sexta-feira, 21 de junho de 2013

FIM DO MAL E COMEÇO DO BEM.
QUANDO?



Quando os discípulos de Jesus Lhe perguntaram: "Qual será o sinal da Tua vinda e do fim do mundo?", Ele descerrou a cortina do tempo e permitiu-lhes ver o futuro distante.
Um comerciante empreendeu uma viagem que o manteve longe da família durante vários meses. Antes de sair, contudo, disse ao seu filhinho: "Querido, o papá vai viajar por muito tempo, mas regressará. Quando tu notares que as folhas das árvores estão a cair, podes saber que falta pouco tempo para o meu regresso."
Passaram-se os meses. Certa manhã, o menino foi ao quintal e encontrou-o coberto de folhas outonais. Correu excitado para a cozinha, onde a mãe estava a preparar o pequeno almoço. "Mamã, o papá já está a regressar!" - gritou - "O papá já está a regressar!"
Antes de deixar a Terra e subir aos Céus, Jesus prometeu aos discípulos: "Virei outra vez" (S. João 14:3). Muitos creem que o regresso de Jesus está muito próximo. Eis algumas das importantes profecias bíblicas que nos asseguram que Jesus vem em breve.

UM PLANO QUE SE CUMPRE

O plano de Deus para a história do mundo pode ser encontrado em Daniel 2:31-45. Há 25 séculos o rei Nabucodonosor, rei do Império Babilónico, sonhou com uma grande estátua. O profeta Daniel, sob a inspiração de Deus, disse que esse sonho representava a história do mundo desde essa data até o final dos tempos.
Diversas partes da estátua representavam 4 impérios mundiais que dominariam de modo sucessivo: Babilónia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Daniel disse ao rei que os pés e os tornozelos da estátua representavam as muitas nações que surgiriam como resultado do desmembramento do Império Romano.
Roma desintegrou-se gradualmente. A maioria dos historiadores datam a sua queda no ano 476 depois de Cristo, quando a cidade foi saqueada pelos bárbaros. O seu território foi ocupado pelas nações da Europa, cada uma com o seu próprio governo.
Deus disse ao rei Nabucodonosor: "Nos dias destes reis o Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído" (Daniel 2:44). Comparando a História com a profecia, é muito evidente que estamos "nos dias destes reis". Isto significa que Jesus poderá vir a qualquer momento.

A PREGAÇÃO DO EVANGELHO

Outro sinal do Seu regresso indicado por Jesus aos Seus discípulos tinha que ver com a pregação das verdades cristãs em todo o mundo. Jesus disse: "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim" (S. Mateus 24:14). O apóstolo S. João referiu-se ao mesmo sinal em Apocalipse 14:6, onde predisse que a pregação do Evangelho a toda a "nação, tribo, língua e povo" ocorreria antes do retorno de Cristo.
É um fato histórico bem conhecido que as organizações missionárias cristãs começaram a experimentar um notável período de crescimento em princípios do século passado, o qual tem prosseguido até à nossa época. Atualmente pode-se conseguir a Bíblia, na sua totalidade ou em parte, em mais de 1600 idiomas e dialetos. A história do amor de Deus e do sacrifício de Jesus está a ser proclamada pela televisão, rádio, livros e revistas em toda a nação sobre a Terra. Evidentemente, este é outro sinal cumprido do regresso de Cristo. Ele virá em breve.


EXPLOSÃO DO CONHECIMENTO

Se eu pudesse resumir numa palavra a característica proeminente da nossa época, escolheríamos o termo ciência, o qual está em consonância com as profecias bíblicas para o tempo do fim. Com efeito, a metade dos cientistas que existiram ao longo dos séculos pertencem à nossa época. O conhecimento aumentou mais em 10 anos na atualidade do que aumentou nos 6 mil anos prévios da história do mundo.
Notemos as palavras seguintes que Deus dirigiu ao profeta Daniel: "Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para a outra, e a ciência se multiplicará" (Daniel 12:4). Isto não só se está a cumprir com o notável aumento do conhecimento das profecias de Daniel e das demais profecias bíblicas, como também através do extraordinário progresso técnico e científico que o mundo tem experimentado nestas últimas décadas. Não resta dúvida de que estamos no tempo do fim. Jesus em breve virá!

SECULARISMO

A Bíblia predisse que antes do regresso de Jesus a nossa sociedade se caracterizaria pelo seu secularismo, pela sua falta de fé genuína e pelo seu abandono dos princípios cristãos. Jesus perguntou: "Quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na Terra?" (S. Lucas 18:8). S. Paulo disse a Timóteo que nos últimos dias os homens seriam "mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus" (II Timóteo 3:1-5).
A ciência moderna tem separado o homem de Deus, e tem-no induzido a confiar em si mesmo em busca de sentido e segurança. Nos últimos dias deste mundo os homens haveriam de rechaçar a Deus como Criador, o que se cumpre de modo impressionante com a crença na teoria da evolução, sustentada atualmente por tantas pessoas.

JESUS DEVE VIR EM BREVE

A Bíblia não diz exatamente quando Jesus voltará. O que na verdade diz é que haveria sinais nos céus e na Terra que anunciariam o Seu regresso.
Uma das evidências mais notáveis de que o Seu retorno está muito próximo encontramos em Apocalipse 11:18: "Iraram-se, na verdade, as nações; então, veio a Tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos Teus servos, os profetas, e aos santos... e o tempo de destruíres os que destroem a Terra."
Jesus regressará quando as nações estiverem iradas e quando os homens tiverem a capacidade de destruir a Terra. A tecnologia moderna aplicada no mal está convertendo este mundo num local inadequado para viver. As armas nucleares ameaçam aniquilar a vida do planeta a qualquer momento.
Cristo deve voltar para evitar que os homens se auto-aniquilem; para completar o Seu plano de redenção; para eliminar para sempre o pecado, a dor e a morte; para estabelecer o Seu reino eterno de justiça e de amor.
Seguramente, não pode demorar muito o fim de todo o mal e o começo de todo o bem. Jesus virá em breve!


PROFECIAS CUMPRIDAS

Quando analisamos, à luz das profecias bíblicas, as condições atuais do mundo e os acontecimentos que estão ocorrendo, encontramos abundante evidência de que chegámos ao tempo do fim.

Os últimos dias se caraterizarão por:
1. Acúmulo de riquezas - S. Tiago 5:3; 2. Lutas laborais - S. Tiago 5:4-8; 3. Preparativos para a guerra - Joel 3:14, 9 e 10; 4. Conversações sobre desarmamento - Isaías 2:2-4; 5. Grande desenvolvimento da ciência - Daniel 12:4; 6. Temor e angústia coletiva - S. Lucas 21:25-27; 7. Busca insaciável de prazeres - II Timóteo 3:1-4; 8. Ceticismo religioso - S. Lucas 18:8; 9. Intemperança e degeneração física - S. Lucas 17:28; Ezequiel 16:49 e 50; 10. Abandono das verdades bíblicas - II Timóteo 4:3 e 4; Isaías 30:8-10; 11. Degeneração moral e declínio da religiosodade - II Timóteo 3:1-5.

Nos últimos dias haverá:
12. Viagens sem paralelo - Daniel 12:4; 13. Terramotos, enchentes - S. Lucas 21:11; 14. Pestes, fomes - Joel 1:1-4; 2:1; 15. Maldade generalizada - S. Mateus 24:12; 16 Crimes sangrentos - Ezequiel 7:23; 17. Rompimento dos laços conjugais - S. Mateus 24:37-39; 18. Zombadores da crença no regresso de Cristo - II S. Pedro 3:3-5; 19. Incremento do espiritualismo - I Timóteo 4:1 e 2; 20. Milagres fraudulentos - Apocalipse 16:14; 21. Surgimento de muitas seitas - II S. Pedro 2:1.


Marvin Moore, Teólogo, Pastor, Editor e Escritor, in Revista Brasileira Decisão

Acaso estas 21 predições não oferecem um quadro exato do que vemos estar a ocorrer atualmente no mundo? Todos nos damos conta de que esses sinais se estão a cumprir ante os nossos olhos. Que significa tudo isto? Exatamente o que Jesus disse em Mateus 24:33 - "Quando virdes todas essas coisas sabei que Ele está próximo, às portas".


ELE VIRÁ

Os sinais já se podem ver, Ele em breve virá,
Penso em como eu estarei, quando encontrar meu Senhor.
Os meus olhos verão o Rei, Seu olhar de amor.
Como estarei quando enfim, vier?

Coro
Ele virá, resgatar quem O esperou, Ele virá, prometeu e será fiel.
Eu posso esperar meu Senhor, eu posso confiar, Ele voltará!

Tantas vezes você ouviu, sobre um Deus de grande amor
Que entregou Sua vida aqui, você pode entender o porquê?
Pra te dar liberdade, enfim, pra salvar teu viver.
Como estarás quando enfim, vier, vier o fim?

Sobre as nuvens eu já posso ver,
Eu reconheço o meu Mestre e Seu olhar,
Todo o meu medo já passou, quanta saudade eu senti,
Agora sei que estou liberto, estou liberto, sei que virá!



