Senhor!
embora bem intencionado,
nem sempre acertei...


Eu queria ser flor... e fui espinho.
Queria ser um sorriso... e fui mágoa.
Queria ser luz... e fui trevas.
Queria ser estrela... e fui eclipse.
Queria ser contentamento... e fui tristeza.
Queria ser amigo... e fui adversário.
Queria ser força... e fui fraqueza.
Queria ser o amanhã... e fui o ontem.
Queria ser paz... e fui guerra.
Queria ser vida... e fui morte.
Queria ser sol... e fui escuridão.
Queria ser a calma... e fui o tumulto.
Queria ser sobrenatural... e fui terreno.
Queria ser lenitivo... e fui flagelo.
Queria ser AMOR... e fui decepção.


Recebe, Senhor,
em Tuas mãos de misericórdia e perdão
infinito,
o gosto amargo e contrito
desta minha ORAÇÃO.


Pe Roque Schneider

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ENGANOS DE SATANÁS


FRAUDE DEMONÍACA

«Tal como a nuvem se desfaz
e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde
habita o conhecerá jamais.»

Job 7:9, 10.

       Depois de eu ter pregado sobre a morte, numa série de reuniões evangelísticas nas Filipinas, um tufão varreu a cidade de Legazpi. Entre os ouvintes estava um oficial do exército muito atento ao ensino bíblico. Naquela noite, ele foi acordado pela ventania. As persianas eram arremessadas furiosamente contra as paredes de madeira da casa. O vento uivava por entre
as frestas das janelas. A chuva golpeava ruidosamente o tecto de zinco. Ao abrir os olhos, aquele oficial viu um vulto por cima da sua cama. Abismado notou que parecia ser a sua mulher!
       A sua pele era sedosa e impecável. O cabelo era longo, esvoaçante e negro. Os olhos castanhos eram brilhantes e atraentes. Ele estava quase certo de que era mesmo a esposa, não como seria aos 60 anos mas com a aparência de 35.
Ela aproximou-se e, com voz inconfundível, disse: "Querido, tenho saudades tuas. Gostava de te abraçar."
       Apesar de querer muito tê-la nos seus braços, ele lembrou-se da palestra
e do que diz a Bíblia: «Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará a sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais.» Job 7:9, 10. «Porque eles são espíritos de demónios, operadores de sinais.» Apocalipse 16:14. E « ... o próprio Satanás se transforma em anjo de luz» (II Coríntios 11:14).

       Então convenceu-se de que, apesar daquele vulto se parecer muito com
a sua mulher, não era ela. Olhou para cima e disse: "Em nome de Jesus Cristo, desaparece!" No dia seguinte, disse-me: "Ali mesmo diante dos meus olhos, aquele vulto desapareceu."

       Qualquer voz que quebre o silêncio dos mortos não é a voz de Deus. É a voz de um demónio fazendo-se passar por um querido morto. É típico do diabo aproveitar-se das pessoas nos momentos de maior dor. Ele «é mentiroso» (João 8:44). Usa médiuns, espíritas e videntes para contrariar o ensinamento da Palavra de Deus: «Os mortos não sabem coisa nenhuma.» Eclesiastes 9:5.

Abrace o ensinamento bíblico e estará a salvo de mil perigos.

Mark Finley
SOBRE A ROCHA

O MEU DEUS PESSOAL

«... porque Eu sou o Senhor que te sara.» Êxodo 15:26.

