terça-feira, 14 de julho de 2015

RUMO AO ALVO


     
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"O êxito em qualquer coisa que empreendamos exige um objectivo definido. Aquele que desejar o verdadeiro êxito na vida deve conservar firmemente em vista o alvo digno dos seus esforços." Ellen G. White, Educação, pág. 262.
       "Já vi muitas pessoas destruídas - não pelo mundo, mas por si mesmas."

       O escritor inglês Godfrey Winn que fez essa afirmação a um jornalista, passou por uma árdua escola no seu caminho para o sucesso. Ele submeteu a sua primeira obra literária a Somerset Maugham. Depois de lê-la, o famoso autor disse: "O seu manuscrito é promissor. Porque não vem jogar um pouco de ténis connosco?"
       Mas, quando Winn chegou, Maugham recebeu-o com as seguintes palavras: "Você não veio aqui só para jogar ténis. Vou exigir-lhe que escreva 1000 palavras durante cada manhã. Ao meio-dia e meia em ponto, quero ler o que você escreveu. Se não for bom, não terá almoço. Não existe essa coisa chamada inspiração. Trabalho duro é a única coisa que conta!"
       Winn obedeceu e com isso aprendeu uma lição de valor incalculável para a sua futura carreira. Daí em diante, era como se o seu dia tivesse sido perdido, se não escrevesse 2000 palavras antes do almoço. Ele escreveu mais de 6 500 000 palavras, as quais foram publicadas em jornais, e dois milhões e meio nos 25 livros que comprovam o seu esforço. Dois desses livros estão entre os mais vendidos e os seus leitores compraram mais de 500 000 exemplares.

       Há algum tempo, li um artigo escrito por um homem que passou 25 anos a ensinar homens e mulheres a vender livros de casa em casa. Ele teve muitas experiências interessantes, contratando pessoas para esse tipo de trabalho. Muitas vezes, depois de conversar com um vendedor em perspectiva, disse a si mesmo: "Este homem será um excelente vendedor. Ele tem tudo a seu favor. Tem boa aparência, é bem qualificado e sabe expressar-se com facilidade." Mas com muita frequência esse grande vendedor fracassou. Porquê? Não sabia como ser o seu próprio chefe.
       Noutros casos, a situação inverteu-se. Um homem com praticamente nenhuma das qualificações de um bom vendedor e que fora mesmo aconselhado a não entrar nessa carreira, teve um enorme sucesso. O escritor do artigo conclui com estas palavras: "Baseado nos meus 25 anos de experiência neste trabalho, cheguei à conclusão de que é virtualmente impossível predizer quem terá ou não terá êxito. Tudo depende da capacidade pessoal do indivíduo em ser o seu próprio chefe."

SE TU FOSSES O CHEFE

       Na parede de uma sala de recepção de uma grande indústria está pendurado um lema paradoxal, mas que faz com que o leitor reflicta. Ele diz: "Se você fosse o chefe e pedisse emprego aqui, contratar-se-ia a si mesmo?"
       A ideia de ser o seu próprio patrão não é tão disparatada como parece. Nem sequer é uma ideia nova. Há aproximadamente 3000 anos, o rei Salomão, famoso pela sua sabedoria, chegou à mesma conclusão e deixou-a escrita para que não fosse esquecida: "Vale mais ser paciente do que ser valente; mais vale saber-se dominar a si mesmo do que conquistar uma cidade." Provérbios 16:32 (BN).
       A pessoa que viaja pelo mundo visita, obrigatoriamente, os numerosos monumentos erigidos em honra de homens considerados grandes. Entre eles estão os líderes militares - poderosos generais e almirantes. Mas na sua profunda sabedoria, Salomão ressalta que a grandeza e a honra do domínio próprio são maiores do que qualquer vitória militar. Do ponto de vista humano, a conquista de uma cidade é uma vitória memorável. Pelas normas divinas, desenvolver o controlo sobre si mesmo - ser o seu próprio chefe - é uma conquista muito maior. E esta espécie de grandeza não está reservada só a alguns. Está ao alcance de cada um de nós!
       Tu és o teu melhor amigo. Ou inimigo!

       "Uma velha lenda nórdica conta acerca de um homem possuído por uma espécie de ser maligno que tentava arruinar a sua vida. O monstro levantou o tecto da sua casa, estilhaçou as janelas e destruiu o jardim. Matou-lhe o gado e destruiu a sua colheita.
       Finalmente, o homem, não suportando mais a situação, decidiu lutar contra o monstro. Iniciou-se uma árdua batalha. Ambos caíram e rolaram pelo chão. Durante algum tempo, o resultado foi incerto. Então, reunindo todas as forças, o homem ficou sobre o monstro e segurou-o contra o solo. Puxou a faca para exterminar o inimigo. Mas, exactamente nesse momento, o vento afastou as nuvens e um brilhante facho da luz do luar iluminou a face do monstro. O homem sentiu-se sacudido por um choque que afectou a sua vida. A face que estava ali à sua frente era a dele!

A VERDADEIRA GRANDEZA


       Há muitos anos, uma professora, em Inglaterra, pediu à sua classe que fizesse uma composição cujo tema era "A Verdadeira Grandeza". Entre os estudantes havia uma menina de família pobre, sem cultura, de quem a professora não esperava nada de excepcional. No entanto, o que a menina escreveu impressionou-a tanto que ela enviou o trabalho ao jornal local, para ser publicado. O artigo suscitou logo um grande interesse. Jornais em todo o país publicaram e republicaram o que essa jovenzinha tinha escrito. Ninguém já se lembra do seu nome. Mas o que ela escreveu continua a ser verdade até aos nossos dias. Eis aqui alguns parágrafos:
"Uma pessoa nunca consegue a verdadeira grandeza esforçando-se por obtê-la. Alcança-se quando não se procura. É bom andar bem vestido. Dessa maneira é mais fácil impor respeito; mas é um sinal de verdadeira grandeza quando alguém, apesar de humildemente vestido, consegue o mesmo resultado. Quando a minha mãe era criança, havia um passarinho em sua casa chamado Guilherme, o qual quebrou uma perna. Eles pensaram que teriam de matá-lo; mas, na manhã seguinte, encontraram-no apoiado sobre a perna boa, cantando. Aquilo era um exemplo de verdadeira grandeza.

Conta-se que, em tempos, houve uma mulher que, depois de lavar muita roupa, a pendurou no varal. O varal quebrou-se. Mas ela, sem dizer nada, lavou-a toda novamente e desta vez estendeu-a sobre a relva, de onde não podia cair. Mas, naquela noite, um cão passou por cima das peças de roupa, deixando as marcas das patas enlameadas. Quando ela viu o que acontecera, sentou-se e disse simplesmente:
'Não é interessante que o cão não tenha deixado uma peça sem as suas marcas?' Aquilo era um outro exemplo de verdadeira grandeza, mas só os que lavam roupa sabem isso." "Self Control in Small Things", Sunshine Magazine.
       O domínio próprio é fundamental na vida. É o que faz a diferença entre o líder e o liderado. O Líder sabe dominar-se. O homem comum não sabe. O que Salomão escreveu acerca do domínio próprio é valido ainda hoje e sê-lo-á sempre.

CRIANDO OPORTUNIDADES

       Falando aos jovens, no 25° aniversário da fundação da sua firma, um dos mais bem-sucedidos homens de negócios da Noruega disse: "A todos os jovens que desejam o sucesso, direi isto: 'Decidam-se quanto aos objectivos que querem atingir na vossa vida. Façam planos adequados e trabalhem arduamente, com vontade firme e constante. Tenham fé no futuro, mas não fiquem sentados, esperando pelas oportunidades - criem-nas vocês mesmos!'"
       Esta atitude faz com que a vida valha a pena ser vivida, porque uma das maiores satisfações do homem encontra-se no próprio acto de lutar. Talvez isso seja mais importante até do que alcançar o alvo. Uma vez, num voo para Londres, eu discutia este assunto com o meu companheiro do lado, que era sueco. Ele citou o poeta sueco Karin Boye, cujas palavras me soaram tão significativas que as anotei na minha agenda: "Há um propósito e um alvo na vida, mas é o caminho a ser percorrido que faz valer o esforço."

       A partir de então, tenho notado muitas vezes até que ponto estas palavras são verdadeiras. Basta ouvir um idoso a recordar as suas experiências da vida. Podem ser pessoas muito bem-sucedidas que ocupam postos elevados, tendo grande influência, ou grande poder administrativo e bons rendimentos. Mas não é neste assunto que gostam de demorar-se. Os anos em que estiveram no auge do sucesso não são os que se destacam nas suas recordações. Não, o que eles gostam de repetir são as lutas por que tiveram de passar durante os anos de escalada até ao êxito. Os anos nos quais tiveram de vencer obstáculos foram os melhores da sua vida. Sim, "é o caminho a ser percorrido, que faz valer o esforço."
       Os nossos melhores anos não estão no futuro distante. Quando tivermos alcançado os nossos objectivos, a maior parte das batalhas estará no passado. O tempo mais desafiante para nós é agora - agora, enquanto os nossos sonhos mais acariciados ainda não se tornaram realidade.


       Não é errado sonhar com o futuro. Quase tudo o que é hoje motivo de orgulho para a civilização existiu porque alguém ousou sonhar, pensar e trabalhar. Todas as invenções modernas foram antes de tudo uma ideia na mente de alguém. Diz-se sobre Henry Ford, que a sua cabeça estava "cheia de rodas". E por isso, as suas rodas passaram a percorrer todos os caminhos do mundo!
       Um dia, John Rockefeller meteu a cabeça por entre a porta de um dos seus escritórios, surpreendendo o seu contabilista, que estava concentrado, inclinado sobre os livros. "Tire os seus pés do chão e ponha-os sobre a escrivaninha!" - ordenou Rockefeller. "Encoste-se para trás na sua cadeira e comece a sonhar."
       Surpreendido com esta ordem vinda do seu chefe, o homem perguntou-se onde é que ele queria chegar. Mas, quando Rockefeller repetiu a sua ordem, o contabilista colocou cautelosamente os pés sobre a mesa, recostou-se na cadeira e perguntou educadamente: "O senhor quer que eu sonhe com quê?"
       "Rockefeller respondeu laconicamente: "Sonhe com maneiras de ganhar dinheiro para a Standard Oil Company. De agora em diante, esse é o seu trabalho!"