"Ah, se eu não morresse nunca, e eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas!", disse Cesário Verde.
Sim! A Bíblia diz que isso será uma realidade. Mas para isso... este acontecimento terá de ter lugar.
Ele poderá ser o Mais Maravilhoso e Significativo para cada Homem e Mulher! Só depende de nós! Deus já fez a Sua parte no Calvário. (EE)


(Leia mais em Leituras para a Vida, Links 1R, 21.06.2013)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

RENOVAÇÃO DA MENTE
Ir  Além  do  Pensamento  Positivo



       O apelo de Romanos 12:2 para sermos transformados pela renovação da nossa mente deixou sempre na minha mente uma pergunta. Como é que este processo funciona? Que papel tem o cérebro neste processo de transformação?
Será este processo semelhante ao que alguns gurus propõem - que podemos realmente controlar os nossos próprios pensamentos e gerar energia positiva, energia que nos conduzirá no sentido de alcançarmos o que desejamos, incluindo o sucesso espiritual? Estará a renovação da mente ao alcance da humanidade, na medida em que trabalhemos conscientemente sobre os nossos padrões de pensamento?
       Um olhar mais atento a Romanos 12:2 traz à luz o facto de o verbo 'ser transformado', ser um verbo passivo. Nós não nos podemos mudar. O próprio Jesus relembra-nos claramente de que os maus pensamentos e todos os tipos de tendências pecaminosas procedem do coração humano (Marcos 7:15, 20-23). A escritora Ellen White relembra que "não podemos mudar o nosso coração, nem reger os nossos pensamentos, impulsos e afeições".1
Portanto, embora os proponentes da gestão do pensamento digam que o poder para mudar, reside no interior do indivíduo, o Cristão compreende que a mente natural é de tal modo corrupta e vil que nunca será capaz de dar a volta à situação. A nossa única esperança está no Espírito do Senhor, que nos pode transformar na imagem que podemos ver, como num espelho, a imagem da glória do Senhor (II Coríntios 3:18).

       Axónios, Dendrites - e Mudança
       O que acontece, realmente, no cérebro, à medida que ocorre o processo de transformação? Cada célula ou neurónio "transmite sinais nervosos, do cérebro e para o cérebro, a cerca de 320km/h. O neurónio é composto por uma célula-corpo (ou soma) com dendrites ramificadas (recetores de sinal) e uma projeção chamada axónio, que conduz o sinal nervoso. Na outra extremidade do axónio, os terminais do axónio transmitem o sinal eletroquímico através de uma sinapse (o espaço entre o terminal do axónio e a célula recetora)".2
Os pensamentos ou as ações (estímulos) ativam a transmissão de substâncias eletroquímicas ao longo destes axónios e dendrites e, onde eles se ligam, nas junções neurais ou sinapses, são trocadas cargas eletroquímicas. À medida que estes axónios e dendrites se ligam, formam vias neurais. Quando estas ligações são repetidas ao longo do tempo, como quando um músico ensaia repetidamente, estas vias neurais tornam-se permanentes, formando aquilo a que chamamos "hábitos".
       A partir do nosso nascimento, estas vias neurais estabelecem o nosso comportamento, e embora os hábitos possam ser formados, eles também podem ser "des-formados" quando escolhemos comportar-nos conscientemente de uma maneira diferente, traçando assim uma nova via neural. Ao longo do tempo, à medida que esta via neural é percorrida, forma-se um novo hábito. Por outras palavras, o cérebro é capaz de se reconectar a si mesmo ao longo da vida, "dependendo da natureza dos seus pensamentos. Certos pensamentos sustentados, produziram diferenças físicas mensuráveis e alteraram a sua estrutura".3 Este conceito de 'neuro-plasticidade' - a capacidade de adaptarmos e mudarmos as nossas redes neurais que continuam a transformar a estrutura do cérebro - apoia inteiramente o conceito bíblico de transformação espiritual. Sim, nós podemos ser transformados!

       Como é que Funciona?
       Portanto, como é que a gestão do pensamento funciona para um Cristão que deseja afastar-se do seu egocentrismo e caminhar em direção a um estilo de vida centrado em Deus, que coloca Cristo e a Sua vontade como prioridade máxima?
Em primeiro lugar, quando Deus toma a iniciativa de plantar um pensamento na nossa mente, convidando-nos a entregarmos-Lhe a nossa vida, nós respondemos com a escolha consciente de nos entregarmos a Ele e também de lhe entregarmos os nossos motivos egoístas. As ideias e as imagens que percorrem a nossa mente necessitam, constantemente, de ser purgadas do Eu e este é um processo longo - o trabalho de uma vida inteira.
       Ellen White comenta que, quando Deus nos convida à mudança, "então Ele operará em nós o querer e o efetuar, segundo a Sua aprovação. Assim, a nossa natureza toda será posta sob o domínio de Cristo".4
       Portanto, Deus é o iniciador e o agente da mudança - não somos nós. Da nossa parte, necessitamos de "aplicar o nosso pensamento à Palavra de Deus. Devemos, ponderadamente, acolher essa Palavra, demorarmo-nos nela, ponderar o seu significado, explorar as suas implicações - especialmente no que diz respeito à nossa própria vida. Devemos, ponderadamente, colocá-la em prática. Ao fazê-lo, seremos assistidos pela graça de Deus de formas muito para além de tudo o que conseguimos compreender por nós mesmos; e as ideias e as imagens que governaram a vida de pensamento de Cristo vão apoderar-se de nós".5
Portanto, a adoração a Deus através da Sua Palavra, com reflexão, meditação e oração, tem o profundo efeito de nos mudar gradualmente, à medida que investimos tempo para convivermos com Deus, tal como Ele é apresentado na Bíblia. O estudo reflexivo (e não apenas correr pela Bíblia para completar a sua leitura integral num ano) é crucial neste processo transformador. Um famoso teólogo diz que "a adoração é a força mais poderosa na realização e sustentação da formação espiritual da pessoa como um todo".6


       Transformado pelo Espírito de Deus
       À medida que adoramos de um modo lento, despreocupado e significativo, Deus reorganiza os nossos pensamentos; Ele muda a nossa visão do mundo, os nossos paradigmas, para vermos as coisas do ângulo de Deus e não da nossa perspetiva egocêntrica. Quando tais intuições ocorrem no cérebro, à medida que meditamos sobre as Escrituras, precisamos de submeter os nossos pensamentos à autoridade de Jesus, para que Ele nos possa mudar, de modo a sermos como Ele e a termos a Sua mente.7
       Os estímulos enviados às células cerebrais durante a adoração serão as promessas de Deus, a Sua instrução, a Sua correção e os Seus mandamentos. Em lugar de percorrermos aquelas velhas vias neurais de comparação com os outros (de ver como posso obter o melhor para mim ou como posso passar à frente dos outros), esses neurónios começam a criar novas associações. Novas vias neurais emergem, que buscam glorificar Deus e estabelecer o Seu reino; novas iniciativas sobre como servir melhor os outros, intuições criativas sobre como remendar uma relação destruída, levam os nossos neurónios, axónios e dendrites a criarem ligações novas em folha.
       Este processo transformador de santificação não pode ser apressado, leva tempo - tempo devocional diário, a sós com Deus. À medida que passamos tempo na Sua presença, a transformação do modo de pensar ocorre, um passo de cada vez. Paulo sabia do que estava a falar quando escreveu sobre a mudança que Deus pode realizar em nós, "não nos forçando, mas trabalhando no nosso interior, com o Seu Espírito, agindo profundamente e gentilmente, de modo que compreendamos as extraordinárias dimensões do amor de Cristo e experimentemos a sua profundidade, a sua largura e a sua altura". Apenas, então, nós poderemos "viver vida plena, cheia da plenitude de Deus" (Efésios 3:18-20, tradução Message).
       A transformação espiritual é um processo único, tanto individual como coletivo, pelo qual crescemos até à imagem de Jesus Cristo e começamos a pensar e a agir como Ele, mesmo enquanto ainda estamos nesta Terra. Não podemos fazer isto por procuração; o indivíduo tem que o experimentar em primeira mão. Depois de o experimentarmos individualmente, o processo impele-nos a alcançarmos os outros; por isso é um processo 'coletivo', porque a formação espiritual é o processo de se ser conformado à imagem de Cristo, para o bem dos outros.8

       Transformação em Lavador de Louça
       Considere a seguinte história, na qual Romanos 12:2 trata de reprogramar as vias neurais de um recém-convertido, um homem reformado.
Lavar pratos não faz parte do seu reportório de comportamentos adquiridos, mas, à medida que o marido A faz a sua meditação em que adora a Deus, Ele abre-lhe os olhos para ver o quanto a sua mulher, dona de casa, tem trabalhado, gerindo eficientemente a casa, durante muitos anos, para que ele possa regressar a um lar com um ambiente limpo e atrativo. O Espírito Santo sussurra-lhe: "Não é já tempo de lhe mostrares a tua apreciação genuína?"
A cada refeição ele é relembrado pelo toque do Espírito e, como resposta, os seus neurónios começam à procura de uma outra via. Em lugar de se levantar no final da refeição e dirigir-se para a sua cadeira favorita, ele agora levanta-se, recolhe os pratos sujos, e dirige-se para o lavatório da cozinha para os lavar. O queixo da sua esposa fica caído de espanto; ela não consegue compreender o que se está a passar.
       Desde o momento em que o Espírito Santo falou com ele e que o marido A tomou aquela decisão consciente, até ao instante em que ele recolhe os pratos sujos, os neurónios estão ocupados a criar estas novas ligações, abandonando os velhos circuitos de caminhar até ao sofá e desfrutar de uma leitura tranquila. Em vez disso, os impulsos elétricos enviados para os músculos através das novas ligações levam o homem a caminhar até ao lavatório da cozinha com a pilha de pratos sujos. Estas novas ligações, se realizadas repetidamente, começam a criar uma impressão cada vez mais profunda e fortalecem esta nova rede para formarem um hábito - o hábito de carregar o fardo de outro. (...)
       Considere o seguinte pensamento, baseado numa década de investigação sobre a transformação espiritual: "Viver profundamente não requer retirar-se para o topo de uma montanha ou iniciar uma jornada própria de um herói; pelo contrário, a convergência da vida e da prática é sobre 'o regresso do herói' - retorno no qual você traz os frutos da sua jornada de autodescoberta para casa, para a sua vida, para a sua família e para a sua comunidade."9
       A verdadeira transformação espiritual não pode ser limitada à privacidade da jornada de um indivíduo; deve - no curso do seu desenvolvimento natural - ter impacto na vida dos outros e aceitar a ordem de Jesus para "irmos" (Mateus 28:18 e 19).
Apesar de reconhecermos que o processo de transformação é obra de Deus, o Cristão deve fazer a sua parte no investimento do tempo e do esforço, para criar o hábito de procurar Deus e executar as mudanças que são reveladas por Ele. No final da jornada da vida, talvez o melhor que possamos fazer será descrever os nossos fracos ganhos, na gestão dos nossos pensamentos e do nosso progresso espiritual, como uma sinfonia inacabada, que aguarda a sua conclusão quando Jesus regressar.