       Recentemente ouvi, num fórum da rádio, um dos convidados afirmar, com toda a convicção, que a sua vida, a partir de agora ia ser diferente porque tinha, a troco de grande recompensa monetária, contratado um guru pessoal. Alguém que estaria ao seu lado para lhe dar coragem, para lhe dar conselhos e orientações em tudo e sobre tudo, mas em especial para o ajudar a sentir-se bem consigo e com os outros.
       É extraordinário o facto de nós, que nos confiamos ao Senhor, não necessitarmos de coisas deste género que estão tanto na moda.
       É o Criador de todo o universo, Aquele que nos criou, que afirma: “Sou Eu quem te sara!” Isto significa que cada vez que reclamamos a Sua ajuda, o Senhor, por amor, está disponível para mim, para ti, preocupado com o nosso bem-estar e pronto a ajudar.
       Contudo, Deus deseja operar uma grande revolução na nossa vida. Ele deseja um povo que experimente, dia após dia, as maravilhas de viver debaixo do Seu poder, do Seu amor. Mas, muitas vezes cometemos a mesma incoerência que o povo de Israel cometeu, esquecemo-nos de ter presentes, na nossa mente os muitos pequenos e grandes milagres que o Senhor operou continuamente na nossa vida. Demoramo-nos mais a pensar no sofrimento e nos espinhos, do que nas curas que o Senhor já operou e naquelas que, certamente, poderá vir a fazer.
       Assim, querido amigo, quero convidar-te, nesta manhã, a fazeres um pequeno exercício: consta em olhares para o teu relacionamento com Deus, e contares (usa um papel se necessário) algumas das bênçãos que o Senhor já derramou sobre ti e sobre os teus.

Porque tu tens o DEUS PESSOAL que vela e espera por ti.

Rúben Abreu
BOM DIA com O LIVRO


«Então Jesus aproximou-se deles e disse-lhes: "Foi-Me dado todo o poder no céu e na terra. ... E saibam que estarei sempre convosco até ao fim do mundo."» Mateus 28:20.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

DECIDIR CONFIAR


«No dia em que eu temer, hei-de confiar em Ti.» Salmo 56:3.

Estávamos em plena guerra de África, em Moçambique.
Eu integrava uma coluna de cerca de 500 homens que se deveriam dirigir para um local distante, onde se supunha iríamos encontrar um grupo numeroso de resistentes "inimigos".
Como era o único profissional de saúde responsável por aqueles militares, tiveram o cuidado de me colocar bem no centro da coluna, para ficar protegido e, se necessário, poder socorrer, também melhor, os companheiros. Durante sete horas caminhámos na escuridão da noite, em fila indiana e em marcha rápida, em completo silêncio, com excepção do som surdo dos nossos passos. Para além do pisteiro autóctone que abria a coluna, nenhum de nós conhecia o caminho, nem o destino. À nossa volta, o potencial perigo era constante.
Já os primeiros raios do esfuziante sol africano começavam a iluminar a savana, quando chegámos, finalmente, todos ao destino. Estávamos completamente arrasados, mas em segurança. Nenhum de nós sofreu qualquer percalço e, felizmente, também, o inimigo tinha desaparecido! Tínhamos confiado no nosso guia e ele não nos defraudou.

Vivemos num mundo escuro e conflituoso em que muitas vezes o caminho a seguir se torna totalmente desconhecido e ameaçador.
É em momentos assim que, tal como o salmista, somos chamados a colocar toda a nossa confiança no nosso Guia celestial. É esta, também, a essência da fé:
decidir confiar no Senhor, mesmo contra todas as evidências humanas.
A verdadeira fé leva-nos, assim, a continuar a caminhar, mesmo que seja na escuridão, dando, se necessário for, um salto no desconhecido, mas acreditando sempre que do outro lado estão os braços eternos do nosso Amoroso Deus.
Mas decidir confiar não é, humanamente, uma decisão fácil. Por isso o Senhor Jesus Se interrogou: «Quando, porém, vier o Filho do homem, porventura achará fé na Terra?» (Lucas 18:8).
Como cristãos que esperam a Sua breve volta, somos chamados a confiar sempre no Senhor e a não ter medo do futuro. Foi Cristo que inspirou o apóstolo Paulo a escrever: «Tendo por certo isto mesmo: que Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo» (Filipenses 1:6).