       Os pensamentos de Rockefeller estavam no dinheiro e no poder. Mas, além dessa, há muitas outras coisas melhores e mais dignas com que sonhar. Existem ainda grandes empreendimentos a realizar neste mundo. Como diz o ditado: "O homem que nunca se perdeu numa causa maior do que ele mesmo, perdeu uma das experiências mais culminantes da vida."
       Por ocasião do funeral do seu irmão, o Senador Edward Kennedy citou uma observação que John F. Kennedy fez, poucos meses antes de ser assassinado: "Alguns homens veem as coisas como são e perguntam 'Porquê?' E eu sonho com coisas que não existem e digo: 'Porque não?'"
       No seu livro The Dream of Youth (O Sonho da Juventude), Hugh Black escreve:        
"Conta-me os teus sonhos e eu poderei ler os mistérios da tua vida. Conta-me as tuas preces e eu escreverei a história da tua alma. Conta-me os teus pedidos e eu falar-te-ei das tuas aquisições. Conta-me o que procuras e eu dir-te-ei o que és.
Não desejo saber o que possuis - apenas o que desejas. Não me importa saber o que tens - guarda-o! - apenas o que não tens e desejas ter; nem os teus triunfos, mas aquilo que ainda não conseguiste e que persegues. Tudo o que se apresente nos teus sonhos de dia e de noite, o ideal que tens colocado diante de ti, as coisas que aprovas como excelentes, que procuras e às quais tens entregue o teu coração - estas são a medida da grandeza do homem." Hugh Black, The Dream of Youth, pág. 15. Coisas que podemos ver não são, nem de perto, tão importantes como as que não podemos ver, tais como a vontade, a coragem e o carácter.

O "NÃO!" PODE SER POSITIVO
       No primeiro dia que passou no seu novo emprego, o chefe da secção ofereceu-lhe um grande copo de cerveja. "Não, obrigado", respondeu ele. Esta resposta calma irritou o chefe da secção que lhe disse, irado: "Não há ninguém abstémio neste lugar!"
       "Enquanto eu estiver aqui, haverá uma pessoa", respondeu o aprendiz.
       "Ainda contrariado, o chefe ameaçou: "Ouve, rapaz, vais tomar esta cerveja aqui ou lá fora!"
       "Bem", replicou o rapaz, "faça como quiser. Cheguei hoje com um casaco limpo e um carácter limpo. O senhor pode sujar o meu casaco, se quiser, mas não pode sujar o meu carácter."
       O facto de se ter um ideal para a vida, e estar determinado a apegar-se a certas normas, pode tornar a pessoa diferente. Mas isso importa?
       Na cidade de Oslo, existe um monumento singular pelo facto da sua inscrição ter apenas uma palavra norueguesa: "Nei". Ela quer dizer simplesmente "Não".
       Por detrás dessa inscrição, está a história de um dos grandes heróis da Segunda Guerra Mundial, Lauritz Sand. Foi levado prisioneiro pelos nazis, que suspeitavam que ele tivesse contacto com o movimento secreto da resistência. Prenderam-no. Interrogaram-no. Torturaram-no. Mas, para todas as perguntas, a sua única resposta era: "Nei!" Finalmente, ele acabou por morrer em consequência dos maus tratos recebidos. Nada o induziu a revelar segredos, o que poderia custar a liberdade ou mesmo a vida de outros.
       Ainda que consideremos o "Não!" como uma resposta negativa, ela pode ter um significado positivo. Para Lauritz Sand, "Não!" era a expressão das suas convicções quanto ao que era correcto e verdadeiro, do seu amor pelo seu povo e país, da lealdade e do idealismo.
       Ter uma atitude positiva para com a vida não significa necessariamente dizer sempre "Sim" a tudo o que enaltece e edifica. Também significa dizer "Não!" a tudo o que destrói e degenera.
       "O sucesso é filho da coragem", disse Disraeli. Aquele que tem em vista o alvo, precisa de ter coragem para tomar uma decisão, para definir a sua posição e correr os riscos que sejam necessários. Porque aquele que não arrisca nada, nada ganha.
Alf Lohne, Escritor com uma vasta obra, in Prepara o Amanhã, Junho 2006, Publicadora SerVir, Sabugo, Portugal.


QUE TENS EM TUA MÃO?
Conta-se a história de um herói e um covarde. Este último, de um lado do campo de batalha, olhou sua espada e disse: "Que posso fazer com esta velha espada? Se ela fosse de aço nobre eu poderia fazer algo. Suponho que o príncipe tenha uma espada dessa espécie. Mas, que farei eu com esta velharia?" E firmando-a contra seu joelho quebrou-a em dois pedaços, atirou-os sobre a areia e abandonou a luta.
Enquanto isto, o príncipe não tinha nada em suas mãos. Estava lutando com os punhos nus. Havia perdido tudo na peleja, mas não fugiu. De repente tropeçou no cabo da velha espada que o covarde havia desprezado. Tomando-a, levantou-a bem alto, e dando um grito semelhante ao de um rei, avançou sobre o inimigo.
Ao vê-lo atacando com uma velha espada, seus soldados se reuniram em torno dele e com brio renovado se lançaram contra o inimigo. Ganharam a batalha e também a guerra. Sim, alguns podem fazer mais com meia espada que outros com uma inteira.

Estamos nós fazendo o possível com o que temos ao nosso alcance?

Sansão, valente guerreiro do antigo povo de Israel, não tinha mais que uma queixada de jumento e nem sequer meia espada. Mas, com ela, matou mil filisteus, inimigos de seu povo.

Dorcas, uma ativa mulher do século I de nossa era, tinha apenas uma agulha em sua mão, mas, como disse alguém, "movimentava-a muito mais que a língua." Com essa agulha costurou roupas para os necessitados, e o fez com tanta dedicação que atualmente há muitas sociedades beneficentes que levam o nome daquela humilde mulher que usou para o bem o que tinha em sua mão: uma agulha.

Jovem leitor, que tens em tua mão? Por mais modestos que sejam teus talentos e por mais limitadas que sejam tuas possibilidades, se usares com todo empenho o que tens ao teu alcance, poderás obter grandes resultados.

A Moisés, o grande legislador e libertador de seu povo, também foi feita a pergunta decisiva: "Que tens em tua mão?" a resposta foi: "Uma vara." E com ela se apresentou ante o Faraó do Egito para libertar da escravidão os israelitas.

Davi, o jovem pastor de ovelhas, respondeu à mesma pergunta: "Apenas uma funda para defender minhas ovelhas das feras que as querem arrebatar." E com essa funda derrotou o gigante Golias, cuja armadura pesava 55 quilos, e sua lança 8 quilos.

Cristóvão Colombo respondeu: "Não tenho nada, nem barco, nem sextante, nem binóculo. Só tenho uma ideia fixa, e continuarei batendo às portas e corações até que me escutem." A ideia se transformou em ação, e assim é que hoje podemos desfrutar da maravilhosa terra do continente americano.


Poderíamos passar em revista todos os homens e mulheres que têm prestado sua contribuição maior ou menor à humanidade, e veríamos que, sem exceção, usaram com fé e perseverança o que tinham em suas mãos. Essa pergunta é feita a cada um de nós. Como estamos respondendo?

Jovem secretária, que tens em tua mão? Apenas uma máquina de escrever? Usa-a para fazer bem teu trabalho, de tal modo que te faças necessária.
Jovem agricultor, que tens em tua mão? Apenas um arado? Usa-o para produzir nobre colheita, nunca algo que possa prejudicar o próximo, e serás respeitado.
Jovem mecânico, que tens em tua mão? Apenas uma caixa de ferramentas? Usa-a de modo eficiente e honrado, e conseguirás a gratidão e o apreço dos demais.

Lembremo-nos que estamos construindo um caráter e decidindo nosso destino com as pequenas ações de cada dia, com o uso daquilo que temos na mão. Aproveitaremos ao máximo nossa oportunidade?
Paulo R. Gomes, Advogado, in Revista O ATALAIA - Intérprete dos Tempos, Setembro de 1979, Casa Publicadora Brasileira.



SE A MÃO DE DEUS TOCAR EM MIM


quarta-feira, 24 de junho de 2015

FESTA  DE  SÃO  JOÃO  BAPTISTA



         No Porto, na noite de 23 para 24 de Junho, toda a cidade se envolve em homenagem a São João Baptista. Festa cíclica, de cariz nitidamente pagão e popular, que dura toda a noite em alegre e fraterno convívio colectivo. Assenta fundamentalmente em "sortes" amorosas, encantamentos e divinações que se relacionam, por um lado, com o casamento, a saúde e a felicidade, por outro, com os antigos cultos pagãos do Sol e do Fogo. Reportam-se ainda às virtudes das ervas bentas, ao orvalho, às fogueiras, à água dos rios, do mar e das fontes.
         A primeira alusão a estes festejos populares vem do séc. XIV, pelo cronista Fernão Lopes. Em 1851, os jornais falam de 25 mil pessoas nos Festejos São Joaninos. Mas foi só no séc. XX, em 1911, que o 24 de Junho passou a ser feriado municipal na Invicta. Nas ruas, os foliões 'atacavam-se' com o alho-porro (reminiscências de antigos cultos fálicos) e ramos de erva-cidreira. Agora, 'brindam-se' com martelos de plástico. Compram manjerico, comem sardinha assada e caldo-verde. Fazem subir balões de papel de várias cores que passeiam no ar como sóis iluminados (resquícios do culto do Sol).
         Tudo começa na Ribeira; depois do fogo-de-artifício nascido de barcaças no rio Douro, a festa espalha-se pela cidade, de bairro em bairro, de freguesia em freguesia. São as Cascatas São Joaninas, com a imagem do santo com o carneirinho num altar, são os grupos de amigos (as Rusgas), as tasquinhas, os bailaricos e o saltar às fogueiras que têm origem e substituem as festas pagãs do solstício. A farra só termina ao nascer do Sol com um banho de mar, na Foz do Douro. No dia do padroeiro, o manjar tradicional é anho ou cabrito assado com batatas e arroz no forno.



         Ora, toda esta festa pretende homenagear São João Baptista, também designado por São João Degolado. Na origem do seu martírio, esteve uma mulher chamada Salomé (segundo o historiador Flávio Josefo), filha de Herodias e sobrinha do tetrarca da Galileia, Herodes Antipas. Este repudiara a mulher legítima e passara a viver com Herodias, sua cunhada. Viviam um idílio só interrompido pela voz de um homem estranho, João.
         Vindo do deserto, João Baptista (porque baptizava no Rio Jordão) condenava o incesto. Herodes vivia torturado entre o prazer e o dever. Herodias odiava João e aproveitou a melhor ocasião para o fazer desaparecer - a festa de aniversário do cunhado-marido. O banquete para os nobres convidados foi animado por bailarinas núbias e egípcias, ao som de alaúdes e de flautas. De repente, diz a tradição, para surpresa de todos, aparece uma bailarina desconhecida acompanhada de escravas. Era Salomé. Ela dança e usa o dom da sedução e o erotismo para conseguir os seus intentos. Herodes, louco de desejo, pede que Salomé dance mais uma vez que ele a recompensará até mesmo com metade dos seus reinos. Então, diz o texto bíblico, ela pede a cabeça de João Baptista numa bandeja de prata. Herodes fica perturbado, mas cede. Tem de cumprir a palavra dada perante tantas testemunhas.

