domingo, 25 de abril de 2010

CHAMADOS PARA A LIBERDADE



«Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de servidão.» Gálatas 5:1.

       O dicionário Houaiss de Língua Portuguesa, define a liberdade como o "grau de independência legítimo que um cidadão, um povo ou uma nação elege como valor supremo, como ideal" (p. 2270). Embora o conceito de liberdade seja dos mais ambíguos, ele é considerado como condição imprescindível para uma vida humana plenamente feliz.
       É interessante constatar que no Novo Testamento a ideia de liberdade tem um papel relativamente restrito. Isso é visível, por exemplo, em termos de vocabulário. O substantivo liberdade apenas aparece 10 vezes, o adjectivo apenas aparece 21 vezes e o verbo apenas 7 vezes. E se considerarmos que as epístolas aos Gálatas e aos Romanos contêm metade da frequência destas palavras, podemos verificar que para o resto do Novo Testamento o vocabulário que trata da liberdade é reduzido.
       Também no conceito de liberdade há uma diferença. Enquanto que no pensamento grego, o homem livre é aquele que dispõe de si próprio em oposição ao escravo, e que para os estóicos o homem livre era também o homem que vivia desapegado das contingências exteriores e das paixões humanas, e que não tinha nenhum mestre nem mesmo deus; para Paulo, a liberdade consistia no facto de que o ser humano escolhia renunciar a ser livre e aceitava ser conquistado por um outro. (Filipenses 3:12).
       O Novo Testamneto não fala de liberdade absoluta. Para o Novo Testamento, o ser humano só se torna livre se voltar à condição de ser obediente. É por isso que no Novo Testamento é preferível falar de libertação do que de liberdade. A condição livre do homem não é caracterizada por uma lenta educação e evolução fundadas num ideal de liberdade humanas, mas é fundada pela fé no gesto libertador cumprido por Jesus Cristo, que libertou o Homem da escravidão do pecado, da escravidão dos seus próprios desejos e inclinações (Romanos 6:18, 19, 22).
       Esta libertação originou no Homem uma nova condição de vida, a condição de filho, que se traduz numa vida orientada e dirigida pelo Espírito (I Coríntios 6:19; 7:22) ao serviço da justiça e de Deus. A liberdade é, pois, essencialmente um dom (Gálatas 4:7) e uma experiência de vida, na qual o cristão escolhe viver na perfeita dependência de Deus.
Sem ser cristão, Abraham Heschel, filósofo judeu, traduziu assim o que entendia por liberdade e que está em completa harmonia com o pensamento bíblico:

«A liberdade não significa o direito de viver arbitrariamente; ela significa a capacidade de viver espiritualmente, de se elevar a um nível superior da existência.» - Dieu en Quête de l´Homme, p. 433.

Artur Machado


UM DEUS LIBERTADOR

O cume do monte cobriu-se com uma espessa nuvem que se foi tornando cada vez mais negra e mais densa. Desceu até que a montanha toda ficou envolta em trevas e em pavoroso mistério. O povo, atemorizado, observava ao pé da montanha, em ordem perfeita. Da espessa escuridão surgiam relâmpagos e trovões que retumbavam nas alturas. O monte fumegava e estremeceu violentamente quando Deus desceu sobre ele em fogo. Todo o povo de Israel tremia de medo. Até mesmo Moisés, o seu dirigente, e amigo de Deus, exclamou: "Sinto-me aterrado e trémulo" Hebreus 12:21.
Quando cessaram os trovões, apagaram-se os relâmpagos e a terra ficou quieta, produziu-se um solene silêncio através do qual se fez audível a voz de Deus que dizia: "Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, da terra da servidão." Êxodo 20:2.
Os israelitas tinham sofrido um cativeiro de 430 anos no Egipto. Eram escravos. Sofreram o açoite, a opressão, a injustiça e toda a amargura decorrente de tal condição. Graças à misericórdia de Deus, saíram do Egipto, guiados por Moisés, rumo à liberdade que o Senhor lhes concedia.