Não é esta uma maravilhosa promessa? Que o Senhor lhe conceda um dia cheio de vitórias da fé.


Samuel Ribeiro
Médico Pediatra da Grande Lisboa


DEUS ESTÁ CONNOSCO

Deus é o nosso refúgio e a nossa força;
é a nossa ajuda nos momentos de angústia.
Por isso, não temos medo,
mesmo que a terra se ponha a tremer,
mesmo que as montanhas se afundem no mar;
mesmo que as águas rujam furiosas
e os montes tremam com o seu embate.

Um rio alegra com os seus canais a cidade de Deus,
a mais santa entre as moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela, não pode vacilar;
Deus irá em seu auxílio ao romper do dia.
As nações murmuram, os reinos agitam-se.
Ele faz ouvir a Sua voz e a terra desfaz-se.


O Senhor Todo-Poderoso está connosco!
o Deus de Jacob é o nosso refúgio!


Venham contemplar as obras do Senhor,
as coisas surpreendentes que Ele fez sobre a terra.
Ele acaba com as guerras no mundo inteiro;
quebra os arcos e despedaça as lanças;
põe fogo aos escudos!
Parem! Reconheçam que Eu sou Deus!
Serei supremo entre as nações,
supremo em toda a terra!


O Senhor Todo-Poderoso está connosco!
O Deus de Jacob é o nosso refúgio!


Salmo 46

sexta-feira, 13 de agosto de 2010



Jesus de Nazaré e Gandhi: dois homens que marcaram a História.
Duas épocas, duas mensagens, com suas convergências e divergências.


Não tenho televisão, e raramente assisto a um filme. Questão de higiene mental. No entanto, assisti a um filme sobre a vida e obra de Mahatma Gandhi. Filme notável sobre um homem notável, um homem de grande humildade, com enorme respeito pela vida, de uma paciência a toda a prova, corajoso, tolerante, engenhoso, benévolo compreensivo.

Paralelismo
Explico: até certo ponto, existe um paralelismo surpreendente entre a vida do Carpinteiro de Nazaré e a do pequeno advogado de Porbandar.

1 - No ano 27 da nossa era, no momento em que Cristo começava a Sua vida pública, a Palestina estava ocupada pelas tropas romanas, governada e administrada segundo as leis que regiam o Império Romano.
2 - Em 1915, no momento em que Gandhi regressava ao seu país, a Índia estava ocupada pelas tropas britânicas, submetida às leis e regulamentos vigentes no Império Britânico.

Os judeus do ano 27 e os habitantes da Índia de 1915 tinham:

Uma mesma aspiração: recuperar a liberdade.
Um objectivo idêntico: obrigar a nação ocupante a retirar-se.
Uma preocupação semelhante: encontrar um libertador, um homem capaz
de levar a cabo a reconquista do território nacional.

1 - Impressionado pela mensagem e sobretudo pelos poderes extraordinários de Cristo (curas, multiplicação dos pães, etc.), o povo judeu viu n´Ele um comandante, um chefe com a capacidade necessária para expulsar os romanos da Palestina.
2 - Entusiasmados com o êxito obtido na África do Sul por Gandhi, onde, com a ajuda do seu método chamado «desobediência civil não violenta», fez ceder o governo inglês, os seus compatriotas na Índia ficaram convencidos de que Mahatma tinha o poder para conduzi-los vitoriosamente – em detrimento do poder britânico – pelo caminho que levava à independência.

O resto é conhecido:
1 - Jesus negou-Se a aceitar o pedido do povo.
2 - Gandhi aceitou-o.

