sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ENGANOS DE SATANÁS


FRAUDE DEMONÍACA

«Tal como a nuvem se desfaz
e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde
habita o conhecerá jamais.»

Job 7:9, 10.

       Depois de eu ter pregado sobre a morte, numa série de reuniões evangelísticas nas Filipinas, um tufão varreu a cidade de Legazpi. Entre os ouvintes estava um oficial do exército muito atento ao ensino bíblico. Naquela noite, ele foi acordado pela ventania. As persianas eram arremessadas furiosamente contra as paredes de madeira da casa. O vento uivava por entre
as frestas das janelas. A chuva golpeava ruidosamente o tecto de zinco. Ao abrir os olhos, aquele oficial viu um vulto por cima da sua cama. Abismado notou que parecia ser a sua mulher!
       A sua pele era sedosa e impecável. O cabelo era longo, esvoaçante e negro. Os olhos castanhos eram brilhantes e atraentes. Ele estava quase certo de que era mesmo a esposa, não como seria aos 60 anos mas com a aparência de 35.
Ela aproximou-se e, com voz inconfundível, disse: "Querido, tenho saudades tuas. Gostava de te abraçar."
       Apesar de querer muito tê-la nos seus braços, ele lembrou-se da palestra
e do que diz a Bíblia: «Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará a sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais.» Job 7:9, 10. «Porque eles são espíritos de demónios, operadores de sinais.» Apocalipse 16:14. E « ... o próprio Satanás se transforma em anjo de luz» (II Coríntios 11:14).

       Então convenceu-se de que, apesar daquele vulto se parecer muito com
a sua mulher, não era ela. Olhou para cima e disse: "Em nome de Jesus Cristo, desaparece!" No dia seguinte, disse-me: "Ali mesmo diante dos meus olhos, aquele vulto desapareceu."

       Qualquer voz que quebre o silêncio dos mortos não é a voz de Deus. É a voz de um demónio fazendo-se passar por um querido morto. É típico do diabo aproveitar-se das pessoas nos momentos de maior dor. Ele «é mentiroso» (João 8:44). Usa médiuns, espíritas e videntes para contrariar o ensinamento da Palavra de Deus: «Os mortos não sabem coisa nenhuma.» Eclesiastes 9:5.

Abrace o ensinamento bíblico e estará a salvo de mil perigos.

Mark Finley
SOBRE A ROCHA

O MEU DEUS PESSOAL

«... porque Eu sou o Senhor que te sara.» Êxodo 15:26.

       Recentemente ouvi, num fórum da rádio, um dos convidados afirmar, com toda a convicção, que a sua vida, a partir de agora ia ser diferente porque tinha, a troco de grande recompensa monetária, contratado um guru pessoal. Alguém que estaria ao seu lado para lhe dar coragem, para lhe dar conselhos e orientações em tudo e sobre tudo, mas em especial para o ajudar a sentir-se bem consigo e com os outros.
       É extraordinário o facto de nós, que nos confiamos ao Senhor, não necessitarmos de coisas deste género que estão tanto na moda.
       É o Criador de todo o universo, Aquele que nos criou, que afirma: “Sou Eu quem te sara!” Isto significa que cada vez que reclamamos a Sua ajuda, o Senhor, por amor, está disponível para mim, para ti, preocupado com o nosso bem-estar e pronto a ajudar.
       Contudo, Deus deseja operar uma grande revolução na nossa vida. Ele deseja um povo que experimente, dia após dia, as maravilhas de viver debaixo do Seu poder, do Seu amor. Mas, muitas vezes cometemos a mesma incoerência que o povo de Israel cometeu, esquecemo-nos de ter presentes, na nossa mente os muitos pequenos e grandes milagres que o Senhor operou continuamente na nossa vida. Demoramo-nos mais a pensar no sofrimento e nos espinhos, do que nas curas que o Senhor já operou e naquelas que, certamente, poderá vir a fazer.
       Assim, querido amigo, quero convidar-te, nesta manhã, a fazeres um pequeno exercício: consta em olhares para o teu relacionamento com Deus, e contares (usa um papel se necessário) algumas das bênçãos que o Senhor já derramou sobre ti e sobre os teus.

Porque tu tens o DEUS PESSOAL que vela e espera por ti.

Rúben Abreu
BOM DIA com O LIVRO


«Então Jesus aproximou-se deles e disse-lhes: "Foi-Me dado todo o poder no céu e na terra. ... E saibam que estarei sempre convosco até ao fim do mundo."» Mateus 28:20.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

DECIDIR CONFIAR


«No dia em que eu temer, hei-de confiar em Ti.» Salmo 56:3.