UMA LEI PARA A HUMANIDADE

Deus não estava entregando a Sua Lei moral para benefício exclusivo dos hebreus. Honrou-os, fazendo-os guardiões e zeladores da Sua Lei, mas deviam entregá-la como um legado para o mundo todo. Deus deu-a para instrução e para uma vida moralmente livre que beneficiaria todos os homens.
A Lei moral de Deus é formada por 10 preceitos, breves, abrangentes, que incluem os deveres do homem para com Deus e para com os seus semelhantes. Todos são uma expressão do amor de Deus e constituem a explicação de uma vida moral livre baseada no amor e estruturada para amar. ...
Toda a nossa vida transcorre em relacionamentos com o nosso próximo. Não devemos vivê-la para a satisfação do egoísmo pessoal. Mas para o bem de todos e em harmonia com as ordens de Deus. Respeito mútuo é um acto de verdadeira liberdade.
O decálogo é a Lei do amor. Se o ser humano cumpre esta Lei, será realmente livre.
Livre para amar!


Mário Veloso
LIVRE PARA AMAR

terça-feira, 20 de abril de 2010

VOCÊ É IMPORTANTE


(O) amor (de) Deus consiste nisto: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e nos enviou o Seu Filho, para que os nossos pecados fossem perdoados. I S. João 4:10

        Conta-se que certa vez o mestre Paganini ao dar um concerto, uma corda do seu violino partiu-se. O músico, porém, continuou a tocar. De repente outra corda se partiu. E ainda outra, até que o violino ficou somente com uma corda. No fim do recital, o músico foi aplaudido com grande entusiasmo. Alguém sussurrou ao ouvido de Paganini:
        - Só um mestre como você, poderia ter dado um concerto com um violino de uma corda só.
        - Acontece que esta única corda é a mais preciosa que todas as demais, porque sem ela seria impossível fazer o que fiz - respondeu Paganini.

        Numa orquestra todos os instrumentos são muito importantes. Se a orquestra for grande, poderá ter 12 violinistas que tocam todos a mesma coisa, ao mesmo tempo. Esse maior número de instrumentos dá à música um som mais volumoso. Mas cada músico é um artista capaz de tocar qualquer peça, por mais difícil que seja. Cada um deles seria capaz de dar um concerto sozinho... No entanto, só em dados momentos, em certos trechos, é que um dos violinista é escolhido para fazer um solo com o seu violino. Neste caso, os outros violinistas silenciam ou tocam música de fundo, muito baixinho.
        Um dos violinistas de uma grande orquestra começou a ficar desanimado. Havia mais de cem músicos na orquestra. O som e a música eram tão extraordinários e possantes, que ele começou a perguntar-se se a sua contribuição realmente era importante. Se a sua presença ou ausência faria qualquer diferença no conjunto.
        Então veio o dia em que o desânimo tomou completa posse do nosso amigo. Como nas outras vezes, veio ao ensaio com todos os outros, mas resolveu fazer uma experiência. Decidiu que seguraria o violino na posição certa e que colocaria também o arco na posição correcta, mas não tocaria nas cordas do violino. No meio de tantos outros violinistas, quem poderia percebê-lo?
Então começou o ensaio. Depois de alguns momentos, o maestro da orquestra fê-la parar abruptamente. Baixando a batuta olhou em direcção aos violinistas: "Alguém... alguém... não está tocando!" E apontou na direcção daquele violinista silencioso.
        Ele sabia, agora, com certeza, que o seu violino fazia diferença e tinha o seu valor na grande orquestra.


       
Você também tem valor, e faz diferença se toca ou deixa de tocar na grande orquestra de Deus. Talvez você mesmo não perceba, mas o seu Regente sabe muito bem se você está tocando ou não.

Lembre-se:

VOCÊ É IMPORTANTE PARA DEUS.