1 - Jesus procurou indicar que a única e verdadeira libertação é aquela que muda os corações e transforma as mentalidades; a que extirpa as más tendências do coração humano: egoísmo, orgulho, ódio, inveja, cobiça, ciúme, ansiedade, crueldade, suspeita, mentira, desonestidade, etc. Aquela que o homem não pode obter por si mesmo e que só Deus pode oferecer-lhe. Romanos 7:14-25;
João 8:31-36;
2 - Gandhi aceitou sabendo que teria de pôr em prática todos os seus recursos para mudar as mentalidades. Para tirar dos corações o ódio, o rancor e o ressentimento para com o opressor inglês. Percorrendo o país em todas as direcções, durante mais de trinta anos, Mahatma pôr-se-ia inteiramente à disposição dos seus concidadãos hindus e muçulmanos. Incansavelmente, ensinaria, rogaria, jejuaria, educaria, daria exemplo, perfilaria e diversificaria as aplicações da sua «desobediência civil não violenta».

Em 1947, a Índia conseguiu a sua independência. A acção não violenta de Gandhi e dos seus concidadãos permitiu reduzir ao máximo os derramamentos de sangue, os confrontos entre as forças antagónicas.

O Fracasso da «Não Violência»

No entanto, a hora da violência haveria de chegar.
Unidos durante muito tempo na sua luta não violenta contra o ocupante inglês, hindus e muçulmanos defrontaram-se perante as novas realidades. Realidades políticas, religiosas, sociais, económicas; ambições, cobiças, ódios, ciúmes, suspeitas ressurgiram. As duas comunidades enfrentaram-se com violência. Sucederam-se os assassinatos e os massacres. Era a guerra civil.
Quando a sangrenta loucura de uns e outros se apaziguou, teve que se lamentar cerca de um milhão de mortos!

Este acontecimento tornaria sombrios os últimos meses da vida de Gandhi. Cheio de tristeza, reconheceu diante dos seus companheiros que fracassara no seu intento de converter o homem num ser não violento...

O Erro de Gandhi?

Com uma grande ideia, um nobre intento, pode-se motivar, mobilizar, arrastar os homens numa determinada direcção.
Com uma grande ideia, um nobre intento, não se pode mudar os seres humanos, de maneira real e duradoura.

Verdadeira Transformação

Só o Deus do Evangelho pode transformar verdadeiramente o ser humano.
...
«O homem, escravo do pecado: Sabemos que a lei vem de Deus, mas eu sou um homem fraco, vendido como escravo ao pecado. Nem me compreendo, pois não faço aquilo que queria fazer e faço o mal que detesto. Ora, se eu faço aquilo que não quero, estou a aprovar a lei, como se fosse boa. Não sou eu que faço isso, mas é o pecado que está em mim. Pois eu sei que o bem não habita em mim, quer dizer, na minha natureza. Embora tenha o desejo de praticar o bem, não sou capaz disso. Não faço o bem que eu quero, mas faço o mal que não quero. Ora, se eu faço o que não quero, é porque não sou eu quem faz isso, mas o pecado que está em mim.
Encontro pois em mim esta regra: quando eu quero fazer o bem, faço mas é o mal. Cá no meu íntimo, eu quero seguir a lei de Deus, mas vejo que no meu corpo há uma outra lei que está contra a lei da minha inteligência. É isso que me torna prisioneiro da lei do pecado que está no meu corpo.
Que homem infeliz eu sou! Quem me libertará deste corpo que me leva à morte? Sejam dados louvores a Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo! Pois eu estou ao serviço da lei de Deus com a minha inteligência, embora sujeito à lei do pecado, com a minha natureza humana.» S. Paulo aos Romanos 7:14-25

«A Verdade é libertadora: Disse então Jesus aos judeus que tinham acreditado n'Ele: se obedecerem fielmente ao Meu ensino, serão de facto Meus discípulos. Conhecerão a Verdade e ela vos tornará homens livres. Eles responderam: " Nós somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer que vamos ficar livres?" Jesus respondeu: "Declaro-vos que todo aquele que peca é escravo do pecado. Um escravo não fica na família para sempre, mas um filho pertence sempre à família. Se realmente o Filho vos torna livres, então vocês ficam mesmo livres.» João 8:31-36

BÍBLIA SAGRADA em Português Corrente - Tradução Interconfessional da Sociedade Bíblica de Portugal
Tradutores: António Augusto Tavares; António Pinto Ribeiro Júnior; João Soares Carvalho; Joaquim Carreira das Neves; José Augusto Ramos; Teófilo Ferreira.