Estávamos em plena guerra de África, em Moçambique.
Eu integrava uma coluna de cerca de 500 homens que se deveriam dirigir para um local distante, onde se supunha iríamos encontrar um grupo numeroso de resistentes "inimigos".
Como era o único profissional de saúde responsável por aqueles militares, tiveram o cuidado de me colocar bem no centro da coluna, para ficar protegido e, se necessário, poder socorrer, também melhor, os companheiros. Durante sete horas caminhámos na escuridão da noite, em fila indiana e em marcha rápida, em completo silêncio, com excepção do som surdo dos nossos passos. Para além do pisteiro autóctone que abria a coluna, nenhum de nós conhecia o caminho, nem o destino. À nossa volta, o potencial perigo era constante.
Já os primeiros raios do esfuziante sol africano começavam a iluminar a savana, quando chegámos, finalmente, todos ao destino. Estávamos completamente arrasados, mas em segurança. Nenhum de nós sofreu qualquer percalço e, felizmente, também, o inimigo tinha desaparecido! Tínhamos confiado no nosso guia e ele não nos defraudou.

Vivemos num mundo escuro e conflituoso em que muitas vezes o caminho a seguir se torna totalmente desconhecido e ameaçador.
É em momentos assim que, tal como o salmista, somos chamados a colocar toda a nossa confiança no nosso Guia celestial. É esta, também, a essência da fé:
decidir confiar no Senhor, mesmo contra todas as evidências humanas.
A verdadeira fé leva-nos, assim, a continuar a caminhar, mesmo que seja na escuridão, dando, se necessário for, um salto no desconhecido, mas acreditando sempre que do outro lado estão os braços eternos do nosso Amoroso Deus.
Mas decidir confiar não é, humanamente, uma decisão fácil. Por isso o Senhor Jesus Se interrogou: «Quando, porém, vier o Filho do homem, porventura achará fé na Terra?» (Lucas 18:8).
Como cristãos que esperam a Sua breve volta, somos chamados a confiar sempre no Senhor e a não ter medo do futuro. Foi Cristo que inspirou o apóstolo Paulo a escrever: «Tendo por certo isto mesmo: que Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo» (Filipenses 1:6).


Não é esta uma maravilhosa promessa? Que o Senhor lhe conceda um dia cheio de vitórias da fé.


Samuel Ribeiro
Médico Pediatra da Grande Lisboa


DEUS ESTÁ CONNOSCO

Deus é o nosso refúgio e a nossa força;
é a nossa ajuda nos momentos de angústia.
Por isso, não temos medo,
mesmo que a terra se ponha a tremer,
mesmo que as montanhas se afundem no mar;
mesmo que as águas rujam furiosas
e os montes tremam com o seu embate.

Um rio alegra com os seus canais a cidade de Deus,
a mais santa entre as moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela, não pode vacilar;
Deus irá em seu auxílio ao romper do dia.
As nações murmuram, os reinos agitam-se.
Ele faz ouvir a Sua voz e a terra desfaz-se.


O Senhor Todo-Poderoso está connosco!
o Deus de Jacob é o nosso refúgio!


Venham contemplar as obras do Senhor,
as coisas surpreendentes que Ele fez sobre a terra.
Ele acaba com as guerras no mundo inteiro;
quebra os arcos e despedaça as lanças;
põe fogo aos escudos!
Parem! Reconheçam que Eu sou Deus!
Serei supremo entre as nações,
supremo em toda a terra!


O Senhor Todo-Poderoso está connosco!
O Deus de Jacob é o nosso refúgio!


Salmo 46

sexta-feira, 13 de agosto de 2010



Jesus de Nazaré e Gandhi: dois homens que marcaram a História.
Duas épocas, duas mensagens, com suas convergências e divergências.


Não tenho televisão, e raramente assisto a um filme. Questão de higiene mental. No entanto, assisti a um filme sobre a vida e obra de Mahatma Gandhi. Filme notável sobre um homem notável, um homem de grande humildade, com enorme respeito pela vida, de uma paciência a toda a prova, corajoso, tolerante, engenhoso, benévolo compreensivo.

Paralelismo
Explico: até certo ponto, existe um paralelismo surpreendente entre a vida do Carpinteiro de Nazaré e a do pequeno advogado de Porbandar.

1 - No ano 27 da nossa era, no momento em que Cristo começava a Sua vida pública, a Palestina estava ocupada pelas tropas romanas, governada e administrada segundo as leis que regiam o Império Romano.
2 - Em 1915, no momento em que Gandhi regressava ao seu país, a Índia estava ocupada pelas tropas britânicas, submetida às leis e regulamentos vigentes no Império Britânico.

Os judeus do ano 27 e os habitantes da Índia de 1915 tinham:

Uma mesma aspiração: recuperar a liberdade.
Um objectivo idêntico: obrigar a nação ocupante a retirar-se.
Uma preocupação semelhante: encontrar um libertador, um homem capaz
de levar a cabo a reconquista do território nacional.

1 - Impressionado pela mensagem e sobretudo pelos poderes extraordinários de Cristo (curas, multiplicação dos pães, etc.), o povo judeu viu n´Ele um comandante, um chefe com a capacidade necessária para expulsar os romanos da Palestina.
2 - Entusiasmados com o êxito obtido na África do Sul por Gandhi, onde, com a ajuda do seu método chamado «desobediência civil não violenta», fez ceder o governo inglês, os seus compatriotas na Índia ficaram convencidos de que Mahatma tinha o poder para conduzi-los vitoriosamente – em detrimento do poder britânico – pelo caminho que levava à independência.