Sally Lam-Phoon, Diretora do Departamento dos Ministérios da Família da Igreja Adventista do 7ª Dia, Kyonggi-do, República da Coreia do Sul, Divisão da Ásia do Norte e Pacífico in Sinais dos Tempos, 4º Trim. 2012.



Referências:
1. Ellen White, Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP, 1996, p. 420.
2. www.enchantedlearning.com/subjects/anatomy/brain/Neuron.shtml, acedido em 2 de agosto de 2010.
3. Lynne McTaggart, "Entering Hyperspace" in Measuring the Immeasurable: The Scientific Case for Spirituality, Sounds True, Boulder, Col., 2008, p. 346.
4. Ellen White, A Ciência do Bom Viver, Publicadora Atlântico, Sacavém, 1990, p. 176.
5. Dallas Willard, "Transformation of the mind" in Spring Arbor University Journal, verão 2003, p. 1. www.dwillard.prg/articles/artview.asp?aertID=120, acedido em 16 de agosto de 2010.
6. Idem
7. Ver Max Lucado, Grace for the Moment, Thomas Nelson, Nashville, Tenn., 2000, p. 297.
8. M. Robert Mulholland, Jr., Invitation to a Journey: A Road Map for Spiritual Formation, InterVarsity, Downers Grove, III, 1993, p. 12.
9. M. M. Shclitz, C. Vieten e T. Amorok, "Living Deeply" in Measuring the Immeasurable, p. 457.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

DIA  DA  FAMÍLIA


Querido Pai:

Obrigada pela família maravilhosa que me deste:
meu marido, minha esposa, meus filhos; os meus pais, meus avós, e meus primos também.
Obrigada pelo ambiente agradável que vivemos todos os dias!

Em minha casa...
não há palavras vãs, palavras amargas, duras, para atingirmos os nossos queridos...
não há olhares frios, cansados, acusadores...
não há gestos bruscos, irrefletidos, gestos indiferentes que rasgam a alma...
todos nos amamos e queremos proporcionar bem-estar uns aos outros.

Em minha casa...
há sorrisos perdidos em cada canto do lar...
há alegria para repartir e contagiar cada membro mais necessitado...
a música que ouvimos é celestial e eleva o nosso espírito até Ti...
as leituras que fazemos são edificantes e partilhamo-las com os nossos queridos...

Em minha casa...
há sempre um sofá e até uma cama para cada amigo que chega sedento do nosso aconchego...
também não falta um prato de comida para qualquer desconhecido
que com fome, se abeira de nós...
também há roupa, sempre pronta para agasalhar alguém...

Em minha casa...
há sempre uma oração no ar por cada filho, cada neto, cada membro que inicia um novo dia...
por cada amigo que desabafa connosco e que pede a nossa intercessão...
oramos também por aqueles que não simpatizam connosco mas que Te amam
e se estão a preparar para viverem eternamente Contigo...
oramos ainda por aqueles que não Te amam mas que queremos que Te venham a conhecer...

Ops! Perdão Pai! Isto foi um sonho! Um sonho lindo...
Nem sempre a minha família tem sido assim e por vezes até deixamos a porta fechada,
trancada, impedindo que Tu entres no nosso lar!
E pior ainda. No nosso coração!

Perdão, querido Pai! Estamos arrependidos.
Queremos que mudes os nossos hábitos!
Queremos que habites no nosso íntimo e no nosso lar!
Queremos viver o Teu amor na nossa família, a família que nos deste, que escolheste
e planeaste para nós, e que é a melhor de todas!
Obrigada por ela!

Queremos também partilhar o Teu amor com os nossos amigos, com o nosso próximo.
E em cada oportunidade falar de Ti, desse amor e da Tua preciosa salvação!
Ajuda-nos a cumprir a nossa missão como família cristã
no meio em que estamos inseridos!
Em nome de Jesus, Amém.


(Poema de Gabriela Matos - a mãe da Andreia)


A Andreia e os amigos que mais facilmente visitam o seu jardim
www.ojardimdaandreia.blogspot.com


O Nome Permanece (letra da música)

É óbvio que um nome é apenas uma palavra.
Pode ser facilmente esquecido assim que o ouvimos.
Mas um Nome foi falado antes do primeiro dia do mundo
E ainda haverá quando tudo o que é, deixar de ser.
Vindo da boca de Deus veio aos ouvidos de Maria nas asas de um anjo:
Jesus, Jesus!
A Palavra que veio dar a vida por nós. A música que toda a criação canta:
Jesus, Jesus!

As mais poderosas nações da terra vêm e vão mas Jesus, O Nome Permanece.
Quando eu acordo de um terrível pesadelo e o desespero me alcança e me envolve,
Quando eu estou com tanto medo que nem sei o que orar,
Eu simplesmente digo este Nome, e O sinto. E Ele expulsa todo o medo.
Esperança e Promessa eternas: o amanhecer sem fim.
Quando o tempo finalmente chegar ao fim:
O Nome Permanecerá.


Pode ler algo mais sobre Família em:

http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2013/li912013.html

domingo, 5 de maio de 2013

FELIZ  DIA  DAS  MÃES



OS ROLOS DE CABELO

       Quando eu tinha sete anos de idade, ouvi a minha mãe contar a uma das suas amigas que faria trinta anos no dia seguinte. Duas coisas me ocorreram ao ouvir isso. Eu nunca tinha compreendido antes que a minha mãe fazia aniversário; e, segunda, não me lembrava dela ter algum dia recebido um presente de aniversário.
       Achei que podia fazer algo a respeito disso. Fui para o quarto, abri o meu cofre de porquinho e tirei todo o dinheiro que havia nele: cinco moedas. Isso representava cinco semanas da minha mesada. Fui então até à lojinha perto de casa e falei ao dono, Sr. Sawyer, que queria comprar um presente de aniversário para a minha mãe.
       Ele mostrou-me tudo o que tinha no valor de um quarto de dólar. Havia várias figurinhas de cerâmica. A minha mãe teria gostado, mas já possuía uma porção delas e era eu que tinha de lhes tirar o pó uma vez por semana... Definitivamente não serviam. Havia também caixinhas de bombons. A minha mãe era diabética, portanto eu sabia que não seriam apropriadas.
       A última coisa que o Sr. Sawyer me mostrou foi um pacote de rolos para o cabelo. Os cabelos da minha mãe eram lindos, pretos e compridos, e duas vezes por semana ela os lavava e prendia. Quando tirava os rolos na manhã seguinte, parecia uma estrela de cinema com aqueles cachos longos e escuros caindo como uma cascata em volta dos seus ombros. Decidi então que aqueles rolos seriam o presente perfeito para a minha mãe. Dei ao Sr. Sawyer as cinco moedas e ele me entregou os rolos.


       Levei-os para casa e embrulhei-os numa folha colorida da sessão cómica do jornal (não sobrara dinheiro para o papel de embrulho). Na manhã seguinte, fui ter com a minha mãe e dei-lhe o pacote, dizendo, - "Feliz aniversário, mamã!"
       A minha mãe ficou ali espantada e silenciosa por um momento. Depois, com lágrimas nos olhos, ela abriu o invólucro de jornal. Quando encontrou os rolos, estava a soluçar.
       - Desculpe, mamã, - falei. - Não queria fazê-la chorar. Só queria que tivesse um aniversário feliz.
       - Oh, querida, estou feliz, - respondeu. Olhei para os seus olhos e pude ver que sorria entre lágrimas. - Tu sabias que este foi o primeiro presente de aniversário que recebi em toda a minha vida? - exclamou.
       Ela beijou-me então no rosto e repetiu, - Obrigada, querida. - Voltou-se depois para a minha irmã e disse: - Vê só! A Linda deu-me um presente de aniversário! - Em seguida olhou para o meu pai dizendo: - Vê! A Linda deu-me um presente de aniversário!
       Foi então para a casa de banho para lavar o cabelo e prendê-lo com os rolos novos.
       Quando ela saiu do quarto, o meu pai olhou-me e disse: - Linda, quando eu estava crescendo, na fronteira (o meu pai sempre chamava à casa em que vivera na infância, nas montanhas da Virgínia, de 'fronteira'), não dávamos muita importância à tradição de presentear adultos no seu aniversário. Isso era algo feito somente para as crianças. A família da tua mãe era tão pobre que também não podia acompanhar esse costume. Mas ao ver como tu fizeste tua mãe tão feliz hoje, vi-me obrigado a repensar todo esse assunto de aniversários. O que estou tentando dizer é que tu, Linda, estabeleceste um precedente.