         Um pouco mais tarde, a cabeça de João Baptista é trazida à presença de Salomé. A partir daquele momento, João Baptista é um mártir. É evocado no dia do seu nascimento, 24 de Junho, ou a 29 de Agosto, dia em que, de acordo com a tradição, foi degolado.

         Este é mais um exemplo de como o cristianismo, no decorrer dos séculos, se deixou invadir por tradições, festas e práticas pagãs, tentando cristianizá-las através de um sincretismo contínuo e dinâmico. Todavia, nos Evangelhos, João teve a missão de preparar e anunciar a chegada do Messias Salvador, Jesus Cristo. Teve a honra e o privilégio de O batizar. Teve o dever e o entusiasmo de admoestar: "Arrependam-se do mal, porque o Reino dos Céus está próximo!" (Mat. 3:2) O grito-clamor de João Baptista ecoa ainda neste séc. XXI, porque o mesmo Messias está de regresso!!!

Ezequiel Quintino, Teólogo, Pastor e Jornalista, no seu livro Pensar Faz Bem, Novembro de 2010, textos do seu programa da Rádio Clube de Sintra, hoje RCS, Links 1R.

A IGREJA MAIS ANTIGA

Segundo uma das melhores definições "a Igreja" é uma instituição fundada por Deus, composta de almas convertidas do pecado, com o fim de adorar a Deus, e de viver vidas santas sobre a Terra na prática do amor ao próximo.
Qual será, então, a Igreja mais antiga? A Católica Romana afirma ser ela, declarando-se ao mesmo tempo a única, a verdadeira Igreja de Cristo. Segundo ela, as Igrejas Protestantes apenas nasceram com a Reforma no século XVI.

IGREJA ANTIGA

Pode, contudo, a Igreja Romana provar a sua asserção? Pode demonstrar que não existia outra, antes dela, ainda mais antiga? Claro que não. O que conseguirá é demonstrar ser uma Igreja antiga, facto que ninguém contesta.
Como não há testemunhas vivas do seu nascimento, temos forçosamente de procurar o testemunho dos documentos existentes, entre os quais as Escrituras Sagradas do Novo Testamento são supremas, tanto no que diz respeito à sua autoridade, como à sua contemporaneidade.
Um católico romano objectará que a Igreja não se julga pelo Novo Testamento, ao qual ela é superior em virtude de existir antes desse livro ser escrito, e pelo mesmo motivo as suas tradições e ensinos têm direito à primeira consideração.
Se se tratasse disso, e a Igreja Romana fosse realmente mais velha que o Novo Testamento, esperar-se-ia que tal Igreja se mencionasse nas suas páginas. É assim que se escreve toda a história e biografia, isto é, após haverem acontecido os factos relatados.
Portanto, visto que as Escrituras constituem uma história verdadeira e contemporânea dos começos da Igreja de Cristo, sendo também uma revelação da parte do Senhor Jesus à Sua Igreja (Seu representante na Terra), era de esperar que o Senhor não só Se dirigisse à mesma, mas que, nas epístolas, Se ocupasse largamente com ela, dando instruções e explicações acerca do seu proceder, ordem, modo de viver, etc.
É precisamente isto que o Senhor faz no Seu Testamento; porém, quando a Igreja, a quem Ele se dirige e instrui, e a qual Ele descreve nestas Escrituras, é comparada com a Igreja Católica Apostólica Romana, que agora se apresenta na Terra como Sua Noiva, a mais antiga e única Igreja de Cristo, o facto é que não se encontram sinais de identidade, mas sim um contraste dos mais salientes!
Qualquer pessoa dotada de inteligência normal é competente para fazer essa comparação. A história apresenta-nos uma Igreja Romana mostrando pompas, riquezas que não se podem computar, e poder secular rivalizando com o dos reis e governos, sobre os quais ela até reclamou soberania; uma organização que usa de maior influência política, às vezes, que qualquer outra.

IGREJA HUMILDE

No Novo Testamento o Senhor Jesus apresenta-nos a Sua Igreja, já existente na Terra, como um grémio humilde, manso, sofrendo perseguições sem procurar vingar-se, e partilhando do mesmo espírito que Ele manisfestara quando andava no mundo - um pequeno rebanho que é admoestado e acautelado em linguagem fortíssima contra toda a união com o mundo, contra a riqueza e ostentação, e contra a busca do poder temporal. De facto, tudo quanto a Igreja Romana aprecia, e sempre procura e reclama, é condenado no Novo Testamento e proibido à Igreja de Cristo.
Nas Escrituras, divinamente inspiradas, que descrevem a Igreja (a verdadeira Noiva de Cristo), longe de encontrarmos qualquer semelhança da organização romana, verificamos uma completa ausência dos seus distintivos, salvo os verificados no retrato da anti-noiva, no capítulo 17 do livro bíblico de Apocalipse.
Na Bíblia não se fala uma única palavra a respeito de papas, cardeais, arcebispos, monsenhores, padres, monges e outros dignitários. Apenas são reconhecidos apóstolos, anciãos, diáconos e o sacerdócio espiritual de cada crente em Cristo.
Nem uma só vez se alude a água benta, rosários, crucifixos, turíbolos, romarias, altares dos santos, velas, tiaras, anéis, batinas, vestimentas e aos muitos acessórios que acompanham os ritos e cerimónias da Igreja Romana.
Tão-pouco o Novo Testamento fala em missas, confissão aos padres, culto da bendita Virgem, canonização de santos (e preces dirigidas a eles), orações pelos mortos, purgatório, procissões, bulas, infalibilidade papal e muitos outros ensinos e dogmas da Igreja Romana.
Em verdade uma das cartas neo-testamentárias é dirigida à "Igreja em Roma", sendo ela composta do grupo inteiro dos crentes em Cristo que ali residiam, precisamente como outras cartas são endereçadas às igrejas de Filipos ou Tessalónica.
Convém notar, todavia, que tal carta, longe de sugerir que a Igreja de Roma possuía a mínima sombra de supremacia ou autoridade sobre as outras, não oferece a mínima base para o dogma romano de ser bispo de Roma (ou o primeiro papa) o apóstolo Pedro; de facto a epístola nem sequer menciona o seu nome.
O único apóstolo reconhecido no Novo Testamento como instrumento no desenvolvimento da Igreja de Cristo em Roma é Paulo; porém a Igreja em que ele ministrou em Roma nada tinha de semelhança com a Igreja Católica Apostólica Romana de hoje.
Disto se depreende não ser a Igreja Católica Romana a mais antiga, nem ostentar também os sinais da verdadeira Igreja de Cristo, conforme são fielmente indicados na Bíblia. Ela é apenas uma Igreja antiga subindo no horizonte histórico e assumindo forma distinta com a conversão política do Imperador Constantino, nos fins do terceiro século.

IGREJA DE CRISTO

Existia então (e isto está provado) uma Igreja de Cristo mais antiga que a Igreja Romana, e diferente dela - a descrita no Novo Testamento, necessariamente alguns anos mais antiga que essa Escritura, mas de acordo perfeitamente com os ensinos dela. Que é feito da mesma?

Pode-se traçar através dos séculos a história dessa Igreja, demonstrando o seu parentesco com a Igreja Evangélica de hoje? Seguramente que sim, pois a Igreja tem uma história contínua, cumprindo-se na mesma as palavras do Salvador: "As portas do Inferno não prevalecerão contra ela". Se a sua continuação não se encontrar na fé evangélica dos nossos dias, onde é possível encontrá-la?!
Admite-se que durante longos períodos de tempo depois da era apostólica, e a época dos mártires debaixo dos imperadores de Roma, a sua história pouco se salienta na marcha dos acontecimentos humanos. É que o surgimento da anti-noiva, com suas formalidades e costumes pagãos, com seu esplendoroso mundanismo e sua cruel perseguição dos que seguiam a verdade, levou para o obscurantismo, aos empurrões, a Noiva humilde, a Igreja de Cristo.
Porém, embora escondida, aqui e acolá cintilava por entre as trevas a luz da verdadeira luz evangélica. Pela vida individual dos tementes a Deus, pelas assembleias em cavernas e matas com receio da perseguidora, a vida da Igreja preservava-se até que, passado o triste período da Idade Média, raiou a luz da Reforma. Triunfando, na pessoa dos seus adeptos, sobre os exércitos, carnificinas e inquisições da Igreja Romana, a Palavra de Deus e a fé evangélica que ela produz, emanciparam-se.
Sob um nome ou outro, pouco importa, a tocha da fé evangélica tem atravessado século após século, desde a Igreja Primitiva do 1º século até ao vigésimo, sendo sempre a força motriz da obediente Igreja de Deus retratada no Novo Testamento.
Nenhuma Igreja Evangélica se reclama a única Igreja de Cristo, excluindo as outras; nenhuma, quanto à sua constituição eclesiástica, pretende ser tão antiga como a Igreja Católica Romana, mas todas elas (quanto ao seu espírito e prática) afirmam, e pelos seus sinais provam, ser parte daquela Igreja mais antiga nascida no cenáculo de Jerusalém, no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo, descendo sobre os primeiros crentes, os selou para Deus e os dotou com poder divino para desempenhar o seu papel da Igreja de Cristo perante o mundo.

Hipólito Campos in Novas de Alegria, Revista Evangélica, Junho de 1983.

(Uma das coisas que me tem animado a continuar com os blogs é que as postagens são, em 1º lugar, surpresas para mim mesma. Oro a Deus a pedir inspiração e depois... haveria um rol de histórias que poderia contar de como as coisas acontecem. Isso passou-se também desta vez e de uma maneira ainda mais evidente, pois esta postagem anterior só aparece porque uma colega há muitos anos me ofereceu umas revistas da sua Igreja, Evangélica. E eu, como sempre, guardo tudo com muito 'amor e carinho', e embora não tenha lido na altura, agora apareceu-me este artigo quando, para arrumar umas coisas, tive de pegar num dossier onde estava aquilo que me pareceu, num relance na altura, ser a melhor seleção dessas revistas. E 'por acaso' a pasta caiu e abriu-se exatamente nas páginas desta leitura da qual não tinha qualquer ideia. E assim tem sido. É muito agradável reconhecer que há Alguém a dirigir o meu trabalho. Como posso desanimar, desistir?!... Convido os meus estimados leitores a completarem este assunto em Leituras Para a Vida, 24.06.2015. E.E.)