O resto é conhecido:
1 - Jesus negou-Se a aceitar o pedido do povo.
2 - Gandhi aceitou-o.

1 - Jesus procurou indicar que a única e verdadeira libertação é aquela que muda os corações e transforma as mentalidades; a que extirpa as más tendências do coração humano: egoísmo, orgulho, ódio, inveja, cobiça, ciúme, ansiedade, crueldade, suspeita, mentira, desonestidade, etc. Aquela que o homem não pode obter por si mesmo e que só Deus pode oferecer-lhe. Romanos 7:14-25;
João 8:31-36;
2 - Gandhi aceitou sabendo que teria de pôr em prática todos os seus recursos para mudar as mentalidades. Para tirar dos corações o ódio, o rancor e o ressentimento para com o opressor inglês. Percorrendo o país em todas as direcções, durante mais de trinta anos, Mahatma pôr-se-ia inteiramente à disposição dos seus concidadãos hindus e muçulmanos. Incansavelmente, ensinaria, rogaria, jejuaria, educaria, daria exemplo, perfilaria e diversificaria as aplicações da sua «desobediência civil não violenta».

Em 1947, a Índia conseguiu a sua independência. A acção não violenta de Gandhi e dos seus concidadãos permitiu reduzir ao máximo os derramamentos de sangue, os confrontos entre as forças antagónicas.

O Fracasso da «Não Violência»

No entanto, a hora da violência haveria de chegar.
Unidos durante muito tempo na sua luta não violenta contra o ocupante inglês, hindus e muçulmanos defrontaram-se perante as novas realidades. Realidades políticas, religiosas, sociais, económicas; ambições, cobiças, ódios, ciúmes, suspeitas ressurgiram. As duas comunidades enfrentaram-se com violência. Sucederam-se os assassinatos e os massacres. Era a guerra civil.
Quando a sangrenta loucura de uns e outros se apaziguou, teve que se lamentar cerca de um milhão de mortos!

Este acontecimento tornaria sombrios os últimos meses da vida de Gandhi. Cheio de tristeza, reconheceu diante dos seus companheiros que fracassara no seu intento de converter o homem num ser não violento...

O Erro de Gandhi?

Com uma grande ideia, um nobre intento, pode-se motivar, mobilizar, arrastar os homens numa determinada direcção.
Com uma grande ideia, um nobre intento, não se pode mudar os seres humanos, de maneira real e duradoura.

Verdadeira Transformação

Só o Deus do Evangelho pode transformar verdadeiramente o ser humano.
...
«O homem, escravo do pecado: Sabemos que a lei vem de Deus, mas eu sou um homem fraco, vendido como escravo ao pecado. Nem me compreendo, pois não faço aquilo que queria fazer e faço o mal que detesto. Ora, se eu faço aquilo que não quero, estou a aprovar a lei, como se fosse boa. Não sou eu que faço isso, mas é o pecado que está em mim. Pois eu sei que o bem não habita em mim, quer dizer, na minha natureza. Embora tenha o desejo de praticar o bem, não sou capaz disso. Não faço o bem que eu quero, mas faço o mal que não quero. Ora, se eu faço o que não quero, é porque não sou eu quem faz isso, mas o pecado que está em mim.
Encontro pois em mim esta regra: quando eu quero fazer o bem, faço mas é o mal. Cá no meu íntimo, eu quero seguir a lei de Deus, mas vejo que no meu corpo há uma outra lei que está contra a lei da minha inteligência. É isso que me torna prisioneiro da lei do pecado que está no meu corpo.
Que homem infeliz eu sou! Quem me libertará deste corpo que me leva à morte? Sejam dados louvores a Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo! Pois eu estou ao serviço da lei de Deus com a minha inteligência, embora sujeito à lei do pecado, com a minha natureza humana.» S. Paulo aos Romanos 7:14-25

«A Verdade é libertadora: Disse então Jesus aos judeus que tinham acreditado n'Ele: se obedecerem fielmente ao Meu ensino, serão de facto Meus discípulos. Conhecerão a Verdade e ela vos tornará homens livres. Eles responderam: " Nós somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer que vamos ficar livres?" Jesus respondeu: "Declaro-vos que todo aquele que peca é escravo do pecado. Um escravo não fica na família para sempre, mas um filho pertence sempre à família. Se realmente o Filho vos torna livres, então vocês ficam mesmo livres.» João 8:31-36

BÍBLIA SAGRADA em Português Corrente - Tradução Interconfessional da Sociedade Bíblica de Portugal
Tradutores: António Augusto Tavares; António Pinto Ribeiro Júnior; João Soares Carvalho; Joaquim Carreira das Neves; José Augusto Ramos; Teófilo Ferreira.