Autor Desconhecido

terça-feira, 13 de abril de 2010

BUSCAI E ACHAREIS


Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Mateus 7:7

       Com grande expectativa, embarcámos nos botes de borracha para experimentar o nosso primeiro passeio pelos rápidos do rio Ocoee.
        Chuck já tinha experiência, mas para nós era a primeira vez. Foi uma aventura emocionante ser atirados de um lado para o outro dos impressionantes rápidos. De repente, o nosso bote ficou encalhado nas pedras. A água jorrava dos dois lados. Tentámos balançar e soltar o bote com os remos, mas nada funcionou.
        Chuck saiu para aliviar a carga. No mesmo instante, a força da água fez com que ele soltasse o remo. Horrorizados, observámos o nosso guia ser levado pela correnteza abaixo, deixando-nos lá em cima – não necessariamente secos! Mas com o bote agora mais leve, conseguimos sair do lugar e mais tarde apanhámos Chuck no lugar onde ele se tinha agarrado a uns galhos.
       Ao nos aproximarmos do fim do passeio, Chuck apalpou o seu bolso. “Ai, não! A minha carteira desapareceu!” Seria completamente impossível encontrar uma carteira num rio caudaloso, mesmo dentro de um saco de plástico! Era uma perda significativa.
       Desinflar o bote levou algum tempo, e quando nos dispusemos a voltar para a estrada,
a água do rio foi desviada para fins de electricidade. Agora havia meras poças onde horas antes tinha havido ferozes rápidos. Quando Chuck apontou para a pedra onde ficáramos presos, o meu esposo disse:
        - Bem, não havendo agora mais água ali, vamos procurar a carteira.
        - De maneira nenhuma! Impossível! - E os incrédulos balançaram a cabeça.
        Orámos, e enquanto Chuck se dirigia ao leito do rio, ele orou novamente. “Senhor,
eu deveria ter sido mais cuidadoso com a minha carteira. Se quiseres que eu aprenda uma lição, está bem. Mas se quiseres que eu a encontre, mostra-me aonde procurá-la.”
        Chuck viu os galhos aonde se tinha agarrado algum tempo antes e dirigiu-se para lá. Olhando para baixo, viu um saco de plástico balançando entre os galhos.
        Seria mesmo?
        Sim, lá estava a sua carteira.

Kay Kuzma
UM LUGAR DE PAZ


A BELEZA DA ORAÇÃO

A oração autêntica é orgânica – cresce a partir da sua própria
vida, personalidade, necessidades e ritmo. Cada dia e cada
momento estão repletos de oportunidades de oração.
Se aproveitarmos esses momentos, abrir-nos-emos
ao maior dos enriquecimentos e à mais eficaz das terapias.

Há muitas pessoas que pensam que não são capazes de orar,
consideram a oração um privilégio das pessoas
que frequentam a igreja, algo que assenta bem
aos velhos ou aos santos.

Por andarem sempre ocupados, tendem a subestimar
facilmente as possibilidades de oração que têm.

A oração não é só para especialistas.
A oração é para si e para mim. Ela conduz
Àquele que dá resposta a todos os corações orantes.


Keith McClellan

quinta-feira, 8 de abril de 2010

ALEGORIA DAS VIRTUDES



A Vontade ganhou asas e subiu...
Havia esquecido a bússula, mas isso pouco importava;
o importante era voar...
Ela quis e por isso foi. Ela era a Vontade.
Desnorteada e impulsiva,
viajava num voo frenético, rumo à consumação do querer!...

Pelo meio do céu,
(numa dessas ocasionalidades inconcebíveis)
ela se encontra com a Prudência.
Esta, vinha por um trilho certo.
Parecia percorrer uma rua naturalmente invisível,
no cosmos. Ia com cautela!
Sabia para onde ia e o que pretendia.
Não tinha pressa...
Afinal de contas, não havia razão para isso.

Por pouco não esbarrou na temperamental Vontade!
Achando que fora proposital
o facto da Prudência cruzar o seu "caminho",
a Vontade cumprimenta a interlocutora aos gritos!
(Como se esta fosse culpada de alguma coisa!...)
A Prudência placidamente pede desculpas
(por uma falta que não cometera)
e segue pelo caminho.

Comovida com a bondade da Prudência,
a impulsiva Vontade volta-se e busca entendimento.
A Prudência não mede esforços a fim de demonstrar carinho
para com a orgulhosa Vontade.
Tendo o íntimo quebrantado,
a Vontade une-se à Prudência
e juntas percorrem o invisível
caminho do espaço.