PAULO EM TESSALÓNICA E EM BEREIA

Tendo passado por Anfípolis e Apolónia, chegaram a Tessalónica, onde havia uma sinagoga dos judeus. Ora, Paulo, segundo o seu costume, foi ter com eles; e por três sábados discutiu com eles sobre as Escrituras, expondo e demonstrando que era necessário que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos; e este Jesus que eu vos anuncio, dizia ele, é o Cristo. E alguns deles ficaram persuadidos e aderiram a Paulo e Silas, bem como grande multidão de gregos devotos e não poucas mulheres de posição.
Mas os judeus, movidos de inveja, tomando consigo alguns homens maus dentre os vadios e ajuntando o povo, alvoroçavam a cidade e, assaltando a casa de Jáson, os procuravam para entregá-los ao povo. Porém, não os achando, arrastaram Jáson e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui; os quais Jáson acolheu; e todos eles procederam contra os decretos de César, dizendo haver outro rei, que é Jesus. Assim alvoroçaram a multidão e os magistrados da cidade, que ouviram estas coisas. Tendo, porém, recebido fiança de Jáson e dos demais, soltaram-nos.

E logo, de noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Bereia; e tendo eles ali chegado, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalónica, porque receberam a palavra com toda a avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim. De sorte que muitos deles creram, bem como bom número de mulheres gregas de alta posição e não poucos homens.
Mas, logo que os judeus de Tessalónica souberam que também em Bereia era anunciada por Paulo a palavra de Deus, foram lá agitar e sublevar as multidões. Imediatamente os irmãos fizeram sair a Paulo para que fosse até o mar; mas Silas e Timóteo ficaram ali. E os que acompanhavam a Paulo levaram-no até Atenas ...

Enquanto Paulo os esperava em Atenas, revoltava-se nele o seu espírito, vendo a cidade cheia de ídolos. Argumentava, portanto, na sinagoga com os judeus e os gregos devotos, e na praça todos os dias com os que se encontravam ali. ...
Então Paulo, estando em pé no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos; porque, passando eu e observando os objectos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem O conhecer, é O que vos anuncio.
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo Ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tão-pouco é servido por mãos humanas, como se necessitasse de alguma coisa; pois Ele mesmo é Quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, O pudessem achar, O qual, todavia, não está longe de cada um de nós; porque Nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois Dele também somos geração.
Sendo nós, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a Divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida pela arte e imaginação do homem.
Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo o lugar se arrependam; porquanto determinou um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do Varão que para isso ordenou; e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-O dentre os mortos.
Atos dos Apóstolos 17.

domingo, 14 de junho de 2015

"ALGUNS PAIS DÃO MAIS DO QUE DEVIAM
AOS SEUS FILHOS"




Se por acaso ainda é dependente do tabaco... correndo o
risco de vir a ser uma das suas vítimas,

aproveite a oportunidade para se tornar livre desse
flagelo participando no

PLANO DE 5 DIAS PARA DEIXAR DE FUMAR

que se vai realizar no Centro Comercial Satélite
no Cacém

de 22 a 26 de junho de 2015.





clique nas imagens para poder ler

segunda-feira, 1 de junho de 2015

R-e-f-l-e-x-õ-e-s  Para  J-u-v-e-n-i-s


ViVeR Em PaZ

Tende paz com todos os homens.
Romanos 12:18.
Durante a 2ª Guerra Mundial, pouco depois da invasão da Itália pelos Aliados, exigiu-se que as famílias italianas hospedassem os soldados invasores. Assim, aconteceu que um soldado americano foi designado para ficar na casa de um fazendeiro italiano.
O fazendeiro era mais pobre do que qualquer pessoa que o americano conhecia. A casa nem de longe podia ser comparada com seu lar confortável nos Estados Unidos. Não tinha carpete sobre o chão duro. Os únicos móveis eram uma mesa rústica e bancos. Não havia uma colorida toalha de mesa nem cortinas com drapeados.
Tão-pouco havia rádio, equipamento de som ou televisão para o entretenimento. Ele passava os serões com a família e seus amigos, simplesmente conversando, contando histórias do presente e do passado.
Certa noite, o americano estava sentado com os donos da casa no quintal, sob as videiras. Observavam a lua crescente surgir acima do monte Vesúvio. Uma alta coluna de fumaça erguia-se do vulcão, e uma corrente de lava vermelha derretida fluía por suas escuras encostas.
"Que majestoso! Que lindo!" refletia o soldado. Os outros deviam estar pensando a mesma coisa, pois todos estavam quietos. Finalmente o soldado falou:
- Tudo é tão pacífico aqui! Ninguém diria que há uma guerra em andamento.
- É uma guerra sem sentido - comentou alguém. - Ódio demais, mortandade demais.
- A guerra transforma pessoas decentes em monstros - disse outro. - Irmão luta contra irmão. Que desperdício!
O grupo ficou silencioso outra vez, cada um com seus pensamentos, desfrutando a tranquilidade do momento. De repente, o silêncio da noite foi quebrado pelo rugir de 50 aviões americanos cortando o céu, a caminho de sua missão destruidora.
Depois de passado o som ensurdecedor, o velho pai italiano falou mansamente:
- Aprendemos a nadar como os peixes do mar; aprendemos a voar como as aves do céu, mas ainda não aprendemos a caminhar sobre a terra em paz com nossos semelhantes!
"Mantendo a Amizade - Neste mês aprenderemos a viver em paz uns com os outros. Se queremos conservar nossos amigos, precisamos aprender a lidar com os conflitos."

Recado Amigo de Dorothy Eaton Watts in Inspiração Juvenil Amigo é Pra Essas Coisas,
1 de junho de 1998.

Má EsCoLhA

Porém seu pai e sua mãe, lhe disseram: Não há porventura mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Tomai-me esta, porque ela agrada aos meus olhos.
Juízes 14:3, Bíblia Almeida Antiga.
Em Juízes 14 a 16 está a história triste de um homem, que Deus chamou para uma tarefa especial: Ser o guia-libertador do povo de Israel. Deus deu-lhe força física. Era nazireu e nunca cortara o cabelo. Desde pequeno desenvolveu um físico forte e atraente. Seus músculos dos braços e das pernas eram rígidos e salientes, pois era um moço separado para uma missão especial.
Sansão, porém, fugiu do propósito de Deus escolhendo um outro caminho bem diferente. Desceu a colina e foi lá abaixo à cidade chamada Timna. Lá conheceu uma bela jovem, porém vulgar. Gostou dela, e ela cativou sua afeição, mas como uma armadilha; não era amor puro e sincero. Os pais o aconselharam:
- Mas Sansão, não há moças aqui no nosso meio? Uma moça cristã para você namorar? Você precisa justamente de ir buscar uma moça daqueles incircuncisos?
Oh! O moço Sansão não gostou do que os pais disseram. Eles estavam vendo o futuro, previam as consequências de tal escolha. Nada, porém, pôde demover o rapaz de tomar uma esposa pagã.
"Ela agrada ao meus olhos" - disse ele.
Será que somente devemos ser guiados pela aparência, pelas sensações visuais para escolher amigos ou namorados? Sem dúvida alguma, é preciso examinar mais profundamente e descobrir outros requisitos.
É sempre bom ouvir os pais e os mais velhos. Quantos jovens têm escolhido mal, por não ouvirem os conselhos dos que têm mais experiência de vida. Quantas lágrimas e tragédias poder-se-iam evitar, se os jovens dessem ouvidos aos conselhos de sábios cristãos.
Sansão fugiu do propósito de Deus para sua vida. No final, antes de morrer, estava cego, fisicamente ferido e machucado espiritualmente; foi quando se lembrou de orar a Deus. E sabe, em sua última oração desesperadora, por ter sido traído pela mulher que amou, por estar sendo humilhado e judiado, clamou a Deus e Ele respondeu sua oração. Com certeza, naquele dia Deus perdoou também os seus pecados.

Querido juvenil, procure escolher de acordo com a vontade de Deus. Ouça os mais velhos e experientes conselheiros cristãos, e tenho a certeza que será mais feliz!

Recado Amigo da professora Ofélia Wichert Moróz in Inspiração Juvenil Saudades do Lar, 1 de junho de 1995.

VoCê é De MuITo AuXíLiO

Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que lhe sobreviera, chegaram, cada um do seu lugar: Elifaz o temanita, Bilade o suíta, e Zofar o naamatita; e combinaram condoer-se dele, e consolá-lo.
Jó 2:11.
Depois de você ter mandado pelos ares algum projeto, já teve algum amigo que viesse e dissesse algo como: "Tenha mais sorte na próxima vez" ou "O que você esperava?" Essa pessoa pode ter ótimas intenções, mas não é de mais auxílio que uma terceira perna. A última coisa que você necessita é de alguém dizer-lhe o que você fez de errado. Você sabe disto. E todas as boas intenções do mundo não mudarão o fato de que você estaria muito melhor sem o "auxílio" deles.
Conta-se uma fábula de um cervo que não se sentia muito bem. Ele estava deitado sobre uma grama verdejante à sombra de um bosque. Ali ele tinha bom alimento por perto e seria capaz de comer sem muito esforço.
Os animais da floresta amavam o belo cervo por causa de sua natureza calma e gentil. "Ele tende a ficar solitário", disseram eles entre si. "Vamos visitá-lo, um por um, e consolá-lo."
Assim cada visitante teve a sua vez de ir ver o cervo. Nenhum deles pôde resistir à tentação de dar algumas mordidas no verde gramado. Logo, nada foi deixado para o cervo enfermo! Ele teve de levantar-se e sair à caça de alimento a fim de sobreviver. Seus amigos o haviam consolado, mas tinham também irrefletidamente roubado sua fonte de alimento.
Jó, na Bíblia, teve o mesmo tipo de amigos. Oh, eles não vieram e devoraram seu alimento, mas foram juntos e começaram a pregar para ele. Disseram-lhe que ele deveria ter praticado o mal, caso contrário, todas estas coisas não lhe teriam sobrevindo! A esta altura uma pessoa com menos paciência do que Jó provavelmente teria posto esses três indivíduos para fora da porta.
Há alguma pessoa bem-intencionada, porém irrefletida "Elifaz" ou "Bildade" ou "Zofar" em sua vida? Alguém que está sempre lhe dizendo coisas que (segundo eles) são para seu próprio bem? Ou você impensadamente faz o papel de alguém que começa com ótimas intenções e se enrosca fazendo as coisas errado?
Anote uma vez em que você, realmente, disse a coisa ou a palavra errada para a pessoa errada no momento errado. Como se sentiu depois? Porquê?
Agora escreva uma vez que você foi realmente capaz de oferecer algum auxílio a um amigo perturbado. Como se sentiu depois? Porquê?