       E estabeleci mesmo um precedente. Depois daquele dia, a minha mãe recebia chuvas de presentes todos os anos: da minha irmã, do meu irmão, do meu pai, e de mim. E claro que, quanto mais velhos ficávamos, tanto mais dinheiro recebíamos e ela ganhava presentes melhores. Quando cheguei aos 25 anos, já lhe dera um aparelho de som estéreo, uma televisão a cores e um forno de microondas (que ela trocou por um aspirador de pó).
       Quando a minha mãe fez cinquenta anos, os meus irmãos, a minha irmã e eu juntámos os nossos recursos e comprámos algo espetacular para ela: um anel com uma pérola rodeada de pequenos diamantes. Quando o meu irmão mais velho lhe entregou o anel, na Festa dada em sua honra, ela abriu a caixa de veludo e olhou para a jóia que continha. Depois sorriu e mostrou aos convidados o seu presente especial, exclamando: - Os meus filhos não são ótimos? - Passou em seguida o anel pela sala e foi emocionante ouvir o suspiro coletivo que se fez ouvir, enquanto o anel passava de mão em mão.
       Depois da saída dos convidados, fiquei para ajudar na limpeza. Estava a lavar os pratos na cozinha quando ouvi uma conversa entre os meus pais na sala ao lado. - Muito bem, Pauline, - disse o meu pai. - Esse anel na tua mão é lindo. Acho que foi o melhor presente de aniversário que já ganhaste, não foi?
       Os meus olhos encheram-se de lágrimas quando ouvi a sua resposta: - Ted, - disse suavemente, - o anel é realmente muito bonito. Mas, sabe qual foi o melhor presente que já recebi? Foi o pacote de rolos.

Linda Godman in Histórias Para o Coração da Mãe, Editora United Press

      

AMOR DE MÃE

«Amor de mãe, amor que nunca esquece,
Amor que nos eleva e santifica.
Se dá, se torna a dar, se multiplica
E quanto mais de dá maior parece.

Amor que não é feito de ilusão,
Amor que nos quer bem sem nos dar mágoa
E onde há sempre, sempre a gota de água
Para a sede do nosso coração.


Amor que entende as nossas amarguras...
Amor de Mãe! Pudessem seus desejos
As próprias pedras mudaria em beijos
Para que um filho as achasse menos duras.

As mães! As mães, Senhor! Se elas pudessem
Tirar a toda a flor os seus abrolhos,
Fazer astros à custa dos seus olhos,
Da luz do seu olhar fazer estrelas...


As nossas mães, as nossas mães, Senhor!
Pudessem elas fazer astros da luz que o amor encerra
Não haveria noite sobre a Terra
Em que os passos de um filho se perdessem!

As nossas mães, as nossas mães, Senhor!
Pudessem elas ser o mar profundo
Para que um filho atravessasse o mundo
Sobre a onda imortal do seu amor!


Oh, que doce seria o navegar
sem tormenta através desses espaços...
A nau seria a curva dos seus braços,
O farol toda a luz do seu olhar.

E fosse o mar da vida imenso, enorme,
Maior ainda do que a gente teme,
O coração de Mãe iria ao leme,
O coração de Mãe é que não dorme!
»

Palavras do Coração das Mães


quinta-feira, 25 de abril de 2013

FLASHES  DE  LIBERDADE



MARTIN  LUTHER  KING  JR.

Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo.
Atos 10:28.

       Martin Luther King Jr. cresceu numa época em que o consideravam inferior em alguns aspectos, simplesmente porque a sua pele era negra. Quando ele era pequeno, havia muitos lugares nos quais não era permitido os negros irem.
       Certo dia, o pai de Martin levou-o a uma loja para comprar um par de sapatos novos. Pararam um instante para ver um par de sapatos castanho e branco lustroso, que estava na montra. Os olhos de Martin aumentaram o brilho ante a possibilidade de possuir os sapatos. Por fim, o seu pai tomou-o pela mão e afastou-o da montra. Juntos, passaram pelas grandes portas de vidro e foram sentar-se.
       - Eu teria prazer em servi-los, se vocês se tivessem sentado naqueles bancos no fundo da loja - disse o empregado branco com firmeza, mas de maneira cortês.
       - Gostamos destes bancos bonitos - sorriu o Sr. King. - Acho que iremos ficar por aqui mesmo.
       - Mas nós não atendemos gente negra na parte da frente da loja - repetiu o empregado. - Vocês devem ir lá para o fundo.
       - Se não pudermos ser atendidos na frente da loja, então não seremos atendidos de modo algum.
       O Sr. King tomou Martin pela mão e retirou-se.
       - Mas, pai, eu queria aqueles sapatos que vi na montra - lamentou Martin, quando já estavam do lado de fora.
       - Não há nada de errado connosco - explicou o Sr. King. - Somos pessoas decentes. Já estou cansado de ser tratado como refugo!
       Quando Martin cresceu, tornou-se um pregador como o seu pai. Ele fez tudo para que muitos meninos e meninas negros não precisassem de experimentar a humilhação pela qual ele passou.
       Pelo seu maravilhoso trabalho, ele conquistou o Prémio Nobel da Paz.
       Mas foi assassinado por alguém que não gostava que os negros fossem iguais aos brancos. Deu a vida na luta pela igualdade.
       Ainda há em todas as escolas crianças às quais as outras consideram inferiores, por causa da maneira como elas se vestem, como falam e da parte da cidade em que moram.
       Deus precisa de meninos e meninas com a coragem de Martin Luther King Jr., que ajudem a pôr um ponto final na maneira como essas crianças são tratadas.

Dorothy Eaton Watts in Meu Herói de Cada Dia, Meditações para Crianças e Juvenis.

EU TIVE UM SONHO

Eu tive um sonho: que um dia os filhos dos antigos escravos
e os filhos dos antigos senhores
se poderão sentar à mesma mesa fraternal.

Sonho: que todos os países oprimidos se transformarão
num oásis de liberdade e justiça.

Sonho: que os meus filhos viverão um dia num país
onde não serão julgados pela cor da sua pele
mas pela sua personalidade.

Sonho: que um dia os vales se erguerão
e as colinas e montanhas serão nivelados.
Tudo o que está desigual será unificado
e tudo o que está caído se erguerá.


Martin Luther King





EDUCAR  E  COOPERAR,  O  11º  MANDAMENTO

"...Não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto ... e as farás saber aos teus filhos, e aos filhos dos teus filhos." Deuteronómio 4:9


Ao exortar o povo à obediência a Deus, antes de subir ao monte Nebo para morrer, Moisés lembrou que era dever moral dos adultos passar às gerações mais jovens as coisas que os seus olhos tinham visto.
Que tinham visto os olhos daquela geração?
Os actos inigualáveis de um Deus poderosíssimo que, com mão de maravilhas e braço de protecção, os trouxera da escravidão do Egipto à libertação da terra prometida. Os filhos de Deus daquela geração tinham visto muitas coisas fantásticas sobre Deus e, por isso, Ele lhes lançou o repto de guardarem bem a sua alma, para que nunca as esquecessem, e lhes deu explicitamente o mandamento de as contarem aos seus filhos e aos filhos dos seus filhos.
Não é efectivamente, pela fala e fala repetida que as memórias perduram?
Agora somos nós a geração adulta a viver sobre a Terra. O que têm visto os nossos olhos? Que actos inigualáveis da poderosa mão de Deus temos sentido na nossa vida individual e colectiva? Com que bençãos imerecidas temos sido abençoados? De que escravidões temos sido libertados? Com quantos conhecimentos para uma vida melhor temos sido ensinados? Com que amor temos sido tratados por Jesus, que nos "achou na terra do deserto e num ermo solitário cheio de uivos e nos trouxe ao redor, nos instruiu, nos guardou como à menina do Seu olho?" (Deuteronómio 32:10).

É sobre todas estas coisas que temos visto com os nossos próprios olhos, na primeira pessoa do singular ou do plural, que Deus nos exorta também a nós, a não esquecermos nada e a transmiti-las, a partilhá-las, a contá-las e a cantá-las às gerações mais novas.
Para esta tarefa transcendente, Deus comissionou as famílias, as igrejas e as escolas. São estes os três agentes educativos que, na sua esfera própria e nos seus papéis específicos, devem trabalhar de tal forma em união que, no grande encontro final com Jesus, todos nós, enquanto pais, pastores ou professores, possamos dizer:
Senhor, foi uma experiência maravilhosa colaborar Contigo no cumprimento do 11º mandamento. Aqui estão, para o Teu reino, os filhos, os membros, os alunos que nos deste, porque, Senhor, sempre acreditámos que "no mais alto sentido, a Obra da Educação e da Redenção são uma só" (Ellen White, Educação, pág. 30).

Raquel Mendes Grave, licenciada em Filosofia, foi Professora e Directora do Ensino Secundário do Colégio Adventista de Oliveira do Douro (CAOD) in Meditações Matinais, 25 de Abril de 2010.

LER MAIS DO QUE VER

"Examinai tudo. Retende o bem." I Tessalonicenses 5:21.