A última, ao travar
contacto com a sua companheira,
muito aproveita e com vagar se transforma.
Cautelosamente aprende
que os arroubos comedidos são igualmente indispensáveis.

Quando o amor
transformou as duas virtudes em uma,
elas vieram para a Terra
a fim de ensinar aos homens o que é PERSONALIDADE.


Costa Júnior

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O HERÓI DA NOSSA SALVAÇÃO




Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Jesus, nosso Senhor. Romanos 6:23.

        Imagine que se encontra num grande avião. Pouco tempo depois de começar o voo, os motores param de funcionar e o avião começa a cair. O piloto comunica que não há nada a fazer e que se preparem todos para o "impacto". Você tem quase cem por cento de possibilidade de morrer nesse acidente. Seria um momento de muita angústia, não acha?
        Foi exactamente o que aconteceu a um grupo de 155 pessoas que se encontravam a bordo de um avião em Nova Iorque, no dia 15 de Janeiro de 2009. O AirBus A-320, o voo 1549, descolou do aeroporto de La Guardia, em Nova Iorque, com destino à Carolina do Norte, EUA.
        Alguns minutos depois, ainda sobre a ilha de Manhattan, o avião chocou com algumas aves, danificando gravemente as turbinas. Imediatamente começou a perder altitude. O piloto precisava desesperadamente de aterrar de emergência. Não havia possibilidade de chegarem a nenhum aeroporto ou a "qualquer espaço livre" para pousar. A única alternativa que o piloto encontrou foi sobre o Rio Hudson. O sucesso foi total. Graças à sua grande experiência como piloto e à calma que manteve, conseguiu salvar as 155 pessoas que se encontravam no avião e evitar o que poderia ter sido uma grande tragédia. Esse piloto, chamado Chesley Sully Sullenberger, foi homenageado pelo presidente norte-americano e considerado um herói nacional.
        Os sobreviventes, enquanto eram atendidos pelas equipes de socorro, tinham um desejo em comum: o de apertar a mão daquele piloto, dar-lhe um abraço e agradecer-lhe pessoalmente por ter conduzido com êxito o seu avião naquela arriscada aterragem, salvando-os a todos.
        A história desses sobreviventes ilustra muito bem a experiência da humanidade. Todos os seres humanos estavam condenados à morte eterna, após o pecado e a rebelião. Não havia qualquer outra saída senão a morte. Então Jesus, pelo Seu infinito amor e bondade, veio a este mundo e morreu em nosso lugar, garantindo a salvação, a vida eterna a todos os que n´Ele crerem e O aceitarem. Maravilhoso Salvador!

        O nosso maior desejo, quando Jesus voltar, será o de ver o rosto do nosso querido Salvador e abraçá-l`O com gratidão.


Elias Godoy




sábado, 27 de março de 2010

AMOR INCOMPARÁVEL



Com efeito, eu tenho a certeza que não há nada que nos possa separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos ou outras forças ou poderes espirituais; nem o presente, nem o futuro... Não há nada nem ninguém que nos possa separar do amor que Deus nos deu a conhecer por nosso Senhor Jesus Cristo. Romanos 8:38-39.