Recado Amigo da professora, escritora, oradora, Colleen L. Reece in Inspiração Juvenil Sonhando com a Vida, 1 de junho de 1991.

ViVeR NuM CíRcUlO

Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom.
III João 11.
Muitas vezes, nos trópicos, vimos longas filas de formigas, muitas delas lado a lado, seguindo umas às outras. Observando especialmente uma grande procissão delas, num caminho da floresta, resolvi interromper seu perfeito jogo de "siga-o-chefe". Com meus pés, matei logo uns sete centímetros da coluna. No mesmo instante, as formigas que vinham atrás entraram em pânico, ficaram confusas. Desesperadamente disparavam para várias direções. A maioria delas voltava para encontrar as que se aproximavam. Isto ocasionava colisões entre elas, num caminho de uma só mão - nenhuma sabia o que fazer. Todas estavam confusas. Depois de longo tempo, uma mais corajosa aventurou-se a ir só na direção daquelas que se foram.
Você não precisa confundir-se ao enfrentar os problemas da vida, se estiver seguindo uma orientação segura. A Bíblia indica o caminho. E em livros inspirados como Mensagens aos Jovens, de Ellen White, Deus lhe dá todas as respostas às perplexas decisões a tomar na vida. Você encontrará uma placa indicativa: "Este é o caminho", para cada problema. Você, porém, tem de despender tempo para encontrar a resposta e tempo para ouvir e falar com Deus. Mas assim você sabe que está no caminho certo.
Não seja como a procissão das larvas de lagartixa, que seguem uma junto da outra numa rota ou procissão. Um dia o Dr Fabre encontrou-as quase circundando um vaso de pedra no seu jardim. Ele apanhou algumas larvas e, com elas, completou o círculo preenchendo o intervalo que havia, completando assim a volta. Essas larvinhas tolas gastaram o dia todo andando ao redor do vaso, num círculo contínuo.
Antes de se rir desses insetos que nada realizavam a não ser andar cegamente umas após as outras, pense em você mesmo. É muito provável que você tenha feito a mesma coisa devido à ideia comum que "todo o mundo faz isto". Esquecendo-se de glorificar a Deus, com nenhum outro propósito senão ser aceito pelos seus amigos, você tem feito o que os outros fazem porque você receia sair da fila, receia ser diferente, receia ficar deslocado, não é isso?
Abandone o seu viver num círculo, e despenda tempo para seguir as instruções claramente apresentadas na Bíblia e nos livros inspirados do Espírito de Profecia.
Recado Amigo do casal missionário Eileen e Jay Lantry in Inspiração Juvenil, Pare e Espere por Jesus, 1 de junho de 1988.

(Todos os livros são da Casa Publicadora Brasileira, São Paulo)

A Tua Lei - Bíblia Sagrada, Êxodo 20


sexta-feira, 15 de maio de 2015


ESTAMOS  TODOS  NO  MESMO  BARCO


(clique em cima das imagens)

Há coisas que parecem ter um apelo snob. Sabe a que me refiro?
Por exemplo: alguém poderá contar-me alguma coisa sobre si próprio e eu penso: "Oh! Quem me dera saber fazer isso!" Bem, o que eu quero partilhar convosco não tem um apelo snob porque não consigo imaginar alguém a dizer: "Oh! Quem me dera fazer isso!"
Tomo cinco miligramas de veneno para ratos todos os dias e sete e meio miligramas aos domingos, quartas e sextas. Bem, tenho que esclarecer que o frasco do medicamento não diz, exactamente, "veneno para ratos" em lugar algum. Em vez disso, o rótulo indica "Varfarin". O Varfarin é um anticoagulante. Pode parecer estranho, mas a primeira vez que comprei este tóxico poderoso foi para o seu propósito original - matar ratos. Degrada a capacidade coagulante do sangue, causando uma hemorragia interna massiva e - neste caso para os ratos - a morte.
Agora, este anticoagulante é uma parte necessária da minha vida.
Porquê? Porque tenho fibrilhação auricular. Não conheço toda a fisiologia do problema, mas, no meu caso particular, acho que pode ser comparado com o velho ditado "Demasiados cozinheiros estragam o caldo". Parece que há umas malvadas dumas células no meu coração que estão a mandar sinais falsos, fazendo com que as câmaras atriais daquele órgão batam tão rapidamente que não têm tempo para se esvaziarem.
Como resultado, poderá formar-se um coágulo. O meu cardiologista diz-me que, se isso não for tratado, tenho uma possibilidade de 1% de ter um enfarte por ano.
"Portanto," disse ele, deitando-me um olhar de simpatia e compreensão, "precisa de tomar um anticoagulante para o resto da vida".
Para ser sincero, a ideia de tomar veneno para ratos revolve-me o estômago. E é muito aborrecido. Mas não é tudo. Tenho de fazer uma análise todos os meses para me certificar de que o meu sangue não está demasiado fino, nem demasiado grosso. Se, por alguma razão, ficar demasiado fino, poderei ter uma hemorragia (como os ratos).
Como uma possibilidade de 1% não me parece terrivelmente ameaçadora, já houve alturas em que pensei em tomar apenas uma aspirina e esquecer o veneno para ratos e as análises de sangue. De qualquer forma, não sinto diferença com um ou outro medicamento.

No entanto, deixem-me dizer-vos porque decidi seguir à risca os conselhos do meu médico. Se em alguma altura eu sofresse um enfarte, não seria apenas a minha vida que seria arruinada; isso também teria um grande impacto negativo na vida da minha mulher. Seria ela a chamar o 112. Se eu sobrevivesse, ela teria de empurrar a minha cadeira de rodas para cá e para lá, teria de me dar banho, e fazer todas aquelas pequenas coisas sem importância que agora faço sozinho. A sua vida nunca mais seria a mesma.
Cheguei à conclusão de que a minha saúde não é apenas minha; ela pertence a toda a família.
Alguns dizem: "Olha lá, a vida é minha. Posso vivê-la como quiser." Não é verdade - pelo menos não o é para mim. Se amo aqueles que me amam, não posso viver apenas da maneira como quero. O que quer que me aconteça, acontece também a toda a minha família.
Recentemente, a minha mulher e eu andávamos às compras. "Acho que vou comprar pastilhas elásticas," disse ela, dirigindo-se ao expositor. Perguntei-lhe se ia comprar das que não contêm açúcar. "Bem, não estava a pensar nisso," respondeu-me.
"Eu preferia que o fizesses," disse eu com um sorriso nos olhos, "porque os teus dentes pertencem-me!" Ela hesitou, sorriu e concordou. Mais tarde partilhámos as pastilhas elásticas sem açúcar.
Outro poderoso incentivo para levar um estilo de vida saudável é a redução do tempo incapacitante. Para alguns sortudos, o processo que leva à morte dura apenas um momento. Para outros, pode levar anos. O meu sogro faleceu fulminado por um aneurisma. Em contraste, o meu pai sofreu um enfarte, perdeu a capacidade de engolir e teve de ser alimentado através de um tubo durante três anos antes de, finalmente, descansar.
Para ilustrar a inevitabilidade da morte, eu por vezes digo, a brincar: "Pedi uma certidão de nascimento e reparei que tem prazo de validade!" Depois, li um texto bíblico, em Hebreus 9:27 (BBN). Diz: "Está determinado que os homens morram uma só vez". Parece que a taxa de mortalidade da raça humana é de 100%.
"Então e depois?... Todos temos de morrer um dia." É verdade. Mas há muito que pode ser feito para retardar o processo e reduzir o tempo de incapacidade.
Viver uma vida tão saudável e tão longa quanto possível é algo que devemos a Deus, que nos criou, àqueles que nos amam, e a nós próprios.

Richard O'Ffill, Freelancer, in Revista Saúde e Lar, Junho 2005, Publicadora SerVir.


AMAR  PROTEGE  O  CORAÇÃO

No mundo de hoje, competitivo, apressado, sem ideologias, e muitas vezes sem Deus, em que o homem esquece o primado do espírito, em que as estruturas sociais, tradicionais das gerações que nos antecederam tendem a desaparecer, as alterações espirituais e emocionais são cada vez mais relevantes no desencadear das doenças cardíacas, por diminuição das defesas imunitárias e por aumento do stress. Se o indivíduo pode, alertado pela Educação para a Saúde, pelas Campanhas de Prevenção, eliminar até certo ponto os factores de risco relacionados com a alimentação, o sedentarismo, o consumo de tabaco, álcool ou drogas, mais difícil se torna controlar os sentimentos e as emoções negativas, a sensação de solidão, a sensação de falta de amor.
Assim deveria, a par dos conselhos sobre como controlar os factores de risco tradicionais, ser feita uma educação para a saúde afectiva.
Todos precisamos de laços afectivos. Todo o ser humano sofre com a ideia da sua morte, da imortalidade da sua vida, do esquecimento da sua passagem por este mundo. O indivíduo só sobrevive na memória dos outros. É essa a única imortalidade em termos terrenos. As nossas memórias têm que ser transmitidas aos outros.
Mas para que possamos minorar o stress que o simples facto de viver acarreta é necessário que as memórias que legamos sejam positivas, e que transmitamos algo de bom.
Dizia Albert Einstein que se deve substituir a reacção em cadeia dos átomos pela reacção em cadeia da bondade. E Elie Wiesel, Prémio Nobel da Paz, ontem entre nós na Gulbenkian, escreveu: "Eu vim para aprender o sentido da partilha e da permuta".
Bondade, partilha, permuta. Ideais que exigem a busca de um estilo de vida mais sociável e com mais amor. O tempo dedicado aos outros é mais importante que o tipo de amor. Mas todo o tipo de amor causa bem estar e liberta ENDORFINAS, um revigorante natural que relaxa e traz bem estar a todo o organismo, contribuindo assim para a saúde cardiovascular.
A solidão, quando não procurada, por uma razão positiva, como a do estudo, a criação, o conhecimento de si próprio, tem efeitos nefastos sobre a saúde. Os solitários, regra geral, bebem e fumam mais, comem pior e assumem riscos desnecessários. E a solidão, mercê da moderna evolução das sociedades tem tendência a aumentar. Pesquisas científicas, estudos epidemiológicos, revelam que a intimidade, o apoio emocional e as relações familiares e sociais são tão - ou mais - importantes para a saúde do coração quanto o exercício físico e a dieta saudável, levando a concluir que o coração é, em grande parte, negativamente afectado pelas emoções que levam à depressão.
- A maternidade e o ser mãe conferem à mulher capacidades afectivas únicas que protegem o seu coração e contribuem para a sua conhecida maior longevidade.