       No livro O Ataque à Razão, Al Gore leva o leitor ao mundo da comunicação e da sua influência sobre a decisão das pessoas, sob o ponto de vista individual e colectivo. É óbvio que as novas tecnologias uniram o mundo como nunca até hoje, bem como abriram um mar de possibilidades para usos extraordinários. Mas é curioso que ele chegue à conclusão de que a própria democracia americana pode estar em perigo, fruto dos meios de controlo comunicacional de massas que a sociedade de informação permite. Nos Estados Unidos da América, farol de liberdade e símbolo de democracia...
       Um aspecto muito específico captou a minha atenção. Através do estudo de cientistas de variadas áreas, Al Gore advoga que uma das maiores mudanças comunicacionais da actualidade está relacionada com a passagem de uma sociedade que 'lê' para uma sociedade que 'vê'. Entre ambas, há uma diferença fundamental: a digestão e a assimilação da informação. Para ele, "as partes do cérebro mais importantes estão a ser continuamente activadas pelo próprio acto de ler palavras impressas" enquanto que a "televisão, pelo contrário, apresenta aos seus espectadores uma representação muito mais completa da realidade - que não requer a colaboração criativa que as palavras sempre exigiram" (pág. 30).
       Explicando melhor. Quando lemos, obrigamos o nosso cérebro a reflectir e a analisar a informação que está a receber. Mediatizamos o processo do conhecimento, tornando-o racional. Tal não acontece quando, passivamente, vemos e ouvimos imagens e sons, que influenciam directamente o cérebro sem nos permitir a distância necessária para a reflexão.
       Tão grande é a influência emocional desta sociedade de informação que nos permitimos ler num jornal, com maior ou menor indiferença, que 25 000 crianças morrem por dia no mundo por razões diversas; mas choramos a morte ou o desaparecimento de uma única criança, de quem nos apareça a imagem, quase como se sempre a tivéssemos conhecido e amado.

       Ora, é por esse motivo que, hoje como ao longo da História, o verdadeiro conhecimento, baseado no acesso, filtragem, análise e assimilação de informação, não pode dispensar a literatura. Ela é o garante de que, através da nossa inteligência e espiritualidade, podemos controlar o que desejamos saber e como decidimos pensar. Afinal, continua a ser o melhor meio para examinar tudo e reter o que é bom, pois é o que melhor permite, não reter o que não se deseja.
       Não acha uma boa razão para agradecer por todos os livros, revistas, cursos, folhetos, manuais, trimensários, comentários e outros, que Deus continua a permitir que existam na obra de publicações?


"A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo." - Joseph Addison.

Paulo Sérgio Macedo, licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais, Director do Departamento de Liberdade Religiosa da Ig. Adv. do 7º Dia e Editor da Revista Zona Y, Publicadora SerVir, in Nós, a Igreja, pág. 314, 2010.


CONSOLAÇÃO
"Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? ... Mas, graças a Deus, que nos dá a vitória, por nosso Senhor Jesus Cristo."
I Coríntios 15:55-57

Palavras ditas a tempo são valiosos tesouros.
Mas há momentos na vida em que o silêncio é de ouro.
O que vai dentro da alma, bem no fundo do meu ser,
Queria com a minha pena transmitir a escrever!...

O tempo cura as feridas, essas que são de curar.
Mas há feridas na vida que só Deus pode sarar!
Unicamente o Senhor pode ver o coração,
Pode ler o pensamento e dar-nos consolação.

Deus ama, Deus chora e sofre com a nossa triste sorte.
Aos olhos santos de Deus, estranho acto é a morte.
Não foi para vir a morrer que Deus criou a humanidade,
Mas para viver para sempre, tão grande é a Sua bondade!

Deus vai restaurar este mundo e o Seu reino aqui fundar.
Está enviando um convite a quem O quiser aceitar.
Ó, reino maravilhoso, onde não haverá dor,
Onde não haverá morte, nem lágrimas nem clamor!

Ó, dita incomparável, felicidade sem par,
Encontrar os nossos queridos, de novo os abraçar!
E viver eternamente, onde não há mais pesar!
Com paz e alegria infinda, e não mais nos separar!


Para buscar os que são Seus, em breve Jesus virá!
"Virá nas nuvens dos céus, e todo o olho O verá"
(Apocalipse 1:7).
Adelaide Teles


ESPÍRITO SANTO

Libertador,  Consolador,  Todo-Poderoso,  Refúgio



"Assim que foi baptizado, Jesus saiu da água. Nesse momento, abriram-se os céus e Ele viu o Espírito de Deus a descer sobre Ele, como uma pomba. E uma voz do Céu dizia: 'Este é o Meu Filho querido. Tenho n'Ele a maior satisfação!'"
Mateus 3:16, 17

"Quando chegou o dia da festa do Pentecostes, estavam eles (os apóstolos) todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho, como o de um vento forte, que ressoou por toda a casa onde se encontravam. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se espalhavam, e desciam sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes inspirava."
Actos dos Apóstolos 2:1-4

(Leia também um assunto importante em Leituras Para a Vida - 25.04.2013)

domingo, 7 de abril de 2013

ESCOLHA  SER  SAUDÁVEL


           Oliver W. Holmes comentava, não sem certa ironia, referindo-se aos hábitos de vida saudável, que "algumas pessoas procuram merecer o céu, fazendo da terra um inferno". E, de modo geral e durante muitos anos, deu-se a impressão de que os hábitos saudáveis são aborrecidos, difíceis de pôr em prática ou simplesmente pouco atractivos. Muitos têm a ideia de que para levar um estilo de vida são, há que cumprir com uma longa série de 'nãos'.
          Felizmente que, sem dúvida, não é assim.
          Ocupar-se da saúde e adquirir hábitos sáudaveis pode ser realmente divertido e, ao mesmo tempo, criativo. Levar um estilo de vida são não é fazer da terra um inferno, pelo contrário. Verdadeiramente, é desfrutando, mudando para uma nova filosofia de vida mais saudável.
          Além da alimentação, existem outros sete factores naturais decisivos para a saúde. A sua aplicação é muito simples. Fazer deles a base de um estilo de vida é algo agradável e gratificante.
          Na prática de um novo estilo de vida mais saudável e equilibrado, é fundamental a aquisição de bons hábitos alimentares. Felizmente a natureza, com a sua grandiosa sinfonia de cores, aromas e sabores, torna agradável a mudança.



ALIMENTAÇÃO

Os efeitos benéficos de uma alimentação sã, tal como se expõe neste livro, são aumentados quando se praticam outros hábitos de saúde: ar puro, água, sol, exercício físico, repouso, abstinência de tóxicos e boa disposição mental. Todos eles formam, em conjunto, um formidável programa de vida sã. Praticá-los com entusiasmo fará com que esta terra seja, para si, um pedacinho do céu.
A alimentação é o hábito que mais influi na nossa saúde. Não só o tipo de comida, mas também o momento e a forma como a ingerimos, afecta decididamente o nosso organismo. Neste livro o leitor encontrará o necessário para aprender a alimentar-se adequadamente, de modo agradável e saudável.

AR

Pode-se viver durante várias semanas sem comer; vários dias, sem água; mas, sem respirar, não podemos viver mais do que dois ou três minutos. O oxigénio contido no ar é imprescindível para que os alimentos se queimem nas nossas células e produzam a energia necessária para a vida. E só temos uma forma de conseguir esse oxigénio: é respirando.
Há que respirar bem, profundamente, mas, principalmente, devemos respirar ar puro. É importante manter uma boa postura corporal, com o tronco erguido, para facilitar os movimentos da respiração. Procure que o seu local de trabalho e o seu quarto de dormir sejam sempre bem ventilados. Recorde-se que quando alguém fuma num sítio fechado, todos os que respiram esse ar viciado também estão a 'fumar'.
É um bom costume iniciar o dia com umas respirações profundas, num lugar aberto. Aproveite todas as ocasiões que se lhe apresentem para sair para o campo e respirar a plenos pulmões. A respiração é a primeira função da vida. O seu cérebro e todo o seu organismo funcionarão melhor se respirar bem um ar o mais puro possível.
Sempre que possamos, devemos sair para o campo e aproveitar a oportunidade para respirar ar puro. Todo o organismo se tonifica depois de umas respirações profundas.

ÁGUA

A água é o dissolvente universal da matéria viva. Uns 60% do nosso corpo são simplesmente água. Os rins necessitam de água para poderem filtrar o sangue e eliminar as substâncias decompostas na urina; o nosso aparelho digestivo necessita de água para que as fezes não sejam demasiado secas e duras e haja prisão de ventre; a pele necessita de água para se conservar limpa e sã; e até os ossos devem conter uma adequada proporção de água para manterem a sua elasticidade e dureza.
Necessitamos de água por fora (para a higiene corporal) e água por dentro. Procure beber, diariamente, pelo menos seis copos de água entre as refeições (no Verão, mais). Beba dois copos de água, não muito fria em jejum. Isso limpará o seu estômago da mucosidade que se produz durante a noite. Beba mais um ou dois copos de água antes do almoço e outros dois durante a tarde. Prefira a água a qualquer outra bebida.
A água, aplicada por fora tem, além disso, um grande poder curativo, conhecido desde a antiguidade. As técnicas de hidroterapia, quer sejam aplicadas numa instituição própria ou em casa, como os jactos, as envolturas, a sauna ou os diferentes tipos de banhos, podem curar ou, pelo menos, aliviar muitas doenças. Recorra à água tanto quanto possa, e de vez em quando para tomar um banho quente com essências, à noite, e relaxar antes de dormir.
O uso abundante da água, tanto por fora como por dentro, é um bom hábito de saúde que pode prevenir e inclusivamente contribuir para a cura de muitas doenças.