«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai, senão por Mim.»
João 14:6


Michel Ballais

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

       TEMPO SÓ PARA A MAMÃ


       Tudo o que eu queria esta manhã era uma meia hora sozinha, trinta minutos de paz e silêncio para preservar a minha sanidade. Nada de mamã-faz-isto, mamã-preciso-daquilo, mamã-ele-bateu-me, mamã-entornei-sumo-no-sofá. Apenas eu, um banho quente de espuma e nada mais.
       Eu não devia sonhar tão alto.
       Depois de enviar os dois mais velhos para a escola, pus o menor sentado à frente da TV e disse:
       - Querido, ouve com atenção. A tua mamã vai explodir. Ela está perdendo a cabeça. Está à beira de um ataque de nervos. Tudo isto por ter filhos. Estás a entender-me?
       Ele acenou vagamente enquanto cantava: - O Barney é um dinossauro na nossa imaginação...
       - Está bem. Se tu quiseres ser agora um garotinho bonzinho, vais ficar aqui sentado a assistir ao Barney enquanto a mamã toma um banho delicioso, quente, pacífico, relaxante. Não quero que me perturbes. Quero que me deixes sozinha durante trinta minutos. Não te quero ver ou ouvir. Certo?
       Aceno.
       - "Bom dia, meninos e meninas..." – ouvi o apresentador dizer na televisão. Fui para a casa de banho com os dedos cruzados. Fiquei olhando a água a encher a banheira. Vi o espelho e a janela ficarem cobertos de vapor. Observei a água a tornar-se azul com os sais de banho. Entrei.

Ouvi uma batida na porta.
       - Mamã! Mamã? Estás aí, mamã?
       Aprendi há muito tempo que ignorar os meus filhos não faz com que se vão embora.
       - Sim, estou aqui. O que queres?
       Houve uma longa pausa, enquanto ele tentava decidir o que queria.
       - Olha, posso comer alguma coisa?
       - Tu acabaste de tomar o pequeno almoço. Não podes esperar um pouco?
       - Não. Estou morrendo de fome. Preciso de comer agora.
       - Está bem. Come uma caixa de passas.
       Ouvi os passos dele a ir para a cozinha, ouvi enquanto puxava cadeiras e banquinhos, tentando chegar à prateleira das passas, senti o chão vibrar quando pulou da bancada da cozinha, e ouvi - o a correr de volta para a sala da TV. "Oi, Susie! Tu sabes de que cor é
a relva...?"

       Toc, toc, toc.
       - Mamã? Mamã? Estás aí, mamã?
       Suspiro.
       – Sim, ainda estou aqui. O que queres agora?
       Pausa.
       – Olha,... eu também preciso de tomar banho.
       - Queridinho, tu não podes esperar até que eu termine?
       A porta abriu-se levemente.
       - Não. Preciso de tomar banho agora. Estou sujo.
       - Sujo! Tu estás sempre sujo! Desde quando te incomodas com isso?
       A porta abriu-se toda.
       - Eu preciso mesmo de tomar banho, mamã.
       - Não, não precisas. Vai-te embora.
       Ele ficou de pé no meio da casa de banho e começou a tirar o pijama.
       - Vou entrar contigo e tomar banho também.
       - Não! Tu não vais entrar comigo e tomar banho! Eu quero tomar banho sozinha! Quero que te vás embora e me deixes em paz!
       Comecei a parecer o garotinho de três anos com quem argumentava.
       Ele subiu na beira da banheira, balançando-se cuidadosamente, e disse:
       - Vou entrar contigo, está bem, mamã?
       Comecei a berrar.
       – Não! Não está bem. Quero tomar banho sozinha! Não quero dividir! Não quero ninguém comigo!
       Ele pensou um pouco e disse:
       - Tudo bem. Vou só sentar-me aqui e tu podes ler-me um livro. Não vou entrar, mamã, até que acabes.
       Deu-me um sorriso charmoso, de derreter corações.

       Passei então a minha manhã-sozinha lendo: "Um peixinho, dois peixinhos, ..." para um garotinho nu sentado na borda da banheira, com o queixo apoiado nos joelhos, os braços em volta das pernas curvadas, um sorriso leve nos lábios.


       Por que lutar? Não demora muito até que eu tenha todo o tempo-a-sós que quiser. E irei então provavelmente sentir falta de não ter mais tempo-juntos.


Crystal Kirgiss
Histórias para o Coração da Mãe (Adaptado)



sexta-feira, 30 de julho de 2010

A ANSIEDADE


«Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos, quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestido?» Mateus 6:25.

       Encontrava-me no escritório da Escola, na Missão de Munguluni, em Moçambique. Apercebi-me de alguém que estava à porta, querendo falar comigo. Era o Molesse, um aluno, que se mostrava muito angustiado. Estava com um problema que não conseguia resolver. Depois de o ouvir, tranquilizei-o, dizendo-lhe que eu tomaria o caso à minha responsabilidade e que o seu problema se resolveria. Agradeceu-me e saiu.
       Ouvi cantar. Saí para ver quem cantava. Era o Molesse que cantava despreocupadamente. Toda a sua ansiedade tinha desaparecido.