Contudo há algo que não pode ser evitado - o stress. Mesmo quando completamente relaxados e a dormir estamos em stress. Embora não o possamos evitar, podemos enfrentá-lo e até desfrutá-lo, aprendendo mais acerca das suas causas e ajustando a nossa filosofia de vida ao seu melhor conhecimento.
A fonte mais frequente de stress mental e emocional, e também a mais antiga, reside na necessidade de tomar uma decisão e escolher entre alternativas. Qualquer alternativa ou direcção é melhor do que nenhuma - já Séneca dizia: "Quem não conhece o seu porto de destino não tem ventos a favorecê-lo".
Devemos procurar encontrar o nosso próprio nível de stress, ou seja a velocidade a que podemos correr para alcançar o nosso objectivo. Devemos primeiro estar seguros que tanto o nível de stress como o próprio objectivo são pessoais e não impostos pela sociedade; só o próprio pode saber o que quer e a velocidade a que o pode alcançar. Não faz sentido forçar uma tartaruga a correr como um cavalo de corrida, ou impedir que o cavalo corra mais rápido que a tartaruga, só por solidariedade.
Hans Selye resumiu em duas linhas os resultados dos seus pensamentos e investigação sobre o stress: "Luta para alcançar a tua máxima aspiração realizável, mas não tentes resistir em vão".
Assim será mais fácil conquistar o tempo e o espaço necessários para uma vida mais rica sob o ponto de vista espiritual e emocional e poderemos desse modo preservar a saúde do nosso coração, que sempre bateu e baterá, em parte, ao ritmo das nossas emoções.
Estas foram umas breves reflexões, que, como Cardiologista dedicado à Medicina Preventiva, achei por bem transmitir-lhes.



Professor Doutor Salomão Sequerra Amram, Catedrático de Cardiologia Jubilado da Faculdade de Medicina de Lisboa.
Alocução proferida no dia 5 de Maio, na sessão solene do Mês do Coração.
NOTÍCIAS MÉDICAS, segunda-feira, 18 de Maio de 1998.


Nota: "Mesmo não havendo consciência depois da morte, ela não é o fim de tudo! A Bíblia ensina que na volta gloriosa de Jesus (1 Coríntios 15:23; Apocalipse 1:7) Ele irá ressuscitar os mortos (1 Tessalonicenses 4:13-18) e trazê-los à vida novamente. Essa é a doutrina da ressurreição, a solução de Deus para a morte: 'Os vossos mortos e também os seus cadáveres viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o Teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos.' Isaías 26:19. 'Eu, porém, na justiça contemplarei a Tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a Tua semelhança.' Salmo 17:15. 'Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?' 1 Coríntios 15:51-55." http://esperanca.com.br/2010/02/17/a-alma-e-imortal/ - E.E.

domingo, 3 de maio de 2015

MÃES PRECIOSAS


"Mulher exemplar não é fácil de encontrar ... Fala sempre com sabedoria e dá conselhos com bondade." Provérbios 31:10, 26

Hoje estamos comemorando o Dia das Mães e, por isso, vamos dar uma paradinha em nossa sequência de temas para falar um pouco sobre essa pessoa tão especial. Quando vejo alguém se destacando em alguma área, procuro saber quem é a mãe que está por trás do sucesso. As mães costumam ficar anónimas, e não se importam com isso. Ver o sucesso dos filhos é suficiente para elas. Elas não fazem questão nenhuma de mostrar o rosto. Ficam à distância, felizes e orgulhosas de seus filhos. Você conhece a história do norte-americano Benjamin Carson? Que mãe teve esse homem! Hoje ele é um neurocirurgião de grande sucesso. Mas, para chegar aonde chegou, contou com uma mãe que se dedicou de corpo e alma à criação de seus dois filhos. Ela, que trabalhava como faxineira em casas de família, não pôde contar com o apoio financeiro do ex-marido. Com sangue, suor e lágrimas formou um filho em medicina e o outro em engenharia.
É comum vermos o Dr. Ben Carson dando palestras, sendo convidado para seminários, sendo entrevistado para falar de seus grandes feitos na medicina e autografando seus livros que já foram lidos por milhares de pessoas em todo o mundo. Mas mal sabemos o nome de sua mãe, não porque ele não fale nela; muito pelo contrário, sempre que ele conta sua história fala muito sobre a querida mãe. Mas ela é a típica mãe que abriu mão dos seus sonhos para realizar os sonhos dos filhos. Vê-los felizes é o grande prémio dessa mulher. Existem outros milhares de mães assim pelo mundo. Uma delas é a minha mãe.

Há também as mães que veem, com tristeza, o fracasso dos filhos. Só que essas mães não costumam ficar anónimas; elas mostram o rosto e dizem: "Este é o meu filho e eu estou do lado dele para o que der e vier!" Que amor é esse? Bom, se você tinha alguma dificuldade para entender o amor de Deus, agora tudo ficará claro: o amor de mãe é semelhante ao amor de Deus. Ele, que vive para amar, quis alguém para imitá-Lo e, por isso, fez as mães. Neste domingo especial, abrace todas as mães que você encontrar. Abrace todas aquelas mulheres que, de alguma forma, se dedicam ou se dedicaram à formação e educação de um novo ser.
Parabéns, Mamã!

Meditações para Juvenis, 2014 - Casa Publicadora Brasileira.


DECRETO PARENTAL

Felizmente, os meus filhos não leem muitas vezes os meus artigos... portanto, é provável que não descubram o que vou confessar até eu ter idade para estar em segurança, confortavelmente instalada num lar de terceira idade - e fora do alcance da sua "retribuição".
Se o Leitor for de natureza sensível, é capaz de ser melhor ficar por aqui, pois o que eu vou revelar não é nada bonito.
Hoje, pela primeira vez na minha vida - embora provavelmente não seja a última - entrei no e-mail do meu filho. Sim, eu sei que é chocante!
Lembro-me, claramente, da minha avó estar, desavergonhadamente, a ouvir as conversas das minhas tias e pensar que ela era uma grande bisbilhoteira. Eu nunca faria uma coisa dessas! Nem pensar! Bem, esse ideal durou até há pouco. O meu filho, perto de fazer 13 anos, corou quando mencionou que algumas colegas lhe enviavam e-mails. Casualmente, fiz algumas perguntas sobre o assunto, mas ele corou ainda mais e deu-me umas respostas muito vagas.
Não era preciso ser um cientista da NASA para saber que alguma coisa estava a acontecer. Foi então que tomei uma decisão executiva e instituí o Decreto Parental como um sistema de alarme preventivo para identificar armas de destruição massiva.
Depois de passar algum tempo com o nariz enfiado na vida do meu filho, comecei a compreender porque é que os detectives ficam entediados quando lhes calha terem de ler as receitas de culinária que as donas de casa trocam entre si. O que eu fiquei a saber, além do facto de que as conversas entre adolescentes podem ser tremendamente aborrecidas, foi que havia ali um romancezito no ar. Felizmente, soube disso antes de ele vir ter comigo, contando tudo e pedindo conselhos.
O que era, precisamente, o que eu queria saber desde o princípio. Sempre fui muito aberta com os meus filhos e sinto que temos umas sólidas linhas de comunicação. Mas estamos naquela altura em que essas linhas começam a quebrar-se e eu queria saber se, quando as coisas começassem a acontecer, essas linhas se aguentariam. Estou aliviada por ver que sim.


(D.R.W. - Fundador do Desafio Jovem, ver Links 4LS)

Como editora da revista Listen, uma revista de prevenção de drogas e álcool para adolescentes, conheço, em primeira mão, o que acontece quando os pais não estão suficientemente envolvidos na vida dos seus filhos. Histórias tristes passam pela minha secretária todos os dias. Leio-as e penso: Onde estavam os pais?
Quando peso as consequências não sinto na realidade, quaisquer escrúpulos em bisbilhotar a vida dos meus filhos. Iria eu revistar os seus quartos? Certamente, se os tivesse de proteger contra ameaças desconhecidas (para eles). Interrogaria os seus amigos? Absolutamente, se isso fosse necessário. Daria uma olhadinha quando eles convidassem os amigos? Pode ter a certeza! Certificar-me-ia para onde, e com quem vão? Pode contar com isso!
Alguns podem considerar isto invasão de privacidade. Eu vejo-o como a primeira linha de defesa. Longe vão os dias em que o telefone da família estava num sítio onde toda a tribo podia ouvir as conversas das crianças com os seus amigos.
Hoje, estranhos com más intenções metem-se nos chatrooms online onde os pais quase nunca pisam. Muitas crianças têm telemóveis. Podem falar com qualquer pessoa, em qualquer lugar.

Ser-se pai, hoje, não é para os escrupulosos. Estamos em desvantagem com todas estas recém-descobertas liberdades e riscos - riscos que eram inimagináveis há menos de dez anos. Cabe-nos a nós construir barreiras à volta da vida dos nossos filhos.

A tecnologia é uma ferramenta maravilhosa, mas ela significa que agora, mais do que nunca, os pais precisam de estar vigilantes ao monitorizarem a vida dos seus filhos. É por isso que o meu Decreto Parental estará activo até que as crianças da minha casa tenham idade suficiente, tenham aprendido e desejem proteger-se. Até lá, podem chamar-me Mãe Bisbilhoteira, que eu não me importo.

Céleste Perrino-Walker, Editora da Revista Listen in Saúde e Lar, Maio de 2007.

BÊNÇÃOS AOS QUE PEDEM

"Nada tendes, porque não pedis." Tiago 4:2

Não podemos passar sem a graça de Deus. Precisamos de auxílio vindo de cima, se queremos resistir às múltiplas tentações de satanás, e escapar aos seus enganos. Entre as trevas dominantes, precisamos de ter a luz de Deus para revelar as armadilhas e os enganos do erro, de contrário seremos apanhados. Devemos aproveitar a oportunidade para orar, tanto em particular como no altar da família. Muitos precisam de aprender a orar. ...
Quando com humildade, dizemos ao Senhor quais as nossas necessidades, o próprio Espírito intercede por nós; quando o nosso senso de necessidade nos leva a abrir a alma perante o olhar observador da Omnipotência, as nossas orações sinceras e fervorosas chegam ao trono de Deus, a nossa fé reclama as Suas promessas, e vem-nos o auxílio. ...
A oração é tanto um dever como um privilégio. Precisamos de ter a ajuda que só Deus pode dar, e esse auxílio não vem sem que o peçamos. Se somos demasiado convencidos da própria justiça de modo que não sentimos a nossa necessidade do auxílio de Deus, não teremos a Sua ajuda quando mais dela necessitarmos. Se somos demasiado independentes e presunçosos para, diariamente, pela oração fervorosa, reclamarmos os méritos de um Salvador crucificado e ressurgido, ficaremos sujeitos às tentações de satanás. ...
A oração fervorosa, sincera ... traz força e graça para resistir aos poderes das trevas. Deus quer abençoar. Está mais disposto a dar o Espírito Santo aos que O pedem, do que os pais a darem boas dádivas aos seus filhos. Mas muitos não sentem a própria necessidade. Não compreendem que não podem fazer nada sem o auxílio de Jesus. ...
Foram-me mostrados anjos de Deus prontos para comunicarem graça e poder aos que sentem a sua necessidade de força divina. Mas esses mensageiros celestes não concederão bênçãos, a menos que sejam solicitadas. Eles têm esperado pelo clamor de almas famintas e sedentas das bênçãos de Deus; muitas vezes têm esperado em vão. Havia, na verdade, orações casuais, mas não a fervorosa súplica de corações humildes e contritos. ...