O SOL

Ao Sol é a principal fonte de energia do nosso planeta. A luz solar é imprescindível para a vida e para a conservação da saúde. Graças a ela, produz-se na pele a vitamina D. A radiação ultravioleta da luz solar actua como desinfectante, capaz de destruir numerosos gérmens patogénicos. Além disso, estimula todos os processos vitais e tonifica o organismo. Onde entra o sol, há vida e saúde. Foi provado que na época de Inverno, quando se passam dias inteiros sem ver o sol, aumenta a frequência das depressões nervosas.
Deve-se apanhar sol com um certo controlo, uma vez que a camada de ozono que cobre a terra e que filtra os raios solares (especialmente os ultravioletas), se encontra em processo de diminuição. Daí que seja mais intensa a radiação solar que recebemos actualmente na superfície da terra. Nunca foi conveniente, mas agora, ainda menos, passar longas horas expondo todo o corpo ao sol.


EXERCÍCIO FÍSICO

O nosso corpo é uma máquina desenhada para o movimento. Ao contrário do que acontece com qualquer aparelho construído pelo homem, no nosso organismo a inactividade produz maior desgaste do que o exercício. Está provado que as pessoas que fazem pelo menos quatro sessões de exercicio físico por semana, de um mínimo de quarenta minutos, correm menos riscos de enfarte e de doenças circulatórias. O exercício combate a hipertensão arterial, evita a obesidade e mantém todo o organismo em boa forma.
O melhor exercício físico para todos e que se pode praticar sem restrições é a marcha. «Todos temos dois médicos: a perna direita e a perna esquerda», diz um antigo provérbio.
O exercício físico, adaptado às possibilidades e à idade de cada um, nunca é algo supérfluo, e muito menos uma perda de tempo, mas uma necessidade iniludível, se queremos conservar a nossa saúde no melhor estado possível.


O REPOUSO

É um facto conhecido que a maioria dos ataques cardíacos acontecem entre as 21 e as 24 horas. E quase sempre depois de um dia de agitação e tensão nervosa, ao longo do qual se beberam várias chávenas de café para conseguir manter o ritmo; até que se passa do limite de resistência do organismo e se produz o enfarte.
Precisamos que o nosso descanso seja reparador. Quando dormimos, os neurónios limpam-se dos resíduos metabólicos que se acumularam durante o dia. Todas as célula do nosso corpo necessitam de um período suficiente de descanso todos os dias. Este deve ser regular, de sete horas no mínimo, para os adultos.
Mas, além do descanso diário, o nosso organismo necessita de outros períodos de repouso: o semanal (um dia por semana, no mínimo) e o anual. Tentou-se, algumas vezes, mudar a duração da semana. Nos tempos da Revolução Francesa, movidos pelo afã racionalista, quiseram criar semanas de dez dias. Por acaso não seria mais lógico? Mas a invenção fracassou. Há algo no ser humano que o faz necessitar de descanso periódico cada sete dias.
É uma necessidade bioloóica, determinada sem dúvida pelo Criador. Descansar regularmente é um bom hábito de saúde.
Toda a natureza segue ciclos de actividade e repouso, nos quais também participa o nosso organismo. Respeitá-los é um factor decisivo para o nosso equilíbrio mental e físico.

ABSTINÊNCIA DE TÓXICOS

O ser humano é o único ser vivo que destrói voluntariamente a sua saúde com substâncias tóxicas. A nocividade do café, das bebidas alcoólicas e, sobretudo, do tabaco e das drogas, já foi suficientemente demonstrada. Se queremos ter uma mente desperta e sã, devemos evitar qualquer substância que altere os delicados mecanismos do nosso cérebro.
Os estimulantes artificiais (cafeína, nicotina, álcool, cocaína, etc.) obrigam o nosso organismo a funcionar em condições forçadas, o que o predispõe à deterioração precoce e à doença.
Segundo a Organização Mundial de Saúde o consumo de tabaco e de bebidas alcoólicas é a principal causa evitável de doença do mundo. Este organismo define a saúde como o completo bem-estar físico, mental e social, que abarca muito mais do que a simples ausência de doenças.
A saúde é incompatível com o uso de drogas, quer sejam estas legais ou ilegais; isso pouco importa às nossas células. Começa-se a consumi-las com a intenção de ficar melhor, e acaba-se tendo de as tomar, para não estarmos pior. Evitar o consumo destas substâncias tóxicas é uma das melhores decisões em favor de uma vida sã e feliz.
A abstinência de tudo aquilo que possa ser prejudicial e o uso moderado de tudo o que é bom, são também factores decisivos para o nosso bem-estar. A saúde não é o resultado do azar, mas depende do nosso estilo de vida.


BOA DISPOSIÇÃO MENTAL

Adquira o hábito de levar as coisas com tranquilidade; de não se angustiar; de não guardar ressentimentos contra os outros ou contra si mesmo; de sorrir confiante perante os problemas da vida.
Tem sido provado repetidas vezes que esta atitude de equilíbrio mental é um factor essencial para a saúde. Sabia que o cancro afecta, com mais frequência, as pessoas depressivas e mal-humoradas?
Não é fácil conseguir essa paz mental, no meio de tantas tensões e problemas que a vida moderna nos apresenta. Muitos procuram ajuda na fé, e encontram na leitura dos Evangelhos e na oração ou na meditação privada um refrigério para o seu sistema nervoso agitado.
A confiança e a podem fazer muito para alcançar uma boa disposição mental, uma paz de espírito, que beneficiará tanto a saúde mental como a física. Isto acontece porque o crente vive com uma firme esperança num futuro melhor, e com a convicção de que há Alguém acima dele que o compreende e o ama.
A boa disposição mental e a paz de espírito influem decididamente no bom funcionamento do nosso organismo.
Aproveite todas as oportunidades que tenha para relaxar, contemplando a natureza. Levante de vez em quando os olhos para o céu. Creia e confie que há um Poder superior que está sobre todas as coisas. Ter algo em que crer e alguma coisa que esperar, favorece a boa disposição mental e repercute positivamente sobre todo o organismo.* (sic)

E  VIVA  FELIZ!
 COM  SAÚDE  E  MUITA  ALEGRIA!



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A  SUPERIORIDADE  DA  PROTEÍNA  VEGETAL

Nove razões para uma antiga convicção da Igreja Adventista do Sétimo Dia.


            Sempre se acreditou que as proteínas animais propiciassem maior crescimento que as proteínas vegetais. Tal crença fez com que as proteínas animais granjeassem a reputação de 'proteínas de alta qualidade'. As de origem vegetal, por sua vez, eram consideradas como sendo de qualidade inferior. Entretanto, a atual compreensão científica das proteínas componentes da dieta está sofrendo revisões de relevante monta.
            Achados recentes do Laboratório de Pesquisa de Aminoácidos, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Loma Linda, e do Departamento de Patologia da Escola de Medicina da mesma universidade, demonstram que a escolha entre proteínas animais ou vegetais pode influenciar as concentrações de insulina e glucagon, que se opõem uma à outra, e desta forma é afetada a regulação dos níveis séricos de glicose e o montante de colesterol que o organismo sintetiza.

Proteínas Animais Elevam o Risco

            Proteínas que maximizam o crescimento também parecem maximizar a secreção de insulina. Isto resulta numa síntese mais elevada de colesterol e, consequentemente, em níveis sanguíneos mais elevados desta substância. Proteínas vegetais, ao contrário, reduzem a secreção de insulina. O colesterol produzido pelo organismo, combinado com aquele que provém dos alimentos ingeridos, incrementa grandemente o risco de ataques cardíacos e/ou derrames cerebrais. Proteínas vegetais conseguem efetivamente reduzir os níveis de insulina segregados, e desta forma fazem decrescer a síntese de colesterol e, na sequência, o risco de doenças cardíacas.
            Alguns poderão dizer: "Tenho ouvido falar que o fator dietético de risco para os ataques cardíacos é o quociente de gorduras insaturadas (as normalmente encontradas no estado líquido) sobre as saturadas (as que ocorrem de forma natural nos animais). Estarão vocês pretendendo dizer-nos agora que este quociente não é importante? Não, mas em adição à maior quantidade de gorduras insaturadas, você deveria ingerir também maior quantidade de proteínas vegetais.
            A insulina é segregada para dentro das células depois de uma refeição, como resultado do aumento do nível sanguíneo de açúcar e aminoácidos. Isto faz com que se reduzam os níveis séricos de açúcar e aminoácidos. Enquanto que a insulina faz aumentar a utilização dos alimentos, também favorece a produção de colesterol. Em contraste, o glucagon opõe-se à ação da insulina, aumentando os níveis sanguíneos de açúcar, ao mesmo tempo que reduz a formação de colesterol. Por estas razões, o quociente de insulina sobre glucagon é muito importante, uma vez que ele determina a taxa de síntese do colesterol.