       Ansiedade é um estado desagradável, exprimindo a expectativa de um perigo que se apresenta impreciso e indefinido e perante o qual o indivíduo se sente indefeso. Além da tensão difusa que a caracteriza, a vivência da ansiedade acompanha-se muitas vezes de reacções somáticas. (Sintomas físicos).
       Não importa se se é rico ou pobre, culto ou inculto, nobre ou plebeu, para sofrer de desânimo e adquirir consequências muito graves. No ambiente em que o cristão está inserido, a ansiedade tem um grande poder que o enfraquece, no que respeita ao seu estado psíquico, físico e espiritual, tornando-o permeável e, como consequência, menos resistente na luta diária que tem de travar. É por isso que encontramos tanta gente desanimada, e a sofrer de doenças mentais, ligeiras ou mesmo graves.
       O apóstolo Pedro aconselha-nos: «Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós» (I Pedro 5:7). Deus conhece o dia de amanhã, e é Ele que nos convida a não andarmos ansiosos, deprimidos, stressados, nem perplexos.
       Tem um grave problema com o seu filho ou filha, algo que o angustia? O seu marido ou esposa tem uma doença? Está à espera de um exame clínico e pressagia um resultado desfavorável? Não tem confiança no dia de amanhã? Está desempregado ou desempregada? Lembre-se que Jesus o (a) pode acalmar dando-lhe plena confiança. Lembre-se que o dia de amanhã ainda não está criado. Ele ainda não existe. Só Deus é que tem nas Suas mãos o dia de amanhã. Vá, usando toda a certeza, em oração a Deus, e entregue nas Suas mãos todas as suas angústias. Em Cristo está a solução.
       Diz Jesus aos angustiados modernos: «Não andeis cuidadosos (ansiosos).» Leia muitas vezes esse conselho dado por Jesus, até acreditar nele. Não se deixe abater pelas dificuldades que o diabo põe no seu caminho. Jesus sabe o que está a dizer e porque o está a dizer. Ele tem nas Suas mãos todas as soluções.

Se hoje, prezado leitor, está deprimido, angustiado, lembre-se de que Jesus lhe está a dizer: «Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida... Decerto o vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas.» (Mateus 6:25, 32).

José Albino F. Vieira


SEM STRESS - Novo Estilo de Vida
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domingo, 25 de julho de 2010

«SÊ FORTE E CORAJOSO»




ARRUACEIROS SURPREENDIDOS

«Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares.» Josué 1:9.

Mary Slessor, de 16 anos de idade, caminhava pela estreita rua de uma favela em Dundee, Escócia. A felicidade brilhava nos seus olhos azuis, enquanto ela pensava nas histórias que contaria às crianças na escolinha bíblica.
Mais adiante, oculto pela sombra de uma casa, estava um grupo de rapazes sujos e maltrapilhos.
- Lá vem ela! - anunciou um deles.
- Esperem até ela passar, depois nós atacamos! - ordenou o líder.
- Oi, rapazes! - disse Mary cumprimentando-os ao passar. - Vocês vão à escola bíblica hoje?
- Não! - gritaram eles, enquanto formavam um círculo ao redor dela. - Não queremos saber nada das suas histórias boazinhas. É melhor parar com essas aulas de Bíblia!
O líder começou a girar um peso de chumbo preso a uma corrente, em círculos que chegavam cada vez mais perto da cabeça de Mary. Ela podia sentir o vento que aquilo produzia.
- Se não se quiser machucar, deixe-nos em paz - ameaçaram os garotos.

Mary ficou absolutamente imóvel. Mesmo quando o chumbo passou a uma fracção de centímetro da sua testa, ela não se amedrontou. "Sê forte e corajosa", disse Mary a si mesma. "Não temas, pois estás fazendo o trabalho de Deus, e Ele está contigo. Ele te fortalecerá."
A mão do líder caiu, e o chumbo retiniu no pavimento da rua.
- Ela é corajosa! - disse ele aos seus companheiros. - Não conseguimos assustar Mary Slessor!
Os rapazes recuaram e abriram passagem para ela. Alguns dos arruaceiros se retiraram, mas outros a seguiram até à escola bíblica.
Alguns anos mais tarde, Mary foi sozinha para a África, como missionária. Lá, também, se recusou a tomar o caminho fácil da fuga. Tão pouco perdeu o seu tempo lutando. Enfrentou corajosamente tribos governadas pela bruxaria, onde a tortura por envenenamento e óleo a ferver eram práticas aceites. Conquistou-lhes o respeito porque foi suficientemente corajosa para dialogar com os chefes de igual para igual.

Mantendo a Amizade
«A luta e a fuga pioram os conflitos. Enfrentar o problema coloca em foco o conflito. Dá à outra pessoa a liberdade de ajudar a resolvê-lo. Abre espaço para uma solução.»

Dorothy Eaton Watts
Amigo é Para Essas Coisas - Inspiração Juvenil

SE

Se és capaz de manter a tua calma,
quando todo o mundo ao redor já a perdeu
e te culpa;
de crer em ti quando estão
todos duvidando, e, para estes,
no entanto, achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar
sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso;
ou, sendo odiado, sempre ao ódio
te esquivares, e não parecer bom demais,
nem pretensioso.