       Conta-se que um ateu foi visitar uma ilha onde moravam somente índios cristãos. Estava acompanhado de uma comitiva de vários colegas de estudo e alguns outros intelectuais, e era o próprio cacique quem dirigia a visita aos diversos locais da ilha. À medida que iam conversando, o cacique mostrava algumas construções, fornecendo dados históricos sobre os factos relativos às mesmas. Mesmo no centro da tribo, passaram por uma Igrejinha bem cuidada, e o cacique com toda a reverência explicou que ali se reuniam para louvar a Deus.
       Assim que saíram da Igreja o ateu parou a comitiva para fazer alguns comentários ao grupo: "Como os senhores vêem, os chamados cristãos estiveram por aqui, para acabar com a cultura que caracteriza cada tribo indígena. Para além do mais, eu creio que os tornaram mais ignorantes do que sábios, ensinando-os a ler e a escrever através de um único livro - a Bíblia. Eu repudio essa gente que destrói culturas milenares."
       Terminado o discurso, o cacique calmamente prosseguiu, levando o grupo até à Escola, ao Posto de Saúde... Finalmente, conduziu-os a uma pequena clareira no meio da mata, fora da aldeia, onde as ervas e o lixo predominavam. Ali estavam grandes fornos desactivados. O cacique então, segurou o braço do ateu e serenamente falou ao grupo com um tom de voz emocionado:
       "Meus senhores, aqui neste lugar está a triste marca da nossoa crueldade passada. Dezenas de pessoas que aqui chegaram, foram mortas e assadas nestes fornos para servirem de banquete ao nosso povo. Porém, depois que os cristãos entraram nesta ilha e nos ensinaram sobre o grande amor de Deus e o quanto Ele nos amou, enviando o Seu Filho para morrer em nosso lugar, nós então prometemos que nada neste mundo nos vai separar deste Deus que aprendemos a amar e a adorar. E se não fossem os cristãos terem passado por aqui e nos ensinado sobre esse maravilhoso Deus, todos vocês hoje, com certeza estariam a ser assados dentro desses enormes fornos!
       Houve silêncio geral entre aquele grupo de visitantes.


Sem dúvida alguma, o amor de Deus por nós é algo inexplicável. Não podemos compreendê-l´O, mas podemos aceitar na nossa vida a dádiva maior - Cristo morrer em nosso lugar. A vida hoje vale a pena ser vivida, porque temos a certeza do amor incomparável de Cristo por nós!

Ofélia Wichert Moróz
SAUDADES DO LAR - Inspiração Juvenil



terça-feira, 23 de março de 2010

O GRÃOZINHO DE MOSTARDA


Se tiverem fé do tamanho dum grão de mostarda, poderão dizer a este monte: "Muda-te daqui para além, que ele se mudará. E nada vos será impossível" Mateus 17:20.
Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de acções, é coisa morta.
Tiago 2:17

        Eu não conseguia dormir. Muitos pensamentos desagradáveis me circulavam pela mente. Sentia-me sozinha. Os meus filhos estavam em diferentes posições de responsabilidade e programas de estudo, e o meu marido cumpria o seu itinerário do costume. Fechei os olhos e fiquei deitada por longo tempo.
        Pensamentos amedrontadores me atacaram,
e o sono ficou muito distante. Eu pensava: E se... o meu filho não for cauteloso ao conduzir para o seu local de trabalho... A minha filha não cuidar da sua gripe e febre, e piorar... O meu filho mais novo não conseguir um local apropriado onde ficar?
E se o meu marido dormir demais, por estar cansado, e perder a próxima ligação do combóio?
Pensamentos que não acabavam mais.
Orei: Senhor, dá-me sossego mental para que eu possa dormir. Mas não recebi nem sono nem paz.
        A manhã chegou com as suas actividades de rotina. Levantei-me com o corpo pesado
e a mente mais ainda. A primeira coisa que fiz foi telefonar para os meus filhos. Durante o decurso da conversa, expressei-lhes as minhas preocupações. Ouviram pacientemente e tentaram consolar-me com palavras ternas e animadoras. Mas o comentário do meu filho mais novo deixou-me estática: "Mamã, tu tens tantas bênçãos pelas quais ser agradecida, e não tens suficiente fé e confiança em Deus?" Como era verdade! Foi necessário que o meu filho, muito mais novo em relação à minha idade e à minha experiência, me ensinasse aquela grande lição! Foi um pensamento revitalizador para mim.
        Sim, sou grata para com Deus, de modo que Lhe expressei gratidão por uma vida matrimonial feliz, com um marido carinhoso e compreensivo, e por três filhos queridos. Manifestei gratidão pelos meus pais e irmãos solidários, pelos parentes por afinidade muito prestativos, que me aceitam como parte da família. Agradeci a Deus os vizinhos e colegas cordiais. E agradeci a Deus a própria vida que me é concedida.
       Além disso, entendi que, se tivesse uma fé pequenina como um grão de mostarda, poderia ter dormido como uma montanha! De agora em diante, dentro das minhas possibilidades, deixarei a minha montanha de preocupaçoes com o Senhor e Lhe pedirei aquela fé como uma sementinha de mostarda.
       E quer saber uma coisa? Desde aquela noite, tenho dormido com aquele grãozinho de mostarda da minha fé, e dormido bem - como uma montanha!