Vegetais Combatem o Colesterol Elevado

            Proteínas vegetais fazem diminuir o quociente insulina/glucagon, ajudam a equilibrar as duas hormonas e minimizam a produção corporal de colesterol. Enquanto que uma única refeição com alto conteúdo de proteína animal, faz com que se elevem muito os níveis de insulina, a proteína de soja faz com que decresça a secreção de insulina após a meia hora inicial.
            O controlo dos níveis segregados de insulina é importante pelo fato de níveis elevados de insulina no sangue estarem a ser, ultimamente, associados a mortalidade por doença cardíaca. Extenso estudo dos policiais de Finnish, durante um período de nove anos e meio, demonstra que o melhor fator preditivo de morte por doença cardíaca é o nível elevado de insulina sérica durante o jejum ou imediatamente após uma refeição. Quanto mais elevada a insulina, maior o risco. A composição das proteínas, que é de aminoácidos, afeta a secreção de insulina. Proteínas animais incrementam a resposta da insulina muito mais que as proteínas vegetais. Uma única refeição é suficiente para provocar um nível mais alto ou mais baixo de secreção de insulina.
            Os diferentes efeitos das proteínas animais e vegetais resultam das diferenças entre os seus aminoácidos. Dois aminoácidos - lisina e leucina - encontram-se em níveis relativamente baixos nas proteínas vegetais. Se adicionarmos estes aminoácidos essenciais às respectivas proteínas, a qualidade destas aumenta consideravelmente, conforme se pode observar na taxa de crescimento dos animais.
            Proteínas vegetais complementares proveem proteínas de boa qualidade quando utilizadas na mesma refeição ou em refeições alternadas. Entretanto, dever-se-ia considerar seriamente os 'benefícios' da presença de altos níveis de aminoácidos na dieta!
            É interessante observar que as proteínas animais possuem elevados quocientes de lisina sobre a arginina, o que tende a elevar os níveis séricos de colesterol. Quanto mais alto o nível de lisina (um aminoácido essencial) em relação com a quantidade de arginina (um aminoácido não essencial), tanto mais alto o nível sanguíneo de colesterol. Por outro lado, proteínas vegetais possuem baixo quociente destes aminoácidos e tendem a reduzir o colesterol.

            Durante uma experiência, onde estavam presentes proteínas do leite e proteínas de soja, foram encontrados quocientes de lisina/arginina de 2,2 e 0,9, respectivamente. Ambas as dietas continham todos os nutrientes necessários a coelhos e eram bastante semelhantes em termos de carbohidratos, vitaminas e minerais. Ambas continham óleo vegetal a 30 por cento e 20 por cento de calorias.
            Após três semanas os níveis séricos de colesterol eram duas vezes mais altos nos coelhos alimentados com leite, quando comparados com os que receberam soja. Proteína de amêndoa, que possui um quociente lisina/arginina de 0,3, também produziu baixos níveis séricos de colesterol. Entretanto, depois de se adicionar lisina até aos níveis encontrados no leite, o nível de colesterol aumentou significativamente, atingindo o mesmo patamar encontrado na dieta com proteínas do leite.

            Quando a manteiga (que contém colesterol) é usada como fonte de gorduras, os níveis séricos de colesterol não são afetados pelo tipo de proteína. Entretanto, quando as gorduras da dieta provêm de uma fonte vegetal (como óleo de amêndoa), os níveis séricos de colesterol tendem a diminuir em animais alimentados com proteínas do leite, embora não tanto quanto naqueles alimentados com proteína de soja. O mais baixo nível sanguíneo de colesterol aparece quando proteínas e gorduras provêm ambas de fontes vegetais, o que indica que a proteína vegetal usada na dieta possui um efeito redutor do nível sérico de colesterol. Portanto, observa-se que tanto o componente proteico quanto o componente lipídico da dieta influenciam os níveis séricos de colesterol.
            A qualidade das proteínas tem sido definida há muito tempo em termos de crescimento resultante e também quanto à retenção proteica. Proteínas animais proveem excelente fonte de aminoácidos essenciais para o crescimento. Entretanto, a composição de aminoácidos que determina a qualidade das proteínas animais acha-se relacionada com doença. Portanto, a qualidade das proteínas necessita ser redefinida em termos do seu impacto sobre a saúde, tanto quanto sobre o crescimento.

Exemplo do Terceiro Mundo

            A baixa incidência de doença cardiovascular nos países do Terceiro Mundo pode resultar não apenas da ingestão maior de gorduras vegetais, em lugar das de origem animal, como também da influência exercida pelas proteínas vegetais em termos de níveis séricos de colesterol. Proteínas vegetais proveem proteínas adequadas para o crescimento e protegem contra o risco de doença cardiovascular. Embora o significado de tudo isso não seja ainda muito claro, pode-se afirmar com segurança que as proteínas vegetais possuem efeito definido e imediato sobre as reações bioquímicas que podem subsequentemente prevenir a doença cardíaca.

            A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem advogado um regime dietético vegetariano, embora este não seja um dogma da Igreja. Esta recomendação vem desde meados do século passado, quando os cientistas estavam concluindo que as proteínas animais deveriam constituir parte essencial da dieta humana. Entretanto, a compreensão popular atual e, mais importante que isto, a pesquisa recente tem demonstrado que o estilo de vida vegetariano nem de longe pode ser identificado como sendo de segunda classe; pelo contrário, ele se está demonstrando como a melhor opção dietética.

Alberto Sánchez e Richard Hubbard

Alberto Sánches é professor de Nutrição na Escola de Saúde Pública, e Richard Hubbard é professor associado do Departamento de Patologia e Nutrição, ambos da Universidade de Loma Linda, Califórnia, EUA (Links 4LS) - Revista Adventista (brasileira), Agosto de 1990.



(Veja e leia mais, muito importante, em Leituras Para a Vida, 07.04.2013)

* Texto extraído do livro Desfruta! (excepcional!) de Jorge D. Pamplona Roger, Médico Cirurgião e Gastroenterologista. Edição da Publicadora SerVir. Adquira-o! Pela sua saúde!

sexta-feira, 29 de março de 2013



PÁSCOA JUDAICA E CRISTÃ

         Páscoa, palavra de origem hebraica, Pessach, que em português significa 'Passagem'. A Páscoa judaica tem um significado diferente da dos cristãos. Instituída na época de Moisés, comemora a libertação do povo de Israel escravizado pelos egípcios. Para os cristãos, a Páscoa relembra o dia da ressurreição de Cristo e o Seu sacrifício na cruz para salvar a humanidade. Num certo sentido, tanto a Páscoa judaica como a cristã celebram 'passagens', respectivamente, do cativeiro à liberdade e da morte à vida. Ambas são palavras sinónimas de libertação.
         A ressurreição de Cristo seria também identificada como o renascimento de uma nova natureza - a passagem de uma natureza carnal para uma espiritual. Com efeito, a vida de Jesus, a Sua morte e ressurreição foram tão magníficas que Ele dividiu a História. O mundo nunca mais foi o mesmo depois que Jesus passou por aqui. Celebrar a Páscoa é imortalizar o que Jesus foi e fez, tornando-O inesquecível. É por isso que a época da Páscoa é, acima de tudo, um momento especial de reflexão e de comunhão com Deus. Um momento para recordar as Suas promessas de amor.
         Independentemente da crença, religião ou filosofia de vida que se tenha, a vida de Jesus Cristo revela a mais bela história de amor já vivida. A Divindade apaixonou-se pela humanidade, ao ponto de se humanizar para recuperar os humanos que estavam escravizados e perdidos para sempre. Deus correu o risco de ver rejeitado o Seu amor demonstrado no sacrifício de Jesus. Na realidade, muitos entre os homens desprezam ou desvalorizam a oferta da Graça divina de libertação e salvação. A morte de Jesus na cruz do Calvário veio mostrar o elevado valor da vida dos seres humanos. As nossas vidas foram resgatadas por um preço muito alto - o sangue inocente do Salvador Jesus. A Páscoa celebra este feito singular da nossa libertação através do sacrifício do Cordeiro pascal de Deus que tira o pecado do mundo, garantindo-nos a salvação eterna.
         Lembremo-nos que Jesus passou por aqui, por este Planeta. Durante a Sua vida terrena, Ele deixou-nos perplexos e, com a Sua morte, deixou-nos atónitos. Em liberdade, discursou palavras que não cabiam no imaginário humano e, crucificado, proferiu frases que não entram no dicionário dos mais nobres humanistas. No Seu plano transcendental de salvação, não há distinção de cor, raça, religião ou cultura. Por isso Ele gostava de se intitular o Filho do Homem, dignificando, sem qualquer excepção, todo o ser humano. Jesus afirmou (Mateus 20:28): "O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida para resgatar a humanidade." A morte de Jesus assegura-nos assim a libertação da escravidão do pecado. Se O aceitarmos, passaremos da morte para a vida. Tomemos, pois, a única decisão correcta, e alegremo-nos na Páscoa de um tão maravilhoso Salvador!


Ezequiel Quintino in Pensar Faz Bem


O SUBSTITUTO #16670

Porém Ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados. Isaías 53:5.