Se és capaz de pensar, sem que a isso,
só, te atires; de sonhar, sem fazer
dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Derrota e o Triunfo,
conseguires tratar da mesma forma a esses
dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
em armadilhas as verdades que disseste,
e as coisas por que deste a vida,
estraçalhadas, e refazê-las,
com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
e perder; e, ao perder, sem nunca
dizer nada, resignado tornar
ao ponto de partida.
De forçar o coração, nervos,
músculos, tudo a dar seja o que for
que neles ainda existe,
e a persistir assim, quando,
exausto, contudo resta a Vontade em ti
que ainda ordena: - Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe
não te corromperes, e, entre reis,
não perder a naturalidade.
E, de amigos, quer bons, quer maus,
te defenderes; se a todos podes ser
de alguma utilidade.
E, se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo o valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo!
E, o que é muito mais,
És um HOMEM, meu filho!


Rudyard Kipling



sexta-feira, 16 de julho de 2010

CRISTIANISMO AUTÊNTICO


«Sabe, porém isto; que, nos últimos dias, ...haverá homens amantes de si mesmos, ...tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder.» II Timóteo 3:1, 2 e 5.

A história passou-se num colégio interno. Era já noite e os alunos jantavam. Subitamente houve um corte de electricidade e as luzes daquele refeitório apagaram-se. Aproveitando as circunstâncias, os jovens que ali se encontravam começaram a atirar comida uns aos outros. Quando finalmente a luz voltou, aquele refeitório estava irreconhecível. Por incrível que pareça, os alunos encontravam-se sentados e quietos como se nada tivesse acontecido. Perante este cenário, o Director da Escola foi obrigado a intervir. Dirigindo-se ao grupo, disse simplesmente uma frase:

"O verdadeiro carácter vê-se no escuro."


Como é que tenho agido quando ninguém está a ver?

Muitas vezes temos a tendência de colocar máscaras, e acabamos mesmo por nos tornar mestres no disfarce. Infelizmente, esta caraterística tem afectado o mundo cristão, retirando-lhe o seu poder.

Muitas vezes é no lar, com a porta fechada, que revelamos verdadeiramente quem somos:
        - Maridos, como têm tratado as vossas esposas? Será que em casa as tratamos de forma diferente do que na igreja?
        - Mulheres, como têm agido com os vossos maridos?
        - Pais, como têm usado a vossa autoridade para com os vossos filhos?
        - Filhos, de que forma têm falado aos vossos pais?

        - Prezado amigo, como tem agido para com Deus?
        - Será que andamos a brincar aos bons cristãos?
        - Se hoje estivéssemos na igreja: maridos, mulheres, pais e filhos, e se fosse projectado no ecrã o filme de como agimos na nossa última semana, ficaríamos à vontade?

Um dia, Jesus estava com fome e, ao avistar uma figueira, embora esta estivesse cheia de folhas, a sua aparência era enganosa, pois não havia frutos. A falsa aparência da figueira foi a causa da sua destruição. Jesus, ao fazer secar aquela figueira, quis ensinar aos discípulos, e a nós hoje, o resultado de uma vida vazia de conteúdo e cheia de aparência.
Certamente que todos gostaríamos de viver à altura daquilo em que acreditamos. Mas tudo depende de quem está ao controlo da minha vida: Eu ou Deus?
Que o Senhor nos ajude a deixarmos de querer seguir o nosso próprio caminho, escondendo-nos atrás de uma capa religosa, mas peçamos como David:

«Sonda-me, ó Deus, e conheçe o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno.» (Salmos 139:23, 24).

Samuel Aires



«A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exacto; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússula o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é recto, ainda que caiam os céus.»
Ellen White  in  EDUCAÇÃO

sexta-feira, 9 de julho de 2010

CRIADOS PARA O RELACIONAMENTO



«E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança... e criou Deus o homem à Sua imagem: à imagem de Deus os criou; macho e fêmea os criou.» Génesis 1:26,27.

        Muitas são as possíveis leituras suportadas por esta afirmação bíblica. O humano é a imagem e semelhança de Deus porque é belo, porque é inteligente, porque é agente moral livre, porque é criador, porque é plural - o humano é plural - macho e fêmea, tal como o Divino é plural - Pai, Filho e Espírito Santo.

        Este plural implica outra característica de Deus - o ser relacional. A Divindade vive em relação entre Si e nessa relação os Seus membros são Um. Mais, essa relação é Criadora, trazendo à existência mundos e seres para com Eles se relacionar. Deus vive em relação com os seres que criou. Criou-nos para a relação com Ele e uns com os outros.

        Deus mostra isso muito bem na ordem da Criação. O primeiro dia completo da existência humana é um Sábado - um dia sem trabalho. Dia de repouso para uma fadiga que ainda não existia, um dia sem actividades promotoras de sustento. O Sábado é um dia para nutrir os relacionamentos com Deus, a Fonte da Vida e com o outro semelhante. A Fonte da Vida é relacional e não nutricional. O Homem deve cuidar da sua dimensão espiritual e afectiva antes da física e material.