«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai, senão por Mim.»
João 14:6


Michel Ballais

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

       TEMPO SÓ PARA A MAMÃ


       Tudo o que eu queria esta manhã era uma meia hora sozinha, trinta minutos de paz e silêncio para preservar a minha sanidade. Nada de mamã-faz-isto, mamã-preciso-daquilo, mamã-ele-bateu-me, mamã-entornei-sumo-no-sofá. Apenas eu, um banho quente de espuma e nada mais.
       Eu não devia sonhar tão alto.
       Depois de enviar os dois mais velhos para a escola, pus o menor sentado à frente da TV e disse:
       - Querido, ouve com atenção. A tua mamã vai explodir. Ela está perdendo a cabeça. Está à beira de um ataque de nervos. Tudo isto por ter filhos. Estás a entender-me?
       Ele acenou vagamente enquanto cantava: - O Barney é um dinossauro na nossa imaginação...
       - Está bem. Se tu quiseres ser agora um garotinho bonzinho, vais ficar aqui sentado a assistir ao Barney enquanto a mamã toma um banho delicioso, quente, pacífico, relaxante. Não quero que me perturbes. Quero que me deixes sozinha durante trinta minutos. Não te quero ver ou ouvir. Certo?
       Aceno.
       - "Bom dia, meninos e meninas..." – ouvi o apresentador dizer na televisão. Fui para a casa de banho com os dedos cruzados. Fiquei olhando a água a encher a banheira. Vi o espelho e a janela ficarem cobertos de vapor. Observei a água a tornar-se azul com os sais de banho. Entrei.

Ouvi uma batida na porta.
       - Mamã! Mamã? Estás aí, mamã?
       Aprendi há muito tempo que ignorar os meus filhos não faz com que se vão embora.
       - Sim, estou aqui. O que queres?
       Houve uma longa pausa, enquanto ele tentava decidir o que queria.
       - Olha, posso comer alguma coisa?
       - Tu acabaste de tomar o pequeno almoço. Não podes esperar um pouco?
       - Não. Estou morrendo de fome. Preciso de comer agora.
       - Está bem. Come uma caixa de passas.
       Ouvi os passos dele a ir para a cozinha, ouvi enquanto puxava cadeiras e banquinhos, tentando chegar à prateleira das passas, senti o chão vibrar quando pulou da bancada da cozinha, e ouvi - o a correr de volta para a sala da TV. "Oi, Susie! Tu sabes de que cor é
a relva...?"

       Toc, toc, toc.
       - Mamã? Mamã? Estás aí, mamã?
       Suspiro.
       – Sim, ainda estou aqui. O que queres agora?
       Pausa.
       – Olha,... eu também preciso de tomar banho.
       - Queridinho, tu não podes esperar até que eu termine?
       A porta abriu-se levemente.
       - Não. Preciso de tomar banho agora. Estou sujo.
       - Sujo! Tu estás sempre sujo! Desde quando te incomodas com isso?
       A porta abriu-se toda.
       - Eu preciso mesmo de tomar banho, mamã.
       - Não, não precisas. Vai-te embora.
       Ele ficou de pé no meio da casa de banho e começou a tirar o pijama.
       - Vou entrar contigo e tomar banho também.
       - Não! Tu não vais entrar comigo e tomar banho! Eu quero tomar banho sozinha! Quero que te vás embora e me deixes em paz!
       Comecei a parecer o garotinho de três anos com quem argumentava.
       Ele subiu na beira da banheira, balançando-se cuidadosamente, e disse:
       - Vou entrar contigo, está bem, mamã?
       Comecei a berrar.
       – Não! Não está bem. Quero tomar banho sozinha! Não quero dividir! Não quero ninguém comigo!
       Ele pensou um pouco e disse:
       - Tudo bem. Vou só sentar-me aqui e tu podes ler-me um livro. Não vou entrar, mamã, até que acabes.
       Deu-me um sorriso charmoso, de derreter corações.