Margaret Tito
SUSSURROS DO CÉU
CONTA AS BÊNÇÃOS

Se da vida as ondas procelosas são,
se com desalento julgas tudo vão,
conta as muitas bênçãos, di-las de uma vez,
hás-de ver surpreso, quanto Deus já fez!

CÔRO

Conta as bênçãos, conta quantas são, recebidas da divina mão;
Uma a uma, di-las de uma vez, hás-de ver surpreso quanto Deus já fez!

Tens acaso mágoas, triste é o teu lidar?
É a cruz pesada que tens de levar?
Conta as muitas bênçãos, não duvidarás,
e em canção alegre os dias passarás.

Quando vires outros com o seu ouro e bens,
lembra que tesouros prometidos tens;
Nunca os bens da Terra poderão comprar
a mansão celeste em que tu vais morar.

Seja o teu conflito fraco ou forte aqui,
não te desanimes, cuida Deus de ti;
Seu divino auxílio, minorando o mal,
dar-te-á consolo sempre, até ao final.


sexta-feira, 19 de março de 2010

MODELO DE PAI


       Um homem tinha um filho de 14 anos de idade. Certo dia recebeu a visita do seu professor com quem travou a seguinte conversa:
        - O seu filho está doente? - Não, porquê?
        - Porque ele hoje não foi à escola. - Sim?!
        - E ontem também não. - Será possível?!
        - Nem antes de ontem. - Mas então, que quer isto dizer?
        - Julguei que estava doente,
e pensei que era melhor informar-
-me...
        - Estou-lhe muito reconhecido por me ter avisado.
        Logo que o professor partiu o pai pôs-se a meditar. Pouco depois, a porta do jardim abriu-se, e ele foi ao encontro do estudante culpado; este, assim que olhou para o pai, imediatamente compreendeu que ele estava ao corrente dos três dias de gazeta.
        - Entra no meu escritório, Filipe.
        O pequeno sentou-se numa cadeira, e o pai disse-lhe:
        O teu professor veio esta tarde informar-me de que não tinhas ido às aulas nem hoje, nem ontem, nem no dia anterior. E tu deixaste-nos acreditar que tinhas ido, Filipe? Tu sabes
que tinha confiança em ti, e que muitas vezes dizia: tenho completa confiança no meu filho! E há já três dias que vives na mentira! Fazes uma pequena ideia do desgosto que nos estás a dar?
        O pai e o filho levantaram-se com os olhos húmidos, e o primeiro continuou:
        - Tu sabes, meu rapaz, que existe uma lei sagrada que determina que, para o próprio bem, uma transgressão deve ser seguida de uma penalização. Cometeste uma falta, e sou eu, como representante de Deus na família, que tenho de escolher o castigo que mereces.
Vamos colocar uma cama no sótão e tu vais para lá. Levar-te-ão as refeições às horas normais. E aí ficarás tantos dias quantos os que passaste na mentira: três dias e três noites.
        Filipe ficou silencioso. Subiram ao sótão. Puseram aí uma cama, o pai beijou o filho, e deixou-o só com os seus pensamentos. Quando chegou a hora do jantar, o pai e a mãe puseram-se à mesa, mas em vão, o pensamento do jovem solitário tirava-lhes todo o apetite. Entraram na sala de estar para passarem o serão. O pai pegou num jornal, a mãe numa costura. Mas nem ele conseguia compreender o que estava a ler, nem ela conseguia enfiar a agulha. Naturalmente seria por causa dos óculos, que tudo lhe parecia tão confuso e que a linha se partia...
        O relógio bateu nove horas, depois dez, a hora de se deitarem.
        - Não te deitas? – perguntou a mãe? - Não vou ainda. Vai tu.
        - Também fico mais um pouco.
        Onze horas, depois meia-noite soaram antes que eles se decidissem recolher ao quarto. Foram, mas não havia sono. Ambos fingiam dormir, sem que nem um nem outro tivesse ilusões a respeito do companheiro. Foi ela quem falou primeiro:
        - Porque não dormes?
        - Como é que o sabes? – disse ele com uma voz que queria mostrar firme. – E porque é que não dormes tu?
        - Como é que se pode dormir a pensar nessa criança sozinha no sótão?
        - Estou como tu, exactamente.
        E o relógio bateu a uma, as duas... e o sono não vinha. Por fim, o pai disse: - Mulher, não posso mais, vou subir ao sótão e deitar-me ao lado do Filipe.
        Pegando na almofada, saiu do quarto pé ante pé, subiu até ao sótão, abriu sem ruído a porta e dirigiu-se para a cama colocada debaixo da fresta. Distinguiu-se vagamente que o pequeno prisioneiro tinha os olhos muito abertos, brilhantes, e as faces febris. Mas logo que, debaixo dos lençóis se sentiram ao lado um do outro, abraçados, não tardaram a adormecer. Na noite seguinte, disse o pai à mulher:
        - Boa noite, mamã, vou outra vez dormir com o Filipe.
        Repetiu o mesmo gesto na terceira noite: três noites seguidas... Sofreu o castigo com o culpado.
        Não ficaremos surpreendidos se soubermos que esse garoto se emendou completamente, e que por fim abraçou a carreira missionária, e foi enviado para o centro
da China.