        Esta dimensão relacional - vertical, horizontal e intra-pessoal - não é opcional, é vital. No dizer de Mark W. Baker, «tal como necessitamos de um espelho para reflectir a nossa imagem física, para nos dar a sensação do nosso aspecto físico, precisamos que os outros nos estimulem emocionalmente para termos a sensação de quem somos em termos psicológicos. Aquilo que somos é profundamente influenciado pelas nossas relações com os outros. Precisamos deles para sermos saudáveis. Tentarmos viver uma vida isolada seria violarmos a nossa própria natureza; mas reconhecer a nossa dependência fundamental de alguém exterior a nós próprios, é a unica maneira de a realizarmos.»

        Talvez o desenvolvimento, cada vez mais vasto, de enfermidades do foro psíquico se deva ao facto de nos contentarmos com a mediocridade a nível relacional. Os nossos sentimentos são cada vez mais pobres, superficiais e insatisfatórios, por isso somos cada vez mais imaturos, vazios e alienados da nossa realidade de seres criados à imagem e semelhança de Deus.

        Hoje, não fuja de Deus, nem de si próprio, nem do(s) outro(s). O sentido da sua existência e o segredo da sua felicidade, estão neste tríplice encontro.


Hortelinda Gal - Directora da  ASSOCIAÇÃO FAMÍLIA AMIGA


A ASSOCIAÇÃO FAMÍLIA AMIGA é uma IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social)

- Desenvolve atendimento personalizado nas áreas:

1. Avaliação psicológica de crianças e jovens.
2. Aconselhamento individual e familiar.
3. Aconselhamento jurídico na área da Família.

- Promove encontros de pais com vista à promoção das competências parentais.
- Acções culturais para a Família.

O Gabinete de Atendimento à Família o que é?

* É um espaço aberto de apoio à Família na resolução dos seus problemas.
* É um espaço de informação sobre serviços de apoio à resolução de problemas do dia-a-dia - conflitos conjugais, violência doméstica, consumo de substâncias tóxicas, regulação do poder parental, etc...

Objectivos do Gabinete:

* Ser um interlocutor das famílias procurando ajudá-las a superar as suas dificuldades psicossociais.
* Intervir na interacção conjugal e parental com vista à promoção de relações saudáveis.

O que temos para oferecer?

* Espaço de conversa e partilha
* Aconselhamento
* Apoio Psicológico
* Avaliação Psicológica
* Orientação Vocacional
* Apoio Jurídico na área de intervenção da Associação
* Encaminhamento para outros serviços.

Como Funcionamos?

Prestamos:
- Atendimento Individual
- Atendimento à Família

Como pode contactar-nos:

Avenida Almirante Reis nº 219 - C/V Direita, 1000-049, Lisboa
Telefones:   218454230  /  969785100
E-mail:  associacaofamiliaamiga@clix.pt


sexta-feira, 7 de maio de 2010

O EXEMPLO FIRME    



       Era uma vez, há muito, muito tempo - como reza a história - um príncipe.
       Ele era um príncipe, já se vê, porque o seu pai era um rei. Um dia, este príncipe tornar-se-ia, ele próprio, um rei. Isto é, depois que o seu pai morresse. Mas, entretanto, o príncipe amava bastante o seu pai e estava feliz por ser simplesmente um príncipe.
       Ele era um príncipe bem característico, comparado com os outros príncipes das redondezas. Tinha um nariz bastante principesco. O seu perfil assentava perfeitamente a alguém na fase da sua vida. E ele tinha um ar bastante nobre. Até a sua roupa era principesca (disso se ocupava o seu camareiro para que assim fosse).
       Mas havia algo no qual este príncipe era diferente, o que lhe causava imensa tristeza, como também ao seu pai e muito especialmente ao seu alfaiate. É que o príncipe era corcunda.
       O seu pai persuadia-o e encorajava-o, pleiteava e suplicava. Mas o príncipe não se endireitava. O rei convocou especialistas no campo da geometria esquelética e posicionamento muscular, mas nada podia ajudar o encurvado príncipe. O rei chegou mesmo a chamar um homem com um tambor, que o fizesse rufar de cada vez que o príncipe passasse, para que ele se lembrasse do seu defeito e o levasse então a esforçar-se por se endireitar. Mas, em breve, a algazarra que o tambor fazia esfrangalhou os nervos do rei e os seus planos foram por água abaixo.
       Um dia apareceu um escultor à porta do rei, à procura de trabalho.
       - Faz uma escultura do meu filho, o príncipe - ordenou o rei. Talvez se ele vir quão deformado é, se endireite.
       O escultor começou o seu trabalho na sala de desenho, e em breve o grande bloco de mármore começou a tomar uma forma humana, um tanto ou quanto vaga. Cada dia, o encurvado príncipe vinha observar o progresso da escultura. Cada dia esta se tornava mais e mais numa imagem humana.
       Mas havia algo de estranho acerca desta escultura do príncipe. Ela não se parecia nada com o príncipe. Claro - ela tinha o nariz principesco, um perfil bastante forte e roupagem real. Mas este rapaz estava bem direito e alto sem aquela horrível corcunda nas costas.
       O príncipe estava fascinado pela escultura. Ele tentou imitá-la o melhor que pôde. Ela era um exemplo do que ele queria tão desesperadamente ser. Ele passou horas a olhar fixamente para ela, memorizando cada linha, percorrendo com as suas mãos o mármore macio, fixando os olhos no rosto principesco.
       Então um dia, quando a estátua estava quase acabada, o rei voltou a casa depois duns combates e entrou na sala de desenho. Lá estava a estátua do seu filho, direita e alta - perfeitamente formada.
       O rei ficou lívido. A sua cara enrubesceu-se condizendo com o seu manto. A sua boca abriu-se desmesuradamente e os seus olhos esbugalharam-se com a pressão do sangue que lhe subiu à cabeça. Ele estava quase a agredir ferozmente o desobediente escultor quando o jovem príncipe entrou e avançou em direcção ao rei.
       Tão rápido quanto a sua face se tinha enrubescido, o rei tornou-se branco com o choque, porque o jovem príncipe estava tão direito e alto como a estátua.