       Passei então a minha manhã-sozinha lendo: "Um peixinho, dois peixinhos, ..." para um garotinho nu sentado na borda da banheira, com o queixo apoiado nos joelhos, os braços em volta das pernas curvadas, um sorriso leve nos lábios.


       Por que lutar? Não demora muito até que eu tenha todo o tempo-a-sós que quiser. E irei então provavelmente sentir falta de não ter mais tempo-juntos.


Crystal Kirgiss
Histórias para o Coração da Mãe (Adaptado)



sexta-feira, 30 de julho de 2010

A ANSIEDADE


«Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos, quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestido?» Mateus 6:25.

       Encontrava-me no escritório da Escola, na Missão de Munguluni, em Moçambique. Apercebi-me de alguém que estava à porta, querendo falar comigo. Era o Molesse, um aluno, que se mostrava muito angustiado. Estava com um problema que não conseguia resolver. Depois de o ouvir, tranquilizei-o, dizendo-lhe que eu tomaria o caso à minha responsabilidade e que o seu problema se resolveria. Agradeceu-me e saiu.
       Ouvi cantar. Saí para ver quem cantava. Era o Molesse que cantava despreocupadamente. Toda a sua ansiedade tinha desaparecido.

       Ansiedade é um estado desagradável, exprimindo a expectativa de um perigo que se apresenta impreciso e indefinido e perante o qual o indivíduo se sente indefeso. Além da tensão difusa que a caracteriza, a vivência da ansiedade acompanha-se muitas vezes de reacções somáticas. (Sintomas físicos).
       Não importa se se é rico ou pobre, culto ou inculto, nobre ou plebeu, para sofrer de desânimo e adquirir consequências muito graves. No ambiente em que o cristão está inserido, a ansiedade tem um grande poder que o enfraquece, no que respeita ao seu estado psíquico, físico e espiritual, tornando-o permeável e, como consequência, menos resistente na luta diária que tem de travar. É por isso que encontramos tanta gente desanimada, e a sofrer de doenças mentais, ligeiras ou mesmo graves.
       O apóstolo Pedro aconselha-nos: «Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós» (I Pedro 5:7). Deus conhece o dia de amanhã, e é Ele que nos convida a não andarmos ansiosos, deprimidos, stressados, nem perplexos.
       Tem um grave problema com o seu filho ou filha, algo que o angustia? O seu marido ou esposa tem uma doença? Está à espera de um exame clínico e pressagia um resultado desfavorável? Não tem confiança no dia de amanhã? Está desempregado ou desempregada? Lembre-se que Jesus o (a) pode acalmar dando-lhe plena confiança. Lembre-se que o dia de amanhã ainda não está criado. Ele ainda não existe. Só Deus é que tem nas Suas mãos o dia de amanhã. Vá, usando toda a certeza, em oração a Deus, e entregue nas Suas mãos todas as suas angústias. Em Cristo está a solução.
       Diz Jesus aos angustiados modernos: «Não andeis cuidadosos (ansiosos).» Leia muitas vezes esse conselho dado por Jesus, até acreditar nele. Não se deixe abater pelas dificuldades que o diabo põe no seu caminho. Jesus sabe o que está a dizer e porque o está a dizer. Ele tem nas Suas mãos todas as soluções.

Se hoje, prezado leitor, está deprimido, angustiado, lembre-se de que Jesus lhe está a dizer: «Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida... Decerto o vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas.» (Mateus 6:25, 32).