Raymond Beach in NÓS E NOSSOS FILHOS

Há cerca de 2000 anos também houve Alguém, um outro Pai, que Se dispôs a sofrer o castigo com os culpados...


Ontem à noite, o meu filhinho
me confessou
um erro seu, um pecadinho,
e ajoelhou, orando triste, desta sorte:
«Ó Deus, faz
que eu seja um homem sábio e forte
como o Papá.»
Dormiu. Então, junto ao seu leito
ajoelhei,
e vendo o mal dentro em meu peito,
assim orei:
«Ó Deus, transforma-me em criança
como esta aqui –
tão pura e cheia de confiança,
Meu Deus, em Ti.»


Arthur E. Cowley


segunda-feira, 15 de março de 2010

GRATIDÃO NÃO EXPRESSA É INGRATIDÃO


«Então Jesus lhe perguntou: Não eram 10 os que foram curados? Onde estão
os 9? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão
este estrangeiro?»
Lucas 17:17 e 18.


       Certo locutor manteve um programa de rádio com o objectivo de conseguir trabalho para pessoas desempregadas. Ele teve o cuidado de fazer a estatística do seu trabalho,
e quando atingiu o número de mil empregos conseguidos, notou que apenas 10 pessoas tinham voltado para trás para agradecer. Apenas 1% dos favorecidos manifestaram gratidão.
       Numa certa aldeia, perto de Samaria, havia 10 homens que sofriam da doença de Hansen, que vulgarmente é conhecida como lepra. No tempo de Jesus a lepra era considerada uma doença praticamente incurável, uma maldição. As pessoas com essa doença eram obrigadas a viver isoladas até à morte. Eram humilhadas e não havia esperança para elas.
       Entretanto, aqueles 10 leprosos tinham ouvido falar de Jesus e das curas maravilhosas que Ele tinha realizado. A chama da esperança da cura brilhou no seu coração. Ao saberem da aproximação de Jesus, imploraram a Sua misericórdia. Jesus ouviu-os e respondeu às suas súplicas. Depois, tendo em atenção as leis de saúde de Israel, pediu-lhes que se apresentassem ao sacerdote, pois ele era o responsável para determinar se uma pessoa estava livre ou não da doença. Diz o relato bíblico que «indo eles, foram purificados».
       Quantos voltaram para agradecer a Jesus? Apenas um! E para complicar a história para os que diziam ser do povo de Deus, o único que voltou para dar glória a Deus e agradecer era um estrangeiro, um samaritano.
       A lição que emerge da história dos 10 leprosos é óbvia: precisamos de desenvolver mais a arte da gratidão. Temos de o fazer nos dois sentidos: gratidão para com Deus; e gratidão para com os que nos rodeiam. Motivos para sermos gratos existem aos milhares, precisamos apenas de ter os olhos abertos e o coração reconhecido.
       A gratidão a Deus começa quando sentimos o coração pulsar, e continua ao vermos o pão sobre a mesa e os mil motivos que se sucedem, momento a momento. A gratidão para com o nosso próximo deve vir através do lar que nos acolhe, da apetitosa comida sobre a mesa, da roupa limpa, das boas notas na escola, do carinho e do afecto que recebemos, etc. Não nos esqueçamos de que a gratidão promove o amor, ao passo que a gratidão não expressa é ingratidão.