Os que quiserem receber as bênçãos do Senhor precisam de preparar eles próprios o caminho, pela confissão do pecado e humilhação diante de Deus, com arrependimento sincero e com fé nos méritos do sangue de Cristo.


- Ellen White in RH (Review and Herald), 24 de julho de 1883, pág. 466. Meditações Matinais - A Nossa Alta Vocação, 3 de maio de 2015.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

CONVITE  ESPECIAL


Convido todas as pessoas que vivem no Cacém, perto do Cacém ou até longe do Cacém (porque não?...) a visitarem nos dias 1, 2 e 3 de maio o Centro Comercial Satélite, bem perto da Estação da CP.

Vão ter uma agradável surpresa de muito Boas Dicas para desfrutarem de melhor
Saúde - Física e Mental - e mais Anos de Vida!

Ateliers, Conferências, e ofertas...
com muito amor, alegria, simpatia, sorrisos, e ainda bom humor.

Aproveite!... Porque não vai acontecer todos os dias, nem todos os meses,
nem todos os anos!

NÃO FALTE! Foi tudo preparado, carinhosamente, a pensar em Si!



(clique em cima da imagem)

Pode ver mais em Links 4LS - Expo Saúde

terça-feira, 7 de abril de 2015

Saúde Mental


CURA DE UM HOMEM COM ESPÍRITOS MAUS

Texto Bíblico - Marcos 5:1-20.
(Também se pode ler em Mateus 8:28-34; Lucas 8:26-39)


Jesus e os Seus discípulos chegaram à outra margem do lago, na região de Gerasa. Logo que Jesus saiu do barco, um homem possuído dum espírito mau foi ao Seu encontro. Vivia nos sepulcros e ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo com correntes. Já muitas vezes o tinham apanhado e ligado com cadeias de ferro nos pés e nas mãos, mas ele rebentava tudo e ninguém conseguia dominá-lo. Dia e noite gritava nos montes e por entre os túmulos, ferindo-se com pedras. Mal viu Jesus ao longe, correu para Ele, pôs-se de joelhos aos Seus pés, e disse-Lhe aos gritos: "Que queres Tu de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-Te por Deus que não me atormentes!" Ele disse isto, porque Jesus lhe havia ordenado: "Espírito mau, sai deste homem!"
Jesus perguntou-lhe: "Como te chamas?" E ele respondeu: "Chamo-me Multidão, porque somos muitos." E pedia insistentemente a Jesus: "Não nos expulses desta região."


Ora andava ali perto, a pastar no monte, uma grande quantidade de porcos. E os espíritos maus pediram a Jesus: "Manda-nos passar para aqueles porcos." Jesus consentiu, e os espíritos maus saíram do homem e entraram nos porcos, que eram quase dois mil.
Puseram-se todos a correr pelo monte abaixo até ao lago, e lá se afogaram. Os homens que andavam a guardar os porcos fugiram e foram à cidade e aos arredores contar o que se tinha passado. Muitos foram ter com Jesus, e viram o homem que tinha estado possuído dos espíritos maus, já sentado, vestido e em perfeito juízo. Ao verem isto, ficaram assustados. Então os que tinham assistido a tudo, contaram o que acontecera ao homem e aos porcos e pediram a Jesus que Se fosse embora dali.
Quando Jesus ia a entrar no barco, o homem que foi curado pediu-lhe muito que o deixasse ir com Ele. Mas Jesus disse: "Não, vai mas é para tua casa e conta lá o que o Senhor te fez e como teve pena de ti!" O homem foi, e pôs-se a contar na região das Dez Cidades tudo aquilo que Jesus lhe tinha feito. E toda aquela gente ficou espantada. Marcos 5:1-20.



O vento açoita com rajadas de chuva os flancos do barranco, e as furiosas ondas estrondam contra as rochas. A luz dos relâmpagos dá um aspecto sinistro às tumbas escavadas junto à borda do precipício. O homem sente frio. Está ferido. Naquela caverna, que a julgar pelos ossos que contém deve ter servido de fossa comum, sente mais do que nunca a sua solidão e desespero.
Como chegou até ali? É uma longa história... Uma queda após outra, o vício, o descontrolo e, depois, a expulsão. Sua família tentara em vão, resgatá-lo do abismo. Sente nojo de si próprio, desespero; e, por fim, a loucura. Está escravizado, cativo dos demónios. Anela libertar-se, mas é-lhe impossível. Acha-se condenado a essa morte em vida.
O rugido da tormenta espanta-o: e se morrer nessa mesma noite? Pressente que a sua tormenta interior é a maior, a que pode destruí-lo. Mas um pensamento cruza de repente a sua mente como o fulgor de um relâmpago; penetra até o mais íntimo do seu ser e impõe-se nele como uma necessidade, com uma força e clareza que não deixa margem a dúvidas:
"Quero mudar, não desejo continuar assim; quero ser diferente, quero estar em paz com Deus, comigo e com os demais; quero ser puro, quero ser bom, quero ser livre!" E o gadareno, num êxtase cuja formidável tensão se exterioriza num incontrolável soluço e numa torrente de lágrimas, fica invadido por um sentimento alvoroçado de ânsias de liberdade, de saúde, de pureza, de bondade, de amor e de beleza.

Um dia na praia e junto ao caminho que passa por detrás daquele mesmo cemitério, ouve dizer a uns pescadores que em Cafarnaum, um tal Jesus, chamado Cristo por alguns, dá vista aos cegos, cura os enfermos, limpa os leprosos e até liberta os endemoninhados.
Amanhece. E que sucede?... Repentinamente o vento deixa de soprar. Cessa a chuva. As nuvens dissipam-se e sobre o tranquilo lago reflecte-se a silhueta de um pequeno barco a aproximar-se.
O gadareno pensa: "Se esse barco me trouxesse a paz que tanto anelo!" Os gritos desesperados de outro desventurado companheiro de infortúnios interrompem a sua reflexão. O seu corpo despido treme de frio, as feridas dos braços e punhos sangram-lhe. Uma caveira de órbitas vazias sorri-lhe um sorriso de morte, e um grito de horror desgarra-se-lhe da garganta. Como ele está perdido! Essas tumbas são o seu mundo. Está prisioneiro, dele mesmo, e não tem possibilidade de escapar. Sua agonia prolongar-se-á um dia mais?... O barco aproxima-se. Ele não deixa de contemplá-lo.
E nisto, um homem salta à praia, encara-o e vem até ele. É Jesus! O mesmo que lhe descreveram os pescadores! E pergunta-se a si mesmo: "Mas poderá, ou desejará, fazer algo por mim?"


Então o gadareno corre até Jesus e ajoelha-se a Seus pés
(Marcos 5:6). Os discípulos sentem medo. Temem que os despedace essa fera com aspecto humano, e fogem aterrorizados. O homem, prostrado no solo, não se atreve a levantar os olhos. E sem querer, contra a sua vontade, sai da sua garganta um grito estranho, tremendo, contraditório: "Que tenho eu Contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-Te por Deus que não me atormentes!" (Marcos 5:7).
Mas Jesus não foge. Ele, que havia criado o homem à Sua imagem e semelhança, não retrocede nem um passo sequer daquele homem que tanto se desviara da imagem do seu Criador.
Apesar das palavras de recusa do endemoninhado, Cristo quer entrar em contacto com ele, e pergunta-lhe: "Qual é o teu nome?" As palavras de Cristo penetram como um raio de esperança na mente do desafortunado, e ele sente que está perante Alguém, que pode salvá-lo.
Seus lábios abrem-se para implorar misericórdia, mas deles sai um rugido assustador: "Legião é o meu nome, porque somos muitos" (Marcos 5:9). E por que "legião"? A "legião" romana é formada por 6.700 homens: 6.000 infantes e 700 cavaleiros. A Palestina acha-se ocupada e dominada pelas legiões romanas. Esta jactância demoníaca significa subjugação e domínio total por um poder exterior.
Cristo não escuta as palavras involuntárias do gadareno. Sabe que este homem necessita da Sua ajuda e não a nega. Com voz serena, mas cheia de autoridade, diz ao espírito mau: "Sai deste homem, espírito imundo" (Marcos 5:8).


Cristo não nos trata como merecemos ou como somos, mas como podemos chegar a ser, pelo Seu poder. Cristo revelou-nos a incrível misericórdia de um Deus que "dá vida aos mortos, e chama as coisas que não são como se fossem" (Romanos 4:17), de um Deus que nos ama não importa quão baixo tenhamos caído!
Um novo dia brilha na alma do gadareno. E enquanto corre até aos seus para contar-lhes quão grandes coisas Deus fez com Ele, a luz do sol nascente brilha sobre o mar e a terra como uma bênção de paz.

Prezado leitor, os casos de pessoas possuídas, em diversos graus, por um espírito demoníaco são muito mais frequentes do que a maioria das pessoas está disposta a aceitar. Hoje é tão fácil como então - e talvez até mais - estar possuído pelos espíritos imundos: do alcoolismo, do vício de drogas, da luxúria, da violência, do egoísmo, da soberba, da vida fácil, da crítica, da inveja, da hipocrisia, da glutonaria, da preguiça, da avareza, da cobardia, ou da indiferença. Sim! O mal não existe em Deus mas no Seu opositor!
Espíritos imundos que nos arrastam até aos lugares solitários, ou aos concorridos; espíritos de demónios que nos acorrentam e arrastam à beira do precipício da tumba. Espíritos satânicos que nunca andam sós, mas que juntos procuram dominar-nos. São legiões infernais que tentam afundar-nos na desgraça e desespero.
Mas Cristo - hoje como antes - conhece nossas lutas, escuta nosso pranto, e só espera que O chamemos para acudir ao nosso encontro, à nossa própria Gadara, a oferecer-nos a Sua graça e a livrar-nos do mal.
Quando os poderes do mal nos aprisionam, o pecado escraviza-nos e destrói a nossa paz. Lutamos então com todas as nossas forças até que, derrotados sucessivas vezes..., perdemos a esperança e estamos a ponto de perecer.
Se confiamos em nós mesmos seremos tão impotentes como o mísero gadareno... Mas não desanimemos! Há Alguém que pode ajudar-nos: o mesmo que acalmou a tempestade e devolveu a paz àquela alma atribulada, pode conceder calma e paz a todo o que O busca.