José Albino F. Vieira


SEM STRESS - Novo Estilo de Vida
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domingo, 25 de julho de 2010

«SÊ FORTE E CORAJOSO»




ARRUACEIROS SURPREENDIDOS

«Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares.» Josué 1:9.

Mary Slessor, de 16 anos de idade, caminhava pela estreita rua de uma favela em Dundee, Escócia. A felicidade brilhava nos seus olhos azuis, enquanto ela pensava nas histórias que contaria às crianças na escolinha bíblica.
Mais adiante, oculto pela sombra de uma casa, estava um grupo de rapazes sujos e maltrapilhos.
- Lá vem ela! - anunciou um deles.
- Esperem até ela passar, depois nós atacamos! - ordenou o líder.
- Oi, rapazes! - disse Mary cumprimentando-os ao passar. - Vocês vão à escola bíblica hoje?
- Não! - gritaram eles, enquanto formavam um círculo ao redor dela. - Não queremos saber nada das suas histórias boazinhas. É melhor parar com essas aulas de Bíblia!
O líder começou a girar um peso de chumbo preso a uma corrente, em círculos que chegavam cada vez mais perto da cabeça de Mary. Ela podia sentir o vento que aquilo produzia.
- Se não se quiser machucar, deixe-nos em paz - ameaçaram os garotos.

Mary ficou absolutamente imóvel. Mesmo quando o chumbo passou a uma fracção de centímetro da sua testa, ela não se amedrontou. "Sê forte e corajosa", disse Mary a si mesma. "Não temas, pois estás fazendo o trabalho de Deus, e Ele está contigo. Ele te fortalecerá."
A mão do líder caiu, e o chumbo retiniu no pavimento da rua.
- Ela é corajosa! - disse ele aos seus companheiros. - Não conseguimos assustar Mary Slessor!
Os rapazes recuaram e abriram passagem para ela. Alguns dos arruaceiros se retiraram, mas outros a seguiram até à escola bíblica.
Alguns anos mais tarde, Mary foi sozinha para a África, como missionária. Lá, também, se recusou a tomar o caminho fácil da fuga. Tão pouco perdeu o seu tempo lutando. Enfrentou corajosamente tribos governadas pela bruxaria, onde a tortura por envenenamento e óleo a ferver eram práticas aceites. Conquistou-lhes o respeito porque foi suficientemente corajosa para dialogar com os chefes de igual para igual.

Mantendo a Amizade
«A luta e a fuga pioram os conflitos. Enfrentar o problema coloca em foco o conflito. Dá à outra pessoa a liberdade de ajudar a resolvê-lo. Abre espaço para uma solução.»

Dorothy Eaton Watts
Amigo é Para Essas Coisas - Inspiração Juvenil

SE

Se és capaz de manter a tua calma,
quando todo o mundo ao redor já a perdeu
e te culpa;
de crer em ti quando estão
todos duvidando, e, para estes,
no entanto, achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar
sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso;
ou, sendo odiado, sempre ao ódio
te esquivares, e não parecer bom demais,
nem pretensioso.

Se és capaz de pensar, sem que a isso,
só, te atires; de sonhar, sem fazer
dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Derrota e o Triunfo,
conseguires tratar da mesma forma a esses
dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
em armadilhas as verdades que disseste,
e as coisas por que deste a vida,
estraçalhadas, e refazê-las,
com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
e perder; e, ao perder, sem nunca
dizer nada, resignado tornar
ao ponto de partida.
De forçar o coração, nervos,
músculos, tudo a dar seja o que for
que neles ainda existe,
e a persistir assim, quando,
exausto, contudo resta a Vontade em ti
que ainda ordena: - Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe
não te corromperes, e, entre reis,
não perder a naturalidade.
E, de amigos, quer bons, quer maus,
te defenderes; se a todos podes ser
de alguma utilidade.
E, se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo o valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo!
E, o que é muito mais,
És um HOMEM, meu filho!


Rudyard Kipling