Autor Desconhecido

«Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados.» Efésios 5:1.

sábado, 1 de maio de 2010

ESPECIALMENTE PARA AS MÃES


RETRATO DE MÃE

Existe uma mulher que possui algo de Deus, pela imensidade do seu amor
e muito de anjo pela incansável solicitude dos seus cuidados;
uma mulher que sendo jovem, tem a reflexão de uma anciã
e na velhice trabalha com o ardor da juventude;
uma mulher que se é ignorante, descobre os segredos da vida com mais acerto que um sábio,
e se é instruída acomoda-se à simplicidade das crianças;
uma mulher que sendo pobre satisfaz-se com a felicidade dos que ama
e sendo rica, daria com prazer a sua fortuna para não sentir no seu coraçao
a dor da ingratidão;
uma mulher que sendo forte, estremece ante o vagido de uma criança,
e sendo débil veste-se com a bravura do leão;
uma mulher que quando viva não a sabemos estimar porque ao seu lado todas as dores são esquecidas;
porém, após a sua morte, daríamos tudo o que somos e tudo o que temos, para fitá-la um só momento,
para receber dela um único abraço, para ouvir dos seus lábios uma só palavra.

Desta mulher não me peçais o nome se não quereis que encharque com lágrimas este álbum,
porque eu a vi passar no meu caminho.

Quando crescidos forem, minha senhora, os vossos filhos,
lede-lhes esta página e eles, cobrindo de beijos a vossa fronte,
vos dirão que um humilde viajante, em paga da hospedagem suntuosa
aqui recebida,
deixou para vós e para eles um esboço do retrato da sua mãe.


Ramón Angel Jara
Bispo Chileno


MENSAGEM PARA AS MÃES

O Mundo necessita de Mães que o sejam não meramente no nome,
          mas no sentido mais amplo da palavra.
Por isso, Mãe, compreenda a magnitude do seu trabalho e,
          na força de Deus, assuma a missão da sua vida.
Eduque os seus filhos para serem úteis neste mundo e no Mundo futuro.
A Mãe é a rainha do Lar, e os seus filhos são os seus súbditos.
A Mãe que assume alegremente os deveres que se encontram
          no seu caminho sentirá que a vida para si é preciosa,
          porque Deus deu-lhe uma missão para cumprir.
O trabalho da Mãe é-lhe dado por Deus,
          para criar os seus filhos no caminho do Senhor.
Dentre todas as actividades da vida,
          o mais sagrado dever da Mãe são os filhos.
A Mãe é o instrumento de Deus para tornar a sua família cristã.
Cumpre-lhe, com a ajuda divina, gravar na mente humana
          a imagem de Deus.
Depois de Deus, o poder da Mãe é a maior força para o Bem na Terra.
Grandes responsabilidades repousam sobre as Mães.
Mesmo que não ocupem uma posição importante
          na administração do País, podem realizar um grande trabalho
          para Deus e para a Pátria.
Podem educar os seus filhos.
Através das suas fervorosas orações,
          podem mover O Braço que move o Mundo.
É impossível avaliar o poder das orações de uma Mãe.
Aquela que se ajoelha ao lado dos filhos,
          nas suas dificuldades de infância, ou nos perigos da sua juventude,
          só saberá no futuro a influência das suas orações.
As portas do céu estão abertas para cada Mãe
          que deseja depor os seus fardos aos pés do Salvador.
Ele convida as Mães a conduzirem os pequeninos
          para serem por Ele abençoados.
Até o bebé nos braços da sua Mãe
          pode repousar sob a sombra do Todo-Poderoso,
          através de uma Mãe que ora.


Texto baseado em Ellen G. White,
elaborado pela Escola Sabatina
da Igreja Adventista do 7º Dia em Alvalade, Lisboa.