Amigo leitor: por mais desesperada que pareça a sua situação, se recorrer a Jesus achará descanso para a sua mente, para a sua vida. Jesus Cristo o chama quando diz: "Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei". (Mateus 11:28).
Confie em Jesus Cristo! Se recorrer a Ele para que o salve, não o fará em vão: "O que vem a Mim, de maneira nenhuma o lançarei fora" (João 6:37). Ele repreende com tristeza os seus desvarios, mas nunca deixará de lhe dar a ajuda de que necessita. O seu caso - embora assim o pareça - nunca será mais desesperado do que o do gadareno! E Jesus venceu! Como se esperaria.
Ninguém necessita de ser 'bom' para que Jesus lhe conceda a Sua graça: o que necessita é da Sua graça para ser 'bom'. O poder que libertou o gadareno das forças que o escravizaram e fez dele um homem novo, está agora mesmo à sua disposição para livrá-lo de todas as escravidões e fazer de si uma nova pessoa.
Para seu próprio bem, aceite de todo o coração a Cristo como seu Salvador pessoal, e creia, começará para si uma nova vida. A graça de Deus é também para si e os seus!

Prof Dr Roberto Badenas, Facultad Adventista de Teología (veja em Profesorado, Link 3I), in Sinais dos Tempos, nº 20, 1987.

Aprender a Confiar (em Yahweh - Jesus)


Experiência pessoal:
Creio plenamente em tudo isto e em como muitos dos doentes mentais, ainda hoje, têm problemas também deste género. Ouço algumas vezes no meu consultório histórias incríveis, assustadoras, e as pessoas completamente perdidas, já tendo recorrido a 'tudo e todos', sem solução. Mesmo os médicos especialistas não sabem por vezes o que fazer a não ser continuar a receitar e experimentar mais medicação, conforme eu própria percebi quando numa Formação fiz uma pergunta ao Professor sobre estes casos descritos na Bíblia. Ele movimentou-se... mas não houve resposta. Repeti a pergunta mais alto e com toda a delicadeza mas a atitude foi idêntica, pelo que logo desisti, me sentei, percebendo que estava a incomodar.

Esqueci-me que a Medicina não usa métodos espirituais... E por outro lado, há muita gente interesseira, que se aproveita disso. E quantas pessoas, algumas bem pobres, gastam tanto dinheiro, escusadamente. Quando a solução é bem simples, e não tem preço! Deus oferece-nos tudo o que precisamos "de graça", e só pede o nosso coração! Onde se vê algo assim?!!!
Mas as pessoas continuam a sofrer dos seus problemas e alguns horríveis, que eu ouço e acredito plenamente. Há alucinações e alucinações!... Dizem que veem vultos a caminhar pela casa, parados ao pé de si, acreditam que são pessoas de família que já morreram que querem falar com elas (que arrepios isto me dá!!!...); que ouvem vozes, sentem coisas, etc, etc.
Que pena as pessoas não conhecerem verdadeiramente a Palavra de Deus, pois desse modo podiam defender-se e acabar com estes problemas. Que pena não saberem, LEREM com os seus próprios olhos, que os mortos estão na sepultura a aguardar a Ressurreição e o Juízo Final. Então? 'Andam' para baixo, para cima, para baixo, para cima?... Que é isto?... Quem aparece são espíritos maus, a fazer-se passar por essas pessoas falecidas. Eles só querem fazer mal, incomodar, tirar a paz... e tiram, com toda a certeza, a quem não sabe o que está escrito na Bíblia, a Carta que Deus nos deixou para nossa orientação.



Muito resumidamente, já tive uma experiência horrível (mas que vejo agora quanto me ajudou em conhecimento prático) quando quis auxiliar uma utente de quase 70 anos, no outro centro de saúde onde trabalhei, e bem vi o horror que está por detrás disto. E como me envolvi muito nessa ajuda, querendo até trazer a doente uns dias para minha casa (depois dela ter passado por vários especialistas, sem resultados) os demónios vieram atacar-me também a mim de várias maneiras, e até 'sobrou' para a minha família que embora eu os quisesse poupar e tratar do caso sozinha, ainda assim, houve duas alturas em que eles tiveram de me ajudar - orar muito em meu favor.
Lembro-me daquela vez, a pior, em que a minha filha apenas com os seus 18 anitos, uma querida, tão espiritual, ajoelhada ao meu lado na beira da cama, orava alto, orava a Deus fervorosamente, e eu já só chorava porque o problema estava a ser demais, a passar os limites... e como humana que sou, nessa tarde realmente fui-me abaixo apesar da grande força e coragem que Deus me estava a dar.
Então o Senhor, MARAVILHOSO, que não abandona os Seus filhos e estava ali presente connosco, sim, embora não O víssemos, ofereceu-me um miminho para ultrapassar a grande angústia. De repente, o telefone do quarto tocou, e quem era? A última pessoa que eu imaginaria... Mas a única com quem eu sentia desejo de falar sobre este horrível problema que nunca tinha tido e me estava a atingir. Foi uma alegria indescritível quando a minha filha me disse que era um certo Pastor, a tal pessoa com quem eu queria falar mas vivia lá tão longe, e eu ainda tinha tão pouco à vontade com ele, que nem me atrevia a ligar-lhe. Como pôde isso acontecer?... Extraordinário!
Bem, isso foi o suficiente para me trazer de novo 'para cima', para me dar novo alento, nova coragem e continuar lutando com as verdadeiras armas para estes problemas: a Oração, a Leitura da Palavra de Deus e de outros bons livros nela baseados, (e pôr em prática os seus ensinos, naturalmente...) e a Meditação nessas leituras, como dizia num anterior vídeo, um verdadeiro 'Enoque' de hoje - Pr. Alejandro Bullón. Admiro-o muito!
Conto ainda outro horrível episódio, na Ilha da Madeira, onde fui acompanhar o meu marido. Acordei a meio da noite e já não conseguia adormecer a ouvir constantemente batidas no teto, ora aqui, ora acolá, enfim... percebi de imediato o que era a 'brincadeira'. Acordei o meu marido e pedi-lhe que orasse também comigo. Ajoelhámo-nos na beira da cama e pedimos ao Senhor a Sua proteção e a expulsão daqueles seres demoníacos. Acreditem ou não... houve um barulho enorme e as portas da varanda que estavam fechadas, abriram-se de par em par e toda a corja maligna saiu desatinada. Que horror!!! Desculpem a expressão: Que nojo!!!

Mas também quero agora dizer que a ajuda à utente concretizou-se de alguma forma (saí de lá pouco depois, não por causa dela, nunca!, mas por um presente que Deus me ofereceu: um lugar noutro centro de saúde bem perto de minha casa, e sem eu ter feito, ou pensado, alguma coisa para que isso acontecesse!), pois a senhora, de sempre deitada ou recostada num cadeirão sem fazer nada, só lamentando-se e queixando-se e chorando... passou a fazer a sua vida normal, indo até visitar-me ao novo centro de saúde e a minha casa, ainda bastante longe, e sozinha, em transportes públicos. Um verdadeiro milagre. Graças a Deus!
E também tudo passou comigo, tendo eu podido pessoalmente constatar, que afinal há cura para estes casos 'especiais' (espirituais, sem dúvida). Mas SÓ se a pessoa quiser, se COLABORAR, e melhor ainda se tiver a ajuda da família. Nem precisaria de mais ninguém! Basta estar com Deus, ligar-se fortemente a Ele! E seguir os tais passos já referidos. Porque o miserável desse satanás e a sua detestável comitiva vão mesmo se afastar! Eles não suportam estar ao pé de Deus e de quem está com Ele!
Ainda sobre um comentário de Ellen White a que não resisto (inspirado por Deus), e me espanta e até dá pena... porque afinal esse monstro podia viver para sempre numa posição tão linda! Enfim... Como é que ele, ex-Lúcifer, o anjo mais inteligente do Céu, o principal das hostes angelicais até ser expulso, que sabe que, se se arrependesse - até ao sacrifício de Cristo no Calvário - ainda poderia ser perdoado (quão extraordinário e incompreensível é o Amor de Deus!!!), não se arrependeu?! Não mostra bem como é realmente o ser mais Orgulhoso do Universo e também o MAIS ESTÚPIDO!!!...

Coloco aqui este vídeo, muito impressionante, mas que deve ser visto para se compreender ainda melhor o que está por detrás de nós, invisível aos nossos olhos, e para fugirmos dessas coisas que cada vez estão mais disseminadas e camufladas de várias formas... E tanto mal vão fazer de várias maneiras...
Penso nas Crianças e Jovens, vítimas mais vulneráveis...
Nos "Harry Potter", as magias..., filmes, novelas, Nova Era e misticismos, na sexualidade 'moderna', nas drogas, álcool, etc, etc, onde satanás está bem presente e 'feliz da vida'...

Ajudêmo-nos a nós mesmos e aos nossos queridos, e poupemos os médicos, que coitados, não têm culpa... e veem-se em sérias dificuldades como puderam compreender.
Edite Esteves.



"É necessário passar muito tempo em oração particular, em íntima comunhão com Deus. Só assim se podem obter vitórias. A eterna vigilância é o preço da segurança."

"O que professa ser seguidor de Cristo tem de se vigiar a si mesmo, conservando-se puro e incontaminado em pensamento, palavra e ação. A sua influência sobre os outros deve ser de molde a elevar. A sua vida deve refletir os brilhantes raios do Sol da Justiça."

"Precisamos de ser guiados pela genuína teologia e pelo bom senso. A nossa mente precisa de estar rodeada pela atmosfera do Céu!"

"A capacidade de discernir entre o que é reto e o que não o é, podemos possuí-la unicamente pela confiança individual em Deus. Cada um deve aprender por si, com auxílio dEle, mediante a Sua Palavra. A nossa capacidade de raciocinar foi-nos dada para que a usássemos, e Deus quer que seja exercitada." (E. G. White, Educação, p. 231).


Estimado amigo e visitante, se precisar de ajuda espiritual ou se, melhor ainda para prevenir, quiser estudar a Palavra de Deus, dirija-se a alguma Igreja Adventista do 7ª Dia, e lá pode aprender muito sobre muitos assuntos, todos os que desejar, e sempre baseados na Bíblia, o Livro de Instruções que Ele nos deixou para sabermos como viver neste mundo, de modo a podermos estar um dia no outro vindouro. E não paga nada por isso! Será muito bem recebido.

Pode ir ao Link 1R ou aqui - http://adventistas.org.pt/igrejas