Ontem começámos uma viagem assustadora pelos campos de extermínio nazistas. Hoje veremos que, mesmo em meio aos horrores de Auschwitz, o bem não foi completamente exterminado.
Após dar abrigo a mais de dois mil judeus, o benfeitor Maximiliano Maria Kolbe foi preso e enviado ao temível acampamento de Auschwitz. Em julho de 1941, um homem do mesmo bloco de Kolbe tentou fugir. Como vingança, os nazistas escolheram dez presos para morrer de fome. Um deles era Francisco Gajowniczek, que suplicou pela própria vida, alegando ter esposa e filhos para cuidar. Tamanho desespero fez brotar em Kolbe a maior demonstração de amor desinteressado por um estranho. Dando um passo à frente, ele pediu para substituir o angustiado esposo e pai.
Os guardas friamente aceitaram a oferta. Após duas semanas de privação completa, Kolbe ainda resistia com vida. Finalmente, os nazistas decidiram pôr fim à vida dele com uma injeção de veneno. A morte de Kolbe deu oportunidade a Francisco de sobreviver aos anos da guerra. Ele voltou para os braços de sua família e viveu mais 53 anos, até morrer nessa data de hoje, no ano 1995.
Confesso que chorei quando fiz esta viagem pela história. Sabe qual é o verdadeiro significado da palavra "graça"?
Significa receber, sem merecer, algo que vale tanto quanto sua própria vida.
O que levaria um homem a morrer de fome no lugar de outro, cujo nome ele nem conhecia? E será que aquele sobrevivente se esqueceu de agradecer, um único dia sequer, pelo milagre da vida? Tenho certeza de que não. Dizem que, até o dia de sua morte, Francisco não cessou de falar sobre o salvador que lhe deu mais cinco décadas de vida.

Assim como aconteceu com Francisco, tudo o que temos, devemos ao nosso Salvador: Jesus. Ele sofreu e morreu em nosso lugar. Sabe o que é mais lindo? Ele fez isso porque este era o Seu desejo. Ninguém O obrigou.
Que tal orar agora mesmo, agradecendo a Deus pelo inigualável presente da salvação que nos foi dado por meio de Jesus?


Lições e Meditações da Casa Publicadora Brasileira - Inspiração Juvenil, 13 de março de 2013. (Links 1R)


SOMOS O PERFUME DE CRISTO?

"O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida, e confessarei o seu nome diante do Meu Pai e diante dos Seus anjos. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas." Apocalipse 3:5 e 6.

         Em algumas partes do mundo Grego antigo, quando as autoridades se preparavam para executar um criminoso, primeiro riscavam o seu nome da lista de cidadãos. Era um passo necessário antes que o Estado pudesse condenar um cidadão à morte. *
         Este texto parece deixar claro que Jesus não acreditava na versão popular de "uma vez salvo, salvo para sempre". Permanecer no livro da vida é o resultado de um processo de "vencer". Portanto, permanecer no livro da vida baseia-se num contínuo relacionamento com Jesus, não nalgum decreto arbitrário da parte de Deus. Embora as nossas obras nunca sejam a base da nossa salvação, as boas obras são uma prova contínua de que as pessoas estão salvas (Apocalipse 19:7 e 8). Boas obras são as vestes dos justos.
         A promessa que Deus faz àqueles que continuam a vencer - de que Ele não riscará os seus nomes do livro da vida - é um aviso a todos os cristãos que pensam que a mera profissão de fé ou a presença na igreja serão suficientes para assegurar a salvação.
         Quando Mickey Cohen, famoso gangster de Los Angeles dos anos 40, fez uma profissão de fé cristã pública, os cristãos de todo o país alegraram-se. Consideraram isso um maravilhoso exemplo da graça salvadora de Deus. Mas, com o passar do tempo, começaram a perguntar-se porque é que ele não renunciava ao seu estilo de vida de gangster.
         Quando, mais tarde, os seus amigos cristãos o confrontaram sobre o assunto, ele respondeu: "Vocês nunca me disseram que eu tinha de renunciar à minha carreira. Nunca me disseram que tinha de abandonar os meus amigos. Há atores de cinema cristãos, atletas cristãos, homens de negócios cristãos. Portanto, qual é o problema de ser gangster cristão? Se tenho de abandonar isso - se isso é Cristianismo - não contem comigo." Cohen afastou-se, gradualmente, dos seus amigos cristãos e acabou por morrer sozinho e esquecido.**
         Os cristãos têm de se consciencializar de que quando usam o nome de Jesus, se tornam, imediatamente, Suas testemunhas. Mas quando apenas passamos por emoções, quando não permitimos que Ele nos mude, damos aos outros a desculpa de não permitir que Jesus mude, também, a sua vida. Poderemos não ser gangsters, mas se usamos a fé cristã apenas como um fino véu sobre o nosso egoísmo, somos testemunhas de uma fé que não mudará o mundo. É uma fé que poderá parecer viva aos outros, mas que está prestes a morrer, ou já verdadeiramente morta.
         A vitória da fé pertence àqueles que perseveram em vencer.


Senhor, eu oro para não usar apenas um mero véu de fé. Transforma-me numa verdadeira testemunha Tua.

* David E. Aune, Revelation 1-5, Word Biblical Comentary (Dallas: Word Books, 1977), vol. 52A, p. 225.
** Craig S. Keener, Revelation, The NIV Application Commentary (Grand Rapids: Zondervan, 2000), p. 85, notas 22 e 23.

Jon Paulien, in Apocalipse - O Evangelhos de Patmos, 12 de março de 2013.

EU SOU UM VASO DE ALABASTRO

Foi muito tempo pra juntar economias e comprar vaso de alabastro,
Frasco do puro amor para ungir o seu Senhor.
Foi em Betânia num jantar que ela chegou sem se notar,
Ajoelhou-se aos pés do Mestre e o vaso quebrou e o perfume se espalhou.

Eu sou um vaso de alabastro, sou o perfume do Senhor,
Meu grande preço foi pago na cruz, pra perfumar
vou me quebrar aos pés de Jesus.


Nuvens se formam como um véu, são corações clamando ao Céu.
Se existe um Deus no alto, eu já cansei de cair, manda um vaso pra me ungir.

Quando o mundo te desprezar e não puder achar saída,
Me deixe te perfumar, eu vou te levar aos pés do Senhor.


«Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde vivia Lázaro, a quem Ele tinha ressuscitado. Ofereceram lá um banquete a Jesus. Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com Jesus. Apareceu então Maria com um frasco de perfume muito caro, feito de nardo puro. Deitou-o sobre os pés de Jesus e depois secou-os com os seus cabelos. E toda a casa ficou a cheirar a perfume. Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que O havia de atraiçoar, disse: "Porque não se vendeu este perfume por trezentas moedas para distribuir pelos pobres?" Judas não disse aquilo por ter amor aos pobres, mas porque era ladrão. Era ele que tinha a bolsa do dinheiro, e roubava do que lá se metia. Então Jesus disse: Deixem-na em paz! Isto que ela fez serve para o dia do Meu enterro. Pobres, sempre haverá no vosso meio, mas a Mim, nem sempre Me hão de ter.»
João 12:1-8, Bíblia Sagrada
Tradução Interconfessional em Português Corrente.

(Leia mais em Leituras Para a Vida, 29.03.13 e Escute os Lindos
Cânticos de Páscoa em: Links 1R e P10)

terça-feira, 19 de março de 2013

A GRANDE INFLUÊNCIA DO AMOR DE PAI



          Branco, negro, gordo, magro, católico, protestante, rico, pobre. Não importa quantos fatores sociais, económicos, culturais ou religiosos difiram entre as pessoas, nós todos temos algo em comum: viemos ao mundo graças a um pai e uma mãe, e o amor deles por nós faz toda a diferença em nossa vida. Segundo um novo estudo, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento da personalidade nas crianças até à fase adulta. Na prática, isso significa que nossas relações na infância, especialmente com os pais e outras figuras de responsáveis, moldam as características da nossa personalidade.

          "Em meio século de pesquisa internacional, nenhum outro tipo de experiência demonstrou um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade como a experiência da rejeição, especialmente pelos pais na infância", disse o coautor do estudo, Ronald Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA). "Crianças e adultos em todos os lugares tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados por seus cuidadores e outras figuras de apego."

          E como elas se sentem? Exatamente como se tivessem sido socadas no estômago, só que a todo o momento. Isso porque pesquisas nos campos da psicologia e neurociência revelam que as mesmas partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas também são ativadas quando elas sentem dor física. Porém, ao contrário da dor física, a dor psicológica da rejeição pode ser revivida por anos.

          O fato de essas lembranças – da dor da rejeição – acompanharem as crianças a vida toda é o que acaba influenciando na personalidade delas. Os pesquisadores revisaram 36 estudos feitos no mundo todo envolvendo mais de 10 mil participantes, e descobriram que as crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e são mais propensas a serem hostis e agressivas.

          A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.

          Se a criança está indo mal na escola, ou demonstra má educação ou comportamento inaceitável, as pessoas ao redor tendem a achar que "é culpa da mãe". Ou seja, que a criança não tem uma mãe presente, ou que ela não a soube educar. Porém, o novo estudo sugere que, pelo contrário, a figura do pai na infância pode ser mais importante. Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai.

          Numa sociedade como a atual, embora o nível de igualdade de género tenha crescido muito, o papel masculino ainda é supervalorizado e muitas vezes vem acompanhado de mais prestígio e poder. Por conta disso, pode ser que uma rejeição por parte dessa figura tenha um impacto maior na vida da criança.

          Com isso, fica uma lição para os pais: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.

          E para as mães, fica outro recado: a próxima vez que vocês forem chamadas à escola por causa de algo que o pimpolho aprontou, tenham uma conversa com o maridão. Tudo indica que a culpa é dele! Brincadeiras à parte, problemas de personalidade, pelos vistos, podem ser resolvidos com amor de pai. E quer coisa mais gostosa?
(Hypescience)

http://www.criacionismo.com.br - 17 junho 2012

(Leia mais em Leituras Para a Vida, 19.03.2013 - Links 1R)