Rodolpho Gorski
UMA PALAVRA AMIGA

«O MELHOR DO MUNDO SÃO AS CRIANÇAS»

Todas as vezes que fico decepcionada com o que me acontece nesta vida, páro e penso no pequeno Jamie Scott. Jamie estava tentando conseguir um papel na peça da escola. A mãe dele contou-me que ele se havia dedicado de todo o coração àquela tarefa, mas ela receava que o filho não fosse escolhido. No dia marcado para a distribuição dos papéis, fui com ela buscar Jamie após as aulas. Jamie correu para a mãe, com os olhos brilhando, cheios de orgulho e euforia. Sabe o que aconteceu, mãe? – ele gritou animado, e em seguida proferiu estas palavras que até hoje me servem de lição: - Fui escolhido, para bater palmas e dar vivas! - Marie Curling

sexta-feira, 12 de março de 2010

CÉU OU TERRA


«O Céu pertence apenas ao Senhor, mas a Terra confiou-a aos homens.» Salmo 115:16
A Bíblia na Linguagem Corrente.


       Em 1923, um grupo de famosos
e temidos homens de negócios dos Estados Unidos estava reunido no Edgewater Beach, um hotel em Chicago. Aquele grupo era quase
um mito. Juntos, aqueles homens possuíam mais dinheiro do que todo o tesouro americano. Jornais e revistas contavam as suas histórias fabulosas. Todos olhavam para eles como símbolos de sucesso.
       Vinte anos depois, a história era completamente diferente. Jesse Livermore,
o mago da Wall Street, Leon Fraser, presidente do Banco Internacional Settlement e Ivan Kruegar, o principal homem do maior monopólio financeiro, suicidaram-se. Charles Schwab, presidente da maior companhia independente de aço, morreu na maior miséria,
e Richard Whitney, o presidente da bolsa de valores de Nova Iorque, estava na prisão.
       O salmista afirma no versículo de hoje que Deus confiou a Terra aos homens. A tragédia da criatura humana é o facto de pensar que, porque Deus lhe confiou a Terra, ela é sua. Apaga Deus da sua vida. Torna-se no seu próprio deus. Trabalha, luta, conquista e, aparentemente, vence, ou pelo menos chama vitória ao acumular de dinheiro, fama,
poder e cultura, mas ignora que tudo o que acontece é porque Deus o permite. Afinal, foi
Ele quem confiou a Terra aos homens.
       Mas «O Céu pertence apenas ao Senhor.» É dali que Ele controla o destino das nações
e das pessoas. Felizes são os que têm consciência dessa verdade e entendem que por cima da Terra está o Céu. Você pode dizer: "Hoje farei isto, e amanhã aquilo." Mas, se Deus não permitir, nada acontecerá.
       A fortuna passa, como passou o poder, a fama e o dinheiro daqueles homens. A terra desgasta-se, envelhece e morre, mas o Céu é eterno. Ai daquele que constrói os seus
sonhos e realizações fundamentados apenas em valores terrenos.
       Separe hoje algum tempo para olhar na direcção dos céus. Observe a imensidão do infinito e verá que as suas conquistas e logros são insignificantes. Porquê vangloriar-se deles?
       Ao sair hoje para o cumprimento das suas responsabilidades, ou se ficar em casa,
pense que: «O Céu pertence ao Senhor, mas a Terra confiou-a aos homens.»

Alejandro Bullón
JANELAS PARA A VIDA